Quinta-feira, Junho 30, 2005
Estudo mostra que taxa de autismo infantil é alta, mas estável
| Doctor's Guide | DGNews | Montreal, Quebec, Canadá -29/6/2005 |
A preocupação com uma
"epidemia de autismo" pode ser afastada, graças a um trabalho dos pesquisadores do
MUHC (
Montreal Children's Hospital, Hospital Infantil de Montreal). O estudo, publicado no American Journal of Psychiatry, revela que, apesar de os trantornos invasivos do desenvolvimento, como autismo, serem mais comuns do que se supunha, não estão aumentando.
"Nosso estudo inicial, conduzido entre 1992 e 1995, revelou que 0,63% das crianças estudadas sofriam de um TID", disse o Dr. Eric Fombonne, um dos autores do estudo e diretor do Departamento de Psiquiatria do hospital e chefe da Divisão de Psiquiatria Infantil da Universidade McGill.
"Tal resultado é três vezes maior que há 30 anos." O novo estudo visou repetir aquela pesquisa, usando grupos de crianças sob as mesmas condições experimentais para estabelecer se o autismo está aumentando.
O novo estudo, que envolveu 10.903 crianças em idade pré-escolar no Reino Unido, confirmou a elevada taxa de autismo, mas claramente demonstrou que a prevalência do autismo não está aumentando.
"Este estuo fornece a mais robusta estimativa do autismo infantil, e sugere que as preocupações ocm uma epidemia de autismo são infundadas", disse o Dr. Fombonne.
Os pesquisadores não sabem o que causa desordens do desenvolvimento como o autismo; as causas sugeridas variam da vacinação infantil a complicações na gravidez, mas fatores genéticos representam a influência principal.
"As taxas de autismo mais altas de hoje em dia podem simplesmente ser resultado de melhores diagnóstico e conscientização", diz o Dr. Fombonne.
"Apesar de ser tranqüilizador saber que o autismo não está aumentando, nosso estudo mostra que uma em cada 165 crianças é afetada por um transtorno global do desenvolvimento, o que tem fortes implicações nos serviços de apoio."
The Montreal Children's Hospital, MUHC Study Confirms High, But Stable, Child Autism Rate
MONTREAL, QC - Concerns over an 'epidemic of autism' may ease thanks to research by MUHC investigators. The study, published in the American Journal of Psychiatry this month, reveals that although pervasive development disorders, such as autism, are more common than previously believed they are not increasing.
"Our initial study, conducted between 1992 and 1995, revealed that 0.63% of children surveyed, suffered a pervasive development disorder," says Dr. Eric Fombonne, one of the study's authors and Director of the Department of Psychiatry at the Montreal Children's Hospital and Head of the Division of Child Psychiatry at McGill University. "This result was triple the autism rate of 30 years ago." The new study aimed to replicate this research, using subsequent cohorts of children under the same experimental conditions, to establish whether autism is on the rise.
The new study, which involved 10,903 preschool children in the United Kingdom, confirmed the elevated autism rate, but clearly demonstrated that autism prevalence is not increasing. "This study provides the most robust estimate of childhood autism to date, and suggests that epidemic concerns are unfounded," says Dr. Fombonne.
Health researchers are unsure what causes pervasive development disorders such as autism; suggested causes range from childhood vaccinations to pregnancy complications but genetic factors exert a paramount influence. "Today's higher autism rate - which is comparable to estimates gathered as part of an upcoming study on Montreal children - could simply be a result of better diagnosis and awareness," says Dr. Fombonne. "Although it is reassuring that autism is not on the rise, this study also shows that one in 165 children is affected with a pervasive development disorder, which has strong implications on services."
SOURCE: The Montreal Children's Hospital, MUHC
Study Confirms High, But Stable, Child Autism Rate
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 30.6.05
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Terça-feira, Junho 28, 2005
CONADE realiza debate sobre educação inclusiva
| Notícias CONADE | enviado pela Dra. Maria Helena (AMA-MG) |
O CONADE realizará no dia 05 de julho, das 09:00 às 18:30 horas o debate: - Educação Inclusiva e os Diferentes Olhares -, que contará com a participação de representantes das diferentes áreas de deficiência, da Drª Eugênia Fávero, Procuradora da República - Ministério Público Federal e da Secretária de Educação Especial, Profª Cláudia Dutra.
O debate será realizado na Esplanada dos Ministérios - Bloco A - Primeira Portaria - Auditório do Subsolo (Prédio do Ministério das Cidades) - Brasília/DF.
Conheça a programação:
"A Educação Inclusiva e os Diferentes Olhares"
Horário: 09:00 às 12:00 horas
Coordenação: Dr. Mário Mamede - Secretário Adjunto da Secretaria Especial dos Direitos Humanos;
Expositores:
§ Drª Eugênia Augusta Gonzaga Fávero - Procuradora da República - Ministério Público Federal - (45 min);
§ Prof. Flávio Valentin de Oliveira - Professor Universitário de Filosofia, Assessor de Projetos Sociais da APPD e Representante da Área da Deficiência Física - (45 min);
§ Srª Ivete Demasi - Assistente Social, Mestre em Educação Especial e Representante da Área da Deficiência Visual - (45 min);
§ Profª Flaviane Reis do Carmo - Pedagoga, Diretora Administrativa da FENEIS - Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos e Representante da Área da Deficiência Auditiva - (45 min);
§ Srª Maryse Felippe Oliveira Suplínio - Psicóloga e Representante da Área de Condutas Típicas - (45 min);
Horário: 12:00 às 13:30 horas
- Intervalo para o Almoço
Horário: 13:30 às 18:30 horas
Coordenação: Dr. Mário Mamede - Secretário Adjunto da Secretaria Especial dos Direitos Humanos;
Expositores:
§ Profª Fabiana Maria das Graças S. de Oliveira - Mestra em Educação, Diretora Pedagógica da APAE - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Mato Grosso do Sul e Representante da Área da Deficiência Mental - (45 min);
§ Profª Mara Lúcia Sartoretto - Membro do Comitê Pedagógico da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down e Representante da Área de Síndromes - (45 min);
§ Profª Cláudia Dutra - Secretária de Educação Especial do Ministério da Educação - (45 min);
§ Conselho Nacional de Educação (45 min);
Debate Final (120 min).
CONADE realiza debate sobre educação inclusiva
http://www.mj.gov.br/sedh/ct/conade/noticias2.asp?id=256#menu
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 28.6.05
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Segunda-feira, Junho 27, 2005
AUTISMO (25/6/2005)
Médicos especialistas alertam para importância do diagnóstico precoce
| Diario do Nordeste | 25/6/2005 | enviado para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil por Alexandre Costa e Silva |
Dr. Ami Klin; ao fundo, Pablo, filho de Fátima Dourado e Alexandre Costa e Silva.
 |
"Diagnóstico e tratamento do autismo: Um desafio para o Brasil". Foi tema central do Simpósio Internacional, realizado na
Casa da Esperança [em Fortaleza, Ceará], durante todo o dia de ontem. Participaram do encontro, médicos, psicólogos e personalidades mundiais de destaque no assunto.
O nome mais importante é de Ami Klin. Considerado uma das maiores autoridades no diagnóstico precoce do autismo mundo, retorna a sua terra natal após 20 anos vivendo no exterior, onde fez seis pós-doutorados. Psicólogo, pós-doutor e professor da Universidade de Yale nos EUA, Ami ressaltou a importância do diagnóstico precoce e os caminhos do tratamento do autismo.
