Crônica Autista
Um apanhado do noticiário sobre autismo e autistas.
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Livro: Vencendo o Autismo - A Menina sem Estrela.
De: Yvonne Meyer Falkas.

Relato da vida de Sheila, filha da autora, e de como a família tem convivido com o autismo. Um testemunho de como foram vencidas etapas com múltiplas adversidades, e suas conquistas. Um apanhado geral sobre o que vem a ser o Autismo, as supostas origens e causas e os preconceitos existentes.

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Quinta-feira, Outubro 25, 2007

Cientistas Revertem o Autismo

| Autism Coach | 25/7/2007 | Traduzido por Ana Muniz |

Pesquisadores do Instituto Picower para a Aprendizagem e Memória (Picower Institute for Learning and Memory) do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) manipularam geneticamente ratos para modelar a Síndrome do X Frágil (X-frágil), a principal causa de retardo mental e a causa genética mais comum do autismo. O X-frágil está ligado a um gene mutante do cromossomo X, chamado gene do retardo mental X-frágil 1 (fragile X mental retardation - FMR1). Quando esse gene sofre mutação, causa desde uma suave deficiência no aprendizado até autismo severo.

"Nosso estudo sugere que inibir certas enzimas no cérebro poderia ser uma terapia efetiva para conter os sintomas de debilidade do X-frágil em crianças e, possivelmente, em crianças autistas", afirma o co-autor Mansuo L. Hayashi, ex-pos-doutorando do Instituto Picower, atualmente nos Laboratórios de Pesquisa Merck em Boston.

A enzima que foi inibida neste estudo chama-se p21-quinase-ativada, ou PAK (do inglês p21-activated kinase), e afeta o número, tamanho e forma de conexões entre neurônios e o cérebro. Quando as atividades da PAK foram bloqueadas, as anormalidades do cérebro dos camundongos X-frágil foram revertidas.

"Surpreendentemente, a inibição da PAK também refez a comunicação elétrica entre neurônios do cérebro dos camundongos X-frágil, corrigindo suas anormalidades comportamentais no processo", afirma o co-autor Susumu Tonegawa, Nobel de 1987 e Professor de Biologia e Neurociência de Picower.

Tonegawa afirma que são conhecidos compostos químicos capazes de inibir a atividade da PAK que poderão serúteis para desenvolver drogas para o tratamento do X-frágil. Os camundongos X-frágil mostraram anormalidades similares aos pacientes X-frágil, incluindo hiperatividade, movimentos repetitivos e sem propósito (purposelessness), déficit de atenção e dificuldade de aprendizagem e memória. Quando a atividade da PAK foi inibida , estas anormalidades foram parcial ou totalmente melhoradas.

"Notavelmente, devido a um cuidado dos pesquisadores do Instituto Picower no seu método de trabalho, a inibição da PAK nos camundongos X-frágil foi feita algumas semanas depois de surgir os sintomas da doença. Isto implica que um futuro tratamento poderá ser realizado depois de surgirem os sintomas nos pacientes", afirma Tonegawa.

Estas descobertas foram reportadas na edição online de 25-29 de junho dos Proceedings of the National Academy of Sciences.
    Scientists Reverse Autism

    June 25, 2007. Researchers from the Picower Institute for Learning and Memory at Massachusetts Institute of Technology (MIT) genetically manipulated the mice to model Fragile X Syndrome (FXS), which is the leading inherited cause of mental retardation and the most common genetic cause of autism.

    FXS is tied to a mutated X chromosome gene called the fragile X mental retardation 1 ( FMR1) gene. When this gene is mutated, it can cause mild learning disabilities to severe autism.

    "Our study suggests that inhibiting a certain enzyme in the brain could be an effective therapy for countering the debilitating symptoms of FXS in children, and possibly in autistic kids as well," study co-author Mansuo L. Hayashi, a former Picower Institute postdoctoral fellow currently at Merck Research Laboratories in Boston, said in a prepared statement.

    The enzyme that was inhibited in this study is called p21-activated kinase, or PAK, and it affects the number, size and shape of connections between neurons and the brain.

    When PAK's activity was halted, the brain abnormalities in the FXS mice were reversed.

    "Strikingly, PAK inhibition also restored electrical communication between neurons in the brains of the FXS mice, correcting their behavioral abnormalities in the process," co-author Susumu Tonegawa, 1987 Nobel laureate and Picower Professor of Biology and Neuroscience, said in a prepared statement.

    Tonegawa said that there are known chemical compounds that can inhibit the activity of PAK, which is something that may be useful in developing drugs to treat FXS.

    The FXS mice showed abnormalities similar to those in FXS patients, including hyperactivity, purposelessness, repetitive movements, attention deficits, and difficulty with learning and memory.

    When the activity of PAK was inhibited, these abnormalities were partially or fully ameliorated.

    "Notably, due to an elegant genetic manipulation of method employed by the Picower Institute researchers, PAK inhibition in the FXS mice did not take place until a few weeks after appearance of disease symptoms. This implies that future treatment may still be effective even after symptoms are already pronounced," Tonegawa said.

    The findings were reported in the June 25-29 online early edition of the Proceedings of the National Academy of Sciences.
http://www.autismcoach.com/Reverse%20Autism%20in%20Mice.htm
Scientists Reverse Autism

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 25.10.07

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Quinta-feira, Outubro 18, 2007

 

Minas Gerais

Comissão aprova em primeiro turno isenção de burocracia para deficiente adquirir veículo

| Revista Fator Brasil | 17/10/2007 |

A Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembléia Legislativa, em Belo Horizonte (MG), aprovou em primeiro turno relatório do deputado estadual Jayro Lessa (vice-presidente da Comissão e líder do DEM) sobre o Projeto de Lei nº 1.309/2007 que permite ao deficiente físico, mental ou autista, adquirir veículo com isenção de ICMS, através de seu representante legal, sem precisar que o deficiente seja interditado pela Justiça.

Segundo Jayro Lessa, o projeto visa corrigir uma distorção da Lei estadual nº 15.757/2005 que isenta o pagamento de ICMS para o deficiente adquirir veículo, diretamente ou através de representante legal, mas neste último caso, somente se o deficiente for interditado pela justiça. A legislação federal, ao isentar os deficientes do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a compra de veículos, não exige a interdição judicial para que o representante legal exerça o direito em nome do deficiente.

Jayro Lessa enfatiza que “a aprovação deste projeto vai facilitar a vida do deficiente que necessita de um meio de locomoção, muitas vezes para o próprio tratamento médico.”

Comissão aprova em primeiro turno isenção de burocracia para deficiente adquirir veículo
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=21792

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 18.10.07

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Terça-feira, Outubro 16, 2007

Entrevista com a Dr. Temple Grandin

Dr. Stephen Edelson. 1996 | Tradução: Argemiro de Paula Garcia Filho, 2007.

