Crônica Autista
Um apanhado do noticiário sobre autismo e autistas.
..."não constitui ofensa aos direitos autorais:
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a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;(...)"
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Livro: Vencendo o Autismo - A Menina sem Estrela.
De: Yvonne Meyer Falkas.

Relato da vida de Sheila, filha da autora, e de como a família tem convivido com o autismo. Um testemunho de como foram vencidas etapas com múltiplas adversidades, e suas conquistas. Um apanhado geral sobre o que vem a ser o Autismo, as supostas origens e causas e os preconceitos existentes.

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Terça-feira, Março 29, 2005

Irmãos mais novos de autistas têm mais risco de ter a desordem

SHARI ROAN | Los Angeles Times, via MyInKy Courier & Press, Indiana - Lifestyle | March 7, 2005 |

Especialistas em desenvolvimento infantil podem, um dia, conseguir identificar crianças sob risco de autismo antes de seu primeiro aniversário.

Pesquisadores estão começando a estudar irmãos mais jovens de crianças autistas. Os primeiros estudos têm mostrado que quando uma criança em uma família tem autismo, o risco da desordem em um irmão mais novo aumenta em 10 a 20 por cento.

A Dra. Pauline Filipek, Orange, Califórnia, disse que costuma pedir aos pais de crianças autistas que lhe tragam os irmãos mais novos para a clínica; assim, ela pode observar os irmãos em busca de sintomas.

Mesmo crianças de seis meses podem ser avaliadas para sinais de alerta potenciais, dizem alguns especialistas. Por exemplo, enquanto bebês de seis meses gostam de encarar objetos de seu interesse, bebês autistas podem fixar-se exclusiva e repetidamente em um único objeto; seus pais podem ter dificuldade para redirecionar sua atenção.

Da mesma forma, aos seis meses de idade as crianças costumam encarar rostos, especialmente dos seus pais, explica Filipek. Bebês autistas, entretanto, freqüentemente evitam o contato ocular.

"Quando você segura um recém-nascido ou um bebê de dois meses, ele fica como que hipnotizado por seu rosto", ela diz. "Aquela criança consegue fixar seu rosto, vai mostrar a língua e imitar você. Eles ficam balbuciando, como que namorando. Aos 4 ou 5 meses, você consegue ter uma 'conversação' com o bebê."

O autismo parece estar relacionado com problemas de leitura e decodificação de um rosto humano, explica Geraldine Dawson, diretora do Centro de Autismo do Centro de Desenvolvimento e Incapacidade Humana da Universidade de Washington. Em um estudo com crianças de 3 anos, ela monitorou sua atividade cerebral quando lhes eram mostradas figuras de suas mães e de estranhos. As crianças autistas não mostraram reações diferentes para os rostos de suas mães em comparação com os rostos desconhecidos.

"Reconhecimento de rostos é uma área em que estamos muito interessados", ela diz. "Este é um comportamento que seríamos capazes de perceber muito cedo."

Os pesquisadores também estão observando como bebês respondem à fala. Bebês parecem preferir escutar a voz da mãe a sons não-falados. Uma criança autista, no entanto, podem não mostrar essa preferência. "Podemos não ser capazes de diagnosticar autismo com isso, mas podemos identificar se uma criança está na faixa de risco", explica Dawson, que está realizando um estudo sobre o reconhecimento precoce da voz.

Os especialistas advertem que mais pesquisas são necessárias antes que os médicos possam diagnosticar confiavelmente o autismo em bebês e crianças muito pequenas. Atualmente, muitas crianças com autismo são avaliadas com ferramentas de diagnóstico específicos para 3 ou 4 anos de idade. Não há um critério para diagnosticar a desordem em crianças de um ou dois anos.

Pesquisadores experientes do autismo podem chegar a determinar se uma criança de dois anos está no "espectro autista", mas não podem predizer a severidade da desordem, segundo Dawson. Além da grande variação na severidade, crianças autistas podem diferir de muitas formas. Algumas são mentalmente retardadas ou têm problemas de alimentação ou baixo tônus muscular, enquanto a outras faltam essas características.

    Younger siblings of autistic kids more at risk for disorder

    Child development experts may one day be able to identify children at risk for autism before their first birthdays.

    Researchers are beginning to study infants who are the younger siblings of autistic children. Earlier studies have shown that when one child in a family has autism, the risk of the disorder in a younger sibling increases by an estimated 10 percent to 20 percent.

    Dr. Pauline Filipek in Orange, Calif., said she routinely asks parents with an autistic child to bring younger siblings to appointments at the clinic so she can observe the siblings for symptoms.

    Even infants as young as 6 months can be screened for potential warning signs, some experts say. For example, while all 6-month-olds like to gaze at objects that interest them, autistic babies may focus solely and repeatedly on a single object; their parents may have difficulty redirecting their attention.

    Also, 6-month-olds ordinarily enjoy gazing at faces, especially those of their parents, Filipek said. Autistic babies, however, often avoid eye contact.

    "When you hold a newborn or a 2-month-old, that baby is mesmerized by your face," she said. "That baby can stare at your face and will stick his tongue out at you and imitate you. They coo. By age 4 or 5 months, you should be able to have a 'conversation' with that baby."

    Autism appears to involve problems reading and decoding information from a person's face, said Geraldine Dawson, director of the Autism Center at the University of Washington's Center on Human Development and Disability. In one study of 3-year-olds, Dawson monitored the brain activity of children as they were shown pictures of their mothers and of strangers. The autistic children showed no reaction to their mothers' faces as compared with strangers' faces.

    "Face recognition is one area we're very interested in," she said. "These are behaviors we should be able to pick up on very early."

    Researchers also are looking at how babies respond to speech. Babies seem to prefer listening to their mothers' speech more than nonspeech sounds. An autistic child, however, may not show such a preference. "We may not be able to diagnose autism with this, but we could pick up a child at risk," said Dawson, who is conducting a study on early speech recognition.

    Experts caution that more research is needed before doctors can reliably diagnose autism in infants or babies. Today, most children with autism are evaluated using diagnostic instruments designed for 3- or 4-year-olds. There are no standard criteria for diagnosing the disorder in children ages 1 or 2.

    Experienced autism researchers can usually determine whether a 2-year-old child is on the "autism spectrum," but they can't predict the severity of the disorder, said Dawson. Besides the wide variation in severity, children with autism can differ in many ways. Some are mentally retarded or have feeding problems or poor muscle tone, while others lack these characteristics.
Younger siblings of autistic kids more at risk for disorder
http://www.courierpress.com/ecp/health/article/0,1626,ECP_756_3599710,00.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 29.3.05

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Domingo, Março 27, 2005

Curtas premiados concorrem a festival no México

| Solange García | El Universal | 27/3/2005 |

Como todos os anos, O Ariel reconhece o trablaho dos realizadores de curta-metragens que, em produção, têm superado os longa-metragens nos últimos anos.

Os indicados para a categoria Curta-metragem de Ficção foram os mais premiados internacionalmente: El otro sueño americano, de Enrique Arroyo; La nao de China, de Patricia Arriaga, e Un viaje, de Gabriela Monroy.

O filme de Arroyo foi uma revelação na sua estréia no Festival Expresión en Corto de Guanajuato. Desde então tem colhido prêmios, como o Grnade Prêmio do Festival de ClermontFerrand; o Mikeldi de Ouro no Festival Internacional de Cine Documental e Curta-metragem de Bilbao; o Premio de Melhor Curta-metragem de Ficção no Festival Internacional do Novo Cinema Latino-americano de Havana. Melhores Direção e Atriz no Festival Tela de Cristal, e a bolsa Vancouver, dada à protagonista Amorita Rasgado, por Expresão em Curta.

O filme narra a historia de Sandra, uma adolescente que atravessa a fronteira do México com os Estados Unidos em busca do sonho americano e só encontra um pesadelo.

No caso de Patricia Arriaga, irmã do também roteirista Guillermo Arriaga, a historia de Homero e Esmeralda, um cego e uma jovem forçada a prostituir-se, comoveu tanto que conseguiu financiamiento para ser convertida en longa.

O filme ganhou como Melhor Curta-metragem Mexicano em Guanajuato; nesta categoría levou o premio do Festival Tela de Cristal, que também premiou a fotografía de Héctor Ortega.

Em Un viaje (Uma Viagem), Gabriela Monroy narra a aventura de um pai e seu filho autista, numa viagem de metrô.

Esta historia, simples quanto a personagens e com muito poucos diálogos, "apela diretamente à emoção", tendo levado o Premio Casa de América de Melhor Novo Diretor do Festival de Cine de Huesca. Também ganhou prêmio no Festival de Boca del Lobo, em Madrid, un prêmio de público no Festival Internacional de Cinema Estudiantil de Pequim e o premio Francisco García de Paso.

Protagonizado por Daniel Giménez Cacho, foi a tese de Monroy para graduar-se no Centro de Capacitación Cinematográfica (CCC).
    Cortos premiados en busca del Ariel

    Los tres nominados han sido reconocidos a nivel internacional


    Como cada año, el Ariel reconoce el trabajo de los realizadores de cortometrajes, que en producción han superado en los últimos años a los largometrajes.

    Los nominados en la categoría de Cortometraje de Ficción han sido de los más premiados a nivel internacional: El otro sueño americano , de Enrique Arroyo; La nao de China , de Patricia Arriaga, y Un viaje , de Gabriela Monroy.

    La cinta de Arroyo fue una revelación durante su estreno en el Festival Expresión en Corto de Guanajuato. A partir de entonces ha cosechado premios como el Gran Prix del Festival de ClermontFerrand (uno de los más importantes para este formato en el mundo); el Mikeldi de Oro en el Festival Internacional de Cine Documental y Cortometraje de Bilbao; el Premio al Mejor Cortometraje de Ficción en el Festival Internacional del Nuevo Cine Latinoamericano de La Habana. Mejor Dirección y Actriz en el Festival Pantalla de Cristal, y la beca Vancouver, otorgada a la protagónica Amorita Rasgado, durante Expresión en Corto.

    La cinta narra la historia de Sandra, una adolescente que en la frontera de México trata de pasar a Estados Unidos en busca del sueño americano y sólo encuentra una pesadilla.

    En el caso de Patricia Arriaga, hermana del también guionista Guillermo Arriaga, la historia de Homero y Esmeralda, un ciego y una joven forzada a prostituirse, conmovió tanto que incluso logró financiamiento para que se convierta en largometraje.

    El filme ganó como Mejor Cortometraje Mexicano en Guanajuato; en esta misma categoría se llevó el premio del Festival Pantalla de Cristal, jornada que igualmente reconoció la fotografía de Héctor Ortega.

    En Un viaje , Gabriela Monroy narra la aventura de un padre y su hijo autista a través de su destino, a bordo del Metro.

    Esta historia, sencilla en cuanto a personajes y con muy pocos diálogos "apela directamente a la emoción" y se llevó el Premio Casa de América al Mejor Director Novel del Festival de Cine de Huesca. También el otorgado por el Festival de Boca del Lobo, en Madrid, un premio del público en el Festival Internacional de Cine Estudiantil de Pekín y el premio Francisco García de Paso.

    Protagonizado por Daniel Giménez Cacho, fue la tesis de Monroy para graduarse del Centro de Capacitación Cinematográfica (CCC).
Cortos premiados en busca del Ariel
http://www.el-universal.com.mx/pls/impreso/noticia.html?id_nota=60550&tabla=espectaculos

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 27.3.05

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Ao fazer o dever de casa

| Sue Rubin | Whittier, California | 13/9/1995 | Tradução: Carlos Lucena | Enviado para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil |

Outro texto de Sue Rubin, autista não verbal autora de filme documentário indicado ao Oscar este ano. Esse texto é de 1995; atualmente Sue Rubin datilografa com independência.

Artigo originalmente publicado em Facilitated Communication Digest, vol. 4, n° 1, p. 1 (Novembro de 1995)

Questão: Descreva um interesse ou experiência importante que tenha significado especial para você.

Tenho muito interesse em retardo mental e autismo. Meu interesse tem origem no fato de que até meus treze anos pensavam que eu tinha um QI de 24. Atualmente estou finalizando o 2º grau da Escola Whittier com uma GPA de 3.85. É claro que alguma coisa não bate. O que é exatamente retardo mental e como pode ser medido, especialmente em pessoas com autismo como eu?

