Domingo, Julho 13, 2008
AÇÃO SOLIDÁRIA
Dentistas com um olhar especial
| Karoline Viana | Diário do Nordeste | Fortaleza, 12/7/2008 |
Pacientes vêm do Interior e de outros estados para receber tratamento na Associação Brasileira de Odontologia
Numa grande sala, odontólogos que fazem um curso de especialização na sede da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) aliam o treinamento prático a uma ação solidária. Duas vezes por mês, eles atendem por um preço simbólico clientes com necessidades especiais: portadores de doenças infecciosas, gestantes, pessoas com diabetes, transplantados, doentes de câncer, pessoas com deficiências motoras ou neurológicas, entre outros.
A cada 15 dias, são atendidos cerca de 60 pacientes durante a manhã e a tarde, inclusive do Interior e de outros estados. Pessoas que procuravam os serviços de saúde e se deparavam com a falta de prática dos profissionais em atender pacientes especiais e que acabavam sem atendimento. É o caso da diarista Eva Vieira Sena, que se mudou de Alagoas para o Ceará a fim de oferecer um melhor atendimento médico e odontológico para a filha Michele, de 18 anos, portadora de paralisia cerebral.
‘‘Lá as coisas eram muito difíceis e não dava para ter um atendimento adequado. Aqui eles tratam da minha filha de uma forma muito cuidadosa e carinhosa, estou muito satisfeita’’, conta. Além dos tratamentos para a manutenção da saúde bucal, a dentista incentiva Michele a fazer exercícios para desenvolver a mastigação, a fim de que a jovem não tenha sua alimentação limitada a produtos líquidos ou pastosos.
Segundo o odontólogo Fabrício Bitu, um dos professores da especialização, a preocupação em estabelecer um atendimento que inclua portadores de necessidades especiais é relativamente nova no Brasil, mas se faz urgente. Por isso, desde 2005, a ABO promove o curso de especialização em Odontologia para Pacientes Portadores de Necessidades Especiais. Com o acompanhamento de quatro professores, os alunos colocam em prática o atendimento especial que aprendem na teoria.
‘‘Desde os anos 90 temos sentido uma demanda por esse tipo de serviço, até porque não podemos dizer que os portadores de necessidades especiais são uma minoria. Apesar de acabar sendo resultante do trabalho, o nosso foco principal não é ajudar essas pessoas, mas fazer com que essa prática se torne comum entre os odontólogos’’, explica.
O odontólogo explica que, ao contrário do que se imagina, o nível de esterelização da sala e dos equipamentos é o mesmo do paciente comum. A diferença estaria na abordagem técnico-científica para cada caso. Um autista, que não suporta o toque, faz com que o odontólogo tenha um condicionamento psicológico para lidar com ele. Já no caso de um hepático, é preciso ter cuidado na dosagem dos medicamentos, que são metabolizados pelo fígado. ‘‘O que nos preocupa é não haver, no Ceará, um atendimento hospitalar especializado para casos especiais mais graves, como autismos graves ou psicopatias’’, alerta.
Dentistas com um olhar especial
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=554271
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 13.7.08
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Confusão diagnóstica aumenta número de pessoas classificadas como "autistas"
| Faeza Rezende | Jornal da Manhã | Uberaba, 12/07/2008 |
Em 2006, a Turma da Mônica ganhou um novo personagem: o André. Conhecido por levar para as histórias em quadrinhos as diferenças (sociais, comportamentais e até mesmo físicas), Mauricio de Souza criou o personagem para representar as crianças que fazem parte do espectro autista.
Estatísticas mostram que 0,6% da população mundial sofre de problemas que podem ser classificados como "Transtorno Invasivo do Desenvolvimento", do qual o autismo faz parte.
A neurologista infantil Ivanira Barbosa explica que hoje o termo mais usado para o problema é "espectro autista", que é uma combinação de sinais e sintomas que podem ser encontrados em diferentes doenças e até mesmo em pessoas consideradas normais.
Segundo a especialista, o espectro autista caracteriza-se basicamente por: dificuldades na interação social, transtornos na comunicação e limitação para entender a intencionalidade das outras pessoas. Além disso, os autistas, normalmente, se apegam muito a um objeto, pessoa ou rotina por dias, meses ou anos. Já os maneirismos e a tendência à repetição são sinais menos comuns.
Todavia, a médica conta que o grau dessas dificuldades varia de pessoa para pessoa e várias outras assim como transtornos podem aparecer no indivíduo, dependendo da patologia de base, ou seja, da causa. Por exemplo, a dificuldade no caso da interação social pode variar desde não olhar no olho de outra pessoa até mesmo em não conseguir permanecer em companhia de outras pessoas e procurar o isolamento total.
Ivanira Barbosa ressalta que qualquer pessoa normal pode apresentar um ou mais destes sintomas. Isso causa confusão diagnóstica e faz aumentar o número de pessoas classificadas dentro do espectro autista, assim como no transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. Em conseqüência disso, muitas vezes essas pessoas são medicadas erroneamente. "Uma nova classificação internacional de doenças está para ser publicada (CID-11) e espera que essas confusões sejam esclarecidas", informa.
A especialista explica que o autismo nem sempre está associado a deficiências cognitivas ou motoras. Cita, inclusive, grandes nomes da história mundial que estão dentro desse espectro, como Albert Einstein e Bill Gates. Mas ela alerta que, se não compreendidas e não receberem apoio, as crianças podem ter o desenvolvimento comprometido, pois essas dificuldades podem piorar com o passar do tempo e desencadear novos problemas.
