Quarta-feira, Setembro 05, 2007
Filme sobre jovem autista premiado em Montreal
O filme
Ben X, do diretor belga Nic Balthazar, foi o grande vencedor do 31° Festival de Montreal. Ganhou: Os prêmios Ecumênico e de Público e o Grande Prêmio das Américas.
O filme trata de um adolescente autista que, para fugir à discriminação dos colegas, se refugia no mundo dos jogos da internet, vivendo entre a realidade e a ficção.
G1: 'Un Secret' e 'Ben X' vencem Festival de Montreal
Rumbo de Mexico: "Partes Usadas" y "Malos Hábitos", premiadas en el 31º Festival de Montreal
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 5.9.07
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Terça-feira, Setembro 04, 2007
AMA promove cursos em setembro
| Com base em release enviado por Soluções SCI | 3/9/2007 |
São Paulo - Em setembro, a AMA (Associação de Amigos do Autista) realizará cursos sobre os diversos métodos que utiliza na aprendizagem de seus assistidos:
TEACCH - Entre os
dias 10 e 14 será ministrado o Treinamento sobre o Método TEACCH, das 08h00 às 17h00. A responsável será a coordenadora geral da AMA, Marli Marques. Este método, desenvolvido na década de 1960 na Carolina do Norte, EUA, é usado na Associação há mais de vinte anos. Durante o curso será possível vivenciar e ter uma visão geral do dia-a-dia da instituição, em suas duas sedes. Três dos cinco dias do curso (segunda, terça e quinta-feira) serão realizados em Parelheiros e os outros dois (quarta e sexta-feira) na sede no Cambuci. O valor para participar dos cinco dias de treinamento é de R$ 300,00, já inclusos o transporte do metrô Paraíso até a unidade de Parelheiros e as refeições dos três dias em Parelheiros.
Montessori - No
dia 15 (sábado) haverá um curso sobre o Material Sensorial Montessoriano, que é utilizado na alfabetização fonética e no ensino de matemática para crianças com autismo. A coordenadora pedagógica Marcia Pauluci e a coordenadora geral Marli Marques apresentarão a importância do material no ensino de matemática, da leitura e da escrita para os alunos com autismo. Este curso dura seis horas (das 08h00 às 15h00) e o valor da inscrição é de R$ 90,00.
PEP-R - Uma semana depois,
no dia 22 (sábado), das 08h00 às 12h00, as pedagogas Regina Couto e Luciane Lopes falarão sobre o Perfil Psicoeducacional Revisado (PEP-R), que é uma ferramenta para avaliação da criança com autismo ou que tenha algum distúrbio de desenvolvimento que ajuda na descrição e entendimento dos padrões irregulares de aprendizado destas crianças. O valor de participação é de R$ 60,00.
PECS - Para finalizar o mês, no
dia 29 (sábado), a psicóloga Juliana Tonon explicará o sistema de comunicação PECS, que é uma forma de comunicação por meio de trocas de figuras que possibilita a pessoa com autismo se comunicar de forma espontânea. Este curso será das 08h00 às 12h00 e tem o valor de inscrição de R$ 60,00.
Todos os cursos, com exceção do primeiro, serão feitos na sede da AMA no Cambuci, que fica na Rua do Lavapés, 1123 esquina com Rua Luís Gama, 890 (aos sábados, entrada pela Rua Luís Gama).
As inscrições estão abertas e as vagas são limitadas. Para se inscrever ou saber mais sobre os cursos, basta entrar no site www.ama.org.br ou ligar para (11) 3376-4409 e falar com Paula.
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 4.9.07
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Autismo – prevenção através de um diagnóstico precoce
| Dica de Silvia de Paula Garcia | Revista Fator Brasil | SAÚDE | 01/09/2007 |
Dia 15 de setembro, Dr. Lúcio Lima, vice-presidente da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro, estará participando do Simpósio Neurociência do Desenvolvimento Normal e das Psicopatologias Infanto-Juvenil organizado pela APERJ, no Instituto Philippe Pinel. Na ocasião ele levará o assunto para debate com profissionais de saúde presentes.