De acordo com Ami Klin, para cada 250 pessoas pelo menos uma apresenta características autistas, que segundo ele, não pode ser visto diferente das outras pessoas.
"Essas pessoas têm muito talento e é preciso abrir os olhos para isso. Não podemos ver os autistas como seres diferentes, além de errado, causa ainda mais seu afastamento. Infelizmente no Brasil, as pessoas não têm conscientização", afirma. O pós-doutor dá destaque ao diagnóstico do autismo quando o indivíduo ainda é bebê.
"Se o autismo for diagnosticado antes da criança completar dois anos, é possível realizar melhoras concretas. É a neuroplasticidade. Se trata de um período em que o cérebro da criança ainda está sujeito a transformações significativas, ou seja, quanto antes diagnosticado os sintomas, melhor podemos tratar do paciente", conclui.
O médico destaca a importância da Casa da Esperança, segundo ele, a mais significativa que já conheceu nas visitas a outras entidades.
Fruto de uma iniciativa liderada pela médica pediatra Fátima Dourado, a Casa da Esperança é a organização não governamental que atende ao maior número de autistas do País, totalizando 250 pessoas. A entidade é referência neste tipo de tratamento na América Latina.
"Dos cinco filhos que tive, dois são autistas, ou seja, tive motivos de sobra para essa realização. No começo foi difícil, mas com determinação tudo é possível e hoje somos a maior e mais equipada do País. Atendemos 250 pacientes, além de sermos reconhecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como referencia no segmento", ressalta Fátima Dourado.
A Casa da Esperança funciona de segunda à sexta, das 8h às 19h, na Rua Francílio Dourado, 11, no bairro da Água Fria,
[Fortaleza, Ceará].
Entre os palestrantes, destacam-se Walter Camargos - médico, idealizador do serviço de diagnóstico e tratamento de transtornos invasivos do desenvolvimento do Centro Psicopedagógico da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais. Ele é ainda professor de Universidade Federal de Minas Gerais; e Verônica Bird - presidente da Fundação Verônica Bird, entidade filantrópica com sede no Estado de Maryland, nos Estados Unidos da América. É também fundadora da
Ahead with Autism, nos EUA, e autora do vídeo
The Different Shapes of Autism.
Médicos especialistas alertam para importância do diagnóstico precoce
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=258557
SAÚDE (23/6/2005)
Simpósio discutirá diagnóstico precoce de autismo
| Diario do Nordeste | 23/6/2005 |
O número de casos conhecidos de autismo aumentou. Isso não quer dizer que mais crianças estejam nascendo com o transtorno, mas que o diagnóstico está sendo mais eficiente. Ainda assim, para a classe médica o grande desafio é detectar o quanto antes, para ampliar as chances de que os autistas desenvolvam ao máximo seu potencial.
Em geral as famílias começam a identificar os sintomas por volta dos 18 meses de vida. Causa surpresa nos pais quando eles chamam a criança pelo nome, mas ela não se vira para ver de onde vem a voz. É também comum os portadores de autismo olharem mais para o movimento da boca do que para os olhos de quem está falando.
E como o cérebro se desenvolve até os cinco anos de idade, é importante identificar o autismo até os 18 meses de vida. Não existe medicamento específico e cada caso requer uma atenção diferenciada. A causa ainda não foi identificada, mas pesquisa recente aponta a existência de um caso para cada 250 nascimentos.
Para conscientizar familiares e sociedade, haverá o Simpósio Internacional ¿Diagnóstico precoce de autismo: um desafio para o Brasil¿, que acontecerá em quatro capitais brasileiras. Em Fortaleza, a atividade será amanhã, na Casa da Esperança.
O objetivo é capacitar profissionais de diversas áreas e desmistificar o autismo. Um dos especialistas no assunto que estará compondo a programação é o psiquiatra infantil brasileiro e professor da Universidade de Yale (EUA), Ami Klin, defensor da conscientização para favorecer o diagnóstico precoce. Os especialistas mais habilitados são psiquiatras e neurologistas infantis. Hoje, o que se sabe é que o autismo é um transtorno de desenvolvimento que afeta a capacidade das crianças de sentirem as emoções de outras pessoas.
Simpósio discutirá diagnóstico precoce de autismo
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=257986
FORTALEZA (29/3/2005)
500 autistas não recebem atendimento
| Diario do Nordeste | 29/3/2005 |
Casa da Esperança atende a 240 clientes, entre crianças, jovens e adultos - foto: Thiago Gaspar |
A desinformação leva ao preconceito. Tachados como loucos, os autistas sofrem com a escassez de serviços especializados e de profissionais capacitados. Vítimas dessa realidade, dez mães de autistas resolveram driblar o problema. Em 1993, criaram a Casa da Esperança. A idéia inicial, de educar os filhos coletivamente com o apoio de uma equipe multidisciplinar, comporta hoje 240 clientes atendidos, entre crianças, jovens e adultos.
Reconhecida pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC) e pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), a Casa da Esperança atende hoje o maior número de autistas do País. Mas o espaço ainda é insuficiente para atender a demanda. Em Fortaleza, contabiliza Francílio Dourado Filho, diretor administrativo da instituição, existem mais de 500 autistas sem receber os direitos básicos de um cidadão.
Dos 240 clientes atendidos na Casa, 82,91% têm renda familiar inferior a cinco salários mínimos e mais de 50% são filhos de pais que concluíram, no máximo, o Ensino Fundamental. Segundo a presidente, Fátima Dourado, a maioria deles chega à instituição em uma fase pré-civilizatória.
A sede, instalada no quintal de uma das casas da LBA, ganhou estrutura própria em 2003. Por meio do apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) e da Prefeitura Municipal de Fortaleza, o Projeto Ilha da Esperança saiu do papel.
Em uma área de 10 mil m², foram construídos dez consultórios, auditório, refeitórios externos e internos, sete salas de aula, laboratório de informática, copa, cozinha, lavanderia, piscina, áreas de lazer e esporte e salas de vivência terapêutica.
Uma equipe multiprofissional, de 125 colaboradores, trabalha para a consolidação de um centro nacional de excelência em atendimento, educação e pesquisa dos transtornos do desenvolvimento.
Em 2004, a Casa foi credenciada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas, desde setembro, os repasses do Governo do Estado e da Prefeitura de Fortaleza, estão suspensos. Apesar das promessas dos órgãos, a instituição continua sem receber. A maior preocupação é com o pagamento dos salários, mais de R$ 140 mil por ano.
500 autistas não recebem atendimento
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=236473
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 27.6.05
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Segunda-feira, Junho 20, 2005
Autismo sem mitos
| Cíntia Parcias | Jornal do Brasil, 19/6/2005 | enviado para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil pelo Dr. Walter Camargos Jr |
Diagnóstico precoce permite ao paciente desenvolver seu potencial máximo
Reconheça os sinais, atue rápido. Esta é a mensagem que os profissionais especializados em autismo estão levando ao mundo inteiro. A razão é simples: quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores as chances de o autista desenvolver seu cérebro e ter um convívio social surpreendente. Sim, autistas são capazes de progredir emocional e intelectualmente. Não, eles não estão fadados ao isolamento. Estas são apenas algumas das várias informações que serão passadas durante o simpósio internacional Diagnóstico Precoce do Autismo, que será realizado no Brasil a partir de terça-feira (em São Paulo) e percorrerá quatro capitais.
