Crônica Autista
Um apanhado do noticiário sobre autismo e autistas.
..."não constitui ofensa aos direitos autorais:
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a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;(...)"
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Livro: Vencendo o Autismo - A Menina sem Estrela.
De: Yvonne Meyer Falkas.

Relato da vida de Sheila, filha da autora, e de como a família tem convivido com o autismo. Um testemunho de como foram vencidas etapas com múltiplas adversidades, e suas conquistas. Um apanhado geral sobre o que vem a ser o Autismo, as supostas origens e causas e os preconceitos existentes.

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Quinta-feira, Dezembro 22, 2005

Festival de Berlin divulga lista parcial de filmes

| Bonnie J. Gordon | Hollywood Reporter | 21/12/2005 |

MUNICH -
O Berlin International Film Festival indicou seus nove filmes do júri, incluindo seis inscritos para a competição que farão seus lançamentos mundiais no evento, em fevereiro. Entre as novidades está a co-produção britânico-canadense "Snow Cake". O filme de Marc Evans traz Alan Rickman como um homem traumatizado por um acidente de carro e Sigourney Weaver como uma mulher autista que se torna sua amiga.
    Berlin fest unveils partial film lineup

    MUNICH -
    The Berlin International Film Festival on Tuesday named the nine films films in its lineup, including six competition entries that will make their world premieres at the February event. Among the debuts will be the British-Canadian co-production "Snow Cake." The Marc Evans-helmed film stars Alan Rickman as a man traumatized by a car accident and Sigourney Weaver as an autistic woman who becomes his friend. Also, Heath Ledger stars in the world premiere of the Australian film "Candy," directed by Neil Armfield. Ledger and Abbie Cornish play a young couple involved with drugs. (Bonnie J. Gordon)
Berlin fest unveils partial film lineup
http://www.hollywoodreporter.com/thr/international/brief_display.jsp?vnu_content_id=1001701043

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 22.12.05

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Quarta-feira, Dezembro 21, 2005

Papai Noel no ar

página de abertura do site do Norad Natal de 1955. O camandante-chefe do CONAD (Comando Continental de Defesa Aérea, órgão dos Estados Unidos e Canadá) recebe um telefonema. Uma vozinha de criança perguntava: "O senhor é o Papai-Noel?"

Um panfleto das lojas Sears publicara, por engano, o telefone do militar, em vez de uma linha direta para o Papai-Noel. Espirituoso, o comandante entrou na brincadeira e determinou que seus subordinados procurassem nos radares evidências do trenó do bom velhinho. A partir daí, todas as crianças que ligavam recebiam a "posição" do Papai Noel.

A tradição se mantém até hoje: é sua 50a temporada.

Quem entrar no site http://www.noradsanta.org na noite de Natal poderá acompanhar em tempo real a movimentação de Papai Noel. O sargento John Tomassi, responsável pelo Projeto de Natal do NORAD (Comando Norte-Americano de Defesa Aérea), atual órgão que cumpre a missão do antigo CONAD, explica que a missão é monitorar o espaço aéreo mundial para detectar o lançamento de mísseis. Segundo ele, na noite de Natal esse sistema é usado para acompanhar o Papai Noel. Afirma: quando o bom velhinho adentra o espaço aéreo norte-americano, caças levantam vôo para escoltá-lo.

Antes do Natal, é possível baixar músicas natalinas e conhecer a história do Projeto.

Mais, em: http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=5907

Via: Weblog do Pedro Doria

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 21.12.05

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Terça-feira, Dezembro 20, 2005

A dura luta dos autistas

| Jero Meburne | The Observer, via Carta Capital - 7/12/2005 - pgs. 12-18 |
| Agradecimentos a Edson Cardoso pela transcrição|


"Às vezes ela grita e ninguém sabe o que está pensando", explica o texto, "mas ela está claramente frustrada por sua desordem comunicativa." Fotos mostram uma mulher jovem, deitada no chão olhando blocos de madeira, sem reações. "Se tivesse uma voz, ficamos imaginando... no que ela pensa? O que diria?"

Essas são imagens criadas para suscitar pena e, talvez, uma sensação de culpa pela repulsa que causam, e podem até estimular com que se façam doações. Mas essas são as páginas de abertura do site de uma ativista do autismo, criado para desafiar estereótipos familiares. São uma paródia consciente e brutal das campanhas para angariar fundos e encontrar uma cura para uma "doença terrível".

Ações como essa fazem parte de uma revolução promovida por uma nova geração de ativistas do autismo que se identificam com outros marginalizados da sociedade, como negros ou homossexuais, e está engajada no mesmo tipo de luta para estabelecer direitos básicos e banir a discriminação. A primeira marcha do Dia do Orgulho Autista aconteceu nos Estados Unidos em julho deste ano e os organizadores declararam que a intenção era "promover o conceito de que aqueles identificados como autistas não estão sofrendo de uma doença patológica, assim como aqueles com pele escura não sofrem de algum tipo de doença de pele". Esse conceito sobre a integridade e a validade do estado autista também é explicitado no endereço www.gettingthetruthout.org. Depois das imagens iniciais, vemos a mesma mulher que apareceu antes usando outra camiseta, com os dizeres: "Não poder falar não é o mesmo que não ter nada o que dizer". Ela pode não conseguir falar, mas é altamente articulada com um teclado, enquanto denuncia com lucidez o modo como as pessoas autistas são diminuídas em nome da "ajuda": "Não quero ser medicada de modo que vocês consigam custear a eliminação dos autistas do planeta".

Acredita-se que existam mais de 500 mil pessoas com algum tipo (frequentemente não diagnosticado) de autismo no Reino Unido. Hoje em dia, há um amplo debate académico para saber se mais pessoas estão dentro do chamado "espectro autista". Certamente, mais delas estão sendo diagnosticadas. Nos anos 70, o autismo afeta-va de quatro a cinco pessoas entre 10 mil, hoje o número está de 40 a 60 entre 10 mil. Há dois anos, as autoridades médicas da Califórnia anunciaram que o número de pessoas que recebem serviços médicos ou educacionais específicos em razão da síndrome aumentou 600% em 16 anos.

Como não existe um exame bioquímico objetivo para o autismo, uma hipótese é que muitos daqueles antes diagnosticados como "retardados mentais" agora estejam sendo diagnosticados como autistas.

E, se os ativistas estiverem certos, nós os estamos tratando de um modo com-pletamente errado. Se isso for correto, há grandes implicações em nossos conceitos sobre educação, psicologia e estudos do cérebro. Para conseguir algumas pistas sobre o que o movimento de orgulho autista quer e o que pode nos ensinar, fui para a maior manifestação dessa nova consciência já realizada no Reino Unido.

A Autscape foi a primeira conferência na Grã-Bretanha organizada por e para as pessoas com autismo, um processo descrito pelos organizadores como "cercar gatos". Eu tinha três estereótipos: a criança antes amorosa que agora grita e se distancia, perdida para seus pais, o incompetente, mas amável gênio de Dustin Hoffman em Rain Man e o adolescente inquisitivo e literal em The Curious Incident of the Dog in the Night-time [O curioso incidente do cachorro morto, Editora Record] de Mark Haddon.

Nenhum deles me preparou para o mundo real do autismo. Fui imediatamente atingido pelos crachás que todos usavam. Em vez dos cartões de identificação impessoais usados nas conferências "normais", esses eram gritos do coração. Eram três opções. O vermelho significava: "Não me aborde; não quero me socializar com ninguém". Amarelo era: "Não se aproxime a não ser que já tenha dito que você pode me abordar, enquanto estou usando um crachá amarelo". O verde explicava que: "Gostaria de me socializar, mas tenho dificuldades em iniciar o contato; sinta-se à vontade para me abordar".

Pouco depois, outro preconceito caiu por terra. Jim Sinclair é um dos muitos e lendários ativistas americanos, o fundador da Autism Network International. Ele organiza um evento semelhante nos EUA, o Autreat, há uma década. Sinclair lida com a questão altamente sensível das emoções dos pais, cujo filho foi diagnosticado com autismo. Poucos de nós "normais" podem fazer algo além de tentar oferecer algum consolo. Mas, ao discutir a questão, ele é muito mais claro - e rígido.

"Os pais estão tristes, mas a tristeza não vem do autismo da criança", diz Sinclair. "É uma tristeza pela perda de uma criança normal que eles esperavam e queriam. Mas essa tristeza precisa ser separada das percepções da criança que eles têm: a criança autista que precisa de apoio dos adultos e que pode formar relacionamentos muito significativos com os que cuidam dela se houver oportunidade. Focar sempre no autismo é prejudicial aos pais e à criança."

Ouvi variações desse tema enquanto estive na Autscape, a saber: que as pessoas autistas precisam ser valorizadas e não tidas como produtos com defeito que necessitam de reparos. O "ativista e autista" Ralph Smith fez uma série de pósteres com o rosto de uma pessoa com autismo e, abaixo, slogans como: "Somos adultos autistas", "A cura é um ato de ódio" e "Martin curou-se. Nós sentimos saudades dele".

Como pode o ato aparentemente benigno de querer curar alguém com autismo gerar tamanha hostilidade? O primeiro passo é entender os sentimentos mais fortes demonstrados na Autscape, para entender melhor o que é o autismo. Para entidades filantrópicas, pais desesperados e pesquisadores médicos, autismo é uma misteriosa junção de destino e genes que danifica vidas. Dessa perspectiva, as campanhas e o trabalho pela cura são um bom exemplo de altruísmo. Outra consequência disso é que as teorias atuais se concentram no que eles não têm. Autistas não têm capacidade de abstrair. Eles podem, por exemplo, enxergar árvores sozinhas, mas não uma floresta inteira.

Há um bom exemplo dessa posição na revista Science, em artigo intitulado "Cérebros autistas fora de sincronia?" Com imagens de tomografias de cérebros de pessoas com autismo, o artigo propunha que o problema está na comunicação anormal entre diferentes regiões do cérebro e não com regiões danificadas em si.

Obviamente, há algo errado com os cérebros autistas e talvez encontrar o problema exato possa ajudá-los. Mas, sensível aos ativistas autistas, fiquei intrigado pelo trecho que diz que algumas áreas do cérebro têm 30% a mais de massa branca. A massa branca é o equivalente ao isolamento cerebral; uma quantidade maior dela faz com que as mensagens viajem com maior rapidez. "Isso sugere", escreveram os autores, "que regiões individuais do cérebro - particularmente o córtex pré-frontal que se ocupa com o processamento complexo - podem ter comunicações internas hipereficientes."

A tendência de enxergar somente os danos nos cérebros autistas foi ferozmente atacada por Michelle Dawson, uma ativista do autismo que trabalha na Universidade de Montreal (Canadá). Ela juntou provas para mostrar que as pessoas diagnosticadas com autismo são superiores às "normais" em muitas coisas. São melhores para fazer buscas visuais e podem, em geral, processar informações mais rapidamente. Talvez o mais interessante é o fato de terem chances menores de ter memórias falsas.

