Domingo, Maio 25, 2008
Spray nasal para reduzir a timidez
Um novo tratamento para a timidez excessiva está sendo estudado na Alemanha. De acordo com um estudo publicado na revista Neuron pelos pesquisadores Dr. Thomas Baumgarten, Professor Markus Heinrichs e Professor Ernst Fehr, da Universidade de Zürich, inalar oxitocina reduz a timidez e, mesmo a desconfiança em estranhos.
A oxitociona, conhecida como "hormônio do amor", tem um papel importante nas relaçòes sociais, nos sentimentos maternos e está presente no cérebro durante as relações sexuais.
O estudo mostra que inalar o hormônio baixa a atividade da amídala, região cerebral relacionada ao medo e ao perigo. Os mesmos circuitos neurais têm um papel importante em desordens sociais. estão sendo feitos testes para verificar se um spray nasal poderia reduzir a timidez, o medo social e a ansiedade em situações sociais.
O hormônio também é candidato a tratar o autismo:
"Pessoas com autismo também têm medo de situações sociais e problemas com a interação; assim, é bastante provável que a oxitocina possa ajudá-las", diz o Dr. Thomas Baumgarten, acrescentando que estudos da Escola de Medicina Mount Sinai, de Nova York, sugerem que pode servir para adultos com dificuldades em recohecer emoções.
Love hormone could banish shyness
http://www.telegraph.co.uk/earth/main.jhtml?view=DETAILS&grid=A1&xml=/earth/2008/05/23/scishy123.xml
Daily Telegraph, disponível em 23/5/2008
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 25.5.08
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Sábado, Maio 24, 2008
Prefeitura de Oiapoque comemora aniversário e entrega UBS para moradores
| Mariléia Maciel | Corrêa Neto online | 21/5/2008 |
O município de Oiapoque, o mais distante de Macapá, completa nesta sexta-feira (23), 63 anos de criação. Cidade de fronteira, a história de Oiapoque é marcada por lutas pela área privilegiada e por ser ponto de variedade de raças, etnias, dialetos, culturas, moedas e tradições. Para comemorar a data, a Prefeitura está oferecendo aos moradores uma série de serviços e benefícios em todas as áreas administradas pelo município. O setor da saúde, considerado um dos mais críticos no atendimento e falta de estrutura, é o que receberá maior incentivo da Prefeitura com a inauguração da Unidade Básica de Saúde do bairro Nova Esperança. Atualmente os principais problemas de saúde dos moradores são resolvidos fora do município, em Macapá, distante 600 km de carro e a 2 horas de avião,e no outro lado da fronteira, em São Jorge ou Caiena, para quem tem documentação. A prefeitura administra hoje 10 UBS, incluindo zonas urbanas e rural, com atendimento básico e junto com Governo Estadual coordena o Pronto Socorro.
Após a inauguração, a intenção é atender 65 pessoas por dia. A UBS Nova Esperança terá atendimento básico e especializado nas áreas de odontologia, fonaudiologia e fisioterapia para portadores de necessidades especiais. Os profissionais são contratados do município e irão dar atendimento em salas com recursos multifuncionais.
Os portadores de necessidades especiais terão na UBS o principal ponto de atendimento especializado. A secretária de Saúde, Danniela Pinheiro, explica que a Secretaria tem cadastrada mais de 60 crianças especiais, entre as principais necessidades estão os portadores da síndrome de dow, autismo, surdo-mudos e deficientes visuais e mentais. “Nossa equipe terá condições de dar tratamento adequado à essa crianças, teremos médicos especialistas e local apropriado”, fala a secretária.
Com aproximadamente 20 mil habitantes incluindo os indígenas, os administradores investem em saúde. “Oiapoque está deixando de ser conhecido como um município que não dá condições de tratamento de saúde para os moradores, é difícil, mas pretendemos dar uma virada positiva na saúde”, diz o vice-prefeito, Nilson Caluf. O vice-prefeito garante que até o final deste ano a comunidade poderá sentir a diferença nas condições e melhoria nos tratamentos. “Queremos deixar de ser exportador de doentes, em algumas situações precisamos recorrer a outros centros, mas tem muitos problemas que podem ser resolvidos na cidade e estamos trabalhando para isso”, diz Caluf..
