Um apanhado do noticiário sobre autismo e autistas. ..."não constitui ofensa aos direitos autorais: I - a reprodução: a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;(...)" [lei 9610/98, artigo 46]
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Livro: Vencendo o Autismo - A Menina sem Estrela.
De: Yvonne Meyer Falkas.
Relato da vida de Sheila, filha da autora, e de como a família tem convivido com o autismo. Um testemunho de como foram vencidas etapas com múltiplas adversidades, e suas conquistas. Um apanhado geral sobre o que vem a ser o Autismo, as supostas origens e causas e os preconceitos existentes.
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Roberto Caracciolo (ANSA) | Agência Carta Maior | 29/5/2004 |
Genialidade e excentricidade do mestre renascentista podem ter origem na síndrome de Asperger
O doutor Muhammad Arshad del Whiston Hospital de Prescott, estudou a vida do gênio Michelangelo e concluiu que provavelmente o artista sofria de uma forma rara de autismo. Em particular Arshad e o colega Michael Fitzgerald do Trinity College de Dublim sustentam que Michelangelo sofria da síndrome de Asperger, ou seja, uma forma mais leve daquela grave disfunção psicológica representada por Dustin Hoffman no filme Rain Man que geralmente é associada a um prodigioso talento criativo.
O Asperger, escrevem Arshad e Fitzgerald na última edição da revista médica britânica Journal of Medical Biografhy, causa entre outras coisas comportamentos obsessivos e dificuldade nas relações com as pessoas. Características, estas, presentes na personalidade de Michelangelo di Ludovico Buonarroti.
Não por acaso, Michelangelo tinha dificuldade nas relações com o próximo, escrevem os autores: "Era um homem solitário, centrado em si mesmo, e concentrava a sua atenção exclusivamente nos seus trabalhos. Estas são características do autismo", lê-se no artigo. Michelangelo era também "paranóico, narcisista e esquizofrênico", continuam Arshad e Fitzgerald, tinha poucos amigos e era obcecado pela nudez.
A sua obsessão com o trabalho, além do mais, confirma-se pelo Juízo Final, uma obra na qual trabalhou por 8 anos.
Segundo Arshad, Michelangelo procurava controlar os seus empregados, a sua família, as finanças, o tempo e "muito mais". Os autores lembram que, no inicio do século passad, alguns médicos perceberam alguns medos patológicos do artista: um o descreveu como uma "pessoa depressiva, esquizofrênica, biogenerativa com traços de paranóia e uma tendência homossexual".
Alguns psicólogos acreditam que também a genialidade e a excentricidade do físico Albert Einstein remetam-se a Asperger e talvez também Newton, Sócrates, Darwin e Warhol sofriam deste mal.
"Muitos doentes, nunca diagnosticados, tornaram-se cientistas, artistas, músicos", declarou recentemente Barbara Kirby, fundadora do site O.A.S.I.S. (Online Asperger Syndrome Information and Support). "Também Albert Einstein e Andy Warhol sofriam provavelmente desta síndrome" - também propõe Bárbara.
Furiosos, pais temem que nova lei escocesa signifique um desastre para as crianças autistas educadas em casa
The Scotsman, via autismconnect | 12/05/2004 |
EDINBURGH, Escócia: Por qualquer padrão, o progresso de Lloyd Allanson nos últimos dois anos tem sido fantástico.
Diagnosticado com autismo aos seis anos, o menino mal conseguia falar, ler, escrever ou contar. Agora, ele pode construir sentenças, ler frases simples, contar até 50 e organizar objetos de acordo com o tamanho ou a cor.
Mas agora sua mãe, Lorene Amet, teme que um projeto de lei aprovado pelo Parlamento Escocês em 1º de abril trará mudanças drásticas para a educação especial e poderá representar um breque nas conquistas que Lloyd tem feito desde que começou a ser ensinado em casa.
De acordo com Lorene, 38 anos, a transformação de seu filho se deve a ele ser educado em casa. Ela conta que os poucos meses que seu filho gastou em escolas regulares o deixaram "totalmente traumatizado" e que o viu regredir ao ponto em que era incapaz de se comunicar com as pessoas à sua volta. Desde que largou seu emprego com um pesquisador da Universidade de Edinburgh, Lorene tem gasto 40 horas por semana educando Lloyd em sua casa, numa pacata rua residencial em Morningside.
Ao contrário do tempo em que freqüentou a Royal Mile primary e a Craigentinny school, onde Lorene conta que os professores não eram capazes de dar a Lloyd a atenção personalizada que sua condição requeria, ele tem evoluído, graças ao ensino de sua mãe.
"Quando foi a primeira vez à escola, era muito sensível a barulhos; rolava no chão e gritava", ela lembra. "Ficou completamente traumatizado com a experiência. Agora, ele fala sentenças, faz perguntas, é muito inquisitivo e consegue ler cerca de cem palavras, assim como algumas frases simples. Ser educado em casa o salvou - não há dúvida disso."
Para ajudar Lloyd no seu desenvolvimento educacional, ele conta também com um "protocolo de necessidades", que lhe dá direito a terapia da fala fornecida pelo Conselho Municipal de Edinburgh. Mas Lorene teme que a nova lei aprovada pelo Parlamento escocês possa significar um freio no progresso de Lloyd.