A maioria das pessoas tem dificuldade em ver o que está à sua frente. Nossa atenção está sempre dividida entre diferentes coisas, e a tendência é preencher as lacunas com o que acreditamos que esteja lá. É por isso que testemunhas de acidentes ou crimes são pouco confiáveis. Os exemplos de como os cérebros autistas funcionam de modo mais eficiente são em grande parte ignorados por pesquisadores. "Isso acontece porque os 'defensores do autismo' (as pessoas que fazem campanhas para encontrar uma cura) não levam em consideração autistas que obtêm sucesso como pessoas autistas", diz Dawson. A premissa básica é que os traços autistas são destrutivos, inúteis e errados.

Era preciso entender o que é estar dentro de um cérebro autista. Por que sentem necessidade de fazer movimentos repetitivos? Por que o contato social é tão difícil? Por que ficam furiosos e desesperados? E como é possível dizer que agir dessa maneira é tão válido quanto o modo como o resto das pessoas age? Consegui algumas respostas com Mike Lesser e Dinah Murray, dois acadêmicos britânicos que colaboram na pesquisa do autismo há 15 anos.

Mike Lesser tem um número de características autistas, mas consegue trabalhar mesmo com algumas dificuldades. Ele não esteve na conferência Autscape ("seria demais para mim"). Conversamos em seu desorganizado e confortável escritório londrino. Assustadoramente inteligente, Lesser descreve-se como um filósofo matemático e especialista em computadores. Também é charmoso e interessado, parece perfeitamente preparado para revelar como situações sociais complicadas são vistas por seus olhos.

Na poltrona, Lesser às vezes fechava os olhos (tapando-os com as mãos) quando eu fazia uma pergunta. Quando terminava, me olhava novamente. Às vezes seus olhos estavam cheios de vida e ele gritava, entusiasmado: "Boa pergunta!" E punha-se a responder clara e intensamente. Outras vezes seus olhos mostravam uma tensão e me dizia, realmente perdido: "Não entendo o que você disse". Eu o imaginava mentalmente passando por uma lista infinita de possibilidades geradas por alguma ambiguidade no que tinha dito.

"Se a sala tiver mais de uma pessoa, eu não sei alocar minha atenção", explicou. "Posso lidar com isso por um período curto de tempo, mas nunca é fácil porque requer muito esforço ficar no nível certo. Tenho uma tendência a entrar em tecnicalidades profundas. Se alguém me diz que 'o dia está bonito', começo na hora a pensar em frentes frias e pressão atmosférica."

O que finalmente me permitiu entender por que as interações sociais são como um campo minado para Lesser foi a teoria monotrópica, estabelecida em um artigo escrito por ele e Dinah com a ativista Wendy Lawson, publicado em Autism. Ao evitar estabelecer o autismo como uma patologia ou o resultado de conexões cerebrais defeituosas, o artigo o redefine sutilmente nos termos de uma função mental básica que todos conhecemos muito bem: a atenção.

"Em nossa teoria enfatizamos que a atenção é um recurso mental limitado", diz Lesser. O modo autista de usar a atenção é colocar todos os seus pensamentos em uma única cesta; essa é a atenção monotrópica. O resultado é o que ele chama de "túnel da atenção". A maioria das pessoas tem um espaço mental que é como o delta de um rio: em grande plano com muitos canais interconectados, em que só a água (a informação) flui para os dois lados. O estilo autista de pensar é como um Grand Canyon psicológico, que isola a água em uma única via.

A teoria explica outra das características clássicas do comportamento autista conhecido como "encapsulamento": "Um estado em que você é temporariamente privado da capacidade de pensar ou agir", diz Dinah. "Acontece porque, segundo a teoria monotrópica, o sistema é propenso a gargalos ou respostas extremas." Quando se está no túnel de atenção, perdem-se muitas pistas periféricas sobre o que acontece ao seu redor, então os eventos frequentemente o cegam. Um ambiente instável, que pode ser tanto uma festa quanto um supermercado, pode induzir pânico e encapsulamento devastadores.

Assim como ajuda a tornar mais compreensíveis alguns aspectos negativos do autismo, a teoria monotrópica explica os lados positivos e sugere que considerar o autismo como um simples obstáculo é perder muita coisa. Rita Jordan, professora de estudos em autismo na Universidade de Birmingham, dá um exemplo: "O autista pode ter uma alegria extrema pelo simples fato de ver a luz do sol filtrada pelas árvores".

A teoria monotrópica aventa ainda mais polémica ao sugerir que a organização do cérebro autista pode ter permitido a muitos gigantes da ciência - Newton e Einstein são citados frequentemente - fazerem seus saltos de imaginação. "Um cérebro normal tem uma rede enorme de ligações entre pontos rasos de interesse", explica Lesser. "O cérebro monotrópico tem menos ligações entre interesses muito mais profundos. É isso que permite as descobertas intelectuais."

Pesquisadores com uma visão mais tradicional sobre autismo discordam. Para eles, a teoria monotrópica é para casos excepcionais. "Em geral, quem se enquadra é o autista de alto desempenho", diz o professor Anthony Bailey, do departamento de psiquiatria de Oxford, que no próximo ano vai observar os cérebros de pessoas autistas com um novo e potente scanner de magnetoencefalografia, de R$ 10 milhões, capaz de capturar a atividade cerebral quase em tempo real. "Ele só não funciona com aqueles que são mudos, incapacitados ou que sofrem de epilepsia."

Ao se concentrarem nas incapacidades severas do autismo e tentar fazer uma ligação entre elas e as redes do cérebro e dos genes, dizem os ativistas, os cientistas se esquecem de algo muito importante. Como, por exemplo, levar em consideração que pessoas como Lesser e Dinah, que funcionam no nosso mundo, têm algo de relevante a dizer sobre o que é ser "verdadeiramente" autista. Se a teoria monotrópica tiver capturado algo da experiência autista, então pessoas como Lesser e Dinah poderiam agir como guias em um mundo mental que o resto de nós acha muito complicado entender.

Mas mesmo que se aceite que os direitos das pessoas autistas precisam ser respeitados, e que o modo como seus cérebros são ligados tem seu valor intrínseco, ainda há o problema que eles precisam viver no mundo como ele é. "O dia-a-dia para um autista", lembra Lesser, "é como ter de usar um computador pela primeira vez sem manual e com uma central de atendimento em língua estrangeira."

Como resultado de sua inabilidade em ler os signos sociais fugazes e ambíguos que nós quase não notamos, Lesser, Dinah e a maioria dos autistas de alto desempenho precisaram criar as ferramentas analíticas de um antropólogo, decodificando com cuidado as normas culturais de uma tribo estranha. "Muito de ser autista não é divertido, certamente não para si mesmo e não para os outros", diz Dinah. Mas existe um aspecto do mundo moderno que tem o poder de transformar a vida de muitas pessoas diagnosticadas com o autismo: o computador. O uso do teclado evita muitos dos problemas associados à comunicação em pessoa. Há crianças em ambientes amigáveis ao autista que aprendem a se comunicar por teclado antes de aprender a falar, autistas adultos que nunca conseguiram falar e agora colocam palavras na tela com entusiasmo. A internet é indissociável do surgimento dos ativistas autistas e das dúzias de sites que descrevem seus mundos internos e estabelecem suas reivindicações. Os autistas sentem-se em casa no mundo virtual , e é por isso que muito da pesquisa para essa reportagem foi feito pela internet.

Dinah é consultora de um projeto de computação para crianças autistas, o Reactive Colours, da Cardiff School of Art and Design. "É um programa que usa o talento delas. Você faz qualquer coisa no teclado e algo acontece", diz Dinah. "Mas as coisas não mudam rápido, então não assustam. Há crianças que não conseguiam participar de nada e agora estão tranquilas, esperando a vez de brincar."

Mesmo que à primeira vista os ativistas do autismo tenham parecido pouco razoáveis, o que realmente fazem é trazer uma área esquecida da medicina para a atualidade. Em nossos relacionamentos pessoais, nas escolas, no trabalho, todos esperamos algum consenso e temos nossas necessidades e vontades levadas em conta. O autismo traz um desafio a essa tendência, não tanto porque as pessoas envolvidas não têm noção do que nós queremos dizer, mas porque somos incapazes de entender o que elas querem. Há mais e mais delas tentando nos explicar algo. Será que não deveríamos escutá-las mais?

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 20.12.05

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NO BRASIL, DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS

| Phydia de Athayde | Carta Capital - 7/12/2005 - pg. 15 |

O País tenta desde 2001 oferecer oportunidades iguais na escola para as crianças especiais

H
á diferentes maneiras de se entender o autismo, e também de lidar com ele. A reportagem de Jerome Burne, do Observer, não distingue as duas populações de autistas: a chamada de "alto desempenho" - que apresenta habilidades inco-muns e é capaz de viver relativamente bem socialmente - e aquela em que o autismo traz retardo mental severo e o contato social parece ameaçador. Há autores que classificam os primeiros como portadores da Síndrome de Asperger (alusão a Hans Asperger, que a identificou), e apenas os últimos como autistas. Todos, porém, estariam dentro do chamado "espectro autista" - que afetaria uma em cada 166 pessoas, segundo a Sociedade Americana do Autismo (SAA).

No Brasil, em 2001, uma nova lei federal obrigou as escolas regulares a aceitarem os "alunos de inclusão" - crianças com necessidades especiais, entre elas autistas - para, assim, evitar que ficassem restritos somente às escolas especiais.

Para que essa "inclusão" ocorresse sem traumas, técnicos da Saúde Mental deveriam preparar e supervisionar professores. O trabalho existe, mas ainda é incipiente. A procuradora Eugenia Fávero, do Ministério Público Federal, critica a forma como a lei é aplicada:

- "Falta concurso público para os profissionais especializados, os municípios têm dificuldade em elaborar os projetos nos moldes exigidos pelo governo, e acabam sem receber a verba necessária. A situação está longe da ideal não por omissão, mas por incompetência.

"Como consequência"
, prossegue Eugenia, "resta às instituições privadas (com melhores condições de conseguir verbas), tentar dar conta da demanda da população."

Em 2004, a Secretaria de Educação Especial, ligada ao MEC, repassou R$ 9,3 milhões para projetos de educação especial a estados e municípios. No mesmo ano, instituições sem fins lucrativos, que também atuam em educação especial, receberam R$ 4,9 milhões.

A pré-escola terapêutica Lugar de Vida, ligada ao Instituto de Psicologia (IP) da USP, é uma das instituições de ponta no tratamento de crianças comprometidas (não apenas as diagnosticadas com autismo) - e está sempre no limite de sua capacidade, de cerca de 60 delas.

Rogério Lerner, psicólogo professor do IP e membro da equipe do Lugar de Vida, explica o trabalho com autistas:

- "É um tratamento em que não existem fórmulas. Cada caso é único e conseguimos diferentes progressos, dependendo dos recursos que cada criança tem. Temos o intuito de que cheguem à escola e sempre há essa tentativa."

Nessa vertente, levar a criança com problemas para a escola também é parte do tratamento, pois a experiência a ajuda a "estruturar-se psiquicamente". Mesmo que ela não consiga estudar como as outras.

Lerner acredita que a lei federal é necessária, embora necessite de revisões. Ele concorda que a escassez dos recursos prejudica o trabalho de capacitação pretendido pelo governo, mas sua avaliação é positiva:

- "Hoje o quadro está melhor, pois a lei dá respaldo jurídico a algo que já acontecia."