"Existem casos que podem melhorar com medicação. Além disso, a estimulação adequada e precoce melhora muito os sintomas", orienta a neurologista. O acompanhamento deve ser constante para proporcionar apoio nas dificuldades que podem ir aparecendo.
A neurologista conta que nem sempre são os sinais característicos do espectro autista que fazem os pais levarem as crianças ao médico, e sim outras dificuldades, como a demora para aprender a ler e escrever, agressividade, hiperatividade e até mesmo suspeita de surdez, pois as crianças podem não responder ao estímulo verbal.
Como os sinais podem ser sutis durante os primeiros dias ou meses, a especialista recomenda que os pais fiquem atentos ao desenvolvimento das crianças desde o nascimento. "Qualquer dúvida, é necessário que se procure um especialista", alerta.
Confusão diagnóstica aumenta número de pessoas classificadas como "autistas"
http://www.jmonline.com.br/?canais,7,08,274
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 13.7.08
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Seminário sobre autismo
“Uma em cada 146 crianças é autista. Uma pode ser a sua”
| Vera Gomes | O Setubalense | 9/7/2008 |
A APPDA – Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, de Setúbal, promoveu, durante o dia de ontem, um seminário subordinado ao tema “Perturbações do Espectro do Autismo – Intervenções”. O evento contou com a participação de vários especialistas que, perante uma audiência de pais, educadores, técnicos de saúde e outros interessados, expuseram assuntos relacionados com o autismo.
“O autismo define-se como um conjunto heterogéneo de perturbações do desenvolvimento que se manifesta na dificuldade nas relações sociais/empatia; nas dificuldades de comunicação verbal e não verbal; na dificuldade no jogo simbólico e no interesse por actividades restritas e repetitivas”, explicou José Paulo Monteiro, neuropediatra no Hospital Garcia da Orta, em Almada.
Durante a sua exposição, no seminário promovido pela APPDA – Setúbal, que teve lugar no Centro de Formação Profissional, o especialista referiu que, de acordo com dados recentes, tem havido um aumento da incidência deste distúrbio, sendo que, actualmente, uma em cada 150 crianças é autista. Este aumento do número de diagnósticos pode, no entanto, não corresponder a um real aumento da incidência, uma vez que, de acordo com o neuropediatra, este aumento pode dever-se a “uma maior sensibilização dos profissionais de saúde, de educação, dos pais e dos media e ao alargamento dos critérios de diagnóstico”.
José Paulo Monteiro indicou alguns avanços nesta área, sendo que, o mais recente tem sido “o seguimento dos irmãos mais novos de crianças autistas, que, têm um risco aumentado de desenvolver uma perturbação no espectro do autismo”. Mesmo em gémeos existe uma discordância da gravidade e taxas de recorrência inferior a dez por cento entre irmãos, revela o médico.
Apesar de “não haver medicação que cure o autismo”, indica o técnico, “há a possibilidade de intervir sobre o humor, a agressividade, a epilepsia, a atenção/concentração, compulsões/obsessões”.
No entanto, o mais importante é o diagnóstico precoce. “As múltiplas intervenções têm maior eficácia no período de elasticidade cerebral”, refere o neuropediatra, acrescentando que “todas as crianças têm capacidade para aprender, mesmo aquelas com perturbações mais graves”.
A questão do diagnóstico precoce foi reforçada por Maria José Sobral, que preside a APPDA – Setúbal que é, desde 2005, uma IPSS, fundada por “mães e pais com filhos autistas”. Baseando-se num estudo diferente, a presidente da associação revelou que “uma em cada 146 crianças é diagnosticada com autismo” e concluiu que “uma pode ser a sua!”, ou seja, “pode acontecer a qualquer um”.
O psicólogo Edgar Pereira, director pedagógico da APPDA de Lisboa, identificou os “grandes problemas do autismo: o diagnóstico, a etiologia (estudo das causas) e as terapêuticas”.
Relativamente a este último item, o psicólogo explicou que o objectivo é “modificar os comportamentos”, que podem ser definidos como “verbais ou não verbais, abertos (observáveis) ou cobertos (cognitivos, sentimentais) ”, etc. Neste ramo existem dois tipos de terapêuticas, as biomédicas e as psicológico-educacionais, sendo que, dentro de cada uma existem inúmeras opções, cuja escolha “pode ser muito confusa e desgastante”. Assim, o especialista realçou a necessidade de escolher a “melhor opção”, que deve ser aquela que oferece “resultados mais credíveis e sustentáveis e ser comparativamente mais útil para a pessoa tratada do que outras que tentam fazer os mesmos efeitos”. Para Edgar Pereira é absolutamente necessário que as terapias sejam “comprovadas com rigor científico, antes de serem aplicadas”.
“Uma em cada 146 crianças é autista. Uma pode ser a sua”
http://www.osetubalense.pt/noticia.asp?idEdicao=198&id=7567&idSeccao=1690&Action=noticia
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Tratamento alternativo para autismo é polêmica no EUA
|iParaíba | 10/07/2008 |
Pressionados por pais desesperados, pesquisadores do governo dos Estados Unidos estão batalhando para que seja testado um tratamento experimental para crianças autistas, uma decisão que alguns cientistas consideram como experiência antiética em falsa medicina. O tratamento remove metais pesados do corpo e se baseia em uma teoria, rejeitada pela maioria dos cientistas, de que o mercúrio causa autismo. A teoria nunca foi comprovada.
