Terça-feira, Julho 22, 2003
Pais de autistas deixados a lutar sozinhos
Famílias de portadores lutam contra o relógio contando com pouca ou nenhuma ajuda dos serviços sociais.
The Observer | Londres, 11/5/2003 | Jo Revill
Uma ida ao supermercado com seus dois gêmeos, Thomas e Benjamin, é um pesadelo para Sarah Ziegel. Os garotos de 4 anos parecem adoráveis mas correm selvagemente, indiferentes a qualquer ordem de se comportar direito. Os empregados e outros pais não conseguem esconder sua desaprovação.
O que as pessoas não imaginam é que os garotos são autistas e, para eles, instruções para ficarem quietos não têm muito significado. A vida da Sra. Ziegel é tomada por seu trabalho diuturno em cuidar de seus filhos e ainda, como para outros pais, não há ajuda à disposição.
Suas tentativas em obter ajuda de um auxiliar social (
social worker), ou para organizar algum tipo de apoio que lhe dê algum descanso, têm falhado. Ela e o marido, Jonathan, têm ainda de lutar em outra frente: eles tentam obter do Conselho local, em Richmond-upon-Thames, Surrey, na Justiça, recursos para ajudar seus filhos a aprender a falar.
Mesmo passeios de carro são um pesadelo. A Sra. Ziegel, que ainda tem Hector, de 16 anos, não pode usar o estacionamento para deficientes, que lhe ajudaria a parar mais perto de um hospital ou escola, porque seus filhos não são fisicamente incapacitados.
Tirar uma das crianças do carro e segurá-la para que não corra para o meio dos carros pode ser possível, mas com dois como os meus, não é, ela diz.
As coisas mais banais são difíceis, como sair para o parque, porque as pessoas são muito apressadas em julgar. Nossa sociedade não está preparada para aceitar crianças como as nossas.
Autismo está aumentando, por razões ainda desconhecidas
Autismo é uma incapacitação comportamental para toda a vida, que afeta cerca de 500.000 pessoas no Reino Unido e que tem diferentes graus de severidade. Seus portadores têm dificuldades em estabelecer relacionamentos, problemas com comunicação verbal e não-verbal e limitações de imaginação.
Esta semana a
National Autistic Society apresentará um relatório mostrando como são poucos os pais de autistas, adultos ou crianças, que realmente recebem os benefícios e ajuda a que têm direito.
Um levantamento com 548 membros descobriu que mais de 60% dos responsáveis têm dificuldades em obter apoio dos serviços sociais, com muitos sendo incapazes de encontrar um auxiliar que entenda suas necessidades. Um terço dos responsáveis abertamente admite que não entenderam o sistema de benefícios; dois terços daqueles que fizeram alguma reivindicação dizendo que tiveram problemas para preencher os formulários.
Pessoas com autismo e síndrome de Asperger podem receber a
Pensão de Vida Desabilitada (
Disability Living Allowance), de acordo com suas necessidades, mas a entidade encontrou 45% de famílias de baixa renda que tiveram de apelar à Justiça para conseguir o benefício desejado.
Nos anos recentes, tem havido muita publicidade em torno da alegada associação entre autismo e a vacina MMR (sarampo-rubéola-caxumba), mas a cobertura do quanto é difícil para famílias lutar sem apoio tem sido pequena. O levantamento mostrou que apenas um terço dos responsáveis recebe ajuda ou dispensa do serviço, apesar de que isso daria à família um tempo muito bem vindo. Algunas sentiram que havia uma carência de pessoal treinado para lidar com suas crianças ou com os pais; outros que havia apenas disponibilidade em uma emergência ou crise.
Há um considerável custo financeiro para quem está procurando ajuda para crianças autistas. O primeiro estudo econômico sobre o custo adicional estimado para a desordem é de cerca de £2,9 milhões por pessoas, muito devido a ajuda educacional extra.
O Governo estipulou que crianças autistas devem ser estimuladas a entrar no ensino regular, mas elas freqüentemente necessitam de um assistente de classe para ajudá-los tanto quanto de terapia para desenvolver suas habilidades de comunicação.