O Additional Support for Learning Act (Ato do Apoio Adicional ao Aprendizado) vai jogar no lixo o registro de necessidades e substituí-lo por um plano coordenado de apoio (CSP - co-ordinated support plan). Sob esse Ato, as autoridades locais não serão responsáveis pelas crianças cujos pais escolherem educá-las em casa - apesar de que podem assisti-las se os pais solicitarem.
De acordo com Lorena, isso significa que Lloyd será efetivamente cortado de qualquer forma de apoio do Estado.
Ela explicou ao jornal The Scotsman: "toda criança com necessidades especiais tem um protocolo de necessidades, mas agora haverá um monte de crianças com necessidades especiais, como aquelas educadas em casa, que não terão nada. Sinto que estou sendo jogada para trás pelo sistema democrático."
Há outros pais de crianças com necessidades especiais que sentem que a nova lei lhes será desastrosa. Acreditam que o Executivo escocês, que tem insistido que a Lei propiciará apoio para as pessoas mais jovens, falhou em ouvir suas inquietações e, ao contrário, tem apresentado uma legislação que os deixará pior do que antes.
Ken Ross é um advogado cujo filho James, de sete anos, tem desordem autista e é atendido em uma escola regular de Edinburgh com apoio de um acompanhante pedagógico ("shadow support"). Ele diz que a nova lei dará às autoridades locais o poder de rejeitar um pedido da família de que suas crianças tenham um plano de apoio coordenado nos lugares onde ele seja muito caro.
"O efeito prático é que, mesmo que se possa encontrar um bom método de atender os interesses da criança, a autoridade local pode encerrá-lo com base nos custos," ele diz. "A nova lei foi redigida não pelos pais, mas pelos conselhos e pelos políticos. Se os pais tivessem tido uma chance, teriam escolhido o método doprotocolo de necessidades, mas não nos deram tal chance. O resultado final é que o novo sistema será ainda pior do que aquele que quase existia."
Uma porta-voz do Executivo Escocês disse que as autoridades locais só podem recusar um plano coordenado de apoio nos jardins de infância se uma criança não atenda os critérios para ter um. "Se um plano é recusado, os pais têm o direito de apelar da decisão. Os ministros garantiram que nenhuma criança será excluída do apoio que correntemente recebe dentro do corrente sistema de protocolo de necessidades," ela disse.
Os pais dizem que se desiludiram com o processo parlamentar. Da consulta original do Executivo Escocês no último ano, através de escrutínio pelos Membros do Parlamento Escocês, dizem que suas colocações foram totalmente ignoradas.
Lorraine Dilworth, do grupo de pressão RONA (Record of Needs Alert - Alerta pelo Protocolo de Necessidades) quando o Executivo apresentou suas propostas, disse que os políticos deveriam estar "envergonhados" de suas ações.
Ela disse: "Pensei que a coisa toda era uma charada. Os Membros do Parlamento pretendem estar ali para o povo e para assegurar que nossas crianças atinjam todo seu potencial, mas ignoram os pais e passaram uma lei sem saber o que sua implementação significará. Sentimo-nos como se não tivéssemos sido ouvidos. Nunca conheci um pai que quisesse esta lei."
Steve Law, cujo filho Matthew, 11 anos, tem autismo e severas dificuldades de aprendizado, está irritado com a coalizão dos partidos Trabalhista e Liberal Democrata que assegurou a lei, com sua maioria parlamentar.
Ele protesta: "de que adianta se você pode convencer os parlamentares dos problemas associados com a lei e eles não podem chegar lá e votar livremente, quando você está falando sobre as crianças mais vulneráveis da sociedade?"
Mas, enquanto o Executivo permanecia firme para assegurar a aprovação da Lei no Parlamento, havia vozes dissidentes nas fileiras da oposição.
O porta-voz para a Educação do Partido Conservador, James Douglas-Hamilton, comentou: "há um perigo. O enfoque foi deslocado dos pais, dando maior importância para as autoridades locais. Também há grande preocupação porque muitos milhares daqueles que têm protocolos de necessidades provavelmente não têm um plano coordenado de apoio (CSP), o que significará que não terão os mesmos direitos legais."
A porta-voz para a Educação do SNP, Fiona Hyslop, chamou a lei de "oportunidade perdida" para ajudar mais jovens com necessidades especiais. Ela disse: "Minha preocupação é que haverá um racionamento de recursos e as poucas crianças que serão elegíveis para o plano de apoio coordenado serão as que terão recursos primeiro; possivelmente, aquelas com dislexia ou autismo serão deixadas para trás na fila."
Apesar de o projeto estar apenas esperando o Assentimento Real antes de se tornar lei, os pais que se opuseram a ela ainda não desistiram da luta. O código de prática, que fornecerá detalhes de como a lei será implementada, ainda deve ser concluído.
O Executivo insistiu que a legislação beneficia as crianças com necessidades especiais. Sua porta-voz disse: "o Ato para o Suporte Adicional do Aprendizado capacita crianças e jovens a tirar o máximo de suas habilidades ao desenvolver o apoio que necessitam, quando necessitam. A visão de pais, professores, autoridades locais, organizações de voluntários e outros têm sido central para configurar esta legislação. Conversaremos com eles de novo, para desenvolver um código de prática que apoiará as autoridades locais para encontrar as novas obrigações."