Não há mercúrio em vacinas dirigidas a crianças desde 2001, excetuado o caso de certas vacinas contra gripes. Mas muitos pais de crianças autistas acreditam na teoria, e o presidente do Instituto Nacional de Saúde Mental apóia o teste do método em crianças, desde que os testes sejam comprovadamente seguros. "Muitas mães disseram que o tratamento salvou seus filhos", disse o Dr. Thomas Insel, diretor do instituto.
Por enquanto, o estudo proposto, não muito conhecido fora da comunidade de pesquisadores do autismo e das organizações que trabalham no combate à doença, está em suspenso até que as preocupações quanto à segurança sejam dirimidas, disse Insel.
O processo, conhecido como quelação, é usado no tratamento de envenenamento por chumbo. Estudos com adultos demonstraram que ele é ineficaz a não ser que exista nível elevado de metais pesados no sangue. Qualquer estudo com crianças teria de excluir as portadoras de níveis elevados de mercúrio no sangue, porque isso requereria tratamento e impediria a formação de um grupo de controle tratado com um placebo.
Um dos medicamentos usados na quelação, o DMSA, pode causar efeitos colaterais que incluem assaduras e baixa contagem de glóbulos brancos. E existem indícios de que a quelação pode redistribuir os metais no corpo, talvez até mesmo no sistema nervoso central.
"Não sei realmente porque deveríamos usar esse tratamento em crianças indefesas", disse Ellen Sigelberg, da Escola Bloomberg de Saúde Pública, na Universidade Johns Hopkins, que foi convidada a comentar o estudo em um conselho de revisão do instituto. A despeito de processos e da morte de pelo menos uma criança, diversos milhares de crianças autistas já estão sendo tratadas por meio de quelação, de acordo com as estatísticas disponíveis, porque seus pais não querem esperar pelo resultado dos testes.
Entre esses pais está Christina Blakey, de um subúrbio de Chicago, que usa quelação e diversas outras terapias alternativas, incluindo sessões em uma câmara hiperbárica, para tratar seu filho Charlie, 8.
Antes de começar a quelação, aos oito anos, Charlie sofria de acessos de fúria. Quando ela o levava à escola, precisava empurrá-lo à força para longe, ou ele se recusava a ficar. Mas com três semanas de quelação, o comportamento do menino começou a mudar. "Ele fazia fila com os colegas na escola, olhava para mim e acenava, e fazia sinal de positivo ao entrar", ela conta. "Todas as mães que viam a cena ficavam com lágrimas nos olhos".
Não existe maneira de provar se a quelação fez diferença real ou se Charlie simplesmente se adaptou à rotina escolar. O autismo envolve um espectro de distúrbios que prejudicam a capacidade de comunicação e interação de uma pessoa. A maioria dos médicos consideram que a condição é incurável.
Os tratamentos convencionais se limitam a terapia de comportamento e alguns poucos remédios, como o Risperdal, que combate a esquizofrenia e tem efeito comprovado de redução da irritabilidade.
Os pais frustrados já encontraram mais de 300 tratamentos alternativos para o problema, a maioria dos quais completamente desprovidos de provas científicas de apoio, de acordo com a Rede Interativa do Autismo, no Instituto Kennedy Krieger, em Baltimore, Maryland. "Para muitas mães, se elas ouvem falar de um tratamento, se sentem compelidas a experimentá-lo", disse o diretor do projeto, o Dr. Paul Law. "Qualquer coisa que tenha uma chance de beneficiar a criança elas estão dispostas a experimentar".
Mais de 2% das crianças acompanhadas pelo projeto usam a quelação. Se essa porcentagem se aplica à população de autistas como um todo, mais de três mil crianças estariam recebendo o tratamento nos Estados Unidos, hoje. Os medicamentos de quelação podem ser usados em forma de pílula, supositório ou intravenosa.
A Dra. Susan Swedo, que comanda o grupo de pesquisa do autismo no instituto federal e deseja estudar a quelação, conquistou notoriedade por teorizar que a faringite estreptocócica pode causar distúrbio obsessivo compulsivo, uma teoria que não foi comprovada.
Ela deseja recrutar 120 crianças autistas dos quatro aos 10 anos e dar à metade delas DMSA e à outra metade um placebo. O teste teria 12 semanas de duração e mediria a presença de mercúrio no sangue antes e depois do processo, bem como os sintomas de autismo.
Uma descrição prévia do estudo diz que, caso não seja encontrada diferença entre os dois grupos, seria possível rebater "as informações casuais e a crença generalizada" de que a quelação representa um tratamento efetivo.
Mas o estudo está suspenso devido à preocupação gerada por um outro estudo com animais publicado no ano passado, que vinculou o uso da DMSA a problemas cerebrais em ratos de laboratório. Os resultados do teste com animais estão em revisão, disse Insel.
Ele afirmou que, depois de ouvir os pais, veio a acreditar que os métodos tradicionais de pesquisa científica, que avançam gradualmente com base em testes com animais e resultados publicados de estudo, não estavam oferecendo respostas com a rapidez necessária.
"As perguntas são urgentes", disse Insel. "Vamos fazer da inovação a peça central desse esforço de estudo do autismo, de suas causas e dos tratamentos para ele, e pensar naquilo que podemos estar ignorando".
AP
Tratamento alternativo para autismo é polêmica no EUA
http://www.iparaiba.com.br/plantao.php?noticia=129359&categoria=8
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 13.7.08
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Estudo em famílias do Oriente Médio traz novidades sobre genes do autismo
| AFP | 12/07/2008 |
WASHINGTON (AFP) — Uma pesquisa com famílias do Oriente Médio e de outros países árabes ajudou os cientistas a identificar seis novos genes envolvidos no autismo, de acordo com estudo divulgado nesta quinta-feira nos Estados Unidos.
