Crônica Autista
Um apanhado do noticiário sobre autismo e autistas.
..."não constitui ofensa aos direitos autorais:
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a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;(...)"
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Livro: Vencendo o Autismo - A Menina sem Estrela.
De: Yvonne Meyer Falkas.

Relato da vida de Sheila, filha da autora, e de como a família tem convivido com o autismo. Um testemunho de como foram vencidas etapas com múltiplas adversidades, e suas conquistas. Um apanhado geral sobre o que vem a ser o Autismo, as supostas origens e causas e os preconceitos existentes.

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Quarta-feira, Março 26, 2008

Especialistas discutem atenção ao autista no SUS

| Jornal de Itupeva | 26/03/2008 |

O Ministério da Saúde discute nesta quarta (26) a atenção especial aos autistas que utilizam o Sistema Único de Saúde. O tema será debatido pelo Grupo de Trabalho que tem o objetivo de fazer um diagnóstico das condições de atendimento oferecidas às pessoas com autismo e criar medidas para ampliação do acesso e qualificação da atenção. A primeira reunião será nesta quarta-feira, às 9h30, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Brasília.

De acordo com o coordenador da Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e Drogas do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado, o grupo irá subsidiar o Ministério da Saúde nas medidas para ampliação do acesso ao tratamento no SUS, orientar estados e municípios na organização e qualificação de seus serviços, além de atender às determinações da Lei nº 10.216/01. A legislação trata da proteção dos direitos das pessoas portadoras de transtorno mental e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

Segundo ele, “um dos maiores desafios para a área de Saúde Mental é a construção de uma rede voltada para a população de crianças e adolescentes, considerando suas peculiaridades e necessidades e que siga os princípios estabelecidos pelo SUS. O desafio é a construção e consolidação desta ‘rede pública ampliada’ para a atenção integral em saúde, formada por diferentes instituições, sob direção pública, capaz de garantir o acesso com qualidade”, afirma o coordenador.

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que se caracteriza por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação. Ao contrário do que se imagina, é possível tratá-lo. É um transtorno sem fronteiras geográficas e sociais, ou seja, ocorre no mundo inteiro e em todas as classes sociais e econômicas. De acordo com estudos internacionais, a prevalência de Autismo Infantil Precoce é de dois a quatro casos para cada 10 mil nascidos vivos, enquanto a prevalência da Síndrome do Autismo (que são quadros clínicos semelhantes ao autismo infantil precoce) é de 15 a 20 casos por 10 mil nascidos vivos. O autismo exige recursos variados para seu tratamento (consultas, medicação, oficinas expressivas, integração na escola, grupos de família, estimulação neuro-sensorial), e uma forte participação dos familiares e da sociedade.

O Grupo de Trabalho é composto por: Conselho Nacional de Procuradores do Ministério Público; Associação Brasileira de Magistrados e Promotores de Justiça da Infância e Juventude; Colegiado dos Coordenadores de Saúde Mental; Associação Brasileira de Autismo (ABRA); Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria da Infância e Adolescência (ABENEPI); Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP); Comissão Intersetorial de Saúde Mental do Conselho Nacional de Saúde; Comissão Intersetorial de Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência do Conselho Nacional de Saúde; Federação Nacional das APAES; Federação Nacional das Pestalozzi; Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência e o Ministério da Educação. As propostas originadas do Grupo de Trabalho serão encaminhadas aos gestores do SUS, no Ministério da Saúde, estados e municípios.
    1ª Reunião do Grupo de Trabalho sobre Autismo

    Local: Sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) - Auditório Isabel Santos Setor de Embaixadas Norte – Brasília DF

    Horário: 9h30 às 17h
Especialistas discutem atenção ao autista no SUS
http://www.jornaldeitupeva.com.br/noticia.php?id=080326005112

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 26.3.08

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Estudo sugere que a vacina tríplice não está ligada a autismo

| Management in Practice | 25/3/2008 |

Não há evidências que apóiem a idéia de que a vacina tríplice viral MMR (measles-mumps-rubella, sarampo-caxumba-rubéola) prejudique os intestinos e, assim, cause autismo, de acordo com um novo estudo.

Pesquisadores examinaram a chamada teoria "leaky gut" (intestino avariado), que sugere que vacinas como a MMR podem causar danos às paredes dos intestinos.

De acordo com a teoria, essas vacinas causam problemas digestivos que levam à produção de peptídeos, que podem danificar o cérebro e possivelmente causar autismo.

