Crônica Autista
Um apanhado do noticiário sobre autismo e autistas.
..."não constitui ofensa aos direitos autorais:
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a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;(...)"
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Livro: Vencendo o Autismo - A Menina sem Estrela.
De: Yvonne Meyer Falkas.

Relato da vida de Sheila, filha da autora, e de como a família tem convivido com o autismo. Um testemunho de como foram vencidas etapas com múltiplas adversidades, e suas conquistas. Um apanhado geral sobre o que vem a ser o Autismo, as supostas origens e causas e os preconceitos existentes.

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Sexta-feira, Abril 29, 2005

Perfil cerebral do autismo

| 29/04/2005 | Agência FAPESP | (Enviada pela colega Monica Perrotta) |

Crianças autistas teriam uma ativação menor do hemisfério direito do cérebro. Esses resultados, mesmo preliminares, podem ajudar a encontrar uma resposta neurológica padrão para o autismo. No futuro, tais informações poderão ainda ser usadas para diagnósticos específicos da doença, hoje inexistentes.

Mesmo com tais resultados, conseguidos no Instituto Fernandes Figueira (IFF), uma das unidades da Fiocruz, os pesquisadores acreditam que ainda é muito cedo para comemorar. ¿É preciso desenvolver um estudo utilizando uma amostra maior, incluindo ambos os sexos e fazendo um perfil das outras áreas cerebrais, além de comparar os dados com os obtidos em outras doenças mentais, para classificar o que é próprio do autista¿, diz o pesquisador Adailton Pontes, um dos líderes da pesquisa, em comunicado da Fiocruz.

Outro passo científico importante que precisa ser dado, explica o médico, é comparar esses achados com os registrados em outros transtornos mentais, como esquizofrenia e hiperatividade. A pesquisa recém-concluída foi realizada com 13 crianças autistas, com idades entre 6 e 14 anos. Todas foram selecionadas de acordo com o quociente de inteligência.

Os pesquisadores analisaram o cérebro dos pacientes em repouso e não encontraram alterações significativas. Somente depois da estimulação por meio da luz, feita em diferentes freqüências, é que as anomalias apareceram. As respostas a essa estimulação foram comparadas com as obtidas por 16 crianças normais da mesma faixa etária.

Na área occipital do cérebro (ligada à visão) os resultados apresentados nas diferentes freqüências foram combinados para montar um perfil individual de recrutamento. Nas crianças autistas, a ativação por recrutamento no hemisfério direito ¿ ligado às emoções e às relações sociais ¿ foi menor do que nas crianças normais.

Outra vantagem do método desenvolvido no Rio de Janeiro é a tecnologia empregada. Enquanto até hoje testes semelhantes haviam sido feitos apenas por tomografia computadorizada, os pesquisadores da Fiocruz fizeram todas as análises via eletroencefalograma. A diferença de preço entre esses dois exames é de R$ 600 para R$ 60.

Segundo Pontes, o autismo não pode ser encarado como uma raridade. A prevalência da doença é de um caso a cada mil habitantes, o que a torna relativamente freqüente. O pesquisador trabalha com a definição de autismo utilizada na Academia Americana de Neurologia e pelo Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais (DSM IV), que caracteriza a enfermidade por prejuízos nas habilidades de interação social, comunicação, comportamentos repetitivos, interesses e atividades restritas.

Perfil cerebral do autismo
http://www.fapesp.br/agencia/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=3638

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 29.4.05

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Para alunos autistas, o inesperado pode funcionar

| Maria Coole | Lancaster Online, Pennsylvania | Sunday News | 24/4/2005 |

Duas estudantes são as primeiras estagiárias no novo programa, o legado de uma mãe.


Steven repousa a cabeça na carteira e fita velas de aniversário enquanto queimam. Também olha para um cronômetro. Quando o relógio toca, indicando dois minutos, o assistente de ensino sopra as velinhas. Steven se levanta e parte para a próxima atividade.

Queimar velinhas é um jeito incomum de reforçar uma criança para fazer sua lição. Mas em uma turma de apoio para autistas, cada necessidade, preferência ou aversão se torna parte do processo educativo.

Abordagens incomuns se tornam corriqueiras quando podem ajudar no progresso de uma criança em salas como a de Steven na Reynolds Middle School.

Esta abordagem de trabalho com alunos autistas agora é comum, mas nem sempre foi assim.

Uma das forças por trás dessa mudança foi Jae Davis, militante da educação e serviços para autistas, que pôs o autismo na linha de frente, no Condado de Lancaster.

Davis foi homenageada, dando seu nome a um programa de bolsas de estudo e prêmios, depois que morreu em 2003 de câncer cervical, aos 45 anos.

A mais recente homenagem a seu trabalho é o Programa Jae Davis de internação na Unidade Intermediária 13.

Este semestre, dois estudantes do Franklin & Marshall College são os primeiros a trabalhar em salas de aula municipais no programa.

Um trabalha na turma de Reynolds e o outro, na Lafayette Elementary School.

O legado de Jae

Jae Davis, ao falecer, deixou o marido, Bill, sua filha Jessica e o filho Chris. Chris, que tem autismo, foi seu portão de entrada para o mundo da militância e da educação.

Ela transformou o pequeno apartamento da família em uma sala-de-aula e centro de treinamento e se tornou especialista na misteriosa desordem neurológica que afeta a fala, a comunicação e a socialização.

Jae criou um programa em casa para Chris e trabalhou com escolas e universidades para trazer estagiários de graduação para sua casa para trabalhar com Chris e aprender sobre autismo.

"Acho que as pessoas não percebem uma coisa... o programa de Jae não existia. Ela criou um programa doméstico onde ninguém tinha nada", afirma Bill Davis.

O programa de Jae teve efeito nacional, conta seu marido. Gente de outras regiões ligavam e perguntavam-lhe como ela era capaz de ter estagiários, e copiavam seu programa, ele lembra.

Jae Davis não tinha idéia de que estava deixando um legado anos atrás, quando criou seu programa de estágios, mas seu legado se tornou um círculo completo.

Agora seu filho Chris, 11 anos, está em uma escola pública, não mais em uma sala-de-aula dentro de casa. E agora os estagiários trabalham nas turmas minicipais de apoio ao autismo, trablhando com seu filho, como parte do programa que traz o seu nome.

Bill conta que está emocionado com o programa de estágios que homenageia sua esposa, e agradecido com a turma de apoio ao autismo de Carly Frank, na Escola Média Reynolds, onde Chris estuda.

"Ela tem uma linda classe", disse Bill.

Tanto Roger Grodin, diretor dos Serviços de Orientação Vocacional (Career Advisement Services) da Franklin & Marshall quanto Rich Barbour, supervisor de Apoio ao Autismo na UI-13, esperam que haja estudantes estagiários nas classes de apoio ao autismo todos os anos.

Barbour disse que gostaria de ter cerca de oito estagiários, mas isso seria tanto quanto a Franklin & Marshall.

"Estamos mais que felizes em trabalhar com estudantes interessados", exulta Barbour.

As estagiárias deste semestre, Diana Krepich e Amy Kratchman, têm, ambas, alguma experiência com crianças autistas.

Krepich está se formando em psicologia e sociologia e trabalha na classe de Beth Welch na Escola Elementar de Lafayette. Ela tem experiência trabalhando com crianças autistas em um programa de Massachussetts.

Kratchman, formanda junior em psicologia designada para a turma de Carly Frank na Escola Média Reynolds, costumava ser babá de seu primo de oito anos, que é autista.

Trabalhou crianças autistas desde o primeiro ano, ela conta, tanto aqui como em Nova Jersey, mas esta é a primeira vez que trabalha com alunos do ensino médio.

Kratchman planeja ir para a escola de graduação e espera abrir um centro de treinamento para famílias com crianças autistas.

"Gosto do jeito como os garotos são tão diferentes", fala a respeito da classe. "Isso nos obriga a pensar. Não é um emprego onde você sabe o que lhe espera. Eles sempre surpreendem você."

"É bom sentir os progressos deles ao longo do tempo e que o que você está fazendo ajuda alguém de verdade", ela diz.

Aprendendo com as crianças

Beth Welch, a professora da classe de apoio ao autismo de Lafayette, disse acreditar que os estágios são inestimáveis para os alunos e para ela e sua equipe.

"Aprendo com ela", Welch fala de Krepich, sua estagiária.

Com seu conhecimento de psicologia, Krepich tem uma outra visão de algumas formas de trabalhar com as crianças, conta a professora.

Krepich quer seguir a carreira no trabalho com alunos com necessidades especiais, tais como downianos e autistas.

Uma pessoa que entrasse em uma classe de apoio a autistas provavelmente veria as crianças como sendo muito diferentes entre si e das outras pessoas.

Já Krepich não vê o problema tão grande assim. Ela explica que as crianças são todas inteligentes, só precisam se focalizar e diz que vê as características do autismo em si mesma, algumas vezes.

"Sou introvertida. Tenho fixações. O que há de errado comigo? Sou apenas uma autista de alto desempenho", ela diz.

Essa é uma teoria proposta por alguns, a de que as desordens do espectro autista podem ser encontradas em muitas pessoas, mas algumas têm as características mais severas que as outras.

"São garotos fantásticos; cada um tem sua personalidade. Acho que as pessoas não os vêem como gente. Eu os amo. São um desafio e pedem muita paciência, mas definitivamente vale a pena."
    For autistic students, the unusual can work

    Two local students are first interns in new IU program, a mother's legacy.



    LANCASTER COUNTY, PA - Steven lays his head on the desk and stares at the birthday candles as they burn. He watches a timer at the same time. When the timer buzzes at two minutes, the teaching assistant blows the candles out, and Steven gets up and heads to his next activity.

    Burning birthday candles is an unusual way to reinforce a child for doing his work. But in an autistic support classroom, each child's needs, likes and dislikes become part of the educational process.

    Unusual approaches are usual when they help a child progress in classrooms like Steven's at Reynolds Middle School.

    This approach in working with autistic students is typical now, but it wasn't always.

    One of the forces behind that change was Jae Davis, a local advocate for autism education and services, who put autism in the forefront in Lancaster County.

    Davis has been honored with scholarships and awards in her name since her death in 2003 from cervical cancer at age 45.

    The latest memorial to her work is the Jae Davis Internship Program at Intermediate Unit 13.

    Two Franklin & Marshall College students are the first to be working in city classrooms in the program this semester.

    One works in the Reynolds classroom, and the other is at Lafayette Elementary School.

    Jae's legacy

    Jae Davis left behind a husband, Bill, a daughter, Jessica, and a son, Chris, when she died.

    Chris, who has autism, was her gateway into the world of advocacy and education.

    She transformed the family's small apartment into a classroom and training center and became an expert on the mysterious neurological disorder that affects speech, communication and socialization.

    And she created an in-home program for Chris and worked with colleges and universities to bring undergraduate interns to her home to work with Chris and learn about autism.