O trabalho "apóia firmemente a nova idéia de que o autismo provém de transtornos na capacidade do cérebro para formar novas conexões segundo suas experiências - condizente com a aparição do autismo durante o primeiro ano de vida, quando muitas dessas conexões se fazem", ressaltou a equipe de pesquisadores do Hospital Infantil de Boston e membros do Consórcio de Autismo, um grupo americano de apoio e pesquisa.
A equipe dirigida por Christopher Walsh, pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes visitou Turquia, Dubai, Kuwait e Arábia Saudita para confirmar os diagnósticos, acrescentaram os pesquisadores.
Em pouco mais de 6% das 88 famílias foi detectada uma herança incomum de genes que pareciam eliminados, mas que, na realidade, estavam obstruídos nas crianças autistas e não em outros portadores.
"Curiosamente, os genes afetados não faltavam, apenas estavam bloqueados, o que abre a possibilidade de desenvolver terapias que possam reativar esses genes", afirmaram os estudiosos.
Nas famílias tradicionais árabes, é comum que os primos se casem entre si, o que potencializa a possibilidade de que surjam mutações genéticas raras, disse a equipe, no estudo publicado pela revista especializada "Science".
Além disso, costumam ter mais filhos do que as famílias ocidentais, o que resulta em algo relativamente mais vantajoso para os estudos genéticos.
O trabalho incluiu 104 famílias árabes que sofriam uma alta incidência de autistas, recrutadas na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Omã, Paquistão, Qatar e Turquia. Delas, 88 tinham casamentos entre primos.
Estudo em famílias do Oriente Médio traz novidades sobre genes do autismo
http://afp.google.com/article/ALeqM5gAu86bDoGZT7I_P6r35RS-wVNh4A
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 13.7.08
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Sociedade
O enigma do autismo
Os autistas em Portugal podem ser mais de 65 mil. Muitos não foram diagnosticados nem tiveram o tratamento adequado.
| Helena Norte | Jornal de Notícias | 13/7/2008 |
Por razões ainda mal explicadas, a incidência desta perturbação do desenvolvimento - que pode variar de formas muito severas e incapacitantes até ligeiras ou de alto funcionamento - está a aumentar substancialmente, a ponto de, nos Estados Unidos, já se falar em epidemia de autismo.
É um mal misterioso. A ciência ainda não conhece cabalmente as causas nem é capaz de o curar. Em Portugal, não se sabe sequer quantos são, mas extrapolando as estatísticas internacionais, o número poderá rondar os 65 mil. O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA actualizou a prevalência e estima que uma em cada 150 crianças nasça com uma perturbação do espectro de autismo, o que representa um aumento de cerca de 600% em três décadas. O aperfeiçoamento no diagnóstico pode ajudar a compreender este brutal aumento, mas os especialistas são incapazes de explicar totalmente o fenómeno.
Embora a palavra já tenha entrado no léxico comum, persistem muitos mitos e confusões a respeito do autismo. Até porque não há um autismo: há muitas e diversas formas de autismo que podem variar desde uma perturbação profunda (autismo clássico ou síndrome de Kanner) até ao autismo de elevado funcionamento (também designado de síndrome de Asperger).
Em comum, dificuldades na comunicação e na interacção social e padrões de comportamento repetitivos ou ritualísticos. Mas o grau de afectação nas várias áreas é muito diverso. Há autistas com grave défice cognitivo, que não têm qualquer grau de autonomia, e há outros que, à excepção de um ou outro traço considerado mais excêntrico, são perfeitamente funcionais.
"Há muitos que trabalham, em todo o tipo de profissões, alguns são professores universitários", explica Miguel Palha, pediatra do Centro de Desenvolvimento Infantil Diferenças e especialista nesta problemática. Os portadores de Asperger, que são detectados e estimulados precocemente, melhoram consideravelmente à medida que entram na juventude e idade adulta. Persistem, porém, alguns comportamentos disfuncionais, como a fixação nalguns assuntos, a rigidez e repetição das regras e dos hábitos ou a tendência para o isolamento social.
Um autista, por definição, vive no seu mundo e não procura o outro. Uma incapacidade que pode decorrer de alterações bioquímicas verificadas durante o período fetal, explica Edgar Pereira, psicólogo e professor da Universidade Lusófona. Não se sabe bem se por causas genéticas, virais ou químicas, a verdade é que o cérebro de um autista não funciona nos mesmos moldes do que os das outras pessoas.
Quem nasce autista, morre autista. O que não significa que não haja nada a fazer. O tratamento adequado pode fazer a diferença entre uma vida de dependência ou de relativa funcionalidade. E pode, acima de tudo, fazer uma grande diferença para as famílias que têm de cuidar destes doentes.
Os apoios são insuficientes e caros - só em terapias particulares, há famílias a gastar 700 a mil euros por mês, sem contar com as restantes despesas. O pior é quando tudo é "um falhanço absoluto", como conta Francisco Calheiros, pai de Henrique, um menino autista de 13 anos, que já passou por escolas públicas e terapias particulares. Mais do que os fracos progressos, este pai revolta-se contra as nódoas negras que o filho regularmente apresentava quando chegava da escola e da redução do número de professores de ensino especial.