Mas há a necessidade de uma compreeensão básica das desordens que atormenta os portadores. Um aspérguer contou para os organizadores do levantamento:
-
Não tenho um profissional me acompanhando agora porque minhas experiências anteriores foram muito negativas. Nenhum deles nunca teve qualquer conhecimento ou compreensão da síndrome.
Quando eu e minha família tentávamos explicar meus problemas e o tipo de suporte que precisaria, eles sempre respondiam que esse sserviço não estava disponível e que não havia verbas para cobrir tanta demanda.
Autism parents left to struggle alone
Sufferers' families cope with round- the-clock caring with little or no help from social services
Jo Revill
Sunday May 11, 2003
The Observer
A trip to the supermarket with her twin boys, Thomas and Benjamin, is a nightmare for Sarah Ziegel. The four-year-olds look adorable but run around wildly, impervious to any commands to behave properly. The check-out staff frown and other parents don't attempt to hide their disapproval by tutting loudly.
What the onlookers don't realise is that both boys are autistic, and for them instructions to be quiet hold little, if any, meaning. Mrs Ziegel's life is severely curtailed by her 24-hour job of caring for the boys and yet, as for many other parents, there is no help at hand.
Her attempts to have help from a social worker or to organise respite care to give herself a short break have all failed. She and her husband Jonathan have also had to fight on another front: they took their local council, Richmond-upon-Thames in Surrey, to a tribunal to win funding for essential home tutoring to help their children with their speech.
Even car journeys are a nightmare. Mrs Ziegel, who also has 16-month-old Hector to care for, has been told she cannot be given a disability parking badge, allowing her to park close to a hospital or school, because the boys are not physically disabled.
'Taking one child out of the car and keeping an arm on them so they don't run into the traffic might be possible, but with two four-year-olds like mine, it isn't,' she said.
'The tiniest things present difficulties, like going out to the park, because people are so quick to judge. Our society is not good at understanding or accepting children such as ours.'
Autism is on the increase, for reasons that are still unclear.
It is a lifelong developmental disability which affects an estimated 500,000 people in the UK and comes in degrees of severity, but sufferers tend to have difficulties forming relationships, problems with verbal and non-verbal communication and also a lack of imagination.
This week the National Autistic Society will present a report looking at how few parents with autistic children, or autistic adults, actually receive the benefits and help to which they are entitled.
A survey of 548 members found that more than 60 per cent of carers had difficulties getting support from social services, with many unable to find a social worker they felt understood their needs. One-third of carers openly admitted they didn't understand the benefits system, with two-thirds of those who had made a claim saying they had problems filling out the relevant forms.
People with autism and Asperger's syndrome can receive Disability Living Allowance, according to their needs, but the society found 45 per cent of families on low incomes had gone to appeal to get the desired rate.
In recent years, there has been much publicity over autism's alleged link with the MMR vaccine, but little coverage of how difficult it is for families to cope without outside support. The survey showed only around one-third of carers had received respite care or a short-break service, although this would give the family much-needed time to spend as they wished. Some felt there was a lack of trained staff to take on their children or relatives, others that it was only available if they were in an emergency or crisis.
There is considerable financial cost to families who are looking after autistic children. The first economic study of the additional lifetime costs of the disorder estimated it to be at about £2.9 million per person, much of it due to providing extra educational help.
The Government has stipulated that autistic children must be allowed to enter mainstream education, but they will often need a classroom assistant to help them, as well as therapy to improve their communication skills.
But it is the lack of a basic understanding of the disorders that troubles sufferers. An Asperger's syndrome sufferer told the survey organisers: 'I don't have a social worker now because my past experiences were mostly negative. None of them ever had any knowledge or understanding of the syndrome.
'When my family and I tried to explain my problems and the type of support I would need, they always replied that such a service wasn't available, and there were no funds to cover such provision.'
