Crônica Autista
Um apanhado do noticiário sobre autismo e autistas.
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a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;(...)"
[lei 9610/98, artigo 46]
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Livro: Vencendo o Autismo - A Menina sem Estrela.
De: Yvonne Meyer Falkas.

Relato da vida de Sheila, filha da autora, e de como a família tem convivido com o autismo. Um testemunho de como foram vencidas etapas com múltiplas adversidades, e suas conquistas. Um apanhado geral sobre o que vem a ser o Autismo, as supostas origens e causas e os preconceitos existentes.

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Terça-feira, Agosto 31, 2004

Repórter por um dia

Quinta Cultura reúne e divulga portadores de necessidades especiais em Fortaleza

| Arlete | 27/8/2004 | Comunidade Virtual Autismo no Brasil |

Olá amigos,

A nossa brilhante repórter cearense é a Marise Pontes mas hoje eu quero fazer para vocês a "reportagem" do evento "Quinta Cultura", realizado ontem em Fortaleza, na FIEC, articulado e coordenado pela nossa querida Marise.

Difícil saber de quem era a maior emoção, dela ou minha, pois tudo começou de uma discussão nossa, sobre aproveitar a semana do excepcional, para divulgarmos o Autismo.

A idéia inicial era um evento sobre autismo, para profissionais da área, com a presença de profissionais de renome ( se possível começando pelos nossos amigos Dr. Walter e Valéria Llacer). Não sendo possível viabilizar essa idéia no momento ( foi só adiada, não é Marise?), foi planejado esse evento cultural, articulado com os vários segmentos de PPD's: APAE, Projeto Diferente, ADOC (Abrigo Desembargador Olívio Câmara, onde residem PPD's, em razão de abandono familiar), PESTALLOZI, Associação Elos da Vida (cadeirantes) Instituto dos Cegos, Associação dos Surdos; e de instituições governamentais que atuam nessa área: Sec. da Ação Social, DRT, Sec. do Trabalho, SINE dentre outras, além de empresários (pois um dos grandes objetivos é sensibilizá-los para inclusão produtiva dos PPD's).

A programação iniciou com uma apresentação da "Cia de Dança Emoção Ilimitada", composta por deficientes físicos ( alguns cadeirantes), que já vem se apresentando profissionalmente em eventos importantes da cidade. É uma apresentação que emociona a todos e criou na platéia um clima de pura sensibilidade, para as demais apresentações. Tivemos uma apresentação de Teatro pela APAE, contando a chegada de Patativa do Assaré (Poeta Cearense) ao céu, recebido por Raul Seixas, Lampião, Luiz Gonzaga, Madre Tereza, e outros iluminados do andar de cima. O coral dos surdos nos emocionou com três números e o Instituto dos Surdos nos deu uma lição de civilidade e criticidade, apresentando uma "esquete" retratando a realidade brasileira, desde o chamado descobrimento (?) do Brasil, passando pelos índios, pela escravidão nos negros até o Movimento dos sem Terra. Foi uma apresentação fantástica, com narração, músicas (lindas!) e o mais importante: com a fala empolgada dos participantes, com um movimento cênico impressionante.

As apresentações foram aplaudidas de pé por toda a platéia...

Paralelo a tudo isso, na área externa da FIEC, foi armada uma enorme "feira", com os produtos das oficinas de trabalho das diversas instituições. Os quadros dos meninos do Projeto Diferente fizeram o maior sucesso...E eu toda orgulhosa com os quadros do Thiago ( as pessoas queriam comprar, mas aqueles eu não podia vender...)

Outra coisa muito importante foi a integração entre as instituições. Várias articulação foram feitas, divulgação de eventos, cursos específicos de cada segmento, negociação de vagas nesses cursos etc.

E eu estava duplamente feliz, porque alguns daqueles trabalhos apresentados pelas instituições, ( APAE, ADOC, Elos da Vida) foram resultado da nossa luta junto à Sec do Trabalho, para garantir recursos do FAT para as oficinas de trabalho dos PPD's. A Cia de Dança Emoção Ilimitada, nasceu do primeiro curso de Formação de Bailarinos, realizado por aquela entidade com esses recursos. E eu acompanhei as primeiras aulas... ( trabalho na Sec. do Trabalho no Programa de Educação Profissional), por isso não dava para conter as lágrimas...

Amigos, por isso aqui vai a nossa homenagem a Marise, pelo seu empenho e pela sua dedicação. Que bom Marise, ter você entre nós na Fundação Projeto Diferente..
Márcia, ela vestiu a camisa, literalmente...

Também encontramos no evento outra amiga da lista, a Eliana. Enfim, foi uma noite memorável.
    Desculpem o jornal, e o mau jeito da "jornalista".