No último ano lectivo, foram apoiados 500 alunos com perturbações do espectro do autismo, em 93 unidades de ensino estruturado com 187 docentes de ensino especial, de acordo com o Ministério da Educação. Embora a tendência seja para integrar mais crianças nessas unidade, a verdade é que muitos continuam sem apoio. Entre os 60 utentes da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) do Norte, nenhum frequenta essas estruturas.
O enigma do autismo
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=967591
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Segunda-feira, Julho 07, 2008
Terapia com leões marinhos pode ajudar crianças com autismo
| Efe, via O Estado de São Paulo | 6/7/2008 |
| Enviado por Priscilla Siomara Gonçalves para a Comunidade virtual Autismo no Brasil |
Criança com autismo participa da terapia experimental com leões marinhos |
Tratamento experimental também pode ajudar no tratamento de transtornos psiquiátricos e esclerose múltipla
ELCHE, Espanha - Um tratamento pioneiro baseado na interação com leões marinhos será testado em crianças com transtornos psiquiátricos e autismo e adultos com esclerose múltipla. A terapia experimental segue a linha de pesquisas científicas que demonstram a melhora da qualidade de vida dessas pessoas através de encontros com animais, como os já comprovados com golfinhos.
A Fundação Río Safari realiza a primeira edição do Tratamento Assistido com Otariídeos (TAO), que será desenvolvido nos meses de julho e setembro em Elche, no leste da Espanha. Os participantes do tratamento são crianças autistas e com paralisia cerebral que trabalharam previamente com o grupo de pesquisa da Fundação Río Safari, assim como adultos da Associação de Esclerose Múltipla de Alicante (Adema).
"Estamos recebendo mais propostas de outras associações para continuar o projeto" no próximo ano, disse à Agência Efe a psicóloga da Fundação Río Safari, Silvia Sebastián. Os resultados finais só serão analisados a partir de outubro, mas Sebastián disse que já é possível notar "uma melhora da motricidade, do equilíbrio e da coordenação", além das próprias vantagens do "fim lúdico e educativo".
O trabalho começa atividades de mobilidade e relacionamento, para depois passar para brincadeiras com dois leões marinhos treinados para o tratamento, Aragón e Curro, ambos de cinco anos de idade. Sebastián disse que o tratamento precisou de um ano de preparação, pesquisa e treinamento dos animais, a partir de anos de modificação de conduta.
O grupo de pesquisa está desenvolvendo outros programas similares, entre eles uma fazenda educativa e um tratamento com uma elefanta, dos quais também participam grupos de crianças autistas e com paralisia cerebral.
Terapia com leões marinhos pode ajudar crianças com autismo
http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid201531,0.htm
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 7.7.08
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Sexta-feira, Julho 04, 2008
Autistas ganham colônia de férias
| Max Pereira | Tribuna do Norte | Natal, 04/07/2008 |
CIDADANIA - Colônia de férias ajuda na inclusão social de crianças e adolescentes autistas na escola, na família e no trabalho |
No mês de julho, a tradicional colônia de férias se apresenta como uma alternativa de lazer para as crianças, que além de prazer e descontração, favorece a socialização e o desenvolvimento infantil. Partindo dessa idéia, o Centro de Estudo Aplicado (CRÊ-SER) em parceria com a Farn (Faculdade Natalense para o Desenvolvimento do RN), desenvolveu uma colônia de férias dedicada às crianças autistas, promovendo a inclusão social dessas crianças na escola, na família e no trabalho, além de um melhor preparo dos profissionais que virão a trabalhar com esse público no futuro. Alunos dos cursos de Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia e Psicologia ajudam no desenvolvimento de atividades sensoriais, motoras, esportivas, incluindo atividades da vida diária (AVDs).
Piscina de bolinhas, cama elástica, artes, música, esportes e brinquedos educativos compõem a programação que começou essa semana. "É a primeira vez que realizamos essa experiência e no primeiro dia já nos surpreendemos com a boa adaptação das crianças", disse a coordenadora do projeto, Eliana Araújo. "É também uma oportunidade para os universitários terem contato com essas crianças durante o curso. Muitas vezes, o profissional sai da academia sem experiência de estágio".
As atividades foram divididas em dois grupos, com duração de quinze dias cada. "Na primeira quinzena participam crianças entre dois e sete anos. No segundo ciclo, a faixa etária é de oito a 15 anos", informa o coordenador do curso de Psicologia da Farn, Antônio Alves. "Os alunos voluntários receberam uma capacitação teórica para atuar no projeto, e são acompanhados integralmente pelos profissionais do Centro".
"Aprendemos muita teoria em sala, mas a prática profissional é essencial. Essas crianças só precisam de mais atenção, mas quem não precisa?", questiona Jersika Thaise de Carvalho, aluna de Psicologia, e declara não ter sentido diferença no primeiro contato com as crianças. "Estou vendo a síndrome com outros olhos. Não conhecia nada a respeito do autismo. Mesmo sendo um tema mais ligado à Psicologia, me preocupava como seria o atendimento a um paciente autista em um pronto socorro. A experiência está sendo bastante válida", diz Valêssa Medeiros, estudante de Enfermagem.
A coordenadora do projeto e idealizadora do Centro, Eliana Araújo, acredita que a educação condutiva é um caminho para diminuir o preconceito na sociedade. "Não é apenas brincadeira, as crianças aprendem a se alimentar, se vestir e se expressar melhor. Estimulamos o desenvolvimento biológico e psicossocial".