Autism parents left to struggle alone
http://observer.guardian.co.uk/Print/0,3858,4665961,00.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 22.7.03
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Segunda-feira, Julho 21, 2003
Escola do Rio 'aprende' a incluir deficientes
Professores tiveram aulas de braile e linguagem de sinais para atender alunos excepcionais
O ESTADO DE S. PAULO | 16/7/2000 | CLARISSA THOMÉ
RIO - Uma escola pública de Casimiro de Abreu, no interior do Estado, resolveu com criatividade o desafio da educação de deficientes. Como não existiam as chamadas escolas especiais para receber esses alunos, as professoras começaram a absorver os estudantes excepcionais nas classes regulares e, sem saber, puseram em prática a educação inclusiva, sistema considerado modelo pela Organização das Nações Unidas para ensino de deficientes.
Cinco anos depois das primeiras experiências, 40 alunos estudam por esse sistema, dezenas foram alfabetizados e vários professores receberam treinamento nesse método. A prefeitura prepara-se agora para construir uma vila olímpica, a fim de incentivar o esporte entre deficientes físicos.
"Fomos experimentando como trabalharíamos com esses alunos, porque só tínhamos o modelo antigo de escola especializada", conta a coordenadora de Educação Especial do município, Maria do Carmo Hubner Stroligo.
Antes, as crianças com deficiência não estudavam na cidade. As escolas públicas mantinham, por lei, uma sala onde elas eram reunidas, mas não recebiam incentivos para aprender. Um convênio entre a Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae) e o Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) José Bicudo Jardim, administrado pela prefeitura, permitiu a entrada dos alunos especiais.
As crianças passam por uma sala de triagem, onde se adaptam ao novo ambiente, aprendem braile ou língua de sinais - dependendo da deficiência -, até estarem aptas a freqüentar as classes regulares. "Esses alunos chegam muito tarde à escola, principalmente os que sofrem de deficiência mental", afirma Maria do Carmo. Depois de passar pelo que seria o pré-escolar, as crianças são alfabetizadas e seguem o curso com os demais alunos.
A notícia de que a escola ensinava crianças especiais atraiu os pais.
Apareceram crianças cegas, surdas-mudas e em cadeiras de rodas. Os professores tiveram de especializar-se: procuraram parcerias com o Instituto Benjamim Constant, para aprender braile, e com o Instituto Nacional de Educação de Surdos, onde estudaram a linguagem de sinais.
Adultos com deficiência também procuraram o serviço. É o caso do ex-engraxate Jorge Elias dos Santos Silva, de 43 anos. A família acreditava que ele não precisava ir à escola depois que contraiu paralisia infantil.
"Eu moro na roça e estudar não era fácil nem para quem andava", conta.
Nas salas de aula, os alunos surdos lêem lábios dos professores para acompanhar as aulas. Os que mantiveram o mínimo da audição usam equipamentos com fones de ouvidos para entender a voz dos professores, que falam em pequenos microfones. As crianças cegas fazem suas anotações em braile.
Graças ao que aprendeu, a deficiente visual Luzia Costa da Silva, de 19 anos, foi aprovada em 1999 na concorrida prova de admissão da Escola Técnica de Campos, no norte fluminense.
Maria do Carmo reconhece que encontrou dificuldades para a inclusão dos deficientes. Os pais não queriam seus filhos ao lado de "retardados".
"Discutimos muito com os pais e agora estamos conversando com os alunos adolescentes, que são muito questionadores", afirma.
Livro - O psiquiatra mineiro José Ferreira Belisário Filho defende que a educação inclusiva deve ser uma parceria entre educadores e médicos. Ele expõe essas idéias e sua experiência como psiquiatra infantil no livro Inclusão - uma Revolução na Saúde, da Editora WVA. "Eu já trabalhava para que as crianças especiais estudassem em escolas regulares, sem saber que isso era inclusão", conta. O médico não quer apenas que seus pacientes estudem em colégios "normais", mas faz visitas regulares às instituições para discutir dúvidas e dificuldades de colegas, professores, diretores e do próprio paciente.