Crianças com dificuldades de falar e brincar com os colegas, que vivem sempre isolados, que parecem surdos ou excitados, que têm um olhar estranho e vago e que não aceitam mudanças na rotina, podem ser fortes candidatas a terem o que popularmente se chama de autismo, problema que afeta até 2% da população.
Dr. Lúcio Lima, vice-presidente da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro / APERJ explica que o autismo é um sintoma que resulta de vários transtornos de desenvolvimento.
“Uma criança chamada de autista pode ser desde aquele conhecido por esquisito, que prefere ficar em casa desvendando um problema no computador ao invés de sair com os amiguinhos, até os que ficam em isolamento total e não falam. Há os que decoram listas enormes, como catálogos telefônicos, por exemplo, mas não conseguem entender uma piada, nem figuras de linguagem”, comenta o psiquiatra.
Diagnóstico precoce é fundamental - Dr. Lúcio, especialista em crianças e adolescentes, diz que o autismo não tem causas conhecidas e não tem cura. Portanto, a principal preocupação é o diagnóstico precoce, pois os primeiros sinais de anormalidade podem aparecer em bebês.
Ele informa ainda que
“bebês com Transtorno Invasivo de Desenvolvimento, onde se enquadra o Autismo, são crianças que não interagem com as mães quando são amamentados, que não gostam e não relaxam quando são colocados no colo, não gostam de abraços, não olham os adultos diretamente nos olhos, parecem surdos no berço, não apontam o que querem, não se mexem quando os pais entram no quarto, são quietos ou muito birrentos - têm reações desproporcionais ao contato social. Estas crianças necessitam de um acompanhamento contínuo junto com seus pais, pois apesar de não se poder ter, ainda, a máxima certeza de um diagnóstico definitivo com esta idade, já se pode começar a tentar minimizar as dificuldades futuras”.
Um bebê que apresente alguns desses sintomas, sendo examinado por um pediatra experiente e acostumado aos transtornos do desenvolvimento, que o encaminhe logo à um serviço de saúde mental para que a família e a criança possam receber um acompanhamento psíquico, para que seu desenvolvimento seja mais harmonioso, sem tantas seqüelas.
Ele aconselha que o ideal seria que todo serviço de Maternidade deveria contar com uma equipe de Saúde Mental apta a suspeitar deste diagnóstico. E, em seguida, a encaminhar para os profissionais que lidam com este tipo de crianças. Sabemos que os Transtornos Invasivos do Desenvolvimento são casos crônicos, que tornam as pessoas, no futuro, dependentes.
“Quanto mais cedo for o diagnóstico e o início do tratamento, que possam ajudar em seu desenvolvimento, com certa independência apesar da constante supervisão familiar”, afirma o médico.
Autismo – prevenção através de um diagnóstico precoce
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=18127
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 4.9.07
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Sábado, Setembro 01, 2007
Surfando com o autismo
| James Mulvaney | Huffington Post | New York, NY, EUA, 30/8/2007 |
Está e a história de um garotinho com autismo que montou num sonho para encontrar um pedacinho do céu numa praia de Nova York.
Alex tem oito anos e vive com os pais em Chicago. A cada verão sua mãe vem visitar uma amiga de faculdade que mora em Long Beach, uma pequena comunidade praiana em Long Island Railroad a leste de Manhattan. Sempre há uma companhia variada cercando Alex e sua irmã caçula Madeline.
