Quinta-feira, Maio 24, 2007
Garoto autista sofreu traumatismo craniano
| Associated Press, via Arizona Central | 24/5/2007 |
TUCSON - Um garoto autista de Tucson a quem as autoridades disseram terem sido dadas grandes doses de medicamentos por sua mãe, morreu devido a um trauma por objeto contundente, mostra o relatório da necropsia.
Brandon Williams sofreu uma série de ferimentos, incluindo uma fratura de crânio, contusões e abrasões na cabeça, peito e abdômen, de acordo com o relatório, divulgado quarta-feira (23/5).
Um exame toxicológico realizado no garoto detectou acetaminofenol, que pode ser tóxico para o fígado e é freqüentemente encontrado em remédios para dor, sono e febre.
A necropsia também revelou a presença de um anti-histamínico que afeta os batimentos cardíacos e a pressão sangüínea.
Brandon foi encontrado inconsciente na sua cama, em março.
Sua mãe, Diane Marsh, contou aos detetives que o amarrava e, às vezes, punha seus pés em água quente para discipliná-lo, disse o chefe do escritório do xerife, Richard Kastigar. Ela ainda contou que dava a Brandon grandes doses de analgésicos e remédios para dormir, cinco ou seis pílulas para adulto de manhã e uma dose semelhante à noite.
Os paramédicos que atenderam o menino encontraram cicatrizes nos punhos e tornozelos, por ter sido amarrado, e severas queimaduras nos pés, por terem sido mergulhados em água fervente.
Brandon foi declarado morto no hospital e sua mãe e os dois colegas de quarto - Flower Tompson e Mark Lee Moss - foram presos devido a sua morte.
A mãe permanecia presa na quarta-feira com fiança de um milhão de dólares. foi julgada por homicídio em primeiro grau e quatro acusações de abuso infantil.
Tompson continua presa com fiança de US$ 500 mil. Ela recebeu de quatro acusações de abuso infantil.
As acusações contra Moss de falhar em denunciar a negligência com um menor foram rejeitadas e ele foi solto.
Autistic boy suffered head trauma, autopsy shows
TUCSON - An autistic Tucson boy who authorities say was given large doses of medicine by his mother, died of blunt force trauma, an autopsy report shows.
Brandon Williams suffered a number of injuries including a skull fracture, contusions and abrasions to his head, chest and abdomen, according to the report, released Wednesday.
A toxicology test run on the boy detected the presence of acetaminophen, which can be toxic to the liver and is often found in pain, sleep, cold and fever-reducing medications.
The autopsy report also revealed the presence of an antihistamine that affects heart rate and blood pressure.
Brandon was found unresponsive in his bed in March.
His mother Diane Marsh told detectives she had bound her son and at times put his feet in scalding hot water to discipline him, said Sheriff's Bureau Chief Richard Kastigar. She also said she gave Brandon large amounts of sleep-inducing pain medication, five or six adult strength pills each morning and a similar dose at night.
Paramedics who treated the boy found scars on Brandon's wrists and ankles from having been bound, and severe burns on his feet from having been dipped in scalding water.
Brandon was pronounced dead at the hospital and his mother and her two roommates - Flower Tompson and Mark Lee Moss - were arrested in connection with his death.
Marsh remained in jail Wednesday in lieu of $1 million bond. She is being held on one count of first-degree murder and four counts of child abuse.
Tompson remains in jail and is being held on $500,000 bond. She is facing four counts of child abuse.
Charges against Moss of failing to report the neglect of a minor were dismissed. He has since been released from jail.
Autistic boy suffered head trauma, autopsy shows
http://www.azcentral.com/news/articles/0524ChildDeath0524-ON.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 24.5.07
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Quarta-feira, Maio 23, 2007
Vacinas alternativas são oferecidas para os pais
| Helen Husbands | The Wimbledon Guardian | 23/5/2007 |
Uma clinica em Wimbledom oferece aos pais a chance de vacinar seus filhos com inoculações individuais de sarampo, rubéola e caxumba.
As vacinas são uma laternativa para a altamente controversa vacina tríplice viral MMR sobre a qual há rumores de estar ligada ao autismo - ainda que não haja evidências científicas que provem isso.
A clínica estará atendendo na Healthchoice UK no centro Médico Grove em New Malden no dia 26 de maio, das 9h00 às 16h00.
Kathryn Durnford, diretora da Healthchoice UK, disse: "Há evidências a sugerir que alguns pais não querem ver seus filhos recebendo a vacina tríplice viral.
"É importante, entretanto, que se tenha a escolha de dar vacinas separadas para que essas crianças fiquem protegidas."
Cada injeção individual de sarampo ou rubéola custa £100, enquanto a vacina para caxumba custa £140. A injeção sem ovo para sarampo custa £120.
Para a consulta, ligar para a Healthchoice UK no 0870 443 9980 sexta-feira à tarde.
MMR alternative offered to parents
A clinic in Surrey is giving parents the chance to have their children vaccinated with individual measles, mumps and rubella inoculations.
The jabs are an alternative to the highly controversial combined MMR vaccine which was rumoured to have a link with autism - although there is no scientific evidence proving this.
The clinic is being hosted by Healthchoice UK at The Grove Medical Centre in New Malden on Saturday, May 26, between 9am and 4pm.
Kathryn Durnford, managing director of Healthchoice UK, said: "There is evidence to suggest that some parents do not wish their children to receive the triple MMR jab.
"It's important, therefore, that they have the choice of single vaccines so that their children are protected."
Each individual measles or rubella injection costs £100, while mumps injections cost £140 each. Egg-free measles injections cost £120.
For an appointment call Healthchoice UK on 0870 443 9980 by Friday afternoon.
MMR alternative offered to parents
http://www.wimbledonguardian.co.uk/news/topstories/display.var.1421072.0.mmr_alternative_offered_to_parents.php
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 23.5.07
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Segunda-feira, Maio 21, 2007
Homem autista fala pela primeira vez após mais de 50 anos
| Kay Quinn | KSDK - Healthbeat Reporter | 18/5/2007 |
Imagine não falar por mais de 50 anos.
Era o caso de Danny Will, um homem com autismo. Will fará 60 anos em agosto e não falou por quase 55 anos.
Will agiu normalmente nos seus primeiros anos de vida. Lá pelos cinco anos, foi diagnosticado com autismo. Seu pai faleceu quando ele tinha sete.
Quando tinha 13 anos, sua mãe o institucionalizou no Hospital Estadual de Fulton.
"Ele não falou o tempo todo em que permaneceu naquela instituição", conta Mary Vanderklok, uma especialista em treinamento do Centro Judevine para Autismo.
Em 1993, aos 43 anos, Will foi morar na Calverton House, um lar para pessoas com autismo mantido pelo Centro Judevine. como muitas pessoas com autismo, ele realiza pequenas tarefas, mas também gesticula e se prende a comportamentos repetitivos.
"Ele entende ordens", explica Vanderklok.
"compreende o que se diz a ele, o que se espera dele, mas uma deficiência de muitas pessoas com autismo é não conseguir se expressar através da linguagem".
Em todo o tempo em que permaneceu na Calverton House, Will ainda não falava - até o último verão. Ele foi levado ao hospital local para um exame de coração e falou suas primeiras palavras em mais de 50 anos.
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"Elas foram: - 'Eu não quero isso - Vamos embora!' - foi fantástico!" diz Vanderklok.
Will ainda fala apenas ocasionalmente e só para os cuidadores que conhece bem.
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"É um homem notável. Não há outra forma de defini-lo", diz DeVona Miner, uma cuidadora da Calverton House.
Apesar de seu silêncio,quem o conhece diz que Will é feliz. Também dizem que ele está dando provas de que podemos manter altas expectativas para as pessoas autistas.
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"Nunca pensamos que Danny viesse a falar. Ele nos surpreendeu, por isso acho que nosso lema é Não desistir jamais" diz Vanderklok.
Healthbeat: Autistic Man Speaks For First Time In Over 50 Years
Imagine not speaking for more than 50 years.
That was the case for Danny Will, a local man with autism. Will will turn 60 in August and hadn't spoken for nearly 55 years.
Will functioned normally during his first few years of life. Around the age of five he was diagnosed with autism. His father died when he was seven.
By the time he was 13 and his mother had to institutionalize him at Fulton State Hospital.
"He didn't speak the entire time he was in that institution," said Mary Vanderklok, a training specialist at the Judevine Center for Autism.
In 1993, at the age of 43, Will came to live at Calverton House, a home for people with autism run by the Judevine Center. Like many people with autism, he works and does chores, but also gestures and engages in repetitive behavior.
"Receptively, he understands directives," said Vanderklok. "He understands what you're saying to him, what's expected of him but a deficit for most people with autism spectrum disorder is that expressive language."
In all of his time at Calverton House, Will still wouldn't speak -- until last summer. He was taken to a local hospital for a test on his heart and he spoke his first words in more than 50 years.
"And that was, 'I don't want that -- get away,' which was amazing," said Vanderklok.
Will still only speaks occasionally and only to those caregivers he knows well.
"That's a remarkable man. There's just no other way to put it," says DeVona Miner, a caregiver at Calverton House.
In spite of his silence, those who know him said Will is happy. They also said he is living proof that we should all keep high expectations for people with autism.
"We really didn't think Danny would ever speak. He surprised us in that, so I think our motto is never give up," said Vanderklok.
Healthbeat: Autistic Man Speaks For First Time In Over 50 Years
http://www.ksdk.com/news/health/health_article.aspx?storyid=119732
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 21.5.07
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'Navegando' pela vida diária Um comunicador do tamanho de um celular ajuda crianças autistas
| Terra actualidad | 21-05-2007 |
Um comunicador do tamanho de um celular suportado sobre um dispositivo PDA proporciona às crianças com trastorno do espectro autista sem linguagem funcional a 'navegação' elas atividades da vida diária, como comer, ir ao supermercado ou à escola.
Trata-se do trabalho de uma equipe de pesquisadores da Universidade de Granada e de profissionais da educação premiado pela Associação Espanhola de Profissionais do Autismo (AETAPI), publicado pela Obra Social Caja Madrid no livro
'Investigación e Innovación en Autismo'.
A criança pode levar o comunicador, chamado
'sc@ut', a qualquer lugar. Clica em uma imagem com som - por exemplo, um copo de leite - e permite a sua mãe ou cuidador responder-lhe marcando outra - um suco -, para indicar que seria melhor a segunda opçào, estabelecendo-se, assim, a comunicação entre ambos.
O programa engloba muitas situações da vida diária, como explicou a coordenadora do projeto, María José Rodríguez, e está adaptado para uma criança autista
'para facilitar sua integração' com os pais ou tutores, permitindo que
'através de imagens e sons se comunique con as demais pessoas'.
A criança expressa desejos em relação a objetos, mostra afeto, como abraçar, ou sentimentos, como ter sono ou fome.
Rodríguez destacou que o comunicador, que por enquanto só tem sido usado em alguns abrigos e centros infantis da Andaluzia, é de
'fácil aprendizado porque só pede que se clique con o dedo'.
'São mais e melhor comprendidos e alguns começaram a falar ou construir frases', concluiu.
Outro dos projetos deste livro, junto com os demais honrados com o prêmio Angel Riviére, foi desesenvolvido por um grupo de universitários que oferece apoio individual - através de um programa de voluntariado - a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e a seus familiares.
Também reconhece o trabalho de uma equipe de pesquisadores da Universidade de Salamanca e do Instituto de Saúde Carlos II, junto com membros do Hospital de Salamanca e Zamora em relação à detecção precoce do autismo, mediante el M-CHAT, instrumento utilizado internacionalmente, adaptado à população espanhola.
Este sistema, quando estiver funcionando no âmbito assistencial, levará a uma redução do tempo para o processo de detecção
'o que permitirá uma abordagem mais precoce destes trastornos', explicou o coordenador do projeto, Ricardo Canal, já que serve para detectar o autismo em crianças de 18 a 24 meses.
Na Espanha, uma de cada mil crianças tem algum transtorno do espectro autista, segundo assinalou a presidenta da AETAPI, Juana María Hernández.
'Navegan' por vida cotidiana
Un comunicador tamaño móvil ayuda a los niños autistas
Un comunicador del tamaño de un móvil soportado sobre un dispositivo PDA proporciona a los niños con trastorno del espectro autista carentes de lenguaje funcional la 'navegación' sobre actividades cotidianas, como comer, ir al supermercado o al colegio.
Se trata de un trabajo llevado a cabo por un equipo de investigadores de la Universidad de Granada y de profesionales de la educación premiado por la Asociación Española de Profesionales del Autismo (AETAPI) y publicado por Obra Social Caja Madrid en el libro 'Investigación e Innovación en Autismo'.
El niño puede llevar el comunicador, llamado 'sc@ut', a cualquier sitio y gracias a él selecciona con el dedo una imagen con sonido -por ejemplo, un vaso de leche- y permite a la madre o persona que le cuida responderle marcando otra -la de un zumo-, para indicarle que mejor haga la segunda opción, estableciéndose de esta manera una comunicación entre ellos.
El programa informático abarca muchas situaciones de la vida cotidiana, según explicó la coordinadora de este proyecto María José Rodríguez, y está adaptado a un niño autista 'para facilitar su integración' con los padres o tutores y permitir que 'a través de imagen y sonidos se comunique con su entorno'.
