Crônica Autista
Um apanhado do noticiário sobre autismo e autistas.
..."não constitui ofensa aos direitos autorais:
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a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;(...)"
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Livro: Vencendo o Autismo - A Menina sem Estrela.
De: Yvonne Meyer Falkas.

Relato da vida de Sheila, filha da autora, e de como a família tem convivido com o autismo. Um testemunho de como foram vencidas etapas com múltiplas adversidades, e suas conquistas. Um apanhado geral sobre o que vem a ser o Autismo, as supostas origens e causas e os preconceitos existentes.

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Sexta-feira, Julho 08, 2005

"Marathon" ganha Oscar sul-coreano

| Yonhap News | Seul, Coréia, 8/7/2005 |

A história de um jovem autista que descobre a felicidade na maratona registrou uma vitória esmagadora no "Oscar" sul-coreano nesta sexta-feira, levando o prêmio de melhor filme e outros cinco troféus.

A "Running Boy", também conhecido como "Marathon", foi dado o prêmio de melhor filme no 42º Festival de Cinema Daejong (Grande Sino). O ator principal Jo Seung-woo venceu o prêmio de melhor ator e Jung Yoon-cheol foi escolhido como melhor diretor iniciante.

    'Running Boy' sweeps S. Korean Oscars
    SEOUL, July 8 (Yonhap) -
    The tale of an autistic teenager who finds happiness in marathon scored a knockout victory at the South Korean "Oscar awards" on Friday, claiming best picture and five other trophies.

    "Running Boy," also known as "Marathon," was given the best picture award at the 42nd Daejong (Grand Bell) Film Festival. Starring actor Jo Seung-woo won the best actor award, with Jung Yoon-cheol chosen as best first-time director.
Você pode ler mais sobre o filme aqui no Crônica

'Running Boy' sweeps S. Korean Oscars
http://english.yna.co.kr/Engnews/20050708/470100000020050708235935E5.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 8.7.05

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Quarta-feira, Julho 06, 2005

Dando apoio a pessoas com dificuldades de aprendizado

| Policy Hub | Reino Unido, 6/7/2005 |

Em 1º de julho de 2005 o Executivo Escocês [Scottish Executive (SE)] publicou o estudo Go for it: supporting people with learning disabilities and/or autistic spectrum disorder in employment [Em frente: auxílio a pessoas com dificuldades de aprendizado e/ou desordens do espectro autista no emprego.] O estudo, feito para dar suporte para The same as you? National Implementation Group [Assim como você? Grupo de Implementação Nacional], analisou quais apoios há na Escócia para pessoas com dificuldades de aprendizado e/ou desordens do espectro autista e registrou as boas práticas.

A pesquisa levantou provedores de apoio ao emprego, analisou a literatura sobre as melhores práticas, recolheu opiniões sobre barreiras e pontos-chaves e explorou experiências e visões de empregados apoiados, suas famílias e empregadores.

O relatório pode ser visto no site do Scottish Executive:
http://www.scotland.gov.uk/Publications/2005/06/14102552/25532

    Supporting people with learning disabilities

    On 1 July 2005, Scottish Executive (SE) published a study (Go for it: supporting people with learning disabilities and/or autistic spectrum disorder in employment). This study, commissioned to inform The same as you? National Implementation Group, looked at what employment support there is in Scotland for people with learning disabilities and/or autistic spectrum disorders (ASD) and identified good practice.

    The research surveyed providers of employment support, looked at the literature on best practice, gathered opinions about barriers and key issues, and explored experiences and views of supported employees, their families and employers.

    The report can be viewed on the Scottish Executive website
Supporting people with learning disabilities
http://www.policyhub.gov.uk/home/learning_disabilities_scotland.asp

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 6.7.05

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Terça-feira, Julho 05, 2005

São Paulo terá de dar tratamento a autistas

| Thélio de Magalhães e Ricardo Westin | O Estado de São Paulo | Caderno Vida, A-06 | ATENDIMENTO | 2/7/2005 |
| Enviado para a Comunidade virtual Autismo no Brasil por Priscilla Siomara |

Decisão é do Tribunal de Justiça e seu descumprimento fará o Estado pagar multa de R$ 50 mil por dia


O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) determinou que o governo estadual deve dar tratamento especializado de saúde e educação aos autistas que moram no Estado.

Segundo a decisão, publicada na segunda, o governo é obrigado a fornecer o atendimento 'diretamente por seus órgãos ou por intermédio de entidades privadas adequadas'.

A decisão é da 3ª Câmara de Direito Público do TJ-SP, que por unanimidade julgou procedente a ação do Ministério Público Estadual de 2000, em favor dos autistas. O descumprimento será punido com uma multa diária de R$ 50 mil.

