Crônica Autista
Um apanhado do noticiário sobre autismo e autistas.
..."não constitui ofensa aos direitos autorais:
I - a reprodução:
a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;(...)"
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Livro: Vencendo o Autismo - A Menina sem Estrela.
De: Yvonne Meyer Falkas.

Relato da vida de Sheila, filha da autora, e de como a família tem convivido com o autismo. Um testemunho de como foram vencidas etapas com múltiplas adversidades, e suas conquistas. Um apanhado geral sobre o que vem a ser o Autismo, as supostas origens e causas e os preconceitos existentes.

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Sábado, Fevereiro 18, 2006

Desconto de IPI pode demorar até um ano

| Jornal de Piracicaba | CIDADE | NOTÍCIAS | Piracicaba, SP, 18/02/2006 |

Comprar um veículo adaptado com a isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) tornou-se uma tarefa árdua para os portadores de deficiência em Piracicaba. A maratona burocrática para conseguir um abatimento de aproximadamente 30% do valor total do veículo pode levar um ano.

Segundo o chefe da Receita Federal, Luiz Antonio Arthuso, o portador de deficiência precisa ter um encaminhamento médico e passar por uma avaliação médica no serviço público ou privado de saúde, em Campinas.

Para obter a isenção desses tributos a pessoa precisa ser portadora de deficiência física, visual, mental severa ou profunda e autistas.

Os deficientes mentais, visuais e autistas precisam ter um condutor. "O carro sai no nome deles, mas outra pessoa precisa conduzir", disse Arthuso.

De acordo com a Receita Federal em 2004 - 34 pessoas solicitaram a isenção. No ano passado, foram 82. Em janeiro de 2006, quatro.

LUTA - A aparência saudável não mostra que a artista plástica Clemencia Pecorati Pizzigatti, 70, é portadora de algum tipo de deficiência - mas o laudo médico diagnosticou - deficiência funcional do membro superior esquerdo.

O braço esquerdo reduziu dois centímetros e o direito um centímetro e meio. Os joelhos, segundo ela, estão seguindo o mesmo caminho. "Quem me vê pensa que não tenho nada", declarou.

A luta de Clemencia começou em janeiro de 2005, quando deu entrada no processo. Sozinha, correu atrás documentos necessários. Em maio de 2005, passou por uma avaliação clínica em Campinas. Depois precisou tirar uma nova carta. Em junho, fez aulas e o exame em carro adaptado. Tudo em Campinas.

Com médicos, aulas e exames, ela gastou R$ 600. "A burocracia é muito grande. Se você não for uma pessoa determinada, desiste no meio do caminho", disse.

Seis meses depois, em dezembro, conseguiu comprar seu Honda Fit - com direção hidráulica e câmbio automático. O valor normal do veículo era de R$ 48 mil - com a isenção pagou R$ 36 mil. "Foi difícil mais venci a batalha", afirmou.

Outro processo que demorou um ano foi o da estudante de educação física, Carolina Tanaka, 20, que não possui os braços.

Carolina fez o processo inverso de Clemencia: procurou um despachante para fazer o serviço. Mesmo assim o processo foi longo.

Como é conhecida por ter ganho um carro em um programa de televisão em junho de 2004, o despachante não cobrou pelos serviços e ainda doou o seguro do automóvel.

A família vendeu o carro ganho e comprou um que foi adaptado com direção hidráulica, câmbio automático, volante, seta, freio, acelerador e buzina - tudo nos pés.

Em Piracicaba, a Aversa Automóveis prepara a documentação sem custo para o cliente. Segundo o auxiliar administrativo Ricardo Rossini, se a documentação não apresentar problemas - o processo é concluído de três a quatro semanas.

Desconto de IPI pode demorar até um ano
http://www.jpjornal.com.br/news.php?news_id=27059

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 18.2.06

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Pais organizam associação especial para autistas

| Mônica Kikuti | Olhão - o Portal de Guarulhos | Geral | Guarulhos, SP, 15/02/2006 |

Fundação da entidade será no domingo, a partir das 9h, no J. Triunfo; intenção é organizar uma escola para crianças autistas


Movidos pelo intuito de oferecer um trabalho especial de educação e atendimento, pais de crianças autistas e profissionais de saúde vão formar a Associação de Familiares e Amigos de Autistas de Guarulhos e Arredores (Afaga). A fundação da entidade, com ata de abertura, aprovação do estatuto, bem como a discussão de propostas, será realizada neste domingo, 19, a partir das 9h, na rua Santa Maria do Pará, nº 7, Jardim do Triunfo. A entrada é franca.

Contando, previamente, com 22 membros, a Afaga pretende atuar na sociedade de forma a esclarecer, tanto familiares e pais, como a própria sociedade, acerca da doença. A organização de uma escola especial é a principal meta da Afaga, já que existe a carência na cidade e região. "É complicado fazer tratamento, porque só nos é disponibilizado tratamento psicológico com terapia de grupo, o que não é suficiente. A criança autista também precisa de uma educação direcionada, com abordagem diferente. Todos os profissionais devem ter treinamento especial", explica Viviane Alves Pereira de Mello, membro da entidade e mãe de um menino autista, de 3 anos e 10 meses.

Para atingir a comunidade mais carente, o projeto da escola é oferecer atendimento gratuito. "E esta proposta é viável. O custo não é muito alto, mas precisaremos de ajuda para mantermos o trabalho, quer seja de empresas, Prefeitura ou da própria comunidade", ressalta.

Viviane esclarece que a Afaga, conforme for aumentando o número de associados, vai fazer um banco de dados, que permitirá traçar uma estimativa de quantos autistas há na cidade e região. "Através da educação, o autista convive melhor na sociedade, consegue ser independente e alfabetizado. Muitos pais pensam que o tratamento é só tomar remédio e fazer todas as coisas para o filho, entretanto procurar a socialização e a independência é fundamental", diz.

    CONTATO Quem quiser participar do evento de fundação da entidade e, também, obter mais informações sobre a Afaga pode ligar para: (11)6436-4087 e (11)6436-6042 (com Levi ou Marilene).

    O que é autismo?

