Crônica Autista
Um apanhado do noticiário sobre autismo e autistas.
..."não constitui ofensa aos direitos autorais:
I - a reprodução:
a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;(...)"
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Livro: Vencendo o Autismo - A Menina sem Estrela.
De: Yvonne Meyer Falkas.

Relato da vida de Sheila, filha da autora, e de como a família tem convivido com o autismo. Um testemunho de como foram vencidas etapas com múltiplas adversidades, e suas conquistas. Um apanhado geral sobre o que vem a ser o Autismo, as supostas origens e causas e os preconceitos existentes.

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Segunda-feira, Agosto 25, 2003

Garoto autista morre durante cerimônia de exorcismo nos EUA

Folha Online, com agências internacionais | 25/08/2003 - 09h42 |
| Journal Sentinel | Milwaukee, 23/8/2003 |
| Monica Davey | New York Times | 23/8/2003 |


Um garoto autista de oito anos morreu durante uma cerimônia religiosa na Igreja Templo da Fé da Fé Apostólica (Faith Temple Church of Apostolic Faith) de Milwaukee, no Estado de Wisconsin (Meio-Oeste dos EUA), realizada, segundo o pastor David Hemphill, para exorcizar os "espíritos" responsáveis por sua condição.

A mãe, Patricia Cooper, levava seu filho à igreja três vezes por semana nas últimas três semanas na esperança de curar seu autismo, afirmou David Hemphill.

O garoto Torrance Cantrell, depois de uma hora do início da cerimônia, não se movia mais, sendo chamado o serviço de emergência, disse David, cujo irmão Ray Hemphill foi preso junto com outro pastor, que estava liderando a cerimônia.

A polícia, que não divulgou o nome do garoto, não acredita que ele tenha sofrido golpes.

Membros da igreja tinham enrolado o garoto em lençóis para que não arranhasse a si mesmo ou aos outros. Sua avó afirmou que ele foi sufocado.

"Eles seguraram o garoto, eles seguraram o garoto até que ele ficou sem ar", declarou Mary Luckett, em entrevista ao canal de TV local WTMJ.

O pastor declarou: "Deus é uma pessoa de mistério e se Ele quer chamar uma vida de volta, Ele o faz."

Denise Allison, amiga da família, disse que o garoto, chamado de Junior por todos, era risonho. Batia à sua porta e dizia: tickle! (cócegas), pedindo para brincar. As crianças da vizinhança já o conheciam e sabiam brincar com ele.

A capitã de polícia Linda Hayes disse que o menino não morreu de causas naturais. Nenhum policial quis comentar sobre se a contenção estava ligada à sua morte.

A família do pastor contou que foi procurada pela mãe de Junior porque o comportamento violento dele contra o irmão de 2 anos fazia com que pudesse ser internado em uma instituição especializada.

Allison, a vizinha e amiga, disse ainda que a mãe, que antes convivia muito com os amigos, tornou-se solitária depois que passou a freqüentar a igreja, que fica em um shopping onde também ficam a pizzaria Gianelli's e uma lavanderia. Ela conta que a mãe lhe descreveu uma das sessões de exorcismo em que o garoto respirava com dificuldade e que, em certo momento, a mãe afirmou que o demônio teria falado através de Junior (uma vez que o menino não seria capaz de falar): Mate-me! Tome-me!

Garoto autista morre durante cerimônia de exorcismo nos EUA
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u62174.shtml
Leaders were trying to heal boy, pastor says
http://www.jsonline.com/news/metro/aug03/164521.asp
Faith Healing Gone Wrong Claims Boy's Life
http://www.nytimes.com/2003/08/29/national/29EXOR.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 25.8.03

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Sexta-feira, Agosto 22, 2003

A menor vacinação nos EUA


Seattle Times | Health & Science | Julia Sommerfeld | 17/8/2003
Recente pesquisa no Estado de Washington mostrou que 69% das crianças estão com suas vacinas em dia - e os índices estão caindo. Entre as causas está o medo de autismo causado pelas vacinas.

Vaccination rates in state among lowest in nation
http://archives.seattletimes.nwsource.com/cgi-bin/texis.cgi/web/vortex/display?slug=vaccine17m&date=20030817&query=autism

Vacinas: maiores controvérsias

Seattle Times | Health & Science | 17/8/2003
(...)
MMR (sarampo-caxumba-rubéola)
Medo: A vacina poderia causar autismo.
Origem: Um estudo de 1998 com 12 crianças britânicas ocm desordens intestinais, oito crianças desenvolveram autismo pouco depois de receber a injeção da MMR.
Pesquisa: Um estudo com mais de 500.000 crianças dinamarquesas não encontrou correlação. Um estudo do Instituto de Medicina dos Estados Unidos (Institute of Medicine - IOM), uma agência do Congresso norte-americano criada para avaliar os serviços de saúde do governo, concluiu que, para a população em geral, não há relação [entre a vacina e o autismo]. Mas a agência não descarta a possibilidade de que, em casos raros, a vacina possa contribuir para a
desordem - e sugere mais pesquisas.
(...)
Mercúrio em vacinas
Medo: Vacinas contendo mercúrio estariam contribuindo para um aumento do autismo, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e dificuldades de aprendizado.
Origem: o mercúrio é conhecido por prejudicar o desenvolvimento do cérebro das crianças, e até 2001 era usado no Thimerosal, um conservante usado em três vacinas: hepatite B, hemófilo tipo B e DTP.
Pesquisa: em 1999, a FDA [Food and Drug Administration (Administração de Alimentos e Remédios) - a agência norte-americana que fiscaliza os alimentos e remédios] somou os valores cumulativos da exposição ao mercúrio nessas vacinas e concluiu que os níveis superavam os recomendados pela EPA [Environmental Protection Agency (Agência de Proteção Ambiental)]. Mas o governo questiona que não há prova de perigos para as crianças. Mesmo assim, desde 2001, vacinas infantis têm sido fetias sem significativos teores de Thimerosal. Alguns fabricantes ainda fazem uma vacina contra a gripe com o conservante.

Top vaccine controversies
http://archives.seattletimes.nwsource.com/cgi-bin/texis.cgi/web/vortex/display?slug=vaccineside17m&date=20030817&query=autism

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 22.8.03

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Terça-feira, Agosto 19, 2003

Pedalando pelo autismo

Montreal, 7/8/2003 | CNW Telbec -Estima-se que uma em cada 300 crianças canadenses sofrem de autismo - cerca de 100.000 canadenses lutam contra essa incapacitação. (...) Pedalando pelo autismo é uma jornada de bicicleta por 7000 km através do Canadá que está sendo realizada por dois pais de autistas, John Keating e Luc Vandermeeren. Seu objetivo é levar à população informações sobre os Distúrbios do Espectro Autista e recolher 1 milhão de dólares canadenses para a pesquisa do assunto. (..) As doações para o "Pedalando pelo autismo" estão sendo feitas nas agências do Banco de Montreal.

Por onde passam, são promovidos eventos e são feitas fotografias de pessoas dentro do espectro autista para compor um álbum por todo o Canadá.

Visite o site Cycle for autism.

    /R E P R I S E/ - Radio PSA - Pédalez pour l'autisme - Aidez à résoudre l'énigme

    LE 12 AOUT 2003, AU CENTRE MIRIAM,
    8160, CHEMIN ROYDEN, VILLE MONT-ROYAL - Métro de la Savane
    (514) 345-0210 poste 133


    MONTREAL, le 7 août /CNW Telbec/ - Connaissez-vous un enfant autiste? Il est fort probable que vous en connaissiez un parce qu'on estime qu'environ un sur 300 enfants canadiens souffre d'autisme. Vous pouvez appuyer la recherche sur l'autisme et passer une journée agréable en famille, en plein air, en soutenant l'événement Pédalez pour l'autisme. Pédalez pour l'autisme est une randonnée à vélo de 7 000 kilomètres à travers le Canada qu'entreprendront deux pères d'enfants autistes. Leur but est de sensibiliser davantage la population sur les Troubles de spectre de l'autisme (TSA) et de recueillir 1 000 000 $ au Canada pour la recherche sur les TSA. Le 12 août, venez nous retrouver au Centre Miriam, 8160, chemin Royden, Ville Mont-Royal, Métro de la Savane, et joignez-vous à l'événement. Apportez une photo de votre personne bien-aimée atteinte d'autisme pour qu'elle puisse être ajoutée à l'album de photos des visages de l'autisme qui fera le tour du pays avec les cyclistes et, à la fin de la randonnée, dix photos seront choisies et seront affichées sur le site Web de Pédalez pour l'autisme. Il existe de nombreuses façons de participer! Vous pouvez vous inscrire comme cycliste engagé(e) et recueillir des fonds, comme bénévole ou vous pouvez tout simplement venir encourager les cyclistes le long du parcours. Les dons pour l'événement Pédalez pour l'autisme peuvent être remis à toute succursale de la Banque de Montréal. Pour tous renseignements sur Pédalez pour l'autisme ou pour savoir comment vous pouvez participer à l'événement, visitez notre site Web à l'adresse www.cycleforautism.com ou appelez-nous au (905) 832-3959.

/R E P R I S E/ - Radio PSA - Pédalez pour l'autisme - Aidez à résoudre l'énigme
http://www.newswire.ca/releases/August2003/11/c9364.html

    L'événement a pour but de recueillir des fonds pour la recherche

    OTTAWA, ON, le 8 août /CNW/ - La semaine prochaine, Ottawa sera l'hôte d'un événement spécial. Deux pères de famille déterminés, ayant chacun un enfant souffrant des troubles du spectre autistique (TSA), traversent actuellement le Canada à bicyclette afin de recueillir un million de dollars pour la recherche sur l'autisme. John Keating et Luc Vandermeeren, qui ont entrepris leur randonnée le 5 juillet à Vancouver, arriveront à Halifax, leur destination finale, le 23 août prochain. Il y a deux ans, M. Keating, sergent du service de police régionale de Durham, a amassé plus de 1,3 million de dollars américains pour la recherche sur l'autisme au cours d'une odyssée semblable aux Etats-Unis.

    Les résidents le long du parcours de "Pédalez pour l'autisme" sont invités à recueillir des promesses de dons et à parcourir dix kilomètres en compagnie des pères dévoués. L'événement vise à sensibiliser la population à la cause de l'autisme et à créer un fonds canadien de recherche permettant aux chercheurs de contribuer à résoudre l'énigme des troubles du spectre autistique (TSA). L'argent recueilli servira en outre à financer le programme canadien de recherche sur l'autisme conçu par des chercheurs, des organismes de financement et le gouvernement ainsi que par des porte-parole de familles ayant des enfants atteints de TSA, lors de l'atelier canadien de recherche sur l'autisme organisé l'automne dernier par la Société canadienne de l'autisme.