O atendimento especializado dos autistas - e não na rede regular de saúde e educação - deve ocorrer no prazo de 30 dias após os responsáveis pelos autistas entrarem com um pedido na Secretaria de Estado da Saúde. Esse pedido deve incluir um atestado médico comprovando a deficiência.

A decisão foi comemorada por entidades que cuidam dos autistas. 'O poder público tem políticas especiais para quem tem aids e hanseníase. Por que não tem para os autistas?', questiona Wanderley Domingues, diretor técnico da ONG Centro Pró-Autista.

Segundo ele, é importante o atendimento especializado porque o diagnóstico precoce evita que a criança desenvolva complicações mentais mais graves.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e seu secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, deverão ser intimados pessoalmente, segundo determinaram os desembargadores Magalhães Coelho (relator), Laerte Sampaio (revisor) e Antonio Carlos Malheiros (terceiro juiz). Na intimação, o governador e o secretário serão alertados de que o não-cumprimento seria um 'ato de improbidade administrativa, de responsabilidade pessoal dos administradores'.

O governo pleiteou a improcedência da ação do Ministério Público, sob o argumento de que 'falta previsão orçamentária' para atendimento especializado dos autistas. O tribunal repeliu a justificativa, dizendo que há valores priorizados pela Constituição: 'Não pode a Fazenda do Estado afirmar discricionariedade administrativa para manter a ilegalidade nem legitimá-la pela decantada falta de previsão orçamentária'.

O Estado ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, um eventual recurso não terá efeito suspensivo, o que significa que o governo terá de cumprir a decisão do TJ-SP enquanto aguarda o julgamento da instância superior.

São Paulo terá de dar tratamento a autistas - necessário ter assinatura digital do Estadão para acessar o link

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 5.7.05

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Novo estudo sobre a risperidona

| Medical Breakthroughs | Reported July 4, 2005 |

(Ivanhoe Newswire) -
Há uma nova opção de medicamento para crianças autistas. Novas pesquisas descobriram que o antipsicótico risperidona (Risperdal) diminui a agressão, reduz comportamentos repetitivos e aumenta a interação social. Os autores do estudo também dizem que a droga tem muito poucos efeitos colaterais.
Nota:

Risperidona
não é medicamento novo; há alguns anos já vem sendo administrado em crianças e adultos autistas, com relativo sucesso - e certos efeitos colaterais em alguns casos. O estudo é que é novo. Risperdal é o nome comercial da substância, produzida pela Jansen.

Argemiro Garcia

Autismo é uma condição crônica que aparece na primeira infância. As crianças têm baixa interação social, atraso de linguagem e problemas comportamentais. Há duas pricipais formas de tratamento, a terapia comportamental e medicações. Antigos antipsicóticos eram dados a crianças autistas com algum sucesso mas freqüentemente com maiores efeitos colaterais. Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Califórnia, Los Angeles (UCLA) conduziram um estudo sobre o uso da risperidona por seis meses.

O estudo incluiu 101 crianças que receberam placebo ou risperidona. As crianças foram acompanhadas por 8 semanas e depois continuaram o tratamento por seis meses.

Os pesquisadores relataram que as crianças com risperidona tiveram substanciais melhoras de comportamento. Também descobriram que o efeito colateral mais citado foi ganho de peso. interessantemente, o estudo mostrou que o comportamento desorganizado e agressivo voltou logo depois das crianças abandonarem a droga após os seis meses.

"A resposta da risperidona fica entre as mais postivias já obsevadas em crianças com autismo para um tratamento medicamentoso", disse o Dr. James McCracken, professor de Ciência Psiquiátrica e do Comportamento e diretor da divisão de Psiquiatria da Criança e do Adolescente na Escola de Medicina David Geffen na UCLA.

Este artigo foi apresentado por Ivanhoe.com por e-mai, todos os dias. Para assinar, vá a http://www.ivanhoe.com/newsalert/.

FONTE: American Journal of Psychiatry, 2005; 162:1361-1369

    New Drug Treatment for Autistic Children

    (Ivanhoe Newswire) -
    There¿s a new medication option for children who suffer from autism. New research finds the antipsychotic medication risperidone (Risperdal) decreases aggression, reduces repetitive behavior, and increases social interaction. Study authors also say the drug had very few side effects.

    Autism is a chronic condition that appears in early childhood. Children often have impaired social interaction, delayed language development, and behavior problems. There are two main forms of treatment including behavior therapy and medications. Some older antipsychotic medications have been given to autistic children with some success but often with major side effects. Researchers from the School of Medicine at UCLA conducted a study to look at the use of risperidone for up to six months.