Outra instituição de referência no trabalho com crianças comprometidas (não apenas autistas) é o Centro Lydia Coriat, que fica em Porto Alegre. A fisioterapeuta Claudia Rosso Trevisan é especializada na chamada estimulação precoce (para crianças de até 3 anos), uma terapia importantíssima nos casos de diagnóstico de autismo. Indicada para bebês com traços de desconexão - não fixar olhar, recusar o toque, não reagir a estímulos (sinais de possibilidade de autismo) - a terapia é feita com a presença da mãe e pode reverter alguns desses traços. Claudia diz:

- "A estimulação precoce é capaz de restabelecer o laço entre mãe e filho, os resultados são gratificantes."

Claudia menciona um grupo de estudos do Lydia Coriat com professores que recebem alunos especiais: - "Tem funcionado muito bem. Só o contato entre profissionais clínicos e professores pode fazer com que esse trabalho de inclusão seja adequado. Não é num passe de mágica."

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 20.12.05

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Segunda-feira, Dezembro 19, 2005

A vida em um mundo à parte

| Rúbio Guimarães | Tribuna do Brasil | Cidade | 19/12/2005 | enviado por Fernando Cotta |

Crianças autistas não conseguem se comunicar com os seus amigos


A família do inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Fernando Cotta, teve a rotina mudada com o nascimento do filho Fernandinho, atualmente com oito anos de idade. Desde cedo, o menino demonstrava um comportamento diferente do observado em outras crianças da mesma idade. "Ele não faz contato olho a olho, não brinca com os colegas e nem com os seus brinquedos. Além disso, não fala e chora compulsivamente sem motivo aparente", contou. Preocupado, Fernando resolveu procurar ajuda. "Como estávamos com um novo bebê em casa, o médico disse que deveria ser manha", acrescentou. Não conformados com a resposta, os pais de Fernandinho vagaram por outros consultórios até chegar a uma neuropediatra, que diagnosticou um possível autismo. "Na época, o meu filho tinha dois anos e meio", disse.

Autismo é um termo que começou a ser utilizado em 1911. Seus pacientes têm perda de contato com a realidade e grande dificuldade - ou impossibilidade - de comunicação. A prevalência é alta atingindo cerca de 130 casos para cada 100 mil nascimentos, enquanto no caso da Síndrome de Down são 50 casos para cada 100 mil. "O autismo não é uma doença única. São várias doenças diferentes", comentou o pediatra Ike Baris. Em 1996 foram definidos os critérios para o diagnóstico dessa síndrome. "O paciente tem um déficit qualitativo na interação social (isolamento social), na comunicação (com dificuldade de perceber as pessoas) e tem padrão de comportamento repetitivo e estereotipado", explicou o médico.

A causa do autismo ainda não é conhecida. A cura também não existe, mas há possibilidades de mudar o prognóstico. De acordo com Ike Baris, o diagnóstico precoce ajuda a dar uma melhor qualidade de vida ao paciente. "Ele não vai deixar de ser autista, contudo pode ter avanços no sentido de oferecer condições de ter uma vida mais independente ou até mesmo de recuperar capa cidade da linguagem", disse o pediatra.

A intervenção precoce, educação especial e o suporte familiar ajudam no desenvolvimento do indivíduo autista. No entanto, uma das barreiras encontradas pelas famílias é que o manejo desses pacientes envolve múltiplas especialidades como pediatria, psiquiatria infantil, psicoterapia, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, assistente social e pedagogos. "A maior dificuldade que encontramos é oferecer a terapia completa para o desenvolvimento da criança. Elas são caras e o governo nem sempre oferece", desabafa o pai de Fernandinho.

Movimento em favor dos autistas

Com o objetivo de ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas autistas e de seus familiares, criou-se o Movimento Orgulho Autista Brasil. Ele é inspirado em grupos de pais com filhos que têm a síndrome e simpatizantes da "causa Autista", oriundos dOS EUA, Europa, Austrália e Nova Zelândia. Em Brasília, a entidade foi fundada em junho deste ano e já realizou várias ações educativas com a finalidade de orientar as pessoas e de cobrar do governo políticas públicas mais eficazes que beneficie esses pacientes. "Estima-se que existam cerca de cinco mil pessoas com autismo no Distrito Federal", contou o presidente do movimento, Fernando Cotta. Segundo ele, muitos pacientes não estão detectados como autistas e, sim, como deficientes mentais. "Com isso, eles não têm um tratamento adequado, o que prejudica seu desenvolvimento", desabafa.

A presença da palavra "orgulho" no nome do movimento tem uma explicação: demonstrar o que de fato os pais, parentes, amigos e simpatizantes sentem por essas crianças. São pessoas que necessitam de terapias específicas, sistemáticas, intensivas, que comecem, de preferência, antes dos dois anos de idade. Tudo isso é fundamental para um melhor desenvolvimento do indivíduo autista e para uma melhor qualidade de vida para sua família.
    Algumas perguntas freqüentes sobre o autismo

    O que é o autismo?


    É uma alteração cerebral que afeta a capacidade da pessoa se comunicar e de se relacionar. Ou seja, perda de contato com a realidade e grande dificuldade ou impossibilidade de se comunicar, podendo se manifestar de diversas maneiras. É incapacitante e surge nos três primeiros anos de vida.

    Como é feito o diagnóstico e quais os sintomas ?

    Os pais são os primeiros a perceber que há algo de diferente com o bebê. Normalmente, a criança não demonstra interesse a estímulos. Infelizmente, não existem testes laboratoriais ou de imagem que possam diagnosticar o autismo. Esse diagnóstico é feito clinicamente com aplicação de questionários direcionados aos pais e com a observação da criança no seu desenvolvimento. O indivíduo autista rejeita o contato físico; não estabelece contato com os olhos; apresenta movimentos estereotipados como balançar as mãos ou balançar-se ; demonstra atraso no desenvolvimento da linguagem (normalmente a criança fala de uma a duas palavras com sentido - mama ou papa - até um ano de idade). Além disso, há momentos que parece surdo e age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros. Quanto antes for feito o diagnóstico, maiores são as possibilidades de melhorar a qualidade de vida do paciente.

    Existe cura?

    A causa do autismo ainda não é conhecida. A cura também não existe, mas há possibilidades de mudar o prognóstico. É possível ter avanços no tratamento no sentido do paciente ter uma vida mais independente ou até mesmo de recuperar a capacidade de linguagem.

    Qual a incidência?

    É muito alta. Enquanto há 50 casos de Síndrome de Down por cada 100 mil nascimentos, o autismo apresenta cerca de 130 casos para cada 100 mil nascidos.

    Por que ocorre o autismo?

    Segundo as pesquisas mais recentes, a causa principal seria genética com alteração na formação no cérebro da criança por volta da 30ª semana da gestação.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento envolve múltiplas especialidades como pediatria, psiquiatria infantil, fisioterapia, terapeuta ocupacional, assistente social e pedagogos. Além disso, há casos que necessitam de terapia medicamentosa para controlar sintomas negativas como surtos psicóticos, agressividade e convulsões.
A vida em um mundo à parte
http://www.tribunadobrasil.com.br/index.php?ntc=9251&ned=1532

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 19.12.05

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Domingo, Dezembro 18, 2005

Homem autista morre depois de atingido por arma de choque

| FRANK MAIN | Repórter Policial | Chicago Sun-Times | 22/11/2005 |

Um homem de 30 anos que vivia em um lar para pessoas autistas em Des Plaines morreu depois de ser atingido por uma arma estonteante Taser em um confronto com oficiais de polícia, disseram as autoridades no dia 21 de novembro passado.

A polícia disse que também usaram spray de pimenta em Hansel Cunningham para subjugá-lo, depois que ele mordeu severamente um cuidador nas mãos e braços na tarde de domingo (20) na casa que fica no endereço 843 S. Golf Cul de Sac.

Atendentes de emergência sedaram Cunningham com medicamentos depois que ele foi algemado, disse um porta-voz da secretaria de saúde do Condado Cook. Ele foi levado ao Posto de Saúde Comunitário do Noroeste, em Arlington Heights, onde foi declarado morto.

A secretaria de saúde local ficou responsável por investigar se há ligação entre o uso da Taser e a morte de Cunningham, explicou o porta-voz.

Em julho, a secretaria relatou o falecimento de Ronald Hasse causado por uma Taser usada por um sargento da polícia de Chicago para subjugá-lo. Seu corpo continha altos níveis de meta-anfetamina, aponttada como um dos fatores que contribuíram para sua morte.

Cuidador precisou de cirurgia

A polícia de Chicago, cujos sargentos são equipados com 200 Tasers, decidiu não distribuir outras duzentas dessas armas depois da morte de Hasse. Mas o departamento continua a fazer uso das que já tem.

A morte de Cunningham aparece como a segunda no Condado Cook em que uma Taser foi usada pela polícia. O relatório do médico legista do condado registrou que o caso foi o primeiro nos EUA em que uma arma desse tipo foi determinada como a principal causa da morte de uma pessoa.

Steve Tuttle, porta-voz da Taser, disse: "Até que todos os fatos envolvendo este trágico incidente sejam conhecidos, não é apropriado tomar conclusões apressadas sobre as causas da morte do Sr. Cunningham." Estudos mostram que as Tasers estão "entre as alternativas mais seguras de uso-de-força para subjugar indivíduos violentos que poderiam ferir os oficiais da lei", afirma.

A Anistia Internacional tem insistido com as agências de polícia para suspender o uso de Tasers até que uma investigação imparcial se conclua. A organização tem listadas mais de 120 mortes de pessoas depois de serem atingidas por estas armas desde 2001 nos EUA e Canadá.

Cerca das 3h40 da tarde de domingo, dois policiais de Des Plaines chegaram à casa de três quartos operada pelos Serviços Rimland, baseado em Evanston, depois de receber uma bateria de relatórios preocupantes.

Um cuidador, Ahmed Sayed, estava coberto de sangue depois que Cunningham o mordera nos braços e mãos, disse o chefe de polícia de Des Plaines Jim Prandini. Sayed precisou de cirurgia.

'A Taser não o tonteou'

Os policiais tentaram algemar Cunningham, mas ele os empurrou e correu para o jardim dos fundos, onde tirou as roupas, diz Prandini. Preocupado com que ele machucasse outras pessoas ou a si mesmo, um dos oficiais disparou uma Taser em Cunningham para dominá-lo, conta o chefe.

Uma Taser dispara uma carga de 50mil volts através de dois dardos ligados a um fio. Apenas um dos fios se ligou ao corpo de Cunningham, e ele não sofreu o choque, relata Prandini. Então, o outro policial disparou com sua Taser em Cunningham, que desta vez foi atingido, explica o chefe de polícia. A Polícia Estadual de Illinois, cuja unidade de integridade pública está investigando, vai verificar o chip da Taser para determinar a duração do choque, ele disse.

"A Taser não o tonteou e os policiais tentaram spray de pimenta", conta Prandini.

Os oficiais conseguiram então algemar Cunningham. Em algum momento, atendentes de emergência sedaram-no e ele perdeu a consciência, diz o chefe de polícia, que não soube dizer que tipo de medicação foi administrada.

Chefe: Taser protege os policiais

"Ele estava com o pulso fraco, e os atendentes dos bombeiros administraram medidas de emergência", afirma Prandini.