    A Dra. Temple Grandin encontra-se em uma posição única para dar a pais e parentes um insight do autismo, porque ela mesma tem autismo. Foi diagnosticada na idade de 2 anos e sua vida tem sido cheia de situações novas e desafios. Ela dá palestras sobre autismo pelo mundo afora, aparecendo em vários programas de televisão dos EUA. Seu primeiro livro, "Uma Menina Estranha", já era considerado um clássico nesse campo e deve ser lido por todos aqueles envolvidos com crianças autistas. Seu segundo livro, "Thinking in Pictures", estava começando a receber muita atenção, e logo se tornará outro clássico. Stephen Edelson conheceu Temple Grandin no começo dos anos 1980, quando ambos eram estudantes de graduação na Univerisdade de Illinois, em Champaign-Urbana. Temos a honra de apresentar a entrevista com Temple Grandin (TG), realizada em 1° de fevereiro de 1996 pelo Dr. Stephen Edelson (SE).
SE: Qual sua lembrança mais antiga, e qual era sua idade?

TG: Estava em um programa de verão; tinha apenas cerca de três anos. Posso lembrar das brincadeiras em torno de uma piscininha de plástico. De quando tinha 3 anos e meio, também lembro alguma coisa. Posso lembrar da frustração de não conseguir falar. Eu sabia o que queria dizer, mas não conseguia botar as palavras para fora; assim, apenas gritava. Posso lembrar disso claramente.

Posso lembrar de uma vez em que estava em uma sessão de fonoterapia na creche. A professora usava uma varinha, um apontador de quadro-negro, para mandar os alunos fazerem alguma coisa e eu gritava cada vez que ela me apontava. Gritava porque tinham me ensinado, em casa, que nunca se deve apontar um objeto para uma pessoa porque ele pode furar seu olho. Eu não conseguia dizer à professora que tinha aprendido a não apontar coisas para as pessoas.

Também posso lembrar de alguém tocando piano, de marchas em torno do piano e lembro, o que acho que é minha memória mais antiga, de quando fui levada a um hospital para um teste de audição. Não lembro nada do teste, mas lembro que passei a noite no hospital. Eles me deixaram dormir em uma pequena cama com todo tipo de bichos de pelúcia e bonecas.

SE: Quando um pai lhe diz que seu filho foi recentemente diagnosticado com autismo, o que a senhora usualmente lhe diz?

TG: Bem, em primeiro lugar, quero saber a idade da criança.

SE: Vamos dizer que a criança tenha menos de 5 anos de idade.

TG: Acredito muito em intervenção precoce. Temos que fazer as crianças autistas relacionarem-se com o mundo. Não se pode permitir que se desliguem. Posso lembrar quando eu desligava; simplesmente, sentava e balançava e deixava a areia escorrer pelos meus dedos. Era capaz de deixar o mundo de fora. Se deixarmos a criança fazer isso, ela não vai se desenvolver. Cada método de intervenção precoce tem sua própria base teórica, mas tenho observado que os bons professores fazem as mesmas coisas, independentemente da teoria. Quando era criancinha, esperava-se de mim que me sentasse à mesa e mostrasse boas maneiras. Pesquisas começam a mostrar que uma criança deveria estar ocupada pelo menos 20 horas por semana. Não penso que importa tanto o programa que se escolhe, desde que mantenha a criança ligada com o terapeuta, professor ou com os pais por pelo menos 20 horas semanais.

Também acredito em um tratamento integrado para o autismo. Um dos meus problemas sensoriais era a sensibilidade auditiva: certos ruídos, como a campainha da escola, feriam meus ouvidos. Parecia uma broca de dentista atravessando meus ouvidos. Era extremamente sensível ao toque, a anágua parecia uma lixa raspando minha pele. Não há meio de uma criança participar de uma aula se sua roupa de baixo parece feita de lixa. Há outros sérios problemas sensoriais, como os problemas visuais que Donna Williams descreve. Quero enfatizar que os problemas sensoriais são diferentes de pessoa para pessoa. Há crianças que têm vários problemas auditivos. Outras têm problemas visuais. Outras terão uma mistura de ambos, enquanto há quem, como o tipo clássico de Rain Man, tenha apenas uma ligeira sensibilidade auditiva. Eu simplesmente não tenho como enfatizar o suficiente a variedade dos problemas.

Algumas crianças podem precisar de um enfoque comportamental, enquanto outras crianças podem necessitar um enfoque sensorial. Autismo é uma desordem extremamente variável, quero enfatizar este ponto. Um método de tratamento ou de ensino que funcionará para uma criança pode não servir para outra. O denominador comum para todas as crianças é que a intervenção precoce funciona, e isso parece melhorar o prognóstico.

SE: Que conselho a senhora daria para pais que acabaram de receber o diagnóstico de autismo para seu filho de idade entre 5 e 10 anos?

TG: Crianças entre os 5 e 10 anos são sempre mais variadas. Vão de um desempenho muito alto, capazes de fazer trabalhos de escola normais, até uma não-verbal com todos os tipos de problemas neurológicos. Para algumas crianças, pergunto se o diagnóstico principal mais apropriado seria autismo. Tenho visto, em encontros sobre autismo, crianças com dificuldade para andar com diagnóstico de autismo. Muitos, não todos, desses casos me parecem ter alguma coisa muito diferente de autismo. Precisa-se olhar para cada caso e fazer o que for apropriado.

SE: A senhora foi uma das primeiras pessoas na área a destacar a importância dos problemas sensoriais no autismo. O que pensa, atualmente, sobre esse assunto?

TG: Acredito na necessidade de conscientizar as pessoas para os problemas sensoriais do autismo, e esses são problemas variáveis. Podem ir de uma leve sensibilidade auditiva até casos em que as pessoas não conseguem ver e ouvir ao mesmo tempo. Os sentidos se misturam, deixando-as incapazes de perceber os limites do próprio corpo. Estes casos pedem uma abordagem diferente de crianças altamente verbais que conseguem fazer a lição de casa normalmente. De fato, essas pessoas precisam de uma aproximação muito gentil. Donna Williams escreveu sobre uma abordagem mono-canal, em que ela ouve, ou enxerga alguma coisa; não consegue fazer as duas coisas simultaneamente. Fui uma criança que era tirada do autismo se dissessem: “Agora, venha, presta atenção!” Mas não se pode fazer isso com crianças com problemas sensoriais mais severos. Nesses casos, deve-se questionar se há uma razão biológica para o comportamento, ou apenas uma causa comportamental. Se o som machuca os ouvidos da criança, não há como impedi-la de ter medo do sinal da escola.

SE: Muitas pessoas enviaram perguntas para a senhora. A mãe de uma criança de cinco anos e meio com TGD (transtorno global do desenvolvimento) pede conselhos. Seu filho freqüenta uma classe de maternal com outros 22 colegas e está começando a ficar agressivo. A mãe diz que ele escolhe uma criança em particular e a prende pelo pescoço.