    Abraços,
    Arlete
    Fortaleza

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 31.8.04

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Domingo, Agosto 29, 2004

Site oferece livros, artigos e tecnologia para crianças com distúrbios do aprendizado

| Detroit News | 28/8/2004 |

É sempre difícil começar um novo ano escolar, mas deficiências do aprendizado tornam as coisas pior. Para links sobre livros, artigos, tecnologia e diversão para crianças com Desordem do Déficit de Atenção e outros desafio, clique em http://www.addedreality.com ou tente http://www.ldanatl.org, o site da Learning Disabilities Association of America (Associação para Desordem do Déficit de Aprendizado da América), onde você encontrará recursos em uma grande variedade de deficiências, incluindo dislexia, TDA e TDAH.

Parenting 101

Web site offers books, articles, technology for children with learning disabilities

Detroit News staff reports and wire services


    It¿s hard enough to start a new school year, but learning disabilities makes it even tougher. For books, articles, technology links and fun links for kids with Attention Deficit Disorder and other challenges, click on www.added reality.com Or try www.ldanatl.org, the Web site of the Learning Disabilities Association of America, where you'll find resources on a wide variety of disabilities including dyslexia, ADD and Attention Deficit Hyperactivity Disorder.


Web site offers books, articles, technology for children with learning disabilities
http://www.detnews.com/2004/lifestyle/0408/28/d01-256472.htm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 29.8.04

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Terça-feira, Agosto 24, 2004

Psicoterapia, mas na sala de aula

| Sebástian Ríos | La Nacion | Buenos Aires, 21/08/2004 | enviado por Márcia Rocha à Comunidade Virtual Autismo no Brasil |

Autismo, déficit de atenção, ansiedade extremada ou estresse pós-traumático são transtornos cuja incidência entre as crainças se encontra em frnaco crescimento. "Estudos realizados em todo o mundo indicam que nos últimos dez anos a incidência destas desordens, que hoje afetam de 2,5 a 5% das crianças de 6 anos, tem aumentado" - disse a La Nacion o Dr. Gilbert Kliman, do Centro de Saúde Psicológica Infantil de San Francisco, Estados Unidos.

O psicanalista e psiquiatra infantil é o criador do método Cornerstone, que propõe abordar o problema destes pacientes não mais no consultório do especialista, mas na sala de aula. Ali, um psicoterapeuta atende as crianças de forma personalizada e atua ocmo uma ponte entre suas necessidades e as demandas da professora, o que permite superar as limitações de cada transtorno.

Há alguns meses, este inovador programa terapêutico começou a ser aplicado na Argentina, em uma experiência coordenada pela psiquiatra e psicanalista infanto-juvenil Alicia Mallo, contando com o apoio da Associação Psicanalista Internacional e do Centro de Saúde Psicológica Infantil de SAn Francisco.

-"Qual a proposta deste novo método psicoterápico?" É o doutor Kliman, de visita a Buenos Aires para supervisionar o desenvolvimento do método na Argentina, explica seus objetivos e dinâmica.

-"Muitos estudos têm demonstrado que as desordens do espectro autista têm uma localização particular no cérebro, e o mesmo se tem observado em crianças com stress pós-traumático" - assinalou Kliman. "Por isso, o tratamento precoce deve focalizar a reabilitação dessas alterações."

-"Quais as possbilidades de reabilitação?"

-"Nos pacientes com trauma ou com autismo, a combinação de educação com psicoterapia dentro da aula tem se mostrado capaz de reabilitar crianças muito jovens. Suspeitamos que isso se deve a que certas atividades interpessoais dentro da educação e da terapia têm um efeito positivo nas sinapses entre os neurônios de crianças pequenas. Já no final dos anos 1970, comecei a observar que meus pacientes de 3 e 4 anos tratados dessa maneira se mostravam mais inteligentes. Primeiro pensei que eram melhoras clínicas, mas logo pedi a colegas, que avaliaram as mudanças nos seus QIs, e pudemos ver que subiam alguns pontos entre o começo e o final do tratamento. Isso é algo que não se obtém com as terapias habituais."

-"Como se dá a psicoterapia na sala de aula?"

-"Na aula, cada criança tem uma sessão de psicoterapia de vinte minutos, na presença de seus colegas e da professora. Primeiro, a professora traça para o terapeuta uma breve descrição da atividade do aluno na sala de aula, enquanto este escuta e a ajuda a explicar o que estava fazendo. A partir daí, o terapeuta atua com a criança por vinte minutos, e ao final deve explicar à professora o que fez, com a ajuda da criança. Então, esta pensa: 'Sou uma pessoa importante, pois todos os meus pensamentos e meus menores jogos estão representados nas palavras de outras pessoas.'"

-"Quais pacientes respondem melhor a esta psicoterapia?"

-"Sempre que a criança tenha algum grau de desenvolvimento da linguagem e um pouco de habilidade para jogar se pode trabalhar. Os melhores ganhos cognitivos ocorrem nas crianças autistas ou que têm alguma história de trauma moderado."

-"Todas as crianças que participam desta terapia têm dificuldades?"