O chefe de polícia disse que seus policiais usaram as Tasers mais de 20 vezes em dois anos e esta foi a primeira vez que uma pessoa continuou a lutar. Conta que as Tasers têm reduzido os ferimentos que os policiais sofrem em cada confronto.

"Não houve problemas em outros casos", diz Prandini, acrescentando que a orientação do seu departamento para todos atingidos por uma Taser é passar por um exame de rotina em um hospital.
    Man dies after police shock him with Taser

    FRANK MAIN | Crime Reporter Advertisement | November 22, 2005 | Chicago Sun-Times


    A 30-year-old man living in a Des Plaines group home for autistic people died after he was hit by a Taser stun gun in a weekend confrontation with police officers, authorities said Monday.

    Police said they also used pepper spray on Hansel Cunningham to subdue him after he severely bit a caregiver on the hand and arms Sunday afternoon in the home at 843 S. Golf Cul de Sac.

    Emergency workers sedated Cunningham with medication after he was handcuffed, said a spokeswoman for the Cook County medical examiner's office. He was taken to Northwest Community Healthcare in Arlington Heights where he was pronounced dead.

    The medical examiner's office will investigate whether there was a link between the Taser's use on Cunningham and his death, the spokeswoman said.

    In July, the office ruled the death of Ronald Hasse was caused by a Taser a Chicago Police sergeant used to subdue him. His body contained high levels of methamphetamine, listed as a contributing factor in his death.

    Caregiver needed surgery
    The Chicago Police, whose sergeants are equipped with 200 Tasers, decided not to distribute an additional 200 Tasers after Hasse's death. But the department continued to use its existing Tasers.

    Cunningham's death appears to be the second in Cook County in which a Taser was used by the police. The Cook County medical examiner's ruling in the Hasse case was the first time in the country that a Taser was determined to be the primary cause of a person's death.

    Steve Tuttle, a spokesman for Taser, said: "Until all the facts surrounding this tragic incident are known, it is inappropriate to jump to conclusions on the cause of Mr. Cunningham's death." Studies show Tasers are "among the safer use-of-force alternatives to subdue violent individuals who could harm law enforcement officers," he said.

    Amnesty International has called on police agencies to suspend their use of Tasers until an impartial investigation is conducted. The organization has tallied more than 120 deaths of people after they were shocked by the devices since 2001 in the United States and Canada.

    About 3:40 p.m. Sunday, two Des Plaines officers arrived at the three-bedroom group home operated by Evanston-based Rimland Services after receiving an aggravated battery report.

    A caregiver, Ahmed Sayed, was covered in blood after Cunningham bit him on his hand and arms, said Des Plaines Police Chief Jim Prandini. Sayed required surgery, Prandini said.

    'The Taser did not faze him'

    The officers tried to handcuff Cunningham, but he pushed them out of the way and ran into the backyard, where he took off his clothes, Prandini said. Worried he would hurt others or himself, one of the officers fired a Taser at Cunningham to subdue him, the chief said.

    A Taser fires a 50,000-volt charge through two wire-attached darts. Only one barb stuck into Cunningham's body, and he was not shocked, Prandini said. So the other officer fired a Taser at Cunningham, and this time he was shocked, Prandini said. The Illinois State Police, whose public integrity unit is investigating, will check a computer chip in the Taser to determine the duration of the shock, he said.

    "The Taser did not faze him and the officers tried pepper spray," Prandini said.

    The officers were then able to handcuff Cunningham. At some point, emergency workers sedated him and he lost consciousness, the police chief said. He did not know what kind of medication was administered.

    Chief: Taser protects officers

    "He was getting a shallower pulse, and the fire department administered life-saving measures," Prandini said.

    Prandini said his officers have used Tasers 20 times over about two years and this was the first time a combative person continued to fight. He said Tasers have reduced the injuries that officers have suffered in such confrontations.

    "There were no problems in the other cases," Prandini said, adding that his department's policy calls for everyone hit by a Taser to undergo a routine fitness exam at a hospital.
Man dies after police shock him with Taser
http://www.suntimes.com/output/news/cst-nws-taser22.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 18.12.05

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Meninos autistas filmam curta no parque

| Arousa | 16/12/2005 | La voz de Galicia |

foto: MARTINA MISER
Crianças autistas participam da filmagem no parque
A associação para tratamento do espectro autista Bata, da Galícia, Espanha, acabou de rodar ontem, no parque de O Castriño, o curta-metragem que, com o nome Un cuento de cuentos (Um conto de contos), pretende desenvolver mais uma atividade que favoreça a integração e desenvolvimento das crianças que receben tratamento no centro. No filme, dirigido pela psicóloga da Bata, Enma Blanco,colaboraram ativamente tanto os 33 usuários do centro como seus familiares.
    Los chicos de Bata ruedan un cortometraje en O Castriño

    16/12/2005 | Arousa | La voz de Galicia


    La asociacion para el tratamiento del espectro autista Bata finalizó ayer en el parque de O Castriño el rodaje de un cortometraje que con el título Un cuento de cuentos pretende desarrollar una actividad más que favorezca la integracion y el desarrollo de los niños que reciben tratamiento en el centro. En el filme, que ha sido dirigido por la psicóloga de Bata, Enma Blanco, han colaborado activamente tanto los 33 usuarios del centro como sus familiares.
Los chicos de Bata ruedan un cortometraje en O Castriño
http://www.lavozdegalicia.es/buscavoz/ver_resultado.jsp?TEXTO=4345239

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 18.12.05

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Sábado, Dezembro 17, 2005

Presidente da Índia dá aula a crianças especiais

| UNI, via Deepikaglobal - The Latest News for Global India | Kochi, 15/12/2005 |

Cerca de 80 crianças especiais, afetadas por paralisia cerebral e autismo, terão um professor muito especial, o Presidente da Índia, que lhes dará aulas em suas salas em 17 de dezembro.

O Presidente A P J Abdul Kalam irá a suas salas na Escola Especial Adarsh, em Kureekad, para interação.

Ele também será um importante espectador quando dois alunos da escola inaugurarão seu novo "prédio acessível".

"A mobilidade de muitos dos alunos é prejudicada. eles não podem ir até a área pública para se encontrar com o Presidente. Assim, ele irá a suas salas para encontrá-los", explicou aos jornais o diretor K Neelakantan.

O Presidente vai ficar com os alunos por 25 minutos, antes de comparecer a compromissos públicos por 20 minutos à tarde. Chegará à cidade às 17h30 e indo diretamente a seus compromissos às 18h15.

O Ministro Chefe de Kerala, Oommen Chandy, também estará presente na inauguração do complexo com instalações especiais que facilitarão a locomoção das crianças com deficiência, disseram as autoridades.

Mantida pela Sociedade de Caridade Adarsh desde 1998, a escola tem 80 alunos matriculados com estruturas separadas para habilitação de crianças autistas e com paralisia cerebral.

A Sociedade, que capacitou 25 alunos a freqüentar escolas regulares depois de um treinamento efetivo, também oferece assistência técnica para oito escolas especiais no Estado.

"Estudos indicaram que a incidência de paralisia cerebral e autismo é cerca de 5 a 6 por mil nascimentos. Isso quer dizer cerca de 20 a 36 mil crianças com deficiência com menos de seis anos em Kerala afetadas" disse o Dr Abraham Paul, Vice-diretor da Sociedade.
    Kalam to take classes for special children

    deepikaglobal.com - The Latest News for Global India

    Kochi, Dec 15 (UNI)
    About 80 special children, hit by cerebral palsy and autism, would have a very special teacher, the President of the country, coming to them for taking lessons in their classrooms on December 17.

    This time President A P J Abdul Kalam will be going literally to their classroom benches at Adarsh Special School, Kureekad near here, for interaction.

    Taking a backseat, he will also remain as just a very important spectator when two inmates of the school will dedicate their new `disable-friendly' building to the their brethren.

    ``Mobility of most of the students are partially hit. They cannot go to the public area and interact with the President. Hence, he is coming to their classes for interactions,'' School Chairman K Neelakantan told newspersons here today.

    The President will interact with them for 25 minutes, before attending the 20-minute public function in the evening.

    President was slated to arrive in the City at 1730 hrs and would proceed directly to the function at 1815 hrs.

    Kerala Chief Minister Oommen Chandy will also be present for the dedication of Rs 75-lakh complex which has special facilities to enable the movement of disabled children from all sides, the authorities said.

    Run by the Adarsh Charitable Trust since 1998, the school has 80- students on the rolls with separate wings for habilitation of children with autism and cerebral palsy.

    The Trust, which trained 25 students so far to join the mainstream schools after effective training here, also gives technical assistance to eight special schools in the State.

    "Studies indicated that incidence of cerebral palsy and autism is about 5-6 in thousand births. It means, about 20,000 out of 36 lakh children below the age of six in Kerala are affected by these,'' said Dr Abraham Paul, Vice-Chairman of the Trust.

Kalam to take classes for special children
http://www.deepika.com/english/latestnews.asp?ncode=31820

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 17.12.05

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Destaque da semana

Obrigada, por tanto amor

| María Josefina de Regules | La Capital | Argentina, 17/12/2005 |

Quero agradecer a todas as escolas do sistema de ensino regular que, entre 2004 e 2005, não quiseram incluir meu neto Elvio por sua condição de criançaautista. Algumas das desculpas que seus pais escutaram foram: "Não temos lugar, não é conveniente sobrecarregar a professora, não podemos incorporar uma auxiliar de integração", e tantas outras. Mais doloroso foi verificar que tantas dessas escolas são católicas, onde o que se prega como misericórdia, amor e respeito não havia. Suas mensagens só refletiam rejeição, má vontade e desprezo pela deficiência. Em março, quando parecia que Elvio já não teria a oportunidade de se educar e se relacionar com outras crianças, meus filhos chegaram à Escuela Normal Nº 3 Mariano Moreno, nível inicial. Ali, tudo fue diferente: ouviram-nos, informaram-se sobre o caso e, em 20 minutos, tomaram a decisão de matriculá-lo. Assim, apareceram o amor, o respeito, la inclusão e uma grande vontade de aprender o que esses meninos precisam para se integrar. Muito obrigado a Mimí Piñeyro e a Marta Pareja, e também à professora da sala verde, Andrea Bonino; às professoras María Laura, Flavia, Alejandra, Laura e Ana, a Griselda e Ana, a seus colegas e aos papais, que também o ajudam, dia a dia. E à sua sombra incansável, sua auxiliar de integração Ileana Maullión. Por tudo isto é que agradeço a todos que rejeitaram Elvio, já que, de outra forma, não teríamos conhecido este maravilhoso grupo, para quem todas as crianças são iguais.
    La destacada de la semana

    Gracias por tanto amor

    María Josefina de Regules | La Capital | 17/12/2005 |


    Quiero dar las gracias a todas las escuelas que pertenecen al sistema educativo común que entre 2004 y 2005 no quisieron incorporar a mi nieto Elvio por su condición de niño autista. Algunas de las excusas que sus padres escucharon fueron: "No hay lugar, no es conveniente sobrecargar a la maestra, no podemos incorporar a una docente integradora", y tantas otras. Lo más doloroso fue que muchas de estas escuelas son católicas, donde lo que se pregona como misericordia, amor y respeto no existió. Sus mensajes sólo reflejaban rechazo, mala voluntad y desprecio por la discapacidad. En marzo, cuando parecía que Elvio ya no tendría la oportunidad de educarse y de relacionarse con sus pares, mis hijos llegaron a la Escuela Normal Nº 3 Mariano Moreno, nivel inicial. Allí todo fue distinto: los escucharon, se informaron sobre el caso y en 20 minutos tomaron la decisión de incorporarlo. Entonces sí, aparecieron el amor, el respeto, la contención y una fuerte voluntad para aprender lo que estos niños necesitan para integrarse. Muchas gracias a Mimí Piñeyro y Marta Pareja, y también a la seño de la sala verde, Andrea Bonino; a las seños María Laura, Flavia, Alejandra, Laura y Ana, a Griselda y Ana, a sus compañeros y a los papás, que también lo ayudan día a día. Y a su sombra incansable, su maestra integradora Ileana Maullión. Por todo esto es que agradezco a todos los que rechazaron a Elvio, ya que de otra manera no habríamos conocido a este maravilloso grupo, para quienes todos los niños son iguales.