Mr. Law expressou a determinação dos pais em lutar por algo melhor: "O Projeto passou, mas a sua regulamentação e o código de prática será a parte mais importante da legislação. Ainda estaremos batalhando para ter certeza de que nossas crianças não perderão nada."
Furious parents fear that new Scottish law will spell disaster for autistic children educated at home
EDINBURGH, Scotland: By any standards, Lloyd Allanson's progress in the past two years has been dramatic.
Diagnosed with autism at the age of six, the youngster could barely speak, read, write or count. Now, he can construct sentences, read simple phrases, count up to 50 and place objects in order according to size and colour.
But now his mother, Lorene Amet, fears that a new law passed by the Scottish Parliament on April 1 will dramatically transform special-needs education north of the Border and could bring a halt to the dramatic strides that Lloyd has made since he began being taught at home.
According to Lorene, 38, her son's transformation is down to the fact that he is educated at home. She says that the few short months her son spent in mainstream schools had left him "totally traumatised" and saw him regress to the point where he was unable to communicate with those around him. Since giving up her job as a research scientist at Edinburgh University, Lorene has spent 40 hours a week educating Lloyd at her home in a quiet residential street in Morningside.
Unlike his time at Royal Mile primary and Craigentinny school, where Lorene says the teachers were unable to give Lloyd the personal attention his condition required, he has thrived, thanks to his mother's tuition.
"When he first went to school, he was very sensitive to noise and would roll on the floor and scream," she said. "He was totally traumatised by the experience. Now he¿s talking in sentences, he's asking questions, is very inquisitive and can read about 100 words, as well as some simple phrases. Being educated at home has saved him - there is no doubt about that."
To assist Lloyd in his educational development, the youngster also has a "record of needs", entitling him to speech therapy funded by the City of Edinburgh Council. But Lorene fears that the new law passed by the Scottish Parliament could bring Lloyd's progress to a halt.
The Additional Support for Learning Act will scrap the record of needs and replace it with a co-ordinated support plan (CSP). Under the Act, local authorities will no longer be responsible for children whose parents choose to educate them at home - although they can assist when a parent asks that their child is assessed.
According to Lorene, that means that Lloyd will effectively be cut off from any form of state support.
She told The Scotsman newspaper: "Every child with special needs is entitled to a record of needs, but now there will be a lot of children with special needs, such as those who are home-educated, who will get nothing. I feel I have been let down by the democratic system."
There are other parents of children with special needs who feel the new law will be disastrous for them. They believe that the Scottish Executive, which has insisted all along that the Bill will improve support for more young people, has failed to listen to their concerns and has, instead, introduced a piece of legislation which will leave them worse off than they were before.
Ken Ross is a lawyer whose son James, aged seven, has autistic spectrum disorder and attends a mainstream Edinburgh school with shadow support. He says the new act will give local authorities the power to reject a family's calls for their child to have a CSP on the grounds that it would be too expensive.
"The practical effect is that, even if you can set out a good case for a particular provision to meet the best interests of the child, the local authority can knock that down on the basis of cost," he said. "The new Bill was driven not by the parents, but by the councils and the politicians. If parents had had a choice, they would have improved the 'record of needs' system, but we weren't given that choice. The end result is that the new system will be even worse than what was already in place."
A spokeswoman for the Scottish Executive said local authorities may only refuse a CSP on the grounds that a child does not meet the criteria for one. "If a CSP is refused, parents have the right to appeal the decision. Ministers have pledged that no pupil will miss out on the support they currently receive under the current record of needs system," she said.
Parents say they have also been left disillusioned by the parliamentary process. From the Scottish Executive's original consultation last year, through to the Bill's scrutiny by Members of the Scottish Parliament (MSPs), they say their concerns have been largely ignored.
Lorraine Dilworth, who set up the Record of Needs Alert (RONA) pressure group when the Executive first unveiled their proposals, said the politicians should be "ashamed" of their actions.
She said: "I thought the whole thing was a charade. MSPs are meant to be there for the people and to ensure our children reach their potential, but they've ignored the parents and they've passed a Bill without knowing what its implementation will mean. We feel like we haven't been listened to. I've never come across a parent who even wanted this Bill in the first place."
Steve Law, whose son Matthew, 11, has autism as well as severe learning difficulties, is angry that the Labour-Liberal Democrat coalition ensured the Bill was guaranteed a parliamentary majority.
Mr Law said: "What good is it if you can convince parliamentarians of the problems associated with the Bill if they can't stand up and have a free vote, when you're talking about the most vulnerable children in society?"
But while the Executive stood firm to ensure the Bill's safe passage through Parliament, there were dissenting voices on the opposition benches.
The Tory education spokesman, James Douglas-Hamilton, said: "There's a danger that the emphasis has been shifted away from parents towards giving more discretion to local authorities. There's also great worry because many thousands of those who have records of needs are unlikely to have a co-ordinated support plan, which will mean they will not have the same legal rights."
The SNP education spokeswoman, Fiona Hyslop, called the Bill "a missed opportunity" to help more youngsters with special needs. She said: "My concern is that there will be a rationing of resources, and the few children that will be eligible for the co-ordinated support plan will be the ones that get resources first and children, possibly those with dyslexia or autism, will be left at the back of the queue."
Although the Bill is only awaiting Royal Assent before it officially becomes law, parents opposed to the legislation have not given up the fight. The code of practice, which will provide details of how the law will be implemented, has still to be completed.