O tema está cada vez mais saindo da sombra do preconceito e vindo à luz do esclarecimento. Um dos motivos é o aumento do número de casos: estima-se que hoje haja um autista para cada 250 pessoas. O que não significa que estão nascendo mais crianças com o distúrbio, mas sim que elas estão recebendo o diagnóstico correto. Isso vem incentivando um maior investimento em pesquisas sobre o assunto.
"A maior parte dos estudos aborda a questão genética e busca compreender como funciona a mente da criança autista, sobretudo sob o ponto de vista do distúrbio social", comenta o psiquiatra e neurocientista Ami Klin. Brasileiro radicando nos EUA há 27 anos, Klin dirige um centro de pesquisas sobre autismo na Universidade Yale e estará no simpósio para alertar principalmente sobre a importância do diagnóstico precoce:
"Quando se descobre o autismo antes dos 18 meses de vida, o tratamento alcança resultados muito melhores, já que a plasticidade cerebral, ou seja, a capacidade do cérebro de se reestruturar, ainda é muito grande. Depois, essa qualidade diminui muito, limitando o paciente", explica Klim.
O fundamental, segundo o médico, é as famílias entenderem que com carinho e tratamento, os autistas têm um futuro promissor.
"Antigamente, apenas aproximadamente 2% dos pacientes conseguiam viver de forma independente, trabalhar. Hoje, acreditamos que esse grupo passou para 30% e a tendência é crescer mais, já que, apesar de ainda não conhecermos a causa exata do autismo, sabemos como tratá-lo para que o paciente desenvolva seu potencial máximo", esclarece o médico.
O pequeno Ramsey Mahaffey, de 10 anos, é um exemplo de como os autistas têm potencial. Protagonista de uma história que tinha todos os ingredientes para ser um dramalhão, Ramsey hoje cursa, nos EUA, a terceira série do ensino fundamental. ''Ele é como os outros meninos. Tem amigos e adora brincar tanto com crianças normais quanto com as que também são autistas ou têm algum outro problema de saúde. Ele é um amor. Muito educado e sensível ao sentimento dos outros'', derrete-se a mãe Verônica Bird, que também estará no simpósio.
O caso de Ramsey não é muito comum. Entre as formas de manifestação da doença, o menino apresentou o autismo regressivo, que rouba da criança conhecimentos já adquiridos. Ao completar 2 anos, ele foi perdendo vocabulário até parar de falar completamente. Angustiada e mal orientada - os pediatras não sabiam o que era e um chegou a dizer que o problema era
"água no ouvido" -, Verônica, por pura intuição, procurou um neurologista. O que era sexto sentido materno virou diagnóstico médico: autismo.
"Algo dentro de mim já dizia isso. Mas ter certeza foi um baque. Comecei a chorar no consultório mesmo. E ainda tive que ouvir o médico me mandar economizar as lágrimas, pois eu iria 'precisar muito delas'."
Em vez de derramar rios de lágrimas e esconder o filho, Verônica criou a ONG Seguindo com o Autismo (que funciona nos EUA, onde a brasileira mora desde a adolescência). Entre outras ações, ela produziu o premiado vídeo As diferentes nuances do autismo (com versão em inglês, português e espanhol), com orientações para pediatras e familiares de autistas.
"Foi uma revolução espiritual em minha vida. Eu e meu filho desenvolvemos um enorme amor e carinho pela vida e pela humanidade. O autismo é só uma palavra da qual não devemos ter medo nem vergonha. Ele é tratável."
No caso de Ramsey, o tratamento teve diversas abordagens: de psicologia comportamental até terapia do abraço.
"Como o autismo tem diferentes graus e manifestações, o tratamento varia conforme o caso. Mas é baseado em terapias comportamentais. Para controlar distúrbios secundários como ansiedade, agressividade, rigidez e ações repetitivas, há psicofármacos específicos", explica Klim.
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 20.6.05
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Dia do Orgulho Autista é mundial
| CORREIO DO POVO | PORTO ALEGRE, SÁBADO, 18 DE JUNHO DE 2005 |
Brasil não definiu programação, mas a AMA/RS promoverá uma panfletagem de conscientização
Pela primeira vez, em 2005 será comemorado em todo o mundo o Dia do Orgulho Autista, assinalado no calendário para ser lembrado no dia 18 de junho. No país, a Associação dos Amigos dos Autistas (AMA) não tem uma programação definida para a data, mas diversos eventos paralelos poderão ocorrer para conscientizar a população sobre o autismo. No Estado, a Associação dos Pais e Amigos dos Autistas (AMA/RS) deverá promover uma panfletagem amanhã.
'O importante é chamar a atenção para a doença e a necessidade de diagnóstico precoce, o que facilita a inclusão do doente na sociedade', adiantou a gerente de recursos da AMA no Brasil, Mariana Mello. De acordo com os dados da Associação Brasileira dos Autistas (Abra), há dez anos eram computadas 180 mil pessoas no país portadoras de autismo.
'Não se sabe se a divulgação da doença ficou mais popular ou se realmente ocorreu um crescimento do número de autistas no mundo', argumentou Mariana.
No final da década de 90, o número de autistas passou para 1,8 milhão no Brasil.
'As alternativas que servem de respaldo para esse crescimento são o aumento da percepção da doença, o aparecimento de um tipo de autismo mais severo e o diagnóstico mais cedo', disse a dirigente. Com mais informações sobre a doença, nos últimos anos até casos de autismo em pessoas mais idosas foram diagnosticados.
'O autismo tem traços muitos sutis, com sinais nem sempre percebidos pelos pais, o que pode prejudicar o diagnóstico', reforçou Mariana, que tem um familiar portador da doença. Conhecida como Síndrome de Asperger, por ter sido descrita de forma não oficial na década de 40 por um médico vienense com esse sobrenome, a doença foi reconhecida oficialmente em 1994. Trata-se de uma doença grave, crônica e ainda sem cura, que compromete o desenvolvimento normal de uma criança e se manifesta tipicamente a partir do terceiro ano de vida. Devido a essas características, não é muito comum que estudantes portadores de autismo sejam vistos freqüentando a educação regular. A Secretaria Estadual de Educação (SEC) informou que existe, na rede estadual de ensino em Porto Alegre, duas escolas especiais para autistas e quatro no Estado.
Dia do Orgulho Autista é mundial
http://www.cpovo.net/jornal/a110/n261/html/07dia9do.htm
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 20.6.05
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ALBERTINHO CABEÇA-GRANDE
Revista Recreio - nº275 - 16/06/05 | Abril Cultural | enviada para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil por Eduardo HCS |
O Albertinho teve fama de esquisito desde que nasceu. Quando viram o bebê pela primeira vez, a mãe e a avó levaram um susto e gritaram:
- Que cabeção tem esse menino!
O garoto foi crescendo e todo mundo achava que ele guardava coisas esquisitas na cabeça enorme. Imagine que , ao ver pela primeira vez sua irmã caçula, achou que fosse um brinquedo. Olhou, olhou... e perguntou:
- Mas cadê as rodinhas?