Mas o último estudo, de pesquisadores do Great Ormond Street Hospital, Guy's and St Thomas' Hospital e da Universidade de Edimburgo, mostrou que crianças com autismo não produzem altos níveis de peptídeos, que seriam detectáveis na urina.

Foram examinados 65 garotos com autismo com idades variando de cinco a onze anos e mais 158 meninos servindo de controle, de quatro a onze anos e não foram encontradas "diferenças significativas" entre os dois grupos em relação aos níveis de peptídeos, acrescentando que sua descobertas dão apoio a novos estudos.

Os pesquisadores também argumentam que seu estudo é o primeiro a comparar apropriadamente crianças autistas com um grupo de controle.

A Dra Hilary Cass, do Great Ormond Street, disse:

-"É muito desgastante receber um diagnóstico de autismo, uma condição para a vida toda.

"Muitas famílias são levadas a tentar intervenções que não têm base científica.

"Por exemplo, os adeptos da hipótese do intestino danificado oferecem às crianças uma dieta sem glúten e caseína à qual ainda faltam evidências.

"Nossa pesquisa levanta sérias dúvidas sobre a suposta base científica de tal dieta e indica que muito trabalho é necessário para entender o papel e os resultados da intervenção com dietas"
[no autismo].
    Study suggests MMR jab is not linked to autism

    There is no evidence to support the idea that the MMR jab damages the intestine and in turn causes autism, according to a new study.

    Researchers examined the so-called "leaky gut" theory, which suggests that vaccines such as MMR can damage the wall of the intestine.

    According to the theory, such vaccines cause digestive problems which lead to the production of peptides, which can damage the brain and possibly cause autism.

    But the latest study, from researchers at Great Ormond Street Hospital, Guy's and St Thomas' Hospital and the University of Edinburgh, found that children with autism do not produce higher levels of peptides, which are detectable in urine.

    They examined 65 boys with autism aged five to 11 and 158 boys acting as controls, aged four to 11.

    They said that they found "no significant differences" between the two groups when it came to levels of peptides, adding that their findings support earlier studies.

    They also claimed theirs is the first to properly compare children with autism with a control group.

    Dr Hilary Cass, from Great Ormond Street, said: "It is very distressing to have a diagnosis of autism, a lifelong condition.

    "Many families are driven to try out interventions which currently have no scientific basis.

    "For example, advocates of the leaky gut hypothesis offer children a casein and gluten-free diet which as yet lacks an evidence base.

    "Our research throws serious doubt on the putative scientific basis of that diet and indicates that further work is needed to understand the role and outcomes of dietary intervention."

    Copyright © PA Business 2008

    Great Ormond Street Hospital
Study suggests MMR jab is not linked to autism
http://www.managementinpractice.com/default.asp?title=StudysuggestsMMRjabisnotlinkedtoautism&page=article.display&article.id=9496

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 26.3.08

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Quinta-feira, Março 20, 2008

MT tem 343 mil pessoas com deficiência; projeto amplia isenção do ICMS

| O Documento | Várzea Grande, 18/03/2008 |

A Lei 8.698/07 que dispõe sobre a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas saídas internas de veículos destinados às pessoas portadoras de deficiências física, visual, mental severa ou autista deverá sofrer alteração por conta de projeto de lei apresentado pelo deputado José Riva (PP).

“A proposta é introduzir a paraplegia e triparesia e modificar a grafia da palavra triplesia para triplegia, que é o correto. Estamos adequando o texto da lei estadual à federal”, explicou Riva.

Estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) apontam que o Brasil possui 27 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, representando 14,7% da população total. Já Mato Grosso possui 343 mil habitantes nessa situação, ou seja, 13.7% do total.

“A isenção do ICMS é importante para os deficientes, pois, somada a outras isenções, permite que milhares deles tenham condições de adquirir automóveis, tendo assim preservado o seu direito constitucional de ir e vir, uma vez que o Estado não proporciona condições de transporte a essa significativa parcela da população”, justifica Riva.

O projeto de lei apresentado em 11 de março modifica o inciso I do artigo 2º da Lei n.º 8.698/agosto 2007, que passa ter a seguinte redação: “pessoa portadora de deficiência física é também aquela que apresenta alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo que acarrete o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções...”.

MT tem 343 mil pessoas com deficiência; projeto amplia isenção do ICMS
http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=255105

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 20.3.08

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Nova técnica de imagem detecta variações em cérebro de autista

| Luiz Paulo Juttel | Comciência | 12/03/2008 |

Uma nova técnica de neuroimagem, procedimento que permite visualizar o cérebro em funcionamento, foi aplicada por pesquisadores do Hospital Infantil da Filadélfia (EUA) em pacientes com autismo. O objetivo do estudo era identificar possíveis alterações morfológicas cerebrais que pudessem elucidar as origens da doença. Os resultados dessa análise mostraram variações no volume de neurônios em certas áreas do lobo parietal envolvidas nos processos de aprendizagem por observação e interação com outras pessoas.

