Crônica Autista
Um apanhado do noticiário sobre autismo e autistas.
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Livro: Vencendo o Autismo - A Menina sem Estrela.
De: Yvonne Meyer Falkas.

Relato da vida de Sheila, filha da autora, e de como a família tem convivido com o autismo. Um testemunho de como foram vencidas etapas com múltiplas adversidades, e suas conquistas. Um apanhado geral sobre o que vem a ser o Autismo, as supostas origens e causas e os preconceitos existentes.

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Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Pedagogia especial para crianças autistas

| Correio da Manhã, Portugal, 28/2/2007 |

As crianças autistas não gostam de grandes confusões nem de alterações à rotina. Na Escola da Ribeira, em Viseu, existe uma sala Teacch que põe em prática um modelo pensado para a sua integração na comunidade.

Na sala Teacch da Escola da Ribeira, em Viseu, nada é feito ao acaso. Tudo tem um sentido e uma finalidade. Foi preparada para acolher crianças autistas que são merecedoras de cuidados especiais nos primeiros anos de escola. Maria de Fátima Moura, educadora, e Prazeres Domingues, presidente da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) de Viseu, foram as principais impulsionadoras deste projecto. Já lá vão nove anos.

Em Viseu, naquela altura, estavam sinalizados dois casos de autismo. Hoje são 82. "Não houve nenhum surto de autismo em Viseu. Os casos não estavam identificados e os próprios pais não sabiam que os filhos eram autistas", afirma Prazeres Domingues.

O Modelo Teacch foi criado na Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, pelo professor Eric Schopler. Trata-se de um sistema de ensino caracterizado por uma adequação do ambiente, no sentido de reduzir a ansiedade e assim potenciar a aprendizagem. "É a grande arma para a inclusão social destas crianças", afirma Prazeres Domingues, reconhecendo que se trata de um sistema "com elevado grau de sucesso".

Segundo a educadora Fátima Moura, o método de funcionamento do modelo "garante uma estruturação do ambiente, uma previsibilidade do meio e assim uma diminuição dos problemas comportamentais". "Ajuda a organizarem-se e a estruturarem-se", diz a docente, sublinhando que as crianças autistas "não reagem bem a alterações". Antes pelo contrário: "Preferem a rotina de comportamentos."

A sala Teacch da Escola da Ribeira é actualmente frequentada por cinco crianças, com idades compreendidas entre os quatro e os sete anos. A Vera, o Daniel, a Marta, o Duarte e o Ricardo mal entram na sala já sabem que a primeira coisa a fazer é ir ao local onde está afixado o horário com as actividades previstas para o dia. A sala está inundada de desenhos que ilustram tudo aquilo que envolve os alunos, desde o nome, o calendário, as estações do ano ou as tarefas diárias.

"Trata-se de um método que privilegia a imagem. Estas crianças reagem muito bem às mensagens visuais. São a sua bússola, o seu estímulo", diz a educadora, salientando que um dia por semana as outras crianças da escola passam por aquela sala.

A sala Teacch tem quatro espaços diferenciados: o espaço de reunião, do trabalho de grupo, de brincar e o espaço do aprender. Além destas "secções" existe ainda um gabinete individual para cada criança, que será adequado às suas necessidades e objectivos. "É um espaço de integração total. Os autistas aprendem aqui, mas fazem o resto das actividades lectivas juntamente com as outras crianças", sublinha Prazeres Domingues.

Pedagogia especial para crianças autistas
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=232683&idselect=10&idCanal=10&p=200

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 28.2.07

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«Pure Hearts» ou o autismo violento

| Portugal Diário | 28/2/2007 |

Filme dinamarquês fala de distúrbios psiquiátricos e já passou pelo Fantasporto


Kriss é autista, está internado num lar psiquiátrico e passa o dia a ver o mesmo filme dos anos 40 com o amigo Willy. Está obcecado com Linda, a protagonista da fita «Rene Hjerter», e quando os médicos tentam afastá-lo desta rotina, provoca um incêndio e foge, alimentando nova obsessão: procurar a actriz Ulla Villstrup, a Linda da vida real. «Pure Hearts» é um filme desconcertante, que consegue misturar na perfeição duas histórias, do preto e branco da fita «original» à realidade das cores actuais. Passou peloFantasporto 2007, inserido na Semana dos Realizadores, e serviu para revelar mais um valor da cinematografia dinamarquesa (Kenneth Kainz).