    "One thing I don't think people realize... the intern program Jae started was nonexistent. She began a home program when no one had them," said Bill Davis.

    Jae's program had a national effect, Bill said. People from other areas called and asked her how she was able to get interns, and they copied her program, he said.

    Jae Davis had no idea she was leaving a legacy years ago when she created her intern program, but her legacy has, in a way, come full circle.

    Now her son, Chris, 11, is in a public school, not an in-home classroom. And now the interns working in city autism support classrooms, and working with her son, are part of a program named in her honor.

    Bill Davis said he is thrilled with the internship program that honors his wife, and he's equally pleased with Carly Frank's autism support classroom at Reynolds Middle School, where Chris is a student.

    "She runs a beautiful classroom," he said.

    Both Roger Grodin, director of Career Advisement Services at F&M, and Rich Barbour, supervisor of Autism Support at IU-13, hope that there will be student interns in autism support classrooms each year.

    Barbour said he would like to see up to about eight interns, but that would be up to F&M.

    "We're more than happy to work with interested students," Barbour said.

    This semester's interns, Diana Krepich and Amy Kratchman, both have some experience with autistic children.

    Krepich is a junior psychology/sociology major working in Beth Welch's classroom at Lafayette Elementary School. She has experience working with autistic children in a program in Massachusetts.

    Kratchman, a junior psychology major assigned to Carly Frank's Reynolds Middle School class, used to baby-sit for her 8-year-old cousin, who is autistic.

    She has worked with autistic children since her freshman year, she said, both here and in New Jersey, but this is the first time she has worked with middle-school-aged students.

    Kratchman plans to go to graduate school and later hopes to open a practice for families of autistic children, she said.

    "I like how all the kids are so different," she said of the middle school classroom. "It constantly keeps you thinking. It's not a job where you know what to expect. They always surprise you in interesting ways.

    "It's good to see their improvement over time and that what you're doing is actually helping them,"
    she said.

    Learning from kids

    Beth Welch, the teacher at Lafayette's autism support classroom, said she believes that internships are invaluable for the college students and for her and her staff.

    "I've learned from her," Welch said of Krepich, the intern in her classroom.

    With her background in psychology, Krepich offers a fresh look at some ways to work with the children, said Welch.

    Krepich doesn't see the gulf as being quite so wide.

    Krepich said she wants to make a career of working with special needs students, such as those with Down syndrome or autism.

    A person walking into an autistic support classroom probably would see the children as being much different than themselves and most people they know.

    Krepich doesn't see the gulf as being quite so wide.

    The children in the Lafayette classroom are all intelligent, she said. They just need to stay focused.

    Krepich said she sees the characteristics of autism in herself sometimes.

    "I get withdrawn. I get fixated. What's wrong with me? I'm just a highly functioning autistic," she said.

    It is a theory proposed by some, that the autism spectrum disorders might be found in much of the population, but some people experience the characteristics more severely than others.

    "They're amazing kids; each one is a person. I think people don't see them as people. I love it. It's a challenge and takes a lot of patience, but it's definitely worth it."
For autistic students, the unusual can work
http://www.lancasteronline.com/pages/news/local/4/13753

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 29.4.05

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Quinta-feira, Abril 28, 2005

Pesquisadores investigam perfil cerebral típico do autismo

| Sarita Coelho | Assessoria de Imprensa da Fiocruz | Abril de 2005 | enviado para a Comunidade virtual Autismo no Brasil por Lilia Janbartolomei |

A Fiocruz deu um importante passo na construção de um perfil de funcionamento cerebral de crianças autistas. Um estudo desenvolvido no Laboratório de Neurofisiologia do Instituto Fernandes Figueira (IFF), unidade da Fiocruz, analisou a manifestação dos neurônios desses indivíduos em resposta a um estímulo visual. O resultado preliminar mostra que as crianças autistas apresentam uma ativação menor do hemisfério direito do cérebro, relacionado com as emoções e com o convívio social. Os pesquisadores ainda precisam comparar esses achados com os registrados em outros transtornos mentais, como esquizofrenia e hiperatividade. Se for confirmada uma resposta neurológica padrão para o autismo, será possível descrever uma forma de diagnóstico específico para a doença, hoje inexistente.

Os neurônios são células responsáveis pela recepção, condução e transmissão dos sinais elétricos, emitidos pelo cérebro para comandar o funcionamento do organismo. A atividade elétrica do cérebro é registrada no eletroencefalograma (EEG) em forma de freqüência (quantidade de vezes em que um sinal se repete a cada segundo). "A freqüência cerebral é variável e os neurônios que vibram na mesma freqüência tendem a se agrupar. Quando você provoca um estímulo luminoso em uma determinada freqüência, recebe a resposta dos neurônios que vibram naquela freqüência", explica o médico Adailton Pontes, que desenvolveu o estudo durante seu mestrado no IFF, orientado pelo neurofisiologista Vladimir Lazarev e pelo neurologista Leonardo Azevedo.

A pesquisa foi feita com 13 crianças autistas, com idades variando entre 6 e 14 anos, selecionadas de acordo com o quociente de inteligência (QI). Elas foram classificadas cognitivamente como de baixo funcionamento, dentro da normalidade e de alto funcionamento. Como havia apenas duas meninas entre as 250 crianças atendidas no IFF, o trabalho contemplou somente os meninos. Todos possuíam o desenvolvimento da linguagem relativamente normal e um quadro geral considerado melhor.

"Nós tentamos purificar ao máximo a amostra, descartando crianças que possuíam sintomas que não eram específicos do autismo, como o retardo mental grave, a epilepsia e o distúrbio de linguagem. Outros estudos que não fizeram esse recorte acabaram ficando comprometidos, porque resultaram em uma baixa atividade do hemisfério esquerdo, relacionado com o desenvolvimento da linguagem, por exemplo. E não há como saber se o resultado foi por conta do autismo ou por conta da falha na linguagem", conta o pesquisador.

Os pesquisadores analisaram o cérebro dos pacientes em repouso e não encontraram alterações significativas. Somente depois da estimulação por meio da luz, feita em diferentes freqüências, é que as anomalias apareceram. As respostas a essa estimulação foram comparadas com as obtidas por 16 crianças normais da mesma faixa etária. Na área occipital do cérebro (ligada à visão) os resultados apresentados nas diferentes freqüências foram combinados para montar um perfil individual de recrutamento. Nas crianças autistas, a ativação por recrutamento no hemisfério direito (ligado às emoções e às relações sociais) foi menor do que nas crianças normais.

Os resultados obtidos na pesquisa só haviam sido registrados pela literatura médica a partir de exames de imagem (tomografia computadorizada e ressonância magnética). Esses exames possuem um elevado custo, girando em torno de R$ 600. Já o custo médio do eletroencefalograma é de R$ 60, a tecnologia é simples e não necessita de anestesia. Se for confirmado um padrão de recrutamento específico para o autismo, o exame de freqüência poderá ser usado no diagnóstico da doença.

Mas ainda é cedo para comemorar. "É preciso desenvolver um estudo utilizando uma amostra maior, incluindo ambos os sexos e fazendo um perfil das outras áreas cerebrais, além de comparar os resultados com os obtidos em outras doenças mentais, para classificar o que é próprio do autista", diz Pontes.

Segundo Pontes, o autismo não pode ser encarado como uma raridade. A prevalência da doença é de um caso a cada mil habitantes, o que a torna relativamente freqüente. O pesquisador trabalha com a definição de autismo utilizada na Academia Americana de Neurologia e pelo Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais (DSM IV), que caracteriza a enfermidade por prejuízos nas habilidades de interação social, comunicação, comportamentos repetitivos, interesses e atividades restritas.

"O espectro de autismo varia das formas mais leves até as gravíssimas. Os autistas não têm pragmática, uso social da linguagem. Não dá para manter um diálogo com eles porque lhes falta a intersubjetividade de perceber o outro. Esses são aspectos sócio-emocionais relacionados ao hemisfério direito do cérebro. Além disso, 75% dos pacientes têm retardo mental", explica o pesquisador.

Pesquisadores investigam perfil cerebral típico do autismo
http://www.fiocruz.br/ccs/novidades/abr05/autismo.htm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 28.4.05

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Quarta-feira, Abril 27, 2005

Johnson e Johnson anuncia publicamente que Risperdal pode causar derrame cerebral

| Reuters, via your lawyer | 14/4/2003 |

Companhia alerta para possíveis riscos de derrame cerebral

2003: 14 de Abril (Reuters) - Johnson & Johnson, nesta quinta-feira, disse que enviará em breve cartas a milhares de médicos dos Estados Unidos alertando-os para um possível aumento no risco de derrames cerebrais entre pacientes idosos que estejam tomando seu campeão de vendas, a droga anti-psicótica Risperdal.

Um porta-voz da J&J disse à Reuters que a companhia também pretende modificar a bula do remédio, que tem vendas anuais globais de US$ 2,1 bilhões, para registrar esse possível risco.

"Uma modificação nos rótulos do Risperdal está sendo efetuada, e breve enviaremos cartas para profissionais de saúde."

A gigante dos medicamentos, em outubro passado, já enviara um alerta semelhante para médicos e farmacêuticos do Canadá, citando 37 relatórios de derrames ou eventos similares, incluindo 16 mortes, entre pacientes que tinham tomado o remédio.

Além disso, a companhia citou dois estudos clínicos de pacientes idosos com demência nos quais "uma alta proporção de pacientes tomando Risperdal sofreu derrames ou eventos similares, em relação àqueles que receberam placebo."

A Johnson & Johnson lembrou na carta de alerta canadense, entretanto, que a idade avançada está geralmente associada a um aumento no risco de derrames.

As ações da J&J registraram queda de US$ 0,05 para US$ 57,21 na Bolsa de NY.

Risperdal responde pela segunda posição nas vendas da J&J. Apesar de aprovado apenas para esquizofrenia, é largamente utilizado para controlar desordens do comportamento em pacientes com demência e mal de Alzheimer, como depressão, agressividade e ansiedade.

Risperdal e outras drogas para esquizofrenia já incluem informações nos seus rótulos sobre derrames observados em pacientes que vêm sendo medicados com elas, tanto em estudos clínicos ou depois das drogas haverem chegado ao mercado.

O rótulo do Risperdal será modificado, entretanto, para incluir informações mais específicas sobre derrames em idosos.

Larry Sasich, um farmacêutico e analista de pesquisas do grupo de defesa do consumidor Public Citizen, disse que inquietantes resultados de segurança apareceram em vários estudos clínicos que avaliaram Risperdal em pacientes com mal de Alzheimer.

Ele disse que 29 casos de derrame cerebral e eventos relacionados foram observados entre 764 pacientes testados em 4 estudos específicos, ou cerca de 4% dos pacientes, comparados com apenas 2% daqueles que receberam placebo.

"E houve 4 mortes entre pacientes tomando Risperdal, comparando com apenas uma morte naqueles tomando placebo", Sasich afirmou.