Chefiados por Manzor Ashtari, os pesquisadores notaram que 13 crianças com autismo de alto funcionamento e síndrome de Asperger (dois subgrupos da doença) possuem uma quantidade elevada de massa cinzenta em regiões do lobo parietal quando comparados a 12 indivíduos saudáveis. Para chegar aos resultados divulgados no último encontro anual da Sociedade Norte-americana de Radiologia foi utilizada uma técnica ainda inexistente no Brasil, chamada {Diffusion Tensor Imaging} (DTI, na sigla em inglês), que rastreia o movimento de moléculas de água no cérebro.

Graças a DTI os cientistas descobriram também que crianças autistas possuem um menor volume de massa cinzenta na amígdala, região do cérebro envolvida em processos emotivos, como por exemplo, uma situação de perigo. Segundo a pesquisa, essa diferença é responsável pela menor capacidade de interação social e reciprocidade desses indivíduos, comportamentos característicos do portador de autismo.

Apesar dos achados do estudo norte-americano, o coordenador do Projeto Autismo do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), Estevão Vadasz, atenta que a baixa quantidade de pacientes estudados, 13 no total, prejudica a confiabilidade das conclusões da pesquisa. “O autismo não é uma única doença, mas sim um conjunto de síndromes e patologias com múltiplas etiologias. Pode até ser que certos pacientes sofram de alterações morfológicas no lobo parietal conforme mostra o estudo. Mas, por sua vez, outros têm problemas no lobo frontal ou desenvolvem macrocefalia aumento no tamanho do cérebro e crânio nos primeiros anos de vida. Na maioria dos casos, acredita-se que o autismo provenha do mau funcionamento de vários circuitos cerebrais correlacionados ao processamento de informações”.

Neurônios-espelho e as origens do autismo

Outro ponto levantado pela pesquisa com autistas diz respeito ao sistema de neurônios-espelho. Segundo Ashtari, a inabilidade da criança autista em se relacionar com outras pessoas e situações pode ser resultado do mau funcionamento dos neurônios-espelho em regiões do lobo parietal esquerdo.

Por neurônios-espelho compreendem-se múltiplos circuitos neuronais especializados em executar e compreender ações e intenções de outras pessoas, o significado social do comportamento delas e suas emoções. Diferentes sistemas de neurônios-espelho espalhados pelo cérebro são ativados, por exemplo, quando estendemos o braço para alcançar um objeto, quando o largamos sobre uma mesa, ou quando observamos uma pessoa executando essa mesma ação. Nesse último caso nosso cérebro simula mentalmente a ação visualizada e interpreta a intenção de quem a realizou.

Estudos indicam que os neurônios-espelho estão envolvidos na maneira como as crianças aprendem, no porquê uma pessoa prefere certo tipo de pintura ou dança; ou na razão pela qual a violência em games pode contribuir para o desenvolvimento de jovens violentos.

Enquanto alguns cientistas buscam uma resposta para as origens do autismo no sistema de neurônios-espelho, o pesquisador brasileiro Estevão Vadasz fala de outras frentes de pesquisa. Atualmente, os principais estudos tratam a doença como um transtorno de origem genética. “Mais de 100 genes estão sendo pesquisados no momento. Os maiores centros de pesquisa do mundo acreditam que o autismo seja desencadeado pela ação simultânea de seis a oito desses genes”, afirma.

Há inclusive quem diga que as causas do autismo podem estar para além do cérebro. Uma das hipóteses trabalhada pela comunidade médica estuda o autismo como fruto da má absorção de nutrientes pelo sistema digestivo. Até não muito tempo atrás, em 1960, a maioria dos médicos creditava o surgimento do autismo na criança à falta de afetividade dos pais. Segundo Vadasz, nos dias atuais, principalmente na Argentina e na França, ainda há profissionais de saúde que trabalham com esta hipótese. Técnicas como a DTI poderão trazer novos elementos para se compreender essa síndrome que atinge, segundo as taxas de prevalência epidemiológicas, de 4 a 15 casos em cada 10 mil pessoas. O Brasil, lamentavelmente, não dispõe de estatísticas oficiais sobre o autismo.