    Dans le cadre de la randonnée "Pédalez pour l'autisme", on recueillera des photos de personnes atteintes des TSA afin de constituer un album qui s'enrichira à mesure qu'on traversera les provinces. Les familles pourront remettre les photos aux cyclistes lorsqu'ils seront de passage dans leurs localités ou encore les expédier par la poste. A la fin de l'événement, dix photos seront choisies pour être publiées sur le site Internet de "Pédalez pour l'autisme".

    On ignore actuellement la cause des troubles du spectre autistique et on ne connaît aucun remède pour guérir cette déficience. Cette incapacité permanente affecte le cerveau ainsi que d'autres parties de l'organisme, et elle est accompagnée de problèmes de communication, de comportement et de perception. Le nombre de cas déclarés au Canada a augmenté à un rythme alarmant au cours des dernières années. En deux ans, c'est-à-dire de 1999 à 2001, le pourcentage de personnes atteintes d'autisme a grimpé de 63 %. Des dossiers d'établissements scolaires de plusieurs provinces signalent que plus d'un enfant sur 300 au Canada a des troubles du spectre autistique. On estime en outre que plus de 100 000 Canadiens luttent contre cet handicap. Il y a une décennie, l'autisme était considéré comme rare. Aujourd'hui, pratiquement chaque école et collectivité du pays essaie de trouver des moyens pour aider les personnes atteintes de TSA. La situation est semblable aux Etats-Unis et dans bon nombre d'autres pays du globe. La recherche est essentielle pour comprendre l'autisme, en déterminer les causes et trouver des traitements de même que des services efficaces. L'activité "Pédalez pour l'autisme" s'occupe de procurer les fonds dont la recherche a besoin pour atteindre cet objectif.

    Le lundi 11 août, les participants locaux à "Pédalez pour l'autisme" emprunteront la promenade de l'Outaouais jusqu'à la Colline du Parlement où ils arriveront vers 16 h 15. Après une rencontre avec plusieurs députés près de la Flamme perpétuelle, ils se rendront à l'hôtel de ville et seront accueillis, vers 17 h, par le conseiller municipal Rick Chiarelli, le public, les médias ainsi que par le président et plusieurs membres du conseil d'administration de la Société canadienne de l'autisme.

    Un concert-bénéfice, avec au programme musique classique, contemporaine, et autre, aura lieu au théâtre Centrepointe, le samedi 9 août, à 19 h 30. Un groupe d'artistes et de musiciens locaux bien connus, dont le violoniste David Thies-Thompson, de l'Orchestre du Centre national des Arts, et le duo de musique country KiSara, auteur de la chanson-thème de "Pédalez pour l'autisme", ont accepté généreusement de donner leur temps et de mettre leur talent au service de l'événement. Les billets, au coût de 15 $, sont en vente au Théâtre Centrepointe, 101 Centrepointe Dr., à Nepean (580-2700), ou sur le site www.centrepointetheatre.com. On pourra également se procurer les billets le jour même du concert; le guichet ouvrira une heure avant le spectacle.

    Pour participer, pour joindre les cyclistes et recueillir des promesses de dons, pour faire un don ou pour obtenir d'autres renseignements sur "Pédalez pour l'autisme", consultez le site www.cycleforautism.com ou faites parvenir un message à cycleforautism@sympatico.ca. Pour en savoir plus au sujet de l'autisme (TSA), consultez le site www.autismsocietycanada.ca, ou communiquez avec Lisa Simmermon, présidente de la Société canadienne de l'autisme, en composant le (306) 545-0966 ou le (306) 533-6665 (cellulaire), ou encore par courriel à simmermon@accesscomm.ca. Vous pouvez aussi vous adresser à Anita Acheson, Société d'autisme de l'Ontario, chapitre d'Ottawa, en composant le 829-4723 ou en lui faisant parvenir un courriel à anita_acheson@hotmail.com.

    Renseignements: Lisa Simmermon, Regina, présidente de la Société canadienne de l'autisme, (306) 545-0966, (306) 533-6665 (cellulaire), simmermon@accesscom.ca; Anita Acheson, chapitre d'Ottawa de la Société de l'autisme de l'Ontario, 829-4723, anita_acheson@hotmail.com; Adria MacKenzie, Toronto, APEX Public Relations, 416 924-4442, poste 227, amackenzie@apexpr.com; photos sur demande; Virginia Larson, Toronto, Pédalez pour l'autisme/Société de l'autisme de l'Ontario, 416 246-9592, poste 25, virginia@autismsociety.on.ca

L'événement a pour but de recueillir des fonds pour la recherche
http://www.newswire.ca/releases/August2003/08/c9119.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 19.8.03

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Mãe foi liberada para o enterro do filho autista

Vanessa McCausland | The Daily Telegraph | 13/8/2003 | SYDNEY, New South Wales, Australia: Chorando, Daniela Dawes, cercada pela polícia e oficiais da prisão, fez o inimaginável e, em 12 de agosto, acompanhou o enterro do filho autista que é acusada de matar.

Com a prisão relaxada para a cerimônia, ela assistiu o enterro de Jason, 10 anos, que morreu em 7 de agosto. Afirma-se que Daniela, oprimida pela frustração, sufocou seu filho na casa da família em Kings Langley. No enterro, a família e amigos choraram a dupla tragédia da morte de Jason e a prisão de sua mãe.

Muitos a apóiam, como diz o tio de Jason: "A família está apoiando Daniela 100%. Todos estão chocados, claro, mas por dez anos ela buscou uma ajuda que nunca veio".

Craig Dawes, pai de Jason, confortava silenciosamente a esposa, além da visão do pequeno caixão branco cercado por ursinhos de pelúcia, balões e flores.

Ao deixar o Centro de Detenção Feminina de Mulawa, em Silverwater, Daniela mostrava-se atordoada e abatida, assim como na lotada Capela de Leppington. Seus pulsos traziam curativos que falavam de seu drama - ela teria tentado matar-se depois da morte de Jason.

Darren Dawes - o irmão mais velho de Craig Dawes - falava da divisão e confusão entre os familiares e amigos depois da tragédia: "Há muita gente que vai levar muito tempo para esquecer, mas ao mesmo tempo há muita gente que vai apoiar integralmente os Dawes."

O detetive Constable Steve Dempsey, que estava no funeral, descreveu a posição emocional da família como frágil. "A família poderia estourar. A situação toda é muito volátil."

Mas era também um dia cheio de amor.

Alana, 13 anos, irmã de Jason, fez um corajoso e eloqüente discurso por um irmão que ela amou e perdeu.

As lágrimas correram quando foi tocada Tears in Heaven, a ode de Eric Clapton para seu filho morto.

A cerimônia terminou com os primos e amigos, com Alana, lançando para o céu 12 balões vermelhos, azuis e brancos, com as palavras "voe através dos campos, siga seu caminho, não espere por mim".

Darren Dawes falou do amor e tristeza que surgiam com a lembrança de Jason: "Jason era um garoto adorável. Infelizmente, ele não podia falar e era autista. Era um feixe de nervos e de atividade. Se você pode entender aquele garoto correndo o dia todo, o tempo todo, 24 horas por dia exceto quando estava dormindo... Isso era o que eles tinham de enfrentar," o tio diz. "Mas ninguém consegue sentir de verdade que Jason se foi. A família está arrasada."

Darren disse que ele e seu irmão Craig estavam irritados com a situação a que a família chegou. "Estamos com muita raiva porque as pessoas não conseguem entender toda a situação. Não compreendem todos os fatos e detalhes, mas também temos muita raiva com o Governo e o Sistema que abandonou Daniela."

A família vai lutar ferozmente contra as acusações que pairam sobre Daniela.

"Estamos na defensiva. Ela não é culpada de nenhuma dessas acusações," Darren diz.

Pressão

Tory Maguire | The Daily Telegraph | 13/8/2003
As pressões sobre os pais de autistas são tão grandes que cerca de 85% dos casamentos se desfazem, o presidente do Conselho de Autismo da Austrália disse em 12 de agosto.

Andrew Brien, cujo próprio filho sofre da condição, disse que os pais investem tanto tempo e energia em seus filhos autistas que outras partes de suas vidas são grandemente afetadas.

Crianças autistas são conhecidas por atacar seus pais, ferir-se a si mesmas sem reclamação e fugir sem explicação, necessitando de supervisão o tempo todo.

"Não há intenção oculta nisso", Brien diz. "Não são malcriados. Eles apenas não entendem o mundo. Estão apenas tentando entender ou apenas excessivamente frustrados."

Brien disse que as crianças autistas têm que ser ensinados em cada habilidade simples separadamente.

Ir ao banheiro pode ser um treinamento de anos e alguams vezes cada simples palavra deve ser ensinada uma a uma. Deixar uma criança autista sozinha, mesmo por um minuto, pode significar literalmente um desastre.

Graças a seu limiar de dor ser freqüentemente alto, podem não chorar ou chamar seus pais se se machucam. "Sua percepção de perigo pode não ser a mesma das outras crianças," conta Brien.

Somando-se a essa pressão sobre os pais nesta situação vem a percepção entre pessoas da comunidade de que o comportamento das crianças autistas seria uma falha dos pais.

Em 12 de agosto, o Ministro para Serviços para Incapacitados de Nova Gália do Sul CArmel Tebbutt, ofereceu suas condolências à família Dawes.

"Eu sinto o enorme pesar que sua família está passando," Tebbutt disse. "Jason recebeu serviços terapêuticos em uma base moderna através das Equipes de Terapia das Escolas da Maturidade (?) (School Aged Therapy Teams) do Departamento de Envelhecimento, Incapacidade e Cuidados Domésticos (Department of Ageing, Disability and Home Care). O governo da Nova Gales do Sul está atento para os desafios encarados pelas famílias e responsáveis por crianças com incapacidades e tem respondido com um amplo leque de serviços."

Unspeakable sorrow
http://www.dailytelegraph.news.com.au/common/story_page/0,5936,6936219%255E701,00.html
http://www.dailytelegraph.news.com.au/common/story_page/0,5936,6936221%255E701,00.html
Massive pressure
via Autism connect.

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 19.8.03

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Primeiro Simpósio Internacional de Autismo na Arábia Saudita

Javid Hassan | Arab News | 11/8/2003 | Riad: O primeiro simpósio sobre autismo e desordens do desenvolvimento relacionadas se dará no Centro Cultural Rei Fahd, em Riad, de 6 a 9 de outubro de 2003.

O simpósio está sendo organizado pela Universidade Rei Saud, em colaboração com a Seção de Educação Especial do Ministério da Educação.

Entre os tópicos que deverão ser discutidos estão: a neurobiologia do autismo; a epidemiologia das desordens autistas; avaliação clínica e laboratorial no diagnóstico do autismo; programas educacionais para crianças autistas; padronização das escalas de diagnóstico do autismo; e qualidade de vida no autismo.