Uma vez, no inverno passado, Alex assistiu um desenho sobre o mar. Ninguém sabe dizer a data, mas no meio de uma cidade gelada, Alex disse que precisava surfar. A mãe sorriu; crianças costumam vaticinar um futuro impossível: num dia serão cowboys, no outro, astronauta, uma princesa ou presidente. Apesar da previsão de inverno de Alex ser irracional, ela abriu caminho para um comportamento "normal". Famílias afetadas por autismo se agarram às menores migalhas como salva-vidas feitos de ilusão e esperança.
Alex é como os muitos outros afetados pela epidemia de autismo: fala poucas palavras, mas raramente constrói sentenças; abana as mãos e tem uma tendência para "escapar" (na verdade, disparar correndo quando a mãe vira as costas por meio segundo, resultando em inúmeros boletins de ocorrência, movimentação da polícia e danos devastadores nos sitemas nervoso e cardio-vascular dos pais, indescritíveis para todos os sortudos que não estão no nosso "clube").
Como esta é a história de um garotinho, vou pular os enormes debates sobre as causas e a extensão da epidemia autista, exceto por um alerta para os poluidores que argumentam ser o autismo apenas uma desordem "genética" - traduzindo: "maus pais, bons industriais" - "Você levará um bom tempo convencendo S. Pedro que eles realmente acreditam que mercúrio, chumbo e PCBs são seguros."
De volta ao garoto:
Deparei com Alex no último sábado de manhã equilibrando-se em uma prancha de body boarding, com três polegadas de água salgada na Praia de Azores, tentando imitar os movimentos dos surfistas quebrando as ondas no horizonte nebuloso. Sua mão esquerda agitava-se como a de um surfista, dançando para se equilibrar, com os joelhos dobrando-se e oscilando.
Perguntei se a criança precisava de ajuda.
"Muito obrigada", respondeu a mãe, com aquela inconfundível sinceridade do Meio-Oeste.
"Mas não sei se é possível. ele é autista."
Sorri.
"Senhora, não sei como aconteceu, mas vocês viajaram para o lugar mais apropriado para seu filho no planeta inteiro."
Agarrei a prancha e entrei na água até os joelhos. Empurrei o menino através da espuma das ondas e expliquei que tinha ido à praia naquela manhã porque meu próprio filho de 19 anos, que tem autismo severo, queria surfar. Com 1,88 m, meu Dan é um desafio maior que Alex.
Acrescentei que também esperávamos por um amigo de Dan, Chrissy (cujos sintomas de autismo são piores que os de Danny), que a família tinha inscrito para uma aula grátis de surfe bem naquela praia. A aula estava marcada para dali a não mais do que 10 minutos.
A cada passada pela água, Alex se mostrava mais confiante.
Mostrei a sua mãe minha camiseta pintada: "SURF PALS" (Amigos do surfe).
Surf Pals é um grupo de que sou um dos fundadores que visa conseguir equipamentos e apoio para crianças com deficiência e os surfistas que querem ajudá-las. É parte do Capítulo de Nassau Suffolk da Autism Society of America.
A camiseta também traz
"Harvey's Kids" uma referência a nosso co-fundador, Harvey Weisenberg, um salva-vidas septuagenário e Deputado do Estado de Nova York que tem sido o mais efetivo defensor dos direitos das pessoas com deficiência no Governo.
A logomarca é a silhueta de um garotinho segurando a mão do terceiro fundador do Surf Pals, o Instrutor Master de Surfe Elliot Zuckerman.
"Aulas de surfe para meninos autistas?" ela estranhou. "Nunca ouvi falar disso!"
"É porque vocês não têm ondas em Chicago" repliquei, enquanto levava Alex para águas mais fundas.
"Quem nós temos aqui?" perguntou Elliot.
"Este é Alex, ele acabou de dropar de Chicago porque ouviu falar que as ondas estão fantásticas hoje", eu disse à guisa de apresentação.
Trocamos a pranchinha de body boarding por uma prancha de surfe de oito pés. Segundos depois, Alex cavalgava sua primeira onda, a um largo sorriso brilhando mais que um par de faróis descendo a Rush Street em uma noite de sexta-feira.