The Executive insisted that the legislation is for the benefit of special-needs children. Its spokeswoman said: "The Additional Support for Learning Act enables children and young people to make the most of their abilities by delivering the support they need when they need it. The views of parents, teachers, local authorities, voluntary organisations and others have been central to shaping this legislation. We will consult with them again to develop a code of practice that will support local authorities in meeting the new duties."
But Mr Law voiced the determination of parents to fight for something better: "The Bill has been passed, but the regulations and the code of practice will be the most important part of the legislation. We will still be campaigning to make sure our children do not lose out."
| The Dunn County News, via autism connect | 26/04/2004 |
Quando pesquisava para criar um novo produto para crianças pequenas e bebês, Matthew Wilcox, um estudante de desenho industrial da University of Wisconsin-Stout, decidiu desenvolver uma cadeira diferente para crianças autistas.
O resultado, chamado de "Shell Chair" (cadeira-concha, ou cadeira-casca), recentemente ganhou o segundo lugar no Juvenile Products Manufacturers Association's Student Design Competition, com um prêmio de US$ 1,500 (mil e quinhentos dólares).
Apesar de Wilcox não conviver pessoalmente com crianças autistas, ficou fascinado com a idéia de um equipamento para sala-de-aula voltado para crianças autistas de 4 a 7 anos.
Ele se inspirou especialmente com a história de Temple Grandin, que enfrentou o desafio de crescer como uma criança autista. A partir de sua experiência na infância e sua profissão de designer de equipamentos de manejo de animais, Grandin crioou um aparelho de compressão que esmaga seu corpo com o objetivo de acalmá-la nos seus períodos de hiperatividade, conta Wilcox.
"Muitas crianças com autismo acham que uma pressão aplicada em suas costas e corpos é relaxante," explica.
Como Wilcox pesquisou as cadeiras já existentes no mercado, desenhadas para aplicar esse tipo de pressão, ficou com a opinião de que "são muito funcionais, muito complicadas e com a aparência de antiquadas. Falta a elas uma estética amigável e divertida, o que eu quis apresentar com meu projeto", ele diz.
A "cadeira-concha" de Wilcox parece um brinquedo. Isso lhe permite, segundo ele, integrar-se facilmente a qualquer sala-de-aula, reduzindo o estigma que crianças autistas podem encarar quando precisarem usá-la.
O projeto inclui uma concha arredondada externamente que as crianças podem separar da cadeira de compressão, jogá-la e brincar dentro dela, como brincariam em um parquinho.
Como crianças autistas tipicamente gostam de balançar, a concha externa também é curva, permitindo à criança balançar-se suavemente, enquanto a cadeira dentro da concha aplica pressão sobre seu corpo.
Wilcox criou ainda um modelo de computador e um protótipo em papelão de seu projeto, e testou-o com uma criança de quatro anos de idade. Ele visa produzir a cadeira com o mesmo plástico moldado colorido do qual muitos brinquedos são feitos.
Como parte do prêmio, a JPMA vai enviar o jovem inventor para sua mostra internacional, a se realizar em Dallas de 3 a 5 de maio, onde ele espera apresentar seu conceito e estabelecer alguns contatos profissionais.
Outros estudantes de desenho industrial da Universidade de Wisconsin - campus de Stout - Lindsey Helgeson, John Henry Northern e Jeff Schwartz também receberam menções honrosas por seus projetos: "Convertible Changing Pad," "Baby Shaker Music Learning Toy" e "KidSpace."
A competição da JPMA foi criada para estudantes de desenho industrial envolvidos em programas de gradução das universidades filiadas à Industrial Designers' Society of America.
Os juízes, membros da IDSA, avaliam cada projeto apresentado baseados no design, pesquisa e ergonomia.
UW-Stout student places in chair design contest
MENOMONIE, Wisconsin, USA: While conducting research to create a new product for infants and toddlers, Matthew Wilcox, an industrial design student at University of Wisconsin-Stout, decided to design an unusual chair for autistic children.
His resulting design, called the "Shell Chair," recently earned him second prize and $1,500 in the Juvenile Products Manufacturers Association's Student Design Competition.
Although Wilcox is not personally acquainted with an autistic child, he became fascinated with improving the design of the classroom equipment currently used by four- to-seven-year-old children with autism.
He was particularly inspired by the story of Temple Grandlin, who faced the challenge of growing up as a child with autism. Drawing from her childhood experiences and her adult profession designing livestock handling systems, Grandin created a compression device that squeezed her shoulders and the trunk of her body in order to calm her during periods of hyperactivity, Wilcox said.
"Most children with autism find steady pressure applied to their shoulders and bodies to be soothing," he explained.
As Wilcox researched the existing chairs on the market that are designed to apply this sort of pressure, he found that they were "extremely utilitarian, overly complicated and looked outdated. They lacked a friendly and playful aesthetic, which is what I wanted to introduce with my design," he said.
Wilcox's new "Shell Chair" design doubles as a toy. This, he said, allowed it to be easily integrated into any classroom while lessening the stigma autistic children might face when they needed to use it.
Wilcox's design includes a rounded outer shell that children can remove from the compression chair, flip it over and play inside it, similar to how they would play in a fort.
Because autistic children typically enjoy rocking, the outer shell is also curved to allow children to rock gently back and forth, while the chair inside the shell applies pressure to their body.