Pode-se admitir que antes de eu começar a usar comunicação facilitada eu era retardada. Eu não tinha pensamentos, não podia falar, ler, escrever, ou apontar para figuras ou letras. Entretanto, depois de aprender como datilografar com alguém apoiando meu punho e braço, surpreendentemente comecei a pensar, ler e aprender. Já que pratico datilografar com menos apoio agora preciso de apenas um leve toque intermitente em cima do ombro e espero ser totalmente independente breve. Agora o que isso tem a ver com retardo mental? Eu poderia ter ganhado 100 pontos no meu QI em quatro anos? Talvez eu nunca tenha sido retardada mas a informação no meu cérebro não estava acessível.

Talvez quando a informação entrava no meu cérebro ela não era processada, mas somente armazenada. Infelizmente, psicólogos não estão olhando para essas questões porque só de pensar a premissa é chocante demais. O que aconteceria a todos nossos programas de educação especial e todas as ações de cuidado para as pessoas com retardo mental? Teríamos que reestruturar nossa sociedade e encontrar um modo de alcançar todas essas pessoas, educá-las, apoiá-las. Infelizmente a sociedade não está pronta para um desafio assim. Eu, porém, continuarei a forçar as pessoas a olhar para mim e tentar conciliar sua definição de retardo mental com o que elas vêem.

This article originally appeared in Vol. 4 No. 1 (Nov., 1995) of the Facilitated Communication Digest, [p. 1].

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 27.3.05

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Projeto "Eu quero... eu posso... eu faço...", de São Vicente, concorre a patrocínio da Petrobrás

| Prefeitura de São Vicente, SP | Noticias | março/2005 | Enviado por Márcia Rocha para educautismo

Objetivo é conseguir um espaço para comercializar os produtos artesanais e alimentícios, produzidos por autistas e pessoas com leves deficiências mentais


A Petrobrás está analisando sete projetos de São Vicente, escolhidos para a fase de visitas do Programa Remar - Seleção de Projetos Sociais e Ambientais para a Baixada Santista, criado pela Refinaria Presidente Bernardes - Cubatão (RPBC). Entre eles, está o "Eu quero... Eu posso... Eu faço...", que pertence ao Núcleo Municipal de Atendimento ao Autista, o Numaa, mantido pela Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Educação (Seduc). O Projeto beneficia aproximadamente 190 autistas e deficientes mentais, acima de 16 anos, com alguma independência. Os participantes produzem objetos de decoração e enfeites, porta-retratos e biscuit, porta-chaves e porta-guardanapos, além de doces e salgados. Na Páscoa e Dia das Mães, irão fazer trabalhos voltados às datas comemorativas.

De acordo com a diretora do Numaa, Jane Meire, os produtos são vendidos por voluntários, professores e pais dos alunos. O objetivo é conseguir um local para comercializar os artesanatos - com uma copiadora e uma máquina de encadernação para fazer folders e banners), e outro para a comercialização dos alimentos (uma cantina com estufa para doces e salgados, liquidificador, batedeira, geladeira e forno industriais, freezer e microondas). Também são necessários uniformes, como avental, luvas e bonés.

Se o Numaa for incluído no Remar, serão beneficiados diretamente entre 15 e 20 alunos, trabalhando na papelaria e na cantina, sem contar os que estão nas oficinas de artesanato e de culinária.

"O ingresso ao mercado de trabalho pode contribuir para uma grande valorização do indivíduo, como ser um adulto responsável. Em casa, eles não têm uma experiência para o amadurecimento. Desenvolverão conceitos básicos de amizade, afeição, liberdade e autonomia", diz Meire.

História - Atendendo a reivindicação dos pais de portadores de autismo, foi criado em 1997, no início do governo Márcio França, o Núcleo de Atendimento ao Autista (Numaa), sob a direção de Marlene de Oliveira França. Após ampliação, passou a fazer parte do Centro de Educação Especial de São Vicente e é totalmente custeado pelo Poder Público. O Núcleo precisa de diversas doações: roupas, alimentos não perecíveis, luvas cirúrgicas, maca, fraldão, material de limpeza. Os materiais que não forem úteis são repassados para outras instituições. Quem tiver interesse de ajudar o Numaa pode ligar para os telefones 3462-4924/34630526, ou na Seduc - 35691100. A sede fica na Avenida João Francisco Bensdorp, 201 - Náutica III.

Projeto "Eu quero... eu posso... eu faço...", de São Vicente, concorre a patrocínio da Petrobrás
http://www.saovicente.sp.gov.br/noticias/visualizarnoticia.asp?ID=2707&EOF=2803

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 27.3.05

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Quarta-feira, Março 23, 2005

Fitinhas: qual a sua cor?

| This is Grimsby | 22/3/2005 |

Amarelo: Lance Armstrong - sobrevivente do câncer
Azul: violência nas escolas, sobreviventes do tsunami, câncer de próstata, autismo.
Rosa (pink): câncer de mama.
Vermelho: doença cardíaca, anti-tabaco, aids.
Púrpura: fibrose cística, violência doméstica.
Branco: Jesus me Ama, direito à vida.
Laranja: aspérguer, auto-agressão.
Cinza: diabete, câncer cerebral.
Preto-e-branco: racismo no futebol.
Verde: ecologia, leucemia, doação de órgãos.
Dourado: Câncer infanitl
Preto: luto, melanoma.
    CHARITY BANDS: WHAT'S YOUR COLOUR?

    Yellow: Lance Armstrong's (right) "Livestrong" wristbands for cancer.
    Blue: Anti-bullying, tsunami relief, prostate cancer, autism.
    Pink: Breast cancer.
    Red: Heart-disease, anti-tobacco, HIV.
    Purple: Cystic fibrosis, domestic violence.
    White: Jesus Loves Me, right to life.
    Orange: Asperger's, self-harm.
    Grey: Diabetes, brain cancer.
    Black & white: Racism in football.
    Green: Ecology, leukaemia, organ donor.
    Gold: Childhood cancer.
    Black: Mourning, melanoma.
CHARITY BANDS: WHAT'S YOUR COLOUR?

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 23.3.05

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Terça-feira, Março 22, 2005

Poluição do ar por mercúrio: ligação com autismo?

| Daniel J. DeNoon, revisado pelo Dr. Michael W. Smith | 21/3/2005 | Fox News |

Pode o mercúrio na poluição do ar causar autismo? Ninguém sabe. Mas um novo estudo sugere que é melhor investigar.

Mercúrio é uma substância tóxica. Uma fração de uma colher de chá pode tornar todos os peixes de um lago de 80 mil metros quadrados impróprios para o consumo.

Recente estudo do Instituto de Medicina não encontrou ligação entre as pequenas quantidades de mercúrio nas vacinas e o autismo. Mas ainda não se bateu o martelo sobre se a exposição pré-natal ao mercúrio pode afetar o desenvolvimento do cérebro.

Poderia a exposição ambiental ao mercúrio afetar as taxas de autismo? O PhD Raymond F. Palmer e seus colaboradores no Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas exploraram o tema. Eles analisaram dados da EPA sobre a descarga industrial de mercúrio - muitas delas vindo das usinas termelétricas a carvão - em 254 condados do Texas. Compararam estes dados às taxas de autismo das 1184 escolas distritais dos condados, levando em consideração outros fatores ligados ao autismo.

Mercúrio cresce, autismo aumenta

"Descobrimos que para cada 453 kg [mil libras] de mercúrio descartados pela indústria havia um aumento de 17% no autismo," disse Palmer ao site WebMD. Este é um dos maiores tóxicos [substâncias danosas ao sistema nervoso] sobre a Terra. Assim, quando falamos em 50, 1000, 2000 libras [23, 450, 900 kg] jogados no meio-ambiente, é uma tremenda exposição potencial. Mas não sabemos quanto desta exposição fica no corpo."

As descobertas estão programadas para aparecer na revista Health & Place.

Não há provas de que a poluição por mercúrio causa autismo

Palmer se apressa em apontar que este tipo de estudo não prova que a poluição por mercúrio causa autismo.

"Mostramos uma relação significativa entre o aumento do mercúrio no ambiente e o autismo. Mas isto não prova uma relação de causa-e-efeito", explica Palmer.

A equipe planeja um estudo de longa duração para verificar se a exposição fetal ao mercúrio pode ser ligada ao autismo.

"A meta final deste trabalho é ajudar-nos a pensar sobre o que queremos deixar no ambiente," pondera Palmer. "Há um risco aceitável para a exposição ao mercúrio? Não sabemos. Goataríamos de influenciar a ação política, mas precisamos de dados mais seguros para fazê-lo. Este estudo é apenas um primeiro passo."

Mercúrio dispara o autismo?

Philip W. Davidson, PhD, está estudando os efeitos da exposição ao mercúrio a partir do consumo de peixe contaminado no desenvolvimento infantil. Ele é professor de Pediatria e chefe do Centro Strong para Deficiências de Desenvolvimento na Escola de Medicina e Odontologia da Universidade de Rochester, em Nova York.

"A questão é: se um feto é exposto ao mercúrio, isso determinaria o início do autismo? Ninguém sabe", explicou Davidson ao WebMD. "Tanto quanto eu sei, nenhum estudo isolou os sintomas de autismo em indivíduos expostos ao metil-mercúrio [a forma mais perigosa de mercúrio] ... achamos que o autismo vem de fontes pré-natais. Mercúrio detona o autismo? Quem sabe? Ainda não temos quaisquer evidências."

Mulheres, peixe e mercúrio

Davidson e colaboradores estudam a exposição ao mercúrio em mulheres grávidas e sua descendência nas Seychelles, onde a dieta contém grandes quantidades de peixe. Ele alerta, entretanto, que o estudo do mercúrio é muito complexo. Estudos precisam levar em conta a forma do mercúrio, a sua dose, e o tempo de vida que a pessoa foi exposta.

Ao que se observou, os dados sugerem que a exposição fetal ao mercúrio parece ser mais danosa que a exposição na infância.

Para proteger os bebês em desenvolvimento de níveis de mercúrio potencialmente danosos ao cérebro, o Governo determinou diretrizes em março de 2004 para alertar mulheres grávidas, amamentando ou, memso, que pensam em ter filhos a não comerem peixe mais de duas vezes por semana.

Fontes: Palmer, R.F. Health & Place, publicação online Feb. 17, 2005. Raymond F. Palmer, PhD, associate professor, University of Texas Health Science Center, San Antonio. Philip W. Davidson, PhD, professor of pediatrics and chief, Strong Center for Developmental Disabilities, University of Rochester School of Medicine and Dentistry, Rochester, N.Y.

    Mercury in Air Pollution: A Link to Autism?

    Can mercury in air pollution cause autism? Nobody knows. But a new study suggests it's worth a look.

    Mercury is one heck of a toxic substance. A fraction of a teaspoon can render all the fish in a 20-acre lake unsafe to eat.

    A recent Institute of Medicine study found no link between the tiny amounts of mercury in childhood vaccines and autism. But the jury is still out on whether prenatal exposure to mercury might affect brain development.

    Could environmental exposure to mercury affect autism rates? Raymond F. Palmer, PhD, and colleagues at the University of Texas Health Science Center explored the issue. They looked at EPA figures on industrial mercury release ¿ most of which comes from coal-fired power plants - in 254 Texas counties. They compared these figures to autism rates from the counties' 1,184 school districts, taking into account other factors linked to autism.

    Mercury Dumping, More Autism

    "We found that for every 1,000 pounds of mercury released by industry, there was a 17 percent increase in autism," Palmer tells WebMD. "This is one of the most highly toxic [nerve-damaging substances] on earth. So when we talk about 50 pounds, 1,000 pounds, 2,000 pounds released into the environment, this is a tremendous amount of potential exposure. But we do not know how these exposures get into the body."

    The findings are scheduled to appear in the journal Health & Place.

    No Proof Mercury Pollution Causes Autism

    Palmer is quick to point out that this kind of study does not prove mercury pollution causes autism.

    "We show a significant relationship between mercury release into the environment and autism. But that does not prove causation," Palmer says.

    Palmer's team is planning a long-term study to see whether actual fetal mercury exposure can be linked to autism.

    "The ultimate goal of this work is to help us think about what we want to let out in the environment," Palmer says. "Is there an acceptable risk for mercury exposure? We don't know. We would like to affect political action, but we need harder data to do that. This study is just a first step."

    Does Mercury Trigger Autism?

    Philip W. Davidson, PhD, is studying the effects of mercury exposure from eating mercury-contaminated fish on child development. He's professor of pediatrics and chief of the Strong Center for Developmental Disabilities at the University of Rochester School of Medicine and Dentistry in New York.