Gracias por tanto amor
http://www.lacapital.com.ar/2005/12/17/cartas/noticia_255354.shtml

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 17.12.05

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Sexta-feira, Dezembro 16, 2005

Quelação acusada de parada cardíaca em criança autista

| Shelley Wood | Pittsburgh Tribune Review | 26/8/2005 |
| tradução Inez de Souza Dias | enviado para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil |

Portersville, Pennsilvania - EUA -
A terapia da quelação, ainda considerada por algumas pessoas como um tratamento alternativo para doença arterial coronariana, está sendo agora apontada como responsável pela morte de um menino autista de 5 anos de idade. De acordo com as reportagens, o menino Abubakar Tariq Nadama teve uma parada cardíaca e morreu imediatamente depois de receber tratamento de quelação, uma estratégia que seus pais acreditavam poder curar seu autismo.

"Se eu fosse um pai que estivesse considerando a quelação para meu filho, provavelmente pararia com isso. Não há evidências claras de que você possa melhorar as crianças com ela", disse o Dr. Gervasio A. Lamas ( Centro Médico Monte Sinai, Instituto de Saúde de Miami, Miami Beach, Flórida - Mount Sinai Medical Center), citado pela Associated Press (AP). Lamas é o chefe de uma pesquisa de 5 anos, com orçamento de US$30 milhões, patrocinada pelo Instituto Nacional da Saúde norte-americano, de nome Trial to Assess Chelation Therapy (Estudo para a Avaliação da Terapia por Quelação) que envolve mais de 2300 pacientes em mais de 100 centros de pesquisa americanos.

O Thimerosal, um conservante à base de mercúrio que foi usado em vacinas dadas a crianças, é apontadao como uma causa, não comprovada, de autismo. Defensores da quelação acreditam que a terapia, que usa agentes como o EDTA (ácido etilenodiaminotetracético) - que se liga aos metais fazendo que esses sejam secretados na urina -, poderia ajudar pacientes com autismo eliminando o mercúrio de seus corpos. O Instituto de Pesquisas em Autismo, de San Diego, publicou um artigo em 2001 afirmando que 73% de mais de 23 mil pais consultados disseram que a desintoxicação por mercúrio teria ajudado seus filhos.

A Terapia por Quelação não é benigna

Os pais de Nadama levaram seu filho ao Centro de Medicina Integrativa Avançada em Portersville, a noroeste de Pittsburgh, onde ele estava passando pelo seu terceiro tratamento de quelação. Contatado pela Heartwire, o Centro recusou-se a comentar sobre a morte do menino. Os resultados da necropsia devem demorar pelo menos um mês.

Tmbém citada em reportagem da AP, a Dra Cynthia Johnson, diretora do Centro de Autismo no Hospital Infantil de Pittsburgh afirma: "Digo às famílias que não considero a quelação benigna; ela é muito assustadora para mim."

O EDTA é aprovada pelo FDA para o tratamento de envenenamento por metais pesados, mas os riscos possíveis incluem danos ao fígado, reações de hipersensibilidade, arritmia, trombose e insuficiência cardíaca.

As recomendações atuais da American Heart Association (Associação Americana de Cardiologia) afirmam claramente que a quelação não é um terapia comprovada para doença coronariana. Em 2002, o Conselho Nacional contra Fraudes na Saúde (National Council Against Health Fraud) publicou uma declaração sustentando que "a terapia por quelação em crianças autistas deveria ser considerada abuso infantil".

Fonte: Bails J. Morte de menino provoca questionamento sobre a quelação. Pittsburgh Tribune Review, 26 de Agosto, 2005. Disponível em: http://pittsburghlive.com/x/tribune/regional/s367627.html.

    Chelation blamed for cardiac arrest in autistic child

    Aug 26, 2005 Shelley Wood

    Portersville, PA - Chelation therapy, still believed by some to be a nontraditional treatment for coronary artery disease, is now being blamed for the death of a five-year-old boy with autism [1]. According to media reports, Abubakar Tariq Nadama went into cardiac arrest and died earlier this week immediately after undergoing chelation treatment, a strategy his parents had hoped could help or cure his autism.

    "If I were a parent considering it, I would probably stop considering it. There is no clear evidence that you can make kids better with this," Dr Gervasio A Lamas (Mount Sinai Medical Center- Miami Heart Institute, Miami Beach, FL) is quoted by Associated Press (AP) writer Jennifer C Yates. Lamas is the primary investigator on the five-year, $30-million-dollar, NIH-sponsored Trial to Assess Chelation Therapy (TACT), enrolling more than 2300 patients at more than 100 US research sites.

    An unproven cause of autism is thimerosal, a mercury-containing preservative once used in vaccines given during childhood. Advocates of chelation believe the therapy, which uses agents such as ethylenediaminetetraacetic acid (EDTA) that bind to metals, allowing them to be secreted in the urine, may help autism patients by ridding their systems of mercury. As the AP notes, the San Diego-based Autism Research Institute issued a position paper in 2001 claiming that 73% of over 23 000 parents surveyed said mercury detoxification helped their children.

    Chelation therapy not "benign"

    Nadama's parents had taken their son to the Advanced Integrative Medicine Center (AIMC) in Portersville, northwest of Pittsburgh, where he had undergone his third chelation treatment. Contacted by heartwire, AIMC refused to comment on the boy's death. Autopsy results will likely take at least a month, the Pittsburgh Tribune-Review quotes the coroner's office.

    Quoted in the AP report, Dr Cynthia Johnson, director of the Autism Center at the Children's Hospital of Pittsburgh, said, "I tell families frankly that I don't see [chelation] as benign, and it's really very scary to me."

    EDTA is FDA-approved for the treatment of heavy-metal poisoning, but possible risks include kidney and liver impairment, hypersensitivity reactions, arrhythmia, thrombus, and congestive heart failure.

    Current American Heart Association guidelines on chelation therapy state clearly that the treatment is not a proven therapy for coronary heart disease. In 2002, the National Council Against Health Fraud issued a policy statement asserting that "chelation therapy of autistic children should be considered child abuse."
Source

Bails J. Boy's death prompts questions about chelation. Pittsburgh Tribune Review, August 26, 2005. Available at:

Chelation blamed for cardiac arrest in autistic child
http://pittsburghlive.com/x/tribune-review/trib/regional/s_367627.html.

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 16.12.05

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Quarta-feira, Dezembro 14, 2005

Aumento do cérebro pode indicar autismo

| Medical Study News | 13/12/2005 |

Imagens de Ressonância Magnetica (IMR) mostraram evidencias de aumento no cérebro em uma amostra relativamente alta de crianças autistas, comparadas com crianças que não têm a desordem, de acordo com estudo do número de dezembro da revista Archives of General Psychiatry.

Autismo é uma complexa desordem do neurodesenvolvimento definida por deficits sociais, anormalidades na comunicação e comportamentos estereotipados, repetitivos. Enquanto a base neuroanatomica da condição não é conhecida, numerosas linhas de evidência sugerem que anormalidades no volume cerebral podem ser caracteristicas do autismo, de acordo com o artigo.

Heather Cody Hazlett, Ph.D., da University of North Carolina, em Chapel Hill, e colegas examinaram o volume cerebral e a circunferência craniana de crianças com e sem autismo. Analizara dados de um estudo com IMR em andamento em 51 crianças com autismo - de 18 a 35 meses - e um grupo de comparação constituído de 25 crianças sem autismo (14 com desenvolvimento tipico e 11 com retardo do desenvolvimento sem evidências de uma desodem gloval do desenvolvimento). Medidas eetrospectivas longitudinais da circunferência craniana foram tomadas de registros médicos de uma amostragem maior de 113 crianças com autismo e 189 crianças para controle, do nascimento aos 3 anos.

"Aumento significativo foi detectado nos volumes do córtex cerebral mas não no volume cerebelar de individuos com autismo," reportam os autores. "O aumento estava presente tanto na massa branca quanto cinzenta, e isso generalizado através do córtex cerebral."

O córtex cerebral é responsável pelos processos do pensamento, percepção e memoria, entre outras funções. O cerebelo é uma estrutura que controla as funçõesmotoras complexas. A massa cinzenta representa os centros de processamento de informação do cérebro, enquanto a massa branca representa as conexões entre aqueles centros de processamento.

"[Em crianças autistas] a circunferência da cabeça parece ser normal no nascimento, com uma significante taxa de crescimento parecendo começar em torno dos 12 meses de idade", escreveram os autores.

"Estas descobertas confirmam a presença de um aumento generalizado do volume das massas cinzenta e branca do córtex cerebral na idade de dois anos em indivíduos com autismo", concluem. "Dada a grande relação entre a circunferência da cabeça e o volume do cérebro, o início deste crescimento parece se dar durante o período pós-natal [depois do nascimento], podendo começar tão tarde quanto a última etapa do primeiro ano de vida."
    Brain enlargement may indicate autism

    Medical Study News
    Published: Tuesday, 13-Dec-2005


    Magnetic resonance imaging (MRI) has found evidence of brain enlargement in a relatively large sample of children with autism, compared with children who do not have the disorder, according to a study in the December issue of Archives of General Psychiatry.

    Autism is a complex neurodevelopmental disorder defined by social deficits, abnormalities in communication, and stereotyped, repetitive behaviors. While the neuroanatomical basis of this condition is not yet known, numerous lines of evidence suggest that abnormalities in brain volume may be characteristic of autism, according to background information in the article.

    Heather Cody Hazlett, Ph.D., of the University of North Carolina, Chapel Hill, and colleagues examined brain volume and head circumference (HC) in children with and without autism. They analyzed data from an ongoing MRI study on 51 children with autism - aged 18 to 35 months - and a comparison group made up of 25 children without autism (14 with typical development, and 11 with developmental delay without evidence of a pervasive developmental disorder). Retrospective longitudinal HC measurements were also gathered from medical records on a larger sample of 113 children with autism and 189 control children, from birth to age three years.

    "Significant enlargement was detected in cerebral cortical volumes but not cerebellar volumes in individuals with autism," the authors report. "Enlargement was present in both white and gray matter, and it was generalized throughout the cerebral cortex."