Wilcox created both a computer model and a cardboard prototype of his design, and tested the prototype with a four-year-old child. He envisages producing the chair out of the same hollow, molded, colourful plastic from which many children's toys are made.
As part of his award, JPMA will send Wilcox to their international trade show to be held from May 3 to 5 in Dallas, where he hopes to present his concept and make some career connections.
UW-Stout industrial design students Lindsey Helgeson, John Henry Northern and Jeff Schwartz also received honorable mentions for their respective designs, "Convertible Changing Pad," "Baby Shaker Music Learning Toy" and "KidSpace."
The JPMA competition was open to industrial design students enrolled in degree programmes at universities affiliated with the Industrial Designers' Society of America.
The judges, who are IDSA member designers, critiqued each submission based on design, research and ergonomics.
Arte - saúde - educação
10 a 13 de junho de 2004 - Araçatuba/SP
| Márcia Rocha, via Comunidade Virtual Autismo no Brasil |
Coordenação: Marinete Capóssoli - Instituto Musical Heitor Villa-Lobos
Dra. Marília Laboissière - UFG - Universidade Federal de Goiás
Numa parceria celebrada entre o Instituto Musical Heitor Villa-Lobos e a Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás, este Fórum será composto de quatro conferências ministradas por professoras da EMAC-UFG e uma convidada, mostrando aspectos plurais da música. Num segundo momento, serão realizadas discussões sobre as questões levantadas e haverá atendimento a problemas específicos.
Dia 10/06 - Doutoranda Ângela Barra Jardim
"CANTO - fonte de saúde, cultura, expressão e sociabilização" Tem como proposta enfocar o canto sob diferentes aspectos, tais como a saúde vocal e fisiologia da voz, dicção, interpretação de texto, escolha de repertório, e ao mesmo tempo mostrar exercícios de técnica vocal e a musicalização como meio de sociabilização.
Dia 11/06 - Mestra Edna Costa Vieira
"MÚSICA - uma ferramenta no processo de alfabetização formal" Pretende mostrar a relevância da música na promoção da aprendizagem da leitura e escrita em crianças no processo de alfabetização com o procedimento da vivência dos elementos musicais de forma lúdica, através de atividades corpo-movimento, bem como a interdisciplinaridade da música com a literatura e a língua portuguesa.
Dia 12/06 - Dra. Leomara Craveiro de Sá
"Uma Introdução à MUSICOTERAPIA- recursos e aplicações" Tem como proposta dar a conhecer o que é Musicoterapia e seu lugar de destaque na área da saúde, mostrando seu funcionamento, suas possibilidades de aplicação e resultados em diversas áreas, com ênfase na Educação Especial, Autismo e Recursos Humanos.
Dia 13/06 - Dra. Marília Laboissière
"MÚSICA E INTERPRETAÇÃO - caminhos para performance" Além de abordar problemas técnicos interpretativos, tem como enfoque mostrar que ao se aliar conhecimentos técnicos, musicológicos e estético- filosóficos, se terá um melhor entendimento de como se opera o processo interpretativo e, conseqüentemente, uma performance mais consciente, segura e coerente.
Horário:
Conferências: das 8h30min às 12h30min.
Atendimento especial: das 14h às 16h.
Local: Teatro Municipal "Paulo Alcides Jorge" (Biblioteca Municipal) - Araçatuba/SP
Instituto Musical Heitor Villa-Lobos
Rua Armando Sales de Oliveira, 302
Público alvo: Professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, professores de música, pianistas, estudantes de música, da área de educação e saúde, regentes de corais e coralistas, profissionais que trabalham com crianças e adolescentes que requeiram tratamentos especiais.
INSCRIÇÕES
Para inscrever-se, apresentar:
Ficha de inscrição devidamente preenchida (assinalar as palestras escolhidas)
Taxa de inscrição até 4 de junho: uma palestra - R$25,00; duas ou mais palestras - R$20,00 (cada).
No evento: cada palestra R$30,00
O pagamento das inscrições poderá ser feito em dinheiro, cheque nominal ou comprovante de depósito bancário:
Bco: Banespa (033) - Marinete Ap. Neves Capóssoli
Agência: 0008 - Conta: 13-03985-7
Obs. Serão aceitas inscrições efetuadas pessoalmente, via correio, fax, e-mail ou internet.
Winnicott: Contribuições para Teoria Psicanalítica
Renata Perina | via Comunidade Virtual Autismo no Brasil |
Curso de Aperfeiçoamento (Fortaleza, Ceará)
OBJETIVOS: Explorar algumas noções formuladas por D. W. Winnicott, que representaram avanços no campo psicanalítico, conferindo à psicanálise o lugar de um saber ainda atual sobre o homem e suas relações no mundo.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:
Módulo I - Ana Elizabeth Cavalcanti (CPPL/PE)
Tema: O meio ambiente facilitador.
Módulo II - Paulina Rocha (CPPL/PE)
Tema: A noção de psique-soma.
Módulo III - Maria Helena Barros (CPPL/PE)
Tema: Espaço potencial e a noção de criatividade.
Módulo IV - Ana Elizabeth Cavalcanti (CPPL/PE)
Tema: A tendência anti-social e a formulação do setting analítico.
PÚBLICO ALVO: Estudantes e profissionais de Psicologia, Psicanálise, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e áreas afins.