O rótulo do Risperdal diz claramente que não há evidência de que esta droga seja segura ou efetiva no tratamento da demência, e parece que médicos estão prejudicando pessoas ao prescrevê-la para tal condição", Sasich disse.

Sasich afirmou ainda que a incidência de derrames entre pacientes idosos de mal de Alzheimer apressará os órgãos reguladores dos Estados Unidos a examinar se pacientes mais jovens com esquizofrenia também estão propensos a esse efeito.

Mario Corso, um analista de drogas da Leerink Swann & Co., disse que não espera que as mudanças nos rótulos afetem negativamente as vendas da droga.

"Não esperamos uma grande mudança nas prescrições, já que estes pacientes são muito doentes, com fatores de males cardiovasculares e demência vascular se misturando em muitos casos, fazendo os efeitos da droga difíceis de decifrar", Corso disse em um relatório de pesquisa.

    Company To Warn of Possible Risperdal Stroke Risk

    Apr 14, 2003 (Reuters) -
    Johnson & Johnson on Thursday said it will soon send letters to thousands of US physicians advising them of possible increased risk of stroke among elderly patients taking its blockbuster antipsychotic drug Risperdal.

    A J&J spokeswoman told Reuters the company also plans to change the package insert label of the pill, which has annual global sales of $2.1 billion, to note the possible stroke risk.

    "An update to the Risperdal label is indeed being made, and we will be sending out letters to health care professionals soon."

    The diversified healthcare giant last October sent a similar warning letter to Canadian doctors and pharmacists, citing 37 reports of stroke or stroke-like events, including 16 deaths, among patients who have taken its drug.

    Moreover, the company cited two clinical trials of elderly dementia patients in which "a higher proportion of patients taking Risperdal experienced strokes or related events than those who received placebo."

    J&J noted in the Canadian warning letter, however, that the elderly are generally at increased risk of stroke.

    Shares of J&J closed down 5 cents at $57.21 on the New York Stock Exchange.

    Risperdal is J&J's second biggest-selling medicine. Although only approved for schizophrenia, it is widely used to control behavioral disorders in elderly patients with dementia and Alzheimer's disease, such as delusions, aggression and anxiety.

    Risperdal and rival schizophrenia drugs already include information in their labels about strokes seen in patients taking them in either clinical trials or after the drugs reached the market.

    Risperdal's label will be changed, however, to include more specific information about strokes in the elderly.

    Larry Sasich, a pharmacist and research analyst for consumer watchdog group Public Citizen, said worrisome safety trends have cropped up in various clinical trials that tested Risperdal in Alzheimer's patients.

    He said 29 cases of stroke and stroke- related events were seen among 764 patients tested in four specific trials, or in about 4 percent of patients, compared with only 2 percent of those who received placebos.

    "And there were four deaths among patients taking Risperdal, compared with only one death in those taking placebos," Sasich said.

    "The Risperdal label clearly states that there is no evidence this drug is safe or effective in treating dementia, and it looks like doctors are hurting people by prescribing it for this condition," Sasich said.

    Sasich said the incidence of stroke among elderly Alzheimer's patients should spur U.S. regulators to further examine whether younger schizophrenia patients are also unacceptably prone to them.

    Mario Corso, a drug analyst for Leerink Swann & Co., said he does not expect the label change to badly hurt the drug's sales.

    "We do not expect a major change in prescribing behavior, as these patients are very sick, with confounding factors of cardiovascular disease and vascular dementia in many cases, making the drug effects difficult to decipher," Corso said in a research report.
Company To Warn of Possible Risperdal Stroke Risk
http://www.yourlawyer.com/practice/news.htm?story_id=5417&topic=Risperdal

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 27.4.05

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Sábado, Abril 23, 2005

Dono de clínica desafia incrédulo

| Emerson Leite | Jornal de Jundiaí | 21/4/2005 |

"Convido quem fala que as crianças autistas têm de ficar em casa, junto dos pais, a passar um dia conosco." Com essa frase, o psicólogo Éderson Moraes resumiu a necessidade de um tratamento especial para adolescentes portadores da síndrome. Proprietário da clínica em que Pedro Arvigo Neto, de 23 anos, está internado desde março de 2001, ele explicou que o jovem apresenta evoluções após o início do trabalho.

Pedro é filho da agente administrativa Áurea Emília Arvigo da Costa, de 44 anos, que deu início terça-feira a uma greve de fome. Ela pede o cumprimento de uma decisão judicial que obriga o Estado a custear o tratamento de Pedro por conta da falta deste tipo de trabalho na Saúde Pública.

De acordo com Moraes, 28 adolescentes fazem parte da clínica, atualmente. O acompanhamento é feito em uma fazenda de Atibaia. Do total, 22 jovens moram no local. "Passamos a desenvolver esse serviço em 1988.

No início, éramos muito criticados por afastar a criança do meio familiar. Hoje, o trabalho é aceito e difundido em todo o país", explicou.

Assim como a psicopedagoga carioca Valéria LLacer - entrevista na edição de ontem do JJ Regional - o dono da clínica atibaiense destacou que os autistas possuem vários níveis de comprometimento. "Existem alguns que podem freqüentar a escola, mas têm aqueles que apresentam crises de agressividade. Imagine um menino como o Pedro, que não fala, não tem paciência e mede mais de 1,80 metro de altura numa crise. Quem consegue segurá-lo"", perguntou.

Moraes chegou a citar que, em um dos casos de internação, um menino chegou amarrado em uma camisa-de-força. "O lado racional deles, de alguma forma, não foi organizado. Por isso, acabam sendo instintivos ao extremo."

O fato de não haver um conhecimento aprofundado da síndrome torna o cuidado com os autistas ainda mais complexo. "Não adianta colocá-los numa sala de aula, porque não se conseguirá nada. Não se pode forçar uma situação a eles. É preciso haver algo novo para que o interesse sempre os estimule."

Dono de clínica desafia incrédulo
http://www.jj.com.br/jj2/cidades/cidades21042005-02.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 23.4.05

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Sexta-feira, Abril 22, 2005

O NECC tem conquistas no desenvolvimento da linguagem de crianças autistas ao ensiná-las a brincar

| PRWeb (Press Release) | 22/4/2005 |

De acordo com o New England Center for Children (NECC) [Centro para Crianças da Nova Inglaterra], brincar não é apenas diversão e jogos para crianças autistas. Ensiná-las a brincar as leva a desenvolver a linguagem e habilidades sociais. O NECC, escola e instalações de pesquisas para o autismo em Southborough, Massachussetts, é o único centro de autismo a usar a técnica de modelamento em video para ensinar crianças autistas a brincar.


Crianças autistas não são capazes de usar brinquedos apropriadamente ou desenvolver habilidades de brincar interativamente por si mesmas. Ao invés de dirigr um carro de brinquedo em uma pista imaginária, fazendo os barulhos de motor (vruuummm) como uma criança típica faria, a criança autista pode passar horas com o carrinho virado de cabeça para baixo, girando suas rodinhas. A criança autista não é capaz de fazer a conexão entre o carro de brinquedo e seu uso implícito.

O modelamento em vídeo ajuda a derrubar as barreiras que impedem a criança autista de associar os brinquedos e a brincadeira. Especialistas do NECC dizem que, no nível da pré-escola, os resultados do modelo em vídeo podem ser vistos bem cedo nas crianças autistas, em coisa de três sessões. A técnica ajuda a ensinar crianças autistas a participar da brincadeira de uma maneira apropriada ao lhes mostrar 1 a 3 minutos de vídeo com modelo de comportamento de brincadeira e encorajando-as a imitá-lo. Depois de assistir ao vídeo, as crianças são deixadas a brincar com brinquedos na forma roteirizada. O NECC usa brinquedos apropriados a cada idade, tais como bonecos de super-heróis, personagens da Disney, carrinhos da Hotwheels e navios de pirata, para estimular comportamentos de crianças típicas.

Uma vez que a criança tenha aprendido a repetir o comportamento de brincar estabelecido, pode avançar para brincar com formas imaginativas e não-ensinadas, ajudando no seu desenvolvimento social, incluindo a aquisição de habilidades de linguagem.

Reconhecido internacionalmente pela sua abordagem científica baseada nos princípios da ABA (Applied Behavior Analysis, Análise do Comportamento Aplicada), o NECC esforça-se para estar à frente da realização e publicação de pesquisa para ajudar a entender, tratar e realizar intervenção precoce do autismo e distúrbios relacionados. O NECC é o ganhador do Prêmio SABA 2005 por Contribuição Programada Permanente à Análise do Comportamento.

Para mais informações sobre o New England Center for Children e seus serviços, visite http://www.NECC.org/
    The New England Center for Children Achieves Breakthroughs in Language Development for Children with Autism by Teaching Them How to Play

    According to the New England Center for Children (NECC), playing is not just fun and games for children with autism. Teaching children with autism to play leads to improved language development and social skills. NECC, an autism school and research facility in Southborough, MA, is the only autism resource using the video modeling technique to teach children with autism to play.

    (PRWEB) April 22, 2005 --
    Children with autism are not able to use toys appropriately or develop interactive play skills on their own. Instead of driving a toy car on an imaginary track and making vrooming engine noises as a typical child would, a child with autism might spend hours with the toy car upside down, spinning its wheels. The child with autism is not able to make the connection between the toy car and its implied use.

    Video modeling helps to break down barriers that keep the child with autism from connecting with toys and playing. Experts at NECC say that, at the preschool level, the results of video modeling can be seen very quickly for children with autism, within as few as three sessions. The technique helps teach children with autism to engage in play in an appropriate manner by showing them a 1-3 minute scripted video model of play behavior and encouraging the child to mimic the behavior. After viewing the video, children are left to play with toys in the scripted manner. NECC uses toys that are age appropriate such as superhero action figures, Disney characters, Hotwheels cars, and pirate ships to encourage typical child behavior.

    Once the child has learned to replicate the scripted play behavior, they can advance to play in imaginative and untaught ways and further their social development, including acquiring language skills.

    Internationally recognized for its scientific approach based on the principles of Applied Behavior Analysis, NECC strives to be at the forefront of conducting and publishing research to further the understanding, treatment, and early intervention of autism and related disabilities. NECC is the recipient of the 2005 SABA Award for Enduring Programmatic Contributions to Behavior Analysis.

    For more information on The New England Center for Children and the services it provides, please visit http://www.NECC.org/.

    The New England Center for Children Achieves Breakthroughs in Language Development for Children with Autism by Teaching Them How to Play
    http://www.prweb.com/releases/2005/4/prwebxml231989.php

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 22.4.05

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    Quarta-feira, Abril 20, 2005

    Pais de SP e Rio se solidarizam

    | Émerson Leite | Jornal de Jundiaí | 20/4/2005 |

    Após ter deflagrado ontem o início da greve de fome em frente ao Fórum Dr. Adriano de Oliveira, a agente administrativa Áurea Emília Costa Arvigo recebeu apoio da população e também de pais de autistas que moram em São Paulo e Rio de Janeiro.