    The multi-site study included 101 children who received placebo or risperidone. The children were followed for eight weeks, and they then continued on the treatment for up to six months.

    Researchers report the children on risperidone had substantial improvements in their behavior. They also found the side effect complained about was weight gain. Interestingly, the study shows that the disruptive and aggressive behavior returned right after the children went off the drug at the six-month point.

    "The response of risperidone ranks among the most positive ever observed in children with autism for a drug treatment," says James McCracken, M.D., a professor of psychiatry and biobehavioral sciences and director of the division of Child and Adolescent Psychiatry at the David Geffen School of Medicine at UCLA.

    This article was reported by Ivanhoe.com, who offers Medical Alerts by e-mail every day of the week. To subscribe, go to: http://www.ivanhoe.com/newsalert/.

    SOURCE: American Journal of Psychiatry, 2005;162:1361-1369
New Drug Treatment for Autistic Children
http://www.ivanhoe.com/channels/p_channelstory.cfm?storyid=11658

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 5.7.05

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A Mente Autística

|Gary Walesky | Outubro de 1997 | Tradução de Mônica Accioly|

A mente de um indivíduo neurotípico possui uma inteligência incrível, extremamente ávida por conhecimento. Como uma esponja faz com a água, rapidamente absorve e processa qualquer informação recebida. O indivíduo atravessa a vida absorvendo todas as informações a que é exposto, acumulando experiências e senso comum.

Íntegra da tradução no site da Mão Amiga, no link "Artigos":
A Mente Autística
http://www.maoamigaong.trix.net/menteautistica.htm

Texto original em:
The autistic mind
http://www.isn.net/~jypsy/gary2.htm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 5.7.05

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Sábado, Julho 02, 2005

Autismo não detectado em mulheres "pode levar à anorexia"

| John von Radowitz, PA Science Correspondent | The Scotsman | 28/6/2005 |

Autismo pode estar sendo subdiagnosticado em mulheres e pode ter um papel chave na anorexia, disse um especialista.

A desordem cerebral é vista como um problema masculino.

Entre 3 e 4 vezes mais garotos que meninas são dados como portadores de traços autistas.

Autismo é associado a certas profissões "masculinas", como engenharia e ciência. Alguns especialistas falam nele como um aspecto do "cérebro masculino".

Mas tal quadro pode ser uma distorção dos fatos, de acordo com o Prof. Christopher Gillberg, do National Centre of Autism Studies da University of Strathclyde.

Ele crê que muitos casos de autismo feminino não estejam sendo vistos porque os traços podem ser menos óbvios e se apresentar diferentemente dos homens.

Uma obsessão em contar calorias, por exemplo, poderia ser um sinal exterior de autismo ligado a anorexia.

"Autismo pode estar por trás de muitos casos de anorexia", diz Gillberg. "Uma garota pode ser tímida e pouco comunicativa, sem atrativos, mas quando desenvolve uma fixação por calorias, pode se tornar um grande problema."

"Contar calorias pode ser manifestação de autismo e é muito importante ter isso em conta ao decidir pela terapia."

"Tenho visto um bom número de casos onde a anorexia tem saído completamente fortalecida porque as pessoas não entendem que o que está por trás da desordem alimentar é o autismo."

Cerca de 500 mil pessoas no Reino Unido - cerca de 1% da população - é vista ocmo tendo traços autistas, o que pode variar de uma leve inabilidade com empatia e comunicação até profundas deficiências de aprendizado.

A desordem custa ao Reino Unido cerca de um bilhão de libras ao ano, muito do qual gasto em educação e cuidados.

O aumento das taxas do autismo tem sido o estopim de que algo no meio ambiente pode estar afetando o desenvolvimento dos bebês. Mas os especialistas agora gerlamente concordam que o aumento da prevalência se deve simplesmente à identificação de mais casos ocultos.

O Prof Gillberg está convencido de que há mais casos a descobrir entre as mulheres.

"Penso que é muito fácil haver mais mulhres com tais traços", aforimou após um encontro sobre autismo em Londres.

Apontou ainda que a distância entre o autismo masculino e feminino, como se vê nos estudos, está diminuindo.

Há uma década pensava-se que o autismo era 5 a 6 vezes mais presente em homens. Hoje as pesquisas mostram que a desordem é 3 a 4 vezes mais comum em homens.

O Professor Gillberg suspeita que a razão é mais para 2 ou 3 homens para cada mulher, o que estaria de acordo com outras desordens, como dislexia e hiperatividade.

"Algumas mulheres podem estar subdiagnosticadas", afirma Gillberg. "Talvez a taxa de 3 a 4 homens por mulher fosse um valor supedimensionado.