-"Nem todos as crianças que participam deste método educativo têm alguma desordem, mas a maioria. Tratamos que participem desta atividade os irmãos das crianças com problemas para que ocupem o lugar de jogador mais experiente, e o fazemos por razões biológicas: o cérebro dos primatas possui um grupo de neurônios chamoas reflexos, que são os que permitem que os primatas aprendam a olhar para os outros. A presença do jogador experiente nos ajuda a ativar o jogo e maximizar a comunicação entre as crianças. É algo biologicamente natural e é mais apropriado em termos evolucionários para estas crianças. É claro que iso se perde nas terapias habituais, em que a pessoa se encontra sozinha com o terapeuta."

    Psicoterapia, pero en las aulas

    Autismo, déficit de atención, ansiedad extrema o estrés postraumático son trastornos cuya incidencia entre los niños se encuentra en franco crecimiento. "Estudios realizados en todo el mundo indican que en los últimos diez años ha aumentado la incidencia de estos desórdenes, que hoy afectan a entre el 2,5 y el 5% de los niños de 6 años", dijo a LA NACION el doctor Gilbert Kliman, del Centro de Salud Psicológica Infantil de San Francisco, Estados Unidos.

    Este psicoanalista y psiquiatra infantil es el creador del método Cornerstone, que propone abordar la problemática de estos pacientes ya no en el consultorio del especialista, sino en el aula. Allí, un psicoterapeuta asiste en forma personalizada a los niños y funciona como un puente entre sus necesidades y las demandas de la maestra, lo que permite superar las limitaciones que les impone cada uno de los trastornos.

    Desde hace unos meses, este innovador programa psicoterapéutico há comenzado a ser desarrollado en la Argentina, en una experiencia coordinada por la psiquiatra y psicoanalista infanto-juvenil Alicia Mallo, y que cuenta com el apoyo de la Asociación Psicoanalítica Internacional y del Centro de Salud Psicológica Infantil de San Francisco.

    ¿A qué apunta este original método psicoterapéutico? El mismo doctor Kliman, actualmente de visita en Buenos Aires para supervisar el desarrollo de su método en la Argentina, explica sus objetivos y su dinámica.

    "Numerosos estudios han demostrado que los desórdenes del espectro autista tienen una localización particular en el cerebro, y lo mismo se há observado en los chicos con estrés postraumático -señaló Kliman-. Por eso, el tratamiento precoz debe apuntar a rehabilitar esas alteraciones."

    -¿Qué posibilidades hay de rehabilitarlas?

    -En los pacientes con trauma o con autismo, la combinación de educación com psicoterapia dentro del aula ha demostrado ser capaz de rehabilitar a chicos muy jóvenes. Sospechamos que esto se debe a que ciertas actividades interpersonales dentro de la educación y de la terapia tienen un efecto positivo en las sinapsis entre las neuronas de los chicos más jóvenes. Ya a fines de los años setenta, comencé a observar que mis pacientes de 3 y 4 años tratados de esta forma se volvían más inteligentes. Primero pensé que eran mejorías clínicas, pero luego les pedí a mis colegas que evaluaran los cambios en sus coeficientes intelectuales, y pudimos ver que subían algunos puntos entre el comienzo y el final del tratamiento. Esto es algo que no se obtiene con las terapias habituales.

    -¿Cómo se desarrolla la psicoterapia dentro del aula?

    -En el aula, cada chico recibe una sesión de psicoterapia durante veinte minutos, en presencia de sus compañeros y la maestra. Primero, la maestra intercambia con el terapeuta una breve narración de la actividad del chico en el aula, mientras éste escucha y la ayuda a explicar lo que estuvo haciendo. A partir de eso, el terapeuta juega con el chico durante veinte minutos, y al final debe explicar a la maestra lo que hizo con la ayuda del chico. Entonces el chico piensa: "Soy una persona importante, pues todos mis pensamientos y mis pequeños juegos están representados en las palabras de las otras personas".

    -¿Cuáles son los pacientes que responden mejor a esta forma de psicoterapia?

    -Siempre que el chico tenga algún grado de desarrollo del lenguaje y un poco de habilidad para jugar se puede trabajar. Las mayores ganancias cognitivas ocurren en los chicos autistas o que tiene alguna historia de trauma moderado.

    -¿Todos los chicos que participan de esta terapia tienen dificultades?

    -No todos los chicos que participan de esta método educativo tienen algún desorden, pero sí la mayoría. Tratamos de que participen de esta actividad los hermanos de los chicos con problemas para que ocupen el rol de jugador experto, y lo hacemos por razones biológicas: el cerebro de los primates posee un grupo de neuronas llamadas reflejas, que son las que permiten que los primates aprendan al mirar a los otros. La presencia de jugador experto nos ayuda a activar el juego y maximizar la comunicación entre los chicos. Es algo biológicamente natural y es más apropiado en términos evolucionarios para estos chicos. Y, por supuesto, eso es algo que se pierde en las terapias habituales, en las que la persona se enfrenta sola al terapeuta.

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 24.8.04

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