Há um número estimado de 30.000 a 42.500 pessoas com autismo, hoje, na Arábia Saudita. Isso representa crianças e adultos (muitos casos sem diagnóstico).

"Autismo e seus sintomas atingem aproximadamente 16 em cada 10.000 nascimentos. É quatro vezes mais comum em meninos que em meninas", de acordo com Yasser Al-Fahad que, como pai de uma criança autista, tem feito muita pesquisa sobre o tema.

Ele disse que o Hospital Especializado e Centro de Pesquisas Rei Faisal tem diagnosticado cerca de 300 casos de autismo, mas um número bem maior não tem sido reportado. Pessoas autistas, ele lembra, podem ser bastante produtivas, se oportunidades de treinamento e trabalho lhes forem dadas, aproveitando seu potencial. Yasser citou o exemplo de WAWA, que ele diz ter sido a primeira organização no mundo a contratar pessoas autistas.

Ele lembra, ainda, que a Saudi Arabian Airlines é a primeira companhia no mundo a providenciar cuidados especiais para autistas. Graças a sua iniciativa pessoal, a empresa desenvolveu um cardápio especial sem glúten nem caseína para esses passageiros.

Os especialistas sentem que há muito a fazer para se adaptar o currículo para as necessidades especiais dos portadores de autismo. Eles citam os casos da Academia Americana de Neurobiologia (American Academy of Neurology) e a Sociedade de Neurologia Infantil (Child Neurology Society), que recomendaram recentemente que todas as crianças deveriam ser avaliadas para autismo.


    International Symposium on Autism to Be Held at KSU
    Javid Hassan | Arab News Staff

    RIYADH, 11 August 2003 -
    The first international symposium on autism and related development disorders will be held here from Oct. 6 to 9 to educate society on autism.

    The symposium is being organized by King Saud University in collaboration with the Special Education Section of the Ministry of Education. The venue is the King Fahd Cultural Center in Riyadh.

    Among the topics slated for discussion are the neuro-biology of autism; the epidemiology of autistic disorders; clinical and laboratory evaluation in diagnosing autism; educational programs for autistic children; standardization of the diagnostic scales for autism; and quality of life issues in autism.

    Autism is a severe mental illness resulting from several causes including possibly a genetic disorder, though no single factor has been identified as the real source. An autistic child remains aloof, withdrawn and wired in a world of his own imagination.

    Their population in the Kingdom, based on the international ratio, is estimated at somewhere between 30,000 and 42,500. The figure represents both autistic children and adults, mostly undiagnosed cases.

    Autism was discovered by Loe Kanner in 1943. It has been variously diagnosed as the offshoot of metabolic/genetic disorders, pre- or post-natal brain injury, viral infections or diseases. Findings show that certain viruses and known genetic conditions have been associated with autism.

    Whatever the root cause, the behavioral pattern in children are the same. They tend to be anxious, angry, frustrated, confused, withdrawn and aloof. They also exhibit odd behavior such as rocking, flicking their fingers in front of their eyes, staring blankly into the distance, or grinning spontaneously. They communicate by signs or by making noise, and depend mostly on others to perform such rudimentary tasks as opening or closing doors, even if they could do it themselves.

    ¿Autism and its behavioral symptoms occur in approximately up to 16 per 10,000 births. It is four times more common in boys than in girls,¿ according to Yasser Al-Fahad who, as the father of an autistic child, has done a lot of research on this subject.

    He said King Faisal Specialist Hospital and Research Center diagnosed some 300 cases of autism but a large number of cases went unreported. Autistic people, he notes, could be very productive provided high quality training and work opportunities are available to tap their potential. Yasser cites the example of WAWA, the first organization in the world that recruits autistic people.

    He said Saudi Arabian Airlines has become the first airline in the world to provide special care for autistic passengers. Thanks to his initiative, it has developed special casein- and gluten-free meals for autistic passengers. Experts feel that much more has to be done in tailoring the curriculum to the special needs of the victims of autism. They cite the cases of the American Academy of Neurology and the Child Neurology Society, which recommended recently that all children should be screened for autism. They cite the cases of the American Academy of Neurology and the Child Neurology Society, which recommended recently that all children should be screened for autism.
FIRST INTERNATIONAL AUTISM SYMPOSIUM TO BE HELD IN SAUDI ARABIA
http://www.arabnews.com/?page=1§ion=0&article=30137&d=11&m=8&y=2003

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 19.8.03

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Ontário (Canadá) atenderá necessidades de autistas mais velhos

Canada NewsWire (via Autism Connect) | 11/8/2003 | TORONTO, Canada: O governo provincial de Ernie Evens está cumprindo a promessa de atender crianças mais velhas com autismo, fazendo de Ontário a primeira província canadense a desenvolver um programa que atenda suas necessidades específicas.

"Estamos cumprindo a promessa feita aos pais de autistas de providenciar novos programa e serviços, assim as crianças na idade escolar poderão continuar a se desenvolver e estudar", disse Brenda Elliot, Ministra dos Serviços da Comunidade, Família e Infância de Ontário.

Elliot anunciou em 11 de agosto que o novo programa Bridges (Pontes) será iniciado neste outono com um local piloto para demostração em London, Ontário. A Ministra está convidando prestadores de serviços na região sudoeste para apresentar propostas de encaminhamento do programa. O local-piloto deverá estar operacional no início de outubro de 2003 para ser avaliado e refinado antes de ser levado a outras regiões da província.

O novo programa, desenvolvido por uma equipe de especialistas, ajudará crianças mais velhas a construir as
habilidades sociais, comunicativas e comportamentais que necessitam em casa, escola e nas suas comunidades.

O Bridges vai prover as crianças com um programa de duas horas por semana, baseado no trabalho em grupo, que pretende apoiar e complementar outros seviços ou atividades da comunidade com os quais as crianças e suas famílias já estão envolvidas. O Bridges será oferecido em duas sessões de 16 semanas por ano, no outono e primavera, para acompanhar o ano escolar.

Em 2006-2007, Ontário gastará quase 100 milhóes de dólares canadenses em novos programas e serviços para crianças com autismo, fazendo da província a liderança em desenvolver iniciativas inovadoras destinadas a melhorar a vida dessas crianças e ajudar parentes a conduzi-las com esperança e dignidade.


    ONTARIO FIRST CANADIAN PROVINCE TO MEET NEEDS OF OLDER AUTISTIC CHILDREN

    TORONTO, Canada:
    The provincial government of Ernie Eves is delivering on its promise to help older children with autism, making Ontario the first Canadian province to develop a programme aimed at meeting the unique needs of these children.

    "We are following through on our promise to parents of children with autism to provide a new programme and services so that elementary school-age children with autism can continue to grow and learn," said Brenda Elliott, Ontario's Minister of Community, Family and Children's Services.

    Elliott announced on August 11 that the new programme, called BRIDGES, would be introduced this autumn with a demonstration site in London, Ontario. The Ministry is inviting prospective service providers in the Southwest region to submit a proposal to provide the new programme. The demonstration site is expected to be operational by early October 2003 so that delivery and implementation can be evaluated and refined before expanding to other parts of the province.

    The new programme, designed with the input of a panel of experts, will help older children build the social, communication and behavioural skills that they need at home, school and in their communities.

    BRIDGES will provide children with a two-hour per week, group-based programme that is intended to support and complement other community services or activities with which the child and family are involved. BRIDGES will be offered in two 16-week sessions per year, in the autumn and the spring, to mirror the school year.

    By 2006-2007, Ontario will spend almost Canadian$100 million on new programmes and services for children with autism, making it a leader in developing innovative initiatives designed to improve the lives of these children and help parents raise their children with hope and dignity.

(Canada NewsWire, August 11, 2003)
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Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 19.8.03

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Segunda-feira, Agosto 18, 2003

Multas de trânsito financiarão pesquisa de autismo

NorthJersey.com | 7/8/2003 | TENAFLY, New Jersey, USA: Motoristas de New Jersey poderão considerar suas infrações como atos de caridade. Graças a uma lei sancionada pelo governador James McGreevey, haverá US$1,00 em cada multa para financiar a pesquisa de autismo no Estado. A lei passará a ter efeito em seis meses.

Nova Jérsei tem uma das maiores incidências de autismo nos EUA, de acordo com a deputada democrata Loretta Weinberg, que ajudou a criar a lei com a ajuda de Judah Zeigler, um pai de Leonia.

De acordo com o escritório do governador, uma estimativa de 12 a 18 mil indivíduos e algo como 1 em cada 250 crianças de Nova Jérsei estão dentro do espectro autista. O problema vem crescendo consideravelmente nos últimos anos.

McGreevey assinou a lei no Centro da Comunidade Judaica em Palisades, Tenafly, entidade que desenvolve muitos programas para crianças com autismo e outras desordens do desenvolvimento.

"Ao financiar a pesquisa em Nova Jérsei, esses recursos colocarão nosso Estado em uma melhor posição para competir por recursos federais para a pesquisa do autismo", o governador falou a pais e militantes.

Faye Gray, de Faye Gray de Creskill, cujo filho de 14 anos é autista, brincava: "Ontem, tomei uma multa; hoje, já não tenho tanta raiva disso."

Mary Moran, de Midland Park, mãe de um garoto autista de cinco anos, contava que estava muito emocionada: "Isso é ótimo, nos taz mais esperança de que será encontrada uma causa, uma cura e tratamentos mais efetivos."

A idéia partiu de Weinberg e de Zeigler, ex-prefeito de Leonia e gerente de supermercado e pai de um menino autista de nove anos. A dupla começou a trabalhar na lei no ano passado. "Não estávamos recebendo nada por causa de problemas de orçamento", Zeigler conta.

Ziegler vibra com os frutos de seu trabalho. "Não sou ingênuo de acreditar que será encontrada uma cura definitiva para ele, mas poderá ser capaz de melhorar com tratamentos adequados, tendo um avanço na qualidade de vida."

"Estou muito excitado. Nova Jérsei está relamente caminhando para liderar a luta para resolver o mistério desta epidemia de autismo."


    MOTORISTS' FINES GO TOWARDS AUTISM RESEARCH

    TENAFLY, New Jersey, USA: New Jersey motorists can soon consider their moving violations acts of charity. Thanks to a Bill signed into law on August 6 by the state's governor, James McGreevey, there will be a $1 surcharge on traffic violations to raise an estimated $20 million over the next five years to fund autism research in the state. The law will go into effect in six months' time.

    New Jersey has one of the highest incidences of autism in the United States, according to a Democratic Assemblywoman Loretta Weinberg, who helped to create the Bill last year with Judah Zeigler, a parent advocate from Leonia.