    "The question is, if a fetus is exposed to mercury, does that raise the threshold for autism? Nobody knows," Davidson tells WebMD. "As far as I know, no study has isolated symptoms of autism in individuals exposed to methyl mercury [the most dangerous form of mercury]. ...We think autism comes from prenatal sources. Does mercury trigger autism? Who knows? We don't yet have any evidence."

    Women, Fish, and Mercury

    Davidson and colleagues are studying mercury exposure in pregnant women and their offspring in Seychelles, where the diet contains large amounts of fish. He warns, however, that the study of mercury is very complex. Studies must take into account the form of mercury, the dose of mercury, and the time of life a person is exposed to mercury.

    So far, he says, the data suggest that fetal exposure to mercury is more likely to be harmful than mercury exposure during childhood.

    To protect developing babies from high levels of potentially brain-damaging mercury, the government issued guidelines in March 2004 to warn women who are pregnant, nursing, or even considering having children to eat no more than two servings of fish each week.

    SOURCES: Palmer, R.F. Health & Place, published online Feb. 17, 2005. Raymond F. Palmer,PhD, associate professor, University of Texas Health Science Center, San Antonio.Philip W. Davidson, PhD, professor of pediatrics and chief, Strong Center for Developmental Disabilities, University of Rochester School of Medicine and Dentistry, Rochester, N.Y.

Does Mercury Trigger Autism?
http://www.foxnews.com/story/0,2933,151065,00.html

Links:
Mercury Linked to Autism-Like Damage in Mice
Read More About Autism Causes, Symptoms
Childhood Rise in Autism Cases Real

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 22.3.05

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Romário vivencia drama por filha

| Estadão | Esportes | 18/3/2005 |

Rio -
A segunda filha de Romário com sua atual esposa, Isabela, tem fortes traços de síndrome de Down, segundo informou o artilheiro por meio da assessoria de imprensa do Vasco. Ivy nasceu na noite de quinta-feira, com 3,5 quilos e 47 centímetros, em uma maternidade em Laranjeiras, na zona sul do Rio. Ela deve receber alta neste sábado.

Romário participou nesta sexta do treino para o clássico de domingo, contra o Flamengo. Ele estava cabisbaixo e visivelmente tenso. Depois da atividade, seguiu para a clínica nas Laranjeiras sem conceder entrevistas. Apesar do problema particular, ele garantiu que estará em campo no decisivo confronto contra o rival, diante de um Maracanã certamente lotado.

Romário tem dois filhos com a ex-mulher Mônica Santos, um com Daniele Favatto, outro com Edna Velho e dois com Isabela, com quem está casado.

Time - Entusiasmado com as duas vitórias seguidas do Vasco, o técnico Joel Santana vai manter o esquema com três atacantes (Marco Brito, Alex Dias e Romário). E, no treino desta sexta-feira, testou a equipe com apenas um volante: Coutinho. "É um dos melhores clássicos e ninguém quer ficar fora. É um jogo que pode consagrar qualquer jogador", declarou Coutinho.

Romário vivencia drama por filha
http://www.estadao.com.br/rss/esportes/2005/mar/18/195.htm
"A Síndrome de Down não é nem uma doença, nem desordem, defeito ou condição médica"

Depoimento de Fábio Adiron sobre o nascimento da filha de Romário e o tratamento dado a Síndrome de Down pela imprensa

Caros jornalistas,

A notícia esportiva de hoje é que a filha recém nascida do jogador Romário tem Síndrome de Down. Certamente esse fato vai gerar abordagens das mais corretas às mais sensacionalistas.

Como moderador do grupo de discussão sobre síndrome de Down e ex-presidente da Associação Mais 1 e, principalmente, pai de um menino com síndrome de Down, gostaria que vocês pudessem aproveitar essa oportunidade para ampliar o esclarecimento a respeito disso.

A Síndrome de Down é um arranjo cromossômica que ocorre naturalmente e que sempre fez parte da condição humana, sua ocorrência é universal entre todas as raças e gêneros e ocorre aproximadamente em 1 a cada 800 nascimentos.

A SD não é nem uma doença, nem desordem, defeito ou condição médica. É inapropriado e ofensivo se referir às pessoas com SD como "afligidas por" ou "sofrendo de" SD. A síndrome de Down em si mesma não requer tratamento nem prevenção.

A única característica que as pessoas com SD tem em comum é a presença de material genético extra associado com o cromossomo 21. Os efeitos do material genético adicional varia enormemente de indivíduo para indivíduo. Pessoas cujo cariótipo indica a síndrome pode ter uma predisposição maior a determinadas doenças ou condições médicas, o que não ocorre obrigatoriamente com todas elas. O diagnóstico precoce e tratamento adequado dessas doenças aumentam tanto o tempo como a qualidade de vida a uma mesma extensão da população sem SD. Os médicos devem estar atentos para o eventual aparecimento dessas doenças para garantir o tratamento se elas ocorrerem.

Por outro lado, estudos científicos também mostram que, estatisticamente, existe um risco menor em relação a outras doenças. O que também não é uma garantia que elas não ocorram.

A Síndrome de Down afeta comumente o estilo de aprendizagem, apesar das diferenças serem extremamente variáveis e individuais, assim como as características físicas e cuidados médios. O desafio mais significativo é o de achar o método mais eficiente e produtivo para cada indivíduo. A identificação do melhor método de ensino para cada criança começa idealmente logo após o nascimento através de programas de estimulação precoce.

Fábio Adiron

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 22.3.05

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Segunda-feira, Março 21, 2005

Cão é salva-vidas para menino autista

Kyle e Gilly
Kyle e Gilly
| TheWGALChannel.com, Pennsylvania - News | 8/3/2005 |

Um garoto na Pennsylvania tem um cão que é mais do que seu melhor amigo. O cachorro é sua segurança.

Kyle Weiss, 4, tem autismo. Recentemente, foi unido a Gilly, um cão do Susquehanna Service.

"Gilly propiciou tanta interação a Kyle, a mudança é fenomenal", comemora sua mãe, Tricia Weiss.

Os cães do Susquehanna Service são treinados nas instalações da organização em Fishing Creek.

Os cães aprendem a assistir pessoas com uma variedade de deficiências, mas Gilly é o primeiro cão a ser encaminhado a uma criança autista.

"Quando vejo Kyle e Gilly juntos, me ponho a sorrir. Tem sido tão bom... Realmente, espero que possamos dar mais cachorros a crianças com autismo", disse Betsy Howell, do Susquehanna Service Dogs.

Kyle tem sua própria correia para Gilly.

"Kyle aprende responsabilidade e a focar nas tarefas como nunca tinha feito antes", conta seu pai, Jeff Weiss.

Os Weisses chamam Kyle de seu pequeno Houdini. É realmente um artista da fuga. Em abril, ele de algum jeito abriu uma janela uns poucos centímetros e escapou. Acabou dentro da piscina da vizinhança. Felizmente, um vizinho o achou.

Agora, Gilly está treinado para encontrá-lo se estiver perdido.

"Saber que temos algo a que recorrer - não há palavras para descrever", diz Tricia.

Os Weisses podem descansar de noite, sabendo que Kyle está em boas patas. Gilly é treinado para dormir com o menino.

"Gilly é um salva-vidas para nosso filho," Jeff Weiss diz.
    Service Dog Provides Lifeline For Autistic Boy

    CARLISLE, Pa. -
    A boy in Carlisle has a dog that is more than just a best friend.

    The 2-year-old black lab is his lifeline.

    Kyle Weiss, 4, has autism. He was recently paired with Gilly, a Susquehanna Service dog.

    "Gilly has provided so much interaction with Kyle the change is phenomenal," his mother, Tricia Weiss, said.

    Susquehanna Service dogs are trained at the organization's facility in Fishing Creek.

    The dogs learn to assist people with a variety of disabilities, but Gilly is the first dog to be teamed with an autistic child.

    "When I see Kyle and Gilly together (it) makes me smile. It's been so successful. (I) really hope we can place more dogs with children with autism," said Betsy Howell, with Susquehanna Service Dogs.

    Kyle has his own short leash for Gilly.

    "Kyle (is) learning responsibility and focusing on tasks he never would have had before," his father, Jeff Weiss, said.

    The Weisses call Kyle their little Houdini. He's a real escape artist. In April, he somehow opened a window a few inches and got out. He ended up at the community pool. Luckily, a neighbor spotted him.

    Now Gilly is trained to search for Kyle if he's lost.

    "To know we have some source we can go to and use -- no words can describe," Tricia Weiss said.

    The Weisses can rest at night knowing Kyle is in good paws. Gilly is trained to sleep with the young boy.

    "Gilly is a lifeline for our son," Jeff Weiss said.

    Susquehanna Service Dogs is hosting Pawsabilities this weekend at the Farm Show Complex in Harrisburg. The two-day fund-raiser includes many events for dogs and their owners.
Service Dog Provides Lifeline For Autistic Boy
http://www.thewgalchannel.com/family/4265357/detail.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 21.3.05

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Cinco milhões de coreanos assistem "Maratona"

Cena de Marathon
| Korea Times | 21/3/2005 |

Marathon, filme sobre um homem autista apaixonado por correr, ultrapassou a marca dos cinco milhões de espectadores neste fim-de-semana.

O filme, lançado em 27 de janeiro, foi visto por 5.005.434 pessoas na Coréia até 19 de março, de acordo com a companhia Cineline.

Marathon é o primeiro filme a atingir 5 milhões de espectadores desde "Tae Guk Gi".

"Tae Guk Gi" é o recordista da Coréia, com 11 milhões de espectadores. Entretanto, Marathon, atualmente com a nona marca em todas as listas de filmes mais vistos, não deve ir tão bem quanto o recordista.

    5 Mil. Moviegoers Choose 'Marathon'

    "Marathon", a feature film about an autistic man with a passion for running, reached the 5-million-viewer mark over the weekend.

    The film, which was released Jan. 27, was seen by 5,005,434 people nationwide as of March 19, according to the film company Cineline.

    "Marathon" is the first film to reach 5 million viewers since "Tae Guk Gi".

    "Tae Guk Gi" went on to set the local box-office record by hitting the 11-million-viewer mark. However, "Marathon", which currently holds the ninth spot at the overall box-office list, is not expected to do as well as that record-setting movie.
5 Mil. Moviegoers Choose 'Marathon'
http://times.hankooki.com/lpage/culture/200503/kt2005032115153611690.htm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 21.3.05

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Segunda-feira, Março 14, 2005

Cérebro

Segredos do inesperado

| Osmar Freitas Jr. | Nova York | Isto É | 16/3/2005 | nº 1848, pág. 90-91 |

Cientista brasileiro quebra dogma científico e abre perspectivas para detectar a predisposição para doenças neurológicas


O dr. Stevens Kastrup Rehen é um homem com bagagem repleta de surpresas. Exemplos: quebrou o dogma científico que estabelecia em 46 o número de cromossomos em todo o organismo humano: pele, sangue, órgãos, etc. Cromossomo, sabe-se, é a estrutura composta de DNA, normalmente associada à proteína e que contém genes arranjados em sequência linear. Na próxima edição do Journal of Neuroscience - espécie de Diário Oficial da Sociedade Americana de Neurociência -, será revelado que no cérebro humano existem células aneuplóides (aquelas com número alterado de cromossomos). Até agora, acreditava-se que só indivíduos portadores de anomalias como síndrome de Down, ou câncer, tinham essa mutação. A descoberta não apenas bagunça com o limite de 46, mas escancara novos territórios a serem explorados. Outro fato insuspeito: pesquisador da área de neurologia, aos 33 anos - e cinco na Califórnia - Stevens Kastrup Rehen é brasileiro.

"O cérebro de animais, como ratos ou gatos, tem características próprias. O cérebro humano é um mosaico, com várias partes possuidoras de propriedades de outras espécies. Ao mesmo tempo, ele é único. Cada pessoa tem cérebro com traços individuais. Numa área as células têm 46 cromossomos, noutro ponto têm 45 cromossomos, e em outro terão 47. Tais combinações variam entre os seres humanos", diz Rehen. Ou seja: cada um de nós carrega dentro do crânio um mosaico que é como uma impressão digital, única, personalizada. Isso leva a crer que as variações do número de cromossomos nos neurônios também são responsáveis pelas diferenças dos comportamentos e propensão a doenças.

