Crônica Autista
Um apanhado do noticiário sobre autismo e autistas.
..."não constitui ofensa aos direitos autorais:
I - a reprodução:
a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;(...)"
[lei 9610/98, artigo 46]
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Livro: Vencendo o Autismo - A Menina sem Estrela.
De: Yvonne Meyer Falkas.

Relato da vida de Sheila, filha da autora, e de como a família tem convivido com o autismo. Um testemunho de como foram vencidas etapas com múltiplas adversidades, e suas conquistas. Um apanhado geral sobre o que vem a ser o Autismo, as supostas origens e causas e os preconceitos existentes.

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Quarta-feira, Março 31, 2004

I Simpósio Baiano de Autismo e outros transtornos neuropsiquiátricos

17/4/2004 - 8h00 - 18h00
Bahia Othon Palace Hotel

8h00 - Abertura:

Domingos Coutinho - psiquiatra, chefe do Depto Neuropsiquiatria UFBA

9h00 - Conferência: A situação do autismo no brasil e no mundo.
Raymond Rosemberg - psiquiatra, membro da Academia Americana de Psiquiatria e da Associação de Psiquiatria de New Jersey.

10h00 - coffee break.

10h30 - Mesa redonda: Autismo.
Coordenação: Iordan Gurgel (psiquiatra e psicanalista).

10h30 - Aspectos clínicos.
Milena Pondé (psqiquiatra).

10h50 - Papel da farmacoterapia no manejo do autismo.
Luiz Meira Lessa (psiquiatra, doutro em Medicina e professor de Psiquiatria).

11h10 - Intervenção pedagógica.
Cristiano de Souza Lima (professor e supervisor da Evolução).

11h30 - Discussão.

12h00 - Intervalo.

14h00 - Mesa redonda: TDAH e TOC.

Coordenação: Antônio Reinaldo Rabelo (Psiquiatra, psicanalista e Professor Doutor Adjunto da UFBA.

14h00 - Aspectos clínicos do TDAH.
Rita Lucena (Neuropediatra - UFBA).

14h30 - Tratamento farmacológico do TDAH.
Maria da Conceição Rosário-Campos (psiquiatra infantil - UFBA).

15h00 - Características clínicas e tratamento do TOC.
Maria da Conceição Rosário-Campos (psiquiatra infantil - UFBA).

15h30 - Discussão.

16h00 - coffee break.

16h20 - Mesa redonda: Transtornos comportamentais na infância.
Coordenação:
Ailton Melo (Neurologista).

16h20 - Aspectos clínicos e diagnóstico diferencial da psicose infantil.
Márcia Andrade Pinho (psiquiatra infantil).

16h50 - Epilepsia simulando transtorno comportamental na infância.
Marielza Veiga (neuropediatra - UFBA).

17h20 - O impacto de aspectos sociais na saúde mental infantil.
Darci Neves (psiquiatra - ISC).

Inscrições:
    Escola Evolução - (71)231-1502.
    Desenbahia - (71)341-2119; 8816-0019 - Glória Nascimento.
    Gabinete da Juíza Graça Boness - TRT 5ª REgião - (71)319-7308; 9132-9741.
    Hospital das Clínicas - (71)339-6081; 9984-3193 - Fátima Ribeiro.

    Valor: R$ 40,00 (estudantes) e R$ 80,00 (profissionais).

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 31.3.04

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Projeto Pomar

| Adriana Perri | Revista Sentidos | 16/1/2004 |

Durante o mês de janeiro, duas pessoas do Centro de Convivência Movimento freqüentarão toda quarta de manhã o Projeto Pomar, participando do grupo de voluntários e abrindo espaço para novas pessoas especiais serem incluídas no projeto.

Desde outubro do ano passado os usuários do Centro de Convivência Movimento, pessoas com deficiência mental e autistas, estão sendo trabalhados para a inclusão no programa de voluntariado do Projeto Pomar. Com visitas e reconhecimento do local, bem como das tarefas a serem realizadas, eles serão responsáveis pela recuperação ambiental e revegetação das margens do rio Pinheiros, objetivo do projeto criado pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. [continua]

Projeto Pomar
http://www.sentidos.com.br/canais/materia.asp?codpag=5431&codtipo=1&subcat=19&canal=comunidades

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 31.3.04

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Autismo

O atendimento adiantado possibilita avanços no tratamento, o que resulta em melhores condições para o futuro dos portadores da síndrome do autismo
| Fran Press Assessoria de Imprensa | 27/01/04 | via Revista Sentidos, 30/1/2004 |


Há diversos sintomas freqüentes em bebês autistas e que já podem ser identificados a partir de um ano e seis meses de idade, quando a criança começa a apresentar comportamentos ligados às áreas de comprometimento do autismo (comunicação, imaginação e interação social). Porém, ainda hoje é muito comum que os pais investiguem essa hipótese somente após os três anos. Mesmo nos casos em que a família procura atendimento precocemente, os médicos, em geral, ainda esperam que a criança complete dois ou três anos, pois alegam que o cérebro, antes dessa idade, ainda pode sofrer diversas transformações. [ continua ]

Autismo
http://www.sentidos.com.br/canais/materia.asp?codpag=5484&codtipo=1&subcat=51&canal=saudavel

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 31.3.04

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Terça-feira, Março 30, 2004

Casal trava amarga batalha contra uso de remédios na filha autista

| The Courier-Mail, via Autism Connect | 29/03/2004 |

BRISBANE, Austrália:
Um casal trava uma amarga disputa com o Governo do Estado de Queensland em torno do uso de poderosas drogas psicotrópicas (mind-altering drugs) em sua filha autista.

Gwenyth e Kevin Cutler temem perder a guarda de Anne-Marie, sua filha, por causa de sua demanda contra o "controle médico" a que está sujeita.

Mas, por 15 anos, o casal tem documentado o que eles vêem como a destruição de Anne-Marie pelas drogas, e se recusam a seguir adiante.

"Acredito que eles a estão destruindo e não prosseguirei assistindo minha filha sendo destruída," a Sra. Cutler protesta.

O caso dos Cutler expõe a crescente divergência sobre as drogas no tratamento do autismo e doenças mentais.

Autism Queensland está demandando uma resposta nacional para a desordem, dizendo que já atingiu proporções epidêmicas ma década passada.

Os Cutlers, ambos professores aposentados, têm devotado a maior parte de suas vidas ao cuidado de Anne-Marie, hoje com 36 anos. Eles têm permitido a ela, nos últimos anos, viver independentemente e ser atendida pelos Disability Services Queensland (DSQ - Serviços de Queensland para Incapacitados).

"Não estaremos sempre por perto e queremos ter a certeza de que ela poderá viver bem quando morrermos," o Sr. Cutler diz.

A Sra. Cutler recentemente começou a incorporar remédios naturopáticos e fazer mudanças na dieta de sua filha. Mas a equipe do DSQ tem reportado que Anne-Marie rejeita as suas orientações e se tornou fisicamente agressiva com a equipe.

Acredita-se que as drogas ajudem a conter seu comportamento, mas os Cutler recusam a permitir que elas voltem à vida da filha.

O conflito veio à tona quando, em 11 de março, o Gabinete para a Guarda de Adultos (Office of the Adult Guardian) escreveu para o casal avisando que o DSQ estava solicitando um parecer quanto à sua guarda legal. Foi também avisado que o DSQ examinaria os direitos dos Guardiães Legais de Saúde (os Cutler) e quaisquer passos que pudessem ser necessários se fosse considerado que o casal estivesse agindo contrariamente ao Princípio de Cuidados de Saúde (Health Care Principle).

Um porta-voz do Ministro de Saúde de Queensland, Gordon Nuttal, disse que o ministro não poderia comentar o caso por razões legais e de privacidade.

"Mas o Ministro ficaria contente em receber uma carta da família envolvida e dar uma olhada neste caso", completou o porta-voz.

O Chefe Executivo do Escritório do Autism Queensland, Pat Comben, disse que todos os pais de crianças autistas têm o direito de ser ouvidos quanto ao tratamento. Disse que o autismo atingiu proporções epidêmicas nos anos recentes e precisa de uma resposta coordenada nacionalmente.

Philippa Harris, coordenadora do Associação de Doentes Mentais de Queensland Norte (Mental Illness Fellowship North Queensland), disse que centenas de famílias de pessoas doentes mentais têm sido forçadas a lutar com recursos limitados. Ela disse que, em 1994-95, sua entidade atendia 527 pessoas. Em 2002-2003, o número subiu para 3109.
    Couple locked in bitter battle over use of powerful drugs on autistic daughter

    BRISBANE, Australia:
    A couple are locked in a bitter battle with the Queensland state government over the use of powerful mind-altering drugs on their autistic daughter.

    Gwenyth and Kevin Cutler fear that their stand against the state's "medical control" of their daughter, Anne-Marie, will rob them of guardianship rights.

    But for 15 years, the couple have documented what they view as Anne-Marie's drug-fuelled destruction, and have refused to stand by any longer.

    "I believe they have destroyed her, and I won't go on watching my daughter being destroyed," Mrs Cutler said.

    The Cutler case highlights increasingly divergent views over drugs in the treatment of autism and mental illness.

    Autism Queensland is demanding a national response to the disorder, saying it has reached epidemic proportions in the past decade.

    The Cutlers, both retired school teachers, have devoted much of their lives to the care of Anne-Marie, now 36. They have allowed her in recent years to live independently and be cared for by Disability Services Queensland (DSQ).

    "We are not always going to be around and we want to be assured that she can cope when we die," Mr Cutler said.

    Mrs Cutler has recently begun incorporating naturopathic remedies and dietary changes into her daughter's treatment. But DSQ staff have reported that Anne-Marie refuses direction and becomes physically aggressive towards staff.

    Drugs are believed to help curb her behaviour, but the Cutlers refuse to allow them back into their daughter's life.

    The conflict came to a head on March 11 when the Office of the Adult Guardian wrote to the couple advising them that DSQ was obtaining advice on its legal duty of care. It also informed them that DSQ would examine the rights of the Statutory Health Attorney (the Cutlers) and any steps which might be needed to be taken if the couple were found to be acting contrary to the Health Care Principle.

    A spokeswoman for Queensland's Health Minister, Gordon Nuttall, said that the Minister could not comment on the case for legal and privacy reasons.

    "But the Minister would be happy to take a letter from the family involved and look into this issue," the spokeswoman said.

    Autism Queensland chief executive officer, Pat Comben, said that all parents of autistic children had the right to be heard when it came to their treatment. He said that autism had reached epidemic proportions in recent years and needed a nationally co-ordinated response.

    Philippa Harris, co-ordinator of the Mental Illness Fellowship North Queensland, said that hundreds of families of the mentally ill in north Queensland had been forced to cope on limited resources. She said that, in 1994-95, the fellowship had seen 527 people a year. In 2002-2003, the number had risen to 3,109.

    (Source: The Courier-Mail, March 29, 2004)


Couple locked in bitter battle over use of powerful drugs on autistic daughter
http://www.autismconnect.org/news.asp?section=00010001&itemtype=news&id=5232

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 30.3.04

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Segunda-feira, Março 29, 2004

Menino autista sozinho na mata

The Courier-mail | Breaking News | Brisbane, Austrália | 29mar04 |

Aumenta a preocupação com um menino de 9 anos que está perdido a noroeste de Brisbane desde sábado.

Centenas de voluntários têm vasculhado a mata perto de Kilcoy atrás de Thomas Sanday, que se afastou do acampamento de sua família.