Nova técnica de imagem detecta variações em cérebro de autista
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=3¬icia=413

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 20.3.08

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Justiça britânica nega legitimidade a casamento realizado por telefone

| ANSA | LONDRES, 20/03/2008 |

Uma corte de apelação britânica negou legitimação a um casamento islâmico celebrado por telefone em 2006 entre um cidadão inglês autista que vive em Londres e uma mulher de Bangladesh, mesmo após a união ter sido aprovada pela lei islâmica (sharia), disseram fontes judiciais.

O homem, de 26 anos, que nasceu em Bangladesh e reside agora na Inglaterra, tem idade mental equivalente a de três anos, conforme determinou a corte.

O casamento, válido para as leis islâmicas de Bangladesh, foi organizado pelos pais do homem - identificado como IC -, que escolheram a noiva (NK) e pedem pela legitimação do vínculo conjugal também na Inglaterra.

Após o casamento, NK pensava em solicitar visto para entrar no país.

O caso, apresentado ao Tribunal de Serviços Sociais de Westminster, foi examinado pela corte de apelações segundo a qual IC não pode autorizar conscientemente o matrimônio e nem as relações sexuais.

A corte argumentou que se houvesse relações sexuais "NK teria sido considerada culpada por forçar" o jovem sem o seu consentimento, o que "equivale a um abuso".

Para a legislação britânica, IC e NK não podem se casar dado que o jovem é considerado facilmente influenciável e, segundo as fontes judiciais, a família não poderá apelar da decisão.

Justiça britânica nega legitimidade a casamento realizado por telefone
http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/rubriche/mundo/20080320132434618998.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 20.3.08

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Sexta-feira, Março 14, 2008

Pela primeira vez, elefanteterapia para autistas

| MCOT English News | Thai News Agency MCOT, Thailand | 14/3/2008 |

Doung, menino autista de 11 anos, adora brincar com um elefante e tocar sua tromba. Os terapeutas ocupacionais dizem que foi um milagre, porque ele vivia isolado.

Doung é uma das quatro crianças autistas que participaram de um programa de três semanas de elefanteterapia, criado pelo Departamento de Terapia Ocupacional da Universidade Chiang Mai e o Centro de conservação dos Elefantes na província de Lampang.

Entre os muitos simtomas do autismo, o isolamento, intolerância e rejeição ao contato físico são os mais evidentes. Os terapeutas ocupacionais dizem que os elefantes têm características especiais que podem ajudar a melhorar esses sintomas, como o fato de que esses animais não se movem muito rápido nem muito devagar. eles também são sossegados. O enorme tamanho de um elefante também acalmou as crianças e as fez sentirem-se orgulhosas de poder comandar o grande bicho.

O programa, que afirma ser o primeiro do mundo de elefanteterapia para crianças autistas, encorajou-as a estender seus sentimentos e atenção aos elefantes através de uma variedade de atividades passo a passo.

"A primeira coisa que essas crianças autistas ganharam aqui foi a interação com outras pessoas, auto-disciplina e apropriadas expressões emocionais. No mundo lá fora, elas não têm muitas chances de aprender tudo isso”, afirmou a terapeuta ocupacional, Professora Assistente Maetisa Pongsaksri.

Acima de tudo, os terapeutas adaptaram os elefantes às crianças. As crianças hiperativas com baixo nível de atenção tomaram cuidado dos doces e lentos elefantes enquanto crianças isoladas que rejeitavam contato social dedicaram horas com os ágeis e enérgicos elefantes.

As crianças aprenderam como os elefantes vivem, o que gostam de comer e o que fazem. Depois de entender os bichos, tiveram de conduzir seus elefantes, alimentá-los e banhá-los sozinhas.

A última etapa da terapia foi cavalgar e aprender a se comunicar com os elefantes através de comandos e linguagem corporal. Os pais das quatro crianças autistas ficaram muito satisfeitos com a forma com que a terapia visivelmente incrementou as expressões físicas e emocionais de seus filhos.

"Antes de participar do programa, meu filho tinha dificuldade de se comunicar com outras pessoas. não confiava em ninguém. não tinha amigo algum. Apenas desenhava e brincava com bonecos. Mas no campo, ele brincou com todo mundo", disse a mãe de Doung.

Mesmo que a terapia com elefante não cure completamente os sintomas autistas, o departamento de Terapia Ocupacional espera que a terapia estimule as crianças autistas a viver felizes em sociedade. O departamento também pretende criar uma fundação que permita a crianças autistas carentes a desfrutar da elefanteterapia.
    First elephant therapy for autistic children

    Doung, an 11-year-old autistic boy, enjoys playing and touching an elephant’s trunk. The occupational therapists said it was miraculous because he used to isolate himself from others.