    Ela busca o cumprimento de uma medida judicial que obrigaria o Governo do Estado a custear o tratamento do filho Pedro Arvigo Neto, 23 anos. Com uma faixa e cartazes mostrando fotos do rapaz, ela pretende sensibilizar as autoridades. "Não tenho mais condições de pagar a clínica particular. Só estou pedindo um direito garantido a todos os autistas do Estado de São Paulo", reivindicou, ao lado do portão de entrada do Fórum.

    Apesar de não ter tido apoio de outros pais da região nesse primeiro dia de campanha, Áurea não está sozinha. Por meio do site do Jornal de Jundiaí Regional, a psicopedagoga e mestre em Educação Especial e Autismo, Valéria LLacer, de Teresópolis (RJ), teve conhecimento do caso da agente. Ela é responsável pela criação, em setembro do ano passado, da comunidade virtual "Educautismo", da qual Áurea faz parte.

    Responsável pela criação desse intercâmbio entre pais de autistas, Valéria passou a ajudar pessoas até então desconhecidas. "As pessoas confundem muito autismo com deficiência mental, que são coisas totalmente diferentes", lembrou. "O autismo é uma síndrome, porque não se conhece a causa - provavelmente de origem genética."

    Com o que aprendeu com o programa "Teacch", na Carolina do Norte, Estados Unidos, Valéria tornou-se uma especialista na questão e pôde melhorar ainda mais o contato com o filho Vinicius, de 15 anos, que é portador da síndrome.

    Sobre o caso específico de Áurea, a psicopedagoga reforçou a importância do acompanhamento 24 horas no tratamento de Pedro. "Existem três tipos de grau no autismo: o leve, o moderado e o severo. Mesmo que o autista faça parte dos dois primeiros graus, vai necessitar de supervisão a vida inteira."

    Ontem à tarde, uma mãe de São Paulo, de nome Cíntia, e outra que se mudou para Jundiaí há pouco tempo, chamada Sônia, também ligaram para o JJ se solidarizando. "Esse problema não é só na região. Acontece em todo o Brasil", ressaltou Cíntia.

    Pais de SP e Rio se solidarizam
    http://www.jj.com.br/jj2/cidades/cidades20042005-04.html

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 20.4.05

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    Mãe faz greve de fome para pedir atendimento ao filho autista

    | Mariene Martins Maciel | AFAGA | Press release |

    Diagnóstico do Autismo é feito com base no comportamento
    Para o Manual de Diagnóstico de Desordens Mentais dos Estados Unidos, o DSM-IV (aqui mostrado simplificado), para ser classificada como autista, é preciso que a criança apresente seis ou mais dos itens abaixo, com pelo menos dois do grupo 1, um do grupo 2 e um do grupo 3:
    Prejuízos na interação social:
    a) prejuízo acentuado no uso de comporta­mentos não-verbais (contato visual, expressão facial, gestos);
    b) fracasso em fazer amigos;
    c) não tenta compartilhar suas emoções (por exemplo, não mostra uma coisa que gostou);
    d) falta de reciprocidade social ou emocional.
    Prejuízos na comunicação:
    a) atraso ou falta de linguagem falada;
    b) nos que falam, dificuldade muito grande em iniciar ou manter uma conversa;
    c) uso estereotipado e repetitivo da linguagem;
    d) falta de jogos de imitação.
    Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades:
    a) preocupação insistente com um ou mais padrões estereotipados;
    b) assumir de forma inflexível rotinas ou rituais (ter "manias" ou focalizar-se em um único assunto de interesse);
    c) maneirismos motores estereotipados (agitar ou torcer as mãos, por exemplo);
    d) preocupação insistente com partes de objetos, em vez do todo (fixação na roda de um carrinho, por exemplo).
    Mãe iniciou greve de fome nesta terça-feira, dia 19 de abril, às 9:00 horas, no Largo São Bento - Praça do Fórum de Justiça de Jundiaí, São Paulo.

    Áurea Arvigo é mãe de Pedro, autista de 23 anos que terá seu tratamento especializado de quase quatro anos interrompido, voltando a ficar sem nenhuma assistência em sua residência, condição em que viveu por sete anos.
    Áurea e o pai de Pedro são servidores municipais na área de saúde da cidade de Campo Limpo Paulista há mais de vinte anos. O pai é portador de cardiopatia grave.
    "Dos doze aos 19 anos, Pedro ficou sem tratamento algum, com crises convulsivas diárias. Passava a maior parte do tempo nu, pois rasgava todas as roupas e quebrava tudo ao seu redor com extrema agressividade", conta angustiada Áurea em um apelo enviado para Argemiro Garcia, coordenador da AFAGA (Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista) e moderador da Comunidade Virtual Autismo no Brasil, que reúne pela internet familiares e profissionais de pessoas autistas, a maioria deles brasileiros, residentes no País e no Exterior, e portugueses.
    Áurea diz revoltada, em seu comunicado: "Nunca recebemos representantes da Comissão dos Direitos Humanos. Se ele fosse criminoso, com certeza teria toda proteção."
    De acordo com as declarações de Áurea ao Jornal de Jundiaí de 19 de abril de 2005, Pedro freqüentou uma escola para crianças especiais por cinco anos. Quando completou 12 anos, não havia profissionais e nem sequer uma escola especial para tratá-lo. Ele foi recusado na AMA (Associação de Amigos do Autista) de São Paulo e nas Apaes da Capital e de Jundiaí. E continua: "Desde maio de 2001, Pedro está internado em uma clínica particular de Atibaia. O custo do tratamento é de R$ 2 mil por mês. Não tenho mais como pagar isso. Meu marido trabalha em três empregos e, mesmo assim, não conseguimos mais arcar com essa despesa. Só queria que cumprissem um direito que é dele."
    A família foi orientada a buscar auxílio do poder público. Pedro foi beneficiado com tutela antecipada em outubro de 2001. "Nunca usufruiu desse direito, pois a Fazenda Pública recorreu e não cumpriu a determinação judicial, alegando que criará sério precedente contra o Estado, ensejando grave dano aos cofres públicos" conta desanimada a mãe.
    Em agosto de 2004 esse direito foi estendido a todos os portadores de autismo no Estado de São Paulo através da Tutela Antecipada determinada através de uma Ação Civil Pública, mas o Estado se recusa a cumprir.
    O caso de Pedro foi avaliado por vários especialistas do Estado que afirmam não precisar dos tratamentos especializados. A mãe lamenta: "quando meu filho estava com a face toda fraturada, o corpo com hematomas e mordeduras, sem dormir por semanas, colocando sua vida, dos familiares e vizinhos em risco, nunca apareceram os tais profissionais especializados da saúde pública para atendê-lo. A resposta era sempre a mesma: não temos profissionais capacitados para atender seu filho."
    O Estatuto da Criança e do Adolescente garante o direito à vida e à saúde, e condições dignas de desenvolvimento. O Projeto do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que tramita no Senado, tem capítulos que visam garantir o direito à assistência. Mesmo assim, ainda hoje vemos o Estado se eximir de suas responsabilidades.

    Autistas brasileiros têm nova Associação

    Participantes da Comunidade Virtual "Autismo no Brasil" na internet, familiares e profissionais de pessoas autistas, sentindo a necessidade de se melhorar as condições de atendimento nas áreas de Saúde e Educação, acompanhando casos de discriminação enfrentados pelas famílias, vivendo os problemas de inserção no mercado de trabalho e na própria sociedade, em especial da parte dos chamados "autistas de alto desempenho", pensaram em criar uma associação para discutir e defender os interesses e direitos dessa gente tão especial. Em 18 de janeiro último, a Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista - Afaga - foi fundada.
    A Afaga vem para defender os interesses e direitos das pessoas autistas. Visa promover sua cidadania e inclusão social, com projetos de formação de pais e profissionais e divulgação para a sociedade. Suas raízes estão fincadas na internet. Em 1998, Priscilla Siomara Gonçalves procurou ajuda para entender e educar seu filho, contatando mães e pais de pessoas autistas através de mensagens de e-mail. Logo, formava um fórum de discussão que, desde então, tem reunido centenas de familiares, profissionais ou, simplesmente, amigos da gente autista.
    A Afaga tem uma proposta inovadora desde sua gestação. Foi criado um fórum on line dos membros da Comunidade Virtual, cinco meses antes, exclusivamente para discutir a concepção da nova entidade e a elaboração do seu estatuto. Sua fundação aconteceu através de uma assembléia sediada em Salvador que contou também com a participação dos demais membros do País conectados através de uma sala de bate-papo na internet. Diferenciada na sua criação, também o é nas formas de gestão que propõe: todos os seus membros integram um fórum consultivo, para assessorar e orientar a sua diretoria.
    O que é autismo

    Autismo é uma condição neuropsicológica de causas ainda desconhecidas que prejudica a pessoa em três áreas: comunicação, imaginação e sociabilidade. Desde pequena, a pessoa autista tem dificuldades em se relacionar com outras crianças, chegando mesmo a se manter isolada completamente. Mostra dificuldade em entender o que lhe dizem, muitas vezes não conseguindo aprender a falar. As regras sociais mais simples, para muitas pessoas autistas, são incompreensíveis. Mesmo o número de afetados é polêmico: fala-se desde uma em cada 160 crianças até quatro em cada dez mil. Atinge três vezes mais homens do que mulheres.
    Por outro lado, dez por cento das pessoas autistas, ao mesmo tempo em que apresentam grandes dificuldades nas tarefas mais básicas, apresentam habilidades intelectuais ou artísticas surpreendentes: são os autistas savants. O personagem de Dustin Hofman no filme Rain Man era um autista savant.
    Certas características que podem aparecer - ou não - em uma criança levantam a suspeita de autismo: 1) usa as pessoas como ferramentas; 2) fica nervoso com mudanças de rotina; 3) não se mistura com outras crianças; 4) apega-se demais a objetos; 5) às vezes, não mantém contato visual (não olha nos olhos); 6) às vezes, age como se fosse surdo; 7) resiste ao aprendizado; 8) pode não mostrar medo de perigos; 9) mostra risos e movimentos não apropriados; 10) gosta de girar - ou bater - objetos; 11) às vezes é agressivo e destrutivo; 12) tem modo e comportamento indiferente e arredio.

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 20.4.05

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    Terça-feira, Abril 19, 2005

    Mãe faz greve de fome no Fórum (de Jundiaí)

    Emerson Leite | Jornal de Jundiaí | Jundiaí, São Paulo | 19/4/2005 |

    Para garantir o direito de manter o tratamento do filho autista, a agente administrativa Áurea Emília da Costa Arvigo, de 44 anos, pretende permanecer em frente ao Palácio da Justiça Dr. Adriano de Oliveira, numa greve de fome, até que a solução seja resolvida. A atitude terá início hoje, às 9 horas. Ela espera contar com o apoio de outras mães.