    Segundo o livro "Autismo - Guia Prático", de Ana Maria S. Ros de Mello, o autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que se diferencia do retardo mental porque, enquanto no primeiro a criança apresenta um desenvolvimento uniformemente defasado, no autismo o perfil de desenvolvimento é irregular e pode ser bastante irregular. Definida por alterações presentes desde idades muito precoces (tipicamente antes dos 3 anos de idade), a síndrome se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.

    As causas do autismo são desconhecidas, porém acredita-se que sua origem esteja em anormalidades em alguma parte do cérebro ainda não definida de forma conclusiva e, provavelmente, de origem genética.

    SINTOMAS A identificação precoce dos sintomas é fundamental para o tratamento da síndrome. São sintomas básicos do autismo:
    • o autista usa as pessoas como ferramentas
    • resiste a mudanças de rotina
    • não se mistura com outras crianças
    • não mantém contato visual
    • age como se fosse surdo
    • resiste ao aprendizado
    • apresenta apego não apropriado a objetos
    • não demonstra medo de perigos
    • gira objetos de maneira bizarra e peculiar
    • apresenta risos e movimentos não apropriados
    • resiste ao contato físico
    • acentuada hiperatividade física
    • às vezes, é agressivo e destrutivo
    • apresenta modo e comportamento indiferentes e arredios.
Pais organizam associação especial para autistas
http://www.olhao.com.br/geral_15022006182156.shtml

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 18.2.06

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Ensino público para autistas em Gualtar

Inseridas no ensino básico público, a Unidade de Intervenção Especializada da EB1 de Gualtar dá asas ao projecto inovador, visando a futura "integração" destes cidadãos.

| Marta Caldeira | Correio do Minho | 14/2/2006 |


A escola básica de Gualtar está a levar a cabo um projecto, verdadeiramente, pioneiro junto de uma turma de crianças autistas do concelho bracarense. João Nogueira, presidente da autarquia gualtarense, incentiva a Câmara Municipal de Braga a criar mais uma Unidade de Intervenção Especializada (UIE) no concelho.

Na tarde em que o estabelecimento de ensino básico abriu as portas à equipa de reportagem do "Correio do Minho", estavam três, das sete crianças autistas, no espaço restruturado onde funciona a UIE.

Unidade especializada ainda a meio gás

À entrada de estranhos na sala, apenas o pequeno Martim, de seis anos de idade, reage mais convulsamente. É que, apesar, de as crianças daquela unidade serem todas autistas, o facto é que existem várias categorizações do espectro autista.

E as diferenças são notórias. Se, por um lado, há crianças que, aparentemente, vivem alheadas da realidade, no seu próprio mundo criado à sua maneira e que, por sinal, demonstram grandes dificuldades de aprendizagem sócio-cultural ou ao nível da interlocução, outras há que se manifestam espantosamente sobredotadas e outras, ainda, demasiado hiperactivas.

O serviço de educação especificamente para autistas na escola de Gualtar é assegurado por dois técnicos especializados e duas auxiliares de acção educativa, que garantem o mínimo do trabalho necessário.

"Cada aluno da UIE está integrado no ensino normal, com os outros colegas", esclarece Fernanda Cunha, uma das professoras. "A integração social é sempre a nossa grande finalidade a atingir". "Dependendo da variante de autismo, a verdade é que as crianças autistas podem ter ou não ter um défice cognitivo".

A colocação em funcionamento do projecto custou à entidade camarária 12.500 euros (para readaptação de espaços da escola e compra de materiais).

Mas é preciso "fazer mais", alerta João Nogueira. "Para que a unidade funcione a 100 por cento, é imprescindível a contratação de outros técnicos, designadamente, das áreas da terapia da fala, motrocidade e psicologia".

Perturbações do Espectro do Autismo

Em termos de características clínicas, a American Psychiatric Association (APA), estipulou em 2000, que as Perturbações do Espectro do Autismo (PEA) envolvem limitações das relações sociais, da comunicação verbal e não verbal e da variedade dos interesses e comportamentos. A APA estabelece, ainda, que existem cinco diagnósticos específicos do espectro do autismo (ou Perturbações Globais do Desenvolvimento - sinónimo de PEA):
  1. Perturbação Acústica (défice acentuado no uso de comportamentos não verbais reguladores da interacção social).
  2. Perturbação de Asperger (incapacidades sociais e comportamentos restritivos e repetitivos).
  3. Perturbação de Rett (ausência de linguagem e da utilização funcional das mãos, défices cognitivos graves).
  4. Perturbação desintegrativa da segunda infância (regressão súbita do desenvolvimento normal).
  5. Perturbação global do desenvolvimento sem outra especificação (problemas gerais de linguagem ou da aprendizagem e ligeiro atraso das capacidades sociais ou comportamento hiperactivo, susceptível de distracção).
Escola básica de Gualtar reestruturada para o ano

Na Unidade de Intervenção Especializada (UIE) da EB1 de Gualtar há dois objectivos-mor: "por um lado, trabalhar a autonomia e consequente integração na sociedade das crianças autistas e, por outro lado, sempre que possível, apoiar e incentivar a aprendizagem e o conhecimento", assim estabelece João Nogueira, o autarca da localidade.

Tendo em vista uma melhoria significativa da UIE, especificamente, no que concerne à ampliação dos seus espaços, Nogueira indica que está, já, aprovado na Câmara Municipal de Braga, um projecto de reestruturação da escola básica gualtarense e que inclui, também, mais áreas para trabalhar com as crianças autistas.

Prevê-se que, na melhor das hipóteses, a EB1 esteja, totalmente, remodelada no início do próximo ano lectivo.

Sala de descompressão para autistas

No projecto, consta, inclusivamente, uma "sala de descompressão" específica para que os técnicos espefcializados possam trabalhar, convenientemente, com as crianças autistas.

Note-se que depois dessa intervenção infraestrutural, a UIE passará a dispôr de 100 metros quadrados. A oportunidade será, ainda, aproveitada para dotar a escola com uma biblioteca própria e uma sala de computador.