    Doung was among four autistic children who participated in a three-week elephant therapy programme, created by the Occupation Therapy department of Chiang Mai University and the Elephant Conservation Centre in northern Lampang province.

    Among the many symptoms of autism, isolation, intolerance and rejection of physical contact are most apparent. The occupational therapists said elephants had special characters which could help improve these symptoms as elephants did not move too fast or too slow. They were also polite. An elephant’s enormous size also calmed the children and made them proud when they could command the big animal.
    The programme, claiming to be the world’s first elephant therapy for autistic children, encouraged the children to extend their feelings and care for elephants through a variety of activities step by step.

    “The first thing these autistic children get from here is interaction with other people, self-discipline, and proper emotional expressions. In the real world they don’t have much chance to learn that much.”, said the occupational therapist, Ass. Prof. Maetisa Pongsaksri.

    First of all, the therapists fitted the elephants to the children. Hyper-active children with a short attention span took care of the soft and slow elephant while isolated child who rejected social contact spent time with the agile and energetic elephant.

    The children were then shown how the elephants lived, what they liked to eat and what they did. Once the children understood what the mahouts did, they had to fetch their elephant, feed and bathe it by themselves.

    The last part of the therapy was to ride and learn to communicate with elephants through commands and body language. Parents of the four autistic children were very pleased with the therapy as it apparently improved the emotional and physical expressions of their children.

    “Before joining the programme, my son had difficulty communicating with other people. He didn’t trust anyone. He didn’t have any friends. He just drew pictures and played with dolls. But at the camp, he played with everybody.”, said Doung's mother.

    Even though therapy with elephant does not completely cure autistic symptoms, the department of Occupational Therapy hopes the therapy will encourage autistic children to live happily in society. It also looks forward to establishing a foundation, which will bring poor autistic children to join the elephant therapy.
First elephant therapy for autistic children
http://enews.mcot.net/view.php?id=3267

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 14.3.08

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Domingo, Março 09, 2008

Daniel Jansen, autista, conclui mestrado no IB [da UNICAMP]

| Jeverson Barbieri | Portal Unicamp | 6/3/2008 | Enviado por Diana Cardoso |
| Foto: Antônio Scarpinetti | Edição de imagens: Natan Santiago |


Daniel JansenDaniel Ribeiro Jansen Ferreira defendeu, em 25 de fevereiro último, dissertação de mestrado no Departamento de Zoologia do Instituto de Biologia (IB), sob a orientação da professora Fosca Pedini Pereira Leite. Intitulada “A fauna de anfípodes associada à Caulerpa racemosa (Forsskal) J. Agardh, 1872 em duas praias do Litoral Norte do Estado de São Paulo”, a dissertação, segundo sua orientadora, é uma valiosa colaboração à área de pesquisa relacionada com a fauna de substratos biológicos, porque identificou cerca de 30 espécies de pequenos crustáceos que vivem em algas marinhas em associação com a alga e o sedimento por ela retido. Essa seria, sem dúvida, mais uma pesquisa que faria parte da excelente estatística da pós-graduação da Unicamp, a não ser pelo fato de que Daniel é autista, portador da síndrome de Asperger, que tem como uma de suas características a grande dificuldade de interação social dos seus portadores.

Mas não foi só o mestrado que Daniel concluiu na Unicamp. Em 1999 ele cursou durante seis meses o curso superior de Tecnologia Sanitária, no Centro Superior de Educação Tecnológica (Ceset) da Unicamp. Através de remanejamento interno ingressou no curso de Biologia, no período noturno. Daniel conta que nessa época começou a estagiar no laboratório da sua orientadora. “Durante algum tempo participei da triagem do Programa Biota (Projeto: Biodiversidade Bêntica Marinha) e foi a partir daí que adquiri os primeiros conhecimentos sobre taxonomia”, explicou. Aluno de notas boas, Daniel transferiu-se para o período diurno e começou a participar de novas atividades no laboratório e, também, a aprender coisas mais específicas sobre taxonomia, como identificar as famílias e espécies de crustáceos.

Algumas disciplinas, segundo Daniel, foram fundamentais para o seu aprendizado e, também, para reafirmar o seu interesse pela zoologia, particularmente pela biologia marinha. “Comecei a pesquisar a bibliografia, a partir da qual escrevi um projeto e, em 2003, quando concluí minha graduação, participei do processo seletivo para o mestrado em Ecologia. Fui aprovado e, em 2004, iniciei meus trabalhos”, revelou.