TG: Não tenho informações suficientes para recomendar algo mais definido. Desde que TGD e autismo são diagnósticos estritamente comportamentais, não são diagnósticos absolutos como síndrome de Down. Há uma grande variação de crianças com o rótulo TGD. Das conversas com os pais, parece haver dois tipos de crianças que acabam por receber esse diagnóstico. Há os casos muito suaves, em que a criança é verbal e tem apenas alguns leves traços autistas. O outro tipo de criança com TGD tem uma desordem neurológica. É não-verbal e tem problemas sensoriais autistas. O rótulo TGD é usado porque é delicado e interessa às pessoas. Há dois tipos muito diferentes de rótulos TGD, que são como laranjas e maçãs.

Desde que a criança volta sua agressividade especificamente a uma criança em particular, precisamos compreender por que isso está acontecendo. Será que a outra criança a está importunando? De qualquer forma, é necessário intervir para acabar com esse comportamento.

SE: Poderia ser o tom de voz da outra criança?

TG: Pode ser possível. Algumas crianças autistas não suportam o som de certas vozes. Há professores que me contam de crianças que têm problemas com suas vozes ou de outras pessoas. Este problema costuma estar relacionado a vozes femininas muito agudas. Mas isto não é válido em todos os casos.

Acho que é preciso ser um detetive muito bom para determinar o que está causando a agressão. Talvez a criança apenas esteja sendo malvada. Infelizmente, há muitos comportamentalistas que ignoram os problemas sensoriais. Por exemplo, vamos dizer que a criança mostra medo de entrar na quadra de esportes. Sei de muitos casos assim. A criança tem medo porque a campainha do painel fere seus ouvidos; daí, fica de olho no relógio e se encolhe quando ele está prestes a tocar. Ninguém vai querer entrar numa sala onde um som dói como a broca de um dentista atravessando seu nervo. Luzes fluorescentes podem incomodar; alguns ventiladores podem produzir ruídos que a deixa maluca. Uma vez, precisei fazer uma operação e, no quarto, havia um ventilador. Eu absolutamente poderia ficar ali. O ventilador tinha um rolamento quebrado e guinchava. Eu usava o banheiro no escuro. Não podia suportar o barulho.

Há casos em que as crianças fazem coisas apenas por mau comportamento. Este problema precisa ser tratado comportamentalmente. Mas isto quando se tem um bom observador que compreende o que causa o comportamento, assim você pode usar a intervenção correta. Infelizmente, não posso dar a essa mãe um conselho específico porque não há informação suficiente.

SE: Outra questão: Uma professora trabalha há dois anos com uma garota de nove anos com TGD. A menina é supersensível ao toque, em especial quando está sendo redirecionada para atividades desafiadoras, como cortar, contar e ginástica. Ela reage, dizendo: “Não me toque, machuca!” Entretanto, pode ser redirecionada da mesma forma enquanto lê, e aí não há resposta negativa.

TG: Em outras palavras, sua sensibilidade ao toque muda conforme o que ela faz. Um problema é que há muitos ecos num ginásio de esportes. Quando era pequena, eu tinha problemas para comer numa cafeteria. As cadeiras balançavam, havia muito barulho. Uma vez que há ginásios muito barulhentos, os sons provavelmente deixam seu sistema nervoso excitado, seus sentidos ficam à flor da pele. Em contraste, o lugar onde ela lê e faz contas é um lugar silencioso que ajuda seus sistema nervoso a se acalmar. Seria uma boa idéia fazer alguns exercícios táteis para reduzir a sensibilidade. Um bom exercício é a pressão bem forte, como rolar em tapetes e deitar-se debaixo de um colchão. Atividades físicas também ajudam e escovação é muito efetivo para acalmar o sistema nervoso.
(continua abaixo...)

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 16.10.07

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SE: O que parecia lhe ajudar mais quando estava crescendo?

TG: Havia uma variedade de coisas. As pessoas estão sempre procurando pela pílula mágica que vai mudar tudo de uma vez. Não há uma pílula mágica. Tive muita sorte por receber intervenção precoce com professores muito bons, desde os dois anos e meio. Não posso enfatizar o suficiente a importância de bons professores. Um bom professor vale seu peso em ouro. Alguns professores têm aptidão para lidar com crianças autistas. Outros, não. Se você achar um bom professor, segure-o bem firme. Minha mãe me ensinou a ler. Eu estava no caminho certo na terceira série, e fui muito bem por cerca de três anos.

A sétima e oitava séries (Junior High School) foram, para mim, uma grande confusão e, então, veio a puberdade. Meus ataques de ansiedade vieram durante a adolescência e todo o nervosismo começou. Esse período foi terrível. Tive um bom professor de Ciências que me interessou no assunto. Depois disso tive empregadores que ajudaram bastante. Houve muitas pessoas que me ajudaram.

Comecei a tomar anti-depressivos com treze anos. Não estaria aqui sem anti-depressivos. Sei de vários adultos autistas que se beneficiam com Prozac. Só quero fazer um alerta sobre os anti-depressivos, explicar como funcionam.

Isto se aplica tanto aos novos medicamentos, Prozac e seus clones, como aos velhos anti-depressivos tricíclicos. São drogas que agem em dois circuitos do cérebro. O primeiro circuito acalma a ansiedade e o nervosismo e o segundo é excitatório. Vou chamá-lo de “circuito anti-depressão”. Afinal, eles são chamados de anti-depressivos porque eliminam a depressão. Para pessoas que estão em depressão, uma dose grande vai tirá-la “para fora”. Uma vez que pessoas autistas não estão verdadeiramente deprimidas, uma dose muito grande de anti-depressivos pode causar irritabilidade, agitação e excitamento. Se a pessoa toma uma overdose do remédio, pode ainda ficar agressiva e ter insônia. Ocasionalmente, ouço falar de alguém que ficou maluco com Prozac. Isso, provavelmente, é causado por overdose. O macete é acalmar os nervos sem colocar o outro circuito em uma irritabilidade hipermaníaca. Um erro comum é dar mais remédios quando a insônia e irritabilidade começam. É o pior a fazer. Temos que baixar a dose. Tenho tomado a mesma dose de anti-depressivos há quinze anos e meu nervosismo ainda sobe e desce em ciclos; mas ele está ciclando em um nível inferior ao que fazia antes. Você tem de resistir à vontade de tomar mais remédio toda vez que há uma pequena recaída. Não se pode ter 100% sob controle, mas é possível ter algo como 90%, se as coisas estiverem funcionando de forma adequada. Também queria acrescentar outra coisa sobre drogas anti-depressivas: não são para todo mundo.

Uma vez que há muitas pessoas com o rótulo “autismo”, é importante mencionar que o que funciona muito bem para algumas pessoas pode não funcionar bem para outras. Quando falamos do assunto medicação, sempre se deve avaliar o risco versus o benefício. Quando uma pessoa toma um remédio, espera-se uma reação do tipo “UAU! Essa coisa funciona mesmo!” Isso compensa o risco de tomar um remédio. Se você começa a usar um remédio em uma pessoa autista, deve ter uma melhora evidente no comportamento em um curto período. Se essa melhora não é observada, provavelmente não é a droga correta. É simples assim.