É fácil criar empatia com Kriss Henriksen (Anders Matthesen), para quem o mundo se divide simplesmente entre o bem e o mal. Sofre do síndroma de Asberger, tem 29 anos, e apenas um sentido na vida: Linda. Considera-se um «louco que nunca devia ter nascido», um sentimento introduzido pela própria mãe durante uma infância traumática. Sem outro sentido na vida, limita-se a ver repetidamente o filme «Rene Hjerter», que termina bruscamente na parte final (porque a mãe de Kriss parou a gravação nesse exacto momento), quando Linda aponta uma arma à cabeça. Paira a sensação de que a heroína se tinha suicidado. É nisso queKriss e Willy acreditam quando fogem do lar.

Determinados a salvar Linda, os dois amigos partem à sua descoberta, tentando evitar o «suicídio». Willy é um ser igualmente desorientado, que resolve todos os problemas com uma violência fria e indiscriminada. Mata um cão ou um homem, pouco lhe importa a diferença, até que a polícia o detém. Mas Kriss consegue fugir e alcança Linda, ou melhor Ulla Villstrup, uma senhora idosa, que vive num modesto apartamento de Copenhaga com a neta, longe do fausto revelado em «Rene Hjerte». O encontro é violento, mas também terno e inesperado.

A realização de Kenneth Kainz é irrepreensível, destacando-se pela perfeição com que faz a transição entre o antigo e o novo, demonstrando com simplicidade maneira de pensar de um louco, incapaz de distinguir os tons cinzentos da vida. Deixa, também, uma lição sobre a própria vida e a vontade de perseguir um sonho, mesmo que esteja um pouco além da realidade. Kriss conseguiu concretizá-lo.

«Pure Hearts» ou o autismo violento
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=779402&div_id=291

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 28.2.07

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Associação dos Amigos do Autista recebe voto de aplauso de Arthur Virgílio

| Helena Daltro Pontual | Agência Senado | 23/02/2007 |

A realização do 3º Encontro Científico de Educação e Saúde Mental, em Manaus (AM), mereceu voto de aplauso do líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), nesta sexta-feira (23), no Plenário do Senado. O encontro, promovido pela Associação dos Amigos do Autista do Amazonas (Ama), teve início na quinta-feira (22), estendendo-se até o sábado (24).

Arthur Virgílio requereu ainda que o voto de aplauso à Ama seja levado ao conhecimento da presidente da entidade, Telma Maria Viga de Albuquerque.

-"O voto que ora proponho justifica-se. O encontro reúne informações atualizadas, úteis aos pais de autistas e aos profissionais que atuam na área. Conheço a associação e constatei que muitas famílias ficam sem saber como conduzir o problema do autismo. Ouvi ali ponderações notáveis, mostrando que é possível, sim, conviver com uma criança autista e educá-la" - disse o senador.

Associação dos Amigos do Autista recebe voto de aplauso de Arthur Virgílio
http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=61181&codAplicativo=2

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 28.2.07

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Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007

Entidade sofre queda de 30% na arrecadação de recursos doados

Denúncia contra falsa ONG, ocorrida há dois meses, ainda se reflete em entidades idôneas

| Assis Cavalcante | BOM DIA Sorocaba | 23/1/2007 |


A Amas atende 42 autistas de Sorocaba e região e tem 60 na fila de espera

Dois meses depois das denúncias de fraude contra a ONG (Organização não Governamental) GAPC (Grupo de Apoio a Pessoas com Câncer) entidades ainda sofrem prejuízo com a queda de arrecadação.

O presidente da Amas (Associação dos Amigos Autistas de Sorocaba), Celso Leuzinger Humaytá, revela que o número de doações por meio do serviço de telemarketing da entidade, caiu em 30% de novembro para cá. "Esta queda da arrecadação abalou a associação. Ainda estamos sob controle, mas estamos com medo que o atendimento seja prejudicado pela possível falta de dinheiro", argumenta.

Fundada há 11 anos, a Amas presta atendimento gratuito a 42 autistas de Sorocaba e região, entre 5 e 34 anos de idade. Cerca de 60 pacientes estão na lista de espera da entidade.

Humaytá diz que o apoio público cobre atualmente 15% dos custos, o restante é obtido por meio de doações. "Nosso trabalho requer profissionais especializados e isso significa um custo muito alto."

Por isso, a arrecadação de recursos financeiros é muito importante para manter o trabalho da entidade. E o forte é o telemarketing.