    The cerebral cortex of the brain is responsible for the processes of thought, perception, and memory, among other functions. The cerebellum is a structure that controls complex motor functions. Gray matter (GM) represents information processing centers in the brain, while white matter (WM) represents connections between those processing centers.

    "[In children with autism] head circumference appears normal at birth, with a significantly increased rate of HC growth appearing to begin around 12 months of age," the authors write.

    "The findings from this study confirm the presence of generalized cerebral cortical GM and WM brain volume enlargement at age two in individuals with autism," they conclude. "Given the strong relationship between HC and brain volume, the onset of this enlargement appears likely to be during the postnatal [after birth] period and may begin as late as the latter part of the first year of life."

    http://archpsyc.ama-assn.org/


Brain enlargement may indicate autism
http://www.news-medical.net/?id=14971

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 14.12.05

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Terça-feira, Dezembro 13, 2005

Um show de luzes especial, para um menino especial

| Lincolnshire Echo - Entertainment | 10/12/2005 |

Mandy Robinson, mãe de seis, gastou £400 com luzes de Natal para celebrar o primeiro semestre de seu filho autista na escola.

Mrs. Robinson, de Tower Crescent, Lincoln, foi às compras depois que Joseph (9 anos) conseguiu matrícular-se em uma escola especial pela primeira vez.

Joseph é autista e agora é aluno da St Christopher's School de Hykeham Road, Lincoln, desde setembro deste ano.

Agora a família entrou na Competição de Luzes de Natal do Conselho de Lincoln City, patrocinada pelo Echo; cada morador pode entrar.

Mrs. Robinson (38), mãe em tempo integral, disse que Joseph adorou as luzes.

"Ir para a escola era novidade para ele e um dia, quando voltávamos para casa, ele viu luzes na casa de alguém", ela conta.

"Joseph disse 'podemos montar luzes este ano' e pensei - por que não? ele está entrando no espírito de Natal agora que está começando na escola pela primeira vez em nove anos!"

Joseph, que teve um tutor em casa por dois anos, já tinha participado controlando o toca-fitas no concerto de Natal.

"Isso o encorajou e ele amou o momento", disse Mrs Robinson.

O marido Phillip (41), cuidador em tempo integral de Joseph, disse que foi ótimo participar da decoração de Natal.

"Joseph batia as mãos ao ver as luzes", ele diz. "nos esforçamos para colocá-las antes que chegasse em casa."

E o Sr. Robinson diz que foi maravilhoso enfeitar o lugar. "Eu olhava as outras casas e ninguém parecia ter feito nada. Nossa casa brilha de verdade. Nem me importa a conta de luz. Temos certeza que teremos como cobri-la", ele diz.

A competição vai até o dia 13 de dezembro.

Vicki Johnson, porta-voz oficial dos moradores perante o conselho, disse: "Estamos recompensados em fazer esta competição para reconhecer os esforços de nossos moradores.

"Estamos trabalhando com o Echo para distribuir prêmios - nove finalistas receberão uma cesta ded Natal, enquanto o grande vencedor receberá um troféu e £50 de crédito na High Street."


Os participantes serão julgados por um júri de conselheiros e representantes dos moradores.

Para mais histórias de Natal, www.thisislincolnshire.co.uk/news
    MANDY'S SPECIAL LIGHT SHOW FOR BRAVE JOSEPH

    Lincolnshire Echo - Entertainment


    Mum-of-six Mandy Robinson has spent £400 on Christmas lights to celebrate her autistic son's first term at school.

    Mrs Robinson, of Tower Crescent, Lincoln, went on a shopping spree after Joseph (nine) enrolled at a special school for the first time.

    Joseph has autism and has been a pupil of St Christopher's School in Hykeham Road, Lincoln, since September this year.

    Now the family has entered Lincoln City Council's Christmas Lights Competition, supported by the Echo, which every council tenant can enter.

    Mrs Robinson (38), a full-time mum, said Joseph enjoyed the lights.

    "Going to school was a new thing for him and we came home one day and saw some lights on someone's property," she said.

    "Joseph said 'can we do that this year' and I thought why not? He is getting into the Christmas spirit now he's started at school for the first time in nine years."

    Joseph, who had a home tutor for two years, has even taken on the role of recorder-player in his school's Christmas concert.

    "It encourages him and he's loving it at the moment," said Mrs Robinson.

    Husband Phillip (41), a full-time carer for Joseph, said it was worth making the effort at Christmas.

    "Joseph claps his hands when he sees the lights," he said. "We try to put them on for when he comes home."

    And Mr Robinson said it was nice to brighten the place up. "I looked at the other houses down our street and nobody seems to have done anything. Our house shines up really brightly. The electricity bill doesn't matter. We make sure we have enough on the meter every week to cover it," he said.

    The city council competition runs until Thursday, December 13. Just fill in the application printed on this page and send it off.

    Vicki Johnson, tenant liaison officer at the council, said: "We are pleased to be running a Christmas Lights Competition to recognise the efforts of our tenants.

    "We are working with the Echo to award prizes - nine finalists will receive a Christmas hamper, while the overall winner will receive a trophy and £50 in High Street gift vouchers from the Echo."

    Entrants will be judged by a panel of councillors and tenant representatives.

    For more stories about Christmas go to www.thisislincolnshire.co.uk/news
Mandy's special light show for brave Joseph
http://www.thisislincolnshire.co.uk/displayNode.jsp?nodeId=156130&command=displayContent&sourceNode=158274&contentPK=13651572&folderPk=87026

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 13.12.05

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Domingo, Dezembro 11, 2005

Maratonada pela conscientização

| DH News Service Bangalore, via Deccan Herald/City/Detailed Story | India, 12/12/2005 |

Cerca de 280 pessoas participaram da "maratonada" (walkathon) organizada pela Sociedade Espástica de Karnataka (Spastic Society of Karnataka), para conscientizar as pessoas sobre as desordens do espectro autista.

Os participantes empunhavam cartazes e placas que diziam, "Desordem do espectro autista é uma desordem do desenvolvimento, uma disfunção neurológica não-progressiva. Não há cura para a doença até agora."

O Dr Rukmini Krishnaswamy, diretor da Sociedade Espástica de Karnataka disse, "Queremos que o Governo considere a desordem do espectro autista como uma deficiência. Há uma resposta positiva do Governo, mas queremos criar a consciência."

Depois da caminhada, crianças autistas participaram de uma competição de pintura em Bal Bhavan e, depois, interagiram com muitas escolas e estudantes.
    Walkathon for autism awareness

    DH News Service Bangalore


    Around 280 people participated in the walkathon organised by the Spastic Society of Karnataka, to create awareness among people about Autism Spectrum Disorders.

    Participants held placards and sign boards which said, "Autism Spectrum disorder is a developmental disorder, a life long non-progressive and neurological dysfunction. No cure has been discovered for the disease till date."

    Dr Rukmini Krishnaswamy, director of Spastic Society of Karnataka said, "We want the government to consider Autism Spectrum Disorder as a disability. There is a positive response from the government, but still we want to create an awareness."

    After the walk, autistic children took part in the painting competition at Bal Bhavan and later interacted with many school and college students.
Walkathon for autism awareness
http://www.deccanherald.com/deccanherald/dec122005/city19492120051211.asp

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 11.12.05

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Caso do pingüim é história de pescador

| MEGAN TENCH | 2/12/ 2005 | The Boston Globe - City & Region |

O New England Aquarium contou todos seus pingüins e levou este para uma entrevista coletiva. (Equipe de fotos do Globe / Suzanne Kreiter)
pinguim
A história é mais ou menos assim: um menino autista de 12 anos em visita ao aquário se perde na multidão. Quando sua mãe o acha, ele parece agitado e, assim, ela o leva para casa e o põe no banho para se acalmar. Quando vai ver se está tudo bem, encontra um pingüim se refestelando na banheira com o filho. O garoto admite que surrupiou o pingüim dentro da mochila.

Essa história tão emocionante, no entanto, é uma lenda urbana que, em muitas versões, circula o mundo há anos, dizem os diretores do aquário. Para esclarecer de uma vez a história, convidaram os repórteres para um encontro com os pingüins.

"Esta semana, recebi um telefonema de Fayetteville, Arkansas, sobre o rapto do pingüim", contou o porta-voz do aquário, Tony LaCasse. ''Sempre recebo ligações da California. Achamos que devíamos fazer algo."

LaCasse especula que o mito cresceu com o documentário ''March of the Penguins", sucesso do último verão. Com a venda do DVD, as ligações por causa do mito voltaram a tocar no Aquário, ele diz.

Todos os 61 pingüins residentes no aquário estão seguros e contados, tranqüiliza LaCasse. Eles circulam em volta de um tanque e escorregam para a água tão rápido que parecem voar. Ele afirma que nenhuma criança poderia escalar o tanque, pular 2 metros na água, surrupiar um pingüim e sair, sem ao menos alguém perceber.

    Penguin tale is a fishy story

    December 2, 2005 | The Boston Globe - City & Region

    The story goes like this: A 12-year-old boy with autism visits the New England Aquarium and gets lost in the crowd. When his mother finds him, he seems agitated. So she takes her son home and puts him in a bath to calm down. When she checks on him, she finds a penguin splashing with him in the tub. The boy admits that he slipped the penguin out of the aquarium in his backpack.

    The engaging tale is, however, an urban myth that in some variation has circled the globe for years, aquarium officials say. In an attempt to squash it once and for all, aquarium officials invited reporters yesterday to a penguin head count.

    ''This week, I got a call from Fayetteville, Ark., about the penguin abduction," said aquarium spokesman Tony LaCasse. ''I even got a call from California. We figured we had to do something."

    LaCasse speculated that the myth was hatched close to the release of the documentary ''March of the Penguins," which became a summer hit. With the release of the DVD this week, calls about the myth poured into the aquarium again, LaCasse said.

    All 61 penguins residing at the aquarium are safe and accounted for, LaCasse said. They waddle around an ocean tank with steep walls and zip through water, kept at a chilly 50 degrees, so fast they appear to be flying. No child could scale the tank railing, LaCasse said, drop 6 feet into the water, scoop up a penguin, and leave, at least not without being noticed.

    MEGAN TENCH

    © Copyright 2005 Globe Newspaper Company.
Penguin tale is a fishy story
http://www.boston.com/news/local/massachusetts/articles/2005/12/02/penguin_tale_is_a_fishy_story/

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 11.12.05

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Terça-feira, Dezembro 06, 2005

Cores que libertam

Alunos autistas expõem pinturas inspiradas na obra do pintor Joan Miró

| LILIAN LARANJA | Zero Hora | Ensino | 6/12/2005 |


Rafael Vinícius de Brito, 13 anos, só conseguia se interessar por jogos de futebol e surpreendeu até mesmo a mãe dele ao pintar duas telas (uma delas na foto) usando cores e formas do artista espanhol. Foto: Adriana Franciosi/ZH.
Rafael e seu quadro.
Em cada tela, uma história de desprendimento. Vencendo a fixação por repetições, nove alunos autistas descobriram o mundo vivaz de Joan Miró. E foram além: recriaram as cores e os contornos característicos das pinturas do famoso pintor catalão.