SE: Infelizmente, algumas pessoas recebem uma prescrição e simplesmente tomam o remédio, ajude-a ou não.

TG: Quando você toma um remédio para pressão alta ou diabetes, tem um teste objetivo para medir a pressão ou o teor de açúcar no sangue. Com o autismo, você procura por alterações no comportamento. A única forma de avaliar se um remédio realmente funcionou é se professores e pais relatam mudanças. Quando a criança é levada ao consultório de um médico por 5 minutos, tanto poderá subir pelas paredes como se comportar como um perfeito anjo. O médico não pode ter um quadro detalhado do comportamento em cinco ou dez minutos. Só é possível ter uma compreensão acurada do comportamento a partir de pessoas que vêem o paciente – adulto ou criança – por muitas horas. Medicamentos dão melhoras dramaticamente óbvias. Se não há essa melhora, então a droga deveria ser abandonada. Se a pessoa toma a medicação por meses ou anos e você a quer descontinuar, ela deverá ser removida gradualmente, Remédios que vêm sendo tomados por poucos dias ou semanas podem ser suspensos abruptamente.

SE: Que retorno você tem recebido de pais e profissionais a respeito de sua máquina do abraço?

TG: Muitos pais me contam que os filhos buscam pressão, especialmente alguns adultos não-verbais. Entram embaixo das almofadas do sofá, enrolam-se em cobertores, mesmo quando está calor, e se deitam entre o colchão e a cama. A pressão acalma o Sistema Nervoso. Em crianças pequenas, há muitas formas baratas de providenciar pressão, como esteiras de ginástica e almofadões do tipo pufe. Para ajudar crianças hiperativas a ficar sentadas numa sala de aula, um colete pesado pode ajudar. É como um colete de fotógrafo, almofadado e pesado. De fato, apenas um pouquinho de pressão já ajuda a se acalmarem. Acho que a máquina do abraço é mais válida para adultos, mas gostei de saber os resultados de sua pesquisa com ela. Seus resultados fazem sentido para mim; apenas um tipo de criança tem grandes benefícios. São as crianças com um sistema simpático hiperativo.

A máquina do abraço não vai curar ninguém, mas ajuda a relaxar, e uma pessoa relaxada costuma ter melhor comportamento.


SE: Algumas pessoas não sabem que você tem doutorado em ciência animal. Rapidamente, qual foi o foco de sua tese e quais os resultados?

TG: Minha tese foi sobre os efeitos do ambiente no crescimento dendrítico do córtex somato-sensorial do porco. Havia muitas pesquisas sobre ratos nas quais um grupo de ratos vivia em uma pequena caixa plástica no laboratório e o outro grupo ficava em um verdadeiro “play ground tipo Disneylândia”, com todo tipo de brinquedos para escalar, que eram trocados diariamente. Os resultados claramente mostravam que os ratos da “Disneylândia” desenvolviam mais terminações nervosas no seu córtex visual. Assim, pensei: vamos tentar com porcos. Pus alguns porcos para viver em uma “Disneyporcolândia”, com brinquedos e camas de palha, e outros porcos vivendo em um cercadinho comercial. Adivinha o que aconteceu? Ficamos muito surpresos – os resultados deram para trás. Os porcos do cercadinho tinham mais terminações nervosas nos seus córtices. Então, perguntamos por que isso aconteceu.Olhamos as fitas registradas durante a noite, sem ninguém por perto. Descobrimos que aqueles porcos ficavam fuçando – fuçavam o chão e uns aos outros. Tinham comportamentos estereotipados quando ninguém estava por perto. Esta é uma das razões pelas quais acredito firmemente que não se deve deixar uma criança autista sentada num canto, desligada durante seis horas por dia. Elas podem formar “avenidas de dendritos” em lugares onde não deveriam existir.

Gostaria também de mencionar, ainda que seja apenas teoria, que há uma possibilidade de danos cerebrais secundários em crianças autistas. A criança nasce com desenvolvimento imaturo no sistema límbico e cerebelo. Mas se estas crianças se retraem, devido a problemas sensoriais ou de outro tipo, talvez outras partes de seus cérebros também não venham a se desenvolver de forma apropriada. Isso é só teoria; não posso provar, mas há experimentos que dão suporte a essa idéia. Por exemplo, se bebês animais não têm estimulação apropriada quando jovens, irão cometer erros permanentemente. Como você deve saber, alguns dos comportamentos estereotipados das crianças autistas também são vistos em animais de zoológicos, que cresceram num ambiente pobre. Por que um animal de zoológico teria um comportamento semelhante ao de uma criança autista? Bem , a criança autista não se desenvolve porque o mundo lhe é um lugar doloroso – sons, toques, a visão, tudo machuca – assim, ela se fecha. Animais de zoológico exibem esse comportamento por causa de seu ambiente limitado, onde não há nada para fazer. O leão do zoológico vive numa caixa de concreto. Felizmente, os zoológicos estão se esforçando para ter exposições mais bonitas mas, no passado, os leões de zoológico não tinham nada para fazer. Como resultado, seus cérebros não recebiam estímulos suficientes para se desenvolver e comportamentos estereotipados surgiam devido ao enfado.

Pesquisas mostram que um ambiente pobre é muito mais danoso a bebês animais que para animais adultos. Esses ambientes não prejudicam aos animais adultos como aos bebês. Este é um dos motivos porque acredito na intervenção precoce. Temos de trabalhar para manter essas crianças engajadas com o mundo. Há algumas que, aos três anos, você pode chamá-las, dizendo: “Preste atenção!” Há outras com quem tal estratégia não funciona. Com elas, se você forçar o contato ocular, vai causar nos seus sistemas nervosos uma sobrecarga sensorial. Elas vão “desligar” e nada vai entrar nelas. Elas são “mono-canal” e só conseguem usar um sentido de cada vez. Você precisa se aproximar suavemente, esgueirar-se, com essas crianças. Tente sussurrar em uma sala livre de distrações visuais. Pode tentar cantar com uma voz suave e baixa. Talvez assim consiga estabelecer contato. Há muita variação entre crianças autistas.

SE: Você sente que perdeu alguma coisa por ser autista?

TG: Nos últimos anos, quando trabalhava no meu livro, “Thinking in pictures”, percebi que eu perco alguma coisa que as demais pessoas têm – complexidade emocional – e eu a substituo por complexidade intelectual. Obtenho grande satisfação em usar meu intelecto. Gosto de visualizar coisas e resolver problemas. Isso realmente me deixa bem. Quando observo a complexidade emocional em outras pessoas, é o tipo de ritmo que rola entre namorados. Freqüentemente observo isso em aviões. Algumas vezes sento perto deles. É como observar seres de outro planeta. O relacionamento é o que os motiva mas, para mim, é visualizar como projetar algo, tal como visualizar melhores formas de tratar o autismo. Uso minha mente para resolver problemas e inventar coisas. Tenho uma tremenda satisfação em inventar coisas e fazer pesquisas inovadoras. Acabamos de concluir vários bons experimentos na Universidade. Tivemos resultados muito bons, e isso me satisfaz. Minha vida é, basicamente, meu trabalho. Se não tivesse meu trabalho, não teria qualquer vida. Isto leva à importância de manter as pessoas autistas na escola interessadas em algo que possam transformar em uma carreira. Eles precisam investir nos seus talentos, tais como trabalho artístico e programação de computadores.