El menor expresa deseos respecto a objetos, pero también muestras de afecto, como abrazar, o sentimientos como tener sueño o hambre.
Rodríguez destacó que el comunicador, que por el momento sólo se ha utilizado en algunas guarderías y centros infantiles de Andalucía, es de 'fácil aprendizaje porque sólo hay que seleccionar con el dedo'.
'Se les comprende más y mejor y algunos de ellos han comenzado a hablar o a construir frases', concluyó.
Otro de los proyectos incluidos en este libro, junto al resto de los galardonados con el premio Angel Riviére, es el desarrollado por un grupo de universitarios que ofrece apoyo individual -a través de un programa de voluntariado- a personas con trastorno del espectro autista (TEA) y a sus familiares.
También recoge el trabajo de un equipo de investigadores de la Universidad de Salamanca y del Instituto de Salud Carlos II, junto a miembros del Hospital de Salamanca y Zamora en relación con la detección precoz del autismo, mediante el M-CHAT, un instrumento utilizado internacionalmente que es adaptado a la población española.
Este sistema, cuando esté funcionando en el ámbito asistencial, producirá una reducción del tiempo en este proceso de detección 'lo que permitirá un abordaje más temprano de estos trastornos', explicó el coordinador del proyecto Ricardo Canal, ya que sirve para detectar el autismo en niños de entre 18 y 24 meses.
En nuestro país, uno de cada mil niños sufre algún trastorno del espectro autista, según señaló la presidenta de AETAPI, Juana María Hernández.
Un comunicador tamaño móvil ayuda a los niños autistas
http://actualidad.terra.es/sociedad/articulo/comunicador_tamano_movil_ayuda_ninos_1585975.htm
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 21.5.07
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Mariana fez grandes progressos em Cuba
| Sofia Rato | Correio da Manhã | 21/5/2007 |
Solidariedade: Menina da Golegã ajudada por leitores do CM
Apesar de não conseguir falar, Mariana, que completa seis anos no dia 28, é extremamente carinhosa com os pais, João e Tânia Menino - foto de Natália Ferraz. |
A menina da Golegã cuja história clínica o CM tem vindo a acompanhar regressou de Cuba - esteve três meses no Centro Internacional de Reabilitação Neurológica (CIREN), acompanhada pela mãe - na sexta-feira, apresentando melhoras. Mariana Menino tem cinco anos (faz seis na próxima segunda-feira) e em Portugal os médicos diagnosticaram-lhe um "possível síndroma de Otahara", uma doença raríssima.
"Em Cuba foi acompanhada por oito especialistas distintos que lhe diagnosticaram uma lesão no sistema nervoso central provocada durante a gravidez e um autismo secundário, que tem como consequência as crises de epilepsia", disse ao Correio da Manhã a mãe da criança, Tânia Menino.
No relatório médico de Mariana, a que o nosso jornal teve acesso, os especialistas cubanos dizem que na globalidade a paciente melhorou 15 por cento. "São grandes conquistas para ela", garantem os seus pais.
Mariana já consegue olhar para as pessoas, fixar objectos, fazer encaixes com cubos e torres em lego, agarrar em talheres e pedir água segurando num copo. Começa também a dar sinais de querer tirar as fraldas e consegue fazer as necessidades sozinha. "Ela vivia à base de clisteres", recordam os pais. E acrescentam: "No CIREN mudaram-lhe a medicação e deram-lhe um medicamento que, por um lado, ajuda a aumentar a concentração e, por outro, liberta os intestinos."
Para conseguir ir a Cuba a família de Mariana contou com a ajuda dos leitores do CM e de várias entidades que ajudaram a angariar fundos. "Para não perder tudo o que conquistou no hospital, nós precisamos de uma terapia da fala intensiva. O que ela tem aqui, assegurado pelo Estado, são 45 minutos, de 15 em 15 dias, o que é muito pouco", afirma a mãe.
Apesar de os especialistas portugueses terem dito aos pais de Mariana que nada havia a fazer e que não valia a pena sair do País, eles arriscaram. "Não podíamos ficar de braços cruzados", comentam. E acrescentam: "Os médicos dizem que a Mariana vai começar a falar mas que o processo será lento, vai ser muito devagarinho."
Pela Mariana estão a ser organizados eventos espalhados pelo País. O próximo é de 25 a 27 de Maio, na Feira da Azinhaga, Golegã, onde a família terá uma banca. A menina precisa de regressar a Cuba em Setembro e tem uma conta no Montepio Geral, balcão do Entroncamento, cujo NIB é 0036 0164 9910 0039 32471.
Mariana fez grandes progressos em Cuba
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=243196&idselect=10&idCanal=10&p=200
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 21.5.07
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Sexta-feira, Maio 18, 2007
Uma teia de afectos
Uma visita à Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental
| Rita Oliveira | O Aveiro ed. 795 | 17/5/2007 |
A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Aveiro foi a décima terceira das cerca de trinta APPACDM's criadas a nível nacional. Surgiu na cidade em 1986.De um edifício pré-fabricado cedido pela Câmara Municipal, em 1992, esta instituição particular de solidariedade social (IPSS) passou para uma 'construção de raiz' num terreno localizado em Azurva.
Actualmente apoiam um total sessenta pessoas com deficiências mentais. Há onze anos que Lília Rosmaninho, psicóloga, desenvolve um trabalho junto das pessoas com deficiências mentais, motoras, auditivas e visuais nesta Associação. Mas além deste serviço prestado, a instituição apoia as Escolas de Eixo e de São João de Loure.
"Apoiamos jovens com necessidades educativas especiais que possuam dificuldades de aprendizagem. Desenvolvem uma ou duas vezes por semana actividades na APPACDM", afirma a psicóloga.
Nesta associação o amor, o carinho, o respeito e a alegria expressos pelos 60 profissionais para com os utentes, fazem do cenário um espectador. Na sala dos golfinhos conhecemos a Helena que sofre de surdez profunda. Tem 54 anos e é a utente mais velha da instituição.
O seu sorriso genuíno revela a sua extrema simpatia.
"Ela é muito perspicaz pois facilmente nos entende e facilmente se faz entender", explica a psicóloga enquanto acarinha a utente.
Como sistema de comunicação alternativo para os utentes que desconhecem a comunicação verbal, como é o caso da Helena, ao longo da instituição encontrase na porta de cada sala uma fotografia que simboliza um gesto. Assim, um aluno
"quando quer ir para a sala dos computadores, por exemplo, vê a fotografia e sabe que é ali", explica a psicóloga. Esta é uma das várias preocupações dos responsáveis que aspiram tornar o mais normal possível a vida destes utentes, com diversas problemáticas, instruíndo
"competências sociais e pessoais".
Em termos de valências, a APPACDM possui dois Centros de Actividades Ocupacionais (CAO), que albergam pessoas que
"não têm a possibilidade de virem a ser integradas numa área de formação profissional", explica a psicóloga. Uma dessas actividades consiste no fabrico de carpetes, cortinados, individuais de mesa, criados pelos utentes e vendidos para o público em geral, com preços
'demasiado acessíveis'. "O ritmo de trabalho deles é menor mas são trabalhos muito engraçados e temos uma lista de espera muito grande. Dos trabalhos vendidos 90 por cento do valor do trabalho reverte a favor do utente e 10 por cento para fundo de maneio da própria sala", sublinha orgulhosamente Lília Rosmaninho.
Ninho de grandes artistas
Na sala de cerâmica encontramos outros grandes artistas que, no momento da criação das suas obras, conseguem transcender as suas capacidades individuais.
Conhecemos uma das utentes mais antigas. Chama-se Sónia.
Inicialmente trabalhou na cerâmica que deixou por motivos de saúde. Apesar de possuir alguns traços de autismo consegue, com grande precisão, desenhar cada traço no painel. "O que mais gosto é de pintar painéis.
Primeiro desenho, depois pinto e vai para coser para ser levado para a TGV", uma loja situada na Estação de Aveiro. Sónia tem a consciência de que alguns dos seus trabalhos são vendidos para essa loja."Eu gosto deste", diz apontando para o painel que retrata a imagem do pescador de Aveiro. Aos 30 anos pode-se orgulhar dos inúmeros trabalhos feitos como, por exemplo, presépios e bijutarias.
Além do CAO a APPACDM tem três lares residenciais que se encontram divididos consoante o grau de dificuldade dos utentes. O lar no Bairro de Santiago alberga doze rapazes, dos vinte aos trinta e nove anos, que
"em termos de dependência pessoal não têm grandes dificuldades. As maiores dificuldades são ao nível das competências académicas". O outro lar residencial está localizado em São Bernardo que acolhe dez raparigas dos catorze aos quarenta e seis anos. Em Dezembro de 2006 a terceira residencial foi inaugurada na Costa do Valado, um espaço misto que hospeda 16 utentes com maior grau de dependência.
Outras actividades
Para além das valências de actividades ocupacionais e dos lares residenciais, esta instituição aposta na formação profissional com dois cursos:
"serviços pessoais e à comunidade, destinada às mulheres, e reparação de electrodomésticos e de mobiliário metálico, para os homens".
Mais importante do que aprenderem as competências técnicas é aprenderem e adquirirem as competências sociais, ou seja, é importante que eles aprendam a saber estar e a saber ser", realça Lília Rosmaninho a importância para a capacidade de estar em grupo.
A única unidade produtiva a decorrer neste momento na APPACDM é a jardinagem. Dos protocolos realizados com a Câmara Municipal, com a Segurança Social, com o Centro de Formação e com algumas empresas particulares, tem sido possível realizar a manutenção e a instalação de jardins exteriores à instituição.
"Temos um engenheiro responsável por essa área e um grupo de pessoas, funcionários da instituição e também um utente da instituição", diz Lília Rosmaninho.
Integração
Lília Rosmaninho refere que parte da dificuldade está em dar forma a uma integração social de alguns utentes.
"Se nós estivermos dispostos a conviver com eles, percebemos que as diferenças não são assim tão grandes porque todos nós temos dificuldades em alguma área", aponta a especialista.
O ácido da sociedade é indiferente para estes utentes onde a pureza dos gestos verdadeiros criam ritmos de afecto no dia-a-dia destes profissionais.
"Eu costumo dizer que não somos nós que os cativamos, mas que é o contrário. De facto, são eles que nos cativam. E que nos seduzem e que nos conseguem embrulhar nesta teia de afectos".
Presidente acusa: "Estamos abandonados"
António Dias, presidente da APPACDM desde 1997 também foi contaminado pelo espírito de solidariedade. Unido pela filha, também ela utente nesta Associação, António Dias revê nela o grande fio impulsionador para continuar a exercer o seu cargo.
Visivelmente desanimado e revoltado António Dias alerta as pessoas para que
"vejam com outros olhos a deficiência em geral" e culpa o Governo pela actual crise na instituição.
"Eu gosto muito disto.
Só não gosto ultimamente do que se está a passar a nível de governos. Sentimo-nos abandonados e esquecidos. Falam muito em integração mas é um falar gratuito, nem a Lei do Mecenato funciona mais", lamenta-se.
A precariedade de verbas e incentivos têm dificultado a conclusão de um centro ocupacional mesmo em frente à Associação.
"Nós temos aqui esta obra começada e não concluída pois não há acordos para funcionar. É este o grande desafio que temos agora em mãos pois foram muitos milhares de contos envolvidos e é uma obra que se está a degradar de dia para dia. E ainda temos por resolver compromissos assumidos por uma obra acabada em Dezembro", diz o director referindo-se ao lar residencial da Costa do Valado que abrange cerca de 16 utentes mistos com elevado grau de dependência.
"Tem sido muito difícil. Se calhar teremos de ir para cortes de pessoal porque está a ser pesadíssimo neste momento e teremos de fazer uma reflexão muito séria sobre isso. Não podemos continuar como estamos. Quem nos tutela que olhe para a nossa causa ou teremos de forçar outras medidas", antevê o director que completará 60 anos em 2008, esperando ser esse o ano de viragem para a instituição.
Uma teia de afectos
http://www.oaveiro.pt/?lop=conteudo&op=70c639df5e30bdee440e4cdf599fec2b&id=9adbaadf095c8de0d2d0b53fe92a5dbb
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 18.5.07
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Quarta-feira, Maio 16, 2007
Trancar pessoas em manicômios fere direitos humanos, diz coordenador de saúde
| Bárbara Lobato | Da Agência Brasil | 15/5/2007 |
Brasília - A reforma psiquiátrica foi um dos temas discutidos hoje (15) na Semana Nacional de Luta Manicomial, que ocorre na Universidade de Brasília (UnB). A assistência a pessoas com problemas psíquicos e a inclusão na sociedade dessa parcela da população também fizeram parte do debate.
Na opinião do coordenador de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Renato Canfôra, trazer a discussão para a sociedade é fundamental, porque saúde mental também faz parte dos direitos humanos.
"As pessoas portadoras de um transtorno mental têm direito a ter uma atenção adequada de saúde. Trancá-las em um presídio, ou seja, em um manicômio, é o mesmo que ferir os direitos fundamentais de uma pessoa. A luta pela reforma psiquiátrica é a luta também pelo respeito à diferença".
Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 40 mil pessoas estão internadas em hospitais psiquiátricos no país. Elas fazem parte da parcela de 5 milhões de brasileiros que têm algum distúrbio psíquico considerado grave, como casos de psicose e autismo severo.