O garoto não gostava nada de falar. Ficava horas, quieto, construindo castelos de cartas. De vez em quando, acontecia alguma coisa muito estranha na cabeça do Albertinho e ele sentia uma raiva tão grande que ficava superforte. Um dia, ele até jogou uma cadeira na cabeça da professora de violino. Ah é, o Albertinho adorava música.
A cabeça dele era boa para algumas coisa e ruim para outras - como a de todo mundo. Era boa para estudar, por exemplo. Albertinho adorava geometria - triângulos, quadrados e círculos. Mas era ruim para ir à escola. Não que tirasse notas baixas. Ele detestava era entrar em filas e seguir regras.
OUTRO JEITO DE PENSAR
Albertinho adorava histórias de ficção de científica, com cientistas, máquinas e viagens pelo espaço. Um dia, começou a resmungar:
- O que aconteceria se eu viajasse montado num raio de luz?
A pergunta não saiu da cabeça do menino. Quando ele tinha 26 anos, a cabeça, que tinha estudado muito, cuspiu uma resposta incrível:
A luz viaja mais rápido que tudo no universo e ninguém pode montar num raio de luz. Nenhum foguete, nenhum super-herói pode correr como a luz! Mas só de chegar perto da velocidade da luz, o mundo já viraria de cabeça para baixo, pois o tempo passaria mais devagar. E, se você corresse tão rápido quanto um raio de luz e deixasse seu despertador em cima do
criado-mudo, ele demoraria mais para tocar de manhã.
Albertinho chamou essas idéias de
TEORIA DA RELATIVIDADE ESPECIAL. A história dessa teoria aconteceu há 100 anos, em 1905. Por causa de suas
idéias ele passou a ser considerado o maior gênio de todos os tempos. E logo ninguém o chamara mais de Albertinho, e sim de Albert Eisntein (fala-se "Áinstain").
Einstein ficou tão famoso que , quando morreu, os médicos quiseram estudar as idéias daquela cabeça. Analisaram seu cérebro.... e concluíram: o segredo não era o tamanho da cabeça. O segredo do gênio era ter passado a vida fazendo as perguntas mais importantes, perguntas de criança.
O ALBERTINHO QUE VIROU EINSTEIN
Albert Eisntein nasceu na cidade de Ulm, na Alemanha, em 1879. Dizem que ele era mau aluno, mas na verdade ele só não conseguia entender por que os
adultos ensinavam sempre as mesmas idéias. Quando cresceu, Einstein, que pensava em ciência o tempo todo, teve idéias que mudaram o jeito com que os cientistas estudavam o mundo. Ganhou até o maior prêmio de todos - o Nobel de Física , em 1922.
Mas ele também se preocupava com as pessoas do mundo e com a paz entre os povos. Para fugir da guerra mais violenta de todas - a segunda Guerra Mundial - , ele mudou para os Estados Unidos. Foi lá que morreu com 76 anos de idade, em 1955. E, hoje, quando se quer dizer que alguém é muito, mas muito inteligente mesmo, fala-se "fulano é um Einstein".
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 20.6.05
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Comovente paradoxo
| Moacyr Scliar | Zero Hora | Saúde | 18/6/2005 | Enviado à Comunidade Virtual Autismo no Brasil por Sandra Roos |
As limitações não impedem que alguns portadores de autismo desenvolvam habilidades especiais. Até um filme foi feito a respeito, Rain Man, com Dustin Hoffman vivendo o papel de autista (na foto acima). Nem todo mundo sabe que a película se baseia na história real de Kim Peek , um rapaz que, portador de autismo, conhecia tudo sobre a Primeira e a Segunda Guerras, a guerra da Coréia e a do Vietnã (além de saber de cor os códigos postais americanos). Dustin Hoffman ficou tão assombrado com essa verdadeira enciclopédia ambulante que lhe disse: "Posso ser o astro do filme, mas você é o firmamento completo". Raymond Babbitt, o personagem ficcional, é pródigo em habilidades. Numa cena impressionante, ele deixa cair um paliteiro. A seu irmão, ele diz um número: 246. Esta é exatamente a quantidade de palitos espalhados, coisa que Raymond visualizou instantaneamente. Mas, por outros lado, ele tem problemas evidentes, tais como as crises de conduta e uma dificuldade para articular palavras: ele é "Rain Man" porque foi assim que o irmão (vivido por Tom Cruise) entendeu seu nome, quando, depois de muitos anos, encontram-se pela primeira vez. O filme foi um tremendo sucesso e ganhou quatro Oscars em 1988, incluindo o de melhor película. Evidência indireta do interesse suscitado pela questão do autismo.
Num trabalho de 1887 o médico J. Langdon Down (que também deu o nome à síndrome de Down) introduziu uma expressão paradoxal e politicamente desagradável, para não dizer incorreta: "idiot savant". Ele referia-se aquelas pessoas que, com limitações intelectuais, eram, no entanto prodigiosas em áreas específicas, relacionadas com números, datas, jogos como quebra-cabeças, além de habilidades artísticas. É preciso dizer, contudo, que apenas uma minoria dos autistas é "Rain Man". Raros possuem as paradoxais habilidades que encantaram Dustin Hoffman. Nem por isso os autistas merecem menos cuidados. E cuidados são necessários, inclusive porque, apesar de todos os progressos da medicina, autismo ainda é uma entidade mal conhecida. Numa recente enquete promovida pelo site médico Medscape, só 4% dos médicos declararam-se seguros quanto a seus conhecimentos sobre autismo. E nesta área conhecimento é indispensável. Não é preciso ser um "savant". Basta ter um razoável grau de informação - e completá-lo com a compaixão.
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 20.6.05
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Resgatados do isolamento
| Marcelo Gonzatto | Zero Hora | Saúde | 18/6/2005 | Enviado à Comunidade Virtual Autismo no Brasil por Sandra Roos
Na última década, as probabilidades de um autista se tornar um adulto independente pularam de 2% para 30%
Aos dois anos de idade, o menino norte-americano Ramsey Mahaffey parou de falar, deixou de atender ao ouvir seu nome e de trocar olhares com os pais, como se fechasse uma janela para o mundo exterior.
Sua mãe, a brasileira Veronica Bird, peregrinou por consultórios em busca de uma resposta para o misterioso vácuo interior que drenava a vida do pequeno Ramsey. Recebeu o diagnóstico de um neuropediatra: autismo.
Quando começou a chorar, ouviu do médico um conselho ainda mais desesperador:
- Economize as lágrimas, vai precisar delas mais tarde.
Na próxima semana, Veronica estará em Porto Alegre para relatar em um simpósio como as previsões do especialista, feitas há oito anos, foram derrubadas por conquistas da medicina contra o terceiro distúrbio de desenvolvimento mais comum no mundo, atrás apenas do retardamento mental e da paralisia cerebral.
Estima-se que uma em cada 250 pessoas tenha alguma forma de autismo, síndrome caracterizada pela dificuldade de interação social e afetiva do paciente, associada a problemas de comunicação e repetição estereotipada de condutas.
A novidade é que, se há pouco mais de uma década a chance de um autista atingir a idade adulta vivendo com independência era de 2%, hoje a probabilidade é 15 vezes maior, segundo um dos principais especialistas mundiais no assunto, o professor de Psicologia e Psiquiatria Infantil da Universidade norte-americana de Yale, Ami Klin.
- Embora a intensidade da síndrome varie conforme a pessoa, a figura do autista balançando alheio à realidade deixou de ser a regra - confirma a neuropediatra gaúcha Maria Sônia Goergen.