A presença, no cérebro, dessas células com números de cromossomos alterados é indicativo forte de que várias moléstias - como o mal de Alzheimer - estão relacionadas a essa característica. Vai-se outro dogma: acreditava-se que apenas as pessoas com síndrome de Down portavam células aneuplóides - com três cópias do cromossomo 21. As pessoas com a síndrome, se chegam aos 40 ou 50 anos, desenvolvem também o mal de Alzheimer. "É possível especular que o cromossomo 21 está relacionado com o Alzheimer", diz Rehen. Essa é uma má notícia, pois o cientista brasileiro e sua equipe descobriram que outras pessoas não portadoras de Down também têm triplicidade do cromossomo 21, onde está o gene responsável pela produção de placas específicas do Alzheimer.

Há ainda notícias boas: "Caso consigamos estabelecer essa relação entre o cromossomo 21 e o Alzheimer - o que depende de novas pesquisas -, vamos poder detectar a suscetibilidade à doença num paciente. Se ele tiver mais células com triplicidade do cromossomo 21, sua propensão ao mal de Alzheimer será maior", diz. Para determinar essa tendência, será necessário apenas a biópsia de um pedaço da pele, já que epiderme e neurônios têm os mesmos tipos de células.

O inesperado, em Rehen, parece não ter fim. Como foi que ele conseguiu derrubar uma crença - a dos 46 cromossomos - que se estabelecera desde 1958? "Contamos o número de cromossomos em neurônios, o que não havia sido feito", responde o doutor. Há motivos para a falta de curiosidade. A sequência de genes do cromossomo é visível ao microscópio na divisão celular, mas neurônios não costumam apresentar esse processo de partilha. "Não existia tecnologia para contar os cromossomos no neurônio. Hoje, temos um processo de coloração, que permite a identificação fácil no computador." Rehen foi buscar no banco de cérebros dos EUA nove mil células de pacientes entre dois e 86 anos sem indício de doença neurológica. Foi com esse material que ele fez suas descobertas. Entre elas, a de que as células do cérebro têm entre sete e dez vezes mais números alterados de cromossomos do que as células do sangue.

E quando essas descobertas vão resultar em aproveitamento prático? "Entre dez e 20 anos. Mas quem sabe? A ciência fez enorme progresso com células embrionárias. Pode ser que consigamos resultados mais cedo", diz o neurocientista, ele próprio um batalhador pela causa das células-tronco, que se transformam em outras células e podem servir como peça de reposição. Na Califórnia, os fundos privados reservaram US$ 3 bilhões para pesquisas com células de embriões. Mesmo assim, Stevens Kastrup Rehen, que tem ascendentes na Dinamarca, Rio Grande do Sul, França e Bahia, está voltando ao Brasil. Aí não há surpresa: ele diz que deseja contribuir para a melhoria da questão social no País.

Segredos do inesperado
http://www.terra.com.br/istoe/1848/ciencia/1848_segredos_inesperados.htm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 14.3.05

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Enfermeira admite maus-tratos

| BBCi | Scotland | 7/3/2005 |

Uma enfermeira psiquiátrica de Moray que forçou uma paciente autista severo a sentar-se sem roupas sobre a própria urina a noite toda escapou de uma sentença de prisão.

Aile Davidson, 43, de Forres, admitiu os maus-tratos no Hospital Psiquiátrico New Craigs em Inverness em junho de 2003.

A enfermeira admitiu ter impedido a mulher de pegar roupas limpas e de tê-la agredido verbalmente.

Ela foi condenada a cumprir 120 horas de trabalho comunitário.

A denúncia foi feita depois de uma auxiliar de enfermagem ter se oferecido para pegar uma camisola limpa para a paciente ao vê-la caminhando sem roupas.

Depressão

Entretanto, Davidson, que tem 25 anos de experiência, a impediu e, ao contrário, xingou a paciente e lhe disse: "você fez aquela bagunça, pode sentar nela!"

A corte do xerife de Inverness foi informada de que Davidson sofira de depressão naquela época.

O xerife Alasdair MacFadyen disse: "Isso pode explicar seu comportamento, mas não o desculpa. Foi uma forma infame de tratar um paciente sob seus cuidados."

E acrescentou: "Foi uma ofensa grave. Você estava em uma posição de responsabilidade para com aquela paciente. Falhou no cumprimento das obrigações que a comunidade e a família dessa mulher lhe confiaram."

O xerife ainda disse que à agressão pode ser dada uma sentença de custódia, mas levou em consideração sua confissão de culpa e a aceitação de responsabilidade quando determinou uma ordem de serviços comunitários.
    Nurse admits ill-treating patient

    The nurse, appearing at Inverness Sheriff Court, admitted the offence

    A psychiatric nurse from Moray who forced a severely autistic patient to sit unclothed in her own urine all night has escaped a jail sentence.

    Aile Davidson, 43, from Forres, admitted ill-treating the patient at New Craigs Psychiatric Hospital in Inverness in June 2003.

    The registered staff nurse admitted preventing the woman from getting clean clothing and verbally abusing her.

    She was ordered to carry out 120 hours of community service.

    The complaint was made after a nursing assistant offered to fetch a clean nightgown for the patient after seeing her walking around with no clothing on.

    Suffered depression

    However, Davidson, who has 25 years experience, stopped her.

    Instead the nurse called the patient names and told her "you did that mess, you can sit in it".

    Inverness Sheriff Court was told Davidson was suffering from depression at the time.

    Sheriff Alasdair MacFadyen said: "That may explain your conduct, but it doesn't excuse it. It was a disgraceful way to treat a patient in your care."

    He added: "This was a serious offence. You were in a position of trust to this patient. You failed to fulfil the duties trusted to you by the community and the family of this woman."

    The sheriff said that the offence deserved a custodial sentence but he took into account her guilty plea and acceptance of responsibility when passing a community service order.

Nurse admits ill-treating patient
http://news.bbc.co.uk/1/hi/scotland/4326267.stm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 14.3.05

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Greenville

Mulher encontra suásticas pintadas na frente de casa

| Mike Dawson | Times Herald-Record, New York | 12/3/2005 |

A mãe solteira de duas meninas autistas, ao acordar ontem de manhã, encontrou seis suásticas pintadas em sua casa em Greenville.

Megan Allen, 49, de Bann Boulevard, foi acordada por um vizinho do outro lado da rua com as palavras: "Você viu sua casa?"

Ao sair, Allen conta, ela viu seis suásticas vermelhas de mais ou menos meio metro ocupando sua fachada e garagem.

A polícia estadual de Nova York declarou que estão investigando.
    Woman wakes to swastikas painted in red on house

    A single mother of two autistic girls woke yesterday morning to find six swastikas painted on her Greenville home.

    Megan Allen, 49, of Bann Boulevard, was roused by a neighbor from across the street with the words: Have you seen your house?

    As she stepped outside, Allen said, she saw six red swastikas about 2 feet high and 2 feet wide spanning her home's front facade and garage.

    New York State Police said they're investigating.


Woman wakes to swastikas painted in red on house
http://www.recordonline.com/archive/2005/03/12/brf178.htm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 14.3.05

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Sexta-feira, Março 11, 2005

O reconhecimento de rostos no autismo

| natasha | Pacific Views weblog | 7/3/2005 |

Fugir do contato visual tem sido uma marca característica do autismo, e estudos indicam que uma região do cérebro associada ao reconhecimento de rostos costuma se apresentar subdesenvolvida. Mas novas pesquisas indicam que a região é subdesenvolvida porque não recewbe o tipo de estímulos que um padrão de desenvolvimento típico lhe daria.

Em crianças autistas, uma amídala hiperativa lhes faz perceber todas as faces como algo assustador, levando-as a desviar o olhar. O número de março da National Geographic está nas bancas e a pesquisa citada em seu artigo principal sobre a mente indica que mesmo em adultos, a região do cérebro pode encolher ou aumentar suas conexões ativas com semanas de uso ou desuso incomum. A falta de uso persistente da região responsãvel pelo reconhecimento das faces parece causar-lhe atrofia, mas a falta de um problema fundamental com esta área é uma grande fonte de esperança para futuras terapias para autistas de todas as idades.
    Face Perception in Autism

    Avoidance of eye contact has long been a primary marker for autism, and studies have indicated that a region of the brain associated with face recognition tends to be underdeveloped. But new research indicates that the region is underdeveloped because it doesn't get the sort of exercise that a typical development pattern would give it.

    In autistic children, an overactive amygdala causes them to perceive all faces as somewhat threatening, leading them to want to look away. The March issue of National Geographic is out, and research cited in its leading article on the mind indicates that even in adults, brain regions can shrink or grow their active connections within weeks of uncharacteristic use or disuse. Persistent disuse of the region responsible for face recognition seems to cause it to atrophy, but the lack of a fundamental problem with this area is a great source of hope for future therapy for autistics of all ages.
Face Perception in Autism
http://www.pacificviews.org/weblog/archives/000952.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 11.3.05

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Domingo, Março 06, 2005

Estudo com mosca-da-fruta aponta tratamento para X-frágil

| Heidi Hardman | Cell Press | 2/3/2005 |

A primeira evidência para um possível tratamento da síndrome do X-frágil, uma das principais causas de retardo mental, surgiu de experimentos com uma mosca-da-fruta (mosca-do-vinagre, em Portugal) mutante com características da desordem, que afeta um em cada 6000 nascimentos e também causa desordens do sono, desordem do déficit de atenção, hiperatividade, agressão e comportamento autístico.

Os pesquisadores Sean M.J. McBride, do Albert Einstein College of Medicine, Thomas A. Jongens da University of Pennsylvania School of Medicine e colaboradores estudaram uma cepa mutante da mosca-da-fruta Drosophyla a que falta a versão correspondente ao gene que é mutado nos humanos com a sídrome do X-frágil. O gene, FMRP, codifica uma proteína que liga específicos RNA mensageiros e os habilita a funcionar apropriadamente.

Às moscas mutantes falta a habilidade das moscas normais de ajustar seu comportamento de côrte ("namoro"), o que depende de aprendizado e memória. A cada situação de côrte, a mosca macho aprende a modificar seu comportamento - incluindo seguir a fêmea, vibrar uma asa, abordá-la e ter a iniciativa de copular - de acordo com a resposta da fêmea.

Estudos de um rato que tinha a deficiência do gene do X-frágil revelou que ele mostrava aumento da atividade do receptor glutamato metabotrófico (mGluR) na superfície dos neurônios. Esta atividade ampliada dos receptores compromete a habilidade dos neurônios funcionarem apropriadamente para o aprendizado e memória. Receptores são as moléculas que recebem os mensageiros químicos chamados neurotransmissores, lançados de um neurônio a outro para disparar os impulsos nervosos no neurônio receptor.

Argumentando que a hiperatividade do mGluR pode marcar muitas das patologias da síndrome do X-frágil, McBride e seus colaboradores testaram se drogas que bloqueiam a atividade do receptor poderiam restaurar as funções normais na mosca mutante. Entre essas drogas estava o lítio, que é conhecido por afetar os glutamatos receptores.

Descobriuse que o tratamento com essas drogas restaurou a capacidade das moscas mutantes para adquirir mudanças no seu comportamento de côrte. Também descobriram que a restauração desse comportamento ocorreu associado a uma redução na atividade do mGluR.

"No total, nossos resultados indicam que um aumento na atividade do mGluR é uma característica do modelo da mosca para o X-frágil e é causador dos fenótipos comportamental e neuronal", escreveram os pesquisadores.

"Estas descobertas também sugerem que uma modulação similar da atividade do mGluR em pacientes com X-frágil poderia ser explorada como uma abordagem para melhorar seus sintomas de deficiências cognitivas e comportamentais", concluíram.

O grupo de pesquisadores inclui: Sean M.J. McBride, David Liebelt, Evan Braunstein, David Ferreiro, Hanh T. Nguyen, e Thomas V. McDonald do Albert Einstein College of Medicine; Catherine H. Choi of Drexel University College of Medicine; Yan Wang e Thomas A. Jongens da University of Pennsylvania School of Medicine; Amita Sehgal do Howard Hughes Medical Institute e University of Pennsylvania School of Medicine; Kathleen K. Siwicki do Swarthmore College; e Thomas C. Dockendorff da Miami University.

Os pesquisadores agradecem à FRAXA Research Foundation pelo apoio a Y. Wang e apoio parcial a S. Chiorean, tanto quanto à doação do MPEP. Este trabalho também foi apoiado em parte por uma doação do NIH para a T.A.J.