Ensino público para autistas em Gualtar
http://www.correiodominho.com/noticia.ler.php?IDTema=6&ID=23554

"O autismo ainda é pouco conhecido pelos médicos"

A afirmação é de Mário Relvas, pai de Bruno, um autista de 18 anos, que garante que "ainda, hoje, é complicado de diagnosticar". À frente do movimento associativo de autismo em Braga, o responsável indica que, apenas, quer assegurar um futuro melhor.

| Marta Caldeira | Correio do Minho | 14/2/2006 |


Há 18 anos que Mário Relvas leva pela mão o filho à escola. Há muito que se habituou a viver, partilhadamente, no mundo do Bruno, cujo sorriso mantém, ainda, a ingenuidade de criança. O Bruno é bracarense e é autista.

Dia após dia, o pai acompanha o filho em tudo aquilo que pode, tentando, compassadamente, estar presente nas suas actividades. É uma luta diária a que vive em prol do desenvolvimento do Bruno, na esperança de que um dia, quando já não poder mais, lhe esteja garantido um futuro mais autónomo.

Uma estranha forma de olhar

"Comecei a notar por volta dos seis meses umcomportamento estranho em relação à sua fixação pelas próprias mãos que olhava fixamente", recorda Mário, sorrindo para o filho emocionada e apaixonadamente.

Foi a partir dessa altura, que os pais de Bruno começaram a estranhar os seus comportamentos, constatando que haveria algo de errado. A desconfiança foi aumentando de dia para dia, sobretudo depois dar a impressão "de não ouvir, pois batíamos palmas e ele nem sequer olhava", pormenoriza Mário, acrescentando que, nessa altura, "pensámos num possível problema de surdez".

Seguiu-se uma lista imensa de idas a médicos especialistas. Correram o país, carregando o pequeno Bruno de comportamentos estranhos e olhar vago nos braços.

Foi no Centro de Vilar (extensão do Hospital de Magalhães Lemos no Porto) que a criança viria a revelar alguma alteração comportamental, pela mão da médica Celeste Malpique, com muitos conhecimentos na área do autismo e colaboradora da Associação Portuguesa para as Perturbações do Espectro Autista (APPDA).

O facto é que a partir das "sessões de estimulação naquele centro notámos muitas melhorias, principalmente porque o Bruno não se deixava tocar a não ser pela mãe", relembra Mário Relvas. "É que ele não gostava de contactos ou de festas. Tinha de ter sempre na mão um brinquedo ou algo por ele escolhido que o acompanhava sempre".

Marginalizados pela imcompreensão

O Bruno e os pais percorreram, ao longo dos anos, os mais variados médicos, clínicas e hospitais. "Todos nos confirmaram o diagnóstico de autismo, que foi evoluindo com o nosso carinho e esforço, mesmo quando os colegas de trabalho nos olhavam de lado, pois diziam que o menino nada tinha e que a minha mulher queria era ¿passear¿", recorda Relvas, ainda, com alguma mágoa.

Seguiu-se o acompanhamento de psicologia e terapia da fala, depois o infantário, passando posteriormente até à idade escolar.

Mas em todo este percurso, "a Segurança Social que deveria ter dado acompanhamento, apenas perguntaram na altura da idade escolar se queríamos adiar a escola ou ir para uma instituição particular de deficientes", lamenta, criticamente, Mário Relvas.

O Bruno chegou, ainda, a frequentar a Escola primária de S. João do Souto, "mas como não tinha condições para tal foi para a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPAC-DM), em Gualtar.

Mais tarde foi transferido para o Centro Novais e Sousa (CNS) onde se encontra actualmente, integrado no respectivo Centro de Actividades Ocupacionais.

A arte de bordar como terapia ocupacional

Foi, precisamente, a entecruzar os pontos de lã multicolores num pequeno tecido de serapilheira, que a equipa de reportagem do "Correio do Minho" foi encontrar o Bruno, ao lado de outra meia - dúzia de crianças e jovens autistas.

Lucinda Vilaverde, directora pedagógica do CNS, esclarece que, por norma, as crianças autistas chegam ao centro "entre os 7 e os 8 anos", devidamente, 2encaminhados"
. O objectivo que se intenta alcançar com os portadores de autismo visa, essencialmente, um trabalho que lhes permita "mais autonomia e mais independência", salienta.

Essa aprendizagem que se vai incutindo, diariamente, nos autistas passa pela elaboração de pequenas tarefas, como apertar os atacadores ou comer de faca e garfo. Tarefas, aparentemente, simples aos olhos de quem, apenas, observa de fora, mas que, na realidade, adquirem contornos de grande ajuda no seio familiar.

Formação e educação para a integração escolar e social

Mário Relvas é, actualmente, o responsável pelo núcleo bracarense da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA). Para já, a sede funcionará numas instalações cedidas pela Junta de Freguesia de Gualtar (as quais precisam de reparações) Prevê-se que o núcleo entre em funcionamento ainda este mês.

Além de pai de filho autista, a sua grande preocupação, ao longo dos últimos anos, tem sido a de constituir um espaço próprio de trabalho e acompanhamento de autistas e das respectivas famílias.

O trabalho deste núcleo passará, antes de mais, por "promover a defesa dos direitos das pessoas com perturbações do desenvolvimento do espectro autista", "apoiar a investigação da etiologia, fenomenologia e terapêutica", "promover a formação e a educação visando a sua integração escolar e social", "apoiar e formar as famílias" e "melhorar a qualidade de vida, nomeadamente , através do acesso a diagnóstico e intervenção precoce, educação pré-escolar e escolaridade, centros de actividade ocupacional e centros residenciais".

Relvas assinala que a criação da APPDA-Braga servirá, especificamente, para "proporciornar um acompanhamento mais especializado e continuado", sempre na perspectiva vislumbrada de uma "futura e verdadeira integração social". Nesse sentido é imprescindível um diagnosticar o mais cedo possível as perturbações, em prol de uma maior "autonomia e dignidade na vida."