PERíODO E HORÁRIO:
Dias: 08 de maio; 12 de junho; 14 de agosto; 11 de setembro.
Hora: Das 8:00 às 12:00 hs (aos sábados)
INVESTIMENTO:
5 X R$ 50,00 = R$250,00
INSCRIÇÕES:
Local:
INCERE - Centro de Referência à Infância
Rua Tomás Rodrigues nº 84 sls. 101 e 102
Fortaleza - Ceará
Telefone: 267.3167
Horário:
Das 9:00 às 12:00 e 14:00 às 19:00 Hs.
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 4.5.04
Pablo tem uma grande capacidade de memória e aprendeu a ler inglês e italiano apenas perguntando. Em espanhol, sua língua, seus preferidos são os nove livros de quadrinhos da Mafalda. Quando sua mãe procurou o hospital para entender o que acontecia com seu filho, ele levava uma de suas revistas na mochila. Durante dezoito meses, a única coisa que fez na terapia foi ler Mafalda em voz alta.
Há alguns meses, Pablo se deparou com uma situação nova: uma cadela estava na sessão. A proposta era simples: deveria ler uma quantidade determinada de páginas e depois estava convidado a brincar com o animal. Chegado o momento, fechou seu livro, pegou a bola que começou a circular entre a cadela, sua terapeuta e ele. A psicóloga estava muito contente: c tinha conseguido quebrar o esquema rígido de comportamento de um dos seus pacientes autistas. Superar essa barreira significava o começo da educação de Pablo.
A cena aconteceu há alguns meses num consultório do Hospital Geral de Crianças "Pedro de Elizalde" da cidade de Buenos Aires, onde os psicólogos Amelia Lorena e José Pose coordenam o programa de zooterapia para o tratamento de crianças com transtornos invasivos do desenvolvimento (distúrbios graves que se originam nos primeiros 5 anos de vida, incluindo autismo) ou atraso mental.
O Programa - fruto de dez anos de estudos e pesquisas - compreende o método psicopedagógico aliado a técnicas de assistência animal - a zooterapia - baseada na estimulação para ajudar tanto a aprendizagem, quanto a adaptação dessas crianças com necessidades especiais.
Pablo tem 6 anos e tem síndrome de Asperger, um tipo de autismo. Por esse motivo, sua leitura "é uma linguagem oca, vazia, posto que não tem sentido do que lê, não serve para ele se desenvolver, incorporar essa informação ou se comunicar. Usa o estereótipo, mas fica nele, não pode superar esse esquema rígido e repetitivo que se apóia numa memória prodigiosa", explica o Licenciado Pose.
A Licenciada Lorena acrescenta: "O interessante é que a cadela conseguiu, no primeiro contato, que ele brinque com ela e comigo, porque o mais difícil é deslocar esse padrão fixo, abrindo a porta para que a criança possa aprender outras coisas. O primeiro passo é tirá-lo de seu isolamento. Por isso, temos que encontrar os pontos de estimulação. Uma vez quebrado o esquema, podem-se incorporar outros comportamentos através da escola e da família".
Crianças com capacidades diferentes
O autismo é um distúrbio abrangente do desenvolvimento que se caracteriza pelo desligamento da realidade exterior e a criação mental de um mundo autônomo. Embora seja uma patologia de origem aparentemente genética, os sintomas são percebidos aproximadamente aos dezoito meses, quando começa o período de socialização. A alteração, tanto sensorial quanto perceptiva de que padece, impede que a criança receba estímulos externos e a linguagem -freqüentemente- não lhe serve para se comunicar.
Pose, especialista no tema, define: "os sintomas são distúrbios na comunicação e na interação social. São crianças com comportamentos estereotipados e presos a rotinas. Possuem um olhar vazio que atravessa o objeto, ficam isoladas e lhes custa muito se adaptar a coisas novas. Por isso, temos de respeitar seu tempo e seu jeito de aprender".
Esse comportamento rígido e sempre igual é específico de cada criança. Para melhorar e desenvolver outras capacidades, o primeiro objetivo dos terapeutas é poder diagnosticá-lo, uma coisa como desenhar ou decifrar esse esquema. Somente depois de definir as particularidades de cada paciente, estarão aptos a definir um programa psicopedagógico; isto é, estabelecer que coisas essa criança é capaz de aprender e como estimulá-la, tanto em casa como na escola.
Então, qual a função do cachorro nessa terapêutica? De um lado, encurta o tempo, aumentando a certeza do diagnóstico. Como os cachorros também têm comportamentos rígidos, revelam qual o padrão que têm diante de si. "Perante cada paciente, o animal adapta sua resposta ou proposta de jogo e com sua atuação nos revela a qual padrão está respondendo, daí o diagnóstico", explica o Licenciado Pose.
Por exemplo, Key brinca ativamente por meia hora com uma criança com reatrdo mental, onde o contato entre os corpos é contínuo e o movimento incessante mas, perante uma criança com algum distúrbio grave que a rejeita, Key se deita tranqüila a descansar e observar como a criança fica sobre a colcha ou apanha os brinquedos. Então, o animal começa a brincar com esse comportamento: aproxima-se e lhe puxa do cordão do sapato. No momento em que a criança diz "não", a cadela se afasta. O padrão que repete é, simplesmente, mexer com os cordões dos sapatos do menino.