Publicado em Neuron, Vol. 45, Nº 5, 3/3/2005, pags. 753-764. www.neuron.org

    Fruit fly study points to treatment for fragile X syndrome

    The first evidence for a possible treatment for Fragile X syndrome, one of the leading inherited causes of mental retardation, has emerged from experiments with a mutant fruit fly that exhibits characteristics of the disorder. The disorder affects one in 6000 births and also causes accompanying sleep disorders, attention deficit disorder, hyperactivity, aggression, and autistic behavior.

    Researchers Sean M.J. McBride from Albert Einstein College of Medicine, Thomas A. Jongens from University of Pennsylvania School of Medicine, and their colleagues studied a mutant strain of the fruit fly Drosophila that lacks the fly version of the same gene that is mutated in humans with Fragile X syndrome. The gene, FMRP, codes for a protein that binds specific messenger RNAs--carriers of genetic information in the cell--and enables them to function properly.

    The mutant flies lack the ability of normal flies to adjust courtship behavior that is dependent on learning and memory. In such conditioned courtship, a male fly learns to modify his courtship behavior--including following the female, vibrating a wing, tapping the female, and attempting to copulate--according to the response of the female.

    Studies of a mouse lacking the Fragile X gene had revealed that it showed increased activity of the metabotropic glutamate receptor (mGluR) on the surface of neurons. This heightened receptor activity compromises the ability of the neurons to function properly in learning and memory. Such receptors are the receiving molecules for chemical messengers called neurotransmitters, launched from one neuron to another to trigger nerve impulses in the receiving neuron.

    Reasoning that mGluR hyperactivity might underlie many of the pathologies of Fragile X syndrome, McBride and his colleagues tested whether drugs that blocked the receptor's activity might restore normal function in the mutant fly. Among these drugs was lithium, which is known to affect glutamate receptors.

    They found that treatment with the drugs restored capability of the mutant flies for experience-dependent courtship behavior modification. Also, the researchers found that the restoration of this courtship behavior occurred through a reduction in mGluR activity.

    "In sum, our results indicate that enhanced mGluR activity is a conserved feature of the fly model for Fragile X and is causative of some of the behavioral and neuronal phenotypes," wrote the researchers.

    "These findings also suggest that similar modulation of mGluR activity in Fragile X patients should be explored as an approach to ameliorate their cognitive defects and behavioral symptoms," they concluded.

    Sean M.J. McBride, Catherine H. Choi, Yan Wang, David Liebelt, Evan Braunstein, David Ferreiro, Amita Sehgal, Kathleen K. Siwicki, Thomas C. Dockendorff, Hanh T. Nguyen, Thomas V. McDonald, e Thomas A. Jongens: "Pharmacological Rescue of Synaptic Plasticity, Courtship Behavior, and Mushroom Body Defects in a Drosophila Model of Fragile X Syndrome"

    The researchers included Sean M.J. McBride, David Liebelt, Evan Braunstein, David Ferreiro, Hanh T. Nguyen, and Thomas V. McDonald of Albert Einstein College of Medicine; Catherine H. Choi of Drexel University College of Medicine; Yan Wang and Thomas A. Jongens of University of Pennsylvania School of Medicine; Amita Sehgal of Howard Hughes Medical Institute and University of Pennsylvania School of Medicine; Kathleen K. Siwicki of Swarthmore College; and Thomas C. Dockendorff of Miami University. The researchers thank the FRAXA Research Foundation for support of Y. Wang and partial support of S. Chiorean, as well as the gift of MPEP. This work was also supported in part by an NIH grant to T.A.J.

    Publishing in Neuron, Volume 45, Number 5, March 3, 2005, pages 753-764. www.neuron.org
Fruit fly study points to treatment for fragile X syndrome
http://www.eurekalert.org/pub_releases/2005-03/cp-ffs022805.php

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 6.3.05

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Sábado, Março 05, 2005

Autismo

| Cartas - Jornal do Brasil | recolhidas do site por Márcia Rocha | ver post do dia 3/3/2005, "PT, autismo e autoritarismo" |

O artigo que Gustavo Krause escreveu no JB em 27/2 (pág. A13) traz embutido um preconceito ao falar de autismo. Autista não é um ser desprezível, que não sabe se relacionar com os outros. Autista é meu filho Thomas, de 4 anos, que me abraça e beija todos os dias, que tem sim dificuldade de falar e de se socializar, que prefere torcer a jogar futebol. Comentários carregados de preconceito é que acabam com meu dia. Acho mal que alguém use as palavras sem pensar nas suas conseqüências. E se a professora do meu filho fosse uma idiota e decidisse que não valia a pena ensinar meu filho? Acho que os que escrevem deveriam corrigir esse tipo de pensamento, pois o que li não é humano.
Suzana Maria Lucas Braum, Santa Cruz do Sul (RS)


Ainda a respeito do artigo publicado no JB dia 27/2 (pág. A13), de Gustavo Krause, é preciso superar preconceitos e saber que autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento. É um transtorno que afeta basicamente a interação social e a comunicação. E há muito se sabe que não existe relação entre psicose e autismo. As últimas estatísticas indicam que de cada 200 crianças uma tem autismo. Sou mãe de um rapaz lindo, meigo, carinhoso, educado, de 15 anos, e querem saber qual foi a ajuda que o Estado brasileiro me deu? Nenhuma.
Valéria Ribeiro, Rio de Janeiro

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 5.3.05

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Quinta-feira, Março 03, 2005

A SUDENE E UM CERTO AUTISMO DO PRESIDENTE

Marise Pontes, na Comunidade Virtual Autismo no Brasil, escreveu:

Caros amigos,
abaixo reproduzo para vocês texto publicado ontem, sábado, na coluna do jornalista político Fábio Campos, aqui do Ceará, que escreve para um jornal de grande circulação no Estado (Jornal O Povo), e que, a exemplo de casos anteriores, comete o erro de utilizar o termo "autismo" inadequadamente. Peço aos amigos da lista que, como das vezes anteriores, mandem mensagens ao articulista e ao ombusdman do Jornal, protestando contra a utilização errada do nome autismo.

Acredito, sinceramente, que essa é uma forma de ajudar a esclarecer as pessoas e a deter o preconceito. Os e-mails de contato também estão abaixo.

Abraços
Marise Pontes (tia do Rogério Júnior, 4 anos, autista)

    POLÍTICA

    LULA E O QUE DIZ RESPEITO AO ESTADO DO CEARÁ

    | Fábio Campos | O Povo | Ceará, 12/2/2005 |

    Na viagem do presidente Lula a Pernambuco, boas promessas para a Região Nordeste. Lula prometeu inaugurar até o final de seu governo pelo menos duas ações que considera prioritárias para o desenvolvimento da região Nordeste. As duas são de grande interesse para o Ceará. A primeira é a integração do rio São Francisco. ''Nós não temos o direito de ver uma parte da água do São Francisco ser despejada no oceano, ser misturada com água salgada sem que a gente possa tirar um tiquinho dela, uma cuia'', disse. O presidente disse que vai iniciar a obra mesmo contra a vontade de alguns governadores. A segunda obra citada por Lula que nos diz respeito refere-se ao Programa Nacional do Biodiesel, que produzirá combustível a partir da mamona, planta comum no semi-árido. ''Vamos incentivar o pequeno agricultor a produzir mamona, e depois refinar o óleo para começar a colocar 2% nos ônibus, caminhões e tratores''. No fim de seu discurso, o presidente citou Celso Furtado e lembrou que o Governo já havia enviado ao Congresso o projeto de reestruturação da Sudene. É o discurso.

    A SUDENE E UM CERTO AUTISMO DO PRESIDENTE

    Vamos aos pontos: o Governo de Lula não tem um projeto de desenvolvimento para o Nordeste. Nem os últimos governos tinham. O que deveria ser um pensamento organizado acerca do Nordeste deveria partir da nova Sudene. Porém, a promessa de recriação do órgão está se transformando numa dos maiores falácias políticas de nossa história recente. Lula anunciou a nova Sudene em julho de 2003. Um ano e um mês depois, o projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados. A fórceps. Desde então, tramita no Senado. É notório que o Governo não sabe o que fazer com a nova Sudene. Simplesmente não há recursos para recriá-la. Sem o interesse governamental de levá-lo adiante, o projeto vaga feito um zumbi pelo Congresso. Não foi à toa que a economista Tânia Bacelar deixou a Secretaria de Políticas de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração. É o órgão que deu os fundamentos para a nova Sudene. Há tempos que não ouvimos nenhuma declaração do ministro Ciro Gomes (Integração) acerca do tema. Embora presente no discurso do presidente, a Sudene está claramente fora da pauta política nacional. Percebe-se um certo ''autismo'' de Lula quando fala do órgão.

Proteste! Envie seu e-mail para:
fabiocampos@secrel.com.br
ombudsman@opovo.com.br

LULA E O QUE DIZ RESPEITO AO ESTADO DO CEARÁ
http://www.noolhar.com/opovo/colunas/politica/446647.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 3.3.05

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PT, autismo e autoritarismo

| Gustavo Krause | Ex-minsitro da Fazenda | Jornal do Brasil, 26/2/2005 |

Foi um estudioso da alma humana chamado Eugen Bleuler que cunhou o termo autismo (este registro encontra-se numa correspondência entre Freud e Yung datada de 13 de maio de 1907). Segundo Bleuler, autismo, patologia comportamental, se define como ''o desapego da realidade, acompanhado de uma predominância da vida interior''. Em outras palavras, é uma doença que acomete o indivíduo de um ensimesmamento psicótico em seu mundo interior a tal ponto que o torna absolutamente incapaz de qualquer contato com o mundo ao seu redor. Em conseqüência, não enxerga o outro; vive, quem sabe, de sonhos e fantasmas; vai ao limite extremo da birra e do esperneio, o que seriam sintomas o egocentrismo infantil ou a irreversível fratura esquizofrênica da personalidade.

De outra parte, o autoritarismo é um padrão de comportamento relacionado com as ideologias políticas, o funcionamento de certas estruturas sociais e com uma disposição psicológica a respeito do exercício do poder.

Seria uma injustiça afirmar que o PT é um partido autista e irremediavelmente autoritário (embora sua gênese o seja na avaliação dos mais insuspeitos analistas, como está posto, e bem posto, pelo filósofo Roberto Romano, em entrevista nas páginas amarelas da revista Veja, edição de 16 de fevereiro do corrente ano).

No entanto, que o partido, no episódio da eleição da mesa diretora da câmara, teve um surto monumental de autismo e autoritarismo, não resta a menor dúvida. E o que é mais grave: o surto ocorreu quando o PT completou um quarto de século de existência, diagnóstico identificado sem que houvesse necessidade de submeter o paciente à clássica escuta dos psicanalistas. Todo mundo percebeu.

Ensimesmado, arrogante, presunçoso, enfim, autista, o PT não tomou conhecimento da complexa realidade que caracteriza o Poder Legislativo. Empurrou goela abaixo no partido uma candidatura oficial acreditando na capacidade de influência do Poder Executivo; fiou-se na tibieza de um Parlamento acocorado e sensível às prebendas do governo; subestimou a fermentação da rebeldia entre os integrantes do que, desdenhosamente, a crônica política chama de ''baixo clero''.

De outra parte, sua gênese autoritária que já se mostrou presente em vários episódios e iniciativas do governo (algumas, felizmente, abortadas) e na própria gramática dos discursos presidenciais em que Lula se autonomeou pai cívico e salvador da Pátria (pai de família tem sempre um viés autoritário e salvador, um apelo messiânico e cesarista), revelou-se, mais uma vez, na disposição psicológica de tratar com desprezo os que são supostamente inferiores hierárquicos e os que não têm poder e autoridade.

Deu-se muito mal. Não só quebrou a cara. Quebrou também uma tradição parlamentar que assegurava ao maior partido da Câmara a direção da Casa; expôs dramaticamente o que todo mundo já sabe: a fragilidade dos partidos; debilitou gravemente a capacidade ordenadora das lideranças formais no processo legislativo; e pode, se não se livrar do surto, criar embaraços para a governabilidade que se estrutura sobre uma diarquia: Executivo e Legislativo.

O resultado da eleição que levou à Presidência da Câmara um parlamentar pernambucanamente Severino tem duas leituras: uma de regozijo, aqui na província, pelo que significou de conquista de poder no plano nacional; outra, de ordem mais geral, de preocupação quanto à dimensão que venha ser dada pelo novo presidente à sua atuação como chefe de um dos Poderes da República.