"O autismo ainda é pouco conhecido pelos médicos"
http://www.correiodominho.com/noticia.ler.php?IDTema=6&ID=23553

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 18.2.06

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Deficiência de oxigênio durante o parto e autismo

| João Modesto Filho | 9/2/2006 | WSCOM - Jornal Eletrônico do Nordeste |

A literatura médica tem divulgado inúmeros trabalhos relativos ao autismo. Um deles sugere que a falta de oxigênio durante o parto poderia ser uma das causas que contribuem para a maior incidência dessa enfermidade. Embora não seja fácil comprovar essa teoria, ainda assim a investigação fornece aos estudiosos do assunto uma melhor idéia de como outros fatores distintos da genética podem se relacionar com o autismo.

Os sintomas da doença variam de leve à grave, geralmente aparecem entre um e três anos de idade, duram toda a vida e, até o presente, não têm cura. Chama a atenção condutas estranhas nos aspectos intersubjetivos; falta de conexão social, empática ou afetiva; não compartilhar objetos e suspeita de surdez. No entanto, existe a possibilidade de que alguns indivíduos possam aprender a ter um nível razoável de desembaraço social com uma qualidade de vida satisfatória. Ninguém sabe com certeza qual a causa do autismo, mas avalia-se que a genética e o meio ambiente estejam relacionados com essa patologia.

Por razões não muito claras, o autismo parece ter se tornado comum nos últimos anos. Uma teoria intensamente debatida sugere que as vacinas são as responsáveis, embora vários estudos não tenham encontrado tal relação. Alguns investigadores consideram que a privação de oxigênio durante o nascimento é uma causa possível porque pode conduzir ao dano cerebral. De qualquer forma, esse é mais um dado para que se fique atento quando existe historia de sofrimento fetal, por problemas de oxigênio, e comportamentos infantis pouco usuais.

Deficiência de oxigênio durante o parto e autismo
http://www.wscom.com.br/interna.jsp?pagina=coluna&id=4205&colunista=8

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 18.2.06

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Sábado, Fevereiro 11, 2006

Sigourney Weaver brilha na abertura da Berlinale

| 9/2/2006 | O Estado de São Paulo |

A atriz roubou a cena na apresentação de Snow Cake, de Marc Evans, que abriu hoje o Festival de Cinema de Berlim

Foto: AP - "Não é um filme sobre uma autista, mas sobre uma mulher extraordinária."
Sigourney Weaver
Berlim -
O filme Snow Cake, de Marc Evans, abriu hoje o Festival de Cinema de Berlim e levou ao tapete vermelho Alan Rickman e Sigourney Weaver para uma história de fortes emoções: a aparentemente impossível relação entre um homem atormentado e uma mulher autista.

Rickman, no papel de um homem carrancudo, que se vê obrigado a se comunicar com a mãe autista (Weaver), cuja filha acaba de morrer em um acidente no carro que ele dirigia. Esse é o ponto alto de um filme mergulhado em um belo "bolo de neve".

O britânico Evans, autor de A Ressurreição (1998) e Trauma (2004), parte de um sólido roteiro escrito por Angela Pell, mãe de um menino autista. Pell diz que aprendeu "a cansativa e mágica convivência" - palavras da roteirista - com uma pessoa que tem essa doença.

O propósito de toda a equipe - do diretor à roteirista e, claro, de Weaver também - é retratar o autismo a partir de uma perspectiva da "dignidade humana que se merece", segundo Evans.

Abertura do Festival de Berlim
Filmes que disputam o Urso de Ouro
Site oficial da Berlinale
"Não é um filme sobre uma autista, mas sobre uma mulher extraordinária que possui experiências extraordinárias", argumentou Sigourney Weaver.

Entrar na personagem não foi fácil, a atriz dedicou "muito tempo, empenho mental e esforço físico", disse Weaver em uma coletiva de imprensa. A experiência fez ela concluir que "não existe um único autismo, cada autista é um ser especial".

O resultado é uma interpretação mais do que digna, mas que acaba sendo ofuscada por Rickman, o taciturno e sarcástico inglês de maneiras impecáveis, recém-saído da prisão por matar um homem e que deixa entrar em seu automóvel, de má vontade, uma extrovertida adolescente - Emily Hampshire, também com atuação excelente.

A adolescente conseguirá o primeiro sorriso, em anos, do rosto atormentado do homem. Segundos depois, a adversidade cruzou seu caminho em forma de caminhão de grande tonelagem.

Snow Cake é o tipo de filme melancólico, mas cheio de esperança, povoado por personagens castigados pela adversidade que, no entanto, não perderam a capacidade de amar. Weaver é uma fanática pela ordem - aparentemente, uma característica comum entre os autistas - e pelo sabor da neve, um bolo que come aos poucos.

A amizade entre essa mulher incapaz de expressar dor pela morte da filha - da qual é perfeitamente consciente - e o viajante se molda em um bolo de neve, meio de comunicação definitivo entre ambos.

"Sigourney deu a medida da autenticidade à minha interpretação", disse, modestamente, Rickman. Existem algumas cenas forçadas, como o fraco romance do viajante com uma vizinha (Carrie-Anne Moss). Também não ficou natural o empenho de Evans em terminar o círculo de casualidades e infortúnios que liga os personagens.

Mesmo assim, Snow Cake foi uma boa abertura para o festival, assim como quer o diretor o evento, Dieter Kosslick: bons filmes e presenças atraentes sobre o tapete vermelho.

Tratando-se de presenças atraentes, Sigourney Weaver apareceu diante dos repórteres com um generoso decote, contrastando com a imagem de mulher fisicamente sem atributos que ela dá à personagem.

Snow Cake teve a honra de abrir o desfile de 19 candidatos aos Ursos. O júri que avaliará os filmes tem à frente a atriz britânica Charlotte Rampling. "Estou feliz por presidir o júri de um festival como este, comprometido politicamente e com o cinema de qualidade. Justamente o cinema que me interessa", afirmou Rampling na apresentação de sua equipe, formada por oito membros, entre eles o ator Armin Müller-Stahl.

A mensagem é igual à lançada antes por Kosslick, de que o Festival de Berlim desta edição terá caráter marcadamente político.