O diagnóstico precoce é apontado por Klin como uma das principais razões do fenômeno.
- Nos três primeiros anos de vida, o cérebro tem uma grande plasticidade neurológica que facilita o tratamento - explica Klin, brasileiro radicado nos Estados Unidos que também estará em Porto Alegre.
Mas, para que o tratamento combinando terapia comportamental com medicamentos seja eficaz, como no caso de Ramsey, é preciso vencer a desinformação e o preconceito.
- Tem pais que procuram vários médicos até que um negue o diagnóstico - conta Maria Sônia.
Para evitar este tipo de reação, Veronica produziu um documentário contando a história do filho, chamado Os Diferentes Graus do Autismo.
Hoje, aos 10 anos, o menino se comunica, interage com outras crianças e freqüenta uma escola regular.
- É um menino normal, tem amigos e adora brincar - vibra Veronica, que criou uma fundação nos Estados Unidos para financiar pesquisas na área.
Ainda não existe cura ou um remédio específico para o distúrbio, mas algumas medicações são usadas para inibir sintomas como ansiedade e depressão. Reforçados por atendimento psicológico e carinho de pais, familiares e amigos, os autistas vão abrindo suas janelas em busca da luz do mundo exterior.
( marcelo.gonzatto@zerohora.com.br )
Conheça a síndrome
O que é
É uma síndrome manifestada geralmente até o terceiro ano de vida e caracterizada por dificuldade de interação social e de comunicação e por comportamentos repetitivos. Quando elimina habilidades que a criança já adquiriu, é chamado de autismo regressivo. O autista pode ser muito inteligente (chamado autista de alto funcionamento) ou ter quadro de retardo mental. O autismo não compromete a longevidade e não tem cura
As formas
Na verdade, o que geralmente se chama de autismo é uma denominação comum para diferentes distúrbios similares chamados de Transtornos do Espectro Autista, ou Transtornos Globais do Desenvolvimento, que se dividem em cinco categorias principais:
- Autismo clássico - Atinge quatro meninos para cada menina. Além das dificuldades de comunicação e interação, crianças com o problema geralmente têm comprometimento cognitivo, resistem a mudanças, necessitam de rotina e têm padrões repetitivos de interesses e comportamentos, o que inclui movimentos (como balançar-se ou abanar as mãos)
- Síndrome de Asperger - Há a presença de grandes habilidades, sem atrasos clinicamente significativos em termos de linguagem e de desenvolvimento cognitivo. É o caso, por exemplo, do personagem do filme Rain Man, com Dustin Hoffman
- Transtorno de Rett - Atinge geralmente meninas, depois de alguns meses de desenvolvimento normal, provocando involução motora, defasagem do tamanho do crânio para a idade e crises convulsivas
- Autismo atípico - Apresenta sintomas típicos do autista clássico, mas em níveis diferentes e com menor repercussão para a vida cotidiana. Muitas vezes é confundido com o comportamento de uma criança retraída e com atraso na linguagem
Sintomas
Algumas manifestações podem acompanhar o quadro de transtorno do desenvolvimento, em diferentes níveis, que variam de acordo com cada pessoa. Confira algumas delas:
- Agressividade ou irritação
- Prática de auto lesões
- Hiperatenção em apenas um estímulo
- Déficit ou hipersensibilidade sensorial (auditiva, visual, táctil etc.)
- Fixação em determinados assuntos
- Transtorno de linguagem
- Transtornos do sono
- Retardo mental
- Recusa a comer certos alimentos
Causas
Ainda não são claras. Acredita-se que tenha uma base genética. Recentes pesquisas também indicam que a origem do problema pode estar em alterações de circuitos cerebrais, que não interagem normalmente entre si
Tratamento
A base do tratamento envolve a atuação de psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo, pediatra e neuropediatra, entre outros. O tratamento pode ser complementado por medicamentos que agem em sintomas como a depressão e a ansiedade, e potencializam os efeitos do trabalho terapêutico.
Não há um remédio específico. Medicamentos como o antiinflamatório predsona estão em estudo depois que seu uso foi relacionado à recuperação da capacidade de falar e de uma maior interação com o mundo real.
Teste
A Associação de Nova York para Crianças Autistas desenvolveu um teste para auxiliar os pais a avaliarem seus filhos. Se a criança apresentar sete dos seguintes comportamentos, é recomendável consultar um especialista:
- Usar as pessoas como ferramentas (como empurrá-las em direção a um objeto que desejam pegar)
- Resistir intensamente a mudanças de rotina
- Não interagir com outras crianças
- Não manter contato visual
- Agir como se fosse surdo
- Resistir ao aprendizado
- Não demonstrar medo de perigos reais
- Rir e movimentar-se de forma incomum para a idade
- Resistir ao contato físico
- Demonstrar acentuada hiperatividade física
- Girar objetos de maneira obsessiva e peculiar
- Ter atitudes agressivas (e às vezes destrutivas)
- Mostrar comportamento indiferente e arredio
Onde buscar auxílio e mais informações
Por telefone ou pessoalmente
- Simpósio sobre Autismo e Diagnóstico Precoce
Onde: auditório do prédio 15 da PUCRS (Avenida Ipiranga, 6.681, Partenon, Porto Alegre), aberto ao público
Quando: quarta-feira, das 8h às 13h
Quanto: R$ 10
Informações: (51) 3320-3680
- Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas Portadoras de Deficiência e de Altas Habilidades no Rio Grande do Sul (Faders) - Rua Duque de Caxias, 418, Centro, Porto Alegre.
Telefone: (51) 3228-2112
E-mail: faders@via-rs.net
Em livros
- Autismo e Outros Atrasos do Desenvolvimento - Ernest Christian Gauderer, ed. Revinter (explanação sobre os transtornos de desenvolvimento)
- Uma Menina Estranha - de Temple Grandin e Margaret Scariano, ed. Cia das Letras (relato de uma mulher autista)
- O Estranho Caso do Cachorro Morto - de Mark Haddon, ed. Record (ficção sobre menino com transtorno mental)
Pela Internet
www.autismo.com.br
www.autismo.med.br
www.autismo.org.br
Resgatados do isolamento
http://www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/jsp/default2.jsp
Acompanhamento e evolução
Quando os pais perceberam que o pequeno Luiz Filipe Varella Júnior não dormia direito e chorava de modo anormal, logo nos primeiros meses de vida, viram que havia alguma coisa errada.
Graças ao diagnóstico precoce e ao acompanhamento psicológico, hoje o menino freqüenta a 3ª série de uma escola regular e enfeita a casa com desenhos coloridos. A família vai vencendo a luta contra a síndrome, mas não sem percalços.
- Ele tem dificuldade para abstrair, às vezes se comunica usando falas de filmes ou seus desenhos - conta a mãe, Sílvia Pereira Silveira.
O pai diz que, apesar dos problemas, o menino não pára de evoluir na escola, embora nem sempre atinja o mesmo nível alcançado pelos colegas.
Cada vez mais, meninos como Júnior conseguem uma vida praticamente normal. Outro autista, Carlos Alexandre da Silva, nove anos (na foto acima), se prepara no Centro Terapêutico e Pedagógico de Porto Alegre (Cetepê) para também ingressar no ensino regular.
- Falta apenas melhorar sua autonomia e a comunicação de necessidades básicas - afirma o psicólogo do Cetepê Carlo Schmidt.