Parar e olhar. Algo simples para a maioria das pessoas. Mas um desafio para quem sofre de transtornos do desenvolvimento. Para autistas e psicóticos, sair da fixação da rotina e encontrar focos de interesse no universo exterior é um grande avanço. A visão do mundo primitivo e jovial, transmitida nas pinturas de Miró, tornou possível o que poderia parecer um milagre. Eles conseguiram, sim, parar e olhar.

Perceberam as cores que gritam, na intensidade primária do amarelo, do azul e do vermelho, além dos contornos das linhas negras, ora leves, ora firmes. E mais do que olhar, os alunos recriaram. Tudo a custo de insistência e força de vontade.

A exposição de 21 telas produzidas por nove alunos da Escola Municipal Especial Professor Luis Francisco Lucena Borges, que segue até sexta-feira na Câmara de Porto Alegre, é resultado de quase um ano de trabalho. Para chegar até aqui, o primeiro passo foi visitar a mostra Miró Mirabolante, que reuniu obras do pintor, na Capital, até junho.

Miró.
Miró.
Estudantes recriaram obras pesquisadas

O jogo de círculos, as linhas, as cores fortes e a sincronia das imagens despertou o interesse dos alunos. Atenta, Patrícia Zillmer, professora de Oficina de Artes Plástica da prefeitura, aprofundou o tema.

- A espontaneidade das obras motivou os alunos. Eles viram que também podiam pintar - diz.

A turma mergulhou na pintura do artista. Uma vez por semana, os alunos pesquisaram na Internet telas e esculturas. Coletaram imagens e montaram um álbum. Escolheram as preferidas para criar suas leituras.
A tela que serviu de inspiração.
A tela.
Mas foi preciso preparação: três meses para que a tela em branco fosse preenchida com formas, cores e criatividade. Os resultados surpreenderam até os mais próximos.

Maria Cristina Rodrigues de Brito, 39 anos, não sabia do que o filho era capaz. As duas telas que hoje estão expostas são a prova de que ele pode achar outros interesses além do futebol. Rafael Vinícius, 13 anos, é um exemplo da fixação típica dos autistas. Era ele pegar lápis e pincel para surgirem símbolos de clubes.

- Foi uma surpresa ver que ele pode botar para fora coisas que a gente não imaginava - diz a mãe.

( lilian.laranja@zerohora.com.br )


Cores que libertam

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 6.12.05

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3 de Dezembro

O 3 de dezembro - Dia Internacional da Pessoa com Deficiência - foi comemorado em várias partes do país. Na capital brasileira as comemorações tiveram destaque nas atividades promovidas pelo Movimento Orgulho Autista Brasil

| Revista Sentidos | Enviada para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil por Teca e por Ana Lucia | 5/12/2005 |


O Movimento Orgulho Autista Brasil foi convidado a realizar ato público com manifestações de apreço e consideração aos deficientes no Hipermercado Extra, o maior do ramo em Brasília. Os integrantes da entidade distribuíram panfletos explicativos acerca do autismo, uma síndrome que atinge 1 pessoa em cada 500 pessoas em todo o mundo. Em Brasília estima-se que existam cinco mil autistas e cerca de 340 mil em todo o Brasil.

Além de alertar a população para a importância do "Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, a sociedade de Brasília pôde entender um pouco mais sobre a síndrome autista. Cerca de 5.000 panfletos que procuram mostrar como identificar o sujeito autista, foram distribuídos. Além disso, foram realizadas palestras e divulgadas propostas de leis que já estão sendo encaminhadas tanto no âmbito federal, quanto no Governo do Distrito Federal.

De acordo com o diretor e presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, Fernando Cotta, muitas pessoas que passaram pelo local afirmaram desconhecer completamente o quadro autista. Outros, depois de observarem os panfletos, disseram identificar possibilidades de autismo entre seus conhecidos.

Para Ana Lúcia Nascimento, mãe de Daniel Jansen, autista e uma das diretoras do Movimento Orgulho Autista Brasil, os objetivos foram plenamente atingidos, pois "a população deve ser esclarecida a respeito de assunto tão importante".

Segundo Eduardo, asperger, 21 anos, que cursa computação na Faculdade Católica em Brasília e é membro do Movimento, "essa população sempre foi discriminada pela sociedade e precisa se unir em grupos como esse para buscar seus direitos". "A cada dia é maior o número de pessoas que passam a conhecer os dilemas dos familiares de autistas e essas pessoas precisam ter uma melhor qualidade de vida", diz Cotta.

As atividades do Movimento Orgulho Autista Brasil são apoiadas por outras entidades, entre as quais a comunidade virtual Autismo no Brasil, a entidade Educautismo e a Associação dos Amigos do Autista (AMA/DF).

Um pouco de História a respeito do "Dia Internacional do Portador de Deficiência"

A 37ª Sessão Plenária Especial sobre Deficiência da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, realizada em 14 de outubro de 1992, em comemoração ao término da Década, adotou o dia 03 de dezembro, como Dia Internacional do Portador de Deficiência, conforme a resolução A/RES/47/3. Com este ato, a Assembléia considera que ainda falta muito para se resolver os problemas dos deficientes, que não pode ser deixado de lado pelas Nações Unidas.

A data escolhida coincide com o dia da adoção do Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência pela Assembléia Geral da ONU, em 1982. As entidades mundiais da área esperam que com a criação do Dia Internacional todos os países passem a comemorar a data, gerando conscientização, compromisso e ações que transformem a situação dos deficientes no mundo. O sucesso da iniciativa vai depender diretamente do envolvimento da comunidade de portadores de deficiência que devem estabelecer estratégias para manter o tema em evidência.

A comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas pela Resolução 1993/29 de 5 de março de 1993:

"Apela a todos os Países - Membros que enfatizem a observância do Dia Internacional (...) a fim de que as pessoas com deficiência desfrutem plena e igualmente dos direitos humanos e participem na sociedade (...)"

No Dia 03 de dezembro podemos promover lutas pelos direitos das pessoas com deficiência no mundo inteiro - nos níveis local, nacional, regional e internacional. Ele pode ser também uma oportunidade para estimular debates sobre os assuntos de deficiência em geral e tornar públicos os programas, as políticas, as leis e demais normas.

Importante destacar que as nossas necessidades são importantes, as nossas habilidades e experiências são de enorme valor para a comunidade, a sociedade, o mundo.

Nós temos direitos, necessidades e habilidades como quaisquer outras pessoas. Precisamos assegura que eles sejam respeitados.

Segundo a ONU é importante neste dia:

Envolver as pessoas com deficiência e suas organizações;
Celebrar nossa experiência e perícia;
Conscientizar sobre assuntos de deficiência;
Promover os direitos humanos de todas as pessoas portadoras de deficiência.

Fonte: ONU.

3 de Dezembro
http://www.sentidos.com.br/canais/materia.asp?codpag=9347&codtipo=4&subcat=32&canal=visao

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 6.12.05

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Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

Ressonância magnética mostra deficiência no sistema espelho-neural de crianças autistas

Descobertas identificam mecanismo por trás de déficits sociais

| Dan Page | Universidade da Califórnia - Los Angeles | Press-release, via Eurekalert | 4/12/2005 |


Nova pesquisa com imageamento na UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles) detalhada dia 4 de dezembro na publicação online da revista Nature Neuroscience mostra que crianças autistas virtualmente não têm atividade em uma parte chave do sistema espelho-neuronal do cérebro, responsável pela imitação e observação de emoções.

Os neurônios-espelho se ativam quando uma pessoa realiza uma ação solicitada ou enquanto observa a mesma ação ser realizada por outra pessoa. Os neurocientistas acreditam que este sistema observação-execução cria um mecanismo neural pelo qual as ações, intenções e emoções dos outros podem ser compreendidas automaticamente.

Os sintomas do autismo incluem dificuldade com a interação social - incluindo a comunicação verbal e não-verbal - a imitação e empatia. As novas descobertas suportam um crescente grupo de evidências que apontam para uma deficiência do sistema de neurônios-espelho do cérebro como sendo o mecanismo por trás dessas características.

"Nossas descobertas sugerem que uma disfunção do sistema espelho-neuronal pode estar por trás dos déficits sociais observados no autismo", disse Mirella Dapretto, autora principal e professora-assistente na residência de psiquiatria e ciências Biocomportamentais do Instituto Semel para Neurociências e Comportamento Humano e da Escola de Medicina David Geffen, ambos da UCLA. "Junto com outros dados recentes, nossos resultados oferecem forte apoio a uma teoria do neurônio-espelho do autismo. Isto é excitante, porque finalmente temos uma explicação possível para todos os sintomas no cerne dessa desordem."

Conduzida pelo Centro de Mapeamento Cerebral Ahmanson-Lovelace do Instituto Semel , a pesquisa usou imageamento por ressonância magnética funcional (fMRI) para medir a atividade cerebral em 10 crianças com autismo de alto desempenho enquanto imitavam e observavam 80 fotos retratando diferentes emoções, como raiva, medo, felicidade ou tristeza. Adicionalmente, a atividade cerebral de 10 crianças com desenvolvimento típico foi estudada enquanto executavam as mesmas tarefas.

Separadamente, a severidade dos sintomas de cada criança autista foi testada usando duas medidas independentes: o Padrão Genérico de Observação para Diagnóstico do Autismo (Autism Diagnostic Observation Schedule - Generic) e a Entrevista para Diagnóstico do Autismo (Autism Diagnostic Interview).

O estudo mostra que, diferentemente de crianças com desenvolvimento típico, crianças autistas não têm virtualmente atividade nos pars opercularis do giro frontal inferior, identificado por pesquisa anterior como peça chave do sistema espelho-neuronal. Importante é que o nível da atividade espelho-neuronal observada em crianças autistas foi inversamente proporcional à severidade dos sintomas no campo social.

Crianças autistas também mostraram reduzida atividade nos centros da emoção do cérebro, consistentemente com a hipótese de que este mecanismo de espelhamento pode ter papel crucial para o entendimento de como os outros se sentem e para a empatia com eles.

Todas as crianças ensaiaram as tarefas antes do escaneamento fMRI para assegurar aos pesquisadores que poderiam cumpri-las. Ambos os grupos as realizaram igualmente bem. A atividade cerebral normal nas áreas do cérebro ligadas à visão e aos movimentos faciais indicou que as crianças autistas permaneciam realizando as tarefas durante o escaneamento fMRI.

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A pesquisa foi patrocinada por uma doação do Instituto Nacional da Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano como parte dos Programas de Colaboração para Excelência em Autismo.

Além de Mirella Dapretto, a equipe de pesquisa da UCLA incluiu Marco Iacoboni, Susan Bookheimer, Marian Sigman, Mari Davies, Jennifer Pfeifer and Ashley A. Scott. A equipe representao Ahmanson-Lovelace Brain Mapping Center do Semel Institute, o Departmento de Psiquiatria e Ciências Biocomportamentais da Escola de Medicina Geffen e o Departmento dePsicologia da Faculdade de Letras e Ciências da UCLA.

Na web:

Instituto Semel para Neurociência e Comportamento Humano: http://www.npi.ucla.edu/.
Escola de Medicina Geffen: http://dgsom.healthsciences.ucla.edu/.
Centro de Mapeamento Cerebral Ahmanson-Lovelace: http://www.brainmapping.org/.
Departamento de Psicologia da UCLA: http://www.psych.ucla.edu/.