Caso prevaleça uma agenda que consulte os interesses da sociedade brasileira, o presidente Severino Cavalcanti confirmará a tradição pernambucana de produzir políticos com envergadura nacional; caso prevaleça uma agenda corporativa associada a uma agenda inspirada por idiossincrasias ideológicas, certamente, relações tensas e conflituosas colocarão em confronto um Poder e a opinião pública que, há muito, deixou de ser ''um cheque sem fundo'', como alardeava um velho coronel da política pernambucana.

Mais do que esperança, o desejo de todos os querem o bem do Brasil é que a vitória trazida pela conquista do poder não seja um episódio efêmero, um registro triunfal no currículo dos vencedores, mas se constitua na glória do reconhecimento histórico, esta sim, uma inscrição definitiva na biografia dos vencedores.

PT, autismo e autoritarismo
http://www.jb.com.br/jb/papel/opiniao/2005/02/26/joropi20050226003.html

PROTESTE!
Mande seu e-mail para: cartas@jb.com.br
Assine o manifesto Em defesa das pessoas autistas

    Ilustríssimo senhor editor do JB
    A palavra autista não deveria ser ofensiva

    Carta enviada por Argemiro Garcia - e nao publicada.

    O artigo do senhor ex-ministro Gustavo Krause, de 26 de fevereiro de 2005 no Jornal do Brasil, "PT, autismo e autoritarismo", demonstra desconhecimento e insensibilidade.

    De fato, foi Bleuler quem cunhou o termo "autismo" para descrever o comportamento de pessoas com esquizofrenia, em 1907. Em 1943, Leo Kanner, psiquiatra austríaco radicado nos Estados Unidos, e Hans Asperger, também austríaco e trabalhando em sua terra natal, trabalhando independentemente usaram o mesmo termo para descrever o comportamento de crianças e jovens que mostravam dificuldades severas de interação social e de comunicação. Na época, falou-se até em "falta de um mundo interior", mas pessoas autistas têm escrito livros em que narram suas angústias e suas esperanças.

    O autismo é um mistério. As pessoas autistas, ao contrário do que o senhor Krause afirmou em seu artigo, vivem em nosso mundo, embora tenham severas dificuldades em compreendê-lo. Não são portadoras de "uma doença que acomete o indivíduo de um ensimesmamento psicótico em seu mundo interior a tal ponto que o torna absolutamente incapaz de qualquer contato com o mundo ao seu redor. " Essa conotação, com certeza o senhor ex-ministro buscou em textos empoeirados de meados do século passado.

    Nós, familiares de autistas, muito lutamos para educar nossos filhos. Eles são pessoas muito sensíveis, esquecidas da sociedade justamente pela idéia anacrônica de que não estabelecem vínculos sociais ou afetivos. Quando O Jornal do Brasil divulga idéias já abandonadas pela comunidade científica, presta um desserviço à sociedade, pois lança por terra anos de trabalho de entidades como as AMAs (Associações de Amigos do Autista), a ABRA (Associação Brasileira de Autismo), a Casa da Esperança (que atende mais de 200 pessoas autistas no Ceará), o CRADD (Centro de Referência e Apoio às Desordens do Desenvolvimento), a Associação Mão Amiga e a Comunidade Virtual Autismo no Brasil, entre tantas. Nós, familiares da gente autista, lutamos para que profissionais de Saúde e Educação reconheçam em nossos filhos suas capacidades e habilidades para que sejam incluídos em nossa sociedade tão excludente.

    Trabalhamos para que as pessoas olhem para nossos filhos com afeto, vendo neles mais do que a aparência de "loucura" e percebam todo seu potencial humano. Aqui no Brasil, temos pessoas autistas dando palestras, shows, escrevendo livros sobre sua condição. É a escritora autista Juliana Paraíso, o palestrante autista Leonardo Ferreira, o cantor autista Jobson Maia. Pelo mundo afora, há pessoas autistas que, mesmo sem nunca ter o poder que o senhor já veio a exercer, assentam pequenos tijolos de esperança de que o mundo seja mais humano, mais cordial e afetuoso. É o advogado autista Jim Sinclair, a engenheira autista Temple Grandin, o pedagogo autista Stephen Shore. Vem o senhor Krause, com o respaldo que o fato de ter sido ministro de nosso País, e usa a deficiência de nossos filhos para tecer ofensas a seus adversários políticos!

    Senhor editor, a cada artigo que se publica usando nossos filhos como metáfora para "descaso", alicerces de fé e esperança são derrubados. Aquelas palavras foram lidas por formadores de opinião. Com certeza, muitos políticos riram da comparação - mesmo sem saber do que se falava, pois o artigo nada esclareceu sobre o que é o autismo. Assim, podemos esperar mais declarações desse nível. Infelizmente.

    Em nosso País, falta educação para quem tem 100% de suas habilidades. Falta educação até para quem tem dinheiro suficiente para pagar por ela - afinal, como explicar o episódio dos assassinos do índio em Brasília? Como explicar, mesmo, que um ex-ministro traga a público um artigo escrito às pressas, sem consultar sequer a internet para ver se não falava alguma besteira?

    Se falta educação para pessoas consideradas "normais", que dizer para nossos filhos, que precisam de Educação Especial - e é sabido que, com ensino especializado, muitas crianças autistas se tornam adultos capazes de exercer sua cidadania, vivendo felizes e independentes. Artigos como esse, escrito pelo senhor ex-ministro e publicado pelo senhor, deixam na sociedade a idéia errada de que não adianta investir em nossos filhos. E, assim, mais uma vez vemos ruir parte de nossos esforços.

    Senhor editor, venho lançar-lhe um apelo: não permita que artigos desse nível cheguem às bancas. Sua responsabilidade como editor de um jornal tradicional como o JB vai muito além de garantir a divulgação da opinião de um político. Sua responsabilidade é com toda a sociedade brasileira. Não sse esqueça disso, por favor.

    Gostaria que esta carta fosse encaminhada ao senhor ex-ministro Gustavo Krause - espero dele uma retratação pública e me ponho à disposição do jornal e do senhor
    ex-ministro para quaisquer outros esclarecimentos.

      Argemiro Garcia
      Orgulhoso pai de Gabriel Maciel de Paula Garcia, um lindo menino autista de onze anos de idade
      Ex-diretor da ABRA, coordenador da Afaga (Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista).

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 3.3.05

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Autismo aumentou no Japão, mesmo sem vacina tríplice

| Andy Coghlan | New Scientist | 3/3/2005 |

Os pais não precisam mais temer a vacina tríplice contra sarampo, caxumba e rubéola. Um estudo com mais de 30 mil crianças no Japão teria cravado o último prego no caixão da história de que aquela vacina seria responsável pelo aparente aumento de autismo nos últimos anos.

O estudo mostra que na cidade de Yokohama o número de crianças autistas continuou a aumentar depois que a vacina tríplice foi substituída por vacinas simples. "As descobertas são retumbantemente negativas", disse Hideo Honda, do Centro de Reabilitação de Yokohama.

No Reino Unido (Inglaterra, Escócia, Irlanda e País de Gales), pais se apavoraram e os índices de vacinação despencaram depois que o gastroenterologista Andrew Wakefield sustentou, em um estudo de 1998, que a vacina tríplice viral poderia disparar o autismo, apesar de o estudo basear-se apenas em 12 crianças e mais tarde ter havido uma retratação por parte da maioria dos coautores.

Logo a vacina era aspontada como responsável pelo aparente aumento dos casos de autismo, com Wakefield citando dados da California (EUA) - ver gráfico. Em algumas partes do Reino Unido, a proporção de crianças recebendo as doses da vacina caiu para 60%. Iso levou a um aumento nos casos de sarampo e medo de uma epidemia.

Nenhum estudo epidemiológico revelou uma relação entre a vacina e o autismo. Mas até agora todos tinham se concentrado em o que acontecera depois que a vacinação das crianças fora introduzida. O estudo de Honda é o primeiro a enfocar as taxas de autismo depois da vacina tríplice ter sido abandonada. O Japão parou de aplicá-la em abril de 1993, seguindo relatórios de que os componentes anti-caxumba estavam causando meningite (Planejava-se entrar com uma nova versão).

Repentina regressão

Com seus colegas Yasuo Shimizu e Michael Rutter do Institute of Psychiatry, em Londres, Honda analisou os registros de 31.426 crianças nascidas em um distrito de Yokohama entre 1988 e 1996. A equipe contou as crianças diagnosticadas como autistas na idade de 7 anos.

Eles descobriram que os casos continuaram a se multiplicar depois do banimento da vacina, indo de 48 a 86 casos por 10 mil antes da suspensão da vacina para 97 a 161 por 10 mil depois dela. O mesmo padrão foi observado com uma forma particular de autismo em que as crianças aparentam se desenvolver normalmente e então, repentinamente, regridem - a forma relacionada à vacina por Wakefield.

O estudo não pode excluir a possibilidade de que a vacina desencadeie o autismo em um pequeno número de crianças, como alguns proclamam, mas ele mostra que não há um efeito em larga escala. A vacina "não pode ter causado autismo nas muitas crianças com desordens do espectro autista no Japão que nasceram e cresceram na era em que a vacina tríplice viral não estava disponível," conclui Honda.

Assim, se a vacina não é responsável pelo aumento das taxas de autismo, o que é? "Claramente, alguns fatores ambientais estão causando o aumewnto", afirmou Irva Hertz-Picciotto da Universidade da California, Davis, EUA. Outros especialistas discordam, dizendo que o aparente aumento poderia ser o resultado da mudança de critérios e a ampliação do perfil da desordem. (New Scientist, 17/2/2001).

    Autism rises despite MMR ban in Japan

    Parents need have no more fears about the triple vaccine against measles, mumps and rubella. A study of more than 30,000 children in Japan should put the final nail in the coffin of the claim that the MMR vaccine is responsible for the apparent rise in autism in recent years.

    The study shows that in the city of Yokohama the number of children with autism continued to rise after the MMR vaccine was replaced with single vaccines. "The findings are resoundingly negative," says Hideo Honda of the Yokohama Rehabilitation Center.

    In the UK, parents panicked and vaccination rates plummeted after gastroenterologist Andrew Wakefield claimed in a 1998 study that MMR might trigger autism, although the study was based on just 12 children and later retracted by most of its co authors.

    Soon the vaccine was being blamed for the apparent rise in autism, with Wakefield citing data from California, US (see graph). In some parts of the UK, the proportion of children receiving both doses of the MMR vaccine has dropped to 60%. This has led to a rise in measles outbreaks and fears of an epidemic.

    Not one epidemiological study has revealed a link between the vaccine and autism. But until now they have all concentrated on what happened after MMR vaccination for children was introduced. Honda's is the first to look at the autism rate after the MMR vaccine has been withdrawn. Japan withdrew it in April 1993 following reports that the anti-mumps component was causing meningitis (it plans to introduce another version).

    Sudden regression

    With his colleagues Yasuo Shimizu and Michael Rutter of the Institute of Psychiatry in London, UK, Honda looked at the records of 31,426 children born in one district of Yokohama between 1988 and 1996. The team counted children diagnosed as autistic by the age of 7.

    They found the cases continued to multiply after the vaccine withdrawal, ranging from 48 to 86 cases per 10,000 children before withdrawal to 97 to 161 per 10,000 afterwards. The same pattern was seen with a particular form of autism in which children appear to develop normally and then suddenly regress - the form linked to MMR by Wakefield.

    The study cannot rule out the possibility that MMR triggers autism in a tiny number of children, as some claim, but it does show there is no large-scale effect. The vaccine "cannot have caused autism in the many children with autism spectrum disorders in Japan who were born and grew up in the era when MMR was not available", Honda concludes.

    So if the vaccine is not responsible for the rising rates of autism, what is? "Clearly some environmental factors are causing the increases," says Irva Hertz-Picciotto of the University of California at Davis, US. Other experts disagree, saying the apparent rise could be the result of changing diagnostic criteria and the rising profile of the disorder (New Scientist print edition, 17 February 2001).