A maior recompensa para os pais dessas crianças, porém, acaba se revelando no recanto do lar:
- É uma luta diária para trazer ele para o nosso mundo. Mas quando ele nos olha e dá um sorriso, todo o esforço vale a pena - conta Sílvia
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 20.6.05
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Sexta-feira, Junho 17, 2005
Pais de garoto autista perdem na Suprema Corte
| UTV, Irlanda | 15/06/2005 |
Os pais de um garoto autista de 14 anos afirmam que o mandam para o Exterior para tratamento antes de permitir que ele seja submetido a tratamento psiquiátrico na Irlanda.
Colm e Annette O`Carolan, de Dublin, perderam a causa na Suprema Corte em que pediam que o Estado pagasse o tratamento de seu filho Lewis em uma instituição para autistas no País de Gales.
O juiz concordou com o Serviço Executivo de Saúde e o Ministério da Educação irlandês que o centro em Lusk oferecido pelo Estado é adequado e mais apropriado.
Parents of autistic boy lose High Court battle
The parents of a 14-year-old autistic boy say they will send him abroad for treatment before allowing him to be placed in psychiatric care in Ireland.
Colm and Annette O`Carolan from north Dublin have lost a High Court bid to have the State pay for their son Lewis to attend an autism-specific facility in Wales.
The judge agreed with the Health Service Executive and the Irish Minister for Education that the centre in Lusk, being offered by the State is adequate and more appropriate.
Parents of autistic boy lose High Court battle
http://u.tv/newsroom/indepth.asp?id=61472&pt=n
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 17.6.05
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Estudo associa cromossomos a suscetibilidade a autismo
| Jim Feuer | Cincinnati Children's Hospital Medical Center | via Eurekalert | 7/6/2005 |
Um estudo do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati associa regiões de dois cromossomos à suscetibilidade ao autismo caracterizado pela regressão no desenvolvimento, que pode incluir a perda de linguagem previamente adquirida, habilidades sociais ou ambos.
Este estudo é o primeiro a identificar o envolvimento do cromossomo 21 neste tipo de autismo, o que pode explicar a maior prevalência de desordens do espectro autista (DEA) entre crianças com síndrome de Down, que têm uma cópia extra desse cromossomo e têm dez vezes maior probabilidade de ter uma DEA que o restante da população.
As descobertas representam
"o primeiro passo na identificação genética de variantes que podem contribuir para a suscetibilidade a este específico tipo de DEA", disse a Dra Cindy Molloy, pesquisadora chefe do estudo. A doutora é médica do Hospital Infantil de Cincinnati no Centro para Epidemiologia e Bioestatística e na Divisão de deficiências do desenvolvimento.
O estudo foi publicado na edição online da revista
Molecular Psychiatry.
A Dra. Molloy e colaboradores na divisão de genética humana examinaram um banco de dados nacional e o banco DNA de centenas de famílias com DEA e identificaram 32 pares e um trio de irmãos e uma dupla de primos que mostraram evidências definitiva de regressão entre os 18 e 24 meses de idade. Eles confirmaram evidências prévias de associação com o autismo no cromossomo 7 e descobriram novas evidências para a suscetibilidade no cromossomo 21 neste subgrupo de famílias. A equipe agora está seqüenciando os genes nestas regiões para descobrir a variante genética específica que contribui para a soscetibilidade ou modifica a condição.
"Entre crianças com autismo ou distúrbios associados, 20 a 30 por cento têm uma história de regressão", explica a Dra Molloy.
"Acreditamos que isso representa um subgrupo genético distinto."
A Sociedade de Autismo da Grande Cincinatti acaba de premiar a Dra. Molloy com 40 mil dólares para continuar esta pesquisa e estendê-la a famílias na área de Cincinatti.
Autismo é uma complexa deficiência do desenvolvimento que afeta um indivíduo nas área de interação social e comunicação. É uma variedade de desordens que afeta diferentemente cada indivíduo e varia em grau de severidade. Acredita-se que cerca de 1,5 milhão de norte-americanos - crianças e adultos - T~em autismo nos dias de hoje, de acordo com a Sociedade de Autismo da América.
Study links regions of two chromosomes to susceptibility for type of autism
CINCINNATI - A new Cincinnati Children's Hospital Medical Center study links regions of two chromosomes to susceptibility for a type of autism characterized by regression in development. Developmental regression can include the loss of previously acquired language, social skills or both.
Moreover, the study is the first to identify involvement of chromosome 21 in this type of autism. This may explain the increased prevalence of autism spectrum disorders (ASD) among children with Down syndrome, who have an extra copy of chromosome 21 and are 10 times more likely to have an ASD than the general population.
The findings represent "the important first step in identifying genetic variants that may contribute to susceptibility to this specific type of ASD," says Cindy Molloy, M.D., lead author of the study. Dr. Molloy is a physician at Cincinnati Children's in the Center for Epidemiology and Biostatistics and in the division of developmental disabilities.
The study is published in the online edition of the journal Molecular Psychiatry.
Dr. Molloy and colleagues in the division of human genetics examined a national database and DNA bank of hundreds of families with ASD. They identified 32 pairs of siblings, one trio of siblings and one pair of cousins who showed definite evidence of regression at the age of approximately 18 to 24 months. They confirmed previous evidence for linkage with ASD on chromosome 7 and found new evidence for susceptibility on chromosome 21 in this subset of ASD families. The research team is now sequencing genes in those regions to find the specific genetic variant that either contributes to susceptibility or modifies the disease.
"Among children with autism or ASD, 20 to 30 percent have a history of regression," says Dr. Molloy. "We think this represents a genetically distinct subgroup."
The Autism Society of Greater Cincinnati has just awarded Dr. Molloy a $40,000 grant to continue this research and extend it to families in the Cincinnati area.
Autism is a complex developmental disability that affects an individual in the areas of social interaction and communication. Autism is a spectrum disorder that affects each individual differently and to varying degrees of severity. As many as 1.5 million Americans - children and adults - are thought to have autism today, according to the Autism Society of America.
Public release date: 7-Jun-2005
Contact: Jim Feuer
Jim.Feuer@cchmc.org
513-636-4656
Cincinnati Children's Hospital Medical Center
Study links regions of two chromosomes to susceptibility for type of autism
http://www.eurekalert.org/pub_releases/2005-06/cchm-slr060705.php
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 17.6.05
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Terça-feira, Junho 14, 2005
Autismo é característica do gênio
| ANSA | Londres, 11 de julho |
Pesquisador irlandês: Orwell, Beethoven, Kant eram afetados
O autismo é característica do gênio, disse um psiquiatra irlandês, lembrando que Orwell, Beethoven, Mozart, Kant eram afetados pelo espectro. Fitzgerald, professor de uma universidade de Dublin, estabeleceu pela primeira vez uma ligação entre a síndrome que impede a interação social de maneira normal e aquilo que se chama gênio depois de ter traçado um perfil psicológico de grandes músicos, escritores, pintores e folósofos: descobriu assim que muitos deles tinham uma forma qualquer de autismo.