Uma das histórias do livro é o caso de Jacques, de 8 anos, que sofre de autismo e é acompanhado por Belisário há quatro anos. O menino foi estudar em escola de classe média longe de casa e não se adaptou. Um dia, passou na porta de uma escola pública da periferia de Belo Horizonte, sentou na frente do portão e decidiu: "É aqui que eu quero estudar."
Belisário conta que a inclusão não fez bem apenas a Jacques, que passou a ter colegas em quem se espelhar, mas causou mudanças também na escola. O colégio fica próximo de uma favela que não tem saneamento básico e por isso os estudantes não sabiam como usar a privada. Mas Jacques se recusava a usar o banheiro sujo e pedia que uma faxineira fizesse a limpeza. Resultado: antes de ensinar noções de higiene e saneamento, as professoras tiveram de mostrar aos alunos como usar o vaso sanitário.
Escola do Rio 'aprende' a incluir deficientes
http://www.estado.com.br/editorias/2000/07/16/ger843.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 21.7.03
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Macacão de Schumacher, para autistas
Jornal da Tarde | São Paulo, 7/11/2000
O piloto alemão Michael Schumacher, da Ferrari, tricampeão mundial de Fórmula 1, resolveu doar um de seus três uniformes para ser leiloado em 18 de dezembro.
A renda será revertida para uma associação francesa que oferece tratamento para crianças e jovens autistas.
O macacão vermelho do atual campeão mundial está estimado entre US$ 10 e 16 mil. Esse valor deverá ajudar a associação de autistas a construir uma terceira unidade. Dois estabelecimentos já estão funcionando, um em Paris e outro em Bourg la Reine, nas cercanias da capital francesa.
O autismo é uma desordem neurológica caracterizada pela perda dos intercâmbios comunicativos e sociais com o mundo externo e por comportamentos repetitivos.
Macacão de Schumacher, para autistas
http://www.jt.estadao.com.br/editorias/2000/11/07/esp234.html
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Curso e equoterapia em São Paulo
Portadores de deficiências também freqüentam a Hípica Paulista
O ESTADO DE S. PAULO | São Paulo, 27/4/2001 | Gláucia Leal
Terças e quintas-feiras são os dias mais esperados pela estudante Roberta Kfouri, de 17 anos. É nessas ocasiões que ela participa das aulas na Escola de Equitação da Sociedade Hípica Paulista. Apaixonada por cavalos desde a infância, ela aprendeu a montar em um sítio, no interior do Estado. Há três anos, foi derrubada e pisoteada durante uma cavalgada. Teve lesões no fígado e permaneceu em coma por duas semanas.
O trauma vivido e os receios da família não a impediram de convencer os pais de que queria matricular-se no curso. "Agora, com orientação adequada, me sinto mais segura", afirma.
Com calças e casquete (chapéu de montaria), seu colega Thomaz Pimentel, de 8 anos, também é um aluno aplicado. "Não quero parar de treinar nunca."
Além das aulas convencionais, a escola oferece outros serviços. A beleza dos exercícios de equilíbrio praticados sobre os cavalos durante as aulas de volteio, por exemplo, costuma atrair a atenção dos visitantes. "Nessa modalidade eqüestre, o atleta executa movimentos acrobáticos sobre o animal, acompanhado de coreografias e música", explica a professora Eva Tavares Paes.
A aluna mais nova de Eva tem 3 anos. E já se ajoelha com os bracinhos abertos sobre o animal em movimento. "Não tenho medo de cair", garante Bruna Secco, de 7 anos, praticante de volteio desde os 5.
Terapia - Também funciona na escola o Centro Integrado de Equoterapia. O atendimento é direcionado a pessoas portadoras de deficiências físicas e mentais. Os praticantes têm idades que variam de 2 a 78 anos e apresentam, entre outros distúrbios, paralisias cerebrais,
autismo e deficiências mentais.
Os pacientes são acompanhados por uma equipe multidisciplinar formada por psicólogo, fisioterapeuta, pedagoga, fonoaudióloga e terapeuta ocupacional.