Prefeitura de Oiapoque comemora aniversário e entrega UBS para moradores
http://www.correaneto.com.br/noticias/05/21_5_08oiapoque.htm
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 24.5.08
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Sexta-feira, Maio 23, 2008
Vacinas e autismo revisitados – O caso Hannah Poling
| Dr. Paul A. Offit, médico | The New England of Medicine | Volume 358:2089-2091 May 15, 2008 Number 20 |
| enviado por Cecília Almeida para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil |
Em 11 de abril de 2008 o Comitê Consultivo Nacional para Vacinas deu um passo incomum: em nome da transparência, confiança e colaboração, pediu a pessoas do público para ajudá-lo a definir sua agenda de pesquisas sobre a segurança das vacinas para os próximos cinco anos. Muitos pais, dada a oportunidade, expressaram sua preocupação sobre se vacinas podem causar autismo – um temor que foi recentemente alimentado pela extensa cobertura dada pela mídia a uma entrevista coletiva envolvendo uma garota de nove anos chamada Hannah Poling.
Quando tinha 19 meses, Hannah, a filha de Jon e Terry Poling, recebeu cinco vacinas – difteria-tétano-coqueluche, Haemophilus influenzae tipo B (Hib), sarampo-caxumba-rubéola (MMR), varicela e Sabin. Na época, Hannah era interativa, brincalhona e comunicativa. Dois dias depois, estava letárgica, irritável e febril. Dez dias depois da vacinação, desenvolveu uma erupção de pele consistente com varicela (catapora) induzida por vacina.
Meses depois, com atraso no desenvolvimento neurológico e psicológico, Hannah foi diagnsoticada com encefalopatia causada por um déficit enzimático mitocondrial. Os sintomas incluíam problemas com linguagem, comunicação e comportamento – quadro típico de autismo. Apesar de não ser incomum que crianças com déficit das enzimas da mitocôndria desenvolvam sinais neurológicos entre o primeiro e o segundo anos de vida, os pais de Hannah acreditam que as vacinas desencadearam sua encefalopatia, processaram o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (Department of Health and Human Services – DHHS) pedindo uma compensação dentro o Programa de Compensação por Danos Vacinais (Vaccine Injury Compensation Program – VICP) e ganharam.
Em 6 de março, os Poling levaram seu caso a público. Sentado em frente aos microfones de várias grandes redes de comunicação, Jon Polling disse que
“os resultados deste caso podem significar uma decisão histórica para as crianças que desenvolvem autismo após a vacinação”. (1) Por anos, as agências de saúde federais e as organizações profissionais têm reassegurado ao público que vacinas não causam autismo. Agora, com o DHHS fazendo essa concessão em uma corte de apelação federal, o Governo parece estar dizendo exatamente o contrário. Pegos no meio da discussão, os médicos ficaram perdidos, tentando dar uma explicação para as razões por trás dessa decisão do VICP.
O caso Poling é melhor entendido no contexto do processo decisório deste singular julgamento da vacina. No final dos anos 1970 e início dos 1980, os advogados americanos tiveram sucesso em processar as companhias farmacêuticas, alegando que vacinas causavam uma série de doenças, incluindo coma inexplicado, a síndrome da morte súbita infantil, síndrome de Reye, mielite transversa, retardo mental e epilepsia. Lá por 1986, apenas um dos fabricantes da vacina tríplice para difteria- tétano-coqueluche ainda não tinha deixado o mercado. O Governo Federal, então, deu um passo, criando o Ato Nacional dos Danos Causados por Vacinas Infantis (National Childhood Vaccine Injury Act), incluindo a criação do VICP. Patrocinado por um imposto federal incluído no preço de cada dose de vacina, o VICP listou uma série de danos e suas compensações. Se estudos científicos dessem suporte à noção de que vacinas tinham causado um evento adverso – como a trombocitopenia depois da vacina de sarampo ou paralisia depois de receber a vacina Sabin – as crianças e suas famílias seriam compensadas de forma rápida, generosa e com justiça. O número de processos contra os fabricantes de vacinas decaiu dramaticamente.
Infelizmente, o VICP parece ter dado as costas à Ciência. Em 2005, Margaret Althen teve sucesso em sua reclamação de que uma vacina antitetânica teria causado sua neurite óptica. Apesar de não haver evidências que dessem suporte a sua reivindicação, o VICP deu o parecer de que, se um reclamante propusesse um mecanismo biologicamente plausível pelo qual uma vacina pudesse causar-lhe um dano, tanto quanto uma seqüência lógica de causa-e-efeito, uma indenização estaria garantida. A porta aberta por esse e outros pareceres ajudou os reclamantes a alegar com sucesso que a vacina MMR causara fibromialgia e epilepsia, a vacina de hepatite B causara a síndrome de Guillain-Barré e polineuropatia desmielinizante crônica e a vacina para Hib teria causado mielite transversa.