Um diagnóstico que antes necessitava dois meses, com a cadela se dá em um encontro. Para isso, o terapeuta filma a sessão, apenas observando. Depois, escolhe uma seqüência e analisa a interação criança-cachorro. O registro lhe permite estudar os movimentos quadro a quadro e chegar à chave que abrirá a porta de futuros estímulos.
Durante o resto do tratamento, a cadela continua participando das sessões e age como um estímulo terapêutico.
Key, a pequena labrador
Key pertence à raça labrador retriever, animais de caça e pesca. Muito inteligente, possui grande capacidade de brincar, não late e busca companhia humana. O Licenciado Pose diz: "Escolhemos cachorros porque podem trabalhar em espaços reduzidos, estimulam, são ideais para aprendizagens específicas, são animais ótimos para companhia e possuem muita afinidade com as crianças".
Apenas com seis meses de idade, Key foi treinada para o programa. Além do treino básico (sentar-se, deitar-se, ficar quieta, caminhar ao lado do dono), sabe explorar ao máximo sua capacidade de brincar. O especialista Pose é a pessoa encarregada de seu treino e diz que "o objetivo é que aja naturalmente dentro de seu esquema de comportamento".
O Elizalde é o primeiro hospital público na América Latina a trabalhar gratuitamente com zooterapia. O Serviço de Saúde Mental tem trinta profissionais, que atendem 200 crianças por dia. O programa de zooterapia (estabelecido neste ano) incorporou os primeiros 40 pacientes do Serviço. Enquanto isso, estão sendo construídos os canis e a Câmara Gesell. No ano 2002, o hospital planeja incorporar mais dois cachorros. Os coordenadores pretendem atender mais de 200 pacientes.
Cada criança receberá um tratamento de cerca de seis meses a um ano. Depois, os controles vão se espaçar até uma vez por mês. Mas, "nunca se fecha uma história porque, na adolescência, há mudanças, sendo necessário fazer ajustes, seja na terapia ou na medicação", esclarece a Licenciada Lorena. Aos 20 anos, o jovem passa para uma instituição de adultos.
Quanto aos pais, são abordados dois tipos de trabalho, segundo o caso. No programa psicopedagógico, trabalham concretamente a maneira de estimular a criança em casa; se for necessário, receberão terapia familiar. "Busca-se desbloquear as questões com o vínculo e impedem que os pais estimulem adequadamente seu filho. São crianças que necessitam muita atenção, pais fortes e íntegros que os estimulem continuamente para se adaptar à vida".
"Essas crianças são diferentes" - acrescenta. "Para os pais, aceitar essa diferença é muito difícil. Tudo começa pela aceitação, para ser criativos e estimuladores. Enfim, a melhorar a qualidade de vida da criança e de sua família". Key é a grande aliada na hora de abrir novas portas e sair a brincar.
Pablo tiene una gran capacidad de memoria y preguntando, aprendió a leer inglés e italiano. En castellano - su lengua -, los elegidos fueron los nueve libros de la historieta Mafalda. Cuando su madre acudió al hospital para entender qué le pasaba a su hijo, él llevaba una de sus historietas en la mochila. Y durante un año y medio, lo único que hizo en su terapia fue leer Mafalda en voz alta.
Hace unos meses, Pablo enfrentó una situación novedosa ya que una perra se había incorporado a la sesión. La consigna fue simple: leería una cierta cantidad de páginas y luego estaba invitado a jugar con el animal. Llegado el límite, el pequeño cerró su libro, y tomó la pelota que empezó a circular entre la perra, su terapeuta y él. La psicóloga estaba feliz. Con el nuevo estímulo había logrado romper el esquema fijo de conducta de uno de sus pacientes autistas. Levantar esa barrera significaba el comienzo de la educación de Pablo.
La escena ocurrió hace unos meses en un consultorio del Hospital General de Niños "Pedro de Elizalde" de la ciudad de Buenos Aires, donde los psicólogos Amelia Lorena y José Pose coordinan el Programa de zooterapia para el tratamiento de niños con trastornos generalizados del desarrollo (trastornos graves que se originan dentro de los primeros 5 años de vida, incluido el autismo) o retraso mental.
Fruto de diez años de estudio e investigación, el Programa comprende una metodología denominada psicoeducativa con técnica de asistencia animal - la zooterapia - que se basa en la estimulación para favorecer tanto el aprendizaje como la adaptación de estos niños con capacidades diferentes.
Pablo tiene 6 años y padece síndrome de Asperger, un tipo de autismo. Por eso, su lectura "es un lenguaje hueco ya que no tiene el sentido de lo que lee, no le sirve para desarrollarse, incorporar esa información o comunicarse. Usa el estereotipo pero se queda en él, no puede superar ese esquema fijo y repetido que está apoyado en una capacidad de memoria muy grande", explica Pose.
"Lo interesante - agrega Lorena - es que la perra logró en el primer contacto que juegue con ella y conmigo. Porque lo más dificultoso es mover ese patrón fijo que es lo que abre la puerta para que el niño pueda aprender otras cosas. Sacarlo de ese aislamiento es lo primero. Por eso hay que ir buscando los puntos de estimulación. Roto el esquema puede empezar a incorporar otras conductas a través de la escuela y la familia".