    According to the Governor's Office, an estimated 12,000 to 18,000 individuals and as many as one in every 250 children in New Jersey has an autism spectrum disorder. The problem has grown considerably in recent years.

    McGreevey signed the Bill at the Jewish Community Center on the Palisades in Tenafly, which runs numerous programmes for children with autistic and other developmental disorders.

    "In addition to supporting research in New Jersey, the funding will place our state in a better position to successfully compete for federal grants for autism research," he told parents and advocates.

    One gratified onlooker was Faye Gray of Cresskill, whose 14-year-old son is autistic. "Yesterday, I got a speeding ticket," she told McGreevey. "Today, I'm not so mad about it."

    Mary Moran of Midland Park, the mother of a five-year-old autistic child, said she was thrilled to hear the news of the Bill. "This is great," she said. "It gives us all hope that they will find a cause, a cure and more effective treatment."

    The concept was the brainchild of Weinberg and Zeigler, a marketing manager, former mayor of Leonia, and the parent of an autistic nine-year-old. The pair began working on the Bill last year. "We weren't getting any money because of budget constraints," Zeigler said.

    Zeigler beamed with happiness at seeing the fruits of his campaign. "I'm not naive enough to believe he'll ever be cured completely, but I'm hoping that they will be able to come up with better treatments and be able to improve his quality of life," Zeigler said about his son.

    "I'm very excited about this," he added. "New Jersey is really going to take a leadership role in solving the mystery of this autism epidemic."
(Source: NorthJersey.com, August 7, 2003)
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Avô mata netinha e depois se suicida


News24 | África do Sul, 17/8/2003 | JERUSALEM, Israel: Uma garota autista de sete anos foi morta pelo avô, que em seguida suicidou-se, porque não podia suportar ver o esforço dos pais dela, publicou a imprensa israelense neste 17 de agosto.

Pedro Lichinsky, 72, membro de um kibbutz no Norte de Israel, levou a menina para um passeio de carro no dia 16, mas a polícia foi avisada quando eles não voltaram. Os dois corpos foram encontrados em um campo perto de Petah Tikva com tiros em suas cabeças.

A polícia encontrou uma carta de 15 páginas explicando o suicídio.

© News24 2003.

GRANDFATHER SHOOTS AUTISTIC GRANDDAUGHTER DEAD, THEN KILLS HIMSELF - você precisará criar uma senha para entrar.
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Quinta-feira, Agosto 14, 2003

Juliana Barroso lança livro infantil na Bienal do Livro da Bahia


Associação dos Amigos do Autista da Bahia, lança o livro infantil "A menina (que era) autista e que fazia inhu-inhu", de Juliana Barroso.

Juliana Barroso foi diagnosticada como autista aos 8 anos de idade. Apesar dos prognósticos de que não teria condiçoes de aprendizado, concluiu, com o apoio da mãe e de professores dedicados, à oitava série do ensino regular. Hoje, aos 24 anos de idade, Juliana afirma que não é mais autista: é artista. Dedica-se à literatura e ao violão e, breve, deve começar seu trabalho como voluntária na escola da AMA-Ba.

O livro

"A menina (que era) autista e que fazia inhu-inhu" aborda, de forma singela, as dificuldades de relacionamento de Juliana Paraíso e como descobriu seus bonequinhos como forma de representar as pessoas que a cercavam.

o lançamento do livro se dará junto com a mesa-redonda "Literatura e Inclusão", na Bienal do Livro, neste sábado, 16/8, às 19h00 no Auditório do Centro de Convenções da Bahia, em Salvador.

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 14.8.03

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Segunda-feira, Agosto 11, 2003

Crianças autistas apresentaram notável progresso com Programa Comportamental Intensivo

Jacqueline Schultz enviou para as listas autismo no Brasil e Distúrbio de Integração Sensorial-Brasil:

Novo estudo confirma que algumas pequenas crianças autistas podem ter notável progresso ao participar de um programa de intervenção comportamental intensivo especificamente desenvolvido.

O estudo da Universidade de Ohio é um dos poucos que examinaram com rigor o sucesso do programa de Intervenção Comportamental Precoce e Intensiva - EIBI [Early Intensive Behavioral Intervention], que alguns acreditam seja o melhor para tratar crianças autistas ainda pequenas.

Resultados preliminares mostram a validade do EIBI, afirma James Mulick, co-autor do estudo e professor de Pediatria e Psicologia na Universidade Estadual de Ohio. Ele e seus colegas apresentaram resultados da pesquisa em 7 de agosto em Toronto, no encontro anual da American Psychological Association.

As oito crianças envolvidas no estudo tiveram, todas, diagnóstico de retardo mental - freqüentemente associado ao autismo - antes de participar do EIBI. Seis das oito crianças mostraram ao menos resultados medianos de QI depois do tratamento, e duas evoluíram para um nível de leve retardo. Muitas também mostraram melhorias em outras áreas de desempenho, tais como comportamento, e uma redução nos sintomas de autismo.

Autismo é uma desordem do desenvolvimento complexa que comumente é diagnosticada nos primeiros cinco anos de vida. Crianças autistas costumam ter problemas de comunicação verbal e não-verbal e de interação social e podem, ainda, não se afeiçoar aos outros. Porque envolve problemas de linguagem, freqüentemente se associa a retardo mental.

Mulick, que também trabalha com o Children's Hospital de Columbus, alerta que o EIBI não é uma cura milagrosa e não é grandemente efetivo para algumas - talvez muitas - crianças autistas. Mas disse que é notável que algumas crianças puderam evoluir de um retardo até uma inteligência média depois do programa.

"Fomos ensinados que isso não podia acontecer - pessoas retardadas não poderiam evoluir para a média", Mulick comentou. "Mas descobrimos que acontece, ao menos entre alguns autistas."

Mulick disse que o EIBI para autismo foi primeiramente desenvolvido nos anos 1970 na UCLA - Universidade da Califórnia, Los Angeles-, por O. Ivar Lovaas. Este primeiramente reportou que 47% de 19 autistas que seguiram seu programa atingiram desempenho intelectual e educacional normal. O sucesso foi visto como extraordinário, segundo Mulick. Enquanto psicólogos em todos os EUA puseram variações do EIBI em prática desde então, houve poucos estudos acadêmicos do seu sucesso. Parte da razão é que o EIBI é um processo muito longo e intensivo, cujos estudos podem ser muito difíceis e caros.

Quão longo e intensivo deve ser o EIBI? Lovaas recomendou 40 horas por semana por três anos. "É muito tempo para dedicar ao programa", diz Mulick.

EIBI é um programa altamente estruturado para o aprendizado. Crianças autistas são primeiramente ensinadas a imitar seus instrutores. As crianças são recompensadas quando conseguem imitar movimentos de braço ou outras ações. Então, aprendem a agrupar itens similares e, então, classificá-los. As lições continuam com tarefas gradualmente mais complexas, incluindo o uso de linguagem e habilidades necessárias para acompanhar a escola. Algumas das chaves para o sucesso são recompensar os comportamentos apropriados e não permitir à criança autista retrair-se socialmente, como ela pode tentar fazer, de acordo com Mullick.

Para este estudo - encaminhado pelo Projeto Ohio de Recuperação do Autismo - Mulick e seus colegas, incluindo o Dr Bernard Metz do Children's Hospital de Columbus e Eric M. Butter, Associado Sênior no Pediatric Psychology and Neurodevelopmental Disabilities at Ohio State, recrutaram crianças e pais através dos EUA. Para ser escolhida para o estudo, a criança devia ter sido diagnosticada antes do tratamento como sendo mentalmente retardada e autista. Então, tiveram de participar com sucesso de um programa EIBI que seguisse o formato da UCLA para tratamento intensivo.

Queríamos ver se crianças que tinham passado pelo programa realmente melhoravam o nível de sucesso, como tinha sido reportado, Mullick disse. Não houve grupos de controle neste estudo para comparar com o grupo de tratamento, o pesquisador explica. Isso porque os resultados iniciais do EIBI vinham se apresentando tão promissores que seria anti-ético ter algumas crianças sem receber o EIBI por longos períodos de tempo. Os alunos participantes têm entre 4 e 8 anos e receberam o tratamento por um ano, pelo menos.

Mulick contou que começaram o estudo cerca de um ano atrás e apenas agora tiveram resultados preliminares. Os pesquisadores compararam registros dos estudantes antes de receberem o tratamento EIBI com novas avaliações feitas quando tinham completado o tratamento, participando do estudo. Eles estão apenas começando a avaliar os resultados do período. Durante o último ano, algumas das crianças receberam tratamentos adicionais. Aqueles que estão na idade escolar estão nas turmas normais, enquanto os que são muito novos estão encaminhados para freqüentar escolas regulares.

Os pesquisadores fizeram uma série de avaliações para verificar que efeito o EIBI teve: antes do tratamento, todos tinham QI abaixo de 51, o que os punha em condnição de retardo moderado. Depois do EIBI, todos tinham QI acima de 70, com uma das crianças atingindo 114. Os pesquisadores têm resultados preliminares de três estudantes um ano depois de participarem do estudo. Todos os três apresentarem novos ganhos de QI: 4, 8 e 30 pontos, respectivamente.

Sete dos oito estudantes tiveram ganhos significativos no comportamento adaptativo; dessa forma, estão preparados para a escola regular. Isto significa que podem fazer coisas como se vestir sozinhos e lavar suas mãos. Todos mostraram escores limítrofes a normais em habilidades cognitivas não-verbais (um exemplo é destrancar uma porta ou montar um quebra-cabeça).

Habilidades de linguagem restaram como um problema para pelo menos quatro alunos. Linguagem é uma das áreas mais prejudicadas no autismo, lembra Mullick. Todos os oito estudantes mostraram habilidades acadêmicas em um nível em que estavam prontos para a escola. Apesar de suas habilidades de linguagem não estarem no nível de seus colegas, Mullick diz que eram boas o suficiente para levá-los à escola. Apenas um dos oito apresentava sintomas autistas severos o bastante para ser classificado como autista no momento deste estudo. Isto sugere uma melhora marcante.
Apenas uma das oito crianças mostrou problemas emocionais ou comportamentais em um nível bem abaixo do normal.
No geral, os resultados deste estudo foram positivos para o EIBI. Mas MUllick alerta contra a visão de que o EIBI seria um cura-tudo.

Vimos crianças autistas com alguns dos resultados mais promissores, mas permaneceram sintomas residuais, ele diz. Entretanto, ele é cético quanto à afirmativa do estudo original da UCLA de que quase metade das crianças que participarem de um programa EIBI possam atingir desempenho normal. Este estudo recrutou indivíduos de todos os EUA mas apenas encontrou oito que apresentavam os critérios de ser mentalmente retardados e que completaram com sucesso o programa EIBI.