Thomas, que mora em Ferny Hills, Brisbane, se perdeu em Cedarvale Road, perto de Kilcoy, mais ou menos à 1 e meia da tarde de sábado.

A polícia disse hoje que estavam preocupados com seu bem-estar porque sua condição o torna insensível ao calor, fome e frio.

As temperaturas na área caem a cerca de 10ºC durante a noite.

A mãe de Thomas, Karen, disse que ele tinha se afastado silneciosamente da família quando eles estavams andando pelo acampamento.

"Ele tem muita energia e pode nos deixar para trás subindo uma montanha," ela explica.

A polícia disse que novas buscas seriam iniciadas nesta manhã.

Os voluntários tentariam se manter em silêncio, porque Thomas tem medo de multidão e barulho, eles disseram.

Eles não estáo chamando seu nome, com medo de assustá-lo e, com isso, fugir.

Autistic boy alone in bush
http://www.couriermail.news.com.au/common/story_page/0,5936,9114981%255E1702,00.html
    Autistic boy alone in bush

    CONCERN is growing for a nine-year-old autistic boy who has been missing north-west of Brisbane since Saturday.

    Hundreds of volunteers have scoured bushland near Kilcoy for Thomas Sanday, who wandered away from a family campsite.

    Thomas, from the Brisbane suburb of Ferny Hills, went missing from the site at Cedarvale Road, near Kilcoy, about 1.30pm (AEST) on Saturday.

    Police said today they were concerned for his welfare because his condition made him insensitive to heat, hunger and cold.

    Temperatures in the area dropped to about 10 degrees celsius overnight.

    Thomas' mother Karen said he had slipped away from the family as they were walking through the campsite.

    "He's got a lot of energy and he can out-run us up a hill," she said.

    Police said another huge search would resume this morning.

    Searchers would try to be as quiet as possible because Thomas was believed to be frightened of crowds and noises, they said.

    They have not been calling out his name for fear of scaring him away.

    http://www.couriermail.news.com.au/common/story_page/0,5936,9114981%255E1702,00.html


Menino autista encontrado são e salvo no cume da montanha

| The Courier-mail | Breaking News | Brisbane, Austrália | 29mar04 |

Um menino de 9 anos, desaparecido por duas noites em uma acidentada área de mata no noroeste de Brisbane foi encontrado a salvo hoje.

A polícia explicou que ele aparenta ter atravessado sua provação relativamente ileso.

Thomas Sanday foi localizado sobre um cume por um helicóptero de buscas nesta manhã.

Thomas, que tem autismo, mobilizou uma grande busca de centenas de voluntários depois que se afastou de um acampamento da família perto de Kilcoy neste sábado.

A polícia disse que Thomas foi avistado sobre o cume de uma montanha cerca de dois quilômetros distante do acampamento, em uma área cerca de 500 metros mais alta.

um porta-voz disse que um helicóptero pousou perto e recolheu Thomas, que foi levado ao Royal Children's Hospital, em Brisbane.

"No entanto, no geral ele aparenta estar em boas condições," explicou o porta-voz.

Os grupos de busca estavam preocupados com seu bem-estar porque ele estava usando apenas cuecas quando desapareceu e as temperaturas caem muito na área durante a noite.
    Autistic boy found safe on ridge

    A NINE-year-old boy missing for two nights in rugged bush country north-west of Brisbane was found safe today.

    Police said he appeared to have come through his ordeal relatively unscathed.

    Thomas Sanday was spotted on a ridge by a search helicopter this morning.

    Thomas, who has autism, sparked a huge search by hundreds of volunteers after he wandered away from a family campsite near Kilcoy on Saturday.

    Police said Thomas was sighted on a ridge about two kilometres away from the campsite in an area about 500 metres higher up.

    A spokeswoman said a helicopter had landed nearby and picked up Thomas, who was taken to the Royal Children's Hospital in Brisbane.

    "However, generally he appears to be in good condition," the spokeswoman said.

    Searchers had been concerned for his welfare because he had been wearing only underpants when he disappeared and temperatures had dropped in the area overnight.

Autistic boy found safe on ridge
http://www.couriermail.news.com.au/common/story_page/0,5936,9117786%255E1702,00.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 29.3.04

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Sexta-feira, Março 26, 2004

A realidade virtual contra a anorexia, as fobias e os problemas do autismo

Mariana Nisebe | Buenos Aires, 27/1/2004 | Clarín.com | Saúde |

Os pacientes se deslocam e interagem em um sistemas de gráficos 3D de última geração. O objetivo é trazer o aprendizado virtual para o mundo real.


Ir às compras em um supermercado cheio, entrar em um elevador fechado ou passear de carro são atividades cotidianas para a maioria da população urbana. Contudo, para muita gente, estas são atividades quase impossíveis. A realidade virtual, uma técnica de sucesso na Engenharia e na Arquitetura, encontra hoje uma aplicação médica no mundo das fobias, dos transtornos alimentares e dos distúrbios neurológicos. Na Espanha e, recentemente, na Argentina, é utilizada para ensinar crianças com autismo a compreender o comportamento habitual de outras pessoas, a se comunicar de forma efetiva com elas e a se saírem melhor em situações e ambientes que lhes sejam difíceis e incômodos.

O uso da realidade virtual permite a imersão do paciente em um ambiente semelhante ao real, em que pode agir naturalmente graças a certos dispositivos, como um capacete especial, luvas com sensores e posicionadores eletromagnéticos. A criação de ambientes virtuais tenta simular situações reais, tais como fazer compras em um supermercado ou subir a grandes alturas, de forma que a pessoa aprenda a se comportar de forma natural no ambiente virtual e, finalmente, "migrar" o aprendido para a vida real, aumentando o nível de aprendizagem dos pacientes.

"Chegamos a um nível de desenvolvimento que permite a pessoas com autismo combater seus problemas de imaginação", explicou ao Clarín.com o doutor Marcos Fernández Marín, do Instituto de Robótica da Universidade de Valencia, Espanha (http://robotica.uv.es). "São gráficos 3D interativos, similares aos videogames de última geração, onde o usuário tem a possibilidade de se deslocar no ambiente de um supermercado virtual", acrescentou. Neste projeto, chamado INMER, levaram-se em conta as dificuldades de simbolização das crianças. Durante os 30 segundos que uma sessão pode durar, o usuário interage com o apoio de um professor ou tutor que dispõe de um painel de controle que lhe permite manipular o ambiente virtual.

O software, além disso, inclui diferentes "amigos virtuais" que, criados com técnicas de Inteligência Artificial, respondem de acordo com a capacidade de reação do usuário. Entre as vantagens que Fernández Marín menciona estão o controle do ambiente de aprendeizagem, a oportunidade de repetição e, por tratar-se de uma simulação, a maior facilidade em transferir o conteúdo aprendido para ambientes reais. "Podem-se mostrar transformações imaginárias: como um papel pode converter-se em um avião", exemplificou. Fabián Amati, professor de computação no Instituto Crear para crianças com diferentes capacidades, de Buenos Aires, diz que um dos maiores obstáculos na Argentina é o alto custo dos equipamentos (um capacete custa 3.000 euros e uma tela táctil, 1.500).

Esta sensação de realidade que se consegue com o ambiente gerado em computador pode ajudar também pessoas que sofram, por exemplo, de transtornos alimentícios, claustrofobia ou medo de voar. Em pacientes que sofrem de anorexia nervosa, se aproveita para comparar a massa corporal real do paciente com o ideal mental que pretende conseguir e com a massa que acredita ter. Ao sobrepor os moldes desses corpos (o real e como se vê a si mesmo), o paciente toma consciência de seu problema. Os fóbicos, por outro lado, são expostos gradulamente ao estímulo que lhes causa mal estar:em um primeiro momento, isto traz ansiedade ou medo, mas, com a exposição contínua, se chega ao hábito e à extinção do problema.

Os cenários virtuais para estes tratamentos foram criados em função da informação obtida dos pacientes: sacadas de diferentes alturas, uma casa vazia sem janelas e com uma porta apenas, uma ponte, um elevador com paredes de vidro... Durante a sessão, a atmosfera se torna tão real que a pessoa pode sentir tontura e náuseas, já que seu cérebro confunde o virtual com o real, apesar de saber que não é verdade. Ademais, podem-se produzir alterações visuais momentâneas, ou confusões sobre a percepção da realidade por trás da experiência virtual. Mas as vantagens superam amplamente estes inconvenientes. Tanto para crianças autistas como para quem sofre de transtornos alimentícios, claustrofobias ou medo de voar, a realidade virtual é uma ferramenta que dá uma maior sensação de segurança que a exposição "ao vivo", e lhes prepara para enfrentar melhor a realidade.
    La realidad virtual, contra la anorexia, las fobias y los problemas de autismo

    Los pacientes se desplazan e interactúan en un sistema de gráficos en 3D de última generación. El objetivo es poder trasladar el aprendizaje virtual al mundo real.

    Mariana Nisebe. De la Redacción de Clarín.com.

    Ir de compras a un supermercado atestado de gente, meterse en un ascensor hermético o salir de paseo en automóvil son actividades cotidianas y casi automáticas para la mayoría de población citadina. Sin embargo, para mucha gente, estas prácticas resultan poco menos que imposibles. La realidad virtual (RV), una técnica exitosa en ingeniería y arquitectura, encuentra hoy una aplicación médica en el mundo de las fobias, los trastornos alimenticios y los padecimientos neurológicos. En España y desde hace poco en la Argentina, se utiliza para enseñarles a los chicos con autismo a comprender el comportamiento habitual de otras personas, a comunicarse de manera efectiva con ellas y a desenvolverse mejor en situaciones y entornos que les resultan difíciles e incómodos.

    El uso de la realidad virtual posibilita la inmersión del paciente en un entorno de apariencia próxima a la real, en el que puede desenvolverse naturalmente gracias a ciertos dispositivos, como un casco especial, guantes sensorizados y posicionadores electromagnéticos. La creación de dichos entornos virtuales persigue la simulación de situaciones reales, tales como comprar en un supermercado o subir a grandes alturas, de forma que la persona aprenda a desenvolverse de manera natural en el entorno virtual, para finalmente "trasladar" lo aprendido a la vida real, elevando los niveles de aprendizaje de los pacientes.

    "Llegamos a un desarrollo que ayuda a personas con autismo a combatir sus problemas de imaginación", explicó a Clarín.com el doctor Marcos Fernández Marín, del Instituto de Robótica de la Universidad de Valencia, España (http://robotica.uv.es). "Son gráficos 3D interactivos similares a los de un videojuego de última generación donde el usuario tiene la posibilidad de desplazarse por el entorno de un supermercado virtual", agregó. En el diseño de este proyecto, llamado INMER, se han tenido en cuenta las incapacidades manifiestas de simbolización de los chicos. Durante los 30 minutos que puede durar una sesión, el usuario interactúa junto a un tutor o profesor que dispone de un panel de control, desde el que puede manipular externamente el entorno virtual.

    El software, además, incluye a distintos "amigos virtuales" que, creados con técnicas de Inteligencia Artificial, responden de acuerdo a la capacidad de reacción del usuario. Entre las ventajas que menciona Fernández Marín están el control del entorno de aprendizaje, la oportunidad de repetición y, al tratarse de una simulación, la mayor facilidad para transferir lo aprendido a entornos reales. "Se puede mostrar explícitamente las transformaciones imaginarias: cómo un papel puede convertirse en un avión", ejemplificó. Fabián Amati, profesor de computación en el "Instituto Crear" para niños con capacidades diferentes de Buenos Aires dice que una de las mayores trabas en la Argentina es el alto costo de los equipos (un casco cuesta 3.000 euros una pantalla táctil, 1.500).