Referência: Journal of Child Psychology and Psychiatry (DOI: 10.1111.j.1469-7610.2005.01425.x)

Autism rises despite MMR ban in Japan
http://www.newscientist.com/article.ns?id=dn7076

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 3.3.05

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Quarta-feira, Março 02, 2005

Matar o autismo é uma batalha constante

| Sue Rubin | Whittier, Califórnia | Publicado na seção "Voices" do Los Angeles Times |
| Republicado no Facilitated Communication Digest, Vol. 4, nº 1, p. 14, Nov/1995 |
| Trad.: Carlos Lucena, Mar/2005 | Enviado para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil |


O autismo está sempre comigo. Todo dia quando eu acordo, cumprimento a manhã com gritos. Então sempre corro pela casa muito rápido, gritando. Sou incapaz de controlar esses movimentos. Eu adoraria acordar tranquilamente. Porque minhas habilidades motoras são tão pobres, minha mãe me ajuda a me vestir. Às vezes querer ser independente mata o autismo o bastante para que eu possa me vestir parcialmente sozinha com umas poucas dicas verbais. Estou sempre tentando matar o autismo, mas raramente tenho sucesso.

Por causa da minha deficiência, vou num péssimo ônibus amarelo para a Escola Secundária de Whittier. Todos os estudantes no ônibus possuem deficiência severa, e somos uma visão e tanto. Às vezes grito e bato minha cabeça contra as janelas quando estou frustrada com minha deficiência. A dor na verdade é agradável. Às vezes grito e dou cabeçadas apenas para mostrar como sou deficiente. Heróis procuram culto; pessoas autistas procuram atenção.

Na escola tenho uma acompanhante comigo todo tempo. Durante a maior parte do dia, uns poucos estudantes dividem uma acompanhante. Quando a professora é bem preparada e assume que todos os estudantes são capazes, eu me sento quieta e me comporto. Quando a professora é desorganizada e assume que somos estúpidos, não consigo controlar meus rompantes. Péssimos sentimentos me vêm e tenho que deixar a classe.

Durante a aula, sou capaz de ouvir e compreender tudo que é dito enquanto estou sentada quieta. Quando estou sobrecarregada de emoções, perco minha habilidade de processar informação. No almoço, eu como longe dos estudantes autistas porque eles me fazem ficar mais autista. Geralmente como com uma acompanhante e uns poucos estudantes regulares. Na escola Whittier, os estudantes estão acostumados com comportamentos os bizarros daqueles de nós que são autistas. Eles nos aceitam bastante e são sempre simpáticos, mas nós tendemos a assustar as pessoas com nossos sons e comportamentos imprevisíveis, então nós realmente não temos amigos.

Depois da escola, se não tenho consulta de terapia visual, começo minha tarefa de casa. A tarefa de casa realmente me possibilita matar o autismo. Toda loucura desaparece quando tenho que me concentrar na comunicação facilitada (datilografar com suporte). Minha mãe e eu gastamos aproximadamente três a quatro horas por noite fazendo tarefa de casa e às vezes todo o fim-de-semana. Todas minhas ações como gritar, entronchar meu corpo e bater minha cabeça são suprimidas quando estou datilografando. Matar o autismo é uma batalha constante.

Depois de umas horinhas de tarefa de casa, estou pronta para comer. Posso ajudar a botar a mesa trazendo coisas para a mesa, mas tenho dificuldade de distribuí-las nos seus lugares. Sei para onde tudo deveria ir, mas meu corpo não coopera. Agora também estou apta a trazer coisas pra minha mãe quando ela as pede. Eu não conseguia fazer isso antes de começar a datilografar porque as palavras somente flutuavam por cima do meu cérebro. Agora ouço o que as pessoas estão dizendo. Posso comer com uma colher e garfo mas não posso cortar com uma faca porque minhas duas mãos não trabalham bem juntas. Depois do jantar, ajudo a tirar a mesa. De volta à tarefa de casa até a hora de dormir. Depois de um banho, posso dormir a maior parte da noite. Tenho sorte porque muitas pessoas com autismo ficam acordadas a maior parte da noite. Doenças como câncer são preferíveis do que viver desse jeito - não sendo capaz de controlar seu corpo, voz, emoções e pensamentos.
    Killing autism is a constant battle

    Autism always is with me. When I wake up every day, I greet the morning with screams. Then I always run through the house very fast, screaming. I am unable to control these move- ments. I would love to wake up peacefully. Because my motor skills are so poor, my mom helps me get dressed. Sometimes wanting to be independent kills autism enough so I can get partially dressed myself with a few verbal cues. I am always attempting to kill autism, but am rarely successful.

    Because of my handicap, I ride an awful yellow bus to Whittier High School. All the students in the bus are severely handicapped, and we are quite a sight. I sometimes scream and bang my head against the windows when I am frustrated with my handicap. The pain actu- ally is pleasant. Sometimes I scream and head- bang just so show how handicapped I am. Heroes demand worship; autistic people demand attention.

    At school I have an aide with me at all times. During most of the day, a few students share one aide. When the teacher is well pre- pared and assumes all students are capable, I sit quietly and behave. When the teacher is disor- ganized and assumes we are stupid, I can't control my outbursts. Awful feelings come over me and I have to leave the classroom.

    While in the classroom, I am able to listen and comprehend all that is said as long as I am sitting quietly. When I am overcome by emo- tions, I lose my ability to process information. At lunch, I eat away from autistic students be- cause they make me more autistic. I usually eat with an aide and a few regular students. At Whittier High, the students are used to bizarre behavior from those of us who are autistic. They are very accepting and always sympathize, but we tend to scare people with our unpredict- able noises and behavior, so we don't really have friends.

    After school, if I don't have a vision ther- apy appointment, I start my homework. Home- work really allows me to kill autism. All mad- ness disappears when I have to concentrate on facilitated communication (typing with support.) My mother and I spend about three or four hours a night doing homework and sometimes all weekend. All my actions such a screaming, jerking my body and banging my head are sup- pressed when I am typing. Killing autism is a constant battle.

    After a couple of hours of homework, I am ready to eat. I can help set the table by bringing things to the table, but I have trouble distributing them around. I know where every- thing should go, but my body doesn't cooperate. Now I am also able to bring things to my mother when she asks for them. I couldn't do this before I started typing because words just float- ed over my brain. Now I hear what people are saying. I can eat with a spoon and fork but I can't cut with a knife because my two hands don't work well together. After dinner, I help to clear off the table.

    Back to homework until bedtime. After a bath, I can sleep most of the night. I am fortu- nate because many poeple with autism stay awake most of the night. Diseases like cancer are preferable to living like this -- not able to control your body, voice, emotions and thoughts.
KILLING AUTISM IS A CONSTANT BATTLE
http://soeweb.syr.edu/thefci/4-1rub2.htm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 2.3.05

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Terça-feira, Março 01, 2005

Ritalina e roleta russa: tratando o déficit de atenção com uma pílula de alto risco

| Samuel L. Blumenfeld | Etherzone | 14/2/2005 |

Nota do Crõnica Autista: não acho que a referência ao ensino praticado nos anos 1930 e 40 seja adequada. Naquela época, poucas pessoas atingiam desempenho tal que pudessem cursar o ensino médio - que dizer o ensino superior. Eric Hobsbaum, em sua obra Era dos Extremos: o Breve Século XX lembra que poucas pessoas faziam faculdade; nem Sir Winston Churchill, primeiro ministro da Inglaterra, tinha ficado tanto tempo na escola. Então, a comparação é inadequada. Se queremos que mais e mais pessoas desenvolvam um potencial intelectual maior, é preciso adequar a sala-de-aula. O que se praticava o passado era o oposto: forçava-se o aluno a se encaixar em um modelo rígido. Quem tinha de fato déficit de atenção era tratado como incapaz e posto para fora da sala de aula. Esse, com certeza, também não era o melhor dos mundos para uma criança com TDA. Um ambiente desafiador, esse sim tem condição de cativar o pensamento da criança TDA. E digo isso com conhecimento de causa. Mesmo assim, assino embaixo da preocupação com o uso abusivo de medicamentos dos quais não se sabe os efeitos colaterais.

Argemiro

Estima-se que nos EUA entre 4 e 8 milhões de crianças usam Ritalina, a droga usada para mudar o comportamento de crianças com um mal ou condição chamada Desordem do Déficit de Atenção (DDA) ou Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDA+H).

Já sabíamos que o uso a longo prazo de Ritalina pode ser fatal. Em março de 2000, um estudante de nona série de 14 anos, Matthew Smith, veio a falecer de um ataque do coração enquanto andava de skate. Usava Ritalina desde a primeira série. E em 1994 o cantor e ocmpositor Kurt Cobain cometeu suicídio. Era conhecido como um "filho da Ritalina".

O que pais não estão sendo informados pelos psiquiatras que prescrevem a droga e as enfermeiras das escolas que a dão às crianças é como jogar roleta russa, simplesmente porque ninguém conhece seus efeitos colaterais.

Recentemente, aconteceu de eu ter acesso a uma cópia do último manual de referência de médicos sobre medicamentos. Ele lista todas as dorgas disponíveis para os médicos e dá a Farmacologia, Indicações e contra-indicações, cuidados, precauções, reações adversas, etc. Procurei a Ritalina. Seu nome genérico é metilfenidato. Vem em duas formas, uma cartela regular e uma cartela com indicação de tempo. É descrita assim:

Ritalina é um estimulante moderado do sistema nervoso central. Sua forma de agir no ser humano não é completamente entendida, mas presume-se que ativa o sistema de excitação do tronco cerebral e córtex para produzir seus efeitos estimulantes. Nem há evidência específica que claramente estabeleça o mecanismo por meio do qual a Ritalina produz seus efeitos mentais e comportamentais em crianças, nem evidências conclusivas com respeito a como estes efeitos se relacionam à condição do sistema nervoso central.

Então, não sabemos exatamente como a droga trabalha no cérebro, mas o livro alerta:

Ritalina não deveria ser usada em crianças com menos de seis anos, já que a segurança e eficácia nesta faixa etária não foi estabelecida. Suficientes dados sobre segurança e eficácia do uso a longo prazo da Ritalina em crianças não estão disponíveis. Apesar de uma relação causal não ter sido estabelecida, alteração do crescimento (por exemplo, ganho de peso, ou altura) têm sido relatados com o uso a longo prazo de estimulantes em crianças... Experiências clinicas sugerem que, em crianças psicóticas, a administração de Ritalina pode exacerbar sintomas dos distúrbios de comportamento e desordem do pensamento.

O estudante assassino de Columbine que tomou Ritalina era psicótico? Se era, não deveria ter tomado a droga.

Como reações adversas, também conhecidas como efeitos colaterais, eis o que o usuário da Ritalina também pode experimentar: nervosismo, insônia, erupções de pele, urticária (coceira, ardor, formigamento, vermelhidão), febre, artrite (dores nas articulações), dermatite exfoliante (descamação), eritema (avermelhamento da pele) multiforme com histopatológicas (alterações microscópicas dos tecidos) ocorrências de necrose (morte ou degeneração dos tecidos) vasculite e púrpura trombocitopênica (manchas púrpuras), anorexia, náusea, vertigem, palpitações, dor de cabeça, discinesia (redução dos movimentos do corpo), sonolência, alterações da pressão sangüínea, taquicardia, angina, arritmia cardíaca, dores abdominais, perda de peso durante terapias prolongadas. Tem haviso raros relatos de Síndrome de Tourette (tiques). Há relatos de psicose tóxica.

Se isso não é jogar roleta russa com a saúde de uma criança, não sei o que é. Veja o número de efeitos colaterais cardíacos, provavelmente causados por vasoconstrição. Isso deve ser o que causou o ataque cardíaco que vitimou Matthew Smith. Só ouvimos falar das tragédias. Erupções de pele, dores de cabeça, vertigem, náusea e palpitações não aparecem nas manchetes. Apenas tornam a vida mais sofrida.

Por que alguém sujeitaria uma criança a uma droga com tantos possíveis efeitos colaterais simplesmente para "curar" um problema de atenção? Que tal criar salas-de-aula com mais ordem e menos distração? O tipo de caos que ora existe nas escolas primárias dos Estados Unidos é resultado da nova configuração da sala-de-aula que cria problemas de atenção.

Não se poderia ter desordem do déficit de atenção no tipo de salas-de-aula que havia quando eu ia à escola nos anos 1930 e 40. Naquela época, os alunos se sentavam em carteiras aparafusadas no chão e arranjadas em fileiras retas. As paredes eram geralmente nuas, sem distrações. O professor era o foco da atenção, e nós estávamos todos pensando na mesma coisa. Sem planos educacionais individuais. E o professor usava os mais racionais e efetivos métodos de ensino desenvolvido através dos séculos. Foi o sistema educacional que produziu o que Tom Brokaw chamou de "a maior geração".

Em outras palavras, eles sabiam educar direito. Não precisamos reinventar a roda. Mas tente falar isso para os educadores de hoje, de quem os sucessos do passado simplesmente não existem.