Não só pela presença de dois filmes iranianos - Zemestan, de Rafi Pitts, e Offside, de Jafar Panahi -, mas também porque o Festival de Berlim deve estar "próximo da realidade", segundo Kosslick.

Sigourney Weaver brilha na abertura da Berlinale
http://www.estadao.com.br/arteelazer/cinema/noticias/2006/fev/09/305.htm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 11.2.06

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Homem autista 'morto por asfixia'

| The Journal & Topics Newspapers - Des Plains Journal | Illinois, 8/2/2006 |

O homem autista de 30 anos que faleceu subitamente dia 20/11/2005 depois de policiais locais dispararem nele por duas vezes um taser morreu por "asfixia posicional", disse a polícia de Des Plains, Illinois.

De acordo com o chefe de polícia Jim Prandini, de Des Plains, seu departamento foi informado da causa da morte nesta última sexta-feira (10/2/2006) pela polícia estadual de Illinois. A necropsia de Hansel Cunningham, morador em uma residência assistida no bloco 800 de South Golf Cul de Sac, que faleceu em um hospital local, foi realizada pelo gabinete do médico legista do Condado Cook.

Os policiais foram ao lar de Golf Cul de Sac após um telefonema do cuidador do repouso, relatando que Cunningham o mordera nas mãos e nos braços. Acredita-se que o cuidador tentava conter Cunningham.

Os policiais, incapazes de efetuar a contenção do rapaz, usaram spray de pimenta e dispararam tasers elétricos duas vezes. Paramédicos do serviço de bombeiros reportaram ter-lhe ministrado um sedativo injetável.

A direção da residência disse que o rapaz nunca mostrara tendências violentas.

Os paramédicos apressaram-se com o atendimento de Cunningham depois que este mostrou dificuldade para respirar.

Mais tarde, nesse dia, era declarado morto no Hospital Comunitário Noroeste, em Arlington Heights.

Prandini disse, no dia 7 de fevereiro, que o relatório afirma que a causa da morte - asfixia posicional - significa incapacidade de respirar. Não especula como isso aconteceu e não pretende comentar o caso até que seu departamento possa rever completamente os relatórios da polícia estadual.

"Tenho fortes sentimentos sobre isso", disse Prandini, que indicou o desejo de comentar quando for apropriado.

Lincoln Hampton, porta-voz da polícia estadual, disse na terça-feira que a investigação ainda está em andamento e há necessidade de que novas entrevistas ocorram.

Declinou de discutir a causa da morte de Cunningham, explicando que os resultados dos exames voltarão para a polícia de Des Plains e o escritório da promotoria estadual do Condado Cook.
    Autistic Man 'Died Of Asphyxia'

    The 30-year-old Des Plaines autistic man who suddenly passed away on Nov. 20 after local police twice fired a taser at him died of positional asphyxia, Des Plaines police have been told.

    According to Des Plaines Police Chief Jim Prandini, his department was informed of the cause of death last Friday by Illinois State Police. An autopsy was performed by the Cook County Medical Examiner's office after Hansel Cunningham, a resident of a group home in the 800 block of South Golf Cul de Sac, died at a local hospital.

    Police were called to the Golf Cul de Sac address after receiving a distress call from a caregiver at the home who reported that Cunningham had bitten him on the hands and arms. At the time, it's believed the caregiver was trying to restrain Cunningham.

    Police, unable to restrain Cunningham, used pepper spray to try to subdue him and eventually fired electrically-charged tasers at him twice. Fire Dept. paramedics reportedly also injected him with a sedative.

    Officials of the group home said Cunningham had never before shown violent tendencies.

    Paramedics on the scene rushed to Cunningham's aid after he experienced difficulty breathing. Later that day he was pronounced dead at Northwest Community Hospital in Arlington Hts.

    Prandini yesterday (Tuesday) said that the opinion he has received is that the cause of death---positional asphyxia---means he was unable to breathe. He would not speculate how that came about. He said he is not supposed to comment on the case until his department can thoroughly review the follow-up State Police report.

    "I have strong feelings on this," said Prandini indicating his desire to comment when the time is appropriate.

    State Police spokesman Lincoln Hampton Tuesday said the investigation is still ongoing and more interviews needs to take place. He declined to verify the cause of Cunningham's death explaining that the results of the probe will be turned over to Des Plaines Police and the Cook County State's Attorney's office.
Autistic Man 'Died Of Asphyxia'
http://www.journal-topics.com/dp/06/dp060208.2.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 11.2.06

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Sábado, Fevereiro 04, 2006

Palestra em Ouro Preto reúne 78 pessoas

| Crônica Autista | 28/1/2006 |

Dr Walter Camargos falou sobre autismo no GLTA, em Ouro PretoOuro Preto (MG) -
A palestra do Dr. Walter Camargos Júnior, promovida pela Comunidade Virtual Autismo no Brasil, AMA-MG (Associação de Amigos do Autista de Minas Gerais) e AFAGA (Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista), reuniu 78 pessoas no auditório do Grêmio Literário Tristão de Ataíde (GLTA), no dia 27 de janeiro.

TV UNI-BH acompanhou a palestraO Dr. Walter Camargos Júnior é psiquiatra infantil da FHEMIG (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) e trabalha com pessoas do espectro autista há 25 anos. Foi membro do extinto GEPAPI (Grupo de Estudo e Pesquisa sobre Autismo e outras Psicoses Infantis) e organizador do livro Transtornos Invasivos do Desenvolvimento - Terceiro Milênio, editado pela CORDE (Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência). O médico mantém o website Autismo.med, com informações sobre esse e outros distúrbios.

Com duração de uma hora e meia, a palestra buscou atualizar a comunidade ouropretana a respeito dos transtornos invasivos do desenvolvimento, mostrando como o aumento do número de diagnósticos de autismo tem sido acompanhado por uma diminuição dos diagnósticos de retardo mental. Comparando as estatísticas internacionais com dados do Censo do IBGE, o Dr. Walter mostrou que, se a população de Ouro Preto é de 66 mil habitantes maiores de dez anos, a cidade deve ter 66 portadores da síndrome do autismo infantil e algo em torno de 440 pessoas classificáveis dentro do espectro autista.