    Esta sensación de realidad que se consigue con el entorno generado por computadora, puede ayudar también a personas que sufren, por ejemplo, trastornos alimenticios, claustrofobia o miedo a volar. En pacientes que sufren anorexia nerviosa, se aprovecha para comparar la masa corporal real del paciente con el ideal mental que pretende conseguir y con la masa corporal que cree tener. Al superponer los moldes de ambos cuerpos (el real y como se ve él a sí mismo), el paciente toma conciencia de su problema. A los fóbicos, en cambio, se los expone gradualmente al estímulo que les provoca rechazo: en un primer momento esto produce ansiedad o miedo pero ante la exposición continua se llega a la habituación y a la extinción del problema.

    Los escenarios virtuales para estos tratamientos fueron creados en función de la información obtenida de los pacientes: balcones de diferentes alturas, una habitación vacía con una sola puerta y sin ventanas, un puente cubierto, un ascensor con paredes de cristal... Durante la sesión, la atmósfera se vuelve tan real, que la persona puede sentir mareos y náuseas ya que su cerebro confunde lo virtual con lo real a pesar de saber que no es verdad. Además, se pueden producir alteraciones visuales momentáneas o confusiones sobre la percepción de la realidad tras la experiencia virtual. Pero, las ventajas superan ampliamente estos inconvenientes. Y tanto para los chicos autistas, como para quienes sufren trastornos alimenticios, claustrofobias o miedo a volar, la realidad virtual es una herramienta útil que les brinda una sensación de mayor seguridad que la exposición "en vivo" y los prepara para enfrentar mejor la realidad.
La realidad virtual, contra la anorexia, las fobias y los problemas de autismo
http://old.clarin.com/diario/2004/01/27/t-698213.htm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 26.3.04

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Rigorosamente negócios: Philips

Arab News | Redação | 4/3/2004 |

A Philips acaba de montar uma sala de terapia multifuncional para crianças no Centro de Autismo Mãe do Príncipe Faisal ibn Fahd, em Riad. O projeto é o segundo da Philips no Reino a ajudar crianças ocm necessidades especiais. No final do ano passado, a companhia patrocinou o mobiliamento e decoração de uma ampla área de recreação no Centro de Autismo da Sociedade Al-Faisaliyah para o Bem-estar da Mulher, em Jeddah. A sala de terapia para crianças foi equipada com mobília e cortinas, tanto quanto com equipamento de treinamento, educação e entretenimento, incluindo uma TV, videocassete e DVD player, assim como um computador.

Agradecendo à Philips pelo seu trabalho continuado no auxílio a crianças autistas, Reem Al-Sohaily, o diretor do Centro de Autismo Mãe do Príncipe Faisal ibn Fahd, disse que as contribuições da companhia para hospitais e outros centros, trabalhando com crianças doentes ou com necessidades especiais através do Reino e no resto do Oriente Médio, era uma confirmação de seu compromisso com o papel positivo que as companmhias do setor privado podem ter nas sociedades nas quais marcam presença.

"Desde seu estabelecimento, há mais de 100 anos, a Philips se dedica a investir na qualidade de vida, tanto através de seus produtos e jogando um papel ativo nas comunidades em que opera. Procuramos continuar com nossa colaboração ativa com organizações de caridade no Reino", disse Robert A. H. van de Riet, Executivo da Philips. O Centro de Autismo é o oitavo projeto desse tipo patrocinado pela Philips na região.

Strictly Business: Philips
    Philips has finished fitting out a multifunctional children's therapy room at the Mother of Prince Faisal ibn Fahd Autism Center in Riyadh. The project is the second for Philips in the Kingdom to help children with special needs. Late last year, the company sponsored the furnishing and decoration of a large children's play area at the Al-Faisaliyah Women's Welfare Society Autism Center in Jeddah. The children's therapy room was fitted with furniture and curtains, as well as training, educational and entertainment equipment, including a TV, VCR and digital DVD player, as well as a computer provided by Philips. Thanking Philips for its continued work to help autistic children, Reem Al-Sohaily, GM at the Mother of Prince Faisal ibn Fahd Autism Center, said the company's charitable contributions to hospitals and other centers working with sick or special needs children across the Kingdom and the rest of the Middle East was a confirmation of its commitment to the positive role that private-sector companies could play in the societies in which it has a presence. "Since its establishment more than 100 years ago, Philips is dedicated to improving the quality of life, both through its products and playing an active role in the communities in which it operates. "We look to continue such active collaborations with charitable organizations in the Kingdom," said Robert A.H. van de Riet, CEO, Philips. The Autism Center is the eight project of its kind undertaken by Philips in the region.
Strictly Business: Philips
http://www.arabnews.com/?page=6§ion=0&article=40563&d=4&m=3&y=2004

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 26.3.04

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Homem autista capta recursos para autismo

| Julie Chazyn | Miami Herald, via Autism Connect | Florida, EUA | 25/3/2004 |

MIAMI, Flórida, EUA:
Talvez mais que qualquer um, Kent Schomber, de 36 anos, sabe o que significa ser um defensor da causa dos autistas. Sabe, porque ele mesmo foi diagnosticado autista quando tinha 2 anos.

Hoje, 34 anos vivendo com a desordem, Schomber tem uma vida que pode ser considerada modelo para todos os jovens autistas. E também tem muito trabalho extra, buscando recursos para tratamento e pesquisa.

Ao fazê-lo, se tornou uma inspiração para todos à sua volta - incluindo Michael Alessandri, seu chefe no Centro de Autismo e Desordens Relacionadas da Universidade de Miami [University of Miami's Center for Autism and Related Disabilities], mais conhecido como CARD.

"Conheço Kent há oito anos. Ele está aqui há mais tempo do que eu; poderia ser meu chefe", Alessandri comenta. "Ele conhece todos por aqui. Kent trabalha maravilhosamente bem. É independente e controla sua vida. O autismo tem vários graus, mas o caso de Kent é extraordinário."

Schomber não vê nada de extraordinário. Ele conta, com alguma modéstia, que está fazendo o que acredita: trabalhar pelas pessoas de quem cuida - pessoas como ele. "[Quero] ajudar aqueles que estão se esforçando e não tiveram uma chance ou uma família, como eu", ele diz.

Além de seu trabalho no CARD, Schomber tem sua própria casa e trabalha para levar uma vida normal - o que é, por si só, uma vitória. Quando não está cuidando de pessoas, Schomber adora pescar com seu parceiro de pesca favorito, seu irmão Scott.

Schomber conta que não se preocuparia em ficar famoso com suas pescarias. "Quero continuar participando de torneios de pesca, assim um dia poderei fazer montes e montes de dinheiro e ser o rei da festa", ele diz com voz forte. "E não terei de batalhar por dinheiro [para lutar pelo autismo]. Já terei conseguido."

Sua odisséia começou quando tinha dois anos. Seus pais perceberam, com alarme, que ele não falava ou se comunicava e era dado a repentinos acessos de violência.

"Eu repelia as pessoas e não falava nada. Eu podia ficar olhando coisas, especialmente objetos giratórios, por horas", Schomber conta. "Ainda voltam a mim um pouquinho, os sintomas, como ficar com medo, ou verificar uma coisa obsessivamente, agitar as mãos, ou lavar minhas mãos várias e várias vezes, mas aprendi a controlar isso. Acho que superei com amor. Mamãe e papainão deixaram que eu crescesse dentro de uma bolha."

Alessandri dá muito crédito a Jean e Robert, os pais de Schomber."Seus pais fizeram tudo certo", afirma o chefe de Kent. "Eles o mantiveram incluído socialmente como outras crianças. Deram-lhe amor, e isso trabalhou por Kent."

Seus pais também o apoiaram mais tarde, quando Schomber estava lutando por algo importante para ele - um diploma de Ensino Médio (High School). "Tive ensino em casa [home school] até meus pais procurarem o Conselho Educacional [School Board] para me dar uma oportunidade de tirar o diploma e ficar em uma classe menor," ele conta.

Jean e Robert Schomber trabalharam para colocar seu filho em uma turma da North Miami High, no caminho para tirar um diploma regular. "Havia pessoas na escola que faziam gozações comigo," Schomber lembra.

Agora, no entanto, ele acrescenta: "eu os desculpo, porque eles não compreendiam. Eles apenas precisavam de educação, porque, e se eles tiverem uma criança com autismo? O que eles farão? Vão fazer gozação com ela também?"

Depois de se formar no ensino médio em 1985, Schomber foi para o mundo real em busca de um emprego. "Eu não queria ir para a faculdade porque é muito cara e não tenho todo aquele dinheiro - ainda", ele explica. "Também, eles fazem longos testes de Matemática, daqueles que você leva quatro anos para terminar. É uma loucura. Eu provavelmente teria morrido naquela época, se tivesse feito."

Mas entrar no mundo real abriu seus olhos para a situação dos portadores de deficiências. "Eu não conseguiria um monte de empregos, porque sou deficiente e autista. Acho que as pessoas não entendem que somos todos diferentes, e se não fôssemos, teríamos evoluído?"

Em 1986, Schomber conseguiu um trablaho no CARD, onde ele leva recados e mensagens, arquivos e cartas, entre outras coisas. A melhor coisa, ele diz, é que o emprego lhe dá liberdade e motivação para fazer outras coisas em que acredita.

"Ainda tenho tempo para levantar um monte de dinheiro para o autismo e outras deficiências. Participo de caminhadas para a National Alliance for Autism, levanto dinheiro para a fundação pela epilepsia, ajudo a patrocinar jantares e um monte de outras coisas. Sempre ajudo os amigos com suas campanhas políticas. De verdade, qualquer coisa que precise de mim eu estarei lá. Apenas estou fazendo a minha parte."

Mamãe e papai estão orgulhosos de seu filho. "Kent é uma pessoa amorosa, doce e positiva", diz Jean, acrescentando: "Tem sido uma jornada fantástica." O pai de Kent concorda. "Quando ele recebeu seu primeiro diagnóstico, o hospital sugeriu interná-lo", Robert Schomber lembra. "Nós simplesmente não pudemos aceitar essa idéia. Assim, começamos a criar a 'Universidade Schomber' em nossa casa. Quando o sistema escolar atingiu seu limite, Kent prosseguiu."

Não importa o que ele se tornou quando cresceu. Kent precisou de atenção extra, seus pais contam. "Ele não falava por muito tempo, mas eu simplesmente o punha no colo e colocava seu rosto junto ao meu e susurrava: 'Kent, eu te amo, te amo, Kent.' Ele cresceu sabendo que as pessoas estão aqui para ele; ainda um dia destes Kent me abraçou e disse? 'Mamãe, vocês nunca desistiram de mim, não é?'" conta Jean Schomber.

Robert acrescenta: "Uma das coisas mais difíceis era - e é - a relutância das pessoas em perceber que cada criança é diferente, especial, nem melhor nem pior, apenas diferente. Quando a eles é dado o que eles precisam cada criança floresce do seu próprio jeito. Somos muito orgulhosos de nosso filho."

Agora, Schomber está trabalhando em seu próximo grande projeto, um levantamento de recursos chamado Tropical Nights for Autism Research, Noites Tropicais para a Pesquisa do Autismo, [24 de abril, em Vizcaya].

"Você come e dança, vai ser chocante. Todos vão adorar. Estarei por lá."