Nenhum caso, no entanto, representou maior desvio dos padrões originais do VICP que o de Dorothy Werderitsh, que, em 2006, obteve sucesso ao alegar que a vacina da hepatite B lhe teria causado esclerose múltipla. À época do julgamento, vários estudos tinham mostrado que essa vacina não causava nem exacerbava a doença, e o Instituto de Medicina tinha concluído que “as evidências favorecem a rejeição de uma relação causal entre a vacina da hepatite B e a esclerose multipla” (2). Mas o VICP foi menos impressionado com a literatura científica do que com o especialista que propôs um mecanismo pelo qual a vacina da hepetite B poderia induzir uma autoimunidade (uma irônica conclusão, uma vez que Dorothy Werderitsh nunca tivera uma resposta imune detectável à vacina.).
Como no caso Werderitsh, a concessão do VICP para Hannah Poling foi pobremente embasada. Primeiramente, se é claro que infecções naturais podem exacerbar sintomas de encefalopatia em pacientes com deficiências enzimáticas mitocondriais, não há claras evidências de que vacinas causem o mesmo efeito. De fato, porque crianças com tais deficiências são particularmente suscetíveis a infecções, é recomendado que recebam todas as vacinas.
Em segundo lugar, a crença de que a administração de múltiplas vacinas pode sobrecarregar ou enfraquecer o sistema imunológico de uma criança suscetível está em contradição com o número de componentes imunológicos contidos nas vacinas modernas. Há um século, as crianças recebiam uma vacina, de varíola, que continha cerca de 200 proteínas virais estruturais e não-estruturais. Hoje, graças aos avanços na purificação de proteínas e à tecnologia de recombinação do DNA, as 14 vacinas dadas às crianças pequenas contêm cerca de 150 componentes imunológicos. (3)
Terceiro, apesar de os especialistas que testemunharam compartilhando a crença dos Polings poderem razoavelmente argumentar que o desenvolvimento de febre e erupções de varicela depois da administração de nove vacinas ser suficiente para estressar uma criança com deficiência enzimática mitocondrial, Hannah tinha outros desafios imunológicos que não esiveram relacionados às vacinas. Ela tinha freqüentes episódios de febre e otite média, eventualmente necessitando da colocação de tubos de polietileno bilateral. Nada disso representa um histórico médico incomum. Crianças costumam ter quatro a seis doenças com febre por ano durante o começo de suas vidas (4); as vacinas dão uma minúscula contribuição a este desafio antigênico.
Quarto, sem dados que claramente inocentassem as vacinas, poderia ser argumentado que crianças com deficiências enzimáticas mitocondriais podem ter um menor risco de exacerbação se as vacinas forem evitadas, atrasadas ou separadas. Mas tais mudanças terão um preço. Espaçando as vacinações, aumentaria o tempo em que as crianças ficariam suscetíveis a infecções, dando a um risco teórico do risco das vacinas mais importância que a um risco provado das doenças preveníveis pelas vacinas. Estas doenças não são meramente históricas: pneumococo, varicela e coqueluche ainda são comuns nos Estados Unidos. Recente surto de sarampo na Califórnia, Arizona e Wisconsin entre crianças cujos pais escolheram não vacina-las mostrou o risco real de uma descrença da população na imunização.
Depois da entrevista dos Polings, a diretora dos Centros para controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention), Julie Gerberding, respondeu a suas alegações de que as vacinas teriam causado o autismo de sua filha:
-“Deixem-me ser bem clara: o governo não deu absolutamente nenhuma declaração ... indicando que as vacinas são uma causa do autismo”. (5)
O maior desafio para Gerberding estava em definir o termo “autismo”. Porque este é um diagnóstico clínico, as crianças são definidas autistas com base em um conjunto de aspectos clínicos. Hannah Poling claramente tem dificuldades com a linguagem, fala e comunicação. Mas tais traços de sua condição considerados autistas são parte de uma encefalopatia global causada por uma deficiência enzimática mitocondrial. A síndrome de Rett, esclerose tuberosa, síndrome do X-frágil e síndrome de Down em crianças também podem mostrar esses traços autistas. De fato, traços reminiscentes de autismo são evidentes em todas as crianças com profundos prejuízos na cognição, mas tais similaridades são superficiais e seus mecanismos causais e influências genéticas são diferentes dos casos clássicos de autismo.
Concluindo, o VICP deveria definir mais rigorosamente os critérios pelos quais determina se uma vacina causa danos. De outra maneira, a mensagem que o programa inadvertidamente passa ao público vai desgastar a confiança nas vacinas e prejudicar aqueles a quem se destina proteger.