O médico falou, ainda, sobre as caraterísticas do comportamento autista e como se pode lidar com essas pessoas.

A palestra se encerrou às 21h00, debaixo de um apagão causado pela forte chuva que acabara de cair, mas muitas pessoas permaneceram à luz de velas no local por mais uma hora, fazendo perguntas e esclarecendo dúvidas. Estiveram presentes professores da APAE da cidade, pais de pessoas com autismo e pessoas que buscavam informações sobre esses transtornos.

A iniciativa contou com o apoio da Fundação Gorceix e do Grande Hotel Ouro Preto.

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 4.2.06

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Meninas pulam de novo quando Papai Noel garante a volta da cama-elástica

| Bruce Smith | Leeds Today | 4/2/2006 |

Papai Noel está vivo em Leeds e devolveu a felicidade a duas irmãs autistas arrasadas pelo roubo de sua cama-elástica (ou, trampolim).

Um papai-noel anônimo de enorme coração pegou parte substancial do seu orçamento anual para substituir a cama-elástica de Haley e Hannah Turner.

Sua generosidade ajudou os pais das meninas, Paula e David Turner, a recuperar a fé na natureza humana.

O Yorkshire Evening Post noticiou o cruel roubo do equipamento - tão importante para o desenvolvimento das garotas - do quintal da casa de seus pais em Leeds. Tanto Haley, 11, quanto Hannah, 12, estavam inconsoláveis.

As finanças da família estavam comprometidas porque o Sr. Turner tinha sido dispensado de seu trabalho como engenheiro de equipamentos, e o projeto de comprar um novo trampolim parecia distante.

Surpresa

Então, esta semana veio a surpresa, através de um policial que telefonou para saber se a família estava em casa.

"Pensei que a cama-elástica tinha sido encontrada, mas ele disse que não. Então, explicou que alguém tinha ido à delegacia com um envelope cheio de dinheiro e um bilhete. A nota dizia: 'por favor, passe para Hannah e Haley. Com amor, Papai Noel'" - contou a Sra. Turner.

"Eu não podia acreditar, quase chorei. Isso mostra que ainda há pessoas boas no mundo", disse a mãe, agradecida.

"Encomendamos uma cama-elástica imediatamente e, quando chegar, David vai concretá-lo no chão para que não possa mais ser roubado.

"Haley sentia muita falta do brinquedo e Hannah está super-agradecida. Gostaríamos de transmitir nossos mais sinceros agradecimentos à pessoa por sua grande generosidade. Foi maravilhoso"
, acrescentou a Sra. Turner.
    Girls bounce back as Santa's gift ensures their stolen trampoline will be replaced

    SANTA
    is alive in Leeds and has repaired the shattered happiness of two autistic sisters devastated by the theft of their trampoline.

    For the huge hearted anonymous Santa took a substantial part of his next year's present budget to replace Haley and Hannah Turner's 10ft trampoline.

    His generosity has helped rebuild the faith in human nature of the girls' parents Paula and David Turner.

    The Yorkshire Evening Post highlighted the heartless theft of the activity equipment - so helpful to both youngsters' development - from the back garden of their parents' home in Templegate Rise, Temple Newsam, Leeds. Both Haley ,11, and Hannah, 12, were inconsolable.

    The family's finances had been hit earlier when Mr Turner had been made redundant from his job as a tooling engineer at West Yorkshire Foundries and the prospect of a quick replacement of the trampoline looked slim.

    Surprise

    Then this week came the surprise telephone call from a policeman from Killingbeck who rang to check the family would be at home if he called.

    "I thought the trampoline had possibly been found, but he said no. But then he explained that someone had gone into the station with an envelope full of money and a note. The note read 'Please forward to Hannah and Haley. Love Santa.'" said Mrs Turner.

    "I could not believe it, I could have cried. It shows you there are still some really nice people left in the world," said the grateful mum.

    "We ordered a replacement trampoline straight away and when it comes David is going to concrete it into the ground so it can never be stolen.

    "Haley had really missed the trampoline and Hannah is overjoyed. We would really like to convey our heartfelt thanks to the person for their great generosity. It was wonderful." added Mrs Turner.
Girls bounce back as Santa's gift ensures their stolen trampoline will be replaced
http://www.leedstoday.net/ViewArticle2.aspx?SectionID=39&ArticleID=1340271

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 4.2.06

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Equoterapia

Mais de 400 pessoas precisam de padrinhos para iniciar tratamento

| 08/01/2006 | Gazeta de Limeira |

Quase 450 pessoas carentes estão na fila de espera para iniciar tratamento de equoterapia - método terapêutico que utiliza o cavalo. Portadores de deficiência mental, física, psicoemocionais, entre outros problemas, precisam de apadrinhamento.

Atualmente 31 crianças e sete adultos fazem a terapia na Hípica Rural Municipal e já obtiveram êxito em seus tratamentos, segundo a fisioterapeuta Alessandra de Toledo Corlatti. Segundo ela, o método tem dado tão certo, que a procura pela equoterapia tem aumentado assustadoramente.

A fisioterapeuta explicou que a interação com o animal, a equipe, o espaço utilizado, os elementos da natureza, os cuidados preliminares, a montaria e o manuseio final desenvolvem novas formas de socialização, maior confiança e aumento da auto-estima, incluindo a reabilitação. A equoterapia é indicada para portadores de paralisia cerebral, acidentes vasculares cerebrais (AVC), traumas craniocerebrais, síndromes de Down e de West, dependência química, incoordenação motora, distúrbios visuais, auditivos e da fala, autismo, estresse, entre outros casos.

Para Alessandra, por incrível que pareça, estes problemas atingem mais a camada mais pobre da sociedade. Segundo ela, 30% das vagas oferecidas são filantrópicas, ou seja, alguns alunos fazem as aulas gratuitamente. "Tínhamos a obrigação de proporcionar 20% das vagas sem custo. Aumentamos 10%. Agora precisamos que as pessoas que têm condições, se sensibilizem e ajudem", disse.