Como planos para o futuro, Schomber não sabe, realmente. Ele gosta de viver um dia de cada vez. "A vida tem muitos segredos", ele diz. "Há muita coisa que eu não fiz, muita coisa que gostaria de fazer de novo."

    Autistic man raises money to fight autism

    MIAMI, Florida, USA:
    Perhaps more than anyone, 36-year-old Kent Schomber knows what it takes to be an advocate for the autistic. He knows, because he himself was diagnosed autistic at the age of two.

    Today, after 34 years of dealing with the disorder, Schomber has established the kind of life that could be a model for younger autistic people anywhere. He also works extra hard trying to raise money for treatment and research.

    In doing that, he has become an inspiration to those around him - including Michael Alessandri, Schomber's boss at the University of Miami's Center for Autism and Related Disabilities, better known as CARD.

    "I have known Kent for eight years. He's been here longer than I have - he could be my boss," Alessandri said. "He knows everyone around here. Kent has managed beautifully. He is on his own and in control of his life. Autism varies in many stages, but Kent's case is extraordinary."

    Schomber doesn't see anything extraordinary. He says, with some modesty, that he is doing what he believes in, working for people he cares about - people like him. "[I want to] help those who are struggling and didn't really get a chance or a family, like me," he said.

    Besides his job at CARD, Schomber maintains his own home and works to lead a routine life - a victory in itself. When he is not looking to help people, Schomber loves to fish with his favourite fishing friend, his brother Scott.

    Schomber said he wouldn't mind being famous for his fishing. "I want to continue participating in fishing tournaments so that one day I can make lots and lots of money and be the party king," he said in an energetic voice. "And I won't have to raise the money [to fight autism]. I'll already have it."

    Schomber's odyssey began when he was about two. His parents noticed with alarm that he wouldn't talk or communicate and was given to sudden violent outbursts.

    "I would fight people off me and didn't talk at all. I could stare at things, especially round things, for hours," Schomber said. "It still comes back to me a little, the symptoms, like being afraid, or checking something obsessively, hand flapping, or washing my hands over and over, but I learn to control it. I think I surpassed it with love. My mum and dad just didn't let me get used to living in a bubble."

    Alessandri gives a lot of credit to Schomber's parents, Jean and Robert. "His parents did all the right things," said Alesaandri. "They kept him involved and social as a child. They gave him love, and it worked for Kent."

    His parents also stood by later on, when Schomber was working toward something important to him - a high school diploma. "I did home school until my parents got the school board to give me an opportunity to get a diploma and be in a smaller special classroom," he said.

    Jean and Robert Schomber managed to get their son into a class at North Miami High and on track for a regular diploma. Not that it was easy. "There were people at school that made fun of me," Schomber said.

    Now, though, he added: "I feel sorry for them because they didn't understand. They just need to get educated, because what if they have a child one day with autism? What will they do then? Make fun of him?"

    After graduating from high school in 1985, Schomber went out into the real world in search of a steady job. "I didn't want to go to college because it's so expensive and I don't have that kind of money - yet," he said. "Also, they make you take these long math tests, like the ones that take you like four years to finish. It's crazy. I would probably be dead by the time I was done."

    But stepping out into the real world opened his eyes to the plight of disabled people. "I didn't get a lot of jobs because I am disabled and autistic. I realised that people don't understand that we are all different, and if we weren't, wouldn't that be boring?"

    In 1986, Schomber got a job at CARD, where he runs errands, files and types, among other things. The best thing, he says, is that the job gives him freedom and motivation to do other things he believes in.

    "I still have time to raise a lot of money for autism and other disabilities. I walk in walk-a-thons for the National Alliance for Autism, raise money for the epilepsy foundation, help sponsor dinners and a lot of other things. I even help friends with their political campaigns, and anything really, anything that needs me to be there for them. I'm only giving back."

    Mum and dad are proud of their son. "Kent is a loving, sweet and positive person," said Jean, adding: "It's been an amazing journey." Kent's father agrees. "When he was first diagnosed, the hospital suggested us to institutionalise him," Robert Schomber said. "We just could not bear the idea. So we started running the 'Schomber University' at home. When the school system stepped up to the plate, Kent picked himself up from there."

    No matter what he did when growing up, Kent needed extra attention, his parents say. "He did not speak for a very long time, but I just put him on my lap and cupped his face next to mine and whispered: 'Kent, I love you, I love you, Kent.' He grew up with the sense of knowing that people are here for him; still to this day Kent hugs me and says: 'Mum, you guys never gave up on me, did you?'" said Jean Schomber.

    Robert added: "One of the hardest things was - and is - people's unwillingness to realise that each child is different, special, not better or worse, just different. When they are given what they need, each child blooms in their own special way. We are so very proud of our son."

    Now Schomber is working on his next big project, a fund-raiser called Tropical Nights for Autism Research [April 24 at Vizcaya].

    "You eat and dance, and it's so awesome. Everyone would love it. I'll be there."

    As for his plans for the future, Schomber doesn't really know. He likes to live one day at a time. "Life has so many secrets," he said. "There's too much I haven't done, too much I want to give back."


Autistic man raises money to fight autism
http://www.miami.com/mld/miamiherald/news/local/states/florida/counties/miami-dade/cities_neighborhoods/west/8262161.htm

Man with autism is inspiring advocate for his disorder
http://www.autismconnect.org/news.asp?section=00010001&itemtype=news&id=5227


Mais sobre Kent:
Relatório de pesca - Junho 2003


O funcionário da Universidade de Miami Kent Schomber pegou um atum de 15 quilos quando pescava com seu irmão, nível Jacaré, Scott. Ele usou uma carretilha Shimano de 20 libras e linha de 20 libras, pescando no Whitewater de 25 pés "Cut Loose" de Scott. Há rumores de que o Whitewater será, em breve, o barco oficial de uma operação frango fast food.

University of Miami employee Kent Schomber caught a 33 pound blackfin tuna while fishing with his brother attorney and Gator grad Scott . He used his 20 pound Shimano reel and twenty pound line . They were fishing from Scott's 25 foot Whitewater "Cut Loose" The Whitewater is rumored to soon be the official vessel of a fast food chicken operation.
June 2003 Fishing Report
http://store.tackletogo.com/jufire.html


Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 26.3.04

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Quarta-feira, Março 24, 2004

Levantando os véus do autismo

| Erica Goode | New York Times | 24/2/2004 | via International Herald Tribune | 4/3/2004 |

Ele é loiro e tem três anos; 15 quilos de energia embalados em um macacão da marca OshKosh. Em uma sala de avaliação do Centro de Estudos da Criança de Yale (Yale's Child Study Center), ele ignora o Big Bird (o Garibaldo da Vila Sésamo, que ainda passa nos Estados Unidos), pára e observa as bolhas de sabão que uma assitente social sopra em um canudinho; pula o tempo todo. Mas é o espelho que o fascina, puxando-o de volta, para tocá-lo e lambê-lo. Aos 17 meses, depois de uma severa infecção nos ouvidos e uma gripe, suas habilidades iniciais de linguagem deram para se deteriorar, contam seus pais. Na sala de jogos, ele parece estar ciente de suas atividades e completamente distraído em relação aos adultos presentes. Apenas quando a terapeuta se abaixa para lhe fazer cócegas, ele dá um sorriso fascinante e a encara com olhos fantasticamente azuis.

Sessenta anos depois de ter sido descrito pela primeira vez, o autismo continua sendo um dos maiores quebra-cabeças entre as desordens da infância. Sua causa, ou causas, permanecem desconhecidas. Mas, nos anos recentes, os pesquisadores começaram a desvendar alguns dos seus segredos. Estudos têm oferecido pistas para os mecanismos cerebrais que podem repousar por trás de alguns aspectos do autismo - a tendência a focar-se em objetos ao invés da face humana, por exemplo - e geneticistas começaram a rastrear quais genes podem estar envolvidos. Essa varredura tem permitido vislumbrar as formas com que o autismo pode afetar o desenvolvimento do cérebro: os estudos apontam que o cérebro de crianças autistas, por algum tempo depois do nascimento, parece ser maior do que a média.

No futuro, segundo os especialistas, tais pesquisas podem levar a tratamentos médicos para se somar à, ou mesmo substituir, a terapia comportamental intensiva que é prescrita para muitas crianças autistas no momento.

Ao aprender mais sobre o autismo, os cientistas podem também aumentar o conhecimento sobre o desenvolvimento da linguagem, emoções, mesmo a amizade e o amor.

"Ultimamente, a pesquisa sobre o autismo pode nos ensinar muito sobre o que significa ser social," diz Thomas Insel, o diretor do National Institute of Mental Health (Instituto Nacional de Saúde Mental).

Já se pensou que crianças autistas tinham uma forma de esquizofrenia infantil. Com tendência à repetitividade, em alguns casos auto-destrutivas, e conduzidas por "um poderoso desejo de isolamento e mesmice", como Leo Kanner, do John Hopkins [Hospital] escreveu no seu clássico artigo de 1943, freqüentemente passavam suas vidas internados em instituições. Os pais assistiam impotentes a suas crianças desaparecerem em um mundo além do seu alcance.

Mas muita coisa mudou. A noção - fomentada por psicanalistas, nos anos 1950 e 60 - de que o autismo era causado por mães "geladeira" e pais ausentes foi substituída pela idéia de que a desordem tem fortes raízes na genética e em anormalidades do desenvolvimento e funções do cérebro. Influências ambientais no início da vida podem também desempenhar algum papel nessa história.

Ao mesmo tempo, um rápido aumento nos casos de autismo diagnosticados nos EUA e outros países na última década levantou a consciência do público e ajudou a assegurar mais apoio governamental para a pesquisa.

No ano fiscal de 2003, os National Institutes of Health gastaram cerca de US$ 81,3 milhões na pesquisa sobre o autismo, comparados com US$ 9,6 milhões em 1993.

As duas últimas décadas truxeram uma mudança radical na forma com que os cientistas vêem o autismo e quem sofre dele. Os pesquisadores, agora, reconhecme que autismo não é sinônimo de retardo mental: mais de 80% das crianças autistas foram alguma vez encarados como mentlamente retardados. Mais recentemente, as estimativas colocram esse número em 70% ou menos, se desordens relacionadas estão incluídas.

Kanner acreditava que o autismo era um produto de lares de classe média alta, uma conclusão baseada nas crianças que ele examinou, as quais eram descendentes de doutores, advogadosc e cientistas. Mas está claro que o autismo atravessa as divisões de classe.

Meninos são quatro vezes mais propensos a ter a desordem que meninas. Esta razão sexuada levou um pesquisador, Simon Baron-Cohen, diretor do centro de pesquisa de autismo da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, a especular se o autismo não seria uma forma de "masculinidade extremada", mas a teoria ainda carece de pesquisas que a suportem.

Estudos mais rigorosos têm permitido que os médicos identifiquem o autismo em crianças cada vez mais jovens. No passado, a desordem freqüentemente não era diagnosticada antes dos 4 ou 5 anos de idade. Mas, através do estudo de filmagens caseiras de festinhas de aniversário ou do primeiro banho, os pesquisadores têm encontrado sinais indicadores de autismo em crianças de 12 meses ou menos.

Geraldine Dawson, diretora do centro de autismo da Universidade de Washington, estudou crianças de 8 a 10 meses que foram mais tarde identificadas como autistas. As crianças, ela conta, freqüentemente falhavam em atender a seus pais quando eram chamadas pelo nome.