    RITALIN AND RUSSIAN ROULETTE

    TREATING ATTENTION DISORDER WITH A HIGH RISK PILL


    It is estimated that in the United States between four million and eight million children are on Ritalin, the drug being used to change the behavior of children afflicted with a disease or condition called Attention Deficit Disorder (ADD) or Attention Deficit Hyperactive Disorder (ADHD).

    We already know that the long-term use of Ritalin can be fatal. In March of 2000, a 14-year-old ninth-grader, Matthew Smith, dropped dead of a heart attack while skateboarding. He had been on Ritalin since the first grade. And in 1994, the very popular singer and song-writer, Kurt Cobain, committed suicide at age 27. He was known as a "Ritalin child."

    What parents are not being told by psychiatrists who prescribe the drug and the school nurses who give it to the kids, that taking Ritalin is like playing Russian Roulette, simply because nobody can be sure what the side-effects will be.

    Recently, I happened to come across a copy of the latest Physicians' Desk Reference on pharmaceuticals. It lists all of the drugs available to physicians and provides the drug's Clinical Pharmacology, Indications and Contraindications, Warnings, Precautions, Adverse Reactions, etc. So I looked up Ritalin. Its generic name is methylphenidate hydrochloride. It comes in two forms, a regular tablet, and a time-release tablet. It was described as follows:

    Ritalin is a mild central nervous system stimulant. The mode of action in man is not completely understood, but Ritalin presumably activates the brain stem arousal system and cortex to produce its stimulant effect. There is neither specific evidence which clearly establishes the mechanism whereby Ritalin produces its mental and behavioral effects in children, nor conclusive evidence regarding how these effects relate to the condition of the central nervous system.

    So we really don't know exactly how the drug works in the brain, but the book warns:

    Ritalin should not be used in children under six years, since safety and efficacy in this age group have not been established. Sufficient data on safety and efficacy of long-term use of Ritalin in children are not yet available. Although a causal relationship has not been established, suppression of growth (i.e., weight gain, and/or height) has been reported with the long-term use of stimulants in children. Clinical experience suggests that in psychotic children, administration of Ritalin may exacerbate symptoms of behavior disturbance and thought disorder.

    Was the student killer at Columbine who took Ritalin psychotic? If so, he should not have been given the drug.

    As for Adverse Reactions, otherwise known as side-effects, this is what the Ritalin user may also experience: Nervousness, insomnia, skin rash, urticaria (itching, burning, stinging, smooth patches usually red), fever, arthralgia (pain in a joint), exfoliative (flaking) dermatitis, erythema (skin redness) multiforme with histopathological (microscopic changes in tissues) findings of necrotizing (death or decay of tissues) vasculitis (blood vessels) and thrombocytopenic purpura (purplish patches), anorexia, nausea, dizziness, palpitations, headache, dyskinesis (impairment of body movements), drowsiness, blood pressure and pulse changes both up and down, tachycardia (rapid heartbeat), angina, cardiac arrhythmia, abdominal pain, weight loss during prolonged therapy. There have been rare reports of Tourette¿s syndrome (tics). Toxic psychosis has been reported.

    If that isn't playing Russian Roulette with a child's health, I don't know what is. Note the number of cardiac side-effects, probably caused by the constriction of blood vessels. That's what probably caused the heart attack that killed Matthew Smith. We only hear about the worst tragedies. Skin rashes, headaches, dizziness, nausea, and palpitations don't make the headlines. They just make the users miserable.

    Why would anyone subject a child to a drug with so many possible harmful side-effects simply to "cure" an attention problem? How about creating classrooms with more order and fewer distractions. The kind of chaos that now exists in American primary schools is a result of the new classroom configuration that creates attention problems.

    You couldn't possibly have attention deficit disorder in the kind of classrooms that existed when I went to school back in the 1930s and '40s. In those days, the students sat at desks bolted to the floor arranged in straight rows. The walls were generally bare, with no distractions. The teacher was the focus of attention, and we were all taught the same thing. No individual education plans. And the teacher used the most rational and effective methods of instruction developed over the centuries. It was an education system that produced what Tom Brokaw called the greatest generation.

    In other words, they knew how to educate well. We really don't have to re-invent the wheel. But try telling that to today's educators, for whom the successes of the past simply don't exist.

RITALIN AND RUSSIAN ROULETTE
http://etherzone.com/2005/blum021405.shtml

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 1.3.05

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Ninguém sabe por que crianças autistas costumam ser bonitas...
...mas isto pode ser um grande conforto para seus pais

O recente suicídio de Helen Rogan recebeu considerável atenção da mídia. Seu corpo foi encontrado sob o Viaduto Hounds Ghyll em Consett, Condado de Durham, com seu filho de 11 anos, Mark. A senhora Rogan era mãe solteira; Mark era autista.

Não tenho a intenção de falar sobre seu desespero. Não é algo que eu vivi. Mas um comentãrio de sua vizinhança bate na mesma tecla: "Mark era um menino lindo. Ao olhar para ele, ninguém saberia que ele tinha qualquer doença."

É um fato surpreendente que muitas - embora isso não signifique todas - crianças autistas são excepcionalmente bonitas. É claro que muitas mãe acham que seus filhos são os mais bonitos da Terra, mas qualquer um que conheça meus filhos concorda: George e Sam sçao muito atraentes fisicamente.

Hans Asperger, que publicou um estudo pioneiro sobre autismo em 1944, comentou sobre a etérea beleza de seus pacientes quase como se fosse um sintoma diagnóstico. Ninguém, que eu conheça, ainda tentou uma hipótese para explicar isso.

Será a falta das emoções humanas mais desfigurantes - falsidade, maldade, ganância - que mantém a face autista característicamente bonita? Os olhos são grandes e brilhantes; o sorriso, puro e sereno. O autista freqüentemente dão a impressão tanto de concentrar-se em um mundo interior, ou de olhar através e além de nós para alguma coisa fora do alcance. Paranós, pobres mortais, a beleza tem de conter um elemento de inacessibilidade? Alguns pensam na beleza dos contos de fadas, intocável nas touceiras de rosas selvagens ou em caixões de vidro; a linda princesa cuja face pode apenas ser fugazmente observada à meia-noite e que depois se esfuma. Os "cucos de Midwich" (referência a "Aldeia dos Malditos" - "Midwich cuckoos" - romance de John Wyndham) eram lindas, brilhantes crianças plantadas por alienígenas entre famílias comuns de uma vila inglesa. Em "Autism: Explaining the Enigma", Uta Frith escreve: "Pais de crianças autistas acham essa história duplamente evocativa de... sua própria experiência."

Certamente, relutamos em associar beleza com inteligência prejudicada. Asperger fala da "surpreendente fisionomia inteligente" do autista;uma aparência que pode ser enganosa. Embora QIs de todos os níveis possam ser encontrados dentro do espectro autista, na maioria dos casos há algum retardo mental, e a deficiência é freqüentemente profunda. É duro de acreditar que uma criança verdadeiramente linda não tenha alguma inteligência oculta. Uma mãe que conheço, cujo filho de três anos está passando pelo processo de diagnóstico, ouviu de um profissional da Saúde: "Ele é tão bonito. Você está preocupada com o quê?"

É irônico que estas crianças sejam, tipicamente, destituídas de vaidade. George e Sam não se consideram bonitos, porque não têm meios objetivos de avaliar a si mesmos. Reagem à parência de outras pessoas, mas apenas de acordo com seus próprios critérios - George gosta de cabelos loiros; não gosta de barbas, especialmente as pretas. Eles não têm noçao de moda, mas juntam roupas de maneira excêntrica, com graça.

Alguns pais contam que a boa aparência de seus filhos faz com que sejam julgados erradamente. O comportamento em um supermercado que seria compreendido em uma criança com uma condição visível, como os downianos, causa comentários desaprovadores. Freqüentmente ouço: "É tão triste, é uma criança tão linda!" Mas porque é tão triste? A beleza de minhas crianças tem sido fonte de consolo para mim. Quando você tem uma noite terrível com um pequeno bebê, você pode restaurar sua afeição pela criança ao vesti-lo e fazê-lo parecer doce.

Da mesma forma, posso superar alguns dos mais desafiadores comportamentos de George e Sam através da simples satisfação de olhar para seus rostos perfeitos.

Isso significa, também, que há sempre alguma coisa positiva para falar deles. As pessoas querem olhar para crianças bonitas, e esse é um bom começo. Não é triste para a criança. Pode ser triste, apenas, para o pai que ainda se agarra à fantasia do que eles esperavam que suas crianças seriam, uma fantasia de que você precisa se desprender. Para mim, sua aparência vem debaixo do título "Motivos para ser Feliz".

Não me canso de ouvir o quanto meus filhos são lindos porque, ao contrário de muitos aspectos desta desnorteante condição, isto é alguma coisa certa.

Sim, eles são lindos, não são? Muito obrigada!

    No One Knows Why Autistic Children Are Often So Beautiful
    But it can be a great comfort to their parents


    The recent suicide of Helen Rogan received considerable media attention. Her body was found below the Hounds Ghyll viaduct, in Consett, Co Durham, with that of her 11-year-old son Mark. Mrs Rogan was a single mother; Mark was autistic. I have no intention of commenting on Helen Rogan's despair. It's not something I've experienced. But one comment from their neighbour struck a chord: "Mark was a beautiful little boy. To look at him, nobody would have known he was suffering any illness."

    It is a surprising fact that many - though by no means all - autistic children are exceptionally good-looking. Of course, every mother believes her children to be the most beautiful on Earth, but anyone who knows my sons would agree: George and Sam are extremely physically attractive.

    Hans Asperger, who published a pioneering account of autism in 1944, remarked on the ethereal beauty of his patients almost as if it were a diagnostic symptom. No one, so far as I know, has yet advanced a hypothesis to explain this.

    Is it the absence of the more disfiguring human emotions - guile, malice, greed - that keeps the autistic face characteristically beatific? The eyes are large and bright, the smile undirected and serene. The autist often gives the impression either of concentrating on an inner world, or of looking through and beyond us to something out of reach. For us ordinary mortals, does beauty have to contain an element of inaccessibility? One thinks of the beauties of fairy tales, untouchable in rose briars or glass coffins; the handsome prince whose face can only be glimpsed at midnight, and who then vanishes. Then again, John Wyndham's Midwich cuckoos were beautiful, brilliant children planted by aliens among ordinary families in an English village. In Autism: Explaining the Enigma, Uta Frith writes: "Parents of autistic children find this story deeply evocative of.... their own experiences."

    Certainly, we struggle to associate beauty with impaired intelligence. Asperger writes of the autist's "strikingly intelligent physiognomy"; such an appearance can be misleading. While IQs of every level can be found on the autistic spectrum, in the majority of cases there is some mental retardation, and the handicap is often profound. Yet it is hard to believe that a truly handsome child is not withholding some hidden intelligence. One mother I know, whose three-year-old is undergoing the diagnostic process, was told by a health professional, "He's so beautiful. What are you worrying about?"

    It's ironic that these children are, typically, devoid of vanity. George and Sam do not consider themselves handsome, because they have no objective means of considering themselves at all. They react to other people's looks, but only according to their own criteria - George likes blond hair; he doesn't like beards, especially black ones. They have no notion of fashion, but wear their eccentrically assembled clothes with grace.

    Some parents report that their children's good looks cause them to be unfairly judged. The kind of in-supermarket behaviour that would be overlooked in a child with a visible condition, like Down's, provokes disapproving comments. "It's so sad, she's such a pretty child." I've often heard this said. But why is it sad? My children's beauty has always been a source of solace to me. When you've had a terrible night with a small baby, you can restore your affection for the child by dressing it up and making it look really sweet.

    Similarly, I can rise above some of the more "challenging" behaviours of George and Sam through the simple satisfaction of gazing at their perfect faces.

    It means, too, that there is always something positive for other people to say about them. People want to like attractive children, and that is a good start. It can't be sad for the child. It can only be sad for the parent who still clings to the fantasy of what they hoped their child would be, and that is a fantasy that you really do have to get rid of. For me, their appearance comes under the heading of "Reasons to be Cheerful".

    I never tire of being told how beautiful my children are because, unlike most aspects of this baffling condition, it is something certain.

    Yes, they are gorgeous, aren't they? Thank you very much.
No One Knows Why Autistic Children Are Often So Beautiful
http://www.paains.org.uk/articles/beautiful.htm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 1.3.05

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