O Dr. Offit informa que é co-inventor e co-proprietário de uma patente da vacina RotaTeq para rotavírus, da qual ele e sua instituição recebem royalties, bem como trabalha no quadro de consultores da Merck. Outros potenciais conflitos de interesse relevantes para este artigo não foram citados. É chefe para doenças infecciosas do Hospital Infantil da Filadelfia (Children's Hospital of Philadelphia) e professor de Pediatria na Escola de Medicina da Universdiade da Pensilvânia (University of Pennsylvania School of Medicine) ambas na Filadélfia.
Referências- CNN. American Morning. March 6, 2008 (Programa de TV).
- Stratton K, Almario DA, McCormick MC, eds. Immunization safety review: hepatitis B vaccine and demyelinating neurological disorders. Washington, DC: National Academies Press, 2002.
- Offit PA, Quarles J, Gerber MA, et al. Addressing parents' concerns: do multiple vaccines overwhelm or weaken the infant's immune system? Pediatrics 2002;109:124-129. [Texto integral]
- Dingle JH, Badger GF, Jordan WS Jr. Illness in the home: a study of 25,000 illnesses in a group of Cleveland families. Cleveland: Press of Western Reserve University, 1964.
- Rovner J. Case stokes debate about autism, vaccines. National Public Radio (NPR), March 7, 2008.
http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=87974932.)
Vaccines and Autism Revisited - The Hannah Poling Case
On April 11, 2008, the National Vaccine Advisory Committee took an unusual step: in the name of transparency, trust, and collaboration, it asked members of the public to help set its vaccine-safety research agenda for the next 5 years. Several parents, given this opportunity, expressed concern that vaccines might cause autism - a fear that had recently been fueled by extensive media coverage of a press conference involving a 9-year-old girl named Hannah Poling.
When she was 19 months old, Hannah, the daughter of Jon and Terry Poling, received five vaccines - diphtheria-tetanus-acellular pertussis, Haemophilus influenzae type b (Hib), measles-mumps-rubella (MMR), varicella, and inactivated polio. At the time, Hannah was interactive, playful, and communicative. Two days later, she was lethargic, irritable, and febrile. Ten days after vaccination, she developed a rash consistent with vaccine-induced varicella.
Months later, with delays in neurologic and psychological development, Hannah was diagnosed with encephalopathy caused by a mitochondrial enzyme deficit. Hannah's signs included problems with language, communication, and behavior - all features of autism spectrum disorder. Although it is not unusual for children with mitochondrial enzyme deficiencies to develop neurologic signs between their first and second years of life, Hannah's parents believed that vaccines had triggered her encephalopathy. They sued the Department of Health and Human Services (DHHS) for compensation under the Vaccine Injury Compensation Program (VICP) and won.
On March 6, 2008, the Polings took their case to the public. Standing before a bank of microphones from several major news organizations, Jon Poling said that "the results in this case may well signify a landmark decision with children developing autism following vaccinations."1 For years, federal health agencies and professional organizations had reassured the public that vaccines didn't cause autism. Now, with DHHS making this concession in a federal claims court, the government appeared to be saying exactly the opposite. Caught in the middle, clinicians were at a loss to explain the reasoning behind the VICP's decision.
The Poling case is best understood in the context of the decision-making process of this unusual vaccine court. In the late 1970s and early 1980s, American lawyers successfully sued pharmaceutical companies claiming that vaccines caused a variety of illnesses, including unexplained coma, sudden infant death syndrome, Reye's syndrome, transverse myelitis, mental retardation, and epilepsy. By 1986, all but one manufacturer of the diphtheria-tetanus-pertussis vaccine had left the market. The federal government stepped in, passing the National Childhood Vaccine Injury Act, which included the creation of the VICP. Funded by a federal excise tax on each dose of vaccine, the VICP compiled a list of compensable injuries. If scientific studies supported the notion that vaccines caused an adverse event - such as thrombocytopenia after receipt of measles-containing vaccine or paralysis after receipt of oral polio vaccine - children and their families were compensated quickly, generously, and fairly. The number of lawsuits against vaccine makers decreased dramatically.
Unfortunately, in recent years the VICP seems to have turned its back on science. In 2005, Margaret Althen successfully claimed that a tetanus vaccine had caused her optic neuritis. Although there was no evidence to support her claim, the VICP ruled that if a petitioner proposed a biologically plausible mechanism by which a vaccine could cause harm, as well as a logical sequence of cause and effect, an award should be granted. The door opened by this and other rulings allowed petitioners to claim successfully that the MMR vaccine caused fibromyalgia and epilepsy, the hepatitis B vaccine caused Guillain-Barré syndrome and chronic demyelinating polyneuropathy, and the Hib vaccine caused transverse myelitis.