"Mesmo bebês muito pequenos, quando você chama seus nomes, virarão suas cabeças para olhar", Dawson diz.

Quando já começaram a andar, crianças autistas mostram outras diferenças. Por exemplo, eles fazem contato visual menos freqüentemente e, diferentemente de crianças de um ano de idade, não apontam objetos ou pessoas. A marca registrada do autismo é um atraso no desenvolvimento da linguagem, uma inabilidade de se relacionar com outras pessoas e comportamentos rígidos ou estereotipados. Mas os pesquisadores descobriram que as crianças variam grandemente na natureza e severidade de suas inabilidades.

"Se você põe cem pessoas autistas em uma sala, a primeira coisa que vai chamar sua atenção é o quão diferente eles são", comenta Fred Volkmar, um professor de Psiquiatria Infantil em Yale e um especialista em autismo. "A próxima coisa em que vai reparar é sua similaridade."

Algumas crianças autistas freqüentam escolas regulares; outras são tão incapacitadas que precisam de cuidado especializado. Algumas falam fluentemente; outras são mudas. Algumas são completamente introvertidas; outras navegam com sucesso através do mundo externo.

Estudos têm mostrado que algumas crianças com autismo podem melhorar com tratamento e algumas - de 15 a 20 por cento, segundo os especialistas - se recuperam completamente, conseguindo trabalhar e ter vida independente.
    Lifting the veils of autism

    He is blond and 3 years old, 33 pounds of compressed energy wrapped in OshKosh overalls. In an evaluation room at Yale's Child Study Center, he ignores Big Bird, pauses to watch the bubbles that a social worker blows through a wand, jumps up and down. But it is the two-way mirror that fascinates him, drawing him back to stare into the glass, to touch it, to lick it with his tongue. At 17 months, after several ear infections and a bout of flu, the toddler's budding language skills began to deteriorate, his parents tell the evaluators. In the playroom, he seems intent on his own activities and largely oblivious to the adults in the room. Only when the therapist bends down to tickle him does he give a blinding smile and meet her gaze with startling blue eyes.

    Sixty years after it was first identified, autism remains one of the most puzzling of childhood disorders. Its cause or causes are still unknown. But in recent years, investigators have begun to dislodge some of its secrets. Studies have offered clues to the brain mechanisms that may lie behind some features of autism - the tendency to focus on objects rather than human faces, for example - and geneticists have begun to home in on genes that may be involved. Scanning has provided glimpses of ways autism may affect brain development: The brains of autistic children, studies find, appear to be larger than normal for some time after birth.

    In the future, experts say, such research may yield medical treatments to augment or even replace the intensive behavioral therapy that is prescribed for most autistic children now.

    In learning more about autism, scientists may also increase knowledge about language development, emotion, even friendship and love.

    "Ultimately, research on autism may teach us a lot about what it means to be social," said Thomas Insel, the director of the National Institute of Mental Health.

    Autistic children were once thought to have a form of childhood schizophrenia. Prone to repetitive, sometimes self-destructive behaviors and driven by "a powerful desire for aloneness and sameness," as Leo Kanner of Johns Hopkins put it in a now classic 1943 paper, they often spent their lives in institutions. Parents watched helplessly as their children disappeared into a world beyond their reach.

    But much has changed. The notion - promoted by psychoanalysts in the 1950s and 1960s - that autism was caused by "refrigerator" mothers and absent fathers has yielded to the realization that the disorder is strongly rooted in genetics and abnormalities of brain development and function. Environmental influences early in life may also play a role.

    At the same time, a sharp rise over the last decade in the number of autism cases diagnosed in the United States and other countries has raised public awareness and helped secure more government financing for research.

    In the 2003 fiscal year, the National Institutes of Health spent an estimated $81.3 million on autism research, compared with $9.6 million in 1993.

    The past two decades have brought a sea change in the way scientists view autism and those who suffer from it. Researchers now recognize, for example, that autism is not synonymous with mental retardation: More than 80 percent of children with autism were once thought to be mentally retarded.

    More recent estimates place the number at 70 percent, or lower if related disorders are included.

    Kanner believed autism to be a product of upper-middle-class homes, a conclusion based on the children he examined, who were the progeny of doctors, lawyers and scientists. But it is now clear that autism crosses class boundaries.

    Boys are four times as likely as girls to have the disorder. This sex ratio has led one researcher, Simon Baron-Cohen, director of the autism research center at Cambridge University in England, to speculate that autism is a form of "extreme maleness," but the theory has yet to be supported by research.

    More rigorous studies have allowed clinicians to identify autism in younger and younger children. In the past, the disorder often was not diagnosed until children were 4 or 5. But by studying home movies of birthday parties or first baths, investigators have found telltale signs of autism in children of 12 months or younger.

    Geraldine Dawson, director of the University of Washington's autism center studied infants from 8 to 10 months old who were later identified as autistic. The infants, she said, often failed to respond when parents called their names.

    "Even very young babies, when you call their name, will turn and look at you," Dawson said.

    As toddlers, autistic children show other differences. For example, they make eye contact less often and, unlike most 1-year-olds, do not point at objects or people. Autism's hallmarks are a delay in language development, an inability to relate to other people and stereotyped or rigid behavior. But researchers have found that children vary greatly in the nature and the severity of their disabilities.

    "If you put 100 people with autism in a room, the first thing that would strike you is how different they are," said Fred Volkmar, a professor of child psychiatry at Yale and an expert on autism. "The next thing that would strike you is the similarity."

    Some autistic children attend regular schools; others are so disabled that they require institutional care. Some children speak fluently; others are mute. Some are completely withdrawn; others successfully navigate a path through the outer world.

    Studies show that many children with autism can improve with treatment, and some - from 15 percent to 20 percent, experts say - recover completely, holding jobs and living independent lives.
Lifting the veils of autism
http://www.iht.com/articles/131251.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 24.3.04

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Raízes do Holocausto

| Cláudio Camargo | Isto É | nº 1798 | 24/3/2004 | enviado para o grupo Cyberclunafa por Pérsio Milani |

Adolf Hitler copiou de eugenistas americanos política que eliminava "raças inferiores"


Algumas palavras ficaram tão associadas a crimes aberrantes que simplesmente desapareceram do vocabulário corrente. É o caso da "eugenia" ou "higiene racial", um movimento racista e pseudocientífico surgido no início do século XX que classificava as pessoas segundo a hereditariedade, esterilizando os "incapazes" (doentes mentais, epilépticos, alcoólatras, criminosos comuns, deficientes visuais, pobres, mas também negros, judeus, poloneses...) com o objetivo de preservar e ampliar a "raça superior", branca e nórdica. Embora tenha sido aplicada em escala industrial e genocida apenas na Alemanha nazista, a eugenia tomou corpo e ganhou forma e robustez nos EUA. Os epígonos de Hitler apenas copiaram e universalizaram o modelo. Essa incrível história, pouco conhecida, é contada agora, num minucioso relato, em A guerra contra os fracos - a eugenia e a campanha norte-americana para criar uma raça superior (Editora A girafa, 860 páginas, R$ 68,00), do jornalista americano Edwin Black.

Nos domínios de Tio Sam, berço da democracia moderna, a eliminação de grupos étnicos indesejáveis não foi perpetrada por sinistras tropas de assalto, como no III Reich, mas por "respeitados professores, universidades de elite, ricos industriais e funcionários do governo". Criada na Inglaterra no século XIX pelo matemático Francis J. Galton, a eugenia (composta do grego "bem nascido") atravessou o oceano e encontrou campo fértil em terras americanas. Sob a batuta do zoólogo Charles Davenport, o movimento eugenista obteve apoio de instituições renomadas, como a Carnagie Institution - que montou a primeira empresa de eugenia em Long Island -, da Fundação Rockefeller e de uma plêiade de acadêmicos, políticos e intelectuais.

O movimento cativou tanto a elite americana da época que, a partir de 1924, leis que impunham a esterilização compulsória foram promulgadas em 27 Estados americanos, para impedir que determinados grupos tivessem descendentes. Uma vasta legislação proibindo ou restringindo casamentos também foi criada para barrar a miscigenação. Confrontada com tamanha violação dos princípios da Constituição americana, a Suprema Corte deu sua bênção à eliminação dos mais fracos. "Em vez de esperar para executar descendentes degenerados por crimes, a sociedade deve se prevenir contra aqueles que são manifestadamente incapazes de procriar sua espécie", disse o juiz Oliver Wendell. Entre os anos 1920 e 1960 pelo menos 70 mil americanos foram esterilizados compulsoriamente - a maioria mulheres.

Edwin Black, que ficou famoso em 2001 com o best-seller A IBM e o Holocausto, lembra que a cruzada eugenista de Tio Sam não foi apenas um crime doméstico. "Os esforços americanos para criar uma super-raça nórdica chamaram a atenção de Hitler." Antes da guerra, os nazistas praticaram a eugenia com total aprovação dos cruzados eugenistas americanos. Não sem uma ponta de inveja, claro: "Hitler está nos vencendo em nosso próprio jogo", declarou em 1934 Joseph DeJarnette, superintendente do Western State Hospital, da Virgínia.

Desmascarado pelo genocídio hitlerista, o antes arrogante movimento eugenista baixou a guarda. Mesmo assim, entre 1972 e 1976, hospitais de quatro cidades esterilizaram 3.406 mulheres e 142 homens. Muitas mulheres pobres foram ameaçadas com a perda de benefícios sociais ou mesmo a guarda dos filhos.

Condenada pela comunidade acadêmica em 1977, a eugenia escondeu o rosto e buscou refúgio nos cromossomos da engenharia genética. Mas, assim como no passado a eugenia contaminou causas sociais, médicas e educacionais importantes, hoje ela pode inocular o vírus da intolerância em projetos científicos fundamentais, como o genoma e o processo de clonagem para fins terapêuticos. Afinal, é sabido que, ao brincar de Deus, o homem costuma fazer a obra do diabo.

Raízes do Holocausto
http://www.terra.com.br/istoe/1798/artes/1798_raizes_do_holocausto.htm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 24.3.04

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Programa Ecumenismo de 24/3/2004. Tema: autismo

| Mariana Serrajordia | 23/3/2004 | Comunidade Virtual Autismo no Brasil |

Queria lembrar que amanhã (quarta), das 12h às 12h30, o programa Ecumenismo, da Rede Mundial, será sobre autismo, entrevistando a Fernanda Marques, psicóloga da AMA-SP, falando sobre autismo.

Até o pessoal que está fora do Brasil pode assistir, pelo site www.redemundial.com.br

Pode-se saber quais são os canais que sintonizam a Rede Mundial lá no site deles, no link Abrangência.

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 24.3.04

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Terça-feira, Março 23, 2004

Programa Especial de hoje (23/3/2004) aborda autismo

Iara Ayres | Comunidade Virtual Autismo no Brasil

Olá, listeiros.

Quero avisá-los que o programa sobre autismo é dia 23, terça, às 21:30, na TVE, com reapresentação no sábado às 12 horas, para quem não puder ver.

Saudações a todos.

Iara

Nota: Na TVE Bahia, o Programa Especial vai ao ar aos sábados pela manhã, às 9h30.