Sobre essa sua fase acadêmica, Daniel disse que foi uma experiência nova e desafiadora. No início, segundo ele, parecia uma coisa impossível da qual não daria conta. “Até a questão da triagem do material no início eu tinha muita dificuldade. Mas acabei gradativamente ficando mais acostumado e melhorando minha prática. Aprendi rapidamente a questão da taxonomia, os nomes, e depois de um tempo já conseguia identificá-los”, contou.

Professora Fosca, orientadora de DanielUm fator que colaborou decisivamente no seu trabalho de identificação foi a excelente acuidade visual que possui. “Conseguia ver os animais bem pequenos que os outros não conseguiam. Eu me lembro que na época da triagem do Biota eu conseguia ver algumas coisas que, apenas com o aumento da imagem, outras pessoas conseguiam ver. A minha dificuldade está na questão da coordenação motora fina e, dessa maneira, o processo de triagem demorou um tempo maior para ser finalizado”, comentou Daniel.

Para Daniel, o trabalho tem uma importância muito grande uma vez que o conhecimento nessa área, mesmo de taxonomia de gamarídeos, é relativamente limitado. A respeito da questão dos hábitos de vida e também da biologia desses animais, Daniel realizou uma pesquisa bibliográfica relativamente extensa. “Encontrei algumas espécies de anfípodes que não foram encontrados nos últimos trabalhos, especificamente nessa alga estudada. Isso mostra que a fauna existente nela parece ser bem diversa e, com hábitos de vida diferentes. do que a encontrada na alga sargaço que é a mais estudada”, afirmou.

Dificuldades - Nascido em São Paulo (SP) e morando em Campinas desde os nove anos, Daniel revela também que todo esse processo foi bastante difícil. O autismo e, conseqüentemente, a síndrome de Asperger só foram detectados quando ele tinha 23 anos. “Não havia a possibilidade de um diagnóstico preciso antes disso porque o conhecimento sobre isso é bem recente, principalmente no Brasil. Há dez anos atrás nem tínhamos idéia do que seria”, observou.

Teve uma ajuda muito grande por parte da Associação para o Desenvolvimento dos Autistas em Campinas (Adacamp), inclusive na sua auto-estima. “Fiz várias palestras e fui gradativamente perdendo a inibição para falar em público. Até temia em dar uma aula. Porém, com a ajuda da Adacamp e o apoio fundamental dos meus pais e da Fosca, comecei a ver que tinha condições de falar em público e colocar minhas idéias da forma mais clara possível. Cada pessoa, dentro de sua limitação, vai tentando superar seus limites. Passei por um processo de seleção relativamente rigoroso e apesar das minhas dificuldades eu consegui me adequar e consegui trabalhar com as coisas que eu mais gosto e ao mesmo tempo podendo contribuir para a pesquisa. Fiquei muito feliz por isso e acho que consegui atingir os meus objetivos”, concluiu Daniel.

Para Fosca, nada será como antes. “Mudou tudo no meu laboratório. Tivemos que superar várias dificuldades, vários limites pois muitas vezes as pessoas, entre as quais me incluo, não estão preparadas para receber pessoas que diferem um pouco do padrão esperado. De uma maneira geral o Daniel foi muito bem recebido, recebeu ajuda de todos no laboratório e a gente viveu aqui uma experiência nova e acho que todos amadurecemos muito”, disse ela.

A orientadora conta que Daniel foi bem nas disciplinas, sendo aprovado em todas. “Posso dizer que nunca foi favorecido em qualquer momento. O sucesso dele no desenvolvimento da tese, veio em função da capacidade que ele apresenta. Se ele teve que estudar mais, e se adequar, acho que faz parte do aprendizado e das dificuldades de qualquer atividade”, disse Fosca.

Segundo ela, o trabalho científico que ele desempenhou nada tem a ver com a síndrome. Ele concluiu o trabalho como um pesquisador. Em nenhum momento o fato dele ter a síndrome serviu para favorecer o seu desempenho. “Ele desenvolveu um trabalho científico de maneira correta, com metodologia correta e, portanto, pode ser publicado em periódico científico como o trabalho desenvolvido por qualquer outro aluno do meu laboratório. É um trabalho importante porque traz informações novas especialmente sobre a composição faunística ”, concluiu Fosca.