O presidente da Amas pede que as pessoas que puderem ajudar a entidade entrem em contato pelo telefone (15) 3222-4646.

Mesmo problema no Gpaci

A semelhança com a sigla da GAPC, investigada por denúncia de fraude, foi um dos principais motivos que levou à queda de arrecadação do Gpaci (Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil), entidade que mantém um hospital na cidade e atende centenas de crianças.

O BOM DIA publicou uma matéria sobre o problema em dezembro do ano passado.

O administrador hospitalar do Gpaci, Ricardo Diacov, disse na época que algumas pessoas estavam confundindo as siglas das entidades e por isso, deixando de ajudar as crianças com câncer. Por isso, está difícil conseguir novos colaboradores para o hospital.

Saiba mais sobre a Amas

  • Localização
    A sede da Amas fica à rua Nova Odessa, 201, bairro Cidade Jardim. O imóvel é emprestado pelos padres salesianos. A entidade ganhou uma área da Prefeitura de Sorocaba, de 10 mil m², no bairro Wanel Ville. A intenção é construir nesta área uma sede própria, a ser batizada de Casa dos Autistas, com atendimento integral e setores especializados

  • Atendimento
    Atende 42 autistas, entre 5 e 34 anos de idade, gratuitamente. Cerca de 60 estão na lista de espera

  • Funcionários
    Possui 43 funcionários. Entre eles estão o pessoal do telemarketing, da limpeza, fisioterapeuta, psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social e professores especializados

    Fonte: AMAS

    Entidade sofre queda de 30% na arrecadação de recursos doados
    http://www.bomdiasorocaba.com.br/index.asp?jbd=2&id=108&mat=61268

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 12.2.07

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    Parceria entre Saúde e Educação faz de Escola do Autista um CAPS

    | Rio Preto News | S. José do Rio Preto, 7/2/2007 | enviada por Priscilla para a Comunidade virtual Autismo no Brasil |

    Trabalhar os transtornos da infância por meio de uma intervenção multidisciplinar é um dos objetivos da parceria que a secretaria de Educação assina com a secretaria de Saúde e Higiene, às 9h30, desta quarta-feira, na Escola Municipal do Autista, em Rio Preto. Com a parceria, a Escola Municipal do Autista vai se tornar mais um Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPS).

    Com a nova unidade, além do ensino e da educação especializada, crianças autistas, que apresentam psicose ou esquizofrenia poderão receber atendimento na clínica da escola. Para a secretária municipal de Educação, Duda Laguna, a parceria vai possibilitar o atendimento de outras pessoas da comunidade. "Apenas os alunos da escola tinham direito ao atendimento. Agora, um maior número de crianças pode ter acesso ao atendimento especializado".

    O secretário de Saúde e Higiene, Arnaldo Almendros Mello, afirma que a parceria não é só viável, quanto necessária. Segundo ele, o tratamento das crianças na escola requer uma intervenção multidisciplinar. "Não basta apenas o envolvimento da Saúde e da Educação, mas também do Esporte e da Cultura. A intersetorialidade da ação é importante para seu resultado", destaca.

    Os estudos para viabilizar a parceria começaram em setembro do ano passado, quando as duas secretarias iniciaram as discussões com as equipes de profissionais da escola, da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), da Associação de Amigos do Autista (AMA) e da Associação dos Usuários e Familiares dos Serviços de Saúde Mental.

    A vice-presidente da Associação de Amigos do Autista, Maria Aparecida Donizete Faustino, diz que, quando o projeto foi lançado, ela e outros pais de alunos atendidos na Escola Municipal do Autista ficaram assustados. "Ficamos preocupados com o futuro de nossos filhos. Agora, que tudo já se concretizou, vejo que a escola e eles (filhos) serão beneficiados. Somente a integração pode possibilitar o tratamento especializado. A parceria é muito importante, bem como o acompanhamento clínico realizado na própria escola".

    Segundo a coordenadora do Programa Municipal de Saúde Mental, Denise Doneda, é importante trabalhar todos os transtornos de uma forma integral, dentro das orientações políticas que o município define para a Educação e a Saúde. "Estamos inaugurando um processo de gestão compartilhada dirigido à infância, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente", afirma.

    Serviço

    A Escola Municipal do Autista está localizada à avenida Brasilusa, nº 500, Jardim Redentor.

    Parceria entre Saúde e Educação faz de Escola do Autista um CAPS
    http://www.riopretonews.com.br/view.htm?id=29812

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 12.2.07

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