Quarta-feira, Março 21, 2007
Psicanalista enfoca abandono em documentário "Procura-se Janaína"
| Silvana Arantes | Folha de S.Paulo | 30/01/2007 | enviada para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil por Priscilla |
Por que alguns pais abandonam seus filhos? E o que é feito das crianças que nascem sem lugar no mundo? Tendo essas interrogações como ponto de partida, a psicanalista e cineasta Miriam Chnaiderman prepara atualmente o documentário "Procura-se Janaína".
Abandonada aos cinco meses de idade, Janaína viveu na Febem nos anos 80. Até onde há registros da vida da garota, ela nunca chegou a ser adotada.
"Qual terá sido o destino de uma criança negra, pobre, órfã, e, além de tudo, autista?", indaga Chnaiderman, no projeto do documentário, premiado em concurso do programa Rumos Itaú Cultural.
Para a cineasta, "falar de Janaína é contar a história da Febem, do Estatuto da Criança e do Adolescente", que passou a vigorar em 1990, quando Janaína tinha 10 anos de idade.
Abandonos
Com sua equipe, Chnaiderman vasculhou os arquivos depositados no Núcleo de Documentação do Adolescente (Febem) e os de outras instituições onde Janaína esteve.
"Em nossa busca, vamos sabendo que Janaína respondia bem aos tratamentos que foi recebendo. Mas eles eram interrompidos. As instituições onde era atendida foram acabando, algumas falindo. Ou seja, Janaína foi passando por vários abandonos", afirma.
Embora tenha dado ao seu filme o nome de "Procura-se Janaína", Chnaiderman iniciou as filmagens, no fim do ano passado, com a certeza de que, mesmo se jamais encontrasse Janaína, o documentário teria sua existência justificada.
"Percebi que, no simples fato de estar expondo a história de Janaína, eu estava dando existência a ela. Janaína passou a existir para todos nós [envolvidos com o projeto]. E fazer Janaína existir já é, em si mesmo, um ato político", diz a diretora.
Chnaiderman, porém, conseguiu localizar Janaína, numa cidade do interior paulista.
O filme com a história dessa busca deverá ter 52 minutos --duração apropriada para a exibição em TV. "Acho importantíssimo que a televisão veicule documentários. Dessa forma, um documentário como esse pode atingir mais pessoas e contribuir para que a questão do menor e das instituições seja mais debatida entre nós", diz a documentarista.
Chnaiderman é autora dos documentários em curta-metragem "Artesãos da Morte" (2001) e "Passeios no Recanto Silvestre" (2006), co-dirigido com David Calderoni, que registra a (vã) tentativa dos diretores de estimular o escritor e cineasta José Agrippino ("PanAmérica") a voltar a filmar.
É, portanto, um documentário que filma a si mesmo. Chnaiderman acha que, nesse gênero cinematográfico, "é sempre assim, mesmo que nem sempre [isso] seja explicitado". Com "Procura-se Janaína", não deverá ser diferente.
Psicanalista enfoca abandono em documentário "Procura-se Janaína"
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u67995.shtml
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 21.3.07
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Terça-feira, Março 20, 2007
MEC: Especialização para professores que trabalham com alunos com necessidades especiais
| Universia Brasil | Fonte: MEC | 19/3/2007 |
Alunos com necessidades especiais contarão com educadores melhor preparados a partir de agosto. O programa Educação, Tecnologia e Profissionalização para Pessoas com Necessidades Especiais (TecNep) criou uma especialização
lato sensu para qualificar professores e técnicos administrativos das instituições federais de educação profissional e tecnológica. Um dos requisitos para cursar a especialização é o envolvimento dos profissionais em atividades, em suas instituições de origem, de inclusão de alunos com necessidades especiais.
"O projeto-piloto qualificará 250 professores e técnicos. A partir dos erros e acertos da iniciativa, toda a rede federal vai oferecer a especialização em 2008", adiantou o coordenador de programas especiais da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC), Franclin Nascimento. Os futuros especialistas serão indicados pelas instituições onde trabalham ou por parceiros do programa, como secretarias de educação.
O curso será a distância e ministrado nos cinco pólos regionais da rede federal de educação profissional e tecnológica. Na Região Norte, pelo Cefet-PA; no Nordeste, pelo Cefet-RN; no Centro-Oeste, pelo Cefet-MT; no Sudeste, pelo Cefet-MG; e na Região Sul, pelo Cefet de Bento Gonçalves (RS). Cada pólo poderá qualificar 50 profissionais.
Tecnologia - "A especialização tornará professores e técnicos aptos a articular teoria e prática da educação profissional à educação inclusiva, para ampliar atendimento aos alunos com necessidades especiais", disse Franclin. O método inclui procedimentos para lidar com vários tipos de alunos, com necessidades especiais diferentes.
"O professor terá contato com a tecnologia para facilitar a vida do aluno, como teclado especializado, mouse de nariz ou cadeira motorizada", falou Franclin. Ao final,
os profissionais poderão identificar condutas típicas de alunos especiais, como autistas ou com superdotação.
Com duração de um ano, a partir de agosto de 2007, o curso oferecerá certificado de especialista, concedido pelo Cefet-MT, e terá carga horária de 430 horas. Parte das aulas serão presenciais - as 60 horas iniciais, além da defesa de trabalho final no Cefet correspondente à região de cada aluno. O TecNep é resultado de parceria entre a Setec e a Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC).