Daniel Jansen, autista, conclui mestrado no IB
http://www.unicamp.br/unicamp/divulgacao/BDND/ND_1310/ND_1310.html

Ciência da superação

| Thiago Romero | Agência FAPESP | 12/03/2008 |

O Instituto de Biologia (IB) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi agraciado, no mês passado, com a defesa de uma dissertação de mestrado que, além de fazer avançar o conhecimento científico na área de biologia marinha, representa um importante exemplo de superação de seu autor, Daniel Jansen, que é autista.

O aluno é portador da síndrome de Asperger, um transtorno de múltiplas funções do psiquismo que tem como uma de suas características principais a dificuldade de relacionamento e a interação social de seus portadores.

Sob a orientação da professora Fosca Pedini Pereira Leite, do Departamento de Zoologia do IB, Jansen descreveu, no litoral norte de São Paulo, 35 espécies de pequenos crustáceos, conhecidos como anfípodes, que vivem junto à Caulerpa racemosa, alga marinha muito estudada atualmente, principalmente na Europa, por ser invasora e estar substituindo outras espécies vegetais dos oceanos.

O estudo avaliou a variação sazonal da composição, diversidade e densidade da fauna de anfípodes associados à Caulerpa racemosa, em função da biomassa da alga e quantidade de sedimento por ela retido, em duas praias localizadas nas cidades de São Sebastião e Ubatuba. Nas quatro estações do ano, Jansen e Fosca realizaram coletas aleatórias de amostras de algas e dos substratos em seu entorno.

Segundo Fosca, o trabalho traz informações inéditas sobre os substratos biológicos da fauna da região estudada. “As comparações com os conhecimentos adquiridos em outros estudos de nosso laboratório nos mostraram uma composição faunística bastante diversa daquelas normalmente associadas, por exemplo, a algas do gênero Sargassum”, disse Fosca à Agência FAPESP.

“O trabalho mostra que os pequenos crustáceos identificados por Daniel estão relacionados não só com o talo de Caulerpa racemosa, mas também com a areia e com os sedimentos retidos pela alga, indicando a presença de anfípodes possuidores de diferentes hábitos de vida”, explica Fosca.

Na praia de Cigarras, em São Sebastião, foram obtidos valores mais elevados de diversidade e dominância de anfípodes, comparados à praia da Fortaleza, em Ubatuba, apesar de a composição faunística ter sido semelhante nas duas praias.

Na praia de Cigarras, as espécies de anfípodes mais abundantes foram Hyale nigra, Cymadusa filosa e Shoemakerella nasuta e, na praia da Fortaleza, destacaram-se Elasmopus rapax e Hyale nigra.

Superando limites

Apesar de possuir excelente acuidade visual, habilidade que foi decisiva para a identificação das espécies, a maior dificuldade de Jansen, segundo Fosca, está em atividades que envolvem a coordenação motora fina.

“Por conta disso o estudo demorou um pouco mais que o habitual para ser concluído”, disse Fosca. O mestrado teve início em 2004 e término em fevereiro de 2008. “Mas, por outro lado, até onde sabemos, trata-se do primeiro aluno nessas condições a defender um trabalho de pós-graduação na Unicamp.”

Fosca conta que Jansen começou trabalhando com taxonomia no Departamento de Zoologia do IB, em outro projeto de pesquisa relacionado ao Programa Biota-FAPESP. “Aos poucos, respeitando seu ritmo e limitações, fomos discutindo a abordagem que seria dada ao trabalho de mestrado.”

Segundo ela, os problemas motores e de socialização de Jansen não influem sobre a sua capacidade intelectual. “Ele também tem uma capacidade de observação muito desenvolvida e consegue relacionar, com facilidade, as estruturas observadas com as descrições das espécies. Por isso o aconselhei a desenvolver um projeto de pesquisa relacionado à identificação de espécies de crustáceos, que também venho estudando há vários anos”, disse.

A docente faz questão ainda de dizer que Jansen foi aprovado em todas as disciplinas do mestrado e desenvolveu o estudo com o mesmo rigor científico dos outros alunos do Instituto de Biologia da Unicamp.

“Confesso que o processo não foi fácil e exigiu muita dedicação dos docentes do instituto. Mas, no final, o trabalho foi gratificante e deverá servir de exemplo para outros alunos nas mesmas condições de Daniel”, destacou Fosca.

Ciência da superação
http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=8545

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 9.3.08

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Sexta-feira, Março 07, 2008

The Black Balloon

Novo filme com personagem autista nas telas, já tendo sido premiado com o Urso de Vidro do Festival de Berlim de 2008.

Escrito e dirigido pela australiana Elissa Down, traz Rhys Wakefield no papel de Thomas Mollison.