    Áurea cobra o cumprimento de uma ação civil proposta pelo Ministério Público. Nela, estaria garantido o direito a todos os portadores autistas do Estado de São Paulo de ter tratamento adequado. "Já tínhamos sido beneficiados pela tutela antecipada em outubro de 2001, mas isso nunca aconteceu, pois a Fazenda Pública nunca cumpriu essa determinação judicial", explicou.

    Ela descobriu que o filho Pedro Arvigo Neto (hoje com 23 anos) era autista quando ele tinha 6 anos. "Os médicos diziam que ele era uma criança perfeitamente normal. Só com uma profissional psicóloga é que ouvi, pela primeira vez, a palavra autismo."

    Ela e o marido Pedro Luiz Arvigo buscaram, então, atendimento médico especializado para o menino. "O quadro dele não é indicado para tratamento ambulatorial, pois um autista tem o lado emocional desestruturado e acaba se tornando uma pessoa violenta", destacou. "Ninguém queria atendê-lo, pois o consideravam louco."

    Como a Saúde Pública de Campo Limpo Paulista - local onde ela mora - não oferece um trabalho adequado, Áurea teve de recorrer às clínicas particulares. "Ele freqüentou uma escola para crianças especiais por cinco anos. Quando completou 12 anos, não havia profissionais e nem sequer uma escola especial para tratá-lo. Ele foi recusado no AMA de São Paulo e nas Apaes da Capital e de Jundiaí."

    Desde maio de 2001, Pedro está internado em uma clínica particular de Atibaia. O custo do tratamento é de R$ 2 mil por mês. "Não tenho mais como pagar isso. Meu marido trabalha em três empregos e, mesmo assim, não conseguimos mais arcar com essa despesa. Só queria que cumprissem um direito que é dele."

    O secretário de Saúde campo-limpense, Hugo Komei Samejima, explicou que por se tratar de um caso de alta complexidade, a responsabilidade é do Estado. A questão está sendo avaliada pela Procuradoria Geral do Estado.

    Mãe faz greve de fome no Fórum
    http://www.jj.com.br/jj2/cidades/cidades19042005-01.html

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 19.4.05

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    Segunda-feira, Abril 18, 2005

    Autismo e psicose infantil

    | Diario ABC Color Digital Asunción | Paraguai | 17/4/2005 |

    Um seminário sobre autismo e psicose infantil se desenvolverá sob a organização do Centro de Estudos Psicanalíticos de Assunção (CEPA). Está centrado especificamente nos quadros psicóticos e autistas.

    A literatura escolhida consiste em textos de Melanie Klein, Donald Meltzr, Frances Tustin, Donald Winnicott, Margaret Malher, Rene Spit, assim como contribuições da Escola Francesa.

    Os organizadores explicam que as aulas teóricas serão ilustradas com apresentação e análise de casos clínicos, entre os quais, transtornos orais prematuros, quanto à distorção dos sentidos, oral, táctil e níveis de dificuldade de simbolização.

    As aulas serão dadas por Mario Torres, psicanalista, e se iniciarão no dia 21 deste mês, às 19h30, no ICSE, Juan de Salazar, 690 - Asunción.

    Para mais informações, ligue para 22-2722, 20-1584 e 66-1875.
      Autismo y sicosis infantil

      Un seminario sobre autismo y sicosis infantil se desarrollará bajo la organización del Centro de Estudios Psicoanalíticos de Asunción (CEPA). Está centrado así específicamente en los cuadros sicóticos y autistas.

      La literatura escogida será de Melanie Klein, Donald Meltzr, Frances Tustin, Donald Winnicott, Margaret Malher, Rene Spit, al igual que los aportes de la Escuela Francesa.

      Explican los organizadores que serán ilustradas las clases teóricas con ponencias y análisis de casos clínicos, entre los que se presentarán aquellos trastornos orales prematuros, en cuanto a la distorsión de los sentidos, oral, tactil y niveles de dificultades de simbolización.

      Las clases serán dictadas por Mario Torres, sicoanalista, e iniciarán el jueves 2l de este mes a las 19:30, en el local del ICSE, Juan de Salazar 690.

      Para más informes puede se llamar a los teléfs. 22 27 22, 20 15 84 y 66 18 75.
    Autismo y sicosis infantil
    http://www.abc.com.py/articulos.php?fec=2005-04-17&pid=173046&sec=3

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 18.4.05

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    Sábado, Abril 09, 2005

    A ciência por uma vida melhor

    | Diario de Cuyo | San Juan, Argentina | 9/4/2005 |

    O avanço da ciência em favor da vida é sempre um sopro de esperança para a humanidade e de modo especial para aqueles que sofrem de uma enfermidade. Desenvolvido no começo da década dos anos 1990 pelo psiquiatra pediátrico Stanley Greenspan, docente da Universidade George Washington, um novo método terapêutico intensivo ajuda os meninos com autismo subam degrau a degrau a escada do desenvolvimento até alcançarem níveis ótimos de interação, comunicação e pensamento. A técnica acaba de ser apresentada en nosso país para o tratamento do autismo infantil e juvenil.

    Esta síndrome, que se manifesta antes ds 3 anos de idade e é de duas a quatro vezes mais freqüente nos homens que nas mulheres, impede que quem dele padece possa relacionar-se e desenvolver uma inteligência normal para sua idade. Ademais, os faz se comportar de maneira compulsiva e ritual. De cada 100 autistas, 15 alcançam autonomia para realizar as atividades diárias - estudar, trabalhar e viver sozinhos, enquanto que 35 conseguem uma independência relativa, com uma vida em sociedade limitada. Outros 30 não podem trabalhar ou estudar por si só e se relacionam com dificuldade, apesar de que podem cuidar de sua higiene ou fazer certas tarefas simples sem ajuda. Os 20 restantes têm problemas de conduta e necesitam de atenção médica permanente e de educação especial.

    O novo método estabelece seis etapas do desenvolvimento que a criança autista deve ir subindo, à medida que avança a terapia. A primeira é a atenção e nela os especialistas avaliam se a criança pode manter a concentração e a calma durante uma atividade de que gosta e se pode mantê-las quando se lhe pede que mude. A esta segue a capacidade da criança de chamar a atenção de seus pais. Na terceira etapa aparece a habilidade para se comunicar com intenção e gestos. A quarta já inclui interação na comunicação que a criança inicia com certo propósito. Na quinta, aparece a elaboração de idéias e símbolos, sendo que na última se situa o desenvolvimento do pensamento superior, que permite juntar todas essas idéias.

    O fruto destas investigações é o que dá esperança, confiando na capacidade dos homens e mulheres de ciência a favor de uma cultura que reconheça que a vida é um dom e uma tarefa da qual ninguém pode se desinteressar.
      La ciencia por una vida mejor

      El avance de la ciencia en favor de la vida es siempre un soplo de esperanza para la humanidad y de modo especial para aquellos que sufren la llaga de la enfermedad. Desarrollado a comienzo de la década del '90 por el psiquiatra pediátrico Stanley Greenspan, docente de la Universidad George Washington, un nuevo método terapéutico intensivo ayuda a que los chicos con autismo suban escalón por escalón la escalera del desarrollo hasta alcanzar niveles óptimos de interacción, comunicación y pensamiento. La técnica de este nuevo camino acaba de ser presentado en nuestro país para el tratamiento del autismo infantil y juvenil.

      Este síndrome, que se manifiesta antes de los 3 años de edad y es de dos a cuatro veces más frecuente en los varones que en las mujeres, impide que quienes lo padecen puedan relacionarse y desarrollar una inteligencia normal para su edad, además, los hace comportarse de manera compulsiva y ritual. De cada 100 autistas, 15 alcanzan autonomía para realizar las actividades diarias (estudiar, trabajar y vivir solos, mientras que 35 logran una independencia relativa, con una vida en sociedad limitada. Otros 30 no pueden trabajar o estudiar por sí solos y se relacionan con dificultad, a pesar de que pueden higienizarse o hacer ciertas tareas simples sin ayuda. Los 20 restantes tienen problemas de conducta y necesitan atención médica permanente y educación especial.

      El nuevo método establece seis etapas del desarrollo que el chico autista debe ir subiendo a medida que avanza la terapia. La primera es la atención y en ella los especialistas evalúan si el chico puede mantener la concentración y la calma durante una actividad que le gusta hacer y si puede mantenerlas cuando se le pide cambiarla. A ésta le sigue el compromiso o capacidad del chico de llamar la atención de sus padres. En la tercera etapa aparece la habilidad para comunicarse con intención y gestos. La cuarta ya incluye interacción en la comunicación que el chico inicia con cierto propósito. En la quinta aparece la elaboración de ideas y símbolos, mientras que en la última se ubica el desarrollo del pensamiento superior, que permite unir esas ideas.

      El fruto de estas investigaciones es lo que alienta a seguir confiando en la capacidad de los hombres y mujeres de ciencia a favor de una cultura que reconozca que la vida es un don y una tarea de la que nadie puede desinteresarse.
    La ciencia por una vida mejor
    http://www.diariodecuyo.com.ar/home/new_noticia.php?noticia_id=90900

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 9.4.05

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    Sexta-feira, Abril 08, 2005

    Mãe sofre com atraso no inquérito

    | ABC Online | Australia, New South Wales | 8/4/2005 |

    A mãe de um garoto autista, no centro de um inquérito coronial [na Austrália, a investigação de casos de morte suspeita é realizada por um juiz específico, o coroner], disse que se sente desapontada com o fato de que o resultado só será conhecido mais para o final do ano.

    Em 2003, Daniella Dawes sufocou seu filho Jason, de dez anos, e tentou se matar.

    O inquérito vai avaliar se a falta de suporte especializado contribuiu para a morte do garoto.

    O veredicto dos quatro dias de audiências em Ballina, no Norte australiano, devia estar disponível ontem, mas o juiz coroner quer mais tempo para investigar.

    A Sra. Dawes disse que quer um resultado, mas a espera trará um resultado mais completo.

    "Só atrasa o resultado, mas estou agradecida porque isso está acontecendo, desapontada com a organização do tempo, mas ao menos... está sendo olhado. Espero que venha alguma coisa disso tudo", ela disse.

    Também disse que está ansiosa por dar sua própria versão dos acontecimentos.

    "Vou querer dizer alguma coisa, mas sinto que mais coisas estão sendo negociadas na Corte Coronial", ela disse.
      Mother unhappy with inquest delay

      The mother of an autistic boy at the centre of a coronial inquest says she is disappointed that the outcome will not be known until later in the year.

      In 2003, Daniella Dawes smothered her 10-year-old son Jason and then tried to take her own life.

      The inquest is to examine whether a lack of disability support contributed to the boy's death.

      Findings from the four-day hearings at Ballina, in northern NSW, were due to be handed down yesterday, but the coroner wants more time to investigate.

      Mrs Dawes says she wants an outcome, but the wait will bring a more thorough result.