MEC: Especialização para professores que trabalham com alunos com necessidades especiais
http://www.universia.com.br/noticia/materia_dentrodocampus.jsp?not=36448
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 20.3.07
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Pequenas mutações genéticas acrescem os riscos de autismo
| Diário Digital | 16/3/2007 |
Pequenas mutações genéticas espontâneas podem acrescer muito mais os riscos de autismo do que o que se pensava até hoje, demonstra um estudo cujos resultados foram hoje publicados nos Estados Unidos.
Estas mutações genéticas muito raras são dez vezes mais frequentes em pessoas que sofrem de perturbações autistas do que em pessoas sãs, indica este estudo que surge na revista Science.
Esta investigação demonstrou também que estas mutações são apenas duas vezes mais frequentes em pessoas com pelo menos dois membros autistas na família, sublinha um dos autores do estudo, Jonathan Sebat, do Cold Spring Harbor Laboratory (CSHL), em Nova Iorque.
«O nosso estudo mostra claramente que estes pequenos defeitos da genética são frequentes no autismo e surgem em pelo menos 10% dos casos, mais particularmente na forma esporádica da doença que conta para 90% dos casos», acrescenta.
«A compreensão do autismo esporádico vai necessitar de diferentes aproximações genéticas e de alargar os estudos a um grande número de famílias nas quais apenas um dos membros sofre de autismo», afirma Sebat.
Para Thomas Insel, director do Instituto Nacional de Saúde Mental norte-americano (NIMH), «estas variações estruturais fazem aparecer um tipo de risco genético diferente daquele que era conhecido até agora, que consiste numa mudança na sequência das letras do código genético».
«Esta descoberta complica a identificação dos genes responsáveis pelo autismo, uma vez que as mutações genéticas são raras e dispersadas através do genoma e podem indicar que o autismo é a expressão de várias anomalias genéticas diferentes», acrescenta o médico.
Este estudo, financiado em parte pelo Instituto Nacional Americano de Saúde (NIH), do qual faz parte o NIHM, recaiu sobre amostras genéticas provenientes de 264 famílias.
Estes investigadores descobriram mutações genéticas espontâneas em 14 das 195 pessoas que sofriam de diferentes sintomas de autismo comparando com os 196 sujeitos sãos.
Das 14 pessoas autistas com mutações genéticas, doze eram o único membro da sua família atingido pela doenças, e os outros dois eram de famílias onde existem antecedentes de autismo.
Pequenas mutações genéticas acrescem os riscos de autismo
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=60&id_news=267472
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Quinta-feira, Março 01, 2007
O cérebro autista nunca "descansa"
| M.Raucher | 16 de mayo de 2006 | Canal Salud |
A atividade cerebral que é ativada na maioria das pessoas quando descansam ou sonham é prejudicada ou ausente nos indivíduos com autismo, indicou um estudo realizado nos Estados Unidos. A atividade na chamada "rede de descanso" ajuda a processar a informação emocional e social, "processo que não é normal no autismo", assinalou o Dr. Daniel P. Kennedy, principal autor do estudo.
A rede de descanso fica fortemente ativa enquanto as pessoas dormem.
Quando se pede a alguém que realize uma tarefa mental exigente que não seja de natureza social ou emocional, como resolver um problema matemático, a rede se apaga ou desativa, "refletindo, provavelmente, uma redução dos pensamentos de repouso", explicou Kennedy.
Mediante imagens do cérebro, Kennedy e colegas observaram que a rede de descanso não se desativa nas pessoas com autismo, talvez porque essa hiperatividade não exista durante o descanso.
"Acreditamos que este resultado tem sentido para compreender os aspectos sociais e emocionais da desordem", disse Kennedy.
"Descobrimos que uma rede de regiões cerebrais importantes para processar a informação emocional e social é anormal em uma desordem do processamento social e emocional", acrescentou o especialista.
Os pesquisadores também observaram que, quanto mais anormal era a atividade cerebral durante o descanso no córtex prefrontal médio, maior era a disfunção social da pessoa autista.
Portanto, "parece que há uma clara relação entre a rede de descanso e a disfunção social no autismo", concluiu Kennedy .
El cerebro autista nunca "descansa":
| M.Raucher | 16 de mayo de 2006 | Canal Salud |
La actividad cerebral que habitualmente se activa cuando la mayoría de las personas descansa o sueña está dañada o ausente en los individuos con autismo, indicó un estudio realizado en Estados Unidos. La actividad en la denominada "red de descanso" ayuda a procesar la información emocional y social, "proceso que es anormal en el autismo", señaló el doctor Daniel P. Kennedy, autor principal del estudio
La red de descanso está altamente activa mientras las personas duermen.
Cuando a alguien se le pide que realice una tarea mental exigente que no es de naturaleza social ni emocional, como resolver un problema matemático, la red se apaga o se desactiva "reflejando probablemente una reducción de estos pensamientos de reposo inhibidos", explicó Kennedy.
Mediante imágenes del cerebro, Kennedy y sus colegas observaron que la red de descanso no se desactiva en las personas con autismo, quizás porque esa hiperactividad no existe durante el descanso.
"Creemos que este resultado tiene sentido para comprender los aspectos sociales y emocionales del desorden", dijo Kennedy.
"Descubrimos que una red de regiones cerebrales importantes para procesar la información emocional y social es anormal en un desorden del procesamiento social y emocional", agregó el especialista.
Los investigadores también observaron que cuanto más anormal era la actividad cerebral durante el descanso en la corteza prefrontal media, mayor era la disfunción social de la persona autista.
Por lo tanto, "parece que hay una clara relación entre la red de descanso y la disfunción social en el autismo", concluyó Kennedy .
http://www.canalsalud.info/mejor-prevenir/nuestra-mente/actualidad/noticia/v/6/i\/autismo-1.html
El cerebro autista nunca "descansa"
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 1.3.07
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