Interview with Dr. Temple Grandin
Copyright Autism Research Institute.

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 16.10.07

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Quarta-feira, Outubro 10, 2007

Orçamento e PPA recebem mais de 1,1 mil sugestões

| Janary Júnior e Marise Lugullo | Edição - João Pitella Junior | Agência Câmara | 09/10/2007 | enviado por Fernando Cotta |

9/10/2007: manifestantes na Câmara Federal. Foto: Fernando Cotta.
manifestação por verbas para o autismo na Câmara Federal
A Comissão Mista de Orçamento encerrou nesta terça-feira, em Brasília, o ciclo de nove seminários regionais pelo País para colher da sociedade propostas para os projetos da Lei Orçamentária Anual (LOA) e do Plano Plurianual 2008-2011 (PPA). Nesta terça, foram apresentadas 44 sugestões ao PPA e 73 ao orçamento. Ao todo, houve cerca de 1,1 mil sugestões nos seminários. Agora começa a disputa política para transformá-las em emendas às duas propostas.

Segundo o relator-geral do Orçamento para 2008, deputado José Pimentel (PT-CE), todas as sugestões serão analisadas pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara, para identificar as repetidas, as que propõem recursos ou ações novos, e as verbas e ações já incluídas no projeto da LOA ou do PPA. Para as que se incluírem neste último caso, Pimentel garante que o autor será comunicado, desde que tenha deixado contato por e-mail ou endereço.

As sugestões de emendas que tratarem de ação nova ou pleitearem mais recursos serão encaminhadas às bancadas estaduais e às comissões temáticas da Câmara e do Senado, que vão decidir se as transformam em emenda aos dois projetos.

Com o fim dessa fase, os integrantes da comissão voltam-se agora para a tramitação das duas propostas orçamentárias. Na próxima semana deverão ser votados o relatório preliminar do PPA, preparado pelo deputado Vignatti (PT-SC); e o relatório da receita, a cargo do senador Francisco Dornelles (PP-RJ).

Sugestões

Diferentemente das outras audiências, que priorizaram sugestões para infra-estrutura, a de hoje foi marcada por propostas para áreas sociais, como educação, saúde, povos indígenas, meio ambiente, ciência e tecnologia e esporte.

Entre as sugestões apresentadas nesta terça estão a construção de um museu de ciência e tecnologia em Brasília, resgatando um antigo projeto do antropólogo e educador Darcy Ribeiro; a liberação de recursos para pesquisas no bioma do cerrado; a inclusão de um dispositivo que proíba o contingenciamento de recursos para programas voltados a pessoas com deficiência; e a criação de um programa para atender exclusivamente as crianças portadoras de autismo e síndrome de Asperger (uma forma branda de autismo).

Sobre esta última reivindicação, o presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, Fernando Cotta, foi enfático ao dizer que hoje os portadores desses dois tipos de transtorno não são alcançados por nenhuma política pública, ao contrário de outras formas de deficiência. "O autismo é o patinho feio da deficiência", disse.


A ampliação dos recursos para o esporte também foi cobrada. O judoca Flávio Canto, medalhista olímpico e panamericano, pediu mais verbas para o esporte básico e de alto rendimento. Segundo ele, já está mais do que comprovado que a atividade tem um papel de inclusão social. "Como política pública, o esporte merece mais", afirmou Canto, que estava acompanhado do boxeador Acelino de Freitas, o Popó; e do mesa-tenista Hugo Hoyama.

Mais espaço

Os participantes também cobraram a institucionalização dos seminários regionais, que hoje são previstos apenas pela Resolução 1/06, do Congresso, que regula os trabalhos da Comissão de Orçamento, mas cuja realização não é obrigatória.

Houve também críticas ao pequeno tempo destinado a cada representante se manifestar publicamente na audiência. "Precisamos aprimorar o processo. Os seminários são espaços privilegiados de escuta para quem tem dificuldade para ser ouvido", disse a secretária executiva do Fórum Brasil do Orçamento (FBO), Eliana Graça.

A assessora parlamentar do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Myllena Calasans de Matos, reivindicou a possibilidade de a Comissão de Legislação Participativa da Câmara também apresentar emendas à LOA e ao PPA, como ocorre com as demais comissões temáticas da Casa.

Agenda

Nesta quinta-feira, o senador Dornelles deve apresentar relatório de receitas do Orçamento. O relatório preliminar ao projeto de lei orçamentária deve ser votado até o dia 22 de outubro; a partir do dia 28, será aberto o prazo para apresentação de emendas ao texto.

Orçamento e PPA recebem mais de 1,1 mil sugestões
http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=111642

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 10.10.07

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Terça-feira, Outubro 09, 2007

Sonho de um lugar aos autistas

Avelina Castro | Amazônia Hoje - Conselho Estadual de Saúde | Belém, Pará, 1°/7/2007 |

Pais estão na luta para trazer a Belém unidade especializada na síndrome

Com muito amor e dedicação, pais de crianças autistas estão se unindo para conseguir implantar, na Região Metropolitana de Belém (RMB), uma unidade da 'Casa da Esperança'. Trata-se de um espaço que concentra atendimento especializado, o que tem sido o grande anseio das pessoas que têm filhos com a síndrome. Segundo informações da Associação de Amigos do Autista de Belém (Amab), há dificuldade até no diagnóstico de casos.

O presidente da Amab, Carlos Eduardo Costa Quaresma, destaca que a entidade existe desde 1989 e que no começo desse ano iniciou a luta para trazer uma unidade da 'Casa da Esperança' para a RMB. A 'Casa da Esperança' é um espaço de atendimento específico para autistas, localizado em Fortaleza (CE), e que tornou-se, nos últimos anos, uma referência na América Latina.

Pai de um casal com autismo, Carlos Eduardo sabe bem a dor vivida pelos pais pelo fato de não terem nem mesmo um simples diagnóstico da síndrome. 'Queremos poder ter atendimento de qualidade e especializado em um só lugar', disse o presidente da Amab, que é pai de Leonardo, de 5 anos, e Luíza, de 2. 'Estamos fazendo uma parceria técnica com a Casa da Esperança para que possamos adotar, aqui, a mesma metodologia e com a mesma qualidade', acrescentou.

A mulher dele, Renata Quaresma, também integra a Amab e está somando-se à luta de implantação do espaço. A entidade já alugou uma chácara, no município de Ananindeua, e irá contratar profissionais que atuam com a síndrome para iniciar o funcionamento. Os custos com aluguel e pagamentos de pessoal serão bancados pelos próprios integrantes da associação.