Serviço: Escola de Equitação da Sociedade Hípica Paulista - Fone: 5506-0611, ramal 244
Curso atrai crianças e funciona como uma sessão de terapia
http://www.estado.com.br/editorias/2001/04/27/cid675.html
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Sargento pai de autista faz bico para sobreviver
Jornal da Tarde | São Paulo, 19/5/2001 | Danilo Angrimani
Sargento que tem filho autista lava e tosa cães para equilibrar o orçamento doméstico. Regulamento disciplinar proíbe o bico
Desde 97 sem receber reajustes, os policiais militares afirmam que estão com os salários defasados e, para sobreviver, precisam recorrer aos bicos. A principal atividade fora do expediente de trabalho, tanto dos PMs como dos policiais civis, é a segurança. Eles prestam serviço para casas de bingo, postos de gasolina, supermercados, padarias. "Muitos usam até a arma da corporação", informa um policial.
Apesar de tolerado por alguns comandos, o bico é formalmente proibido pelo artigo 16 do Regulamento Disciplinar da PM. "Cerca de 80% dos PMs fazem bico", afirma uma fonte do Comando da Polícia Militar. "É graças a esse trabalho fora do expediente que eles tiram o equivalente até a um salário extra."
O deputado estadual Celso Tanauí (PTB), ex-presidente da Associação de Subtenentes e Sargentos, disse que a grande maioria dos PMs realmente trabalha com segurança, mas muitos exercem várias outras atividades. "É bico para tudo quanto é gosto", destaca o parlamentar.
Um sargento, por exemplo, contou que aos sábados e domingos precisa lavar e tosar cachorros para conseguir equilibrar o orçamento doméstico.
"Eu ganho R$ 1.200 líquidos. Gasto cerca de R$ 800 por mês com um filho que sofre de autismo. Se eu não fizer bico, a gente morre de fome."
Além de dar banho e cortar o pêlo de cães, o sargento faz desenho técnico e projetos de construção. "Ganho de R$ 500 a R$ 600 por mês com esses trabalhos. É o que salva a família."
O policial militar conta que a atividade extra-expediente é tolerada em alguns batalhões. "Em outros, existe uma pressão muito grande. Às vezes, o policial se suicida de desespero, por causa do endividamento."
O deputado Tanauí defende o bico. "Sou favorável, porque é uma maneira honesta de o policial suplementar seu salário. É melhor ele ganhar o dinheiro honestamente do que de uma maneira ilícita."
Já o presidente da Associação dos PMs, tenente Dirceu Cardoso Gonçalves, é contrário até à hora extra, porque, no seu entender, o policial fica cansado, estressado e pode se complicar em um momento de decisão. Gonçalves diz ser favorável a um salário "digno" que desmotive o PM a recorrer a serviços alternativos.
Para conseguir maior dedicação do policial, e conseqüentemente eliminar o bico, o prefeito de São Caetano do Sul, Luiz Tortorello, encontrou uma alternativa inédita que já vem dando resultado há pelo menos três anos.
Ele estabeleceu uma espécie de convênio com a PM. Além do salário que o policial militar recebe da corporação, a Prefeitura paga mais R$ 400 a título de pró-labore (remuneração por serviço prestado) por mês.
"É um convênio excelente, muito bom, que funciona e serve de exemplo para as demais prefeituras", afirma o tenente-coronel Renato Penteado Perrenoud, responsável pela Comunicação da PM.
Para quem for apanhado fazendo bico, O Regulamento Disciplinar da PM prevê 15 dias de detenção, desconto desses dias do mês trabalhado e também da aposentadoria.
Pauta de reivindicações
Em campanha salarial, representantes de 14 associações de policiais militares esperam ser recebidos pelo secretário de Segurança, Marco Vinício Petrelluzzi, na próxima semana, para entregar a pauta de reivindicações da categoria.
Os PMs querem 41,04% de reposição salarial para os praças (soldados, cabos e sargentos e subtenentes) e 84,94% para os oficiais (tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel). A Polícia Civil também pretende participar das negociações e unificar as propostas com os policiais militares.