Autismo e' caratteristica del genio
Studioso irlandese: Orwell, Beethoven, Kant ne erano affetti
(ANSA) -LONDRA, 11 GIU- L'autismo e' la caratteristica del genio, dice uno psichiatra irlandese ricordando che Orwell, Beethoven, Mozart, Kant ne erano affetti. Fitzgerald, docente di un college di Dublino, stabilisce per la 1/a volta un legame tra la sindrome che impedisce di interagire socialmente in maniera normale e quello che si chiama genio dopo aver stilato un profilo psicologico di grandi musicisti, scrittori, pittori e filosofi; ha cosi' scoperto che molti di loro soffrivano di una qualche forma di autismo.
Autismo e' caratteristica del genio
http://www.ansa.it/main/notizie/awnplus/topnews/news/2005-06-11_444312.html
O outro lado do autismo
| Telegraph.co.uk | 13/6/2005 | Opinião/cartas |
Caro senhor,
A teoria de que muitas pessoas que alcançaram destaque nas artes e ciências seriam agora consideradas como tendo uma desordem do espectro autista (DEA), tais como a síndrome de Asperger ou autismo de alto desempenho, tem sido postulada há muito tempo por pessoas que trabalham com esse tipo de clientela.
Entretanto, este é apenas um lado da história. Muitas pessoas com desordens do espectro autista vivem em um mundo com o qual têm pouca conexão. Elas têm interação social e habilidades de comunicação pobres e vivem em conflito com a sociedade em que nasceram. Iso caua, algumas vezes, sérios problemas de saúde mental e parece levá-los para o Justiça, por entenderem mal as pessoas que os cercam e por serem mal compreendidos por elas.
Este espectro de condições necessita ser reconhecido pelas disfunções e perdas sociais e as resultantes dificuldades e ter suporte financeiro para disponibilizar serviços para essa condição que pode ser mais uma deficiência que uma doença mental ou prejuízo do aprendizado. Autismo é uma condição muito pouco compreendida e poderá contribuir para a sociedade à medida que venha a sê-lo.
Carolyn Bailey, Chefe Executiva, Autism West Midlands Edgbaston, Birmingham
The other side of autism
Sir - The theory that many people who achieved greatness in the arts and sciences would now be assessed as having an autistic spectrum disorder (ASD) such as Asperger's syndrome or high-functioning autism ("The missing link between genius and madness", June 11), has long been postulated by people who work with people with ASDs.
However, this is only one side of the story. Many people with autistic spectrum disorders live in a world that they have little connection with. These people have poor social interaction and communication skills and they live in conflict with the society that they have been born into. This sometimes causes serious mental health problems and increasingly seems to bring them into the criminal justice system as they misunderstand, and are misunderstood by, the people around them.
This spectrum of conditions desperately needs to be recognised for the social impairment and dysfunction and the resulting difficulties that ensue, and funding should be made available to provide services for a condition that can be even more disabling than some mental illnesses or learning disabilities. Autism is a condition that is so poorly understood and yet can enrich our society when it is.
Carolyn Bailey, Chief Executive, Autism West Midlands Edgbaston, Birmingham
The other side of autism
'Missing link' between madness and genius
| Amy Iggulden | Telegraph.co.uk | 11/06/2005 |
Genius cannot exist without mental disorder, according to a study that names George Orwell, LS Lowry and Lewis Carroll among 21 artists who suffered a form of autism.
The psychiatric portrait of some of the most imaginative minds in history claims to prove the link between madness and greatness.
Beethoven, Mozart, Hans Christian Andersen and Immanuel Kant are among the musicians, writers, painters and philosophers who have been diagnosed with Asperger's syndrome.
Prof Michael Fitzgerald, a psychiatrist and expert in the syndrome that affects social relationships but not intellect, claims that people with Asperger's can have exceptional artistic creativity, as well as mathematical genius.
Einstein and other engineering geniuses have already been suggested as sufferers. Prof Fitzgerald claims that some of the same genes that cause Asperger's are a source of creative brilliance.
One of the characteristics of Asperger's is thought to be an inability to engage in creative play. But Prof Fitzgerald says the syndrome almost certainly drove Orwell, Lowry and Carroll to writing and painting as a form of "self-help".
"Asperger's and creativity are two sides of the same coin - you can't get one without the other," he said.
His claims are set out in The Genesis of Artistic Creativity, which is to be published later this month, and have already won support from The National Autistic Society.
Dr Judith Gould, the director of the diagnostic unit at the National Autistic Society, said yesterday: "The theory makes sense, because one of the diagnostic criteria for Asperger's is a 'patchy' ability, where some skills are better than others.
"That is greatly emphasised in geniuses."
However, Prof John Geake, a researcher into cognitive creativity attached to Oxford University and Oxford Brookes University, was not convinced.
He said: "The truth is that most highly intelligent people are very competent at life."
Prof Fitzgerald, a psychiatrist at Trinity College, Dublin, has diagnosed more than 900 people with the syndrome since he began practising in 1974. For the study, he assessed the personalities of 21 geniuses against the criteria for Asperger's, using biographies and first-person recollections. He believes that Orwell displayed the social impairment, narrow focus, repetitive behaviour and clumsiness typical of the syndrome. And Beethoven, who was "clumsy", "emotionally immature" and "had an unusually large head" also fit the criteria for Asperger's. An expert on Beethoven, Dr Barry Cooper, said last night that he barely recognised the description of the composer.
"He was unkempt because his mind was on higher things," he said. "And I have never heard him described as emotionally immature."
'Missing link' between madness and genius
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 14.6.05
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Segunda-feira, Junho 13, 2005
Sistema imunológico de criança autista é diferente
| O Estado de São Paulo | 6/5/2005 | Enviado por Sandra Roos para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil |
Constatação pode conduzir a exames capazes de diagnosticar a doença precocemente
Boston (EUA) - Os elementos do sistema imunológico, as proteínas e metabólitos das crianças autistas são diferentes das crianças que não têm o problema, segundo um estudo divulgado por pesquisadores do Instituto de Pesquisas de Transtornos do Desenvolvimento Neurológico da Universidade da Califórnia.
Em apresentação na 4.ª Reunião sobre Pesquisas do Autismo, os pesquisadores disseram que sua descoberta pode ajudar a desenvolver um exame de sangue que permitiria a detecção do autismo em recém-nascidos, além de levar a novos tratamentos e até à prevenção da doença.
Hoje o diagnóstico da doença, feito através de observações da conduta, só é confiável quando a criança chega aos 2 ou 3 anos de idade. O autismo se manifesta em uma tendência psicológica ao desinteresse pelo mundo exterior.
Os pesquisadores descobriram as diferenças no sistema imunológico através de amostras de sangue de 70 crianças, de 4 a 6 anos e com autismo, que foram comparadas a amostras de outras 35 crianças que não tinham o problema.
As amostras foram analisadas através de uma tecnologia que permite identificar as diferenças no número e tipo de células imunológicas, proteínas, peptídios e metabólitos.
Oportunidade de tratamento
"Encontrar um marcador biológico sensível e preciso do autismo, que possa se revelar através de um simples exame de sangue, teria grandes implicações no diagnóstico, tratamento e compreensão das causas do autismo", disse David Amaral, diretor do instituto e um dos autores do estudo.
Amaral acrescentou que a impossibilidade de detectar o autismo até a criança fazer 3 anos elimina uma grande oportunidade de tratamento nos primeiros anos de vida, quando o cérebro está em um processo de intenso desenvolvimento.
Os cientistas disseram que será preciso muitos meses para terminar uma avaliação total da informação conseguida através do sistema. No entanto, as primeiras conclusões mostram claramente as diferenças tanto no sistema imunológico como nas proteínas e nos metabólitos das crianças com autismo.