TVE Rede Brasil estréia programa voltado para inclusão social

TVE Brasil | 27/02/04
Com a estréia da revista semanal Programa Especial, no dia 9 de março, a TVE Rede Brasil abre um novo espaço de inclusão para os portadores de necessidades especiais na sociedade brasileira, um universo de 24,5 milhões, de acordo com os dados apurados pelo Censo 2000, 14,5% da nossa população. "Vamos apresentá-la em horário nobre, às 21h30, toda terça-feira, porque entendemos que essa parcela da população também precisa estar refletida na TV aberta", explica a diretora da TVE Rede Brasil, Rosa Crescente. "Pela sensibilidade do tema, o nome da série ficou bastante adequado. Estamos falando de pessoas especiais, com assuntos e abordagens especiais, de questões delicadas e urgentes, como a inserção no mercado de trabalho", diz a diretora.

Juliana Oliveira, apresentadora do Programa Especial.
A proposta é fazer um programa leve e informativo, mostrando que as pessoas com deficiência são plenamente capazes de serem produtivas e atuantes na sociedade, plenamente habilitadas a exercer sua cidadania. O Programa Especial é reapresentado todos os sábados, às 12h. Com apoio do BNDES, a revista busca olhar a questão da inclusão com mais cuidado, atenção e responsabilidade, abordando diferentes tipos de deficiência, visual, auditiva, motora, síndrome de Down, paralisia cerebral, entre outras.

"O Programa Especial é voltado para o público em geral e não apenas para a pessoa com necessidades especiais, uma vez que o debate sobre a inclusão diz respeito a todo cidadão" afirma Beth Carmona, diretora presidente da TVE Rede Brasil. Com isso pretende-se desmistificar conceitos pré-concebidos, ampliando as oportunidades. "Queremos contribuir para quebrar preconceitos e estimular conquistas no campo profissional, familiar, pessoal, facilitando a comunicação entre todos os integrantes da sociedade. Desejamos não só transmitir informações e experiências, mas também unir os segmentos sociais e facilitar o acesso dos deficientes a todas as instâncias da sociedade."

O programa está disponível para toda a Rede Pública de Televisão e para as 12 milhões de antenas parabólicas, servidas pelo satélite B1, espalhadas por todo o Brasil e sintonizadas na TVE. Muitas vezes estas antenas são as únicas fontes de informação para comunidades isoladas na Amazônia ou mesmo no interior de estados do sudeste e a TVE Rede Brasil é a única emissora educativa brasileira a transmitir para estes equipamentos.

O programa é nacional, com reportagens sobre o mercado de trabalho, educação, lazer, legislação, cultura e esporte, e sem pauta fixa que, a cada semana, cobre desde a experiência pessoal de uma pessoa portadora de deficiência diante de uma determinada situação, até as iniciativas inclusivas por parte de empresas e entidades do chamado Terceiro Setor. (O primeiro é o governo, que usa dinheiro público para o bem público. O segundo é o privado, que usa seu capital para ter lucro. E o terceiro também é privado, mas que usa parte do seu capital para obter lucro social em favor do público).

O Programa Especial também traz a opinião das pessoas não portadoras de deficiência, querendo saber como elas vivenciam a questão da inclusão. O programa não pretende apenas registrar pessoas e situações, mas despertar, conscientizar e mobilizar a sociedade, reduzindo a desinformação e os preconceitos que normalmente norteiam o tema.

A apresentadora do programa é Juliana Oliveira, uma jovem publicitária, tetraplégica. E ela conduz o programa, chamando as reportagens e dando um exemplo de inclusão. A abertura do Programa Especial traz cenas de dança e teatro protagonizadas por artistas portadores de deficiência, integrantes da companhia Girus e por dançarinos do grupo de street dance Bombelêla. A música foi produzida pela banda Surdodum, que reúne deficientes auditivos e pessoas ouvintes.

A série é produzida pela No Ar Comunicação, com supervisão da TVE, e vem ao encontro da nova orientação da emissora de diversificar a programação, atuando em novos segmentos com temas e assuntos de relevância social. Atende, também, à política de buscar alternativas de conteúdos e linguagens audiovisuais, revigorando a grade com outros formatos.

TVE Rede Brasil estréia programa voltado para inclusão social
http://www.tvebrasil.com.br/noticias/040227_programa_especial.asp

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 23.3.04

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Novo grupo espanhol pretende acabar com o estigma associado ao autismo

Diario Córdoba, via autism connect | 19/3/2004 |

Córdoba, Espanha -
Um grupo de pais de Córdoba criou o grupo Aprendemos - Associação de Apoio para Pessoas com Transtornos Abrangentes do Desenvolvimento.

O porta-voz do grupo, José Maria López, explicou que a primeira meta é "combater o estigma associado ao autismo e assegurar que as pessoas falem sobre a condição como uma desordem abrangente do desenvolvimento, que é como pode ser melhor definida."

De acordo com a associação, "estudos indicam que a incidência de autismo é de dois casos por mil habitantes, apesar de que pesquisas recentes mostram que esta incidência é verdadeiramente mais alta."
    New Spanish group hopes to remove 'stigma' associated with autism

    CORDOBA, Spain:
    A group of parents in Córdoba has established a new group called Aprendemos (We Learn) - the Support Association for People with Pervasive Developmental Disorder.

    The spokesman of Aprendemos, José María López, explained that its first aim was to "fight the stigma associated with autism and to ensure that people speak about this condition as a pervasive developmental disorder, which is how it can best be defined."

    According to the association, "studies indicate that the incidence of autism is two cases per thousand inhabitants, although recent research shows that this incidence is actually higher."

    (Source: Diario Córdoba, March 19, 2004)

New Spanish group hopes to remove 'stigma' associated with autism
http://www.autismconnect.org/news.asp?itemtype=news§ion=000100010001&id=5218

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 23.3.04

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Chefe da Agência de Defesa do Japão pede desculpas por comentário sobre autista

Kyodo News, via Autism Connect | 19/3/2004 |
Tóquio -
O Genereal Shigeru Ishiba, diretor da Agência de Defesa do Japão, pediu desculpas em 19 de março por seu comentário no começo da semana de que as Forças de Auto-defesa do país eram, às vezes, citadas como "as forças autistas".

O General Ishiba disse em uma entrevista coletiva: "foi verdadeiramente fora de propósito. Sinceramente, me desculpo por fazer cada pessoa se sentir mal e terei cuidado para que esse fato não se repita."

Ishiba dissera em uma festa em Tóquio, no dia 16 de março, que as Forças de Auto-defesa do Japão "às vezes são engraçadas, como 'forças autistas'. São as Forças Autistas, como as crianças autistas."

O comentário foi aparentemente uma tentativa de trocadilho, uma vez que "auto-defesa", em japonês, se pronuncia "jiei", enquanto autista é "jihei".
    Head of Japan's Defence Agency apologises for 'autistic' remark

    TOKYO
    , Japan: General Shigeru Ishiba, director of Japan's Defence Agency, apologised on March 19 for his remark earlier in the week that the country's Self-Defence Forces were sometimes referred to as "the autistic forces."

    General Ishiba told a press conference: "It was truly inappropriate. I sincerely apologise for making such people feel bitter and I will have to caution myself not to repeat such a thing."

    Ishiba had said at a party in Tokyo on March 16 that the SDF "has sometimes been made fun of as the 'autistic forces.' It's the autistic forces, as in autistic children."

    The remark was apparently intended as a pun, since "self-defence" in Japanese is pronounced "jiei," while autistic is "jihei."

    (Source: Kyodo News, March 19, 2004)

Head of Japan's Defence Agency apologises for 'autistic' remark
http://www.autismconnect.org/news.asp?section=00010001&itemtype=news&id=5216

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 23.3.04

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Quinta-feira, Março 18, 2004

Um sonho de um apaixonado por helicópteros realizado

ICBerkshire.co.uk | 11/3/2004

THEALE
, Berkshire, Reino Unido: Um sonho se realizou para um aluno autista de Theale apaixonado por helicópteros quando augns convidados especiais lhe fizeram uma visita.

Os veteranos da Guerra do Iraque, Comandante Paul Lyall e Piloto Rob Lewkey aterrisaram na Escola Primária de Theale para mostrar a Jack Wimbush, de 10 anos, seu helicóptero Puma. O menino ficou atônito quando o helicóptero da RAF (Royal Air Force) aterrisou perto do pátio da escola e foi presenteado com seu próprio kit de vôo para a ocasião.

A visita foi acertada pela esposa do Comandante Lyall, Lynne, uma professora para portadores de necessidades específicas naquela escola.

Ela conta: "Todos na escola me deram muito apoio quando Paul partiu para a guerra no ano passado e esta foi a forma que encontrei de retribuir. Jack estava verdadeiramente atordoado no começo e acho que a excitação foi quase esmagadora para ele. Trabalhei com Jack dois anos atrás e ele simplesmente ama helicópteros. Assim, achei que isso seria perfeito."

Durante a tarde, os alunos ouviram tudo sobre a vida na RAF e o papel dos helicópteros no Iraque.

Lynne acrescenta: "Foi uma grande tarde e ao final eles puderam registrar-se como recrutas."

Quando o helicóptero decolou, Jack recebeu o controle de chão para sinalizar para ele.

Lynne comentou: "Ele não parou de falar sobre o helicóptero e disse que foi o melhor dia de sua vida."
    Dream comes true for autistic helicopter-lover

    THEALE, Berkshire, UK:
    A dream came true for an autistic Theale schoolboy with a passion for helicopters when some special guests paid him a flying visit.

    Iraq war veterans Wing Commander Paul Lyall and Pilot Officer Rob Lewkey dropped in on Theale Primary School to show 10-year-old Jack Wimbush their Puma helicopter. And Jack was overwhelmed when the RAF Benson helicopter landed nearby on Theale recreation ground and he was fitted with his own flying kit for the occasion.

    The visit was arranged by Wing Cdr Lyall's wife, Lynne, a special-needs teaching assistant at the school.

    She said: "Everyone at the school was really supportive when Paul went away to war last year and this was a way of paying them back. "Jack was pretty stunned at first and I think the excitement was quite overwhelming for him. I worked with Jack two years ago and he just loves helicopters, so I thought this would be perfect."

    During the afternoon, pupils learned all about life in the RAF and the helicopter's role in Iraq.

    Lynne added: "It was a great afternoon and at the end they could have signed up plenty of willing recruits."

    And when the helicopter took off, Jack was given the ground controller's job to wave it clear.

    Said Lynne: "Apparently, he hasn't stopped talking about it since and says it was the best day of his life."

    (Source: ICBerkshire.co.uk, March 11, 2004)

Dream comes true for autistic helicopter-lover
http://www.autismconnect.org/news.asp?section=00010001&itemtype=news&id=5209

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 18.3.04

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UMA AJUDA ESPECIAL - Era uma vez uma formiguinha

Vera V. Quintana Midence | Coluna Equoterapia | Horse World Brasil

Trabalhar com crianças é sempre gratificante: a todo momento algo novo acontece e com isso vamos aprendendo a conviver com as surpresas do dia-a-dia. Aqui na ANDE-BRASIL, meu trabalho como mediadora me possibilita lidar com crianças com diferentes graus de dificuldades e, como pedagoga, no geral atuo com as que apresentam maior dificuldade de aprendizagem.

Uma dessas surpresas ocorreu com um menino, portador de Síndrome de Asperger, com toda sua gama de individualidade dentro de seu mundo, sua fala robotizada sem nenhuma reação ao me ver perto dele. A princípio, também fiquei sem ação, pois agora iríamos trabalhar juntos. Depois de algumas sessões com a psicóloga, esta me disse que não estava conseguindo um canal de comunicação com ele e que gostaria que eu tentasse, pois o praticante estava exatamente na fase de alfabetização. Inicialmente, senti-me incapaz, porquanto ele nem me notava. Mesmo assim, lancei-me nesse desafio, pois gostaria de saber como seria dali para a frente.