Tomar água, dançar ou apenas segurar um lápis, ações simples do dia-a-dia, são obstáculos a serem superados diariamente pelas crianças e adolescentes portadores de autismo. Conseqüência de uma alteração cerebral, a doença afeta a capacidade de comunicação e relacionamentos do indivíduo.
Crê-Ser - O Centro de Estudo Aplicado surgiu em 1999, sem fins-lucrativos, reunindo 11 famílias com filhos autistas. O objetivo inicial era estudar a doença, mas Eliana Araújo, idealizadora do centro, viu a necessidade de um trabalho de orientação junto aos pais e escolas, iniciado em 2007.
Devido às limitações financeiras, atualmente são atendidas oito crianças, e 11 estão em fila de espera. "Incentivamos a capacidade de aprender a aprender, e o mais importante, a consciência de que podem atuar como sujeitos ativos do processo de superação", diz Eliana. "Em poucos meses de implantação, elas demonstram avanços na linguagem, manifestação do desejo, conhecimento corporal, interação com o grupo e autonomia em atividades simples do cotidiano, como comer e realizar a higiene pessoal".
Características:- Tem dificuldade em estabelecer contacto com os olhos;
- Parece surdo, apesar de não o ser;
- Pode começar a desenvolver a linguagem, e repentinamente interrompê-la completamente;
- Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros;
- Hiperatividade;
- Costuma estar inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas;
- Não explora o ambiente e as novidades, costuma restringir-se e fixar-se em poucas coisas;
- Apresenta certos gestos repetitivos e imotivados como balançar as mãos ou balançar-se;
- Cheira, morde ou lambe os brinquedos e ou roupas;
- Mostra-se insensível aos ferimentos.
Serviço:
As inscrições para a colônia de férias Crê-Ser ainda estão abertas, na avenida Miguel Castro, 714, Lagoa Nova.
Mais informações pelo telefone (84) 3206-9439.
Autistas ganham colônia de férias
http://tribunadonorte.com.br/80129.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 4.7.08
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Quinta-feira, Junho 26, 2008
Pais e amigos fundam Associação dos Autistas do Amapá
| Gilberto Ubaiara | Correa Neto online | 4/7/2008 |
Primeira ação da AMA-AP é um curso para capacitar pais e profissionais a detectar, entender e lidar com autistas
A necessidade de tratamento específico, além da dificuldade que as famílias encontram para receber atendimento no Estado, levou um grupo de voluntários a fundar a Associação dos Pais e Amigos de Autistas do Amapá (AMA-AP). A constituição da primeira diretoria e o registro em Cartório aconteceu no mês de abril deste ano, mas é reflexo de encontros que vinham sendo realizados por pais e profissionais, desde setembro de 2007. Nos últimos seis anos houve algumas tentativas de criação de uma entidade que encampasse a luta em favor dos autistas no Amapá, mas todas haviam fracassado.
O autismo é um distúrbio comportamental caracterizado por alterações e dificuldades na comunicação, interação social e imaginação das pessoas. Apesar de ser estudado já há algum tempo pela ciência, suas causas ainda não são conhecidas e suas manifestações podem surpreender pela variedade. Também conhecido como Transtorno Invasivo de Desenvolvimento (TID), o autismo é uma síndrome de difícil diagnóstico, pois, não há sintomas físicos - ele só se evidencia através do comportamento dos indivíduos.
Ainda em fase de estruturação, sem muitos recursos e nem mesmo sede própria, a AMA-AP que também tem como objetivo possibilitar a integração da pessoa autista à sociedade e assessorar as famílias - principalmente as de baixa renda- no enfrentamento do autismo, iniciou suas atividades contando com a força e a dedicação de seus voluntários. Desse esforço surgiu o primeiro curso de capacitação sobre autismo no Amapá, evento que a Associação realiza junto juntamente com vários parceiros, dentre eles a Secretaria de Estado da Comunicação, a partir da segunda-feira 7 de julho no auditório da Escola Estadual Polivalente Tiradentes.
O curso com 40 horas, entre aulas teóricas e exercícios práticos, se estende até 11 de julho, tendo como ministrante a psicomotricista e assistente social, Eliana Boralli, que também tem formação em padagogia Waldorf e é autora do livro "Autismo: trabalhando com a criança e a família". Dentro do curso haverá um módulo específico para os pais de crianças autistas, onde através da vivência grupal será feita a transferência de dinâmicas específicas, possibilitando em primeiro lugar uma tomada de consciência sobre a problemática do autista até a administração do processo emocional em cada família.
De acordo com o presidente da AMA-AP, Frank Benjamim Costa, o Amapá ainda é carente tanto em atendimento quanto em diagnóstico e em terapias para os casos de Autismo. Tratamentos mais adequados ofertados em centros especializados são de difícil acesso para a maioria das famílias porque exigem recursos consideráveis. "As dificuldades se concentram principalmente nas áreas de Saúde e Educação. Muitas vezes a suspeita de autismo é alertada pelos próprios pais, já que os sintomas passam despercebidos pelos pediatras", comenta.
Outro empecilho, segundo Frank Costa, é a falta de compreensão e paciência com as crianças autistas principalmente nas escolas, o que prejudica sua socialização. "A falta de informação faz muitos acharem que a criança é mimada ou mal educada, e não entendem que a agressividade é as vezes a única forma de comunicação que o autista tem". Nesse sentido, uma das missões da AMA é conscientizar a sociedade para essas e outras questões.