Durante a hora seguinte, Elliot e sua turma de instrutores tinham Alex, Chrissy, Danny e alguns outros garotos deslizando pela água, rindo, remando e montando. Perto de nós, os alunos "normais" (e pagantes) de Elliot também aprendiam a surfar.
"Desde que chegamos a Long Beach, Alex tem seguido cada homem, mulher ou criança com prancha, choramingando, 'surf, surf, surf'", contou a mãe.
"Tinha medo de ele estar incomodando. Vamos voltar a Chicago esta tarde, asim, esta manhã fui para a cidade e lhe comprei uma prancha de body boarding. Não esperava que ele fosse usá-la, mas pensei que fosse se satisfazer se pudesse apenas ficar com ela. Quando chegamos à praia, ele pegou minha mão e disse: 'Mãe, o surfe está no meu sangue!' Não lembro a última vez que ele tinha construído uma sentença inteira. Respondi: 'Alex, você é um menininho bobinho.' Dez minutos depois, nós encontramos você."
No fim daquela manhã, uma pequena multidão estava reunida. A gente com certeza vai ouvir aquela alegria enquanto viver.
"Como foi que você achou meu garoto nesta praia tão grande?" perguntou o avô de Alex, um ferroviário aposentado de Illinois.
"Não", eu disse.
"A pergunta é: 'como ele me achou?'"
A resposta é que Alex pode ser autista mas isso não quer dizer que não é esperto o suficiente para encontrar alguém disposto a lhe dar a mão. Mesmo garotos autistas podem ver seus sonhos virar realidade.
(Surf Pals é baseado em Long Beach, NY, um subúrbio da Cidade de Nova York. Dia 4 de setembro eles promoverão o Surf Surfari anual para aproximadamente 100 crianças e jovens com deficiências. Dia 8 de setembro, Zuckerman e sua equipe estarão em Dover, Inglaterra, para
"Quebrar a Barreira" (
"Breaking The Barrier"), o primeiro
Surf Pals Surfari internacional.
O site da escola de surf de Zuckerman é
www.surf2live.com. Informações sobre o evento do Reino Unido está disponível em
www.lifeworks-uk.org. Os Surf Pals podem ser contatados em:
LBSURFPAL@gmail.com).
Surfing with Autism
This is a story about a little boy who has autism who rode a dream to find a little bit of heaven on a New York beach.
Alex is eight years old and lives with his parents in Chicago. Each summer his mother comes to visit a college friend, who lives in Long Beach, a small ocean community a Long Island Railroad ride east of Manhattan. There is a varying entourage always including Alex and his younger sister Madeline.
Some time this past winter Alex watched a cartoon about the ocean. No one can put a date on it, but in the middle of a Windy City freeze, Alex said that he needed to go surfing. His mom smiled; children often announce their impossible destiny; one day to be a cowboy, another day an astronaut, a princess or a president. Although Alex's midwinter prediction was preposterous it bore a heartening resemblance to "normal" behavior. Families affected by autism grasp at the thinnest of straws as handholds clinging to illusions of hope.
Alex is like many of the other kids ravaged by the autism epidemic: He speaks a few words, but rarely constructs sentences; he flaps his hands and has a tendency to "elope" (the technical term for scurrying away when mom has turns her back for half a second, resulting in a all-points-bulletins, posse formations and devastating damage to the parental central nervous system and cardio-vascular network that is indescribable to all of you lucky enough not to be in our "club").
Because this is a story about a little boy, I'll skip the larger debates about the cause and extent of the autism epidemic, except for a warning to the polluters who claim that autism is a only a "genetic" disorder -- code for "bad parents, good industrialists" -- "You will have a hard time convincing St. Peter that they really believed that mercury, lead and PCBs were safe."