E assim foi. Na primeira sessão, nada. Ele não percebia nem a mim nem ao cavalo, apenas montava. não cumprimentava ninguém, não tocava nem acariciava o cavalo; estava lá no seu mundo, onde a ninguém  era permitido entrar.

A segunda sessão foi semelhante, sem nenhuma novidade; por mais que eu tentasse ele continuava voltado para seu interior.

Na terceira sessão, fomos dar um passeio pela área externa, fazendo uma grande volta e eis que surge, em nosso caminho, uma formiguinha. Foi quando paramos os cavalos, para que ele observasse as vacas que estavam passando e ele notou a minúscula "formiga cabeçuda" cortando as folhas. Ele pediu para apear e ficou observando o vai-e-vem das formigas. Ficou encantado e pediu para que eu pegasse uma para ele ver mais de perto. Apanhei uma delas e a magia se fez presente, pois começamos a conversar nesse mesmo momento. Levamos a formiguinha até o picadeiro e ele não queria ir mais embora, pois desejava ficar de mãos dadas comigo para vê-la de perto. O bichinho passou a ser nosso ele de comunicação e, desde esse dia, nossa interação ficou bem melhor, pois tudo foi possível fazer por meio da pequena formiga. Comecei a usá-la como recompensa: "Vamos trabalhar tudo o que é proposto e depois vamos ver as formiguinhas". Com isso, sua aprendizagem fluiu de maneira clara e a cada dia foi ficando melhor.

Dias depois, ele quis levar uma formiga para casa e eu permiti, pois estava indo tão bem que não poderia deixá-lo frustrar-se com minha recusa. Coloquei uma formiguinha no vidro e ele a levou para sua casa bem feliz. Assim, durante várias sessões, tudo era possível realizar para depois irmos buscar a formiguinha.

Hoje já alcançamos um grau tão bom de interação entre mediador/praticante/cavalo que se consegue trabalhar sem o recebimento da recompensa, pois ele entende e aceita ficar sem levar a formiguinha para casa. Seus horizontes se ampliaram de tal forma que já está lendo tudo, forma frases, reconhece o cavalo e todas suas partes e sabe a utilidade de cada material usado para o encilhamento. Acredito que isso é apenas o início de uma caminhada, pois ele vai aprender a transferir tudo o que aprendeu aqui de uma forma bem prazerosa para o seu dia-a-dia.

Para mim, foi muito gratificante, pois jamais poderia imaginar que uma simples formiguinha pudesse me proporcionar a aventura que hoje relato aqui.
    Vera V. Quintana Midence é pedagoga e especialista em Equoterapia pela UnB. Atuou no Ensino Regular como professora alfabetizadora da SEDF por 18 anos. Está há 6 anos no Ensino Especial trabalhando com Equoterapia, onde desenvolve trabalho com crianças com Transtorno de Hiperatividade e Déficit de Atenção. Trabalho este realizado com muita dedicação, sensibilidade e carinho, mostrando que é possível quando se tem vontade e, acima de tudo, amor.

Uma ajuda especial
http://www.horseworldbrasil.com.br/colunaequoterapia03.htm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 18.3.04

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Adolescente autista está são e salvo, depois de pedalar 220 km

| Associated Press, via Autismconnect | 15/3/2004 |

FAYETTEVILLE, North Carolina, USA: Um adolescente autista de Fayetteville está de volta são e salvo uma semana depois de desaparecer sem dar notícias.

O adolescente de 19 anos, A.J. Hill, decidiu pedalar até Charlotte, mais de 140 milhas (220 km) de distância de sua casa. A.J. pedalou em sua bicicleta vermelha de 10 marchas em uma viagem de 17 horas. Ele conta que parou para dormir em um estacionamento ao longo do caminho.

O jovem gosta de ler mapas e assim, ao chegar a Charlotte, se pôs a explorar. Chegou a um shopping - e quando saiu, percebeu que tinham lhe roubado a bicicleta.

A.J. ficou alguns dias passeando por Charlotte a pé, dormindo em uma casa vazia à noite. Quando entrou na casa na sexta-feira, alguém a tinha lacrado com tábuas. Ele conta que, então, percebeu que era hora de voltar. Achou uma outra bicicleta no lixo e começou a pedalar de volta para casa. Quando seu pneu furou, perto de Lumberton, continuou a pé.

A polícia o encontrou, reconheceu-o das reportagens da TV e levou-o de volta em segurança para sua mãe.
    Missing autistic teenager safe and well after cycling 140 miles

    FAYETTEVILLE
    , North Carolina, USA: An autistic Fayetteville teenager is back home safe and well a week after disappearing without notice.

    It turns out the 19-year-old, A.J. Hill, had decided to bike to Charlotte, more than 140 miles away. A.J. pedalled on his red, ten-speed bicycle, in a trip whic took about 17 hours. He says he stopped to sleep in a garage along the way.

    The young man likes to read maps, so when he got to Charlotte, he went exploring. He found a local mall - and when he came back outside, he saw someone had stolen his bicycle.

    He spent a few more days touring Charlotte on foot, curling up in a vacant house at night. When he came back to the house on Friday, somebody had boarded it up. A.J. says that was when he knew it was time to go home. He found another bicycle in a trash bin and began pedalling back. When his tire blew out around Lumberton, he ended up on foot.

    Police found him, recognised him from television reports, and delivered him safely to his grateful mother.

    (Source: Associated Press, March 15, 2004)

Missing autistic teenager safe and well after cycling 140 miles
http://www.autismconnect.org/news.asp?section=00010001&itemtype=news&id=5214

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 18.3.04

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Terça-feira, Março 16, 2004

Minas Gerais: SEMINÁRIO ESTADUAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE ATENÇÃO A PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA

| Eduardo e Maria Helena | Comunidade Virtual Autismo no Brasil |

Local:
Hotel Grandarrel, Belo Horizonte (MG)
Inscrições: http://www.saude.mg.gov.br:8180/saude/viewController.jsp?page=265

DIA 29-03-2004 - Segunda Feira

10:00 às 12:00 - MESA REDONDA

    Desafios do Movimento Nacional e Políticas Públicas das Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais
14:00 - Painéis Simultâneos:
    Políticas Públicas de Atenção à Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência Mental: Assistência, Acesso e Inclusão
    Políticas Públicas de Atenção à Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência Física: Assistência, Acesso e Inclusão
    Políticas Públicas de Atenção à Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência Auditiva: Assistência, Acesso e Inclusão
    Políticas Públicas de Atenção à Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência Visual: Assistência, Acesso e Inclusão
DIA 30-03-2004 - Terça Feira
8:00 às 10:00 - MESA REDONDA

    Humanização da Assistência
10:30 - Palestras
    Empregabilidade de Pessoas Portadoras de Deficiência e os Reabilitados

    Importância das Associações de Ostomizados como Coadjuvantes nas Políticas Públicas de Atenção à Pessoa Ostomizada
14:00 - Oficinas Simultâneas - Apresentação de Propostas

DIA 31-03-2004 - Quarta Feira

8:00 às 8:30
    Palestra: Apresentação da Proposta da SES/SUS/MG de Políticas Públicas de Atenção à Saúde da Pessoa portadora de Deficiência

8:30 às 09:00
    Palestra: Experiências e Propostas de Atenção Domiciliar ao Portador de Distrofia Muscular
09:30 - Apresentação de Propostas

12:30 - Agradecimentos e Encerramento do Seminário

http://www.saude.mg.gov.br:8180/saude/viewController.jsp?page=265
Secretaria de Saúde de Minas Gerais - Coordenadoria de Atenção à Saúde da Pessoa Portadora de Deficiência

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 16.3.04

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Rita Lee faleceu. Em vez de flores, doações

San Francisco Gate | obituário | 9/3/2004

Ray, Rita Lee -
71, faleceu em 28 de fevereiro de 2004 em Jacksonville, Flórida. Nascida em Butte, Massachussets, mudou-se para a Flórida em 1985. Foi gerente da Patrick Ray, Inc. e uma leal empregada da Kmart por oito anos. Rita foi precedida na morte por seu amado esposo de 25 anos, Patrick Ray; e seu bebê John Ray. Permancem sua filha, Roberta "Missy" (Gary) Lybrand; neta Madison Belyew e neto Taylor Belyew, todos de Jacksonville Beach, Flórida; seus irmãos, Jim (Mary Ann) Lee e Pat (Ellen) Lee; sua melhor amiga, Martha Townsend e numerosos familiares e amigos. Um serviço memorial foi realizado na terça-feira, 4 de março, às 3 horas, na Igreja Católica de São Paulo, em Jacksonville Beach. Ao invés de flores, doações podem ser feitas em memória de Rita para a Autism Society of America, a Arthritis Foundation of America ou para a American Cancer Society.
    RAY, Rita Lee - 71, passed away on February 28, 2004 in Jacksonville, FL. Born in Butte, MT, she moved to Florida from Spokane, WA, in 1985. She was a business manager for Patrick Ray, Inc. and a loyal employee for Kmart for eight years. Rita was preceded in death by her loving husband of 25 years, Patrick Ray; and her baby son, John Ray. Survivors include her daughter, Roberta "Missy" (Gary) Lybrand; granddaughter, Madison Belyew and grandson, Taylor Belyew, all of Jacksonville Beach, FL; brothers, Jim (Mary Ann) Lee, Foster City, CA, and Pat (Ellen) Lee, Great Falls, MT; her best friend, Martha Townsend, Atlantic Beach, FL, and numerous other family and friends. A Memorial Service was held on Thursday, March 4, 2004 at 3pm at St. Paul's Catholic Church, 435 1st Ave, N., Jacksonville Beach. In lieu of flowers, donations can be trade in Rita's honor to the Autism Society of America, Arthritis Foundation of America or the American Cancer Society.


Ray, Rita Lee
http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?file=/chronicle/archive/2004/03/09/MNRAYRITAL22.DTL

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Domingo, Março 14, 2004

Mãe fumadora e bebé autista

Saúde na internet - Rede MNI | Portugal, 29 de Julho de 2002 |
Tabagismo na gravidez aumenta risco de doença nas crianças


O tabagismo durante as fases iniciais da gravidez aumentam os riscos de que os bebés sofram de autismo, concluiu um estudo de investigadores suecos.

O estudo, que incidiu sobre mais de duas mil crianças, revela que os filhos de mulheres que fumavam regularmente nos primeiros meses de gravidez, tinham 40% mais probabilidades de sofrerem de autismo.

Segundo Christina Hultman, do Instituto Karolinska, de Estocolmo, já existiam suspeitas de uma ligação entre o crescimento do feto e o autismo. Tendo em conta que o tabagismo afecta o crescimento do feto, os cientistas estudaram a relação entre o consumo de tabaco e o autismo.

Suplemento de zinco e o desenvolvimento mental

Os suplementos de zinco, habitualmente fornecidos a grávidas em países subdesenvolvidos, podem prejudicar o desenvolvimento mental dos recém-nascidos, refere um estudo de investigadores britânicos divulgado esta sexta-feira. Os suplementos de zinco são administrados naqueles países por ajudarem ao desenvolvimento físico das crianças e por fortalecerem o sistema imunitário, mas este estudo indica que poderão ter efeitos negativos ao nível do desenvolvimento mental e psicomotor das crianças.