(grifo nosso)
Uma das alternativas de tratamento debatidas no encontro foi a ampliação dos Centros de Apoio Psicossocial (Caps). Hoje, são cerca de mil unidades, que prestam atendimento clínico e social tanto aos pacientes quanto aos familiares. Em Brasília, por exemplo, a média de atendimento é de 200 famílias por mês.
Para a coordenadora do programa De Volta Pra Casa, do Ministério da Saúde, Maria da Anunciação Alves, é preciso mudar o quadro da saúde psíquica no Brasil. Isso, acrescenta, só é possível com a "reconstrução do paciente na vida fora do hospital psiquiátrico", afirmou, acrescentando que o trabalho em equipe é a base para a mudança no atendimento da saúde mental.
Há três anos, Mario Lúcio perdeu a mãe. A partir de então, passou a ingerir bebidas alcóolicas todos os dias. "Minha família não quis saber de mim e cheguei até a morar na rua", conta. Por causa dos problemas com o álcool, se internou várias vezes em centros de reabilitação até chegar ao Caps. Foi ali, conta Mario Lúcio, que encontrou a motivação para voltar a ter uma "vida normal".
Ele vai a uma das unidades do Rio de Janeiro com freqüência, muitas vezes, semanalmente. No centro, encontra-se com terapeutas, troca experiências com outros freqüentadores e desenvolve atividades artísticas. Foi assim que descobriu a paixão pelo cinema, cujo primeiro fruto é o curta-metragem De Volta Pra Casa: Uma Experiência Filmada.
O filme será exibido esta semana na UnB como parte da programação da semana antimaniomial. Até sexta-feira (18), serão apresentados outros filmes e realizados debates e atividades sobre a questão.
Trancar pessoas em manicômios fere direitos humanos, diz coordenador de saúde
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/05/15/materia.2007-05-15.8728312487/view
Coordenador de Saúde Mental defende ampliação dos centros psicossociais
| Michel Medeiros | De A Voz do Brasil | 26/12/2006 |
Brasília - O Ministério da Saúde inaugurou na semana passada, em Fortaleza (CE), o milésimo Centro de Atenção Psicossocial (Caps). A unidade tem como objetivo melhorar o atendimento aos pacientes com problemas relacionados à saúde mental, diminuindo o número de internações e tratando cada paciente de acordo com a idade e o tipo de problema.
Apesar de já estar presente em todos os estados do país, o número de centros de atenção psicossocial precisa ser ampliado, principalmente nos estados da região Norte. A avaliação é do coordenador da Área Técnica de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado.
Segundo ele, os moradores das cidades onde ainda não existem os centros devem reivindicar à Secretaria Municipal de Saúde a instalação de um centro em sua comunidade.
Diferente dos ambulatórios tradicionais, os Caps são centros que funcionam próximo a casa dos pacientes e não necessitam de hora marcada para atender, facilitando o acompanhamento e o tratamento das doenças.
Para garantir um melhor atendimento, o Ministério da Saúde criou três tipos de Caps: um voltado a dependentes de álcool e de outras drogas, um para crianças e adolescentes e outro para cuidar dos demais problemas.
Os horários de funcionamento também variam. Na maioria dos centros o atendimento é das 8h às 18h. Porém, alguns Caps funcionam 24 horas por dia e possuem leitos para internações rápidas, de, no máximo, 1 dia.
"Com os centros, o Brasil entra em um novo ciclo, o da psiquiatria comunitária, reduzindo o período de internação, impedindo que o paciente se isole do seu meio social", afirmou Delgado. O coordenador explicou que além de tratar a doença os Caps tentam reinserir socialmente os pacientes à sociedade.
Para isso, além do acompanhamento feito por psicólogos e psiquiatras, eles contam com uma equipe formada por terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e médicos generalistas, que trabalham em parceria com as famílias dos pacientes.
Coordenador de Saúde Mental defende ampliação dos centros psicossociais
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/12/26/materia.2006-12-26.5241715778/view
Atendimento a pessoas com deficiência é inadequado na maior parte do país, afirma técnica
| Adriana Brendler | Repórter da Agência Brasil | 1° de Dezembro de 2006 |
Rio de Janeiro - A maioria dos municípios brasileiros não tem encaminhamento adequado para o atendimento de saúde das pessoas com deficiência. A afirmação foi feita hoje (1º) pela coordenadora da Área Técnica de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, Sheila Miranda da Silva, na abertura do 3° Encontro Nacional de Coordenadores Estaduais e Municipais de Saúde da Pessoa com Deficiência.
Durante o encontro, técnicos do ministério e coordenadores dos serviços estaduais e municipais de atendimento à pessoa com deficiência estão discutindo estratégias para fortalecimento da Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência.
Em entrevista à Agência Brasil, Sheila Miranda disse que o principal desafio é "regular a assistência". Por isso, o foco do encontro está na estruturação dos fluxos de atendimento que permitam melhorar o encaminhamento das pessoas com deficiência aos serviços de saúde.
"Alguns estados têm essa regulação, essa referência, esse encaminhamento de forma adequada, mas, na maioria deles, as pessoas com deficiência ainda esperam um tempo razoável para sua reabilitação. Há um hiato entre o momento em que a pessoa procura o serviço de saúde e o momento em que passa a receber atendimento específico, e isso leva a um agravamento das suas deformidades, da sua recuperação", alertou Sheila Miranda.
Como exemplo, citou o estado do Rio de Janeiro, que, segundo ela, apresenta um dos piores quadros em relação ao problema. Casos freqüentes são os de traumatizados, vítimas de acidentes, por exemplo, que demoram tanto para ser encaminhados à reabilitação que acabam adquirindo seqüelas.
Outro desafio é a falta de investimento de estados e municípios. De acordo com Sheila, 90% dos estados e municípios não destinam recursos próprios ao atendimento das pessoas com deficiência, contando apenas com as verbas federais, que somam cerca de R$ 1,2 milhão por ano em todo o país. Além de questões financeiras, faltam profissionais. Ela ressaltou que, embora as diretrizes partam do ministério, a implementação da Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência, depende da parceria com as gestões locais.
Sheila Miranda ressaltou que, apesar das dificuldades, houve um avanço significativo desde a criação da política, em 2002. Onde se avançou de forma bem extensa foi na implementação da rede de reabilitação, principalmente na região Nordeste, disse Sheila. "Neste governo atual se aumentou mais de 200% a rede."
A rede de reabilitação é composta hoje por cerca de 300 unidades de serviços de saúde que atendem pessoas com deficiência física, auditiva e mental. Outras 210 unidades estão em fase de implementação (construção de prédios e compra de equipamentos) e devem estar em funcionamento até o final de 2007. A maior parte delas é na área de reabilitação física, cuja demanda é maior do que nas outras.
Para a presidente regional da Associação Brasileira de Síndrome Pós-Poliomielite, Solane Carvalho, o atendimento à pessoa com deficiência ainda é extremamente precário. A informação ainda não chega e ainda não se dispõe dos suportes necessários, como órteses e próteses, por exemplo, disse ela. "Os centros de reabilitação ainda são poucos e existem milhões de pessoas que estão em casa sem atendimento. Os centros não conseguem acolher estes pacientes e, quando acolhem, eles precisam de suportes e equipamentos que não estão disponíveis, o que continua discriminando, deixando o deficiente dentro de casa".
Solane, que sofreu poliomielite, destacou também a dificuldade de obter suportes adequados à necessidade dos diferentes tipos de paciente. "Por exemplo, o SUS [Sistema Único de Saúde] libera cadeira de rodas, mas em um tamanho padrão. Não considera que você tem uma medida que não é igual à do outro. Os pais, por exemplo, não encontram cadeiras específicas para seus filhos, para a criança com deficiência".
Ela disse que a incapacidade do poder público de oferecer equipamentos para pessoas com deficiência, principalmente as mais pobres, contribui para a exclusão social. "Se a pessoa precisa usar um aparelho ortopédico, não tem condição de adquirir, e o estado não dá, o que ela vai fazer? Se arrastar pelo chão? A gente vê casos como esse pelas ruas, mas isso desagrega, isso exclui. Essa pessoa não ingressa no mercado de trabalho, não tem lazer, educação, não vai para a escola".
Solane Carvalho ressaltou que não basta distribuir equipamentos: "É preciso atentar para sua qualidade, para as especificidades a serem atendidas e também para o acompanhamento necessário ao seu uso ".
De acordo com o Censo de 2000 do IBGE, 14,5% dos brasileiros têm algum tipo de deficiência ou incapacidade.
O 3° Encontro Nacional de Coordenadores Estaduais e Municipais de Saúde da Pessoa com Deficiência termina domingo (3) com uma caminhada na orla de Copacabana, em comemoração ao Dia internacional da Pessoa com Deficiência estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os organizadores esperam mais de 10 mil participantes entre pessoas com deficiência, artistas, representantes da igreja e de organizações não-governamentais.
Atendimento a pessoas com deficiência é inadequado na maior parte do país, afirma técnica
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/12/01/materia.2006-12-01.8752498617/view
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 16.5.07
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PORTUGAL Estreia esta quinta-feira: «Bolo de Neve»
| Diário Digital | 16/5/2007 |
«Bolo de Neve», que estreia esta quinta-feira nos cinemas nacionais, marcou a abertura do Festival de Filmes em Berlim e foi nomeado para o prémio Urso de Ouro.
A longa-metragem é uma história de amor, amizade e de uma relação pouco ortodoxa entre um homem que foge ao passado, uma mãe autista que sofre pela morte da sua filha e uma mulher apaixonante que vive um amor à distância.
Quando Alex (Alan Rickman) relutantemente decide dar boleia à jovem e energética Vivienne (Emily Hampshire), mal imagina que o mundo dele irá virar-se do avesso. Durante a viagem, eles sofrem um terrível acidente de automóvel e Vivienne tem morte instantânea.
Alex visita a mãe de Vivienne, Linda (Sigourney Weaver), e vem a descobrir que esta é autista e, mesmo compreendendo o sucedido, ela não demonstra qualquer emoção.
Aos poucos, Alex começa a compreender e a sentir carinho por Linda, mas, à medida que o funeral de Vivienne se aproxima, os segredos obscuros do passado de Alex emergem.
Com a ajuda e compreensão de Maggie (Carrie-Anne Moss), e com a visão única de Linda em relação ao mundo, ele consegue reconciliar-se com o seu passado, possibilitando-lhe o confrontar tanto da tristeza como do rancor que foram crescendo nele.
Ficha Técnica
Título: «Bolo de Neve»
Título Original: «Snow Cake»
Realização: Marc Evans
Elenco: Sigourney Weaver, Alan Rickman e Carrie-Anne Moss
Género: Drama
País: Reino Unido/Canadá
Ano: 2006
Duração: 112 min.
Estreia esta quinta-feira: «Bolo de Neve»
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=89&id_news=276429
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Terça-feira, Maio 15, 2007
Santos usa surfe como terapia para crianças com deficiências
| Mariana Campos | Folha de São Paulo | 8/5/2007 | Enviado para a Comunidade virtual Autismo no Brasil por Priscilla S. Gonçalves |
Guilherme Lima Santos, 4, autista, tinha pavor do mar. Após ver um siri na beira d'água, não podia caminhar pela areia em direção a ele que chorava. Há pouco tempo, conseguiu vencer o medo.
Graças a um projeto desenvolvido em Santos (85 km de São Paulo), Guilherme agora não só gosta do mar como aguarda ansioso para que chegue o único dia da semana em que encontra outras 29 crianças, portadores de síndrome de down, paralisia cerebral ou com problemas de aprendizado e de comportamento na escola, para participar das aulas de "surfeterapia".
A mãe de Guilherme, a secretária Edna Regina de Lima, 38, diz que ficou emocionada quando viu o filho com a prancha na água pela primeira vez.
"Achei que ele fosse dar trabalho, porque esperneava quando via o mar, mas não. Ele vivia no mundinho dele. Agora, está mais solto, fala mais, conversa com as outras crianças", diz a mãe.
Indiretamente, a evolução de Guilherme também se deve a Manuela Bigão Ferreira, 2, que também participa das aulas. Ela tem síndrome de down e foi a inspiração do projeto Omelca de "surfeterapia" --uma parceria entre as secretarias de Educação e Esportes da Prefeitura de Santos--, que é coordenado pela mãe dela, a pedagoga Miriam Bigão Moretti.
Moretti diz que o projeto consiste em aulas práticas e oficinas pedagógicas, com atividades lúdicas relacionadas ao surfe. Participam crianças de 2 a 14 anos da rede municipal --30 fazem as aulas práticas e 180, as oficinas. A indicação de quem deve participar é feita pelas orientadoras das escolas.
Profissionais das áreas de pedagogia, psicopedagogia, fisioterapia e educação física trabalham cinco eixos específicos durante as aulas: afeto, sociabilidade, equilíbrio, esquema corporal e lateralidade (localização espacial).
Os alunos passam por avaliações periódicas e, na praia, podem ser acompanhados pelos pais. Eles começam com pranchas de bodyboarding e, gradualmente, passam para as pranchas de surfe. "Para cada criança há um trabalho específico", afirma o coordenador da Escola Radical --onde os alunos têm aulas--, Cisco Araña.