No case, however, represented a greater deviation from the VICP's original standards than that of Dorothy Werderitsh, who in 2006 successfully claimed that a hepatitis B vaccine had caused her multiple sclerosis. By the time of the ruling, several studies had shown that hepatitis B vaccine neither caused nor exacerbated the disease, and the Institute of Medicine had concluded that "evidence favors rejection of a causal relationship between hepatitis B vaccine and multiple sclerosis."2 But the VICP was less impressed with the scientific literature than it was with an expert's proposal of a mechanism by which hepatitis B vaccine could induce autoimmunity (an ironic conclusion, given that Dorothy Werderitsh never had a detectable immune response to the vaccine).
Like the Werderitsh decision, the VICP's concession to Hannah Poling was poorly reasoned. First, whereas it is clear that natural infections can exacerbate symptoms of encephalopathy in patients with mitochondrial enzyme deficiencies, no clear evidence exists that vaccines cause similar exacerbations. Indeed, because children with such deficiencies are particularly susceptible to infections, it is recommended that they receive all vaccines.
Second, the belief that the administration of multiple vaccines can overwhelm or weaken the immune system of a susceptible child is at variance with the number of immunologic components contained in modern vaccines. A century ago, children received one vaccine, smallpox, which contained about 200 structural and nonstructural viral proteins. Today, thanks to advances in protein purification and recombinant DNA technology, the 14 vaccines given to young children contain a total of about 150 immunologic components.3
Third, although experts testifying on behalf of the Polings could reasonably argue that development of fever and a varicella-vaccine rash after the administration of nine vaccines was enough to stress a child with mitochondrial enzyme deficiency, Hannah had other immunologic challenges that were not related to vaccines. She had frequent episodes of fever and otitis media, eventually necessitating placement of bilateral polyethylene tubes. Nor is such a medical history unusual. Children typically have four to six febrile illnesses each year during their first few years of life4; vaccines are a minuscule contributor to this antigenic challenge.
Fourth, without data that clearly exonerate vaccines, it could be argued that children with mitochondrial enzyme deficiencies might have a lower risk of exacerbations if vaccines were withheld, delayed, or separated. But such changes would come at a price. Even spacing out vaccinations would increase the period during which children were susceptible to natural infections, giving a theoretical risk from vaccines priority over a known risk from vaccine-preventable diseases. These diseases aren't merely historical: pneumococcus, varicella, and pertussis are still common in the United States. Recent measles outbreaks in California, Arizona, and Wisconsin among children whose parents had chosen not to vaccinate them show the real risks of public distrust of immunization.
After the Polings' press conference, Julie Gerberding, director of the Centers for Disease Control and Prevention, responded to their claims that vaccines had caused their daughter's autism. "Let me be very clear that the government has made absolutely no statement . . . indicating that vaccines are a cause of autism," she said.5 Gerberding's biggest challenge was defining the term "autism." Because autism is a clinical diagnosis, children are labeled as autistic on the basis of a collection of clinical features. Hannah Poling clearly had difficulties with language, speech, and communication. But those features of her condition considered autistic were part of a global encephalopathy caused by a mitochondrial enzyme deficit. Rett's syndrome, tuberous sclerosis, fragile X syndrome, and Down's syndrome in children can also have autistic features. Indeed, features reminiscent of autism are evident in all children with profound impairments in cognition; but these similarities are superficial, and their causal mechanisms and genetic influences are different from those of classic autism.
Going forward, the VICP should more rigorously define the criteria by which it determines that a vaccine has caused harm. Otherwise, the message that the program inadvertently sends to the public will further erode confidence in vaccines and hurt those whom it is charged with protecting.
Vaccines and Autism Revisited — The Hannah Poling Case
http://content.nejm.org/cgi/content/full/358/20/2089
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 23.5.08
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Sexta-feira, Maio 02, 2008
Autistas em cativeiro
A revista Época traz matéria sobre pessoas, jovens autistas mantidos em condições de reclusão por suas famílias, que não têm apoio oficial para com eles lidar.
Apressadamente, há quem saia defendendo a internação dessas pessoas, sua institucionalização, como medida eficaz para resolver seus problemas.
Essa visão reducionista simplifica pelo pior caminho a questão das pessoas com autismo - sejam elas "pessoas autistas" ou seus familiares.
"Autista" é adjetivo; o substantivo é "gente". Acredito que a solução seja dar apoio às famílias e não separá-las.
Autistas em cativeiro
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG83487-6014-520,00-AUTISTAS+EM+CATIVEIRO.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 2.5.08
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