    UCLA imaging study of children with autism finds broken mirror neuron system

    Findings pinpoint mechanism behind social deficits


    Public release date: 4-Dec-2005

    Contact: Dan Page
    dpage@mednet.ucla.edu
    310-794-2265
    University of California - Los Angeles

    New imaging research at UCLA detailed Dec. 4 as an advance online publication of the journal Nature Neuroscience shows children with autism have virtually no activity in a key part of the brain's mirror neuron system while imitating and observing emotions.

    Mirror neurons fire when a person performs a goal-directed action and while he or she observes the same action performed by others. Neuroscientists believe this observation-execution matching system provides a neural mechanism by which others' actions, intentions and emotions can be understood automatically.

    Symptoms of autism include difficulties with social interaction -- including verbal and nonverbal communication -- imitation and empathy. The new findings dramatically bolster a growing body of evidence pointing to a breakdown of the brain's mirror neuron system as the mechanism behind these autism symptoms.

    "Our findings suggest that a dysfunctional mirror neuron system may underlie the social deficits observed in autism," said Mirella Dapretto, lead author and assistant professor in residence of psychiatry and biobehavioral sciences at the Semel Institute for Neuroscience and Human Behavior at UCLA and the David Geffen School of Medicine at UCLA. "Together with other recent data, our results provide strong support for a mirror neuron theory of autism. This is exciting because we finally have an account that can explain all core symptoms of this disorder."

    Conducted at the Semel Institute's Ahmanson-Lovelace Brain Mapping Center, the research used functional magnetic resonance imaging (fMRI) to measure brain activity in 10 high-functioning children with autism while they imitated and observed 80 photos depicting different emotions such as anger, fear, happiness or sadness. In addition, the brain activity of 10 typically developing children was studied while performing the same tasks.

    Separately, symptom severity of each child with autism was tested using two independent measures (the Autism Diagnostic Observation Schedule -- Generic, and the Autism Diagnostic Interview).

    The study shows that unlike typically developing children, children with autism have virtually no activity in the pars opercularis of the inferior frontal gyrus, identified by previous research as a key part of the mirror neuron system. Importantly, the level of mirror neuron activity seen in children with autism was inversely related to symptom severity in the social domain.

    Children with autism also showed reduced activity in the emotion centers of the brain, consistent with the hypothesis that this mirroring mechanism may play a crucial role for understanding how others feel and for empathizing with them.

    All of the children rehearsed the tasks prior to the fMRI scans to assure researchers they could perform the tasks. Both groups performed equally well. Normal brain activity in areas of the brain involving sight and facial movements indicated that the children with autism remained on task during the fMRI scans.

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    The research was funded primarily by a grant from the National Institute of Child Health and Human Development as part of the Collaborative Programs for Excellence in Autism.

    In addition to Dapretto, the UCLA research team included Marco Iacoboni, Susan Bookheimer, Marian Sigman, Mari Davies, Jennifer Pfeifer and Ashley A. Scott. The team represents the Ahmanson-Lovelace Brain Mapping Center at the Semel Institute, the department of psychiatry and biobehavioral sciences at the Geffen School of Medicine, and the department of psychology at the UCLA College of Letters and Science.

    Web resources:

    Semel Institute for Neuroscience and Human Behavior: http://www.npi.ucla.edu/.
    Geffen School of Medicine: http://dgsom.healthsciences.ucla.edu/.
    Ahmanson-Lovelace Brain Mapping Center: http://www.brainmapping.org/.
    UCLA Department of Psychology: http://www.psych.ucla.edu/.

UCLA imaging study of children with autism finds broken mirror neuron system
http://www.eurekalert.org/pub_releases/2005-12/uoc--uis120105.php

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 5.12.05

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Novas jurisprudências ajudam as pessoas autistas

| Lexis Nexis - Law | 4/11/2005 |

Reino Unido -
A Comissão dos Direitos do Deficiente (Disability Rights Commission) recentemente criou um Conselho para o Autismo e Neurodiversidade. Neasa MacErlean explicou ao advogado Safraz Khan, representante legal da Comissão, como o Ato de Discriminação do Deficiente e o desenvolvimento de jurisprudência tem ajudado os portadores de autismo.

Tendo a Comissão dos Direitos do Deficiente criado um novo Conselho para o autismo, seu representante legal Safraz Khan explica como a jurisprudência vai se desenvolvendo para ajudar esse grupo de pessoas.

Autismo, síndrome de Asperger e outras manifestações extremas da "neuro-diversidade" apresentam-se como novas abordagens dentro dos direitos do deficiente. Para começar, o autismo é de diagnóstico relativamente recente ­ e há poucas pessoas de antes do começo dos anos 50 que foram assim diagnosticadas. Mas o Dr. Safraz Khan, representante legal da Comissão dos Direitos do Deficiente, acredita que muitos deles poderiam ter carreiras satisfatórias se as oportunidades do mercado de trabalho fossem identificadas ­ ao menos por serem metódicos e racionais, como costumam ser.

A criação do Conselho de Autismo e Neurodiversidade é uma forma de auxiliar os portadores. O grupo será composto principalmente de pessoas dentro da condição, que vão propor à Comissão formas para atender melhor a essa parcela da sociedade. O trabalho com a legislação também representa um papel importante nos serviços da Comissão para portadores de autismo ­ que provavelmente, vai aumentar.

Duas áreas de jurisprudência têm se mostrado particularmente importantes para portadores de autismo, diz Khan. A primeira é a compreensão de como o Ato da Discriminação ao Deficiente atende a cada pessoa. Nessa área, os tribunais identificam um "ponto chave" na questão "pode este indivíduo entender gestos não-verbais?" Assim, pessoas que não podem compreender gestos faciais e de mãos são mais propensos a ser vistos como protegidos pelo Ato da Discriminação ao Deficiente, de acordo com Khan.

A segunda área de jurisprudência é a questão do emprego, principalmente - mas também a educação e a prestação de serviços ­ para compreender até que ponto cada uma dessas pessoas é vista como tendo sido discrimanda.

Apesar de muitos desses casos serem levados apenas à Justiça do Trabalho ­ onde não há precedentes ­ Khan acredita que eles "dão alguma indicação sobre o que estaria sendo feito".

Ele cita um caso em que um programador de computação autista levou o empregador ao tribunal sob o Ato da Discriminação ao Deficiente para constructive dismissal (é, mais ou menos, quando o empregado pede demissão por causa do comportamento do patrão, tendo todo o direito de um empregado que foi demitido sem justa causa) sem considerar suas habilidades técnicas. "O sentido da comunicação não lhe era totalmente claro", explica Khan, "precisando que os gerentes fossem bastante literais ao se comunicarem com ele." Ele era subavaliado apesar de ser extremamente competente tecnicamente ­ tão competente, de fato, que a Apple e outras grandes empresas procuravam em suas atividades freelance e "achavam suas invenções extremamente úteis", de acordo com Khan. Este caso,­ em que o reclamante venceu,­ foi particularmente marcante porque o reclamante era subavaliado, apesar de ser "excepcionalmente bom no trabalho que fazia".

Apenas entre crianças, estimam-se 90 mil portadores no Reino Unido. Se as jurisprudências evoluírem para ajudá-las, então o n[umero daquelas que conseguirão empregos poderá aumentar dramaticamente. Os sintomas incluem ter dificuldade para entender formas de comunicação emocional ­ incluindo gesticulação e linguagem corporal ­ e ser superdependente da racionalidade.

A Comissão dos Direitos do Deficiente também tem ajudado reclamantes a acessar recursos da Justiça. Ela recentemente levou um caso referente quando um Tribunal do Trabalho julgou que um reclamante com autismo não seria capaz de levar um processo sozinho. Enquanto as qualidades racionais dos portadores de autismo podem ajudá-los em certas etapas da representação nos tribunais, eles têm suas hbilidades de comunicação grandemente reduzidas a um nível emocional que poderia prejudicar suas chances de ser bem sucedidos.

    How developing case law helps autism sufferers

    | Lexis Nexis - Law | 051104 |


    The Disability Rights Commission has recently launched an Autism and Neurodiversity advisory group. Neasa MacErlean talks to barrister Safraz Khan, the DRC's legal officer, about how the extent of the Disability Discrimination Act and developing employment case law have helped autism sufferers...

    As the Disability Rights Commission launches a new advisory group on autism, its legal officer Safraz Khan explains how case law is developing to help this group of people.

    Autism, Aspergers syndrome and other extreme manifestations of so-called "neuro-diversity" present new issues within the disability rights world. For a start, autism is relatively recently diagnosed ­ and there are few people beyond their early 50s who have been diagnosed with this condition. But barrister Safraz Khan, legal officer at the Disability Rights Commission, believes that many of them could have very satisfying careers if the workplace issues were addressed ­ not least because of the methodical and rational powers associated with these conditions.

    The establishment of the new group ­ the Autism and Neurodiversity group ­ is one way of helping sufferers. The group will largely be composed of people with the condition and they will advise the Commission on how it could better serve this section of society. Legal work has also played a major role in the Commission's services to autism sufferers ­ and this will continue and probably increase.

    Two areas of case law have been developed, says Khan, that are particularly helpful to autism sufferers. The first is the extent to which the Disability Discrimination Act covers such people. In this area, courts have identified a "key issue" as the question of "can this individual understand non-verbal gestures?" So people who cannot understand facial and hand gestures are more likely to be seen as coming under the Disability Discrimination Act, according to Khan.

    The second area of case law has developed in employment primarily ­ but also in education and the provision of goods and services ­ to look at the extent to which such people are seen as having been discriminated against.

    Although most of these cases have gone only to Employment Tribunal level ­ where there are no precedent-setting powers ­ Khan believes they "give some indication of what should be done".

    He cites one case where an autistic computer software technician took his employer to tribunal under the Disability Discrimination Act for constructive dismissal over its appraisal techniques. "The means of communication were not entirely clear to him," says Khan. "He needed his managers to be very literal when they were communicating with him." He was marked down in appraisals despite being extremely competent technically ­ so competent, in fact, that Apple and other big names went to him in his freelance capacity and "found his inventions extremely useful", according to Khan. This case ­ in which the claimant won ­ was particularly striking as the claimant was marked down in appraisals despite being "exceptionally good at the particular job he had".

    Amongst children alone, there are estimated to be about 90,000 sufferers in the country. If case law develops to help them, then the numbers of those who find employment could increase dramatically. Their symptoms include finding it difficult to understand emotional forms of communication ­ including gesticulation and body language ­ and being over-reliant on rationality.

    The Disability Rights Commission has also helped claimants with access to justice issues. It recently took on a case which was referred to it when an employment tribunal was concerned that a claimant with autism would be unable to pursue a case alone. While the rational qualities of autism sufferers could help them excel at certain parts of case presentation to a tribunal, their greatly reduced ability to communicate on an emotional level would detract from their chances of being successful overall.

    The views expressed by our Legal Analysis interviewees are not necessarily those of the proprietor

    Legislative annotations in other services:- Disability Discrimination Act 2005
How developing case law helps autism sufferers
http://nxtpresa.butterworths.co.uk/freelaw/news/DailyNewsItem.asp#4660

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