Segundo os cientistas, será preciso fazer outros estudos, com um número maior de crianças, para confirmar as descobertas.
Segundo fontes da reunião, nas últimas décadas houve um aumento alarmante da incidência do autismo. Nos Estados Unidos, a doença atinge uma em cada 166 crianças.
SISTEMA IMUNOLÓGICO DE CRIANÇA AUTISTA É DIFERENTE
http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2005/mai/06/39.htm
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 13.6.05
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Domingo, Junho 05, 2005
Viva a diferença
| Luiz Caversan | Folha on line | Pensata | 04/06/2005 |

Uma das coisas que mais incomodam o ser humano, hoje e sempre, é a presença de alguém que seja diferente.
Diferente no agir, no pensar, no se comportar, no desejar, no ostentar, neste caso física ou mentalmente.
O ostentar, no sentido de exibir aquilo de que se tem a posse, já foi e ainda é motivo de muita guerra e muita morte.
O ser diferente por opção, desejo ou orientação diversa daquela da maioria permanece como motivo de segregação, às vezes humilhação, muitas vezes violência.
O que poderia ser apenas fruto da ignorância não o é: reflete em geral uma incapacidade atávica do ser humano de conviver com alguma coisa que exponha, na verdade, o que ele considera uma fragilidade da sua espécie ou aquilo que provoca o desentendimento dentro de uma suposta ordem preestabelecida "necessária" e comumente atribuída ao desejo de algo maior, superior a todos. A Deus, por exemplo, perante o qual, aliás, nada é diferente e tudo é ou deveria ser possível, único e necessário.
Essa introdução toda é para louvar a iniciativa de um grupo de pessoas que criaram o Dia do Orgulho Autista.
(...)
Para ler o texto todo, clique no link abaixo:
Viva a diferença
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult513u195.shtml
Luiz Caversan é jornalista e escreve para a Folha Online aos sábados
E-mail:
caversan@uol.com.br
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 5.6.05
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Sexta-feira, Junho 03, 2005
Cientistas identificam o "hormônio da confiança"
| O Estado de São Paulo | 2/6/2005 | enviado para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil por Sandra Roos |
Cientistas concluíram que a exposição à oxitocina pode levar as pessoas a ter mais confiança umas nas outras
Londres - Cientistas da Universidade de Zurique, na Suíça, descobriram um hormônio que determina o grau de confiança que temos em amigos, amantes ou parceiros de negócios.
Os cientistas concluíram que a exposição à oxitocina pode levar as pessoas a ter mais confiança umas nas outras, segundo o estudo publicado na revista Nature.
Os cientistas esperam que a descoberta possa ajudar no tratamento de pessoas com autismo, por exemplo, em que o relacionamento com os outros é um problema.
A oxitocina é uma molécula produzida naturalmente na área do hipotálamo, no cérebro, que regula uma série de processos fisiológicos, inclusive as emoções. Ela também age sobre outras regiões do cérebro que controlam comportamentos sociais e emocionais, como a amígdala.
Estudos com animais mostraram ainda que a oxitocina está relacionada à ligação entre machos e fêmeas e mães e filhotes.
"Teste de confiança"
A equipe de cientistas da Universidade de Zurique suspeitou que o hormônio poderia ter o mesmo efeito sobre os humanos e convidou 58 pessoas a participar de um
"teste de confiança".
Os participantes foram divididos em dois grupos - um de
"investidores" e outro de
"bancos de investimento", em que o primeiro grupo tinha que decidir se e quanto deveria investir no segundo.
Os investidores receberam créditos para investir. Se eles demonstrassem confiança, investindo quase todos os créditos, os lucros obtidos com o
"banco" poderiam ser maiores, mas o
"banco", inicialmente, ficaria com toda a quantia.
A partir daí, caberia ao
"banco" decidir se honraria a confiança do
"investidor" dividindo o lucro igualmente com ele.
Se o
"investidor" não investisse o dinheiro, ou investisse menos dinheiro, as chances de prejuízo seriam menores. Cada participante atuou como
"banco" e
"investidor" em diferentes rodadas do jogo.
Ao fim do jogo, os créditos foram transformados em dinheiro.
Spray
Metade dos
"investidores" e
"bancos" receberam oxitocina por meio de um spray nasal.
Dos 29 participantes que receberam oxitocina, 13 (45%) demonstraram
"confiança máxima" ao escolher investir quase todos os créditos, em comparação com apenas seis dos 29 que receberam um placebo (imitação do spray sem o hormônio).
Os cientistas, liderados por Ernest Fehr, afirmam que o resultado sugere que a oxitocina promove a interação social e não apenas encoraja as pessoas a assumirem riscos.
Segundo os pesquisadores, o hormônio atua ajudando a superar obstáculos como o medo de ser traído.
No artigo a equipe afirma que
"a oxitocina não aumenta a tendência a se comportar de maneira prosaica. Na verdade, o hormônio afeta especificamente a confiança dos ´investidores´".
Os cientistas acreditam que a descoberta pode ajudar pessoas com fobia social e autismo, entre outras doenças, que podem ser ligadas ao medo constante de situações sociais.
"Nossos resultados podem levar a mais pesquisas sobre o papel da oxitocina em várias doenças mentais com grande significado para a saúde pública."
Cientistas identificam o "hormônio da confiança"
http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2005/jun/02/100.htm
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 3.6.05
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Quinta-feira, Junho 02, 2005
Em Israel, um programa no Sabbath para jovens autistas e downianos
| Arutz Sheva | Israel, 2/6/2005 (24 Iyar 5765) |
Um programa organizado pelos hassidim de Vishinitz vai oferecer a 70 crianças com autismo e síndrome de Down um Acampamento de Sabbath de fim-de-semana no Hotel Galei Sanz em Netanya.
A organização
Healing & Life (Saúde & Vida) organizou as coisas para o fim-de-semana, articulando o auxílio de 100 voluntários, transporte e todo o arranjo logístico, para dar um Sabbath especial para as crianças. A gerência do hotel conta que os últimos preparos para os convidados especiais estão em andamento, acrescentando que os 100 voluntários também serão hospedados no hotel para o Sabbath.
[
De acordo com o site Visão Judaica, "hassid (singular), hassidim (plural) é seguidor(es) da corrente religiosa ortodoxa judaica do hassidismo, movimento fundado no século XVIII pelo Baal Shem Tov (Mestre do Bom Nome), e que tem entre outras características a filosofia, pelo pensamento sobre o mistério da vida; a mística, representada pela dimensão de maior profundidade existencial na vida religiosa; e a oração como exercício espiritual e como forma de meditação contemplativa. clique]
Sabbath Getaway for Autistic & Downs Kids
(IsraelNN.com) A program hosted by Vishnitz Hassidim will offer 70 children with autism and downs syndrome a weekend Sabbath Camp in the Galei Sanz Hotel in Netanya.
The Healing & Life organization made arrangements for the weekend, enlisting the assistance of 100 volunteers, transportation and all logistical arrangements, to bring a special Sabbath to the children. Hotel officials report last-minute preparations for the special guests are underway, adding the 100 volunteers will also be hosted in the hotel for the Sabbath.
Sabbath Getaway for Autistic & Downs Kids
http://www.israelnn.com/news.php3?id=83173
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 2.6.05
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