Bico de PMs: vale até cuidar de cães
http://www.jt.com.br/editorias/2001/05/19/ger013.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 21.7.03
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Terça-feira, Julho 15, 2003
Professores temporários se demitem de escola para autistas
Londres | Mike Pflanz, South London Press | 9/7/2003
Pelo menos cinco professores temporários se demitiram depois de apenas um dia de trabalho na escola BIB, em Londres, dizendo que não estavam contentes em trabalhar naquela escola privada. Eles deixaram os alunos com 13 professores, quando apenas duas semanas antes havia 35.
A escola vinha enfrentando problemas financeiros e passou a trabalhar com professores temporários, mais baratos, para suprir a deficiência até as férias de verão. Alguns dos antigos profissionais ainda esperam o pagamento de junho.
Alguns dos novos contratados não tinham experiência anterior com autismo. Quatro dos 18 que começaram na segunda-feira desisitiram antes das primeiras da terça-feira.
Alguns pais não estão mandando os filhos para a escola, pois a quebra na rotina foi muito grande: "trocaram professores, turmas e salas-de-aula", diz Joanna Butcher, mãe de Luke, 7 anos. Bill Goodyear, diretor da escola, diz que alguns dos professores, depois do primeiro dia de trabalho, o procuraram para dizer que aquilo não era para eles.
Teachers walk out
By Mike Pflanz, South London Press
TEMP teachers who were rushed in to cover classes at a school for autistic kids quit after just ONE DAY.
At least five have walked out, saying they are not happy to carry on at private specialist school BBI Education in Vauxhall.
It leaves the school's pupils - many with difficult behaviour needing oneto-one attention - with 13 teachers when there were more than 35 two weeks ago.
Bosses at the Vauxhall Street school made long-standing staff redundant claiming a cash crisis a fortnight ago. Many are still waiting for June's pay-packet.
BBI then turned to cheaper temps to plug the gap until summer holidays, even though some have no experience of autism.
Four of the 18 who started training last Monday dropped out before first lessons on Tuesday and one went home at lunchtime on the second day.
The remaining 13 are in charge of 16 kids when many need one-to-one care and some need to be watched by two teachers.
Some worried parents are keeping their kids at home and say they are furious at BBI chief Bill Goodyear for the upset.
Joanna Butcher, from Clapham, said her son Luke, seven, was not going back to BBI.
She said: "There's no way after all the disruption, it would do him no good at all. They changed the teachers, the classes and even the classrooms."
Mr Goodyear said: "Some of the teachers came in for training and said to me at the end of that day this was not for them.
"One came in for the first day of teaching and told me she had thought about it and decided she was not right for the job.
"Tuesday was a very, very difficult day and a lot of the kids were very confused, because it was a major disruption.
"But if you came in now the school is a different place. The teachers have settled in and the children are starting to get used to them."
Mr Goodyear said he had inter-viewed all new staff, and added: "Some do not have experience of autistic children, but as a whole they have more teaching qualifications than the outgoing staff."
He said he was "more than happy" 16 kids were sharing 13 staff.
Teachers walk out
http://icsouthlondon.icnetwork.co.uk/0100news/0200southlondonheadlines/page.cfm?objectid=13155000&method=full&siteid=50100
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 15.7.03
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Mãe briga para escolher a escola de seu filho autista
Escócia | The Scotland | 12/07/2003 | Fiona MacGregor
Veronica Rose, viúva, mãe de Felix, autista de cinco anos de idade, entrou na justiça contra o conselho municipal de Edimburgo pelo direito de escolher a escola em que matriculará seu filho.
A sra. Rose acredita que Felix não alcançará todo seu potencial se for enviado para a escola especial Kaimes, a única opção que lhe foi oferecida; ela entrou com sua ação depois das autoridades recusarem a matrícula no Donaldson's College.
Veronica Rose, of Newhaven, Edinburgh, is the latest in a line of parents taking legal action against Edinburgh City Council over the right to send their children to the school of their choosing. Her move comes after the local authority refused her five-year-old son, Felix, a place at Donaldson's College.