Thomas, dezesseis anos, tem pais certinhos, sonhos e um irmão: Charlie, autista, (interpretado por Luke Ford) que não pára de arrumar problemas.

Quando sua mãe, grávida, precisa entrar em repouso absoluto, Thomas deve assumir suas responsabilidades em casa, o que fará com a ajuda de sua nova namorada Jackie (a ex-modelo Gemma Ward). Assim, Thomas descobrirá muito mais a respeito do amor do que esperava.



Site oficial:
http://www.iconmovies.com.au/theblackballoon/

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 7.3.08

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Sábado, Março 01, 2008

Mundo autônomo

| Saúde | Zero Hora, 15526| 1°/3/2008 |

Dificuldades motoras e de expressão são alguns sintomas das crianças autistas

Na creche, ele pouco interage com as outras crianças. Prefere ficar sozinho, brincando com um objeto que parece seu melhor amigo.

Em casa, é arisco. Recusa os beijos da mãe, o colo do pai e repete as mesmas palavras por várias vezes.

O comportamento que, para os pais, parece natural a uma criança em fase de aprendizagem pode revelar um transtorno: o autismo. Atingindo cerca de 15 pessoas em grupos de 10 mil indivíduos, a patologia tem causa pouco conhecida.

- Desde cedo, é possível observar se a criança tem o transtorno. O olhar diferente, sem manifestações de alegria ou tristeza, pode ser um indicativo - afirma a pedagoga especial para deficientes mentais Adriana Latosinski Kuperstein, especializada em transtorno global do desenvolvimento - transtorno autista.

Pesquisadores acreditam que vários genes estão relacionados ao distúrbio, que se manifesta geralmente até os três anos e, na maioria dos casos, em meninos. Para os estudiosos, as causas neurobiológicas, associadas a graus variados ao autismo (como as convulsões), e fatores como a deficiência mental, a diminuição do tamanho dos neurônios e sinapses e as alterações na concentração de serotonina podem estar ligadas a componentes genéticos.

Mesmo complexo, o transtorno pode ser identificado por sintomas como a dificuldade de relacionamento e de expressão, a preferência pela solidão e a irregular habilidade motora. O tratamento exige, antes de tudo, a habilidade dos pais em aceitar o distúrbio e procurar um profissional especializado o mais cedo possível. Depois de diagnosticada, a criança é avaliada e encaminhada para programas com equipes multidisciplinares que incluem a terapia de fala, o trabalho pedagógico, a estimulação motora e o acompanhamento médico.

- Não há remédio para o autismo, mas utilizamos medicações para as manifestações que trazem sofrimento ao paciente - diz o psiquiatra da infância e da adolescência Paulo de Tarso da Luz Fontes Neto.

Além do tratamento, é indicada a inserção da criança em escolas regulares - um desafio para professores, colegas e para a família.

Saiba mais

As probabilidades


Estudos indicam uma probabilidade de 2% a 13,8% de recorrência do autismo na mesma família. De acordo com pesquisas, ela é maior entre irmãos de indivíduos com o transtorno, dos quais 2% a 5% também apresentam a condição.

Prevalência

A taxa média do transtorno autista em estudos epidemiológicos é de 15 casos por 10 mil indivíduos, com relatos de taxas variando de 2 a 20 casos por 10 mil indivíduos.

Diagnóstico

Baseado em três áreas: comprometimento na interação social, comprometimento na comunicação verbal e não-verbal e no brinquedo imaginativo, e comprometimento no comportamento e interesses restritos e repetitivos. Sintomas geralmente surgem antes dos três anos.

Sintomas

Dificuldade de relacionamento, riso inapropriado, pouco contato visual, aparente insensibilidade à dor, preferência pela solidão, fixação em objetos, hiperatividade, insistência de repetição, resistência a mudanças, falta de medo do perigo, repete palavras ou frases em lugar da linguagem normal, recusa colo ou afagos, age como se estivesse surdo, dificuldade em se expressar, acesso de raiva e irregular habilidade motora.

Tratamento

Não existe medicação específica para o autismo, mas para seus sintomas. O tratamento é feito em um programa individual com uma equipe multidisciplinar que tem o objetivo de estimular o paciente. A inserção em escolas regulares é indicada.

Fontes: Adriana Latosinski Kuperstein, pedagoga, e Paulo de Tarso da Luz Fontes Neto, psiquiatra
Mundo autônomo
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a1781556.xml&template=3898.dwt&edition=9382§ion=86 - Disponível em 1° de março de 2008.

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 1.3.08

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