Niños con capacidades diferentes
El autismo es un trastorno generalizado del desarrollo y se caracteriza por problemas en la comunicación social y el contacto con el mundo externo. Y aunque es una patología aparentemente de origen genético, los síntomas se perciben alrededor del año y medio, cuando empieza el período de socialización. La alteración tanto sensorial como perceptiva que padece, le impide al niño recibir estímulos externos y el lenguaje, a menudo, no le sirve para comunicarse.
"Los síntomas son trastornos en la comunicación y la interacción social. Son pequeños con conductas estereotipadas y rutinarias. Tienen una mirada vacía que atraviesa el objeto; están aislados y les cuesta mucho adaptarse a cosas nuevas. Por eso, hay que respetar sus tiempos y su forma de aprender", define Pose.
Esa conducta fija y siempre igual es particular en cada niño. Para crecer y desarrollar otras habilidades, el primer objetivo de los terapeutas es poder diagnosticarla, algo así como dibujar o desentrañar ese esquema. Sólo después de acceder a la particularidad de cada paciente, ellos están en condiciones de diseñar un programa psicoeducativo. Es decir, estipular cuáles son las cosas que ese niño puede aprender y de qué forma hay que estimularlo tanto en su casa como en la escuela.
¿Cuál es, entonces, la función del perro en esta tarea terapéutica? Por un lado, acorta los tiempos y amplía la certeza del diagnóstico. Como los perros también tienen conductas fijas, con su comportamiento refleja qué patrón rígido tiene adelante. "Ante cada paciente, el animal adapta su respuesta o propuesta de juego y con su actuación nos dice a qué patrón está respondiendo, de ahí el diagnóstico", explica Pose.
Por ejemplo, Key juega activamente durante media hora con un niño con retraso mental donde el contacto entre los cuerpos es constante y el movimiento incesante. Pero ante un niño con trastorno severo que la rechaza, Key se echa tranquila a descansar y observar cómo el niño se para sobre la manta o toma los juguetes. Y entonces el animal empieza a jugar con esa conducta: se acerca y le tira del cordón del zapato. En cuanto el nene le dice "no", la perra se aleja. El patrón que repite es simplemente tocarle el cordón de los zapatos.
Para el profesional, un diagnóstico que antes demandaba dos meses, con Key se resuelve en un solo encuentro. Para ello, el terapeuta filma la sesión donde actúa como observador. Luego selecciona una secuencia y analiza la interacción niño-perro. El film le permite estudiar los movimientos cuadro por cuadro y llegar a la llave que abrirá la puerta de futuros estímulos.
Durante el resto del tratamiento, la perra sigue participando de las sesiones y actúa como un estímulo terapéutico.
Key, la pequeña labradora
Key pertenece a una raza - labrador retrieber - que busca presas de caza o pesca. Tiene gran inteligencia y capacidad de juego; no ladra y busca la compañía humana. "Elegimos un perro porque puede trabajar en espacios reducidos; estimula; es ideal para aprendizajes específicos; es el animal de compañía por excelencia y tiene mucha afinidad con los niños", caracteriza Pose.
Con sólo seis meses de vida, Key está especialmente entrenada para el programa. Además del adiestramiento básico (sentarse, acostarse, quedarse quieta, caminar junto al amo), sabe explotar al máximo su capacidad de juego. Pose es el encargado de su educación y dice que "el objetivo es que no pierda la naturalidad dentro de su esquema de comportamiento".
El Elizalde es el primer hospital público en Latinoamérica que trabaja en forma gratuita con zooterapia. El Servicio de Salud Mental comprende treinta profesionales que atienden a 200 niños por día. El Programa de zooterapia (inaugurado este año) lleva incorporado los primeros 40 pacientes del Servicio. Mientras tanto, se están construyendo los caniles y la Cámara Gesell. En el 2002, la institución planea incorporar dos nuevos retrieber y los coordinadores calculan que atenderán a más de 200 pacientes dentro del Programa.
Cada niño recibe un tratamiento que se extiende entre seis meses a un año. Después, los controles se van espaciando hasta una vez por mes. Pero, "nunca se cierra una historia porque al llegar a la adolescencia tienen cambios y hay que reajustar ya sea la terapia o la medicación", aclara Lorena. A los 20 años, el joven se deriva a una institución de adultos.
Los padres se abordan desde dos tipos de trabajo según el caso. Dentro del programa psicoeducativo trabajan concretamente sobre cómo van a estimular al niño en la casa. Y si lo necesitan, reciben terapéutica familiar. "Se busca desbloquear aquellas cuestiones que tienen que ver en el vínculo e impiden que los padres puedan estimular adecuadamente a su hijo. Son chicos que necesitan mucha atención, padres fuertes, enteros y empujando constantemente para que el niño se pueda adaptar a la vida", señala Lorena.
"Estos chicos son distintos - agrega - . Para los padres, aceptar esa diferencia es una barrera difícil. Todo comienza por el lugar de la aceptación para ser creativos y estimulantes. En definitiva, se tiende a mejorar la calidad de vida tanto del niño como su familia". Y Key es la gran aliada que permite abrir nuevas puertas para salir a jugar.
Si desea contactarse con el Servico de Salud Mental o con el Lic. José Pose puede hacerlo a Avda.Montes de Oca 40 - Capital Federal. (1270) - Argentina Teléfono : (54-1) 307-5553 / 5842 / 7491 / 4788 Fax. (54-1)307-7400 o por mail a josepose@intramed.net.ar