A coordenadora do curso de terapia ocupacional da USP, Eucenir Fredini Rocha, diz que toda atividade física bem dirigida contribui para melhora "tanto do ponto de vista motor, como cognitivo, social, sensorial e afetivo". "Não há contra-indicação", afirma.
Já para as crianças hiperativas, a atividade auxilia a organização e a concentração. "Ele não ouvia, não obedecia. Agora está mais calmo, dormindo à tarde", diz Rodrigo Santos, tio do hiperativo Derek Renato Silva Santos, 3.
Santos usa surfe como terapia para crianças com deficiências
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u135155.shtml
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Cientistas ligam o autismo a nova região do DNA
| United Press International, via Science Daily | 14/5/2007 |
ST. LOUIS, May 14 (UPI) - Cientistas norte-americanos, usando uma abordagem estatistica, descobriram regiões do DNA que parecem estar ligadas às desordens do espectro autista.
Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis e da Universidade da Califórnia-Los Angeles identificaram duas regiões do DNA ligadas ao autismo. Encontraram o DNA suspeito com uma amostragem muito menor de pessoas do que tradicionalmente se usa nas buscas por genes do autismo.
Um dos pesquisadores, Dr. John Constantino, da Universidade de Washington, disse que as pesquisas anteriores isolaram umas poucas regiões do DNA ligadas ao autismo, mas muito poucos daqueles estudos foram reproduzidos e, assim, nenhum gene específico para o autismo foi ainda identificado.
"Esses estudos usaram o que se chama de 'par irmão afetado', enfoque que procura marcadores genéticos em irmãos com autismo", explicou Constantino.
"Essa abordagem serve para desordens de um gene único, mas o autismo é uma doença complexa que pode envolver muitos genes, cada qual dando uma pequena contribuição. Quando é esse o caso, é mais difícil encontrar marcadores genéticos".
Constantino e seu colega, Dr. Daniel Geschwind, da UCLA, detalham seu estudo no número de abril do
American Journal of Psychiatry.
Scientists link autism to DNA regions
U.S. scientists using a statistical approach have discovered regions of DNA that appear to be linked with autistic spectrum disorders.
The researchers at the Washington University School of Medicine in St. Louis and the University of California-Los Angeles identified two regions of DNA linked with autism. They found the suspicious DNA with a much smaller sample of people than has been used traditionally in searches for autism genes.
Co-principal investigator Dr. John Constantino of Washington University said past research has isolated a few regions of DNA linked to autism, but very few of those studies have been replicated, so no specific autism genes have yet been identified.
"Those older studies used what's called an 'affected sib pair' design that looks for genetic markers in siblings with autism," said Constantino. "That approach has worked well for single-gene disorders, but autism is a complex disease that may involve many genes that each make very small contributions. When that's the case, it's harder to find genetic markers."
Constantino and co-principal investigator Dr. Daniel Geschwind of UCLA detail their study in the April issue of the American Journal of Psychiatry.
Scientists link autism to DNA regions
http://www.sciencedaily.com/upi/index.php?feed=Science&article=UPI-1-20070514-10452100-bc-us-autism-dna.xml
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APRENDIZADO Mães mais que especiais
| Lucinthya Gomes | Especial para O POVO | 12/05/2007 |
Durante a gestação, a mãe cria muitas expectativas com relação ao filho. Nenhuma espera ter um filho portador de deficiência. Se a maternidade em si traz grandes aprendizados, para mulheres como Luiza, Francinete, Fátima...
Eram apenas três meses de gestação, mas Alice já queria nascer. A gravidez foi complicada, exigiu repouso. Mas, em outubro de 2002, concluídos os nove meses de gestação, ela nasceu. Da primeira vez que a professora de Matemática Luiza Pontello, 44, olhou no rosto de Alice percebeu nas feições dela a Síndrome de Down.
"No início, veio o medo. Como eu vou cuidar? Será que eu consigo? Que futuro vem para ela?", lembra Luiza, que, antes de ter Alice, tinha já dois filhos.
"Com os outros filhos, eu imaginava como seria o futuro deles, o que eles iam gostar de fazer, o que iam querer ser... Quando a Alice nasceu, a sensação que eu tinha era de que eu não poderia criar expectativas. Eu não a reconhecia".
Como a bebê teve infecção, permaneceu no hospital durante os primeiros dez dias de nascida, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com Luiza, só quando voltou para casa é que Alice, de fato, nasceu. A mãe procurou profissionais que a orientassem e pudessem ajudá-la.
"O nosso grande achado foi a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais).
Eles realizam um trabalho com os pais também. Foi quando eu vi que o mais importante é o amor. A aceitação no seio da família é que ia ajudá-la a se desenvolver bem". Conforme Luiza, esse apoio mostrou-lhe que os profissionais a auxiliariam a cuidar de Alice.
A partir de então, ela começou a reconhecer a filha e passou a ter, novamente, expectativas, vivendo intensamente essa relação.
"Eu comecei a ver a Alice, não a Síndrome de Down. A Alice tem as diferenças dela, como todas as pessoas têm", ela diz. Como as fases de desenvolvimento de Alice são mais lentas, o tempo dedicado a ela é maior.
"Uma das primeiras mudanças foi essa relação com o tempo, diferente da que eu tinha com os meninos". Em casa, Luiza procura seguir as orientações dos especialistas para garantir o bom desenvolvimento da pequena.
Logo, os irmãos Pedro, 15, e Eduardo, 8, foram incluídos no tempo de Alice, 4.
"Os dois têm um carinho muito grande por ela. Com a Alice, eles são mais carinhosos. Mas eu acho que o fato de ser menina interfere também, não só a Síndrome de Down", diz Luiza. De fato, a educação em casa e na escola influi nessa relação.
"Como eu já tinha uma visão mais solidária diante do mundo, de preparar os meninos para o mundo, como ele é, esse berço já estava preparado para ela dentro de casa". Pedro e Eduardo sempre estudaram em escolas que trabalham com a inclusão, onde hoje Alice estuda também.
Mas a chegada de Alice trouxe muitas lições para Luiza, que se refletem na educação de todos os filhos. Entre elas, está o modo de ver as vitórias.
"O dia-a-dia ganha um sabor novo. O significado da palavra conquista se amplia. As conquistas dos outros filhos também passam a ser mais saborosas. Só a possibilidade de estar com eles já é uma felicidade, porque esse tempo com eles tem de ser muito bem aproveitado", diz a mãe.
Ser mãe, para Luiza, significa completude,
"o pedaço que faltava". Ela lembra de uma vez, quando estava na fase de reconhecimento da filha, e um amigo disse que Luiza ainda ia ver que Alice era uma bênção de Deus. Hoje, ela afirma:
"Na verdade, ser mãe é um presente de Deus. Meus três filhos são as melhores coisas que tenho na vida".
AUTISMO
- O autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento infantil (TID) que afeta uma em cada mil crianças nascidas vivas no mundo. As crianças são na sua maioria do sexo masculino.
- Os problemas que compõem o espectro do autismo geralmente se manifestam antes do terceiro ano de vida e afetam a capacidade de comunicação (fala, gestos e níveis não verbais de comunicação), o modo de brincar, o comportamento e a socialização da criança, que geralmente se isola e não participa de brincadeiras imaginativas com outras crianças.
- O diagnóstico deve ser feito por um médico o mais precoce possível, para dar início às intervenções terapêuticas e pedagógicas adequadas e aumentar as chances de uma vida feliz e produtiva no futuro
Fonte: Casa da Esperança
Mães mais que especiais
http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/694464.html
Amor incondicional
| Lucinthya Gomes | Especial para O POVO | 12/05/2007 |
"No caso do autismo, você leva para casa um filho normal, belo. Depois é que descobre (o autismo). Tem um momento de luto, de despedida daquele filho com que você havia sonhado. Você não escolhe o autismo. Mas depois você percebe que existem sim as dificuldades e ele precisa ser amado", descreve Fátima Dourado, mãe de dois filhos autistas, que lhe motivaram a fundar a Casa da Esperança. De acordo com ela, quem passa por essa vivência passa a ver as pessoas de forma mais ampla, com todas as diferenças. Os conceitos de mundo, de Deus, vida, amor foram todos reformulados.
A Casa da Esperança não oferece cura, mas acolhimento.
"Nós não queremos que chorem por nós. Aqui a gente cultiva a felicidade, o belo. O mundo do autismo é muito melhor do que o que conhecia. Eles são sinceros, verdadeiros, não fazem fofoca, não puxam o tapete dos outros", argumenta. Na Casa, Fátima todos os dias reconhece nas mães a própria história. E não se arrepende de ter mantido os filhos autistas Giordano, 27, e Pablo, 23, no seio familiar, com os outros três filhos, embora, muitos aconselhassem a internação.
"As pessoas meio que me olhavam como se eu tivesse um câncer e eu tivesse de tirá-lo", lembra.
Já a carioca Lilian Janebartolomei, 36, mudou-se há quatro meses para Fortaleza, na tentativa de encontrar acolhimento. Segundo ela, o filho, hoje com 4 anos, era considerado superdotado. Com dois anos e meio, ele entrava na internet, tinha um discurso diferente, parecia professor.
"Depois, ele passou a ter graves dificuldades de comunicação e problemas comportamentais e nenhuma escola aceitou mais. A vida foi ficando limitada", lamenta. Hoje Lilian é coordenadora terapêutica da Casa da Esperança.
"O mundo não foi feito para um ou para outro, mas para todas as diferenças".
Se essas mães não tiveram opção quanto ao autismo dos filhos, a secretária Tatiana Austregésilo, 22, teve. Nora de Fátima Dourado e funcionária da Casa da Esperança, ela já tinha um convívio direto com os autistas. Em meio a eles, a chegada de uma criança, de 3 anos, chamou-lhe atenção. O menino tinha vindo de um abrigo, para ser diagnosticado.
"Foi paixão à primeira vista. Ele é lindo, a cara do Gustavo (marido dela). A gente sabe que a adoção é difícil de acontecer, principalmente quando a criança é especial", comenta Tatiana, que decidiu ser mãe de um autista.
Há um mês, o casal conseguiu a guarda do garoto e, no momento, espera pela adoção. Segundo ela, adotar uma criança autista já era um desejo do marido, mas ela queria ter um pouco mais de tempo, ter um filho biológico. Mas a adoção acabou acontecendo antes.
"A cada dia, a gente ama mais. Eu nunca ia imaginar que a gente poderia se apaixonar tanto assim". Com relação ao futuro, o maior desejo é vê-lo se desenvolvendo. Enquanto isso,
"cada avanço dele é uma vitória".
Amor incondicional
http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/694683.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 15.5.07
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Domingo, Maio 13, 2007
Lei de autismo sancionada em Buenos Aires
| Diario NCO | Anuario 2006 |
Com a regulamentação da Lei 13.380 de autismo, sancionada em novembro de 2005, a deputada Karina Rocca, vice-presidente da Comissão de Capacidades Diferentes percorreu durante 2006 a província de Buenos Aires para contar sua experiência com autismo e como deve se implementar a lei. (...)
Nos primeiros dias de novembro, Rocca foi convidada a fazer parte da segunda jornada sobre "Proteção Jurídica das Pessoas com Deficiência", organizada pela Fundação Aequitas e pela Universidade Notarial Argentina do Colégio de Escritores da Província de Buenos Aires. A deputada dissertou sobre "a proteção integral das pessoas com autismo, lei 13380". lembrando à platéia que "a legislação existe mas, muitas vezes, não é cumprida; o Judiciário deve fazer que as leis se cumpram. Por isso o Estado está organizado dessa forma".
Nesse sentido, a deputada ressaltou que considera que a jornada "é um espaço muito importante, onde advogados, escrivães e juízes se informam sobre o tema da deficiência e, assim, saber como abordá-lo".
Durante o "Congreso Internacional de Autismo e outros Trastornos Globais do Desenvolvimento", ocorrido no Golden Center de Parque Norte e organizado pela Escuela Especial San Martín de Porres de Isidro Casanova, La Matanza, Karina Rocca foi convidada para falar sobre "Políticas públicas para a Deficiência".
Na abertura do congreso, a parlamentar se reuniu com profissionais e aceitou um convite especial, visitar em dezembro a cidade de Saint Louis, Estado Unidos, onde trabalha la doutora em Educação Especial Mariah Spanglet, supervisionando estudantes com autismo.
No último 10 de novembro, na Câmara de Deputados bonairense, realizou-se a entrega de prêmios "José Hernández", legislador, escritor e jornalista bonairense. Os prêmios foram entregues a personalidades destacadas no âmbito da cultura, ciências, artes, desporte e educação. O ato foi encabeçado pelo presidente da Câmara, Ismael Passaglia e a deputada Rocca homenageou a Escola de Educação Técnica Nº 6, de La Matanza, onde se inventou um novo sistema que dá às pessoas com deficiência visual melhores sistemas de leitura, com um editor de texto falado.
A deputada matancera visitou, em 2 de dezembro, o Teatro Luz y Fuerza, de Córdoba, onde contou sua experiência com a lei de autismo ao Centro de Contenção e Desenvolvimento da Pessoa Autista e sua Familia, Talita Kum que promovem e apóiam a lei.
Além desse intenso trabalho, apresentou seu libro
"Esa incurable enfermedad" no Concurso Clarín Novela 2006 cujo júri era o Nobel de Literatura José Saramago e os escritores Rosa Montero e Carlos Rawson.