Nosso estudo mostra que este programa pode funcionar, mas não sei se metade dos participantes pode atingir desempenho normal, ele comenta.

    Some Autistic Children Make Remarkable Progress With Intensive Behavioral Program, Study Suggests

    A new study provides confirmation that some young autistic children can make remarkable progress when they participate in a specially designed intensive behavioral intervention program.

    The study by Ohio State University researchers is one of few that have
    rigorously examined the success of the Early Intensive Behavioral Intervention program, which some believe is the best way to treat autistic children.


    The preliminary results show the value of EIBI, said James Mulick, co-author of the study and professor of pediatrics and psychology at Ohio State University. He and his colleagues presented results of the research August 7 in Toronto at the annual meeting of the American Psychological Association.

    The eight children enrolled in the study all had been diagnosed with mental retardation - which is often associated with autism -- before participating in EIBI. Six of the eight children showed at least average IQ scores after treatment and two had improved to mild mental retardation. Most also showed improvements in other areas of functioning, such as behavior and a reduction in autistic symptoms.

    Autism is a complex developmental disability that typically is diagnosed within the first few years of life. Autistic children often have trouble with verbal and non-verbal communications, with social interactions, and may not be affectionate with others. Because autism involves problems with language, it is often associated with mental retardation.

    Mulick, who is also associated with Children's Hospital in Columbus, cautioned that EIBI isn't a miracle cure, and isn't strongly effective for many - maybe most - autistic children. But he said it is remarkable that some children could go from being quite correctly labeled mentally retarded to being labeled of average intelligence after the program.

    "We were taught at one time that it couldn't happen - people who were mentally retarded couldn't become average," Mulick said. "But we found it can happen among at least some with autism."

    Mulick said EIBI for autism was first developed in the 1970s at the University of California, Los Angeles by O. Ivar Lovaas. Lovaas first reported in 1987 that 47 percent of 19 autistic children who undergone his program achieved normal intellectual and educational functioning. The success was seen as remarkable, Mulick said. While psychologists around the country have put variations of EIBI into practice since then, there has been little academic study of its success. Part of the reason is that EIBI is such a long, intensive process that studies can be very difficult and expensive.


    How long and intensive is EIBI? Lovaas recommended 40 hours per week for three years. "That's a lot of time to commit for the program," Mulick said.

    EIBI is a highly structured approach to learning. Autistic children are first taught to imitate their instructors. Children are rewarded when they can imitate arm motions or other actions. They are then taught how to match identical items, such as shapes. They then learn to match similar items, and then categories. Lessons continue with gradually more complex tasks, including using language, and skills needed to attend school. Some of the keys for success are to reward appropriate behavior and to not allow the autistic child to socially withdraw, as he or she might try to do, according to Mulick.


    For this study - dubbed the Ohio Autism Recovery Project - Mulick and his colleagues, including Dr. Bernard Metz of Children's Hospital in Columbus and Eric M. Butter, Senior Fellow in Pediatric Psychology and Neurodevelopmental Disabilities at Ohio State, recruited children and parents from around the country. In order to be eligible for the study, the children had to have been reliably diagnosed before treatment as being mentally retarded and autistic. They then had to have successfully participated in an EIBI program that followed the UCLA format for intensive treatment.

    "We wanted to see if children who had gone through the program really did achieve the level of success that had been reported," Mulick said. There are no controls in this study to compare the treatment group with, Mulick said. That's because the early results of EIBI have been so promising that it would be unethical to have some children not receive EIBI treatment for long periods of time.

    The participating students are 4 to 8 years old and have received EIBI treatment for at least a year.

    Mulick said they began the study about one year ago and only have preliminary results at this time. The researchers compared records of the students before they received EIBI treatment with new Assessments made when they had completed EIBI and had joined this study. They are just beginning to evaluate results from one year later. During this past year, some of the children have received additional special treatment. Those who are school age are in mainstream classes and those who are younger are on path to also be in standard schools.

    The researchers did a variety of assessments to see what effect EIBI had on the children. Results included: Before EIBI treatment, all students had IQ scores below 51, which puts them in the moderately mentally retarded range. After EIBI, all of the children had IQ scores above 70, with one child reaching 114. The researchers have preliminary results of three students one year after enrollment in this study. All three had made more gains in IQ scores: 4 points, 8 points and 30 points, respectively.

    Seven of the eight students had made significant gains in adaptive behavior, such that they are ready for mainstream schools. This means they can do things like dress themselves and wash their hands. All of the students showed borderline to normal scores on nonverbal cognitive skills (an example being knowing how to unlock a door or solve a puzzle).

    Language skills remained a problem for at least four of the students. "Language is one of the most impaired areas in autism," Mulick said. All eight students showed academic skills to a level where they were ready for school. While their language skills were not up to par with their peers, Mulick said they were good enough for school. Only one of the eight students had autistic symptoms severe enough to be classified as autistic by the time of this study. This suggests a marked improvement.

    Only one of the eight children showed emotional or behavioral problems at a level well above normal.

    Overall, the results of this study were positive for EIBI. But Mulick cautions against seeing EIBI as a cure-all.

    "We saw autistic children with some of the rosiest outcomes, but there were still residual symptoms," he said. Moreover, he is skeptical that nearly half the children who participate in an EIBI program can achieve normal functioning, as the original UCLA study suggests. This study recruited subjects from around the country but only found eight who met the criteria of being mentally retarded and who had successfully completed and EIBI program.

    "Our study shows this program can work, but I don't know that half the people who participate can achieve normal functioning," he said.
Some Autistic Children Make Remarkable Progress With Intensive Behavioral Program, Study Suggests
http://www.osu.edu/researchnews/archive/autism3.htm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 11.8.03

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Isençao de IPI


A lei 8989/1995, depois da modificação feita pela Lei de conversão nº 10690/2003, de 16/6/2003, dá isenção de IPI para taxistas, deficientes físicos, mentais, visuais e autistas.

    Art. 2º A vigência da Lei no 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, alterada pelo art. 29 da Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e pelo art. 2o da Lei no 10.182, de 12 de fevereiro de 2001, é prorrogada até 31 de dezembro de 2006, com as seguintes alterações:

    "Art. 1º Ficam isentos do Imposto Sobre Produtos Industrializados - IPI os automóveis de passageiros de fabricação nacional, equipados com motor de cilindrada não superior a dois mil centímetros cúbicos, de no mínimo quatro portas inclusive a de acesso ao bagageiro, movidos a combustíveis de origem renovável ou sistema reversível de combustão, quando adquiridos por:

    .......................................................

    IV - pessoas portadoras de deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, diretamente ou por intermédio de seu representante legal;

    V - (VETADO)

    § 1º Para a concessão do benefício previsto no art. 1o é considerada também pessoa portadora de deficiência física aquela que apresenta alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.

    § 2º Para a concessão do benefício previsto no art. 1o é considerada pessoa portadora de deficiência visual aquela que apresenta acuidade visual igual ou menor que 20/200 (tabela de Snellen) no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20°, ou ocorrência simultânea de ambas as situações.

    § 3º Na hipótese do inciso IV, os automóveis de passageiros a que se refere o caput serão adquiridos diretamente pelas pessoas que tenham plena capacidade jurídica e, no caso dos interditos, pelos curadores.

    § 4º A Secretaria Especial dos Diretos Humanos da Presidência da República, nos termos da legislação em vigor e o Ministério da Saúde definirão em ato conjunto os conceitos de pessoas portadoras de deficiência mental severa ou profunda, ou autistas, e estabelecerão as normas e requisitos para emissão dos laudos de avaliação delas.

    § 5º Os curadores respondem solidariamente quanto ao imposto que deixar de ser pago, em razão da isenção de que trata este artigo.
Lei 8989 - https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8989.htm
Lei 10690 - https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.690.htm#art2art1iv

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Domingo, Agosto 10, 2003

Regulamentação da profissão de musicoterapeuta

COMUNICADO ENVIADO PELA AMT-RJ

Encontra-se no Congresso Nacional o projeto de lei de regulamentação da profissão de musicoterapeuta. A UBAM - União Brasileira das Associações de Musicoterapia - está organizando um abaixo-assinado em prol da aprovação deste projeto.

Precisamos de sua ajuda! Basta acessar http://www.ubam.hpg.com.br/apoio.htm

Favor repassar esta mensagem para o maior número possível de pessoas, pois precisamos deste apoio!

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 10.8.03

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No Rio, mostra de cinema: A é de Autismo

O GLOBO | 9/8/2003

Cláudia Monica enviou para a lista autismo no Brasil:

Deu n'O Globo:
"O Centro Cultural Banco do Brasil do RJ apresentará Mostra com 29 curtas e médias-metragens entre 12 e 17 de agosto, abordando deficiências físicas e mentais, de autores de vários países. É a Assim Vivemos, 1ª Mostra Internacional de Filmes sobre Deficiências, com filmes selecionados a partir de 3 edições do festival alemâo Wie Wir Leben, sobre o tema".

E comentou:
O que nos interessa especificamente "A de Autismo" (A is for Autism, de Tim Webb, Inglaterra, 1992), uma seqüência de desenhos animados criados com a colaboração de autistas, nos dias 15/08 às 15:30 e 17/08 às 19 h. A página para ver a programação toda é:
http:/www.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr/rj/CinemaVideo.jsp

Abraços, Claudia.
    A Assim Vivemos exibirá 29 curtas e médias sobre o tema no CCBB

    Vinte e nove curtas e médias-metragens que abordam deficiências físicas e mentais serão exibidos do dia 12 (terça-feira) a 17 de agosto, no Centro Cultural Banco do Brasil. Vindos de países diversos, os filmes de Assim Vivemos - 1ª Mostra Internacional de Filmes sobre Deficiência foram selecionados a partir de três edições do festival alemão Wie Wir Leben, que trata do tema.

    Os filmes dão exemplos concretos de como portadores de deficiências podem ser integradas à sociedade, tanto através do trabalho quanto da expressão artística.

    Filmes abordam integração social e expressão artística

    Segundo Gustavo Acioli, cineasta e organizador da mostra, Assim Vivemos é uma lição de cidadania. Acioli participou da edição de 2001 do festival Wie Wir Leben, em Munique, com o premiado curta-metragem Cão guia, uma ficção sobre uma portadora de deficiência visual.

    Quando vi os exemplos lá de fora, percebi que a produção de filmes com estes temas poderia ser estimulada no Brasil com a mostra - diz.

    Composto de documentários, filmes de ficção e animações, a mostra vai apresentar desde registros mais institucionais do universo de deficientes físicos - como Casinha de papelão, documentário de 2001 do Uzbequistão, que acompanha a experiência de reunir num acampamento de férias crianças deficientes e não-deficientes - até o singelo A de autismo, uma seqüência de desenhos animados criados por autistas.