      "It just delays an outcome, but I'm grateful that this is even happening, so disappointed with the time frame, but again at least...it's being looked at, so I'm hoping something will come of it," she said.

      She says she is also keen to give her own version of events.

      "I will be wanting to say something, but I feel most things are being dealt with within the Coroners Court," she said.
    Mother unhappy with inquest delay
    http://www.abc.net.au/news/newsitems/200504/s1340836.htm

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 8.4.05

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    Quinta-feira, Abril 07, 2005

    Autismo diagnóstico precoce

    | Viver Mente e Cérebro | Notícias | 4/2005 |

    O diagnóstico de autismo se dá apenas por volta dos 3 anos, quando um tempo precioso já se perdeu. Mas Patricia K. Kuhl, neurocientista da Universidade de Washington, e seus colegas descobriram que certas diferenças neurológicas e comportamentais podem ser identificadas por volta dos 2 anos. A equipe planeja testar diagnósticos semelhantes em bebês de 6 meses. O objetivo é criar um instrumento de análise que verifique o risco de autismo o quanto antes para permitir uma intervenção.

    O cérebro das crianças está pronto para a linguagem por volta dos 3 anos. Sua aptidão lingüística depende muito da capacidade de detectar sinalizadores fonéticos, bem como de prestar atenção à voz de adultos, sobretudo da mãe. A equipe de Kuhl comparou as duas habilidades em crianças autistas e em outras de desenvolvimento normal com idade entre 2 e 4 anos. O cérebro das crianças autistas em idade pré-escolar não mostrou reação à mudança de uma consoante em uma série de sons idênticos (o sinalizador fonético). E elas demonstraram preferir um cantar sem palavras computadorizado a trechos de "mamãnhês" - o modo expressivo, leve e adocicado de falar que as mães costumam usar com crianças pequenas que, como já demonstrado, auxiliam o aprendizado da linguagem.

    Autismo diagnóstico precoce
    http://www2.uol.com.br/vivermente/conteudo/noticia/noticia_13.html

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 7.4.05

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    Quarta-feira, Abril 06, 2005

    Diário de uma mãe lança luz sobre os primeiros sinais do autismo

    | JULIE DEARDORFF | CHICAGO TRIBUNE | 5/4/2005 |

    Como muitas mães, Tina Fougere, de Ontario, Canadá, manteve um diário depois que seus gêmeos nasceram.

    Com grande alegria, contornou seus pezinhos. Acompanhou o nascimento dos dentinhos. Diligentemente registrou os primeiros passos, palavras, o primeiro aniversário.

    O que ela não sabia é que seu filho era autista. As páginas do seu diário, que detalharam tudo, do padrão de sono às expressões faciais nas duas crianças, se tornaram documentos científicos que mostram como o autismo pode ser observado em crianças tão pequenas.

    O autismo, uma perturbadora desordem neurológica, raramente é diagnosticado antes dos dois anos, freqüentemente não antes dos 3 ou 4. As anotações destes diários, que foram publicadas na revista Neurocase, lançam uma nova luz para os primeiros sinais de alerta.

    Os gêmeos de Fougere pareciam desenvolver-se normalmente nos primeiros seis meses. Ambos sorriram, foram vocalmente responsivos e mostraram preferência por membros da família em relação a outras pessoas, conta Mel Rutherford, professora assistente de Psicologia da Universidade McMaster de Ontario, que estudou os diários. Nathan até mesmo engatinhou e andou antes da irmã.

    Com um ano, entretanto, Nathan mostrou menos contato visual, menos comunicação verbal e menos afeição para com os outros, em comparação com a irmã. Olhando para trás, um momento marcante para Fougere foi quando Nathan não mostrou interesse em sua própria festa de um ano.

    Informações como esta podem ser cruciais para a intervenção precoce. Mas estas bandeiras vermelhas também dão aos pais mais motivos para se preocupar se uma criança não está se desenvolvendo dentro do padrão. Meninos e meninas são notórios por atingir certos marcos em diferentes momentos.

    Agora, além de medir o peso e a altura, o Centro para Prevenção e Controle de Doenças dos EUA (U.S. Centers for Disease Control and Prevention ) quer que os pais anotem quando seus filhos sorriem, quando começam a falar, quando ele ou ela aprende a brincar e como interage com os outros.

    Não há terapias espécíficas definidas para crianças que mostram sintomas autísticos com menos de um ano de idade. E há um conceito crescente de que os pediatras não estão adequadamente treinados para diagnosticar crianças com desordens neurológicas na mais tenra idade.
      Mom's diary spots early signs of autism

      Like many new mothers, Tina Fougere of Hamilton, Ontario, kept a diary after her twins were born.

      With great joy, she traced their tiny feet. She diagramed their sprouting teeth. And she diligently chronicled first steps, first words and first birthdays.

      What Fougere didn't know was that her son, Nathan, was autistic. The entries in her diary, which detailed everything from sleep patterns to facial expressions in the two children, have become illuminating scientific documents that show autism can be seen in children as young as 6 months.

      Autism, a confounding neurological disorder, is rarely diagnosed before age 2 and often not until age 3 or 4. The findings generated from the diaries, which were published in last month's scientific journal Neurocase, offered an unprecedented glimpse at the early warning signs.

      Fougere's twins appeared to develop normally for the first six months. Both smiled, were vocally responsive and showed a preference for family members over other people, says Mel Rutherford, an assistant professor of psychology at Ontario's McMaster University, who studied Fougere's diaries. Nathan even crawled and walked before his sister.

      By age 1, however, Nathan showed less eye contact, less verbal communication and less affection toward others than his sister. In hindsight, a telling moment for Fougere was when Nathan seemed uninterested in his own 1st birthday party.

      Information like that can be crucial to early intervention. But those red flags also give parents even more to worry about if a child isn't developing on schedule. Boys and girls are notorious for reaching milestones at different times.

      Now, in addition to tracking a child's height and weight, the U.S. Centers for Disease Control and Prevention want parents to note when their child smiles, when the child starts to speak, when he or she learns to play and how he or she interacts with others.

      Specific therapies haven't been designed for children who show autistic-like symptoms under a year of age. And there is growing concern that pediatricians aren't adequately trained to diagnose children with neurodevelopmental disorders in the first place.
    Mom's diary spots early signs of autism
    http://www.freep.com/news/health/kids5e_20050405.htm

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 6.4.05

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    Terça-feira, Abril 05, 2005

    Garotos têm amostra da vida com autismo

    | SAM MILLER | The Orange County Register, California - Local | April 5, 2005 |

    Entender a desordem é um estímulo para escolas

    Pais ativos: Lisa Tabari ganha um beijo da filha Shabnam, 5 anos, autista. Lisa promoveu uma reunião na escola da filha como parte do Mês de Consciência pelo Autismo.
    Lisa e sua filha. Foto de Leonard Ortiz, Condado Orange.
    MISSION VIEJO, Califórnia, EUA -
    O pessoal da Escola Elementar Hankey terminava uma reunião sobre conscientização para o autismo na segunda-feira (4/4) e respondiam a perguntas. Uma garotinha levantou a mão: "Tenho um primo com deficiência", ela disse.

    Ela não é a única. Em Capistrano Unified o aumento dos casos de autismo tem ultrapassado as médias nacionais, tocando centenas de famílias e se tornando o bode na sala de toda discussão sobre orçamentos.

    Se ninguém está consciente desses fatos, Lisa Tabari tenta se certificar de que aprendam. "Está na hora de nós todos nos unirmos e dizermos Iso é um problema", fala Tabari, com uma filha autista em Hankey.

    Ela promoveu a reunião para educar os colegas da filha sobre o autismo, uma desordem ainda considerada misteriosa por muitas famílias afetadas.

    Os pais das crianças com autismo dizem pouco entender as dificuldades de viver com a desordem. "Vamos aos Vons, aos Ralphs, e há uma linha de cinco pessoas," comenta Cassie McCann, cujo filho é autista. "Ele é um garotão, mas tem acessos de fúria como um menino de dois anos. As pessoas gritam para mim: 'Faça-o se calar!'"

    Se é assim que os adultos reagem, Tabari se preocupa sobre como as crianças responderão, especialmente com muitos crianças sendo "incluídas" em classes regulares.

    Havia 18 crianças diagnosticadas com autismo em 1996 em Capistrano Unified. No último ano escolar, havia mais de 450 casos.

    Quadros semelhantes se desenham através do condado: 230 casos em Irvine Unified em dezembro de 2003; 136 em Santa Ana; 73 em Los Alamitos.

    Trinta alunos de Hankeytêm autismo. Muitos estão na escola regular em algum grau. Isso significa que os colegas precisam aprender sobre a desordem.

    "Eles vão encontrar alguém no seu dia-a-dia que tem autismo", explicava Charlene Lerman, professora de Educação Especial em Hankey que pegou seu primeiro aluno autista em 1979. "É inevitável, considerando o quanto nossa população tem crescido."

    Mês da Consciência Autista

    Desde 1972, Abril é o Mês da Consciência Autista nos Estados Unidos e em alguns outros países. Alguns eventos na Califórnia:

    REACT Foundation, organização sem fins lucrativos que visa levantar fundos para escolas oferecerem educação especial, vai arrecadar fundos no dia 29 de abril, das 6 às 10 da noite. www.reactfoundation.org.

    Talk About Curing Autism vai promover um seminário de 9 da manhã às 4 da tarde de 30 de abril para pais de crianças recentemente
    diagnosticadas com autismo. www.tacanow.org

    Cure Autism Now, grupo norte-americano baseqado em Los Angeles, espera 5 mil pessoas no Los Angeles Agora Anda, no dia 16 de abril no Rose Bowl. Perto de 300 mil dólares foram doados pelas equipes participantes. www.cureautismnow.org

    Tabari queria que as crianças soubessem como sua filha e outras crianças autistas são afetadas. Ela mostrou como é duro para elas escutar com sentidos super-estimulados, pedindo às crianças para memorizar uma grande lista de palavras enquanto as luzes tremiam e uma música country tocava bem alto. Ela usou um jogo de charadas para mostrar a frustração de não falar.

    "Vocês pensam que isto é fácil ou difícil?" ela perguntou antes de uma tarefa modificada.

    Em uma só voz, os alunos gritaram "DIFÍCIL!"

    Ray Trujillo, aluno de quarto ano, disse que é difícil se relacionar com uma criança autista, mas ele vai tentar. "É melhor tentar descobri o que eles gostam e curtem."

    Tabari disse que os pais vão levar a mostra a outras escolas. Enquanto os grupos de pais do distrito mandam uma pessoa para Washington, esta semana, para pedir por recursos, Tabari estará nos supermercados locais, lembrando às pessoas que nem toda criança que tem um ataque de raiva na fila é apenas malcriada.
      Kids get a sample of life with autism

      Understanding of the disorder gets a push in some schools

      MISSION VIEJO -
      Staff members at Hankey Elementary were finishing up an assembly on autism awareness Monday and taking questions. One girl raised her hand: "I have a cousin with a disability," she said.