Projetos 2007
Em 2007 se realizará uma jornada de autismo sobre capacitação docente em Buenos Aires e, a pedido de um grupo de pais da província de Tucumán, a deputada Rocca organizará, junto à doutora Mariah Spanglet, uma visita para discorrerem sobre o tema.
Está pendente uma visita à província de Jujuy y San Luís, para jornadas de capacitação para pais e profissionais em autismo, e no mês de novembro participará de um congreso de autismo na província de Santa Fé.
A parlamentar recebeu uma propuesta de uma importante editora para publicar seu libro
"Esa incurable enfermedad", que concorreu no Concurso Clarín e que exporá na Feira do Livro 2007.
Fue sancionada en 2005
Ley de Autismo: desde La Matanza a toda la provincia de Buenos Aires
En el marco de la reglamentación de la Ley 13.380 de Autismo, sancionada en noviembre de 2005, la diputada de La Matanza Karina Rocca y vicepresidente de la Comisión de Capacidades Diferentes, recorrió durante el 2006 la provincia de Buenos Aires para contar su experiencia en materia de autismo y como debe ser implementada.
Además, la legisladora intervino en varias conferencias abordando diferentes temas sobre salud. El 31 de octubre, Rocca participó de la segunda campaña de Prevención del Cáncer declarada de interés legislativo, que prevé mediante un proyecto de ley de su autoría, crear un programa para el tratamiento oncológico.
El encuentro fue organizado por la fundación "Apostar a la vida" y se llevó a cabo en la Universidad Nacional de La Matanza, donde acompañó a Rocca el rector de la casa de altos estudios, Daniel Martínez y la concejal Amelia Zapata.
El objetivo del programa, según señaló la legisladora, es "acercar a cada uno de los barrios de La Matanza distintas charlas sobre la prevención de una mejor calidad de vida, la contención y difusión de la enfermedad del cáncer, no solo para quienes la padecen sino también para su familia".
En los primeros días de noviembre, Rocca fue invitada formar parte de la segunda jornada sobre "Protección Jurídica de las Personas con Discapacidad", que organizó la Fundación Aequitas y la Universidad Notarial Argentina del Colegio de Escribanos de la Provincia de Buenos Aires. La diputada provincial abordó: "la protección integral de las personas con autismo, Ley 13380", ante letrados, profesionales y padres a quienes les planteó que "existe la legislación pero muchas veces no se cumplen, por eso el poder judicial es quien debe hacer que las leyes se cumplan. Para algo el estado está conformado de esta manera".
En ese sentido, la diputada resaltó que le pareció de suma importancia la jornada porque "es un ámbito muy importante donde abogados, escribanos y jueces se interiorizan sobre el tema de la discapacidad para conocer como abordarlo".
Durante el "Congreso Internacional de Autismo y otros Trastornos Generalizados del Desarrollo", desarrollado en el Golden Center de Parque Norte y organizado por la Escuela Especial San Martín de Porres de Isidro Casanova, partido de La Matanza, Karina Rocca fue invitada para hablar sobre "Políticas públicas en Discapacidad".
En el marco del congreso la legisladora se reunió con profesionales y acordó tras una invitación especial, visitar en el mes de diciembre la ciudad de Saint Louis, Estado Unidos, donde trabaja la doctora en Educación Especial Mariah Spanglet, supervisando a estudiantes con Autismo.
El pasado 10 de noviembre en el recinto de la Cámara de Diputados bonaerense, se realizó la entrega de premios "José Hernández", quien fue legislador bonaerense, escritor y periodista. Los premios se entregaron a personalidades destacadas en el ámbito de la cultura, las ciencias, las artes, el deporte y la educación. El acto fue encabezado por el presidente de la Cámara, Ismael Passaglia y la diputada Rocca galardonó a la Escuela de Educación Técnica Nº 6, de La Matanza, donde se inventó un sistema novedoso para personas que padecen discapacidad visuales accedan a mejorar los sistemas de lectura con la incorporación de un editor de texto hablado.
La diputada matancera visitó el 2 de diciembre el Teatro Luz y Fuerza de la Ciudad de Córdoba, donde contó su experiencia sobre la ley de autismo al Centro de Contención y desarrollo de la persona Autista y su Familia, Talita Kum que promueven y apoyan la ley.
Además de la intensa labor en materia de discapacidad, este año presentó su libro "Esa incurable enfermedad", en el Concurso Clarín Novela 2006 cuyo jurado era el premio novel de literatura José Saramago y los escritores, Rosa Montero y Carlos Rawson.
Proyectos 2007
El próximo año se realizará una jornada de autismo sobre capacitación docente en Buenos Aires y por pedido de un grupo de padres de la provincia de Tucumán, la diputada Rocca está organizando junto a la doctora en Educación Especial Mariah Spanglet, visitar la provincia para exponer sobre la temática.
También queda pendiente su visita la provincia de Jujuy y San Luís, por jornadas de capacitación para padres y profesionales en autismo, y en el mes de noviembre participara de un congreso de autismo en la provincia de Santa Fe.
La legisladora tuvo una propuesta de un importante editorial para publicar su libro "Esa incurable enfermedad", que presentó en el Concurso Clarín y lo estaría exponiendo en la Feria del Libro 2007.
Ley de Autismo: desde La Matanza a toda la provincia de Buenos Aires
http://diarionco.com/anuario06/15.htm
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Sexta-feira, Maio 11, 2007
Evento de sucesso para o bem!
AUMA com apoio de celebridades
| buxixo | 10/5/2007 |
O hotel Gran Meliá Mofarrej, de Sol Meliá Hotels & Resorts, patrocinou o jantar beneficente organizado pela entidade Auma - Associação dos Amigos da Criança Autista, que foi realizado na sexta-feira, dia 4 de maio, no Salão Nobre/ Ballroom do hotel com todo empenho, conciência aliados à elegância e conforto que uma noite de gala benemerente exige.
O evento reuniu 200 Vip's e pessoas e tem como objetivo levantar fundos para a construção do CIAA - Centro Integrado de Atendimento do Autista, que deverá ser o maior centro de referência do autista da América Latina, com 2.500 metros quadrados e moderna infra-estrutura. A presidente é Eliana Borali, que está emocionada com todo o resultado da festa beneficente.
Brilharam as presenças de alguns dos célebres padrinhos da instituição, como Rosana Jatobá da TV Globo, o desenhista Maurício de Souza (autor do logotipo da associação) e o jornalista Carlos Tramontina. Também estiveram: Rosa Maria Riera (do ABC) ; Miguel e Carín Mofarrej, donos do empreendimento onde foi realizado o evento, também estão apoiando a causa. A marca Momussk sorteou jóias e presentes no evento, como forma de apoio especial. Um vídeo com Regina Duarte dando seu entusiasmado depoimento foi apresentado aos convidados.
Shows com o ilusionista top do Brasil Issao Imamura e com o cantor Claudio Goldman emocionaram a todos. O Jantar à base de receitas mediterrâneas (risoto de lagosta perfumado ao alecrim, filé à mostarda Dijon, prato com seleção de entradas da provence) foram aprovados pela exigente platéia de empresários, formadores de opinião e celebridades presentes. A decoração do mago das flores Wilson Dimitrov à base de rosas e gérberas colombianas foi uma atração à parte e arrancou aplusos.
Evento de sucesso para o bem
http://www.buxixo.com.br/noticias_2.asp?ID=34202
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'Invasão de domicílio' retrata Londres multicultural
Diretor Anthony Minghella reúne Jude Law e Juliette Binoche.
História fala de vidas estagnadas e de laços que se afrouxam com o tempo.
Alysson Oliveira | Reuters, via G1 (Cineweb) | 10/05/2007 |
Um elenco europeu e norte-americano protagoniza este suspense dramático escrito e dirigido pelo inglês Anthony Minghella. Os destaques ficam por conta de Jude Law, Juliette Binoche e Robin Wright Penn.
O longa estréia em São Paulo e no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (11).
Depois de três grandes produções ("O paciente inglês", "O talentoso Ripley" e "Cold mountain"), baseadas em livros já publicados, o cineasta escreveu um roteiro original (o primeiro, desde seu filme de estréia "Um romance do outro mundo", de 1991) para uma produção em menor escala. A trama é bem mais intimista do que suas grandes produções de época.
Em "Invasão de domicílio", Minghella fala das vidas estagnadas e dos laços que se afrouxam com o tempo. Tudo isso tem como pano de fundo a Londres contemporânea, que se tornou um caldeirão cultural, cheio de referências e gente de todas as partes do mundo. Essa globalização, na verdade, afasta as pessoas, que enfrentam sérios problemas de comunicação em diversos níveis.
Londres é vista como uma cidade em processo de renovação arquitetônica. Nesse cenário, é apresentado o arquiteto Will (Jude Law), cujo escritório foi realocado para a região da estação King's Cross, onde está sendo feita uma recuperação urbana.
Ele é um sujeito absorvido em seu trabalho, que não tem tempo para mais ninguém.
Sua mulher, Liv (Robin Wright Penn), está sempre distante, muito ocupada cuidando da filha Bea (Poppy Roger), que é autista. Essas figuras representam o isolamento e a falta de comunicação do mundo moderno.
Depois de uma invasão no seu prédio, o arquiteto persegue os ladrões e vai parar no apartamento onde mora o jovem Miro (Rafi Gavron), e sua mãe Amira (Juliette Binoche), uma refugiada bósnia. Amira é uma costureira e Will começa a levar-lhe peças para consertar, sem mencionar como chegou até ela. Ele também vasculha o apartamento e encontra no quarto do rapaz os equipamentos que lhe foram roubados.
Como a relação com sua mulher piora a cada dia, Will acaba se envolvendo com Amira, que sonha em voltar para Sarajevo, onde seu marido morreu. A partir daí, "Invasão de Domicílio" abre lentamente uma teia de relacionamentos e anseios.
Minghella revela um olhar generoso para essa Londres onde se misturam línguas e estilos arquitetônicos. As imagens do filme investigam a cidade com curiosidade e compaixão, sempre encantadas pelas diversas culturas que formam esse centro da Europa globalizada.
'Invasão de domicílio' retrata Londres multicultural
http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL34724-7086-8276,00.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 11.5.07
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Videogames para detectar autismo
| La Capital | Argentina, 11/5/2007 |
A companhia
Learning for Children vende videogames para ajudar as crianças - enquanto estas jogam, a empresa procura por sinais de autismo ou dislexia.
Pais que vêem sinais de autismo podem usar os resultados para planejar seus próximos passos.
No jogo, crianças autistas mostram problemas quando precisam identificar qual mão o personagem usa para pegar um objeto, mas costumam ser bons para identificar os números de uma seqüência.
Jóvens disléxicos costumam ter dificuldade para compor palavras com letras desordenadas ou para relacionar, por exmeplo, a imagem de um gato com a palavra correspondente.
Os jogos custam de 50 a 90 dólares.
Usan videojuegos para detectar el autismo
Los chicos juegan en una computadora y prueban su capacidad de aprendizaje en EEUU
El estadounidense Bernard McCrory conoce lo que sucede cuando el autismo está presente y su compañía, Learning for Children (Aprendizaje para niños), está vendiendo videojuegos para dar ayuda a los niños . Mientras los chicos juegan, la empresa de pruebas tecnológicas busca signos de autismo o dislexia.
Los padres que teman que algo no va bien porque su hijo evita el contacto visual, se resiste a las caricias, reacciona de forma extrema ante los cambios en su rutina o tiene dificultad para aprender palabras o frases, pueden utilizar los resultados de esta prueba para planear su próximo paso.
El autismo es un complejo desorden neurobiológico que causa desde leves a profundas discapacidades en el desarrollo y, de acuerdo con el grupo de apoyo Autism Speaks, se diagnostica en uno de cada 150 individuos.
Los niños con autismo suelen tener problemas con las relaciones espaciales y, en el juego se pelearán para identificar qué mano está utilizando el personaje para sujetar un objeto. Suelen ser muy buenos para decir los números que continúan una secuencia.
Los jóvenes con dislexia, una dificultad de aprendizaje que afecta a las habilidades de lectura, tendrán dificultades para componer palabras con letras desordenadas o al relacionar la imagen de un gato con la palabra gato.
Los juegos hogareños y para las escuelas cuestan 50 y 90 dólares. l (Reuters)
Usan videojuegos para detectar el autismo
http://www.lacapital.com.ar/2007/05/11/general/noticia_388161.shtml
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 11.5.07
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Terça-feira, Maio 08, 2007
Vanir Braz propõe conselho da pessoa com deficiência
De acordo com a proposta feita pelo vereador, o conselho deverá ter 12 membros
| O Regional | Catanduva, SP, 6/5/2007 |
O vereador Vanir Martinho Braz (PSDB) está propondo, através do projeto de lei 428/2007, a criação do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPCD).
A meta principal do referido conselho, caso ele seja criado, é a articulação - com órgãos governamentais e não governamentais de planejamento ou execução - das políticas voltadas para as pessoas com deficiências, objetivando uma atuação integrada e eletiva.
O projeto de Braz prevê que o CMPCD deverá ser composto por 12 membros, sendo seis do Poder Público e seis da Sociedade Civil.
Do Poder Público, a matéria designa um representante da Secretaria de Saúde, um da Secretaria de Assistência Social, um da Secretaria de Educação, um da Coordenadoria de Esportes, Lazer e Turismo (Celt), um da Secretaria de Trânsito e Transportes Urbanos e um da Secretaria de Planejamento/Informática.