Mas, a entidade espera conseguir sensibilizar o poder público e o empresariado local a colaborar com o projeto. A estimativa é de que exista, só na RMB cerca de 4 mil pessoas com autismo. É que, segundo a Associação Americana de Autismo, cuja sigla é ASA, de cada mil crianças que nascem, uma tem a síndrome. Porém, segundo Carlos Eduardo, existem locais no mundo em que essa proporção chega a ser de 160 para um. A 'Casa da Esperança', da RMB, atenderá, inicialmente, dez crianças. Porém, o objetivo da Amab é conseguir credenciar o espaço ao Sistema Único de Saúde (SUS) para ampliar o atendimento para cerca de 100 pessoas.

Serviço:

Quem quiser contribuir com a Amab é só ligar para os telefones: 3266-2300 ou 9614-2285 ou ir até a travessa do Chaco, 1437 (entre as avenidas Visconde de Inhaúma e Duque de Caxias).

Avanço no comportamento é observado em gêmeos com síndrome

A contadora Norma Viana, de 62 anos, possui netos gêmeos e ambos com autismo: Afonso e Paulo, de 9 anos. Eles tiveram o diagnóstico fechado em Belo Horizonte porque em Belém nenhum médico conseguiu precisar o que eles tinham. O detalhe é que os gêmeos não possuem nenhum retardo mental associado ao autismo, como é freqüente nessa síndrome.

Afonso e Paulo fazem natação, terapia com fonoaudióloga, estudam em escola para crianças especiais e possuem um 'cuidador'. Celso de Paula Souza, de 31 anos, cuida deles o dia todo e os ajuda, orientando na hora do banho e nas atividades de seu cotidiano. 'Eles já possuem um grande avanço porque comem sozinhos, usam o banheiro sozinhos e já fazem nescau (achocolatado) e sucos para tomar, batendo no liquidificador e adoçando', disse, com entusiasmo, a avó.

Márcia Pena também integra a Amab e possui um filho autista: Davi, de 9 anos. Para garantir um melhor atendimento ao filho, o marido dela foi morar em Fortaleza (CE), levando também junto o filho mais velho do casal. Ela ficou em Belém, onde trabalha, cuidando do terceiro filho, um bebê de 8 meses. A família dela teve que se separar para garantir um bom atendimento ao filho autista. 'É por isso que estou apoiando esse projeto e me juntando nessa luta porque sei que muitas famílias se separam por não ter um atendimento adequado nas cidades onde moram', concluiu Márcia.

Mãe relata o difícil período de aceitação do diagnóstico

Deolinda Amador é mãe de Gustavo, um adolescente que completará 15 anos esse ano. Ela teve outros dois filhos antes dele, no primeiro casamento e revela que demorou para conseguir o diagnóstico do filho. Uma das coisas que dificultou a observação dela foi o fato do filho falar, normalmente, até os 2 anos de idade. 'Quando o coloquei no maternal para estudar ele apresentou um comportamento de isolamento e aos poucos foi deixando de falar. Com 3 anos o levei para São Paulo e foi feito o diagnóstico de autismo', contou Deolinda. Ela revela que o período de aceitação da síndrome nos filhos é difícil. 'A gente sepulta os nossos sonhos de vê-los nos chamando de ‘mamãe’ e ‘papai’, de vê-los se casando e se formando numa universidade, chora muito, mas depois, nos fortalecemos e partimos para a luta porque nós os amamos muito', disse Deolinda. 'Eu vivo para ver meu filho me chamar de mãe de novo', complementou.

De acordo com Deolinda, o filho dela faz todas as terapias necessárias, só que em locais diferentes e sem que haja uma integração nas ações dos profissionais. 'É por isso que estamos nessa luta. Queremos o apoio do poder público, do setor privado e da sociedade para conseguirmos trazer esse espaço'.

O que é autismo?

- Segundo a Associação Americana de Autismo (Autism Society of American - ASA), é uma inadequacidade no desenvolvimento que se manifesta de maneira grave por toda a vida. É incapacitante e aparece tipicamente nos três primeiros anos de vida. Acomete cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é quatro vezes mais comum no sexo masculino do que no feminino. É encontrado em todo o mundo e em famílias de qualquer configuração racial, étnica e social. Não se conseguiu até agora provar qualquer causa psicológica no meio ambiente dessas crianças, que possa causar a doença. Segundo a ASA, os sintomas são causados por disfunções físicas do cérebro, verificados pela anamnese ou presentes no exame ou entrevista com o indivíduo.

Sonho de um lugar aos autistas
http://portal.sespa.pa.gov.br/images/sespa/html/departamentos/ascom/noticias_julho_2007/amazonia/not_01072007.html

CORRENTE DO BEM

| As dez mais do Cid Gomes | O Povo | 08/10/2007 |

Casa da Esperança ganha filial fora do Ceará. Hoje está sendo aberta uma unidade dela em Ananindeua, no Pará. Inicialmente, atendendo a 100 crianças e adolescentes autistas da Grande Belém. Fátima Dourado, presidente, estará à frente do ato de inauguração.

CORRENTE DO BEM
http://www.opovo.com.br/opovo/colunas/vertical/735134.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 9.10.07

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Segunda-feira, Outubro 08, 2007

Professor mostra que sintomas do autismo diminuem com o tempo

| Josh Hantz | 3/10/2007 | Student Life |

O professor assistente da Universidade de Washington Paul Shattuck publicou um artigo mostrando que os sintomas do autismo, como movimentos repetitivos, problemas da interação e prejuízos na comunicação podem melhorar com a idade.

Publicado no número de setembro do Journal of Autism and Developmental Disorders, o artigo é parte de um estudo maior com 400 adolescentes e adultos com autismo e suas famílias conduzido pela professora Marsha Mailick Seltzer da Universidade de Wisconsin.

"As pessoas caem em um de três grupos", explicou Shattuck, que freqüentou a escola de Serviço Social George Warren Brown neste verão. "Houve um pequeno grupo de pessoas que piorou e um grupo de tamanho médio que permaneceu o mesmo, mas a maioria melhorou".

No entanto, afirmou que o valor da melhora é "modesto".

"Não é que as pessoas estão começando a melhorar de repente", ele disse.

Estas descobertas trazem esperança a todos aqueles que são diagnosticados com autismo. Estatisticamente, uma em cada 150 crianças e um número impreciso de adultos nos Estados Unidos têm autismo, uma desordem do desenvolvimento do cérebro de que os pesquisadores sabem muito pouco.

"Penso que é importante descrever o que acontece às pessoas autistas durante todo sua vida, não apenas na infância", afirmou Shattuck. "É importante lembrar que as pessoas têm a capacidade de crescer e melhorar ao longo da vida. O desenvolvimento humano não se congela em algum ponto do tempo. O serviço público para pessoas com deficiência termina após a adolescência, mas não deve parar".

Os participants do estudo, com 10 a 52 anos no início do estudo, foram recrutados nas agências de serviço, escolas e clínicas em Wisconsin e Massachusetts.