      She's not the only one. In Capistrano Unified the rise in cases of autism has outpaced national averages, touched hundreds of families and become the elephant in the room of every budget discussion.

      If anyone isn't aware of those facts, Lisa Tabari is making sure they learn. "It's about time we all get together and say, 'This is a problem,' " said Tabari, the mother of an autistic daughter at Hankey.

      She led the assembly to educate her daughter's classmates on autism, a disorder still considered mysterious by many families affected by it.

      AUTISM AWARENESS MONTH

      Since 1972, April has been designated Autism Awareness Month. Some local events:

      REACT Foundation, a nonprofit organization that raises money for schools to provide special-education services, will hold a fundraiser from 6 to 10 p.m. April 29 at the Claim Jumper in Fountain Valley, 18050 Brookhurst St. Information and registration: (714) 963-6711, or www.reactfoundation.org.

      Talk About Curing Autism will hold a 9 a.m. to 4 p.m. seminar April 30 in Costa Mesa for parents of children recently diagnosed with autism. Experienced parents will talk about various therapies, resources and education issues. Information: (949) 640-4401 or www.tacanow.org.

      Cure Autism Now, a national group based in Los Angeles, expects as many as 5,000 parents at Los Angeles Walk Now, a 5K event April 16 at the Rose Bowl. Nearly $300,000 has been donated through teams of participants. Information: (888) 828-8476, or www.cureautismnow.org.
      Parents of children with autism say few understand the difficulties of living with the disorder. "We go to Vons, to Ralphs, and there is a line of five people," said Cassie McCann, whose son has autism. "He's a big boy, but he throws a tantrum like a 2-year-old. People yell at me - 'Shut him up!' "

      If that's how adults react, Tabari worries about how kids will respond, especially with most autistic children eventually being "mainstreamed" into regular classes.

      There were 18 children diagnosed with autism in 1996 in Capistrano Unified. Last school year, there were more than 450 cases.

      Similar figures have shown up throughout the county: 230 reported cases in Irvine Unified in December 2003; 136 in Santa Ana; 73 in Los Alamitos.

      Thirty Hankey students have autism; most are mainstreamed to some degree. That means their schoolmates must learn about the disorder.

      "They're going to encounter somebody in their day-to-day existence who has autism," said Charlene Lerman, a special-education teacher at Hankey who taught her first autistic student in 1979. "It's inevitable considering how big our population has become."

      Tabari wanted the kids to know how her daughter and other autistic children are affected. She showed how hard it is to listen with overstimulated senses, asking children to memorize a long list of words while lights flickered and country music blared. She used a game of charades to show the frustration of being speechless.

      "You guys think this is going to be easy or hard?" she asked before one modified task.

      With one voice, the students hollered, "Hard!"

      Fourth-grader Ray Trujillo said it's hard to relate to some autistic children, but he'll try. "It's best to try to find out what they like and stuff."

      Tabari said parents will take the show to other schools. While the district's PTA groups send a parent to Washington, D.C., this week to ask for funding, Tabari will be outside local supermarkets, reminding folks that not every child who throws a tantrum in the check-out line is just misbehaving.

      CONTACT US: (949) 454-7394 or sammiller@ocregister.com

    Kids get a sample of life with autism
    http://www.ocregister.com/ocr/2005/04/05/sections/local/local/article_468966.php

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 5.4.05

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    Estudo japonês desfaz ligação entre o autismo e vacina tríplice

    | France Presse, Paris | via Folha de S. Paulo | 02/03/2005 |

    Um grande estudo japonês deverá acabar com um prolongado temor existente há 12 anos de que uma vacina múltipla contra a catapora, cachumba e rubéola (MMR) seja a responsável por um aumento da incidência do autismo, relevou nesta quarta-feira a revista científica britânica "New Scientist".

    O pânico, desatado em 1998, levou dezenas de milhares de pais britânicos a se recusarem a dar a vacina a seus filhos.

    Vários estudos, no entanto, nunca conseguiram descobrir ligação entre a vacina e o autismo. Exatamente um ano atrás, dez dos 13 médicos britânicos que assinaram a pesquisa original publicada na revista médica The Lancet retrataram-se.

    Um estudo realizado com 31.426 crianças da cidade japonesa de Yokohama "deverá colocar um fim" neste temor, destaca o artigo da revista New Scientist, que será publicado neste sábado.

    O Japão usou a vacina MMR por vários anos antes de retirá-la do mercado, em abril de 1993, em resposta a relatórios que apontavam que seus componentes anti-cachumba poderiam causar meningite.

    Hideo Honda, do Centro de Reabilitação Yokohama, acompanhou crianças nascidas entre 1988 e 1996, período que ultrapassa o período de retirada da vacina.

    Segundo o cientista, o número de crianças diagnosticadas com autismo depois dos sete anos de idade continuaram aumentando mesmo depois que a vacina saiu de circulação.

    No período anterior a 1993, a incidência de autismo variava entre 48 a 86 casos por 10 mil crianças, mas depois daquele ano, aumentou, com uma variação de 97 a 161 casos por 10 mil.

    O estudo não pode descartar a possibilidade de a vacina MMR desenvolver autismo em um número muito pequeno de crianças, mas, no entanto, confirma que não existe um efeito em grande escala.

    O estudo de Honda foi publicado na íntegra no "Journal of Child Psychology and Psychiatry". Os cientistas estão divididos sobre o porquê de a incidência de autismo estar aumentando nos países desenvolvidos.

    Alguns dizem ter uma causa ambiental. Outros afirmam que casos de autismo são mais fáceis de detectar e reportar devido ao tabu que cerca a doença.

    O temor em torno do uso da vacina tríplice concentrou-se sobretudo no Reino Unido. Em algumas regiões, a proporção de crianças que tomavam a vacina caiu para 60%, provocando epidemias de catapora, destacou a "New Scientist".

    Estudo japonês desfaz ligação entre o autismo e vacina tríplice
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u13025.shtml

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    Cientistas detectam área do cérebro que controla a confiança

    | BBC Brasil | via Folha de S. Paulo | 01/04/2005 |

    Cientistas americanos dizem ter detectado, com ressonância magnética, a área do cérebro responsável pela confiança.

    O pesquisador que chefiou a pesquisa, Read Montague, disse que a descoberta pode ser importante para a compreensão geral de julgamentos de confiança, assim como condições como esquizofrenia e autismo.

    O cientista afirmou que isso pode auxiliar casos em que pessoas "têm uma incapacidade de se relacionar o próximo, como o autismo, ou em que pessoas não sabem confiar nos outros".

    Os resultados sugerem que uma região cerebral chamada "núcleo caudato" é acionada quando recebe ou processa informações para a tomada de decisões baseada em confiança.

    Retribuição

    A equipe da Faculdade de Medicina de Baylor baseou suas conclusões em exames de ressonância magnética feitos em voluntários que jogavam jogos de apostas a dinheiro. A pesquisa foi publicada na última edição da revista "Science".

    No experimento, um dos jogadores, denominado "investidor" recebia US$ 20 e tinha a opção de investir tudo ou dar parte da quantia para outro, chamado "consignatário".

    De acordo com as regras, conhecidas por ambos, qualquer quantia dada pelo investidor deveria triplicar. O consignatário tinha então a opção de devolver uma porção da soma para o investidor.

    Os autores do estudo observaram o que acontecia com o cérebro de ambos durante dez rodadas do jogo. Eles concluíram que o quanto um confiava no outro para tomar conta do seu dinheiro dependia do histórico recente das transações.

    Mais testes

    A atividade no núcleo caudato era maior quando o investidor retribuía generosidade com generosidade e menor quando o investidor retribuía com menos dinheiro.

    De acordo com os pesquisadores, isso sugere que o núcleo caudato recebe ou processa informações tanto sobre a justiça da decisão do parceiro como sobre a sua intenção de retribuir a decisão com confiança.

    Estudos anteriores haviam mostrado que o núcleo caudato é ligado aos "canais cerebrais de recompensa". Eles ficam congestionados quando uma recompensa é esperada.

    Lyn Pilowsky, professora de neuroquímica do Instituto de Psiquiatria de Londres disse, entretanto, que são necessários mais testes, de preferência em pessoas que perderam as funções do núcleo caudato, para que se verifique se ele é realmente o centro do sistema nervoso que controla a confiança.

    Cientistas detectam área do cérebro que controla a confiança
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u41113.shtml

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 5.4.05

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    Sem perder a linha jamais

    | O Globo | Caderno Rio Show | Página 14 | 1º/4/2005 |

    JOGO SUBTERRÂNEO.
    Quem já andou em um trem subterrâneo e não tem uma história sequer para contar que solte a primeira vaia. É impossível passar batido pelos trens do metrô. Mais difícil ainda é nunca ter flertado com alguém, num lugar tão propício ao voyeurismo. Só que casos como o de Martín (Felipe Camargo), em "Jogo subterrâneo", beiram a patologia: em busca do grande amor de sua vida, no emaranhado de linhas do metrô de São Paulo, ele traça uma determinada rota, escolhe uma mulher que o atraia e torce para que ela faça o mesmo percurso que ele.

    O diretor Roberto Gervitz (de "Feliz ano velho") transita com desenvoltura nesse universo e na superfície por onde anda Martín, um pianista da noite que, em razão desse jogo esquisito e obsessivo, é tomado por tarado e se envolve com mulheres distintas até que encontra Ana (Maria Luisa Mendonça), dona de um segredo capital - que, desnudado, revela-se impactante - por quem se apaixona.

    Por ela, subverte as regras do seu bizarro - porque obsessivo - jogo e se perde no caminho. Quem o faz retornar aos trilhos, numa das melhores seqüências do filme, é Victória (Thávyne Ferrari), uma garotinha autista, filha de Tânia, uma de suas conquistas metropolitanas, personagem de Daniela Escobar. A menina estabelece um silencioso mas significativo diálogo através da música com Martín.

    Baseado num conto do escritor argentino Julio Cortázar, "Manuscrito encontrado num bolso", o roteiro de Gervitz e Jorge Durán consegue captar com eficácia signos caros a um dos maiores escritores latino-americanos, morto em 1984.

    Gervitz se revela um capacitado diretor de elenco. Todos os atores em cena estão bem, especialmente Maria Luisa Mendonça e Felipe Camargo, que tem no intenso Martín seu melhor papel.

    Num ano em que até agora só chegaram às telas filmes nacionais de baixa qualidade, soa como um alívio a estréia de "Jogo subterrâneo" e do também ótimo "Quase dois irmãos", de Lúcia Murat.

    Visite o site do filme: http://www.filmes.net/jogosubterraneo/

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 5.4.05

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    Segunda-feira, Abril 04, 2005

    Pesquisadores do Arkansas traçam perfil do autismo

    | Associated Press, via Fox 16, Arkansas | 4/4/2005 |

    Três pesquisadores da Universidade do Arkansas para Ciências Médicas (UAMS) descobriram evidências de que crianças com autismo têm um perfil metabólico inusual que pode ser responsável pelo mal.