O QUE FAZER

O custo para apadrinhar uma pessoa que está na fila de espera para iniciar o tratamento de equoterapia é de R$ 200 por mês durante um ano. Segundo ela, o futuro padrinho também pode contribuir com a metade deste valor, R$ 100. "Assim, o afilhado poderá ter dois padrinhos", explicou. Sem contar que o valor doado pode ser abatido no imposto de renda do empresário.

Alessandra falou que o tratamento de equoterapia é realmente caro porque depende de uma equipe multidisciplinar. No caso, uma equitadora e pedagoga, psicóloga e fisioterapeuta, além de equipamentos próprios para a prática.

Os interessados podem entrar em contato pelos telefones 3441-5468 ou 8151-3923. (RR)

Equoterapia - Mais de 400 pessoas precisam de padrinhos para iniciar tratamento
http://www.gazetadelimeira.com.br/site/index.php?mod=noticias%2Fexibe_noticia.php%3Fcodigo%3D21561

Belém do Pará

Seduc divulga cronograma de matrículas

| O Liberal | Belém, 5/1/2006 |

A Secretaria Executiva de Educação (Seduc) vai garantir vagas a todos os alunos no ano letivo de 2006. "Ninguém precisará ir de véspera ou madrugar nas portas de escolas estaduais para fazer matrícula neste ano", garante a secretária executiva de Educação, Rosa Cunha.

A partir da descentralização e uso do sistema de informatização acadêmico, que funciona on-line, as informações chegam em tempo real à Seduc (sede) e off-line - a informação chega ao final do dia, quando técnicos do setor responsável pela informatização recolhem os dados e atualizam na base, localizada na sede da Seduc.

Os diretores das escolas estaduais providenciarão vagas para o ensino médio aos estudantes que concluírem o ensino fundamental nas instituições do Estado. A intenção é facilitar ao máximo a continuidade dos estudos, evitar filas e atender com agilidade, conforto e segurança os estudantes. A secretária de Educação, Rosa Cunha, determinou que todas as escolas abram cedo, a fim de que pais e estudantes não fiquem expostos às intempéries nas ruas. Para amenizar o tempo de espera, serão oferecidos água, café e biscoitos.

A expectativa da Seduc é matricular 803 mil alunos em 2005, nos níveis fundamental e médio, mas as escolas estão preparadas para receber até 810 mil estudantes, assegura a secretária Rosa.

Educação inclusiva

O Pará é um dos Estados que mais atendem em suas escolas estudantes portadores de necessidades especiais, promovendo educação inclusiva. Este ano, a Seduc utiliza um sistema informatizado que permite identificar as necessidades especiais dos alunos. As informações ajudarão a otimizar os programas de inclusão desenvolvidos nas escolas e unidades especializadas do Estado.

De acordo com a secretária Rosa Cunha, a rede pública estadual matriculou, em 2005, 16.342 alunos especiais, na capital e no interior. Destes, 9.850 alunos são portadores de deficiência mental; 986 têm cegueira ou baixa visão; 3.387 apresentam surdez; 812 têm condutas atípicas; 563 têm altas habilidades (superdotados); 614 apresentam deficiência múltipla e 130 têm autismo.

Os alunos especiais serão matriculados em suas próprias escolas, desta quarta até o dia 24 de janeiro. Os que já fazem parte do banco de dados (alunos enturmados) da Seduc serão automaticamente matriculados para as séries ou módulos seguintes. Para isso, basta o responsável fazer a confirmação da matrícula na escola. Os alunos especiais novos devem cumprir o calendário único de matrícula, ou seja, de 25 de janeiro a 2 de fevereiro. Entretanto, em algumas escolas especializadas, as matrículas ficam abertas durante o ano todo, como no caso da Unidade Especializada Yolanda Martins, referência nacional no atendimento a alunos portadores de déficit cognitivo.

Seduc divulga cronograma de matrículas
http://www.oliberal.com.br/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=127827

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Células que lêem mentes: um novo olhar através dos neurônios espelho

| Sandra Blakeslee | The New York Times, via Último Segundo | 10/01/2006 |

Em um dia quente de verão há 15 anos em Parma, Itália, um macacão se sentou em uma cadeira especial de laboratório esperando que os pesquisadores voltassem do almoço. Finos fios foram implantados na região do seu cérebro envolvida em planejar e realizar os movimentos.

Toda vez que o macaco pegava e movia um objeto algumas células naquela região do cérebro se acendiam e um monitor registrava um som: brrrrrrip, brrrrrrip, brrrrrrip.

Um estudante de graduação entrou no laboratório com um sorvete na mão. O macaco olhou para ele. Então, algo impressionante aconteceu: quando o estudante levou o sorvete aos lábios o monitor soou - brrrrrrip, brrrrrrip, brrrrrrip - apesar do macaco não ter se movido, mas simplesmente observado o estudante levar o sorvete à boca.

Os pesquisadores, liderados por Giacomo Rizzolatti, um neurocientista da Universidade de Parma, haviam notado anteriormente o mesmo fenômeno com amendoins. As mesmas células cerebrais se acendiam quando o macaco via humanos ou outros macacos levarem amendoins à boca ou quando ele mesmo o fazia.

Mais tarde os cientistas descobriram células que acendiam quando o macaco abria um amendoim ou escutava o amendoim ser quebrado. O mesmo com bananas, uvas passas e todo tipo de objetos.

"Levou diversos anos para que acreditássemos no que víamos", disse Rizzolatti em uma entrevista recente. O cérebro do macaco contém uma classe especial de células chamadas , que queimam quando o animal vê ou ouve uma ação ou realiza a mesma ação.

Mas se a descoberta, publicada em 1996, surpreendeu a maioria dos cientistas, uma pesquisa mais recente os deixou pasmos. Descobriu-se que os humanos têm neurônios espelho muito mais inteligentes, mais flexíveis e mais altamente desenvolvidas do que aqueles encontrados nos macacos, um fato que os cientistas afirmam refletir a evolução das habilidades sociais sofisticadas da raça humana.

O cérebro humano tem sistemas de neurônios espelho múltiplos que se especializam em realizar e entender não apenas as ações dos outros, mas suas intenções, o significado social de seu comportamento e suas emoções.