Back to the boy:
I spotted Alex last Saturday morning standing on cheesy, stationary store boogie board in about three inches of salt water on Azores Beach trying to imitate the moves of the surfers working the break out on the foggy horizon. His left hand fluttered like the surfer's, dancing and darting for balance. His knees knocked and hips swayed.
I enquired if the child needed help.
"Thanks very much," said mom, with that heartfelt tone that is unmistakably Midwestern. "But, I don't think that would be possible. You see, he's autistic."
I grinned.
"Lady, I don't know how this happened, but you have tripped upon the most appropriate place for your son on the entire planet."
I grabbed the boogie board and waded knee deep. I pushed the child around on foamy shore wash and explained that I had come to beach that morning because my own 19-year-old son, who has severe autism, wanted to surf. At 6 feet 2, my Dan is a bigger challenge than Alex.
I added that we were also waiting on Dan's buddy Chrissy, (whose autism symptoms are arguably worse than Danny's) whose family had booked him a free surfing lesson right on that very beach. The lesson was scheduled not more than 10 minutes hence.
With each sweep through the water Alex became more confident.
I showed his mom my t-shirt emblazoned "SURF PALS".
Surf Pals is a grassroots group I co-founded to provide equipment and support for disabled children and the surfers who want to help them. It is part of the Nassau Suffolk Chapter of the Autism Society of America.
The t-shirt also says "Harvey's Kids," a reference to our co-founder Harvey Weisenberg, a septuagenarian lifeguard and New York State Assemblyman who has been the most effective government advocate for the rights of the disabled.
The logo is a silhouette of a little boy holding the hand of the third founding Surf Pal Master Surf Instructor Elliot Zuckerman.
"Surf lessons for autistic kids?" she said. "I never heard of such a thing."
"That's because you don't have waves in Chicago," I replied as I led Alex into deeper water.
"Who have we got here?" bellowed Elliot.
"This is Alex, he just dropped in from Chicago because he heard the break is awesome today," I said by way of introduction.
We swapped the boogie board for an eight-foot surfboard. Seconds later Alex was riding his first wave, a gap-toothed smile shining brighter than a pair of Escalade halogens tooling down Rush Street on a happening Friday night.
Over the next hour, Elliot and his crew of instructors had Alex, Chrissy, Danny and some other kids slashing through the water, laughing, spilling, paddling and riding. Nearby Elliot's "normal" (and paying) students were also learning to surf.
"Ever since we got to Long Beach Alex has been chasing every man, woman and child with a board, clutching and whining, 'surf, surf, surf,'" mom said. "I was afraid he was annoying people. We're heading back to Chicago this afternoon, so this morning I broke down and bought him a boogie board. I didn't expect him to use it but I thought he'd be satisfied if he could just stand on it. When we got to the beach he grabbed my hand and announced: 'Mom, Surfing is in my blood.' I don't remember the last time he got out a full sentence. I said, 'Alex, you are a silly little boy.' Ten minutes later we met you."
By the end of the morning, a crowd had gathered. You undoubtedly heard the cheering wherever you live.
"How the heck did you find my little boy on this big beach?" asked Alex's grandpa, a retired Illinois railroader.
"No," I said. "The real question is how did he find me?"
The answer is that Alex may be autistic but he that doesn't mean he's not smart enough to find someone willing to give him a hand. Even autistic kids can have their dreams come true.
(Surf Pals is based in Long Beach, NY, a suburb of New York City. On Sept. 4 they will hold the annual Surf Surfari for approximately 100 children and young adults with disabilities. On Sept. 8 Zuckerman and his crew will be in Dover, England, for "Breaking The Barrier," the first international Surf Pals Surfari. Zuckerman's surf school website is www.surf2live.com. Information on the UK event is available at www.lifeworks-uk.org. Surf Pals can be contacted at LBSURFPAL@gmail.com).
Surfing with Autism
http://www.huffingtonpost.com/james-mulvaney/surfing-with-autism_b_62586.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 1.9.07
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