    Há dez vídeos representando o Brasil na seleção, entre eles algumas produções da TV Pinel, e os longas Cipriano, do diretor piauiense Douglas Machado, e Os melhores anos de nossas vidas, documentário da paulista Andréa Pasquini.

    Nas salas de cinema do CCBB estarão os curtas-metragens Criaturas que nasciam em segredo, de Chico Teixeira, e A pessoa é para o que nasce, de Roberto Berliner. E O resto é silêncio, pequena comédia do roteirista e diretor Paulo Halm sobre o amor entre dois jovens surdos-mudos. O filme será exibido no dia 15, e em seguida haverá um debate com Halm e os atores do filme, que realmente são portadores de deficiência auditiva.

    A seleção de filmes tem ainda personagens peculiares e interessantes. Um dos mais curiosos é Fred Burns, do documentário americano Fred, de 1988. Burns nasceu com uma doença que o deixou paralítico, mas aguçou-lhe o humor. Em apresentações em bares, como comediante, Burns consegue arrancar risos com piadas sobre suas próprias deficiências. Outra personagem interessante é Rachel, a criança cega de 8 anos do filme britânico Melhor ou pior, que busca sentido para a vida.

    Debates terão intérpretes de linguagem de sinais

    Assim Vivemos
    não será feito só de discurso cinematográfico. Além dos acessos especiais oferecidos para deficientes no CCBB, haverá duas cadeiras de rodas na recepção da Rua Primeiro de Março, banheiros especiais no 5º andar e lugares reservados.

    Além disso, algumas sessões terão dublagem transmitida para fones de ouvidos para deficientes visuais, os debates contarão com a presença de intérpretes de linguagem de sinais. E o catálogo da mostra terá uma parte impressa em braile.

    © 2001 Todos os direitos reservados à Agência O Globo

O Globo - a notícia permanece nos arquivos grátis até dia 16/8.

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 10.8.03

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Sexta-feira, Agosto 08, 2003

Ameaça de sarampo cresce à medida que pais rejeitam vacina

Pesquisadores calculam o "potencial de expansão" do vírus e alertam que pode haver epidemia

The Guardian | Londres, 8/8/2003 | Tim Radford, science editor


O sarampo pode estar perto de retornar. De acordo com pesquisa publicada hoje [8 de agosto de 2003], a ocorrência da doença na Inglaterra e no País de Gales tem crescido desde 1998, à medida que os pais tem recusado a vacina tríplice MMR [measles, mumps, rubella - sarampo, caxumba e rubéola] para seus filhos.

Especialistas britânicos relatam na revista Science que, conforme as taxas de vacinação têm declinado, o vírus tem sido capaz de se espalhar.

A infecção pode apresentar complicações, como crupe, bronquite, pneumonia, hepatite e encefalite. Antes da vacinação em massa de 1968, sarampo causava 100 mortes por ano na região britânica.

"Minha esperança é que isto sirva de alerta para os pais", disse Vincent Jansen, do Royal Holloway da Universidade de Londres, que realizou a pesquisa. "Estamos atingindo a zona de perigo em que o sarampo poderia mais uma vez se tornar um mal endêmico no Reino Unido. Nós não chegamos lá, ainda, mas estamos no caminho."

Ele e seus colegas comparam a queda na vacinação com o aumento de vítimas em casos únicos de sarampo e encontram correlação.

Os pesquisadores do Royal Holloway, do Imperial College e da agência de proteção à saúde também usaram técnicas estatísticas para chegar a um valor para o potencial reprodutivo ou potencial de expansão do vírus.

Entre 1995 e 1998 esse número era 0,47. Entre 1999 e 2002 ele elevou-se para 0,82. Tanto mais perto esse valor chegue de 1, mais alto o risco de uma epidemia. Acima de 1 o vírus se torna uma ameaça permanente.

"Se a vacinação continuar a declinar, a situação ficará pior", o Professor Jansen afirma. "Os pais deveriam estar cientes de que há riscos associados à decisão de não vacinar e que esses riscos estão aumentando. É irônico que os pais estejam tentando evitar um risco associado à vacinação deixando de vacinar e, com essa decisão, estejam criando um novo e potencialmente maior risco, caso muitas pessoas assumam a mesma posição."

O sarampo é altamente contagioso e se espalha através de gotículas expelidas em tosses e espirros. É marcado por altas temperaturas e um exantema que se estende das faces até as máos e pés. Na Grã-Bretanha costumava matar uma em cada 5000 crianças contaminadas.

Casos recentes têm aparecido porque visitantes, ou viajantes que retornam ao País, estão trazendo o vírus. Neesas situações, a infecção se estende em pequenos grupos e então desaparece porque muitas pessoas na população já estão imunizadas.

Em uma ocorrência na Irlanda houve cerca de 1600 casos e três mortes. Na Holanda houve 3000 casos e três mortes. Ambos os casos estiveram associados com quedas nas taxas de vacinação.

Mary Ramsay, da agência de proteção à saúde e co-autora do relatório, alerta para que algumas regiões do país - como Londres, onde o índice de vacinação MMR tem sido baixa por um longo período - há maiores riscos de maiores irrupções da doença no próximo ano.

As taxas de vacinação na Britânia foram em torno de 50% em 1968. Em 1998, depois da introdução da imunização MMR para sarampo, caxumba e rubéola, a média nacional era cerca de 91%. Então a aceitação da vacina começou a cair em resposta ao alarme sobre sua potencial relação com o risco de autismo.

Médicos e pesquisadores têm enfatizado que não têm encontrado evidências de qualquer relação desse tipo, mas a aceitação da vacina continuou caindo e, nestes quatro anos, de acordo com a pesquisa do Royal Holloway, o número de crianças infectadas cresceu de dez vítimas para mais de 90 no período.

"Acreditamos que essa tendência continue nos próximos quatro anos, se a vacinação não aumentar. No futuro, o número de infectados poderá chegar a mil,"o Professor Jansen concluiu.

Measles menace looms as parents shun vaccine
Researchers calculate 'spreading ability' of virus and warn it could soon be endemic
Measles could be about to make a comeback. According to research published today outbreaks in England and Wales have grown since 1998 as more parents have refused the triple-jab MMR vaccine for their babies.

British experts report in the US journal Science that as rates of vaccination have dipped, the virus has been able to spread further.

Infection can lead to such complications as croup, bronchitis, pneumonia, hepatitis and encephalitis. Before mass vaccination in 1968, measles used to cause around 100 deaths a year in Britain.

"My hope is that this is a warning signal for the parents," said Vincent Jansen of Royal Holloway, University of London, who led the research.

"We are approaching the danger zone where measles could once again become an endemic disease in the United Kingdom. We are not yet there, but we are going that way."

He and his colleagues matched the drop in vaccinations against the increasing numbers of victims in single measles outbreaks, and found a correlation.

The researchers, from Royal Holloway, Imperial College and the health protection agency, also used statistical techniques to arrive at a value for the "reproductive number", or spreading ability, of the virus.

Between 1995 and 1998 this number was 0.47. Between 1999 and 2002 it soared to 0.82. The closer the number gets to 1.0, the higher the risk of an epidemic. Beyond 1.0 the virus becomes a permanent menace.

"If vaccination continues to decline, the situation is likely to get worse," Professor Jansen said. "Parents should be aware that there are risks associated with the decision not to vaccinate and those risks are increasing.

"It is ironic that parents are trying to avoid the perceived risk associated with vaccination by not vaccinating, but making this decision is creating a new and potentially bigger risk if many people take the same decision."

Measles is highly contagious and is spread in droplets expelled by coughs and sneezes. It is marked by a high temperature and a rash that spreads from the face down to the hands and feet.

In Britain it used to kill one child in every 5,000 with the virus.

Recent cases have arisen because visitors or returning holidaymakers have brought the virus into the country. In such situations, the infection spreads around small groups, and then dies away because most people in the immediate population have immunity.

In an outbreak in Ireland there were 1,600 cases and three deaths. In an outbreak in the Netherlands there were 3,000 cases and three deaths. Both of these outbreaks were associated with low vaccine uptake.

Mary Ramsay of the health protection agency, one of the report's co-authors, warns that some parts of the country - such as London where MMR vaccination rates have been lower for a longer period - are more at risk from larger outbreaks in the years to come.

Vaccination rates in Britain were around 50% in 1968. By 1998, after the introduction of MMR immunisation for measles, mumps and rubella, the national average was around 91%.

Then vaccination uptake began to fall off in response to increasing alarm about potential links between the triple jab and the risk of autism.

Medical chiefs and other researchers have stressed that they can find no evidence of any such link.

But vaccination uptake continued to fall, and over the four years, according to the Royal Holloway research, the numbers of children infected by an outbreak of measles grew from around 10 victims to more than 90 at a time.

"We expect this trend to continue over the next four years if vaccine uptake does not increase. In future, the number affected by outbreaks may increase to 1,000," Prof Jansen said.

Measles menace looms as parents shun vaccine


http://www.guardian.co.uk/uk_news/story/0,3604,1014325,00.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 8.8.03

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Quinta-feira, Agosto 07, 2003

Militantes pró-autismo pedem a Bush que convoque conferência

United Press International | 23/7/2003

Legisladores, pesquisadores e pais, neste 23 de julho, instaram o Presidente George W. Bush a convocar uma conferência de especialistas em Saúde para atacar as crescentes taxas de autismo entre crianças nos EUA.

Relatórios recentes sugerem que uma em cada 150 crianças americanas pode ter a desordem - bem acima do valor de 1 em cada 10000 apenas uma década atrás - e isso pode custar à economia norte-americana entre US$ 200 e US$ 400 bilhões de dólares em 2010, de acordo com grupos de apoio aos autistas.

Um grupo de parlamentares sugeriu ao Presidente Bush que convocasse a conferência porque as agências de Saúde do país falharam em investigar a epidemia.

"Tenho a certeza de que os NIH [National Institutes of Health - os Institutos Nacionais da Saúde] e os CDC [Centers for Disease Control and Prevention - Centros para o Controle e Prevenção de Moléstias] falharam em fazer as pesquisas necessárias", disse o Deputado Dave Weldon (Republicano, Florida), que é médico.

Um deputado republicano de Indiana, Dan Burton, cujo neto é autista, e o Deputado Dennis Kucinich, de Ohio, um candidato à Presidência pelos Democratas, também chamaram Bush a articular um trabalho governamental sobre autismo.

"É a hora de uma conferência da Casa Branca sobre autismo", disse Kucinich. Ele disse que 1,5 milhão de americanos podem sofrer dessa condição.

A Casa Branca não retornou um telefonema pedindo comentários sobre o tema.