Na área educacional um dos principais problemas que os autistas e suas famílias enfrentam é o acesso - e portanto, a cidadania. Excluindo-se raríssimas escolas da rede pública estadual, as instituições de ensino principalmente as da rede privada não estão preparadas para receber crianças autistas. Os professores não compreendem a criança por não conhecerem as características da doença, agindo muitas vezes de forma equivocada. Para Frank Costa, não se pode culpar os professores. "Eles não têm como tomar atitudes corretas pois nunca foram preparados para isso. O autismo exige especialização por parte dos profissionais e este é o nosso objetivo com este curso".
Essa mesma falta de preparo ocorre no atendimento na área da Saúde. Segundo Lucivaldo Nascimento de Castro pai de um autista de seis anos e vice-presidente da AMA-AP, as políticas públicas tentam englobar todas as crianças especiais como um único grupo, o que acaba não dando certo. "Não dá para tratar a criança com Síndrome de Down, por exemplo, da mesma maneira que a criança autista", afirma ele.
A Associação dos Pais e Amigos dos Autistas do Amapá ainda não presta atendimento, mas as reuniões da entidade, onde sempre acontecem troca de informações e experiências, são no primeiro sábado de cada mês no Centro Social Arco Íris, no bairro Santa Inês. Elas são abertas para pais, profissionais e interessados no assunto. A associação também recebe doações e está em busca de apoio financeiro. Os contatos podem ser feitos pelo correio eletrônico jafrajr@oi.com.br e pelos telefones 3242-1219 e 9913-3844.
Gilberto Ubaiara
Jornalista e membro da AMA-AP
55 (96) 8111-4149
Pais e amigos fundam Associação dos Autistas do Amapá
http://www.correaneto.com.br/noticias/07/4_7_08autistas.htm
Segundo a Associação de Amigos e Pais dos Autistas do Amapá, o principal foco da discussão serão as questões teóricas e prática relacionadas ao assunto.Associação promove curso sobre autismo
| Isabelle Braña | Macapá, 19 de Junho de 08 | ESTUDO | Jornal do Dia |
Pela primeira vez no Estado, a Associação de Pais, Amigos e Pais dos Autistas do Amapá (Ama - AP), estará promovendo dos dias 07 a 11 de julho, o curso " Autismo, das Questões Teóricas à Prática" .
Segundo a Ama, a programação será dividida em três módulos, sendo que este será o primeiro. Essa será a primeira atividade da Associação, que promete efetivar a sua participação nas questões do Estado.
O que é autismo?
É uma alteração cerebral que afeta a capacidade da pessoa se comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente. Algumas crianças apesar de autistas apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam também retardo mental, mutismo ou importantes retardos no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.
Muitas das pessoas que sofrem de autismo vivem num "mundo" à parte, interagindo com coisas que eles imaginam. É como se criassem o seu próprio mundo.
Associação promove curso sobre autismo
http://jdia.leiaonline.com.br/index.pas?codmat=29819&pub=1
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 26.6.08
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Terça-feira, Junho 24, 2008
Novo medicamento: esperança para o autismo
| Science Daily |23/6/2008 |
Pesquisadores da Universidade da California descobriram que um medicamento já aprovado pela FDA reverte disfunções cuasadas por um distúrbio genético chamado esclerose tuberosa complexa. Como metade dos pacientes dessa doença também sofrem de autismo, as descobertas trazem novas esperanças para os distúrbios de aprendizagem devidos ao autismo.
Usando cobaias com a esclerose tuberosa, os cientistas testaram a Rapamicina, droga usada para combater a rejeição a tecidos transplantados. Esse medicamento é conhecido por atingir uma enzima envolvida na produção de proteínas necessárias à memória.
De acordo com o Dr. Alcino Silva, professor de Neurobiologia e Psiquiatria da UCLA, "estas descobertas desafiam a teoria de que o desenvolvimento anormal do cérebro é o culpado pelas dificuldades mentais na esclerose tuberosa". E o pesquisador Dan Ehringer acrescenta: "nossa pesquisa mostra que tais problemas são devidos a por mudanças reversíveis no funcionamento do cérebro".
Leia a reportagem toda (em inglês):
Drug Reverses Mental Retardation Caused By Genetic Disorder; Hope For Correcting How Autism Disrupts Brain
http://www.sciencedaily.com/releases/2008/06/080622224428.htm
Ehninger et al. Reversal of learning deficits in a Tsc2+/- mouse model of tuberous sclerosis. Nature Medicine, Published online: 22 June 2008 DOI: 10.1038/nm1788
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 24.6.08
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Segunda-feira, Junho 23, 2008
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 23.6.08
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Sexta-feira, Junho 20, 2008
Cérebro esquizofrênico pode não reconhecer expressões faciais
|Resumido de Último Segundo | 19/6/2008 |
Já é sabido que essa deficiência ocorre em pessoas autistas, Agora, pesquisa realizada na Universidade Autônoma de Madri tenta estabelecer se há diferenças na Teoria da Mente de pessoas com esquizofrenia e com transtorno de personalidade. O trabalho, que envolve 80 pessoas, 30 com esquizofrenia e outros transtornos de personalidade e 20 parentes de primeiro grau.
Na pesquisa, será mapeado o funcionamento de uma área situada na parte basal do lóbulo temporal ao serem observados rostos de quadros de Velázquez e cinco fotografias de Arnold Newman.
Espera-se identificar o grau de domínio cognitivo dos pacientes.