Da Sociedade Civil, o projeto de lei prevê um representante de instituições que trabalham com pessoas deficientes, um representante de pessoas com deficiência visual, um de pessoas com deficiência física, um de pessoas com deficiência auditiva, um de pessoas com deficiência mental e
um de pessoas autistas.
Os conselheiros representantes do Poder Público deverão ser indicados pelo chefe do Poder Executivo. Já os conselheiros representantes da Sociedade Civil serão eleitos em assembléia.
JUSTIFICATIVA
O vereador Vanir Martinho Braz (PSDB) declarou que o projeto de lei proporcionará a garantia dos recursos e investimentos municipais, de modo a criar condições reais de inclusão das pessoas com deficiência na saúde, escola, trabalho, transporte, cultura, esporte, lazer e comunicação.
Vanir Braz propõe conselho da pessoa com deficiência
http://www.oregional.com.br/detalhe_noticias.php?codigo=22237
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 8.5.07
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CAPS da Infância e Adolescência faz oficinas terapêuticas no tratamento de transtornos mentais
| Ascom PMU, via Correio de Uberlândia | SAÚDE | Uberlândia, MG, 8/5/2007 |
Uma média de 10% das crianças e adolescentes, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), sofrem de transtornos mentais. Em Uberlândia, 160 pacientes, de até 18 anos, são acompanhados no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da Infância e Adolescência, em funcionamento desde 2002. Deste atendimento, aproximadamente 18 casos são de autismo clássico e 31 de outros Transtornos Invasivos do Desenvolvimento. O restante da população atendida se divide entre outros tipos de transtornos, tais como os depressivos, de ansiedade e alimentar.
Localizado na avenida João Pinheiro, 1.427, o CAPS da Infância e Adolescência atende de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, com atividades terapêuticas, comunitárias e clínicas, realizadas por equipe multiprofissional. Segundo a coordenadora do Centro, Roberta Augusta Borges Calixto, são atendidas, diariamente, uma média de 40 pacientes com transtornos psíquicos graves e suas famílias.
Oficinas Terapêuticas
A oficina terapêutica é o principal dispositivo de atendimento utilizado no tratamento do portador de sofrimento mental, juntamente com um trabalho em equipe, em que também são importantes as terapias individuais (psicológicas, fonoaudiológicas), o trabalho com a família, as atividades externas e o tratamento medicamentoso, quando necessário.
A oficina terapêutica utiliza-se de recursos como a arte, a música, o brinquedo ou as histórias, como veículo de manifestação da subjetividade dos pacientes. Sendo oferecida em um ambiente acolhedor, a estética e a produção não estão em questão, mas sim o sujeito e suas particularidades, necessidades, dificuldades e sua história de vida. ´É o principal instrumento da intervenção terapêutica, mediada por estes recursos e pelas relações grupais que ali se estabelecem. Através da oficina, a equipe de profissionais apreende elementos essenciais para o trabalho com os pacientes, contribuindo para a descoberta de novas possibilidades de estar no mundo´, frisa a coordenadora Roberta Augusta.
De acordo com ela, nos grupos de familiares, as histórias de cada paciente também são recontadas e, com o auxílio dos profissionais, os pais podem compreender um pouco mais do que se passa com os seus filhos e, ao mesmo tempo, construir novas formas de relação entre si. `É importante que pensemos o CAPS da Infância e Adolescência como um lugar de passagem, estabelecendo uma estreita interface com outras instituições existentes na comunidade, para que, aos poucos, seja construída e consolidada a inserção social do portador de sofrimento mental e de sua família´, finalizou.
CAPS da Infância e Adolescência faz oficinas terapêuticas no tratamento de transtornos mentais
http://www.correiodeuberlandia.com.br/v2/noticia_ver.aspx?id=24482&data=
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 8.5.07
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Segunda-feira, Maio 07, 2007
Onde estão os adultos com autismo?
Se não há epidemia de autismo, onde estão todos os adultos autistas?
| Kristina Chew & Richard Grinker | Scoop - Independent News - Opinião | 2/5/2007 |
| enviado para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil pela Dra. Margarida Windholz |
Em fevereiro de 2007, os Centros para Controle de Doenças (Centers for Disease Control, CDC) anunciaram o resultado de duas pesquisas sobre as desordens do espectro autista que foram efetuadas em 22 estados. Usando recursos da recém criada Rede de Monitoramento do Autismo e Desordens do Desenvolvimento (Autism and Developmental Disabilities Monitoring Network, ADDM), os pesquisadores dos CDC chegaram a uma taxa média de uma em cada 150 crianças com desordem do espectro autista, Nova Jersey no topo com valores de, aproximadamente, 1 em 100. Em uma análise superficial, estes números sugerem uma epidemia.
Quando os cientistas dizem que não há nenhum aumento real do autismo, que o estamos diagnosticando mais e computando-o melhor, aqueles que acreditam em uma epidemia - na maior parte, militantes dessa causa, filantropos e políticos - argumentam que, se não há epidemia, então um em cada 150 adultos nos Estados Unidos deve ter autismo. Junto com jornalistas pedem, repetidamente, "mostrem-nos onde esse autista em cada 150 adultos está. Não os encontramos."
Afinal, onde podem estar esses autistas, 1 em cada 150 adultos?
Tão surpreendente quanto possa parecer, eles vivem e trabalham entre nós.
Alguns vivem em casa, com seus pais ou irmãos, a envelhecer. Alguns vivem em lares comunitários ou em instituições. Alguns trabalham e vivem independentemente. Muitos mantêm os diagnósticos dados a eles quando crianças, tais como retardo mental, desordem da atenção ou esquizofrenia. Recentemente, um de nós encontrou com uma mulher idosa, autista severa, de 60 anos no Leste do Tennessee; a chamaremos Donna. Seu médico a diagnosticou com autismo há dez anos, quando tinha 50. Sua mãe disse que o diagnóstico inicial, em 1950, "foi retardo mental com bloqueio emocional e traços compulsivos-obsessivos." Hoje, para fins do auxílio público, é classificada como retardada mental.
Não há registro em lugar algum sugerindo que Donna seja "autista".
Agora, imagine outro adulto, autista mais leve, que tenha um trabalho com mínimas demandas sociais (preencher registros médicos, por exemplo). Tem pobre contato ocular e alguma ansiedade. Pode mesmo estar casado. Apesar de tudo, quando amadurecem, muitas pessoas com autismo, como a conhecida escritora Temple Grandin, têm significativos avanços. Primeiramente, podem não procurar tratamento ou, mesmo, pensarem que têm problemas. Em segundo lugar, mesmo que procure ajuda, pode não procurar um psiquiatra,pode não ir a um psiquiatra, mas a um médico que pode tratar sua ansiedade. Em terceiro lugar, mesmo se for a um psiquiatra, provavelmente este não o diagnosticaria como um adulto autista, especialmente se o médico não tiver dados clínicos de sua infância (autismo ainda é uma desordem do desenvolvimento diagnosticada nessa fase da vida e as ferramentas para diagnosticá-lo em adultos não são tão válidas ou confiáveis quanto aquelas para crianças).
Assim, a menos que tais adultos levemente autistas fossem diagnosticados quando crianças e a menos que houvesse bons dados sobre a infância dessas pessoas, teríamos dificuldade em recuar no tempo e tentar predizer se teriam se qualificado para um diagnóstico de autismo. Mesmo no passado, quando tínhamos taxas de 5 crianças autistas em cada 10.000, para os epidemiologistas seria muito difícil encontrar os adultos correspondentes, a menos que batessem nas portas das pessoa procurando por autismo. E mesmo assim, a maioria dessas pessoas não se consideraria "autista".
Como analogia, considere a síndrome fetal alcoólica (Fetal Alcohol Syndrome, FAS), que ocorre em aproximadamente 1 criança em cada 500. Porque ela se tornou diagnóstico apenas na metade dos anos 1970, não há virtualmente nenhum adulto com este diagnóstico com mais de 30 anos. No entanto, ninguém sugeriria que as mulheres grávidas começaram a beber álcool somente naquela década). Para encontrar um adulto com FAS precisaríamos de evidências da exposição fetal ao álcool, mais os sintomas no início da infância.
Outro exemplo seriam as desordens do discurso e da fala, muito comuns na população em geral, algumas facilmente countabilizáveis entre crianças. Seria quase impossível verificar sua prevalência entre adultos, já que muitos se adaptam a seus problemas (ciciando, gaguejando), não procuram terapia, e não há seu diagnóstico na idade adulta.
Recentemente, uma epidemiologista dos CDC nos disse que não sabe de ninguém conduzindo algum estudo da prevalência de autismo em adultos e que isto é compreensível, visto a dificuldade para fazê-lo. Em 2006, o CDC fez um chamado para propostas de tais estudos, mas houve somente uma submissão que, infelizmente, era demasiado fraca para autorizar o financiamento. Continuaremos, provavelmente, a ouvir alguns jornalistas e militantes da causa do autismo a nos dizer "não se pode encontrar adultos autistas." Mas a realidade é que não se está procurando. E por uma boa razão.
As crianças autistas são, naturalmente, muito mais fáceis de contabilizar que os adultos, porque estão nas escolas, mas já foram invisíveis tanto quanto os adultos autistas são, hoje. Certamente, Thomas Insel, diretor dos Institutos Nacionais da Saúde Mental (National Institutes of Mental Health), disse à Newsweek, em novembro de 2006, que, durante, seu treinamento em Psiquiatria, nos anos 1970, "não viu uma criança com autismo". Não é porque não estivesse olhando, ou porque Insel não tenha sido treinado em Psiquiatria Infantil, mas porque eram diagnosticadas erradamente, institucionalizadas e tratadas por neurologists (se tanto). Nos anos 1970, os psiquiatras raramente viam crianças e só havia uns cem psiquiatras crianças no País todo. Um de nossos parceiros, que fez sua residência no Hospital Geral de Massachusetts nos anos 1980, não viu um exemplo de autismo porque o hospital não tinha nenhum programa para desenvolvimento nessa epoca.
Lá pelos anos 1990, Psiquiatria Infantil floresceu. A participação na Academia Americana de Psiquiatria da Infância e Adolescência (American Academy of Child and Adolescent Psychiatry) aumentou de umas centenas nos anos 1970 para alguns milhares de médicos e, em 1992, as escolas públicas começaram a usar autismo como uma classe de crianças que recebiam serviços especiais. A consciência do autismo cresceu. Hoje, há melhores ferramentas de diagnóstico e, conseqüentemente, melhores registros, que os cientistas podem usar para estimar a prevalência. Os CDC recentemente divulgaram resultados que são outro exemplo de como as mudanças em nossa compreensão das desordens do desenvolvimento da infância nos ajudam a contabilizar os casos de autismo mais apuradamente.
Mas, só porque não podemos contabilizar os adultos autistas, isso não significa que não existam, nem significa que a taxa de prevalência nos adultos deva ser mais baixa do que nas crianças. Adultos com autism, de fato, estão se tornando cada vez mais visíveis, à medida que a consciência do autismo aumenta e mais e mais adultos começam a se identificar como autistas falando e escrevendo sobre suas experiências em crescer e viver com autismo. Sua invisibilidade não é sinal de que o autismo seja uma epidemia da infância, mas sim do quão diferente é nosso conhecimento do autismo, hoje.
Assim, não surpreende quando a mãe de Donna, agora com 82 anos, olha com inveja para pais como nós. "Desejaria que minha filha tivesse sido criada hoje", diz. "Teria um diagnóstico apropriado, terapias diferentes que poderíamos tentar e nossa família não teria sido tão isolada".
Esperamos que a mãe de Donna esteja certa, que realmente estejamos em um lugar melhor hoje e que, quando nossos filhos se tornarem adultos, não sejam invisíveis.
Roy Richard Grinker é professor de Antropologia e Ciências Humanas na Universidade George Washington e autor de Unstrange Minds: Remapping the World of Autism, recentemente publicado pela Basic Books. Kristina Chew é professora assistente de Literatura na Faculdade Saint Peter e escreve o weblog Autism Vox. Ambos são pais de crianças autistas.
Where Are All The Adults With Autism?
2 May 2007 - Scoop - independent News - Scoop > Top Scoops > Article > Opinion: Guest Opinion
If There's No Autism Epidemic, Where Are All The Adults With Autism?
By Kristina Chew & Richard Grinker
In February, 2007, the Centers for Disease Control (CDC) announced the results of two surveys of autism spectrum disorders covering 22 states. Using the newly funded Autism and Developmental Disabilities Monitoring Network (ADDM), CDC researchers found an average rate of 1 in 150 children with an autism spectrum disorder, with New Jersey at the top, with a rate of approximately 1 in 100. On the surface, these figures suggest an epidemic.
When scientists respond that there has been no true rise in autism, that we are diagnosing autism more, and counting it better, believers in an autism epidemic? mostly parent advocates, philanthropists, and politicians?argue triumphantly that if there is no epidemic, then 1 of every 150 adults in the United States must, in fact, have autism. Along with journalists, they repeatedly ask, "Show me where the one in 150 autistic adults are. We can't find them."
Just where might those 1 in 150 adults with autism be?
As surprising as it may seem, they are living and working among us.