Mrs Rose said she believed Felix would not reach his full potential if he were sent to Kaimes special school, which is the only place the council has offered.
The mother-of-two, who lost an appeal to send him to Donaldson's, said: "Felix has a autistic spectrum disorder and has a major speech impediment. He can repeat words, but he can't do sentences. They've offered us a place at Kaimes, but that would mean him going on a bus with eight other children when he doesn't speak. Felix has a phobia of sirens, bells and buzzers and Kaimes is on a main road."
Mrs Rose claimed that Kaimes would not provide Felix with the support he needed. "I wanted him to go to Donaldson's where they have in-house speech therapy. At Kaimes, he would have to share therapy twice a week with eight others. He needs more than that to fulfil his potential."
Mrs Rose added that, within a month of her husband's death, she had been asked to look at schools for Felix, but in the end had been refused a place for him at Donaldson's despite a psychologist's recommendation that he should go there.
"It's as if carrots had been dangled and yet they weren't available because they wanted to fill the council-run places. It's disgusting," she said. " The pressure is unbelievable. I don't see how I can send him to Kaimes. Felix has specific needs and they will not be met, but then I will probably have the education board saying I'm with holding my son."
Mrs Rose is being backed by a support group, Independent Special Education Advice, in taking legal action. The charity, which advises parents of children with special-education needs, has revealed it is working with four other families who are taking the council to court.
Cathy Flynn, of Independent Special Education Advice, said the organisation was being contacted by a growing number of families who had been left angered by the council's failure to provide places for them at special speech and language schools and units.
She condemned the education department's solution of sending children with communication problems to mainstream schools where they are supported by a classroom assistant. "We would like to see the education department plan provision for these children who they know will be starting school."
She added: "Many of these children would find it impossible at a mainstream school."
Last month, a council spokeswoman confirmed that it had turned down two-thirds of applicants for full-time places for five-year-olds set to start at the city's speech and language units.
But a council spokeswoman said Kaimes did have in-house therapists, and added: "We are continuing to invest considerable resources in extending provision for pupils with speech and language difficulties. We offer specialist units throughout the city as well as packages of support within mainstream primary schools. Any parent who is not content with the outcome of a placing request has the right to appeal against the decision. We have received no appeals in respect of any requests for our speech and language units."
News of these legal actions came as lawyers have lodged applications at Edinburgh Sheriff Court on behalf of six sets of parents fighting to send their children to the same mainstream primary as their siblings.
The application on behalf of the six families is the first stage of a bid to force the council to provide places at Davidson's Mains Primary for the youngsters who live outside the catchment area, but have brothers or sisters at the school already.
Mum fights to choose school for autistic son
http://news.scotsman.com/index.cfm?id=760122003
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 15.7.03
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Segunda-feira, Julho 14, 2003
Problemas em apontar-e-mostrar em crianças autistas se associam a dificuldades precoces no contato face-a-face
ESRC press release | 10/jul/ 2003 |
As dificuldades que crianças autistas têm em apontar-e-mostrar objetos a outras pessoas podem se basear nos seus problemas precoces com simples interações face-a-face, de acordo com umma nova pesquisa patrocinada pela ESRC (Economic & Social Research Council), a agência de patrocínio de pesquisas do Reino Unido.
As descobertas de um estudo de dois anos encaminhado pela Dra Susan Leekam, do Departamento de Psicologia da Universidade de Durham pode ser importante para entender os problemas precoces de linguagem e comunicação dessas crianças.
O estudo se baseou em 20 crianças autistas e uum grupo de controle com outras 20 crianças, todas em idade pré-escolar. A observação mais importante foi que a dificuldade em responder a interação face-a-face estava fortemente relacionada com o problema em apontar-e-mostrar. As crianças que não apontavam e mostravam objetos para os adultos eram aquelas com mais dificuldade na intereação face-a-face.