    A doutora S. Jill James, professora de Pediatria da UAMS, e sua equipe formada pelos Drs. Stephan Melnyk e Stefanie Jernigan, numa pesquisa associada com o Laboratório de Bioquímica Genética do Instituto de Pesquisas do Hospital Infantil do Arkansas, examinaram o autismo de um ângulo diferente.

    Enquanto a comunidade médica geralmente acredita que fatores genéticos e ambientais se juntam para disparar a desordem, a Dra. James disse que sua pesquisa sintetiza essas duas visões e vai além para encontrar uma resposta para o quebra-cabeça das causas do autismo.

    Atualmente, uma em cada 166 crianças é afetada pela doença. Autismo se caracteriza pela diminuição nas interações sociais, pobres habilidades de linguagem, comportamento repetitivo e interesses restritos. Nos últimos 15 anos, os pesquisadores estimam, o autismo aumentou em dez vezes nos Estados Unidos. Marcadores fisiológicos ou bioquímicos para a doença não são conhecidos. Conseqüentemente, os médicos diagnosticam a ocndnição baseando-se no comportamento da criança.

    "Este é um grande problema", explica a Dra. James. "Precisamos de muito mais pesquisa para descobrir o que causa e como podemos barrar o autismo. Alguma coisa disparou nos últimos anos um grande aumento e geralmente os genes não fazem essa mudança tão rápido - assim, o ambiewnte é um forte suspeito."

    Barry Eggleston, morador de Rowlett, Texas, e voluntário da Associação Nacional para Pesquisa do Autismo (National Association for Autism Research), declarou que quer achar respostas para poder ajudar seu filho autista de seis anos, Garret.

    "Não quero pôr um Band-aid no autismo. Quero meu filho de volta", ele diz. "Realmente sinto como se com a pesquisa biomédica nós fôssemos dar um tiro nessa coisa."

    Em seu estudo de três anos, James e colegas examinaram o plasma de 95 crianças autistas e 75 crianças sem autismo e descobriram que as que têm o mal apresentam níveis mais baixos de glutationa, um antioxidante que ajuda a manter as funções do sistema imunológico.

    Com níveis baixos de glutationa, uma pessoa tem baixa proteção contra a poluição, radiação e fumaça de cigarros; assim, as reações químicas que são normalmente bloqueadas pelos antioxidantes podem ocorrer, afetando o cérebro, o trato gastrointestinal e o sistema imune.

    Em um estudo posterior com 360 crianças autistas e 205 não-autistas, a equipe de Askansas achou uma alta percentagem de três genes - o gene do catecol-O-metiltransferase gene, o gene da transcobalamina II e o gene da glutations-S-transferase M1.

    James disse que apesar de estes genes não causarem o autismo, podem levar a um desbalanceamento químico em crianças autistas e criar uma base para a desordem.

    "Adoraríamos ser capazes de dizer que este perfil poderia ser usado para identificar crianças autistas, porque no momento o diagnóstico do autismo é puramente comportamental", ela disse. "Não há teste bioquímico para o autismo. Estamos apenas olhando para as crianças que já têm o diagnóstico de autismo, e assim não sabemos se o perfil já existia antes do diagnóstico. Não chegamos lá, ainda."

    A Dra. James apresentou os resultados de seu estudo em um encontro da Sociedade Americana para Ciências Nutricionais (American Society for Nutritional Sciences), em San Diego.
      Arkansas researchers profile autistic children

      LITTLE ROCK (AP) -
      Three researchers at the University of Arkansas for Medical Sciences have found evidence that children with autism have an unusual metabolic profile that may be responsible for the disease.

      Dr. S. Jill James, a professor of pediatrics at UAMS, teamed up with Dr. Stephan Melnyk and Stefanie Jernigan, research associates at the Biochemical Genetics Laboratory at Arkansas Children's Hospital Research Institute, to examine autism from a different angle.

      While the medical community generally believes that both genetics and environmental factors trigger the disorder, James said their research synthesizes these two components and goes beyond them to find an answer to the puzzling question of what causes autism.

      Currently, one in every 166 children is affected by the disease. Autism is characterized by impairment in social interactions, delayed language skills, repetitive behaviors and restricted interests. In the last 15 years, researchers estimate, autism has increased about tenfold in the United States. No physiological or biochemical markers for the disease are known. Consequently, doctors diagnosis the condition based on a child's behavior.

      "This is a huge problem," James said. "We need a lot more research to try to uncover what is causing it and what we can do to stop it. Something has triggered in the last 15 years a huge increase and generally genes do not change that quickly, so it makes the environment a strong suspect."

      Barry Eggleston, a resident of Rowlett, Texas, and a volunteer for the National Association for Autism Research, said he wants to find answers so that he can help his 6-year-old autistic son Garrett.

      "I don't want to put a Band-Aid on autism. I want my son back," he said. "I really feel like with biomedical research we are going to have a shot at this thing."

      In their three-year study, James and her colleagues examined plasma levels in 95 autistic children and 75 children without autism and found that those with the disease have lower levels of glutathione, an antioxidant that helps maintain the normal function of the immune system.

      With lower levels of glutathione, a person has less protection against pollution, radiation and cigarette smoke so chemical reactions that are normally thwarted by antioxidants could occur, affecting the brain, gastrointestinal tract, and immune system.

      In further study with 360 autistic children and 205 non-autistic children, the Arkansas team found a higher percentage of three genes - the catechol-O-methyltransferase gene, the transcobalamin II gene and the glutathione-S-transferase M1 gene - in the autistic children.

      James said that while these genes do not cause autism, they might lead to the chemical imbalance in autistic children and create a foundation for the disorder.

      "We'd love to be able to say that this profile could be used to identify autistic children because right now the diagnosis of autism is purely behavioral," she said. "There is no biochemical test for autism. We are only looking at the kids that already have the diagnosis of autism, so we don't know if the profile is already there before being diagnosed. We're not there yet."

      James was to present the findings of their study at a meeting Saturday of the American Society for Nutritional Sciences in San Diego.
    Arkansas researchers profile autistic children
    http://www.klrt.com/news/state/story.aspx?content_id=17320621-57D2-496E-BB51-E8CD5603691C

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 4.4.05

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    Síndrome de Asperger

    | Nicole Sunkes | Daily News | Los Angeles | 4/4/2005 |

    Uma versão revisada do livro "The Oasis Guide to Asperger Syndrome" (Editora Crown; US$27.50), de Patricia Romanowski Bashe e Barbara Kirby, inclui novas informações sobre diagnóstico, avaliação, medicação, terapias e desenvolvimento de habilidades sociais. As autoras são mães de crianças com a síndrome de Asperger, uma forma de autismo. O livro discute as bases da Educação Especial, a vida emocional das crianças, experiência escolar e o crescimento.
      Asperger syndrome

      A revised version of "The Oasis Guide to Asperger Syndrome" (Crown; $27.50), by Patricia Romanowski Bashe and Barbara Kirby, includes new information on diagnosis, evaluation, medication, therapies and social skills development. Both authors are parents of children with Asperger syndrome, a form of autism. The book discusses the basics of special education, your child's emotional life, school experience and growing up.
    Asperger syndrome
    http://www.dailynews.com/Stories/0,1413,200~32531~2797456,00.html

    Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 4.4.05

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    Sábado, Abril 02, 2005

    Presidente da Coréia encontra-se com autista que inspirou filme

    | Yonhap News Agency | Politics/Diplomacy | SEOUL, 1°/4/2005 |

    O Presidente coreano Roh Moo-hyun nesta sexta-feira convidou um jovem autista, cuja história inspirou o diretor Cheong Wa Dae a realizar o recente filme de sucesso Marathon, para encorajá-lo e a outras pessoas deficientes.

    Enquanto almoçava com Bae Hyung-jin e sua mãe, Park Mi-kyung, Roh disse que acompanhará de perto as políticas governamentais para pessoas deficientes, assim elas será implementadas efetivamente.

      Roh Meets Autistic Man Portrayed in 'Marathon' at Cheong Wa Dae

      SEOUL -
      President Roh Moo-hyun on Friday invited a young autistic man, whose story inspired a recent hit movie, to Cheong Wa Dae to encourage him and other disabled people.

      While having lunch with Bae Hyung-jin and his mother, Park Mi-kyung, Roh said he will closely check government policies for the disabled so they can be implemented effectively.

      Roh Meets Autistic Man Portrayed in 'Marathon' at Cheong Wa Dae
      http://english.yna.co.kr/Engnews/20050401/410100000020050401145145E6.html

      Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 2.4.05

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      Vigília pelo autismo

      | Primera Hora | A tu manera | Gotas | Porto Rico, 1° de abril de 2005 |

      Como parte das atividades do Mês do Autismo, a Alianza de Autismo y Desórdenes Relacionados de Puerto Rico convida o povo para uma vigilia hoje, sexta-feira, 1º de abril, na Plazoleta Norte del Capitolio, das 18h00 ás 22h00.

      O evento é uma manifestação silenciosa contra a falta de serviços adequados para os familiares autistas. Se pede ao público que leve lanternas como símbolo da necessidade de ação governamental para a população que sofre desta condição.

      O autismo afeta 1 em cada 150 bebês que nascem, não importa nacionalidade, raça, situação econômica ou social.

      A condição afeta a capacidade de aprender, comunicar e falar, entre outras funções. A criança pode apresentar sinais desde os 18 meses de idade. Contudo, hoje em día se comprovou que o autismo é tratável e que as crianças com a condição têm a esperança de viver uma vida normal.

      Para mais informações, pode-se visitar o portal www.alianzaautismo.org ou enviar um e-mail para: info@alianzaautismo.org.
        Vigilia por el autismo

        Como parte de las actividades del Mes del Autismo, la Alianza de Autismo y Desórdenes Relacionados de Puerto Rico invita al público a una vigilia que se celebrará hoy, viernes 1ro de abril, en la Plazoleta Norte del Capitolio de 6:00 p.m. a 10:00 p.m.

        El evento es una manifestación silente sobre la falta de servicios adecuados para los familiares con autismo. Se exhorta al público a que lleve linternas como símbolo de la necesidad de acción gubernamental para la población que sufre de esta condición.

        El autismo afecta a 1 de cada 150 bebés que nacen, no importa la nacionalidad, la raza, la situación económica o social.

        La condición interfiere con la capacidad de aprender, comunicar y hablar, entre otras funciones. Ésta puede presentar señales desde los 18 meses de edad en un infante. Sin embargo, hoy día se ha comprobado que el autismo es tratable y que los niños con la condición tienen la esperanza de vivir una vida normal.

        Para más información, puedes visitar el portal www.alianzaautismo.org o enviar un correo electrónico a: info@alianzaautismo.org.
      Vigilia por el autismo
      http://www.primerahora.com/noticia.asp?guid=0797ABD12ED44F6785C99EFF3F336973

      Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 2.4.05

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