O quadro que aparece é que algumas mulheres apresentam problemas similares mas em menor grau de atividade. Meninos são geralmente mais ativos e asism se têm um problema este pode ser facilmente reconhecido."


Um menino pode também apresentar extrema hiperatividade - ele explica -, o que aumenta suas chances de ser levado a um médico, que pode perceber os sinais de autismo.

Hipóteses sobre o papel do gênero e os diferentes interesses de meninos e meninas poderia também ocultando casos de autismo feminino, disse o professor.

Um traço autista comum é a obsessão por colecionar fatos e figuras sobre um interesse particular limitado.

"Meninos com autismo são mais interessados em colecionar coisas", explicou o Professor Gillberg. "Mas uma menina com autismo pode querer 'colecionar' pessoas, por exemplo. Nomes de pessoas podem ser seu interesse particular."

E acrescentou: "Algumas garotas tímidas podem vir a se tornar quase mudas, mas ainda são descritas como nada mais que muito tímidas. Está bem para elas ficar à margem de um grupo sem falar nada. Uma menina pode ser mais passiva.

"Por outro lado, podemos ter garotas que falam sem parar e não escutam, e são classificadas como agitada. De novo, elas podem seguir com isso, mas podem ter elementos do espectro autista."
    Undetected Autism in Women 'May Lead to Anorexia'

    Autism may often be going undetected in women and could play a key role in anorexia, a leading expert said today.

    The brain disorder, characterised by restrictive behaviour and defects in communication and social interaction, is largely seen as a male problem.

    Between three and four times more boys than girls are said to develop autistic traits.

    Autism is associated with certain "male" occupations, such as engineering and science. And some experts even talk about it being an aspect of the "male brain".

    But this picture may be a distortion of the truth, according to Professor Christopher Gillberg, from the National Centre of Autism Studies at the University of Strathclyde.

    He believes many cases of autism in young girls and adult women are being missed because their autistic traits may be less obvious and presented differently from those of males.

    An obsession with counting calories, for instance, may be an outward sign of autism linked to anorexia.

    "Autism may be behind many cases of anorexia," said Prof Gillberg. "A girl may be withdrawn and uncommunicative, without attracting attention, but when she develops a calorie fixation it becomes a serious problem.

    "Counting calories may be a manifestation of autism, and it's very important to take this into account when deciding on therapies.

    "I've seen quite a number of cases where the anorexia has become completely entrenched because people haven't understood that underlying the eating disorder is autism."


    About 500,000 people in the UK - just under 1% of the population - are thought to have autistic traits. These might range from a mild inability to empathise and communicate to profound learning disabilities.

    The disorder costs the UK an estimated £1 billion each year, most of which is spent on education and care.

    Rising autism rates have triggered fears that something in the environment may be affecting babies' development. But experts now generally agree that the increasing prevalence is simply due to more previously hidden cases coming to light.

    Prof Gillberg is convinced there are still many cases remaining hidden among women.

    "I think it's very likely that there are many more women with these traits," he said at a briefing on autism held in London.

    He pointed out that the gap between male and female autism, as reflected by study findings, was closing.

    A decade ago autism rates were thought to be four to six times higher in males than females. Today research indicates that the disorder is three to four times more common in males.

    Prof Gillberg suspects the ratio is more likely to be around two to three males to every one female. This would be in line with other developmental problems that affect boys more than girls, such as dyslexia and hyperactivity.

    "Some women could be going undiagnosed," said Prof Gillberg. "It could be that the current idea that three to four times more males have autism than females is an inflation of the reality.

    "The emerging picture is that some females present with similar problems but in less active ways. Boys are generally more active than girls, so if they have a problem they are more likely to be recognised."


    A boy was also much more likely to display extreme hyperactivity, he said. This increased his chances of being taken to a clinician, who might then spot signs of autism.

    Assumptions about gender roles and the different interests of boys and girls could also be concealing cases of female autism, said the professor.

    A common autistic trait is an obsession for collecting facts and figures about a particular narrow interest.

    "Boys with autism are more interested in techie things," said Prof Gillberg. "But a girl with autism might want to 'collect' people, for instance. The names of people might be her special interest."

    He added: "Some shy girls might become almost mute, but they're still regarded as nothing more than very shy. It's OK for them to hang on the edge of a group not saying anything. You can get away with being more passive if you're a girl.

    "Conversely, you might have girls who talk endlessly and don't listen, and they're classified as bubbly. Again, they get away with it, but they might have elements of autistic spectrum."
Undetected Autism in Women 'May Lead to Anorexia'
http://news.scotsman.com/latest.cfm?id=4753561

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 2.7.05

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