Some live at home with their aging parents or siblings. Some live in group homes, or in institutions. Some have jobs and live independently. Many have the diagnoses given to them when they were children, such as mental retardation, seizure disorder, or schizophrenia. Recently, one of us met a severely autistic 60 year old woman in eastern Tennessee , who we'll call Donna. Donna's internist diagnosed her with autism ten years ago, when she was 50. Her mother said that Donna's first label, in 1950, was "mentally retarded with emotional block and obsessive compulsive traits." Today, for the purposes of public assistance, she is classified as mentally retarded.
There is no record anywhere to suggest that Donna is "autistic."
Now, imagine another, more mildly autistic adult, who has a job with minimal social demands (filing medical records, perhaps), has poor eye contact, and some anxiety. Perhaps he is even married. After all, as they get older, many people with autism, like the well-known writer, Temple Grandin , make significant advances. First, he may not seek treatment or even think he has problems. Second, even if he did, he may not go to a psychiatrist, but rather to an internist who could treat his anxiety. Third, even if he did go to a psychiatrist, it is not likely the psychiatrist would diagnose an adult with autism, especially if the psychiatrist had no clinical data on his early childhood (autism is still a developmental disorder diagnosed in childhood, and the tools for diagnosing autism in adults are not nearly as valid or reliable as those for children).
So, unless such mildly autistic adults had been diagnosed as children, and unless there were good baseline data on these people as children, we would have a hard time going back in time and trying to predict whether they would have qualified for an autism diagnosis. Even in the old days when we had rates for autism of 5 in 10,000 children, epidemiologists would have been hard pressed to find the corresponding adults, unless they knocked on people's doors looking for autism. And even then, most of these people would not consider themselves to be "autistic."
As an analogy, consider Fetal Alcohol Syndrome (FAS), which occurs in about 1 in 500 children. Because FAS only became a diagnosis after the mid-1970s, there are virtually no adults with this diagnosis over the age of 30. (And yet no one would suggest that pregnant women only started to drink alcohol in the 1970s). To locate an adult with FAS you would have to have evidence of fetal alcohol exposure, plus childhood onset of the symptoms of FAS.
Another example would be speech and language disorders, very common in the general population, any easily countable among children. It would be nearly impossible to ascertain the prevalence of speech and language disorders among adults, as many adapt to their problems (a lisp, a stutter), do not seek therapy, and do not carry a diagnosis of speech and language disorder into adulthood.
Recently, a senior epidemiologist at the Centers for Disease Control told us that she is unaware of anyone conducting a prevalence study of autism in adults, and that this is understandable given how difficult it would be to carry out. Last year, the CDC issued a call for proposals to conduct such a study but they received only one submission that, unfortunately, was too weak to warrant funding. We will likely continue to hear some journalists and some autism advocates say "We can't find autistic adults." But the reality is that they are not looking. And for good reason.
Children with autism are, of course, much easier to count than adults, because they are in schools, but they were once as invisible as many autistic adults are today. Indeed, Thomas Insel, the Director of the National Institutes of Mental Health , told Newsweek in November 2006 that during his psychiatric training in the 1970s he saw "not one child with autism." It's not just because he wasn't looking, or because Insel was not trained in child psychiatry. It's because they were misdiagnosed, institutionalized, and treated by neurologists (if at all). In the 1970s, psychiatrists seldom saw children and there were only a few hundred child psychiatrists in the entire country. One of our spouses, who did her residency at Massachusetts General Hospital in the 1980s, never saw a case of autism because the hospital had no developmental program at that time.
By the 1990s, child psychiatry had blossomed. Membership in the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry had increased from several hundred in the 1970s to several thousand physicians. And in 1992, public schools had begun to use autism as a classification for children who received special services. Autism awareness soared. Today, there are better diagnostic tools, and therefore better records that scientists can use to estimate prevalence. The CDC's recently announced results are yet another example of how changes in our understanding of childhood developmental disorders have helped us count autism cases more accurately.
But just because we cannot count adults with autism does not mean that they do not exist; nor does it mean that the prevalence rate for autism in adults must be lower than it is in children. Adults with autism are, in fact, becoming increasingly visible as autism awareness continues to rise and as more and more adults begin to identify themselves as autistic, and speak and write about their experiences of growing up and living with autism. Their invisibility is not a sign that autism is a childhood epidemic, but rather of how different our knowledge of autism is today.
So it isn't surprising when Donna's mother, now eighty-two, looks at parents like us with envy. "I wish my child had been born today," she said. "She would get a proper diagnosis, have different therapies we could try, and we wouldn't be so isolated as a family."
We hope Donna's mother is right, that we really are in a better place today, and that when our children become adults they will not be invisible.
Roy Richard Grinker is Professor of Anthropology and the Human Sciences at The George Washington University and the author of Unstrange Minds: Remapping the World of Autism, which was recently published by Basic Books. Kristina Chew is Assistant Professor of Classics at Saint Peter's College and writes the weblog Autism Vox. Both are parents of children with autism.
Where Are All The Adults With Autism?
http://www.scoop.co.nz/stories/HL0705/S00047.htm
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 7.5.07
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Sexta-feira, Maio 04, 2007
Homem prova que adultos com autismo são capazes
| Janet St. James | WFAA-TV - Dallas, Texas 3/5/2007 |
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Man proves adults with autism have more choices
Maurice Snell is breaking the mold for adults living with autism.
It is the fastest growing developmental disorder on the planet.
What many people don't consider is that children with autism become adults with autism.
Until recently, those grown men and women lived their adult lives in institutions.
23-year-old Maurice Snell is trying prove that does not have to be the future for youngsters diagnosed with the disorder, these days.
As an adult living with an Asperger's Syndrome -- an autism spectrum disorder -- Maurice has been named National Adult Representative for Easter Seals. He travels the country meeting families living the struggles he has managed to overcome.
Autism affects about 1.5 million people. It costs an estimated $90 billion a year in medical care, therapy, and long-term institutional care.
"It certainly breaks my heart that many people are suffering from this disorder today," said Maurice, in a practiced, robotic voice.
As a child, he didn't speak at all. He remembers feeling as if his voice was trapped inside his mind.
"Maybe I was scared," Maurice said. "I was scared of how people would react to me."
According to the National Institutes of Health, the symptoms of autism include:
- Impaired ability to make friends with peers
- Impaired ability to initiate or sustain a conversation with others
- Absence or impairment of imaginative and social play
- Stereotyped, repetitive, or unusual use of language
- Restricted patterns of interest that are abnormal in intensity or focus
- Preoccupation with certain objects or subjects
- Inflexible adherence to specific routines or rituals
Today, every word Maurice utters is a victory and proof that autism isn't insurmountable.
"It's truly inspiring," said Denise Pasquale after spending time with Maurice. Pasquale's 5-year-old son is currently in therapy for autism.
"To hear him talk, to hear what he's been through and where he's come from and where he is now... It gives you a lot of hope," Pasquale said.
Maurice Snell is now a confident adult with a job and a diploma.
"I am a graduate with a liberal arts degree in college," Maurice said. "I did go to high school and graduated with honors."
And he has the same dreams as other 23-year-olds.
"I definitely want to be married and become a father," he said. "That is my ambition in life. I also want to encourage those to go in the right direction so I'm also thinking about becoming a special ed teacher for autism."
Maurice Snell says he knows he and others with autism can do it. He proves that everyday by showing he has more ability than disability.
E-mail jstjames@wfaa.com
Man proves adults with autism have more choices
http://www.wfaa.com/sharedcontent/dws/wfaa/latestnews/stories/wfaa070503_kd_adultautism.3392c1e6.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 4.5.07
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Hormônio do amor pode ser novo tratamento
| Tom Paulson | P-I REPORTER | My seattle pix | 4/5/2007 |
Resultados preliminares indicam que a oxitocina, substância do cérebro freqüentemente chamada de "hormônio do amor" pelo seu papel no prazer sexual e no parto, promete ser um novo e potente tratamento para o autismo.
"Quem recebeu a oxitocina parece ter melhorado", disse Evdokia Anagnostou, pesquisadora de autismo do Mount Sinai Medical Center em Nova York.
Embora parece pouco plausível que um hormônio ligado ao orgasmo tivesse efeitos positivos em alguém, essas descobertas de melhoras em adultos autistas aos quais foi dada a oxitocina são baseadas em alterações mensuráveis no comportamento e nos seus cérebros, mostradas em imageamento por ressonância magnética. 'Love hormone' may emerge as a treatment for autism
Scientists have found preliminary evidence that oxytocin, a brain chemical frequently dubbed the "love hormone" because of the critical role it plays both in sexual pleasure and giving birth, holds promise as a potential new treatment for autism.
"Those who received oxytocin seemed to do much better," said Evdokia Anagnostou, an autism researcher at Mount Sinai Medical Center in New York City.
While it is hardly implausible that a hormone involved in orgasm would have positive effects on anyone, these findings of improvement in adults with autism given oxytocin are based on measurable changes in behavior as well as visible changes in their brains as seen through functional magnetic resonance imaging.
"It's very preliminary data," cautioned Anagnostou, who spoke Thursday at the Sixth International Meeting for Autism Research. The meeting, which has drawn about 900 scientists, physicians and others from around the world, is being held through Saturday at the Seattle Sheraton Hotel and Towers.
Previous studies have indicated that oxytocin, which also causes milk production in breastfeeding mothers, plays some role in how mammals manage fear, develop trust and establish socially cooperative behavior. Autism is a disorder in which, among other things, individuals have difficulty establishing social relationships.
Anagnostou and her colleagues at Mount Sinai, including group leader Eric Hollander, have been administering oxytocin intravenously and by a nasal mist to adults with autism spectrum disorders.
While the studies have been limited to a small number of people, she said those who received the hormone improved in their ability to identify emotions as described in writing to them and also reduced characteristic autistic repetitive behaviors. They maintained these observed improvements two weeks after exposure to oxytocin.
Brain imaging, Anagnostou said, also showed improvement in regions of the brain known to be involved in autism. The findings are very early, she said, but they may point to a possible new treatment for the disorder.
"It's promising, but we still need to do more study of this," Anagnostou said.
Also at the autism research meeting, University of Louisville neuroscientist Manuel Casanova spoke on how structural differences in the brain may help explain why some autistics suffer severe developmental disabilities while others -- though still suffering deficits -- demonstrate brilliance in mathematics, memorization or other manifestations of genius.
"It has to do with connectivity," Casanova said. He and some other scientists point to studies indicating that autism is basically the result of bad wiring in the brain. Though that doesn't get to the cause of what's making the brain go haywire, Casanova said an increasing body of evidence supports the theory.
At a news conference Thursday, he said that basic structural units of the brain's cortex known as "mini-columns" are overproduced and undersized in people with autism. That correlates, he noted, with the observation of hyperdevelopment of the brain in many children with autism disorders.
"In some cases, this eventually constrains development" Casanova said. Nerve fibers get pinched off, he said, and long-term connectivity in the brain is reduced. Short-term connections between nerves, however, are often enhanced. Where development ends up in the balance -- between the gain of many more cortical mini-columns and damage to long-term connectivity -- may make the difference between disability and genius savant, he said.
It appears that many people with autism develop "many more microprocessors than normal," Casanova said. Why this happens and where it may lead in terms of treatment or efforts to figure out the cause of autism, he said, is unknown.
"I believe it is the wiring of our brain, not so much any different portion of the brain, which makes us unique as a species," Casanova said. Studies of the wiring in autistic brains, he said, may lead to much better understanding of what it means to be human.
Eric Fombonne of Montreal Children's Hospital at McGill University also spoke at the news conference on Thursday. Fombonne and his colleagues examined the hair and blood of autistic children for mercury and other heavy metals.
"There has been a scare about vaccines that contain mercury," he said. Fombonne explained that the evidence of harm from trace mercury in vaccines overwhelmingly indicates this is not the case but many parents are still concerned enough to justify continued examination of the possibility "There has been a scare about vaccines that contain mercury," he said. Fombonne explained that the evidence overwhelmingly indicates that trace mercury in vaccines is not harmful, but many parents are still concerned enough to justify continued examination of the possibility.
For the study, blood and hair samples were taken from more than 150 children -- half with autism and half not. The McGill scientists found no difference in the mercury levels between the two groups of children.
That, Fombonne said, is just more evidence challenging the popular notion that vaccines cause autism. He noted that in Quebec, where the use of mercury-containing vaccines ended about a decade ago, where mercury-containing vaccines stopped being used more than a decade ago, there has been no decline in autism rates. Though some studies indicating some association between mercury and autism continue to be circulated, most other studies in credible scientific journals have failed to support the vaccine-autism link.
"It's clear there is no evidence of mercury poisoning in autism," Fombonne said
He added that some parents who don't believe the science are still subjecting their children to chelation therapy -- a chemical process by which heavy metals and minerals are removed from the body. That, he said, can be dangerous and sometimes even deadly.
"A child died as a result of chelation not too long ago," Fombonne said. It is important for parents to pay careful attention to the bulk of the scientific evidence, he said, and not potentially do harm to their children based simply on mistrust of the scientific establishment.
P-I reporter Tom Paulson can be reached at 206-448-8318 or tompaulson@seattlepi.com.