O estudo, que incidiu sobre 168 crianças do Bangladesh, concluiu que os filhos de mulheres que tinham recebido suplementos de zinco durante a gravidez apresentavam níveis de desenvolvimento mental e psicomotor inferiores aos filhos de mulheres a quem tinham sido administrados placebos.

Fonte: Diário Digital Via MNI

Mãe fumadora e bebé autista

http://www.mni.pt/destaques/?cod=3067

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 14.3.04

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Segunda-feira, Março 08, 2004

Pesquisadores revêem estudo associando autismo a vacina

| ANAHAD O'CONNOR | New York Times | 4/3/2004 |

Dez dos treze cientistas que publicaram em 1998 um estudo associando uma vacina infantil a diversos casos de autismo reviram suas conclusões ontem.

Em uma declaração publicada no número de 6 de março de The Lancet, uma revista médica britânica, os pesquisadores reconheceram que não tinham evidências suficientes àquela época para vincular a vacina de sarampo, caxumba e rubéola, conhecida como MMR, aos casos de autismo. O estudo tem sido responsabilizado por uma aguda queda no número de crianças britânicas vacinadas e por um aumento nos casos de sarampo.

"Queremos deixar claro que, naquele artigo, não foram estabelecidas relações causais entre a vacina MMR e o autismo, já que os dados eram insuficientes", os pesquisadores afirmaram em sua retratação. "Entretanto, foi dada muita relevância à possiblidade de tal relação e as conseqüências têm tido maiores implicações."

O estudo tem sofrido agressivas críticas desde o último mês, quando o editor de The Lancet disse que o autor principal do artigo, Dr. Andrew Wakefield, tinha ocultado que estava em conflito de interesses quando conduziu a pesquisa. Naquele momento, o editor diz, o pesquisador estava também reunindo informações para advogados de pais que suspeitavam que seus filhos tinham desenvolvido autismo devido à vacina.

Em uma declaração publicada no website de The Lancet em 23 de fevereiro, o editor da revista, Dr. Richard Horton, escreveu: "Lamentamos que aspectos de financiamento para trabalhos paralelos e relacionados e a existência de um litígio em andamento durante a avaliação clínica das crianças reportadas no artigo do Lanet de 1998 não tenham sido relatados aos nossos editores."

Depois que o estudo de 1998 foi apresentado, as autoridades de Saúde britânicas instaram os pais a que continuassem a vacinar seus filhos, e um número de outros estudos foram incapazes de confirmar uma ligação entre o autismo e a vacina MMR.

O Dr Wakefield, que não foi encontrado para prestar seus comentários, contratou um advogado para processar The Lancet por uma desculpa, depois que o jornal publicou suas declarações no último mês, disse o Dr. Jeff Bradstreet, um colega.

O Dr. Bradstreet, diretor do International Child Development Resource Center, na Flórida, disse que o Dr. Wakefield não veio a se envolver com advogados dos pais até que o estudo fôra finalizado. "Isso está ficando fora de proporção", ele disse.

Nos esclarecimentos publicados no dia 2 passado, os pesquisadores afirmaram que não puderam encontrar um autor do estudo para lhe perguntar se desejava participar da retratação. Dois outros autores, incluindo o Dr. Wakefield, não quiseram assinar a declaração, segundo The Lancet.

    Researchers Retract a Study Linking Autism to Vaccination

    Ten of the 13 scientists who produced a 1998 study linking a childhood vaccine to several cases of autism retracted their conclusion yesterday.

    In a statement to be published in the March 6 issue of The Lancet, a British medical journal, the researchers conceded that they did not have enough evidence at the time to tie the measles, mumps and rubella vaccine, known as MMR, to the autism cases. The study has been blamed for a sharp drop in the number of British children being vaccinated and for outbreaks of measles.

    "We wish to make it clear that in this paper no causal link was established between MMR vaccine and autism as the data were insufficient," the researchers said in the retraction. "However, the possibility of such a link was raised and consequent events have had major implications."

    The study came under fierce criticism last month when the editor of the Lancet said that the lead author of the report, Dr. Andrew Wakefield had failed to reveal that he had a conflict of interest when he conducted the research. At the time, the journal editors said, Dr. Wakefield was also gathering information for lawyers representing parents who suspected their children had developed autism because of the vaccine.

    In a statement published on the Lancet's Web site on Feb. 23, Dr. Richard Horton, the journal's editor, wrote: "We regret that aspects of funding for parallel and related work and the existence of ongoing litigation that had been known during clinical evaluation of the children reported in the 1998 Lancet paper were not disclosed to editors."

    After the 1998 study appeared, British health officials pleaded with parents to continue vaccinating their children, and a number of other studies were unable to confirm a link between autism and the MMR vaccine.

    Dr. Wakefield, who could not be immediately reached for comment, hired a lawyer to demand an apology from the Lancet after the journal released its statement last month, said Dr. Jeff Bradstreet, a colleague.

    Dr. Bradstreet, director of the International Child Development Resource Center in Florida, said that Dr. Wakefield had not become involved with the lawyers representing the parents until after the study had essentially been finished. "This has been blown way out of proportion," he said.

    In the statement released yesterday, the researchers said that they could not reach one author of the study to ask if he wished to participate in the retraction. Two other authors, including Dr. Wakefield, did not sign the statement, according to the Lancet.

Researchers Retract a Study Linking Autism to Vaccination
http://www.nytimes.com/2004/03/04/science/04AUTI.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 8.3.04

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Quinta-feira, Março 04, 2004

Relação entre vacina e autismo "completamente falha"

Revista médica diz que se arrepende de ter publicado pesquisa de Wakwefield sobre MMR.
| Nicola Jones | Nature | 23/2/2004 |


Uma série de denúncias têm sido feitas contra Andrew Wakefield, o médico cujas pesquisas e entrevistas primeiro trouxeram a público o possível elo entre a vacina tríplice contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR - measles, mups and rubella) e o autismo.

Uma denúncia aponta que Wakefield recebeu £55,000 (US$103,000) para um projeto de investigação de possíveis ligações entre a vacina e o autismo, de um grupo que pedia ajuda financeira na Justiça, depois que muitos pais suspeitaram de que a vacina tinha afetado suas crianças. Wakefield não declarou a existência desse processo quando publicou um artigo sobre um tema similar em The Lancet, fevereiro de 1998.

Richard Horton, editor de The Lancet, diz que isto está violando a política de seu jornal, considerando como um conflito de interesses.

Esclarecendo, Horton diz que teria pedido a Wakefield que retirasse a sugestão de um elo entre a vacina e o autismo antes de que o artigo fosse publicado. "Acho que esse aspecto de seu trabalho está inteiramente comprometido e este conflito de interesses expõe o quanto foi comprometido", Horton disse à BBC.

O oficial-chefe médico do Governo, Liam Donaldson, somou sua voz aos pedidos de uma investigação independente pelo Conselho Médico Geral sobre as apelações contra Wakefield.

Wakefields nega que suas ações tenham sido impróprias e insiste que uma possível conexão entre a vacina e o autismo pede estudo mais profundos. Diz que são bem vindas quaisquer investigações sobre seu trabalho.

Descrédito

O estudo inicial de Wakefield mostrou apenas que algumas crianças com sintomas incomuns de desordens intestinais e autismo foram apontados por seus pais como tendo recentemente tomado a vacina MMR. O estudfo não mostrou uma ligação causal entre os dois, e incluiu apenas 12 crianças, como Wakefield e outros cientistas apontaram. Mas Wakefield acrescentou, em declarações públicas, que a relação era preocupante e pedia ações preventivas.

Isso causou uma séria descrença pública na vacina tríplice e uma redução no número de crianças vacinadas contra sarampo. A vacinação caiu de 91% das crianças em 1997-98 para 79% em 2002-03.

A investigação sobre o trabalho de Wakefield, levada a cabo por um repórter do jornal Sunday Times, trouxe seis alegações de má conduta científica. Iso inclui a sugestão de que o trabalho de Wakefield para o grupo que solicitava ajuda na Justiça teria sido revelada ao jornal The Lancet, uma conclusão com a qual o jornal concorda.

"Editores e revisores tiveram a oportunidade de levar em consideração seu duplo papel quando avaliaram este artigo para sua publicação", afirmou uma declaração oficial do jornal. "Esta informação teria sido material para nossa tomada de decisão sobre a adequação, credibilidade e validade para publicação."

O Sunday Times também sugere para The Lancet que Wakefield não teve postura ética em alguns dos procedimentos médicos invasivos levados a cabo nos seus estudos com crianças, e que a seleção de crianças para o estudo foi vicioso porque o pesquisador convidou alguns deles para aplicá-lo. Mas The Lancet alega que as evidências não suportam suas alegações.

Wakefield continua a investigar o possível elo entre a vacina MMR e o autismo, apesar de que muitos cientistas agora afirmarem que não há evidências convincentes de qualquer ligação.

Link between vaccine and autism "entirely flawed"
http://www.nature.com/nsu/040223/040223-1.html



    Link between vaccine and autism "entirely flawed"

    Medical journal says it regrets publishing Wakefield's research on MMR.

    A series of allegations have been brought against Andrew Wakefield, the physician whose research and press statements first brought into the public eye a possible link between the combined measles, mumps, rubella (MMR) vaccine and autism.

    One allegation points out that Wakefield had been given £55,000 (US$103,000) for a legal-aid project to investigate a possible link between MMR and autism, after several parents suspected the vaccine had negatively affected their children. Wakefield did not declare the existence of this project when he published a paper on a similar topic in The Lancet in February 1998.

    Richard Horton, editor of The Lancet, says this is in violation of his journal's policy regarding conflict of interest.

    In light of this, Horton now says that he would have asked Wakefield to remove the suggestion of a link between the vaccine and autism before the paper was published. "My belief is that that aspect of his work is entirely flawed and this conflict of interest shows how it was flawed," Horton told the BBC.

    The UK government's chief medical officer, Liam Donaldson, today added his voice to calls for an independent investigation by the General Medical Council into the claims against Wakefield.

    Wakefield denies that any of his actions were improper, and insists that a possible connection between the vaccine and autism deserves further study. He says he welcomes any inquiry into his work.

    Loss of faith

    Wakefield's initial study showed only that some children with unusual symptoms of bowel disease and autism were reported by their parents to have recently had the MMR jab. It did not show a causal link between the two, and included only 12 children, as both Wakefield and other scientists pointed out. But Wakefield added in public remarks that the link was worrying and deserved precautionary actions.

    This caused a serious decline in the public's faith in the triple vaccine, and a reduction in the number of children receiving protective coverage against measles. Coverage has dropped to 79% of children in 2002-03, from 91% in 1997-98.

    The British investigation into Wakefield's work, led by a reporter for The Sunday Times newspaper, came up with six allegations of scientific misconduct. This includes the suggestion that Wakefield's work for legal aid should have been disclosed to The Lancet, a conclusion with which the journal agrees.

    "Editors and reviewers should have had an opportunity to take his dual role into consideration when assessing this paper for publication," says a press statement from the journal. "This information would have been material to our decision-making about the paper's suitability, credibility and validity for publication."

    The Sunday Times also suggested to The Lancet that Wakefield had not had proper ethical clearance for some of the invasive medical procedures carried out on children in the study, and that the procedure for selecting children in the study was biased because Wakefield had invited some of them to apply. But The Lancet says the evidence does not support these allegations.

    Wakefield continues to investigate the possible link between MMR and autism, although most scientists now agree that there is no persuasive evidence for any such link.

    © Nature News Service / Macmillan Magazines Ltd 2004

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 4.3.04

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