Mais, em:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/06/19/cerebro_pode_nao_reconhecer_expressoes_faciais_em_casos_de_esquizofrenia_1375333.html
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 20.6.08
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Terça-feira, Junho 17, 2008
Emerson Fittipaldi apóia Orgulho Autista
| Enviada por Fernando Cotta | Movimento Orgulho Autista Brasil | 16/6/2008 |
"Emérson com os representantes do Movimento Orgulho Autista. Fernando Cotta à direita." .jpg) | .jpg) |
Lenda viva do automobilismo brasileiro e mundial, o bi-campeão de Fórmula 1 e campeão de Fórmula Indy, Emerson Fittipaldi, colocou a camisa do Movimento Orgulho Autista Brasil no último domingo, dia 15junho2008, em Brasília.
Emerson disse que a questão das pessoas autistas e das pessoas com deficiência merece toda a atenção dos governos para a verdadeira inclusão social destas pessoas.
O campeão recebeu explicações sobre a importância de políticas públicas para os autistas brasileiros, bem como sobre a importância dos pais ter o sentimento de orgulho para com seus filhos autistas e fez questão de posar com a camisa do Movimento Orgulho Autista Brasil para TVs e jornais do mundo inteiro.
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 17.6.08
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Domingo, Maio 25, 2008
Spray nasal para reduzir a timidez
Um novo tratamento para a timidez excessiva está sendo estudado na Alemanha. De acordo com um estudo publicado na revista Neuron pelos pesquisadores Dr. Thomas Baumgarten, Professor Markus Heinrichs e Professor Ernst Fehr, da Universidade de Zürich, inalar oxitocina reduz a timidez e, mesmo a desconfiança em estranhos.
A oxitociona, conhecida como "hormônio do amor", tem um papel importante nas relaçòes sociais, nos sentimentos maternos e está presente no cérebro durante as relações sexuais.
O estudo mostra que inalar o hormônio baixa a atividade da amídala, região cerebral relacionada ao medo e ao perigo. Os mesmos circuitos neurais têm um papel importante em desordens sociais. estão sendo feitos testes para verificar se um spray nasal poderia reduzir a timidez, o medo social e a ansiedade em situações sociais.
O hormônio também é candidato a tratar o autismo:
"Pessoas com autismo também têm medo de situações sociais e problemas com a interação; assim, é bastante provável que a oxitocina possa ajudá-las", diz o Dr. Thomas Baumgarten, acrescentando que estudos da Escola de Medicina Mount Sinai, de Nova York, sugerem que pode servir para adultos com dificuldades em recohecer emoções.
Love hormone could banish shyness
http://www.telegraph.co.uk/earth/main.jhtml?view=DETAILS&grid=A1&xml=/earth/2008/05/23/scishy123.xml
Daily Telegraph, disponível em 23/5/2008
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 25.5.08
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Sábado, Maio 24, 2008
Prefeitura de Oiapoque comemora aniversário e entrega UBS para moradores
| Mariléia Maciel | Corrêa Neto online | 21/5/2008 |
O município de Oiapoque, o mais distante de Macapá, completa nesta sexta-feira (23), 63 anos de criação. Cidade de fronteira, a história de Oiapoque é marcada por lutas pela área privilegiada e por ser ponto de variedade de raças, etnias, dialetos, culturas, moedas e tradições. Para comemorar a data, a Prefeitura está oferecendo aos moradores uma série de serviços e benefícios em todas as áreas administradas pelo município. O setor da saúde, considerado um dos mais críticos no atendimento e falta de estrutura, é o que receberá maior incentivo da Prefeitura com a inauguração da Unidade Básica de Saúde do bairro Nova Esperança. Atualmente os principais problemas de saúde dos moradores são resolvidos fora do município, em Macapá, distante 600 km de carro e a 2 horas de avião,e no outro lado da fronteira, em São Jorge ou Caiena, para quem tem documentação. A prefeitura administra hoje 10 UBS, incluindo zonas urbanas e rural, com atendimento básico e junto com Governo Estadual coordena o Pronto Socorro.
Após a inauguração, a intenção é atender 65 pessoas por dia. A UBS Nova Esperança terá atendimento básico e especializado nas áreas de odontologia, fonaudiologia e fisioterapia para portadores de necessidades especiais. Os profissionais são contratados do município e irão dar atendimento em salas com recursos multifuncionais.
Os portadores de necessidades especiais terão na UBS o principal ponto de atendimento especializado. A secretária de Saúde, Danniela Pinheiro, explica que a Secretaria tem cadastrada mais de 60 crianças especiais, entre as principais necessidades estão os portadores da síndrome de dow, autismo, surdo-mudos e deficientes visuais e mentais. “Nossa equipe terá condições de dar tratamento adequado à essa crianças, teremos médicos especialistas e local apropriado”, fala a secretária.
Com aproximadamente 20 mil habitantes incluindo os indígenas, os administradores investem em saúde. “Oiapoque está deixando de ser conhecido como um município que não dá condições de tratamento de saúde para os moradores, é difícil, mas pretendemos dar uma virada positiva na saúde”, diz o vice-prefeito, Nilson Caluf. O vice-prefeito garante que até o final deste ano a comunidade poderá sentir a diferença nas condições e melhoria nos tratamentos. “Queremos deixar de ser exportador de doentes, em algumas situações precisamos recorrer a outros centros, mas tem muitos problemas que podem ser resolvidos na cidade e estamos trabalhando para isso”, diz Caluf..
Prefeitura de Oiapoque comemora aniversário e entrega UBS para moradores
http://www.correaneto.com.br/noticias/05/21_5_08oiapoque.htm
Se for reproduzir, por favor dê o crédito: Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia em 24.5.08
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