Um painel de pesquisadores discutiu possível causas ambientais para o que tem sido visto por muitos como uma epidemia de autismo - incluindo a exposição ao mercúrio em vacinas. O conservante à base de mercúrio Thimerosal, foi particularmente utilizado nos anos 1990, quando as doses de vacina em crianças dobraram e o autismo atingiu taxas estratosféricas.

"Como médico, estou particularmente preocupado com a segurança de nossas vacinas", Weldon diz.

Médicos discutiram estudos que parecem mostrar que crianças com autismo podem não sr capazes de excretar mercúrio, envenenando-se. Também debateram persquisa que parece indicar uma correlação entre o aumento da exposição ao mercúrio de vacinas e o aumento de problemas no cérebro de crianças.

Alguns médicos mostraram-se irritados com os especialistas de Saúde do Governo que, eles dizem, ignoraram o problema. As agências de Saúde do Governo definem os esquemas de vacinação infantil.

"O que temos aqui são alguns burocratas querendo manter tudo debaixo dos panos", afirmou Boyd Haley, diretor do Departamento de Química da Universidade do Kentucky.

Em junho de 2000 os Centros para controle e prevenção de moléstias alertaram para a retirada do thimerosal das vacinas "porque qualquer risco potencial do mercúrio é preocupante." Mas a agência disse que "não há evidências convincentes de danos causados por baixos níveis de Thimerosal nas vacinas."

Em outubro de 2001, um painel no Instituto de Medicina declarou que era "biologicamente plausível" que o Thimerosal cause autismo, mas que "evidências científicas nem provam nem refutam qualquer relação".

Os fabricantes de vacinas dizem que seus produtos não têm qualquer culpa.

Fonte: United Press International, 23/7/2003 - via Autismconnect (você vai precisar criar uma senha.)

    CAMPAIGNERS URGE PRESIDENT BUSH TO CONVENE AUTISM CONFERENCE

    WASHINGTON DC, USA:
    Lawmakers, researchers and parents on July 23 called on President George W. Bush to convene a conference of health experts to tackle ballooning autism rates among children in the United States.

    Recent reports suggest that as many as out of every 150 American children may have the disorder - up from 1 in 10,000 just a decade ago - and this could cost the American economy between US $200 and $400 billion by 2010, according to autism support groups.
    A group of lawmakers said that President Bush should convene the conference because US health agencies had so far failed to investigate the epidemic.

    "I feel very strongly that NIH [the National Institutes of Health] and the CDC [Centers for Disease Control and Prevention] have failed to do the necessary research," said Representative Dave Weldon (Republican, Florida), who is a physician.

    An Indiana Republican Representative, Dan Burton, whose grandson has autism, and Ohio Representative Dennis Kucinich, a Democratic presidential candidate, also called on Bush to ratchet up government work on autism.

    "It is time for a White House conference on autism," said Kucinich. Kucinich said that 1.5 million Americans might suffer from the condition.

    The White House did not return a telephone call seeking comment on the issue.

    A panel of researchers discussed possible environmental causes for what is being seen by many as an autism "epidemic" - including mercury exposure from vaccines. The mercury-based additive, thimerosal, was particularly prevalent during the 1990s - when vaccine doses for children doubled and autism rates skyrocketed.

    "As a physician, I am particularly concerned about the safety of our vaccine supply," Weldon said.

    Doctors discussed studies which appearsto show that children with autism may not be able to secrete mercury, poisoning them, and discussed research that seems to indicate a correlation between increasing exposure to mercury from vaccines and rising brain problems in children.

    Some doctors expressed anger at government health experts who, they said, were ignoring the problem. Government health agencies set childhood vaccination schedules.

    "What we have here are some bureaucrats who want to keep this under cover," said Boyd Haley, chairman of the Chemistry Department at the University of Kentucky.

    In June 2000, the Centers for Disease Control and Prevention called for the removal of thimerosal from vaccines "because any potential risk from mercury is of concern." But the agency said "there remains no convincing evidence of harm caused by low levels of thimerosal in vaccines."

    In October 2001, an Institute of Medicine panel found that it was "biologically plausible" that thimerosal causes autism, but that "current scientific evidence neither proves nor disproves a link."

    Vaccine manufacturers say their products are not to blame.

    Fonte: United Press International, 23/7/2003 - via Autismconnect (você vai precisar criar uma senha.)

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 7.8.03

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Quarta-feira, Agosto 06, 2003

Poeta savant oferece pistas para as habilidades da linguagem

Cientista de Oxford acredita que o estudo de uma mulher portadora de autismo, ainda que tendo um talento verdadeiramente destacado para a poesia, propiciará melhor compreensão de como as habilidades da linguagem se desenvolvem.

Oxford University Gazette | 5/11/1998


A Dra Ann Dowker, professora do Departamento de Psicologia de Oxford, do St Anne's College e do Wadham College, estudou o caso de Kate, de 45 anos, diagnosticada com a síndrome de Asperger, que começou a escrever poesia depois que um amigo lhe mostrou alguns poemas.

Kate tem consideráveis dificuldades de comunicação e precisa de ajuda para administrar seu dinheiro, fazer compras, e organizar sua vida diária. A Dra Dowker conta: "Apesar de ser deficiente de muitas formas, Kate foi avaliada como uma poetisa muito bem dotada por professores acadêmicos em Literatura Inglesa e Poesia."

Estudos anteriores analisaram o fenômeno dos talentos savants, onde indivíduos apresentam destacadas habilidades em Matemática, Música, Desenho e memorização, apesar de apresentarem várias debilidades.

A Dra Dowker e seus colegas, Professor Beate Hermelin e Dra Linda Pring, do Goldsmith's College, em Londres, compararam a poesia de Kate à de Emma, uma poetisa semiprofissional de cerca de trinta anos, que apresenta deficiências físicas, incluindo moderada perda de audição.

Eles estudaram 61 poemas de Kate e 72 de Emma, analisando elementos como o grau de auto-análise, a freqüência com que relações interpessoais são descritas, e o grau de descrição da natureza e de paisagens. Também analisaram o uso de recursos poéticos tais como rima, aliteração e metáforas.

Os pesquisadores argumentam que uma comparação entre os pobres resultados em testes de linguagem formal e a alta qualidade dos poemas sugerem que o talento savant de Kate se baseia em um módulo específico dentro da função linguagem. Isto, acreditam, é uma evidência a mais de que a linguagem não é apenas separada de outros aspectos cognitivos, mas também separada dentro de si mesma, mostando um número relativamente independente de dimensões.

"Concluímos que Kate é um dos raros exemplos de talento savant onde a ênfase se dá na real criatividade em linguagem", a Dra Dowker conclui. "Análises estatísticas confirmaram a impressão geral de uma competente poetisa, com uma poesia surpreendentemente bem definida, dentro de um contexto de severo comprometimento social, cognitivo e da linguagem."

Este é um exemplo da poesia de Kate:

...it is so close to sadness, my happiness,
I cannot tear them apart...
the dog so faithful to me
Yet so scared, runs away
Till I feel better...
How will people who wait
For me know I am suffering too much
To even try to tell them,
Or will they know I am trying all
I can...?
     ...é tão perto da tristeza, a minha felicidade,
não posso separá-las...
o cão, tão fiel a mim,
foge assustado, ainda assim,
até que eu fique bem.
Como as pessoas, a esperar
algo de mim, saberão quanto dói
tentar lhes falar,
commo saberão que tento tudo
que posso...?

Poet savant provides clues to language skills

An Oxford scientist believes that a study by herself and colleagues of a woman who suffers from a form of autism, yet has a truly outstanding talent for poetry, offers insights into how language skills develop.

Dr Ann Dowker, a lecturer in the Department of Psychology and at St Anne's College and Wadham College, studied the work of Kate, a 45-year-old diagnosed as suffering from Asperger's syndrome, who began writing poems after being shown those written by a friend.

Kate has considerable communication difficulties and needs help with managing money, doing shopping, and organising her everyday life. Dr Dowker said: `Though handicapped in many ways, Kate is judged by academic professionals in English literature and poetry a highly gifted poet.'

Earlier studies have shown the phenomenon of `savant talent', where individuals have outstandingly high skill levels in mathematics, music, drawing ability, and memory, despite severe disabilities.

Dr Dowker and her colleagues, Professor Beate Hermelin and Dr Linda Pring at Goldsmith's College, London, compared Kate's poetry with that of Emma, a semi-professional poet in her early thirties who has physical handicaps including moderate hearing loss.

They studied 61 poems by Kate and 72 of Emma's, looking at elements such as the degree of self analysis, the frequency with which interpersonal relationships are described, and the level of description of nature and landscapes. They also analysed the use of poetic devices such as rhyme, alliteration, and metaphors.

Dr Dowker and her colleagues argue that a comparison between the poor results on formal language tests and the high quality of the poems suggests Kate's savant talent is based on a specific module within the language function. This, they believe, is further evidence that language is not only separate from other aspects of cognition, but also that language itself contains a number of separable, relatively independent dimensions.

`We concluded that Kate is one of the rare instances of savant talent where the emphasis is on true creativity in the area of language,' Dr Dowker said. `Statistical analysis confirmed the overall impression of the savant poet's surprisingly well-rounded poetic competence within the context of quite severe cognitive, social, and communication impairments.'

This is an example of Kate's poetry:

...it is so close to sadness, my happiness,
I cannot tear them apart...
the dog so faithful to me
Yet so scared, runs away
Till I feel better...
How will people who wait
For me know I am suffering too much
To even try to tell them,
Or will they know I am trying all
I can...?

Poet savant provides clues to language skills
http://www.ox.ac.uk/gazette/1998-9/weekly/051198/news/story_2.htm

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 6.8.03

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Terça-feira, Agosto 05, 2003

Com a mão esquerda

The Washington Post | pag. HE02 | 29/7/2003 | Kate Nelson

Canhotos têm sido rotulados de tudo, desde possuidores de uma criatividade exacerbada até terem ligações com o demônio. Mas seriam os cérebros ou a inteligência dos canhotos - 10 a 12% da população - fundamentalmente diferentes dos destros? Não. Mas certos grupos apresentam maior incidência de canhotismo. Por exemplo:

1) Atletas. Canhotos têm uma vantagem tática em alguns esportes. Cerca de 20% dos lançadores de beisebol e dos jogadores de tênis são canhotos - isso sem contar os grandes artilheiros do futebol brasileiro.

2) Pessoas com orientação sexual diferente. A incidência de desordem de orientação de gênero é mais alta entre canhotos. Um artigo publicado em 2001 no Psychological Bulletin afirma que pessoas não-destras (canhotos e ambidestros) prevalecem entre os gays, especialmente lésbicas.

3) Pessoas com desordens auto-imunes - talvez. Um estudo, ainda debatido acaloradamente, indica que alta percentagem de canhotos sofre de asma, colite e desordens do intestino. Acredita-se há muito tempo que canhotos morrem mais cedo ou sofrem mais acidentes que destros. Pesquisas recentes mostraram que isso é uma inverdade.