A cada 18 meses, durante cinco anos, os pais avaliaram seus sintomas e comportamentos em detalhe. Muitos participantes permaneceram estáveis, mas muitos mostraram melhora significativa. A avaliação média nunca regrediu, de acordo com Shattuck.

"As descobertas são válidas, mesmo baseadas em relatórios dos pais", disse o pesquisador.

Aos pais foram dados dois questionários de avaliação padronizados que são usados há muito tempo e são reconhecidamente confiáveis.

Os sintomas específicos que o estudo mediu incluem a reciprocidade na conversação, o interesse nas pessoas, as compulsões, os rituais e a inadaptação comportamental, a qual não é exclusiva do autismo.

O estudo, entretanto, não identifica as causas subjacentes da melhora; este será tema para pesquisa futura.

Shattuck, que é estudante de graduação em Educação, tem interesse há muito tempo nas deficiências porque seu pai é sobrevivente da poliomielite e muitos de seus mais melhores amigos têm formas de autismo. Quis também contribuir para esse campo uma vez que muito poucas pesquisas são conduzidas por tanto tempo.

Além de ser o autor principal do artigo, Shattuck também ajudou com levantamento de dados, gerência e análise enquanto esteve no Wisconsin.
    Professor finds autism symptoms can become less severe over time

    Washington University Assistant Professor Paul Shattuck has just published a paper showing that symptoms of autism, like repetitive motion, interaction problems and impaired communication skills, can improve with age.

    Reported in September's Journal of Autism and Developmental Disorders, the paper is part of a larger longitudinal study of 400 adolescents and adults with autism and their families conducted by University of Wisconsin professor Marsha Mailick Seltzer.

    "Generally people fell into one of three groups," said Shattuck, who joined the George Warren Brown School of Social Work this summer. "There was a small group of people who got worse, a medium size who remained the same, but most people got better."

    He qualified his statement though, saying that the magnitude of improvement is "quite modest."

    "It's not the case that people are getting better all of a sudden," he said.

    These findings offer hope to all those who are diagnosed with autism. Statistically, one in 150 children and an unknown number of adults in the United States have autism, a brain development disorder that researchers know very little about.

    "I thought it was important to depict what happens to people with autism throughout their lifespan, not just in childhood," said Shattuck. "It's important to realize that people have the capacity to grow and improve across their lives. Human development does not freeze at some point in time. Public service for people with disabilities ends after adolescence, but it should not stop."

    The study's participants, aged 10 to 52 at the onset of the study, were recruited from service agencies, schools and clinics in either Wisconsin or Massachusetts.

    Every 18 months for five years, their parents assessed their symptoms and behaviors in depth. Many participants remained stable, but many showed significant improvement. The mean assessment never regressed, according to Shattuck.

    "The findings are valid even though they are based on parental reports," he said.

    Parents were given two standardized measurement questionnaires which have been used for a long time and are known to be reliable.

    Specific symptoms that the study measured include reciprocal conversation, interest in people, compulsions, rituals and maladaptive behavior which isn't unique to autism.

    The study, however, does not identify the underlying causes of improvement, but this will be an area for research in the future.

    Shattuck, who has an undergraduate degree in education, has had a long-term interest in disabilities because his father is a polio survivor and many of his best friends have forms of autism. He also wanted to contribute to the field since very little research has been conducted so far.

    In addition to being the lead author on the paper, Shattuck also assisted with data collection, management and analysis while at Wisconsin.
Professor finds autism symptoms can become less severe over time
http://www.studlife.com/news/2007/10/03/News/Professor.Finds.Autism.Symptoms.Can.Become.Less.Severe.Over.Time-3007709.shtml

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 8.10.07

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Escola Livre Aprender realiza Olimpíadas

| CREUZA MEDEIROS | EDUCAÇÃO | SECOM-MT | Assessoria/Seduc-MT | 5/10/2007 |

A Escola Estadual de Ensino Especial Livre Aprender realiza de 8 a 11 de outubro a “2ª Olimpíadas Livre Aprender”, com diversas atividades culturais e esportivas como corrida da cadeira de rodas, dominó, dama, cabo de guerra com os cadeirantes, costurando com a caneta, campeonato de dança, entre outros.

A abertura do evento será às 8 horas da manhã desta segunda-feira, oito de outubro, com apresentação de capoeira e dança com os alunos, entrada do fogo olímpico, entrada das equipes, acendimento da pira e juramento do atleta.

A Escola Livre Aprender tem como objetivos principais educar, promover as habilitações físicas, sociais e mentais da pessoa com deficiência. “A instituição atende cerca de 140 alunos na faixa etária de 0 a 30 anos com diferentes anomalias como autismo, paralisia cerebral, síndrome de Down e distúrbio de comportamento”, informa a diretora Waldete da Silva.

Durante a semana as atividades da olimpíada da Escola Livre Aprender serão realizadas nos períodos matutino e vespertino. Na parte da manhã as atividades sempre serão concluídas às 9h30. No período vespertino serão realizadas atividades que não exigem esforços físicos como dominó, dama, jogo da moeda, sala com música e sessão de cinema.

A Escola Estadual de Ensino Especial “Livre Aprender” é localizada na Avenida Miguel Sutil, nº 3320, ao lado do Colégio do Farina. Fones para contato: 3324.1238/9207.5660/92081532/9203.6165.

Escola Livre Aprender realiza Olimpíadas
http://www.secom.mt.gov.br/conteudo.php?sid=13&cid=35779&parent=0

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 8.10.07

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Ler: Richard Zimler lança 'A Sétima Porta'

| Cultura | Gosto muito do Porto | Sofia Rato | Correio da Manhã | 5/10/2007 |

O escritor norte-americano de origem judaica – radicado na cidade do Porto desde 1990 – mantém hábitos de outrora: “Desde sempre que às 07h30 tomo o pequeno-almoço: flocos de aveia e chá. Depois saio para a rua para beber um café e regresso porque às 08h30 estou sentado a trabalhar”, confidencia ao CM.

No mesmo ano em que se encantou por Portugal e numa das suas inúmeras viagens ao estrangeiro, descobriu numa cave em Istambul (Turquia) sete manuscritos do século XVI escritos por um cabalista chamado Berequias Zarco. Um deles deu origem ao best-seller ‘O Último Cabalista de Lisboa’.

O autor regressa agora com outro título onde recupera factos perdidos na História sobre Berlim dos anos 30 e apontamentos dos restantes manuscritos que encontrou. Trata-se de ‘A Sétima Porta’ (editora Oceanos).

A história começa quando Sophie tem 14 anos. Oriunda de uma família cristã, reside no bairro Oeste da cidade. Os pais, comunistas, são rapidamente seduzidos por Hitler e pelo nazismo e abandonam as suas convicções. “Ela fica desorientada quando vê o pai a destruir os livros que tem e a dizer-lhe, a ela e ao irmão, Hansi, para esquecerem o passado”, contou ao CM Richard Zimler.