"Somos criaturas primorosamente sociais", diz Rizzolatti. "Nossa sobrevivência depende da compreensão das ações, intenções e emoções dos outros."

Ele continua: "Os neurônios espelho nos permitem entender a mente de outros não através do nosso raciocínio conceitual, mas através de simulações diretas. Pela sensação, não pelo raciocínio."

A descoberta está abalando diversas disciplinas cientificas, mudando a compreensão da cultura, empatia, filosofia, linguagem, imitação, autismo e psicoterapia.

Experiências cotidianas também estão sendo vistas sob uma nova luz. Os neurônios espelho revelam como as crianças aprendem, porque as pessoas respondem a certos tipos de esportes, danças, musicas e artes, porque assistir violência na mídia pode ser prejudicial e porque muitos homens gostam de pornografia.

Células que lêem mentes: um novo olhar através dos neurônios espelho
http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/nytimes/2236001-2236500/2236286/2236286_1.xml

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Ceticismo cerca vacinas experimentais contra gripe aviária

| Reuters, via Último Segundo | 3/2/2006 |

WASHINGTON (Reuters) -
Duas equipes que tentam produzir melhores vacinas contra uma eventual pandemia de gripe aviária anunciaram progressos na semana passada, mas especialistas permanecem céticos.

Os dois laboratórios usaram um vírus do resfriado humano, um adenovírus, para levar pedaços do H5N1 (o vírus da gripe aviária) para a vacina. As duas experiências - do Centro de Controle e Prevenção e do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, ambos dos EUA - conseguiram proteger ratos de infecções fatais pelo H5N1.

Mas nenhum desses estudos foi sequer mencionado em uma reunião de importantes especialistas em gripe, nesta semana, em Washington.

"É que simplesmente não é novidade", disse John Treanor, especialista em vacinas de gripe na Universidade de Rochester, Estado de Nova York. "Há um zilhão de vacinas que protegem ratos. Mas, na escala maior das coisas, não estão nem perto de ser uma vacina que você realmente veria em humanos."

O vírus H5N1 matou ou levou ao abate de pelo menos 200 milhões de aves, principalmente na Ásia, de onde saiu e já se espalhou para partes da Europa. A doença atinge principalmente aves, mas já infectou 161 pessoas desde 2003, das quais 86 morreram, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Especialistas temem que o vírus passe por uma mutação que lhe permita o contágio direto entre pessoas, o que poderia provocar uma pandemia com milhões de mortos. Por enquanto, o contágio se dá principalmente pelo contato com aves doentes.

Caso a pandemia ocorra, a vacina seria a melhor proteção. O ideal é que ela fosse produzida logo no início da epidemia global, ou mesmo antes.

Mas desenvolver novas vacinas é demorado e complicado. Segundo especialistas, inclusive de laboratórios, nos próximos anos a humanidade dependerá de tecnologias criadas há quatro décadas.

Essa antiga técnica de fabricar vacinas contra gripe, ainda em vigor, usa ovos de galinhas e meses de cultivo.

Enquanto isso, os vírus da gripe sofrem mutações contínuas, o que obriga as vacinas a serem reformuladas regularmente. Por falta de demanda, poucos laboratórios produzem as vacinas para gripe, sem investir em novas fábricas ou tecnologias.

Agora, várias empresas estão trabalhando numa vacina contra o H5N1. Mas, como ninguém sabe qual será sua mutação, é impossível preparar uma vacina que seguramente funcione se a pandemia surgir.

Estão sendo testadas vacinas que usam vírus do resfriado comum, que usam o DNA puro ou que usam vírus inteiros, inertes. Por se tratar de uma tecnologia completamente nova, ela terá de ser amplamente testada em humanos, que têm reações imunológicas diferentes de outros animais.

Chris Viehbacher, presidente do laboratório GlaxoSmithKline, que produz vacinas contra gripe, disse que levará anos para que novas abordagens nessa área sejam aprovadas.

Se uma pandemia ocorrer antes que a tecnologia da vacina melhore, a Glaxo pretende usar fórmulas atuais, reforçadas com um composto adjuvante de alumínio, disse ele na terça-feira.

Adjuvantes são substâncias que aumentam a reação imunológica do paciente, além de permitirem a formação de estoques maiores.

Antes de ampliar a produção e construir novas fábricas nos Estados Unidos, Viehbacher disse que os laboratórios querem se proteger melhor de ações judiciais de pessoas eventualmente prejudicadas pelas vacinas.

"Esse setor gastou quase 200 milhões de dólares se defendendo do processo do thimerosal, e isso não foi exatamente um incentivo ao investimento", disse ele, referindo-se a um conservante à base de mercúrio usado até recentemente em várias vacinas.

Alguns grupos dizem que o thimerosal causa problemas neurológicos em crianças, inclusive autismo. Muitos especialistas contestam, inclusive o Instituto de Medicina dos EUA, um órgão independente que realizou uma ampla pesquisa sobre o assunto.


Ceticismo cerca vacinas experimentais contra gripe aviária
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Linha de ônibus Messejana/Papicu será alterada

| www.fortaleza.ce.gov.br, via Portal Verdes Mares | 31/01/2006 |

A Empresa de Trânsito e Transporte Urbano S/A (Ettusa) altera amanhã, quarta-feira, 1º de fevereiro, o itinerário da linha de ônibus Messejana/Papicu, no bairro Engenheiro Luciano Cavalcante. Foram incluídas no itinerário da linha as ruas Coronel Onorindo Vieira e Rodrigues Júnior da Rocha.

Com a inclusão, a linha trafegará próximo à Casa da Esperança, entidade filantrópica do bairro que atende a cerca de 250 pessoas com autismo e outros distúrbios do desenvolvimento. A alteração vale para dias úteis, no intervalo entre 4h e 20h. Nos finais de semana e nos horários em que a Casa da Esperança não funciona, a linha Messejana/Papicu trafegará em seu itinerário convencional.

Linha de ônibus Messejana/Papicu será alterada
http://verdesmares.globo.com/v3/canais/noticias.asp?codigo=137711&modulo=178

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 4.2.06

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