4) Pensadores criativos extraordinários. Artistas, arquitetos e mestres de xadrez têm uma leve tendência a ser canhotos. Canhotos também têm mais dificuldades em aprender a falar que destros. Mas não há maior probabilidade de haver mais canhotos incapacitados do que Da Vincis.

5) Algumas desordens mentais. Esquizofrênicos têm mais probabilidade de usar ambas as mãos para várias tarefas que a população em geral; autistas têm maior tendência ao canhotismo.

With Your Left Hand
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A59660-2003Jul28.html

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 5.8.03

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Segunda-feira, Agosto 04, 2003

Hospital abriga meninos autistas achados nas ruas

A Tarde | Salvador, 06/02/2002 | Carla Fialho

Eunápolis (Da Sucursal Extremo Sul) -
Dois meninos, um com cerca de 8 anos e outro com 12 anos, encontrados perambulando pelas ruas de Eunápolis na quinta-feira passada, vivem um drama que denuncia o descaso do poder público e a falta de políticas públicas voltadas para a criança e o adolescente em situação de risco. Até agora não se sabe nada sobre os garotos, a não ser que apresentam distúrbios mentais.

Eles não falam, o que levantou a suspeita de serem autistas. Perguntas como de onde vieram e se têm família permanecem sem respostas. Mas a pergunta principal continua sendo: o que será feito dessas crianças? Conselho Tutelar, Hospital Regional e Secretaria de Assistência Social, órgãos envolvidos na questão, não chegam a um consenso sobre onde os meninos devem ficar até que a situação seja resolvida.

O jogo de empurra-empurra e de responsabilidade alonga-se sem que os dois meninos tenham um destino feliz. O correto é que eles estivessem numa casa de passagem. Mas, na falta dela, os menores foram "jogados" num quarto do Hospital Regional de Eunápolis. O diretor clínico do hospital, Edivaldo Andrade, já informou que não pode ficar com as crianças, pois o local é inadequado. Os meninos estão correndo um sério risco de infecção hospitalar.

O diretor administrativo do hospital, Claudionor Nunes, afirma que não tem acomodações apropriadas, tampouco dispõe de médico-psiquiatra e pessoal de apoio para acompanhar as crianças durante o período necessário. Isso pôde ser constatado de perto. A TARDE flagrou os meninos sem roupa e tomando banho num banheiro alagado, sem nenhuma assistência. A justificativa do hospital é que só recebeu os menores porque foi um pedido da primeira-dama e secretária de Ação Social do município, Maria Sepúlveda.

O drama dos dois meninos, conta o conselheiro Enoque Miranda Batista, começou na quinta-feira, por volta das 10 horas. Exatamente neste horário, a Polícia Militar chegou à sede do Conselho levando o menino mais novo, encontrado na rua. Duas horas depois, o ex-árbitro de futebol William Cavalcante também chegou ao Conselho levando outro menor, aparentando 12 anos, encontrado nas margens da BR-101 perambulando na frente dos carros.

Com o caso em mãos, o Conselho Tutelar fez um comunicado nas rádios da cidade, na tentativa de localizar algum parente dos menores. Não teve êxito. Em seguida, relata Enoque, procurou algum voluntário que pudesse abrigar as crianças pelo menos naquela noite. Conseguiram dois abrigos. Um menino ficou no Centro Nutricional S.O.S. Criança e o outro foi levado para uma creche no bairro Rosa Neto. Na sexta-feira, veio o segundo capítulo da novela. A irmã Terezinha, do Centro Nutricional, vendo a impossibilidade de ficar com a criança, pediu ao Conselho que fosse buscar o menino. Na Creche do Rosa Neto, a responsável Maria Sônia se prontificou a ficar com os dois meninos até segunda-feira.

Solução provisória

Na segunda-feira, entretanto, nada havia sido resolvido. "Ficamos sem saber o que fazer com as crianças, uma vez que na cidade não existe nenhuma instituição de apoio ao menor abandonado. Levamos os garotos para a Secretaria de Desenvolvimento Social. Para a nossa surpresa estava fechada. Conduzimos as crianças até a Prefeitura Municipal para que tomassem alguma providência, pois as crianças estavam muito agitadas. Antes disso, o Conselho entrou em contato com a Apae. Fomos informados que a entidade está em recesso", conta Enoque Batista. Resolveram então apelar para a primeira-dama e secretária de Ação Social, Maria Páscoa Sepúlveda. Ela conseguiu que as crianças ficassem na Apae durante o dia, mas à noite não teriam para onde ir.

A TARDE - para ter acesso aos arquivos, você precisa ser assinante do jornal ou do provedor.

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 4.8.03

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Adolescente autista tirou sua própria vida

Seattle Times | Local Digest | Seattle, EUA - 3/8/2003 | Equipe do Seattle Times e serviços de notícias

EVERETT -
O Escritório de Medicina Legal do Condado de Snohomish determinou que um rapaz de 16 anos, autista, cujo corpo foi encontrado cinco semanas depois de seu desaparecimento, cometeu suicídio.

Ashton Smith morreu com um único tiro que disparou em sua própria cabeça, segundo afirmou o escritório de Medicina Legal nesta sexta-feira [1º de agosto].

Smith ficou desaparecido de seu apartamento em Mountlake Terrace por cinco semanas, quando então seu corpo foi encontrado no dia 15 de julho em uma bosque em Lynnwood. Ele tinha síndrome de Asperger, uma forma de autismo de alto desempenho.

Sua mãe, Roseanne Smith, disse à polícia que ele já tentara o suicídio em dezembro e tinha passado por períodos de depressão.

Equipe do Seattle Times e serviços de notícias

Autistic teenager took his own life

EVERETT -
The Snohomish County Medical Examiner's Office has determined that a 16-year-old autistic boy whose body was found weeks after he disappeared had committed suicide.

Ashton Smith died of a single, self-inflicted gunshot wound to the head, the medical examiner's office said Friday.

Smith had been missing from his Mountlake Terrace apartment for five weeks when his body was found July 15 in a wooded area in Lynnwood. He had Asperger syndrome, a high-functioning form of autism.

His mother, Roseanne Smith, told police he had attempted suicide in December and had experienced periods of depression.

Seattle Times staff and news services

Autistic teenager took his own life
http://archives.seattletimes.nwsource.com/cgi-bin/texis.cgi/web/vortex/display?slug=dige03m&date=20030803&query=autism

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Sexta-feira, Agosto 01, 2003

Autismo: uma impressão genética?

Scientific American | 6/10/2000 | Kristin Leutwyler

O autismo afeta as pessoas em tantas formas e graus diferentes que fica difícil diagnosticá-lo. Suas causas ainda não são identificadas. Os cientistas admitem que fatores ambientais e genéticos entram em jogo, mas a complexidade dessas influências é muito grande. Entretanto, pesquisadores do Centro para a Genética Humana da Universidade de Duke encontraram uma nova forma de encarar a contribuição dos genes para esse distúrbio - e isso pode simplificar muito a tarefa de desvendar o mistério de sua origem.

A pista, explica a pesquisadora sênior Margaret Pericak-Vance, é que o fenômeno conhecido como impressão genômica (genomic imprinting) pode atuar no advento do autismo. Em resumo, a impressão é um processo pelo qual a expressão de um gene em uma criança depende de qual genitor doou-o antes do seu desenvolvimento. Diferentemente da genética de Mendel, na qual genes recessivos e dominantes controlam o resultado, a impressão é uma espécie de guerra dos sexos molecular; silenciando a cópia de um gene advinda do parceiro, uma mãe ou pai avança com seus próprios interesses genéticos. Apesar de ter sido inicialmente observado em insetos, a impressão genômica tem sido recentemente descoberta em algumas raras desordens humanas, como as síndromes de Prader-Willi e de Angelman - ambas as quais podem produzir sintomas semelhantes aos do autismo.

Muitas crianças com essas síndromes têm genes alterados na mesma região do cromossomo 15 que nós temos observado no autismo - Pericak-Vange conta. Da mesma forma vinham estudando uma região do cromossomo 7 envolvida no autismo, que também apresenta as genes com impressões. Para testar a idéia de que essas impressões estão envolvidas com esses cromossomos, Pericak-Vange e seus colaboradores examinaram 82 famílias com pelo menos dois membros afetados por autismo em alguma de suas formas. Suas descobertas sugerem um efeito paterno no cormossomo 7 e um efeito materno no cromossomo 15. Uma vez que entendamos melhor os fatores genéticos envolvidos no autismo, testes genéticos poderiam, teoricamente, ser oferecidos às famílias em risco comenta o pós-doutorando Allison Ashley-Koch. Além disso, a identificação de cada gene preparará o caminho para desenvolvermos terapias que melhorem a qualidade de vida dessas crianças.
Parental Imprinting in Autism
Autism affects people in so many different ways and to such varying degrees that it's hard to diagnose. It's harder still to discern its cause. Scientists have known that environmental and genetic factors come into play, but the complexity of both influences has made them virtually impenetrable. Now, however, researchers at Duke University's Center for Human Genetics have found a new way to look at how genes contribute to the disease. And that insight, which they present today at a meeting of the American Society for Human Genetics, might just simplify the task of unraveling autism's origins.

The clue, explains senior researcher Margaret Pericak-Vance, is that a phenomenon known as genomic imprinting may be at work in passing on autism. In short, imprinting is a process by which a gene's expression in a child depends on which parent donated it before development. Unlike Mendelian genetics, in which dominant and recessive genes control the results, imprinting is a kind of molecular battle of the sexes; by silencing the other parent's copy of a gene, a mother or father advances their own genetic interests. And although initially discovered in insects, genomic imprinting has recently been found in some rare human disorders, such as Prader-Willi and Angelman syndromes¿both of which can produce symptoms like those in autism.

"Many children with these syndromes have altered genes in the same region of chromosome 15 that we are looking at in autism," Pericak-Vance said. So they were looking as well at a region on chromosome 7 implicated in autism, which also contained imprinting genes. To test their idea that imprinting was involved by way of these chromosomes, Pericak-Vance and colleagues examined 82 families who had at least two members affected by autism in some form. Their findings suggested a paternal effect on chromosome 7 and a maternal effect on chromosome 15. "Once we better understand the genetic factors involved in autism, genetic testing can theoretically be offered to families at risk," notes postdoctoral fellow Allison Ashley-Koch. "In addition, identification of such genes will pave the way for development of therapies to improve the quality of life for these children."
--Kristin Leutwyler

Parental Imprinting in Autism
http://www.sciam.com/article.cfm?articleID=000E7843-D7AD-1C63-B882809EC588ED9F&pageNumber=1&catID=1

Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 1.8.03

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