A jovem inicia então uma vida dupla: incapaz de esquecer tudo aquilo em que acredita, usa uma máscara para esconder publicamente os seus pensamentos, incluindo dos seus próprios pais, e começa a relacionar-se com um vizinho e com um grupo clandestino de activistas judeus: “O vizinho é Isaac Zarco, um alfaiate, mais velho que Sophie e a partir daí a história conhece novos desenvolvimentos...”, sublinha o escritor.

Professor universitário e escritor aclamado pela crítica internacional, Zimler meteu há dois anos uma licença sem vencimento. Sentia-se incapaz de dar aulas: “A minha mãe estava doente e de dois em dois meses eu ia a Nova Iorque. Era impossível conciliar as viagens com a vida académica”, conta. A mãe acabou por falecer no final do ano passado e o escritor encerrou de vez o capítulo Estados Unidos: “Não penso regressar. Gosto muito do Porto e penso que o meu futuro passa pela Europa ou no máximo, pela Ásia”, comenta.
    Em ‘A Sétima Porta’, uma empolgante viagem de 700 páginas, Zimler quis pegar na esterilização dos deficientes – vivamente recomendada por Hitler no início dos anos 30 – e desta forma falar de um holocausto diferente: “Grande parte das duzentas mil pessoas que Hitler mandou esterilizar não eram débeis mentais, mas sim pessoas com ligeiros atrasos no desenvolvimento e também autistas, recorda Zimler.

    No livro, Hansi, é autista e Sophie vê-se obrigada a proteger o irmão mais novo da Alemanha e dos seus próprios pais que sentem vergonha por terem um filho diferente. Curiosamente Sophie – tal como Zimler – assiste à morte da mãe e do irmão e enfrenta novos desafios: a maternidade e os segredos cabalísticos que o seu amado lhe confia.
PESSOAL

OBJECTO DE CULTO


“Normalmente ando sempre com o meu cachechol porque sou muito friorento. Mesmo no Verão, levo o cachecol no bolso, alguns sítios têm ar condicionado... nunca viajo sem um cachecol atrás!”.

QUALIDADE E DEFEITO

“Sou curioso e muito interessado nas histórias de vida das outras pessoas. No entanto, levei muitos anos a aprender a respeitar os outros – agora respeito – e isso é um defeito que consegui ultrapassar”.

RITUAL DE TRABALHO

“Aproveito as manhãs para trabalhar. Geralmente sento-me pelas 08h30 e até às 12h00, 12h30 estou a escrever. Faço uma pausa para o almoço e à tarde volto a sentar-me ao computador”.

FILOSOFIA DE VIDA

“Não tenho uma filosofia de vida declarada, no entanto, sou apologista daquela velha máxima: “Faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti”. Penso que é uma maneira positiva de encarar a vida”.

Ler: Richard Zimler lança 'A Sétima Porta'
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=260475&idselect=13&idCanal=13&p=200

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 8.10.07

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Terça-feira, Outubro 02, 2007

Namorada de Jim Carrey diz que ator ajudou-a com seu filho autista

A revista 'People' vai publicar as declarações em outubro

| Ego | 22/09/2007 |


A atriz e modelo Jenny McCarthy, namorada de Jim Carrey, disse que o famoso ator ajudou o filho autista dela a "superar alguns obstáculos", algo que ela não conseguia sozinha.

Em declarações que sairão publicadas na edição de 1º de outubro da revista "People", a protagonista de filmes como "Todo Mundo em Pânico 3" e "Dirty Love - Dando o Troco" disse que estava "escrito nas estrelas que Jim (Carrey) e Evan (o filho da atriz) formariam uma dupla".

A ex-coelhinha da "Playboy", de 34 anos, contou ainda que o namorado "fala um idioma que Evan entende", e que seu filho "sente seguro" perto de Carrey.

O casal, que anunciou publicamente o namoro no ano passado, por enquanto não planeja se casar.

"Não haverá contratos", disse a atriz em referência a uma possível união entre ambos. "(O nosso relacionamento) vai além de isso. Jim entrou em nossas vidas com o coração e os braços abertos", afirmou.

A antiga apresentadora da MTV americana dará mais detalhes da saúde de seu filho e dos progressos que ele vem tendo num livro que se chamará "Louder Than Words: A Mother's Journey in Healing Autism." ("Mais alto que as palavras: a jornada de uma mãe para curar o autismo".

Além disso, McCarthy disse que a chave para a recuperação de seu filho está no fato de Jim Carrey ter "o poder de ouvir".

"Ele é capaz de movimentar montanhas", acrescentou.

A modelo se divorciou do diretor de cinema John Asher em agosto de 2005, após seis anos de casamento.

Carrey também não teve sorte em seus dois casamentos anteriores. A união com Melissa Worner terminou em 1995. Já o matrimônio com a atriz Lauren Holly teve fim em 1997.

Namorada de Jim Carrey diz que ator ajudou-a com seu filho autista

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 2.10.07

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Garçon participa de café da manhã na Associação do Autista;

Parlamentar diz que vai conseguir emenda para construção de uma nova sede para a entidade

| O Nortão | CIDADES-RO | Roraima, 17/9/2007 |


A Associação de Pais e Amigos do Autista (AMA) e o Deputado Federal Lindomar Garçom, ofereceram na manhã desta segunda feira (17.09) um café, aos pais, professores e colaboradores da instituição, para mostrar os trabalhos desenvolvidos pela entidade e discutir medidas para ajudar a associação.

A AMA/RO, situada na Vila da Eletronorte, atende a crianças portadoras de autismo. Segundo o presidente da instituição, Carlos Alberto Campelo, apesar de prestar assistência a essas crianças faltam recursos e ajuda do poder público. “Hoje atendemos a 23 crianças sendo que no estado há aproximadamente uma média de 35 á 40 crianças autistas. A grande maioria delas precisa de atendimento, mas não temos condições financeiras para isso, precisamos de recursos para comprar materiais de limpeza, pedagógicos e também o lanche das crianças”, explicou. Campelo salientou ainda que a instituição sobrevive de doações e eventos realizados periodicamente através da parceria com a Eletronorte que cedeu a casa onde hoje funciona a sede provisória da entidade.

De acordo com a coordenadora pedagógica da AMA, Maria da Glória Fernandes, um dos maiores problemas enfrentados pela entidade é o reduzido espaço físico da sede. “Precisamos de um espaço maior para abrigar outras crianças. Diariamente somos procurados por famílias, mas nada podemos fazer porque estamos trabalhando acima das nossas condições”, observou.

O Deputado Lindomar Garçom reafirmou em seu discurso a pretensão de elaborar uma emenda em Brasília para contemplar a AMA com a construção de uma nova sede. “Viemos aqui para ouvir as necessidades da Associação e também ajudar, quero ser um parceiro, pois trabalho na área social desenvolvido pela AMA é muito importante. Vou levar a proposta para minha assessoria técnica elaborar uma emenda para ajudar a associação”, finalizou.

Garçon participa de café da manhã na Associação do Autista...
http://www.onortao.com.br/ler.asp?id=9509

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 2.10.07

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