'Pointing and showing' problems for autistic children linked to difficulties with early face-to-face contact -
ESRC
http://www.esrc.ac.uk/esrccontent/news/july03-3.asp
'Pointing and showing' problems for autistic children -
eurekalert
http://www.eurekalert.org/pub_releases/2003-07/esr-as070303.php
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 14.7.03
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Quarta-feira, Julho 09, 2003
Hipnotismo curaria o autismo? Fraude ou ciência?
Jornal do Brasil | Cláudia Amorim | 14/9/2002
A psicanalista Monica Tolipan publicou o livro
Uma presença ausente, em que afirma ter sido capaz de
tratar o autismo através da hipnose da mãe.
-O primeiro ano de vida da criança é fundamental. Qualquer coisa que ocorra com ela - um acidente grave, algo que a atinja nessa idade - pode deixar marcas que mantenham a criança nesse estado autístico. Minha hipótese é que a criança, quando se depara precocemente com um sofrimento para o qual não está preparada, usa esse recurso para não sofrer. Seria um estado hipnótico. A hipnose é um recurso que nós temos contra o sofrimento.
- A senhora não considera o autismo uma síndrome?
- Eu não vejo como uma síndrome, é um estado.
- Sendo um estado, então, fica mais fácil se livrar dele?
- Exatamente. Estou provando que é possível. É claro que vai levar muito tempo, é por isso que preciso da intervenção precoce.
Outro olhar sobre o autismo
http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernob/2002/09/13/jorcab20020913001.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 9.7.03
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Terça-feira, Julho 08, 2003
Desculpem a falha deles
New York Times | 6/7/2003 | Corrections
A Companhia Neuronetics, que desenvolve uma máquina para tratar esquizofrenia e que afirma poder
destravar habilidades
savants em qualquer pessoa, fica em Malvern, e não em Atlanta.
An article on June 22 about autism and the structure of the human brain misstated the location of Neuronetics, a company that is developing a machine to treat schizophrenia and depression through transcranial magnetic stimulation, a process that Allan Snyder, an American doctor working in Australia, claims can unlock savantlike mental abilities in anyone. It is in Malvern, Pa., not Atlanta.
Corrections
http://www.nytimes.com/2003/07/06/pageoneplus/corrections.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 8.7.03
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Isenção de IPI de carros inclui autistas
Jornal da Tarde | Jornal do Carro | São Paulo | 2/7/2003 |
Se tirou com uma mão, o Governo deu com outra. É que a nova lei sobre isenção de impostos na compra do automóvel novo passa a contemplar não só aqueles com problemas físicos, como ocorria até então, mas também os de "deficiência visual e mental e os autistas, diretamente ou por intermédio de seu representante legal".
Mais pessoas têm acesso
http://www.jt.estadao.com.br/suplementos/carr/2003/07/02/carr042.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 8.7.03
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Karin Rodrigues do vôlei no Criança Esperança
Jornal da Tarde | Esportes | São Paulo | 2/8/2002 |
Karin Rodrigues, capitã da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei, doou um uniforme completo do time para a campanha Criança Esperança.
Karin, que tem um irmão portador de autismo, disse:
-
A mobilização da sociedade é sempre necessária. Se cada cidadão fizer um pouquinho, com certeza teremos crianças mais saudáveis e felizes. A campanha Criança Esperança é um exemplo de como isso pode melhorar a vida das pessoas.
Karin na campanha Criança Esperança
http://www.jt.com.br/editorias/2002/08/02/esp009.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 8.7.03
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A filha secreta de Richard Burton
Jornal da Tarde | Variedades | São Paulo | 12/12/2001 |
Richard Burton manteve em segredo o fato de que tinha uma filha autista, que passou toda sua vida em um hospital psiquiátrico, internada desde os seis anos de idade.
Quem revelou o segredo foi Kate, sua outra filha com Sybil Williams, de quem Burton se separou para viver com Elisabeth Taylor.
Richard Burton mantinha filha secreta em hospital psiquiátrico
http://www.jt.estadao.com.br/editorias/2001/12/12/var037.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 8.7.03
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