'Love hormone' may emerge as a treatment for autism
http://seattlepi.nwsource.com/local/314299_autism04.html?source=mypi
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Cientistas descartam vínculo entre mercúrio e autismo
| AFP, via Último Segundo | 3/5/2007 |
Níveis de mercúrio não têm qualquer vínculo com o desenvolvimento do autismo, um distúrbio no desenvolvimento cuja causa ainda é desconhecida, revela um estudo canadense publicado nesta quinta-feira.
"Nos últimos anos, hipóteses tem sido levantadas sobre um possível vínculo entre a exposição ao mercúrio e o autismo", disse Eric Fombonne, chefe de pesquisas e diretor da unidade de psiquiatria pediátrica do Hospital Infantil de Montreal.
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Cientistas descartam vínculo entre mercúrio e autismo
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Quinta-feira, Maio 03, 2007
Seis em cada mil pessoas têm autismo na Espanha
| Terra | actualidad/salud-autismo | 10/4/2007 |
A prevalência dos Transtornos do Espectro Autista (TEA) na Espanha é de seis casos diagnosticados para cada 1.000 habitantes, mas o diagnóstico final deste transtorno do desenvolvimento costuma demorar quase 26 meses até que se detectem os primeiros sintomas,
Isso foi o que afirmou na Segóvia a presidenta da Federación de Autismo de Castilla y León (Federação de Autismo de Castela e Leão), Simona Palacios, que lançou a campanha 'Dimensionemos o desenvolvimento infantil' com a qual este coletivo, que agrupa sete associações da região, pretende sensibilizar os profissionais da Saúde e a opinião pública sobre as necessidades destas pessoas.
Em uma entrevista coletiva, Palacios assegurou que os primeros sintomas deste transtorno do desenvolvimento se tornam evidentes durante os primeiros 30 meses de vida da criança, dando lugar a diferentes graus de alteração da linguagem e da comunicação, acompanhados de comportamentos anormais como atividades de caráter repetitivo ou obsessões com objetos ou acontecimentos.
Explicou que, para o seu tratamento, 'é necessário um processo diagnóstico combinado de caráter multidisciplinar em que têm de participar pediatras, psicólogos, neurologistas e psiquiatras', assegurando que seu trabalho, com a colaboração e o apoio das famílias, é 'um passo essencial para a integração social dos autistas'.
'As famílias são as primeiras a detectar os primeiros sinais de alarme' - explicou Palacios -, 'ainda que o diagnóstico final possa levar uma média de dois anos e dois meses e, assim, a idade média em que uma criança começa a ser tratada desse transtorno nunca é inferior a cinco anos'.
Palacios garantiu que uma criança com autismo que não receba um tratamento adequado 'não pode atingir o desenvolvimento pessoal a que tem direito, porque há estudos afirmando que uma intervenção precoce, intensiva e adequada garante uma melhora significativa na autonomia e integração'.
De outro lado, a presidenta da Federação pediu ao Governo que inclua na Lei de Dependencia aspectos relacionados con as garantias de desenvolvimento pessoal, já que 'os legisladores centraram os princípios da lei, principalmente, nas pessoas maiores, deixando de lado outros aspectos'. Seis de cada 1.000 personas padecen trastornos autistas en España
La prevalencia media de los Trastornos del Espectro Autista (TEA) en España es de seis casos diagnosticados por cada 1.000 habitantes, aunque el diagnóstico final de este trastorno del desarrollo suele tardar casi 26 meses desde que se detectan los primeros síntomas.
Así lo manifestó hoy en Segovia la presidenta de la Federación de Autismo de Castilla y León, Simona Palacios, que presentó la campaña 'Midamos el desarrollo infantil' con la que este colectivo que agrupa a siete asociaciones de la región pretende sensibilizar a los profesionales de la atención sanitaria y a la opinión pública sobre las necesidades de este tipo de personas.
En conferencia de prensa, Palacios aseguró que los primeros síntomas de este trastorno del desarrollo se hacen evidentes durante los primeros 30 meses de vida del niño, que dan lugar a diferentes grados de alteración del lenguaje y la comunicación acompañados de comportamientos anormales como actividades de carácter repetitivo u obsesiones hacia objetos o acontecimientos.
Indicó que para el tratamiento del autismo 'es necesario un proceso diagnóstico combinado de carácter multidisciplinar en la que han de participar pediatras, psicólogos, neurólogos y psiquiatras', y aseguró que su trabajo, junto a la colaboración y el apoyo de las familias es 'un paso esencial hacia la integración social de los autistas'.
'Las familias son las primeras que detectan los primeros signos de alarma -explicó Palacios-, aunque el proceso de diagnóstico final suele tardar una media de dos años y dos meses, por lo que la edad media en la que un niño comienza a ser tratado de este trastorno nunca es inferior a los cinco años'.
Palacios aseguró que un niño con autismo que no recibe un tratamiento adecuado 'no puede acceder al desarrollo personal al que tiene derecho, porque existen estudios que acreditan que una intervención temprana, intensa y adecuada garantiza una mejora significativa en el grado de autonomía e integración'.
Por otra parte, la presidenta de la Federación de Autismo de Castilla y León pidió al Gobierno que incluya en la Ley de Dependencia aspectos relacionados con las garantías de desarrollo personal, ya que 'los legisladores han centrado los planteamientos de la ley principalmente en las personas mayores, dejando a un lado otro tipo de aspectos'.
Seis de cada 1.000 personas padecen trastornos autistas en España
http://actualidad.terra.es/sociedad/articulo/espana_cada_padecen_trastornos_autistas_1505009.htm
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 3.5.07
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Demolição de um Centro para crianças autistas e com outras deficiências
| ICAHD | Jerusalém | 30/4/2007 |
O governo de Jerusalém pretende, nos próximos dias, demolir um imóvel em Wadi Joz, Jerusalém-Leste, ocupado pelo amuta (organização sem fins lucrativos) Iyat, que dá apoio a crianças com necessidades especiais e pelo amuta Kochavey-Jerusalém.
Impedir a demolição ajudará crianças e suas famílias de uma região particularmente vulnerável de uma comunidade realmente necesitada de ajuda.
A partir de segunda-feira, 30 de abril, ativistas se farão presentes no local do Centre para tentar impedir a demoliçào.
Para chegar ao Centro, vá a Wadi Joz, em Suwani, depois da mercearia, continue à direita, prosseguindo por 50 metros até a entrada da zona industrial, depois entre por uma rua de terra; logo verá o Centro (Há transportes palestinos para o setor, ao lado da porta de Damasco). O Centro se situa entre Augusta Victoria e a Universidade Hebraica.
A demolição já foi aprovada em decisão definitiva da Corte do Distrito.
O Centro recebe crianças em seções especiais de duas semanas, e funciona como creche-escola à tarde. É importante dizer que todas as escolas especiais na Região Oriental de Jerusalém se situam no setor de Wadi Joz, perto do Centro, o que afeta o acesso e os meios de transporte ao Centro.
O amuta Iyattem procura há um longo tempo um lugar apropriado para a escola, mas não chegou a encontrar, devido à falta de construções disponíveis e os aluguéis elevados no setor.
Dans les locaux du centre, ils ont déjà entrepris divers aménagements et rénovations pour servir les besoins spéciaux des enfants et ils se sont impliqués dans le travail en cours.
Já foram feitas diversas mudanças e adaptações nas salas do centro para atender às necessidades especiais das crianças.
O Iyat é o único serviço deste tipo oferecido na região de Jerusalém-Leste para as necessidades especiais e a terapêutica de crianças autistas e com outras deficiências e, apesar da fila de espera, tem precisado recusar novas crianças.
Démolition d'un centre pour enfants autistes et ayant des besoins spécifiques
La municipalité de Jérusalem prévoit, dans les jours à venir, de démolir un bâtiment dans Wadi Joz à Jérusalem-Est qui est utilisé par l'Iyat amuta, (un amuta pour aider les enfants ayant des besoins spéciaux) et l'amuta Kochavey-Jérusalem.
Empêcher cette démolition aidera les enfants et les familles d'une partie particulièrement vulnérable de la communauté qui est vraiment dans le besoin d'aide urgente.
À partir du lundi 30 avril, les activistes seront présents sur le site du Centre à Wadi Joz pour essayer d'empêcher la démolition.
Pour y arriver, allez à Wadi Joz, dans Suwani, après le marché en gros, continuez tout droit, descendez sur 50 mètres jusqu'à l'entrée de la zone industrielle, puis tournez sur un chemin défoncé et vous verrez le centre (Il existe des transports en commun palestinien pour se rendre dans le secteur, à côté de la porte de Damas).
Le centre est situé entre Augusta Victoria et l'Université Hébraique.
La démolition est effectuée suite à la décision définitive de la cour du district.
Le centre accueille des enfants pour des séjours spéciaux de deux semaines, et c'est un service de garderie l'après-midi. Il est important de dire que toutes les écoles d'éducation spéciale à l'est de la ville sont situées dans le secteur de Wadi Joz, près de l'adresse du centre. Cela affecte l'accès et les moyens de transport jusqu'au centre.
L'Iyat amuta a longtemps cherché des lieux appropriés pour l'école, mais il n'est pas parvenu à trouver un tel endroit, en raison du manque de bâtiments disponibles et des loyers extrèmement élevés dans le secteur.
Dans les locaux du centre, ils ont déjà entrepris divers aménagements et rénovations pour servir les besoins spéciaux des enfants et ils se sont impliqués dans le travail en cours.
Iyat est le seul fournisseur de ce genre de service dans l'ensemble de la région de Jérusalem-Est pour les besoins spéciaux et la thérapie pour des enfants autistes ou handicapés et à de nombreuses reprises, ils doivent refuser d'accepter de traiter plus d'enfants, malgré le supplice qu'implique un tel refus.
Pour plus d'informations, contactez :
Abdul Rahman, d'Iyat: 0548-121 925
Shai Haim (ICAHD): 0506-986 964
Meir Margalit (ICAHD): 0544 345 503
Source : http://www.palsolidarity.org/main/
Démolition d'un centre pour enfants autistes et ayant des besoins spécifiques
http://www.ism-france.org/news/article.php?id=6706&type=temoignage&lesujet=Actions
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Na Universidade
O jovem Felipe Mota, que tem a síndrome de Asperger, comemora o ingresso na Universidade Federal de Santa Catarina para cursar Matemática
| Adriana Perri | Sentidos | 30/4/2007 |
Felipe posa para o merecido registro de seu primeiro dia de aula na Federal de Santa Catarina |
As habilidades para lidar com números e o raciocínio matemático de Felipe Mota, 19 anos, sempre surpreenderam. Desde a mais tenra infância. Na escola, suas notas na disciplina de matemática eram sempre 10. Autodidata, devorava livros de matemática avançada e era chamado pelos colegas de classe de 'Mister', por ter conhecimentos além da média. No início do ensino médio, passou por uma avaliação e foi considerado com altas habilidades - o chamado superdotado - em matemática.
Como era esperado, seu grande sonho é ser pesquisador na área. "Pretendo chegar ao maior nível de estudo científico da matemática", afirma. Decisão tomada, Felipe enfrentou todas as barreiras para conseguir concretizar seu sonho. A primeira, e fundamental, foi passar no vestibular para poder desenvolver e aprimorar os estudos na faculdade. E Felipe, por ter a síndrome de Asperger (um tipo de autismo pode acometer pessoas com inteligência acima da média), tem muitas dificuldades em redação e interpretação de texto.
Sua mãe e grande incentivadora, a funcionária pública Cláudia, tinha muito receio que ele não conseguisse prosseguir com os estudos. Inclusive por questões econômicas já que a família não poderia arcar com os custos de uma universidade particular. Felipe precisava passar no concorrido vestibular da pública. A meta era a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). "Um 'fantasma' nos assombrava: a redação dele era péssima. E o vestibular da UFSC reprova em redação. Meu medo era que o talento dele fosse enterrado", conta. "Mas, Felipe felizmente venceu seu maior obstáculo e redigiu as vinte linhas necessárias na prova. Falou sobre tecnologia e conseguiu passar no vestibular. Melhor que muitos ditos 'normais'!"
A professora de português no ensino médio de Felipe, Ana Lúcia Martins, conta que sempre o tratou como os outros alunos - primeiro um pré-adolescente, depois um adolescente - e dava broncas, cobrava as tarefas. Recorda uma passagem marcante, quando exigiu dele uma redação com o mínimo 20 linhas preenchidas, preparando-o para o vestibular. "Ele preencheu todas as linhas, mas com o meu nome escrito de várias maneiras! Eu surpresa aceitei, foi como se ele deixasse claro que podia fazer, mas do jeito dele", conta. "Meu maior orgulho é vê-lo na UFSC, calouro, na Matemática, claro! Uma prova viva de que o ser humano é capaz de vencer todos os obstáculos quando recebe apoio e quando convive com pessoas que acreditam nele. Neste ponto a mãe dele, Cláudia, teve um papel fundamental."
Entre os cerca 40 mil candidatos, Felipe foi aprovado e iniciou a graduação em 19 de março no curso de matemática científica computacional. "Me senti muito feliz, porque eu consegui realizar o grande sonho de fazer o curso bacharel em matemática na UFSC. Estou gostando muito do curso. Tenho colegas que me elogiaram dizendo que estou muito adiantado nos conteúdos", diz o jovem universitário.
Na Universidade
http://sentidos.uol.com.br/canais/materia.asp?codpag=12105&codtipo=8&subcat=26&canal=educacao
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